Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

CLIPPING - 22/maio/2013

A culpa é das mulheres (Larissa Lima)   
Em 2005 foram registrados 15.351 casos de estupro (dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Ministério da Justiça e Sistema Único de Saúde). Em 2010 o número subiu para 41.294 e em 2013 os casos vêm aumentando. Só neste ano, o Rio de Janeiro registrou 1.494 novos estupros e atentados ao pudor contra mulheres.  Apesar da quantidade espantosa desse tipo de violência, alguns casos só passaram a ser noticiados e trazidos a público depois do estupro de um casal de estrangeiros no Rio. A preocupação e a celeuma entre os jornalistas e políticos é a imagem do Brasil “lá fora”. O mundo, com seus olhos voltados para os próximos grandes eventos que o país vai sediar, não pode ficar com essa indigesta impressão, ora. Dois desses eventos acontecem no Rio de Janeiro, onde o governador do estado prontamente resolveu a questão: proibidas as vans na zona sul da cidade. Isso basta, turista nenhum vai além dos grandes cartões postais e a população pode continuar convivendo com o que sempre conviveu. Devidamente embaixo dos panos e dos pés descompassados.  Quem freqüenta as redes sociais ainda pôde ver o incômodo com essa a preocupação com a imagem do país da Copa, muito mais do que com a vulnerabilidade das mulheres (quase 90% dos casos de estupro são contra as mulheres), onde ainda havia espanto com esse tipo de postura. Para as/os feministas, fato nada surpreendente. Já socialmente o feminismo vem tendo seu valor diminuído, por supostamente já termos chegado à igualdade de gêneros. Chegamos? No recente caso de Cleveland (EUA), em que três mulheres foram mantidas presas por 10 anos, nos portais de notícias não era raro ver comentários de que aquela situação seria impossível, de que ninguém é mantido sob cárcere por 10 anos e, possivelmente, as mulheres compactuaram com o sequestrador. A matéria que o Fantástico exibiu domingo (12/5), termina com a frase de Ariel Castro de que elas só estavam ali porque cometeram o erro de entrar no carro de um estranho. O erro era, a exemplo dos casos de estupro, mais uma vez das mulheres. Também recentemente, o sempre equivocado deputado federal Marco Feliciano afirmou no livro Religiões e política; uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil, que o estímulo às mulheres para que elas tenham os mesmos direitos que os homens é uma forma de atingir a família e acabar com a sociedade.  Esses são casos mais gritantes, mais óbvios e, consequentemente, mais fáceis de serem combatidos. E quando a discriminação de gênero está tão inserida no modo de enxergar a sociedade que não são facilmente percebidos?  Ah, não, papo de patriarcado? Mas que modo patriarcal é esse se as mulheres já podem votar, trabalhar e fazer tudo que os homens fazem? Elas já não podem gozar, até, da mesma liberdade sexual conferida a eles?  Podem, também, andar de transporte público sem serem assediadas? Podem escolher andar como quiserem sem que isso seja interpretado como permissão para, adivinha, serem assediadas? Quando um brinquedo é definido como brinquedo de menino e de menina rompemos as barreiras de gênero? E quando uma mulher precisa pensar duas vezes quando vai fazer um caminho na rua, por riscos de ser estuprada, ela é livre? Ou ela é potencialmente mais um número para as tantas estatísticas relacionadas ao assunto?  Isso quando entram nas estatísticas. Os meios de informação diminuíram seu silêncio, já que ultimamente quase todos os dias podemos ver novos casos de estupro nos portais e telejornais. Mas, ainda assim, só são notícias dos casos coletivos ou em lugares públicos, como em metrôs, ônibus e banheiros. Ou Igrejas.

Femen decreta fim de filial brasileira: Não nos representa
A filial brasileira da organização feminista Femen não existe mais. A informação foi dada por uma das fundadoras do movimento original, a ucraniana Alexandra Shevchenko, em entrevista ao jornal Zero Hora. Segundo ela, a dissolução da organização no Brasil se deve aos problemas que tiveram com a sua organizadora no país, a paulista Sara Winter, que confirmou a notícia.“Gostaria de dizer algo que imagino seja novo para vocês. Não temos mais Femen Brazil. A pessoa que nos representava, Sara Winter, e que tem sua própria conta no Facebook, o Femen Brazil, não faz parte do nosso grupo. Tivemos muitos problemas com ela. Ela não está pronta para ser líder. É uma pena, mas essa decisão faz parte do nosso crescimento como movimento honesto. O Femen Brazil não nos representa”, disse Shevchenko ao jornal. Por sua vez, Sarah confirmou atritos com a matriz ucraniana. "As ucranianas são muito autoritárias. Em vários aspectos discordamos da postura delas, como no caso do comportamento discriminatório que elas tem com relação às mulheres islâmicas. Somos a favor da pluralidade religiosa", afirmou.  Ela afirma que não recebeu a ajuda de custo prometida para poder se dedicar somente ao movimento de maneira regular. No entanto, ela afirma que, mesmo sem o nome, pretende continuar organizando protestos.  Também afirmou ao Zero Hora que a organização lhe exigia ações “absurdas”: “Elas queriam que eu contratasse um helicóptero para desenhar um símbolo do Femen no Cristo Redentor. Como iria fazer uma coisa dessas? Queriam que eu encontrasse uma cruz de madeira no Rio ou em São Paulo e serrasse?”.

Participação da mulher na política brasileira cresce de forma lenta
Se o eleitorado brasileiro não tem preconceito em votar nas mulheres, por que a participação feminina na política cresce apenas 1%, em média, a cada eleição? Parte da resposta talvez se encontre nos partidos, que não estariam praticando "democracia de gênero", por exemplo, ao dificultar o acesso das mulheres às esferas decisórias da estrutura partidária. – Em parte, é verdade que a mulher não se interessa pela política, porque a campanha é um jogo de cargas marcadas. Ela sofre com a falta de espaço na televisão [propaganda eleitoral], de recursos, de apoio nos partidos. No dia em que os partidos mudarem a relação com as mulheres, pode ter certeza que seu interesse será proporcional à mudança das estruturas [partidárias] – aposta o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, professor de mestrado na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE). Mas a conta desta exclusão não pode ser cobrada apenas dos partidos. A sobrecarga dos afazeres domésticos sobre as mulheres – que já respondem por 44% da força de trabalho brasileira – também é um fator de peso a distanciar a mulher da prática política, segundo ressaltou a professora Clara Araújo, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). – As mulheres trabalham em casa mais que o dobro de horas dedicadas pelos homens: 26 horas contra 10 horas semanais – comentou a pesquisadora. Este cenário foi revelado, nesta terça-feira (21), durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Detalhes dessa realidade constam do livro "Mulheres nas Eleições 2010", lançado na ocasião e elaborado com a participação de José Eustáquio Diniz e Clara Araújo. O demógrafo espera que a publicação contribua para acelerar o processo de paridade nas disputas políticas. E, neste esforço para vencer o "déficit democrático de gênero", que ajude a tirar o Brasil da posição de lanterna quanto à participação feminina no cenário político internacional. – O Brasil tem menos de 10% de mulheres na política, perdendo até para o Iraque e o Afeganistão. Para dividir paritariamente [os cargos políticos] com os homens, as mulheres vão levar quase 150 anos, já que o ritmo de crescimento é de 1% a cada eleição – observou José Eustáquio Diniz.

Um delírio do CNJ
A Constituição não atribui ao Conselho Nacional de Justiça a função de legislar. Sendo um órgão administrativo do Judiciário obviamente não pode extrapolar das suas funções, que sequer são jurisdicionais, mas apenas, em escala constitucional superlativa, administrativas.
Embora com poder regulamentar e disciplinar em seu amplo âmbito de atuação, o regime democrático jamais reconheceu a órgão administrativo o poder de legislar, criando normas gerais vinculantes para a sociedade, ainda mais quando versam sobre matéria constitucional. A Resolução nº 175 de 14/05/2013 do CNJ viola o preceito. Não se discute a aceitação do casamento homoafetivo e de seus efeitos civis, mas sim que nenhum órgão administrativo pode interferir na vida civil-constitucional do cidadão. Como importante valor fundante o casamento tem sua disciplina prevista na Constituição, daí sua inquestionável situação de base da família e da sociedade. O ministro Gilmar Mendes abriu polêmica no meio jurídico, assinalando que a decisão do STF de 2011 não tratava de casamento, mas apenas de união estável. Segundo ele, a decisão não legitimou automaticamente o casamento homoafetivo, afirmando que "o tribunal só tratou da questão da união estável, mandou aplicar a união estável". Também o subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino afirmou que seria necessária "ou edição de uma lei ou uma nova decisão em outra ação do STF". A conselheira Maria Cristina Peduzzi votou pela rejeição da Resolução, destacando que a regra não poderia ser estabelecida pelo CNJ sem previsão legal. A legislação sobre direito civil é privativa da União, competindo ao STF a interpretação final da Constituição. A nação não suporta o papel de uma instituição-curinga que, ao invés de cumprir sua finalidade, enverede pelo perigoso surto da usurpação de poder.O CNJ não deve vulgarizar-se, escorregando pelo movediço terreno do delírio institucional.

PSC entra no STF com mandado de segurança contra registro de casamento gay
O Partido Social Cristão (PSC) ajuizou nesta terça-feira (21/5), no Supremo Tribunal Federal, mandado de segurança com pedido de liminar, com o objetivo de anular a regulamentação do casamento homossexual, aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça. No último dia 15, o Diário da Justiça publicou a Resolução 175 do CNJ, que obriga os cartórios do país a registrar como casamento civil a união estável de pessoas do mesmo sexo. A ação terá como relator, por sorteio, ministro Luiz Fux, O advogado do PSC, Antonio Oliboni, afirma na petição que “prevalecendo a Resolução do CNJ, verifica-se que poderá ocorrer uma grande injustiça contra o impetrante e seus filiados, especialmente aos deputados federais e senadores, no exercício de seus respectivos mandatos, uma vez que a posição partidária do PSC é contra o tema da resolução citada”, tendo havido “uma usurpação da função de um dos poderes da República (Legislativo) por parte do Poder Judiciário”. O PSC tem, no Congresso, um senador e 19 deputados.

Ensino Religioso nas Escolas
É difícil dizer que o Estado Brasileiro é laico, quando se vê no preâmbulo da Constituição de 1988, em vigor, apesar das mais de sessenta emendas, que foi promulgada sob a proteção de Deus. A polêmica pode ainda ser ampliada ao se analisar o conteúdo do texto constitucional, que estabelece: liberdade de culto religioso; impedimento ao Estado de embaraçar o funcionamento de igrejas ou a sua manutenção; a imunidade de impostos para as sociedades religiosas e, demais disso, os subsídios financeiros do Estado para as instituições de ensino confessionais. O Estado Brasileiro tem tratados com o Vaticano, ente estatal da Igreja Católica. Esta se beneficia de laudêmios nas áreas centrais das cidades, que se expressa numa taxa que o proprietário tem que pagar anualmente para as dioceses.O Estado Brasileiro tem um regime de concessão de emissoras de TV e rádio para as sociedades ou associações religiosas.
A Lei Federal 6.802/1980, estabelece que o dia 12 de Outubro é feriado Nacional, dedicado ao culto oficial a Nossa Senhora de Aparecida: padroeira do Brasil. Afirmativas de que a laicidade do Estado Brasileiro é indiscutível nega a história. Nega o conteúdo da Constituição. Laicismo não é ateísmo. Laico é um Estado que não prega uma religião específica, podendo o cidadão escolher o culto religioso que quer professar. E o fato de não poder ferir a liberdade de crença e de religião na vida privada do cidadão, não resume a laicidade do Estado. A ideia de Estado laico não descarta possibilidade dele adotar comportamentos que incentivem opções de fé religiosa.

Gay não é doença (Ancelmo Gois)
O juiz da 5ª Vara Federal, Firly Nascimento Filho, julgou improcedente a ação do MP Federal contra os conselhos regional e federal de Psicologia. Um grupo de procuradores, entre eles o evangélico Fábio de Aragão, queria anular a resolução que proíbe psicólogos de tratarem a homossexualidade como doença.

Cônsul adjunto em Sydney é retirado do posto
O cônsul adjunto do Brasil em Sydney, Cesar de Paula Cidade, tem até 20 de junho para se apresentar ao Itamaraty e prestar explicações sobre as denúncias contra ele. O diplomata é denunciado por funcionários por assédio moral e sexual, homofobia e desrespeito.

Código Penal: Fonteles critica proposta que libera aborto até a 12ª semana
Pontos polêmicos do projeto de reforma do Código Penal foram discutidos hoje na comissão especial de senadores criada para analisar a proposta formulada por uma comissão de juristas. Em audiência com o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles e o professor da Universidade de São Paulo (USP) Hélcio Madeira, os senadores debateram diversos pontos do projeto, entre eles a proposta de liberação do aborto até a 12ª semana de gravidez. Fonteles se posicionou contra a proposta de que o aborto não seja considerado crime se acontecer neste período e mediante atestado de médicos e psicólogos de que a gestante não tem condição de levar a gravidez adiante. No entanto, o ex-procurador-geral considerou mais adequado que sejam aplicadas penas alternativas para as mulheres que praticarem o aborto pela primeira vez. Ele acredita que, trabalhando pela sociedade, elas aprenderão mais sobre a valorização da vida e terão menos chances de reincidirem no crime. Assim como Fonteles, Madeira também criticou o modelo de descriminalização do aborto que foi proposto pela comissão de juristas que formulou o anteprojeto do Código Penal. Na opinião dele, alguns pontos ficaram vagos e foram criadas tantas exceções que as hipóteses que configuram crime é que passaram a ser minoria. A comissão especial que analisa a proposta de reforma do código manterá a rotina de audiências públicas até junho. Após o recesso legislativo o relatório final do senador Pedro Taques (PDT-MT) deverá ser apresentado e votado. Em seguida, o projeto deverá ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e pelo plenário da Casa antes de seguir para a Câmara. Uma comissão do Conselho Nacional do Ministério Público também foi instalada para fazer sugestões ao texto.

Saúde pública merece prioridade em meio aos desafios globais, defende diretora da OMS
No momento em que o mundo lida com muitos desafios, das mudanças climáticas até a fome e desnutrição, é mais importante do que nunca garantir que a saúde pública receba tanto a atenção quanto os recursos que merece para garantir o bem-estar de milhões de pessoas. Foi o que defendeu a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, na segunda-feira, 20 de maio.
"Estamos vivendo tempos profundamente preocupantes. Nestes tempos conturbados, a saúde pública parece mais e mais como um refúgio, um porto seguro de esperança que permite e inspira todos os países a trabalharem juntos pelo bem da humanidade", enfatizou a diretora, durante a 66ª Assembleia Mundial de Saúde, em Genebra, na Suíça. Segundo ela, o medo de novas doenças pode unir o mundo, como também trazer a determinação para aliviar a miséria humana. "Isto é o que faz com que a saúde pública se destaque em relação a outras áreas do engajamento global: os motivos, os valores e o foco. Sabemos que temos de influenciar as pessoas no topo, mas são as pessoas na base que mais importam." Chan também frisou a necessidade de assegurar que a saúde ocupe um lugar de destaque na agenda de desenvolvimento global para além de 2015, prazo para o cumprimento das metas de combate à pobreza, conhecidas como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

OMS: mundo não está preparado para surto de gripe
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou (21) que o mundo continua sem estar preparado para lidar com um surto de gripe de larga escala, havendo receios de que o vírus H7N9 na China possa se espalhar. O diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda, disse em uma reunião que, apesar dos esforços empreendidos desde a gripe aviária H1N1 há três anos, é necessário um maior planejamento de contingência. “Ainda que tenha sido feito trabalho desde então, o mundo não está preparado para um grande e severo surto”, disse Fukuda. Os sistemas de reação rápida são cruciais, uma vez que os esforços das autoridades de saúde estão limitados pela falta de conhecimentos das doenças, acrescentou. “Quando as pessoas são atingidas por uma doença emergente, não se pode somente ir a um livro e saber o que fazer”. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que “qualquer novo vírus da gripe que infecte humanos tem potencial para se tornar uma ameaça de saúde global”. De acordo com os números mais recentes, a gripe aviária H7N9 infectou 130 pessoas na China e matou 35 desde que foi detectada em humanos em março deste ano.

Cientistas brasileiros assinam manifesto pela descriminalização das drogas
Cientistas brasileiros divulgaram (21), na sede da ONG Viva Rio, um manifesto em defesa da descriminalização das drogas e de uma política mais humana com relação aos usuários. O documento será entregue ao Congresso Nacional como uma contribuição dos pesquisadores para o debate pela mudança na legislação sobre drogas. De acordo com um dos signatários da carta, o diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Lent, a legislação atual (11.343/2006) não faz distinção clara e objetiva entre usuário e traficante, o que gera arbitrariedades e prisões injustas. “No fogo da batalha, às 3h da manhã, o indivíduo [portanto drogas] se for de cor negra é traficante e se for de cor branca, talvez não. Logo o preconceito racial vai aparecer. O preconceito social também, pois se o indivíduo for de classe C ou D vai ser considerado traficante e se for de classe A, talvez não seja”, lamentou ele. O cientista ressaltou a importância da lei definir quantidades de porte para cada droga que diferenciariam um traficante de um usuário. “O policial poderia, facilmente, ter uma pequena balança no carro, assim como o bafômetro, na Lei Seca, que deu tão certo”, sugeriu Roberto Lent, que citou Portugal como exemplo de país que já estabelece uma quantidade máxima para porte do usuário. Ele destacou que 90% dos jovens interceptados com porte de drogas pela polícia são réus primários e não têm porte de arma. “A dependência química é uma doença. A pessoa que é usuária deve ser considerada um doente, não um criminoso. Mesmo o usuário que não é dependente, que nós chamamos de usuário recreativo, está sob risco”, completou. O professor do Instituto de Biofísica da UFRJ Ricardo Reis ressaltou que a ciência têm mostrado que a questão das drogas é um problema de saúde e não de polícia. Ele defendeu que ações de restrição social, de publicitária e políticas educativas têm se mostrado muito efetivas no combate às drogas, ao contrário das ações de repressões. “Em relação a nicotina, o Brasil talvez tenha feito uma das maiores campanhas contra o fumo nos últimos 20 anos, e as estatísticas mostram que houve uma redução no consumo de cigarro e a nicotina não foi proibida”, exemplificou Reis. Ambos os cientistas falaram do problema do álcool no país que, segundo eles, é muito mais grave que o das demais drogas, principalmente por que há exaltação da bebida alcoólica por meio das campanhas publicitárias e seu uso irrestrito em lugares públicos. Dentre os signatários da carta estão os ex-ministros da Saúde José Gomes Temporão e da Ciência e Tecnologia Sérgio Machado Resende, além da presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader. O manifesto pode ser acessado no site www.precisamudar.com.br e está aberto para assinaturas de outros membros da comunidade científica.

Direito adquirido (Luiz Carlos Azedo)
Se há uma lição a aprender com o boato de que o Bolsa Família iria acabar é de que o programa virou uma espécie de direito adquirido para as famílias beneficiadas. E a perspectiva de emancipação compulsória dos beneficiados não existe sem provocar uma comoção social. Segundo a Caixa Econômica Federal, no final de semana, 900 mil pessoas compareceram aos postos de autoatendimento para sacar antecipadamente o benefício. De uma hora para outra, foram retirados das agências da Caixa R$ 152 milhões. Se o dinheiro não fosse liberado, provavelmente haveria um quebra-quebra semelhante aos saques de supermercados que ocorreram na Argentina, em dezembro passado. O governo corre atrás da origem do boato. O mais importante, porém, é a constatação de que o programa deixou de ser visto como uma benesse. Os beneficiados se “empoderaram” dele. Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins e Rio de Janeiro foram os estados atingidos pela onda de boatos. Com a rapidez de um tornado, começou no boa a boca e se propagou pelas redes sociais e por meio de mensagens de celulares.

O Gosto Amargo da Copa do Mundo no Brasil
"A população tem a ilusão de que irá lucrar com os eventos da Copa, mas a verdade é que será brutalmente reprimida”, assegura Roberto Morales. Os acordos entre o governo do Brasil e a FIFA limitam a venda informal em torno dos estádios, expulsando os vendedores para um raio de dois quilômetros de distância dos eventos. "A Copa será grande negócio para os grandes empresários do esporte e para quem for autorizado a vender comida e bebida”, lamenta. Morales participa do Comitê Popular da Copa criado durante os Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro em 2007, quando as pessoas que estavam sendo despejadas à força para dar lugar às obras começaram a resistir aos traslados. "Além disso, começamos a perceber que os despejos não eram o único problema na hospedagem de grandes eventos – observamos outros problemas, como corrupção. As obras dos Pan-americanos estavam orçadas em 300 milhões de reais, mas acabaram custando 3,5 bilhões.” É total próximo de dois bilhões de dólares. Essa situação é especialmente visível no Rio de Janeiro, uma das sedes principais da Copa de 2014 e anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016. Nas doze cidades que serão sedes da Copa do Mundo foram criados Comitês Populares que se estão mobilizando sob a égide do lema "Copa e Olimpíadas com respeito aos direitos humanos”. Em 12 de dezembro esses comitês entregaram às autoridades das doze cidades um dossiê intitulado "Megaeventos e violações dos direitos humanos no Brasil”, onde detalham desde a violação do direito à habitação e das leis do trabalho nas obras até a falta de estudos de impacto ambiental de obras que correm contra o relógio.

Elefantes
Quase um mês após a data inicialmente anunciada para a inauguração, o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, abriu as portas neste sábado (18/05). A construção, que custou mais de 1 bilhão de reais, terá capacidade para 72 mil pessoas, um moderno sistema de captação de água da chuva para posterior reutilização e funcionará como uma “usina de energia solar”, como ressaltam os engenheiros, a partir de painéis fotovoltaicos de última geração instalados em sua cobertura. Modelo de sustentabilidade para outros estádios, o Mané Garrincha, no entanto, poderá carecer exatamente daquilo que justificaria sua existência: torcedores. Há anos o Distrito Federal não tem um representante na primeira divisão do futebol brasileiro – atualmente o Brasiliense, na série C, é a equipe de melhor situação. Difícil, assim, garantir público ao longo do ano para encher as fileiras do estádio erguido para receber a abertura da Copa das Confederações, no mês que vem, e sete partidas do Mundial de 2014. A situação não é exclusiva de Brasília. Críticos alertam que Manaus, Natal e Cuiabá podem estar diante de grandes elefantes brancos – ou seja, obra grandes e dispendiosas, porém sem utilização após a Copa. O governo federal defende que, dada a grandiosidade do evento, a construção nesses estados de arenas para a Copa – geralmente mais caras, por atenderem a uma série de exigências impostas pela Fifa – era imprescindível.


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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Influenza A H5N1 and HIV co-infection: case report

Case report

Influenza A H5N1 and HIV co-infection: case report

Annette Fox email, Peter Horby email, Nguyen Hong Ha email, Le Nguyen Minh Hoa email, Nguyen Tien Lam email, Cameron Simmons email, Jeremy Farrar email, Nguyen Van Kinh email and Heiman Wertheim email

BMC Infectious Diseases 2010, 10:167doi:10.1186/1471-2334-10-167


Published: 14 June 2010

Abstract (provisional)

Background

The role of adaptive immunity in severe influenza is poorly understood. The occurrence of influenza A/H5N1 in a patient with HIV provided a rare opportunity to investigate this.

Case presentation

A 30-year-old male was admitted on day 4 of influenza-like-illness with tachycardia, tachypnea, hypoxemia and bilateral pulmonary infiltrates. Influenza A/H5N1 and HIV tests were positive and the patient was treated with Oseltamivir and broad-spectrum antibiotics. Initially his condition improved coinciding with virus clearance by day 6. He clinically deteriorated as of day 10 with fever recrudescence and increasing neutrophil counts and died on day 16. His admission CD4 count was 100/ul and decreased until virus was cleared. CD8 T cells shifted to a CD27+CD28- phenotype. Plasma chemokine and cytokine levels were similar to those found previously in fatal H5N1.

Conclusions

The course of H5N1 infection was not notably different from other cases. Virus was cleared despite profound CD4 T cell depletion and aberrant CD8 T cell activation but this may have increased susceptibility to a fatal secondary infection.

Fonte:www.biomedcentral.com

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Noticias : H1N1: médico esclarece o falso negativo de HIV

Noticias : H1N1: médico esclarece o falso negativo de HIV
Enviado por zecarlos em 25/05/2010 01:06:11 (7 leituras)

Para o infectologista e coordenador de DST/Aids da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), Lourival Marsola, a polêmica sobre o resultado positivo em exames de HIV entre aqueles que se vacinaram contra o vírus H1N1, divulgada em nota pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na semana passada, é desnecessária.

“O falso resultado de HIV não invalida a vacinação contra o H1N1. A reação cruzada, aliás, é comum, isto é, você se vacina contra uma doença e o organismo acaba produzindo anticorpos para outras doenças também. E, finalmente, conforme a Portaria nº 151/2009 do Ministério da Saúde, que trata do diagnóstico da infecção do HIV, antes de qualquer afirmação são feitos vários exames, justamente para ter certeza se a pessoa está infectada ou não”, esclarece.

Além do HIV, Marsola destaca que a vacina também pode influenciar no resultado de exames para doenças como HTLV (cancerígeno) e hepatites. “Não podemos esquecer que esta vacina foi feita em caráter de urgência e que o próprio vírus HIV pode ficar no organismo da pessoa sem se manifestar.

Entre os que se manifestam, os resultados são divulgados pelo exame denominado Elisa (ensaio imunoenzimático) e reforçado pelo exame Western Blot. O primeiro acusa a presença e o segundo, ausência do vírus”, complementa, acrescentando ainda que o Estado, até o momento, não registrou nenhum caso de reação cruzada provinda durante a campanha nacional de vacinação contra a gripe A.

No caso das gestantes, o exame é ainda mais criterioso. Devido à necessidade do pré-natal, se o resultado para o exame de HIV for positivo, não há necessidade de aguardar 30 dias para a realização dos exames seguintes, dentre eles o teste de biologia molecular, que varre o organismo procurando o DNA viral. “Por razões óbvias, a gestante não pode esperar muito tempo, pois, se estiver prestes a dar à luz, por exemplo, corre-se o risco de o bebê ser contaminado”, destaca.

Fonte: Diário do Pará

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vacinação contra o vírus H1N1: veja a lista completa de doenças crônicas

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JORNAL FLORIPA - SC | NOTÍCIAS

AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS

20/04/2010

Vacinação contra o vírus H1N1: veja a lista completa de doenças crônicas

Pessoas com menos de 60 anos com problemas crônicos de coração, pulmão, rins, fígado, diabetes, que estejam em tratamento para AIDS e câncer ou sejam grandes obesos devem procurar um posto de vacinação.

Aqueles que serão vacinados devem levar aos postos um documento de identidade com foto e a carteira de vacinação do adulto, se possuírem. Também não é preciso levar atestado médico comprovando a doença crônica. Os pacientes devem consultar o médico antes de tomar a vacina para esclarecer dúvidas e receber orientações. Veja a lista completa de doenças crônicas abaixo:

Saiba mais sobre a campanha de vacinação contra o vírus H1N1

Pessoas com grande obesidade (Grau III), incluídas atualmente nos seguintes parâmetros:

- crianças com idade igual ou maior que 10 anos com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25;

- criança e adolescente com idade maior de 10 anos e menor de 18 anos com IMC igual ou maior que 35;

- adolescentes e adultos com idade igual ou maior que 18 anos, com IMC maior de 40.

Indivíduos com doença respiratória crônica desde a infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar)

Indivíduos asmáticos (portadores das formas graves, conforme definições do protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia)

Indivíduos com doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular)

Pessoas com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas

Pessoas com diabetes

Pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex: fibrose pulmonar, sequelas de tuberculose, pneumoconioses)

Pessoas com doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática eou terapêutica antiviral

Pessoas com doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise

Pessoas com doença hematológica: hemoglobinopatias

Pessoas com terapêutica contínua com salicilatos, especialmente indivíduos com idade igual ou menor que 18 anos (ex: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki)

Pessoas portadoras da síndrome clínica de insuficiência cardíaca

Pessoas portadoras de cardiopatia estrutural com repercussão clínica eou hemodinâmica:

- Hipertensão arterial pulmonar

- Valvulopatia

Pessoas com cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular (fração de ejeção do ventrículo esquerdo [FEVE] menor do que 0.40)

Pessoa com cardiopatia hipertensiva com disfunção ventricular ([FEVE] menor do que 0.40)

Pessoa com cardiopatias congênitas cianóticas

Pessoas com cardiopatias congênitas acianóticas, não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção percutânea

Pessoas com miocardiopatias (Dilatada, Hipertrófica ou Restritiva)

Pessoas com pericardiopatias

Os idosos com doenças crônicas devem aguardar, pois terão um "Dia D" exclusivo para eles. Será em 24 de abril, quando começa a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso contra a gripe comum, que vai até 7 de maio. Nesse período, todas as pessoas com mais de 60 anos serão imunizadas contra a gripe comum, como acontece todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, serão vacinadas também contra a gripe pandêmica. Assim, o idoso só precisará ir ao local de vacinação uma única vez.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Farmácia Popular terá genérico

16:03
15/04/2010

Farmácia Popular terá genérico para tratamento da gripe suína

Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil


Brasília - O Ministério da Saúde informou que o Programa Farmácia Popular passa a distribuir gratuitamente o medicamento fosfato de oseltamivir, para o tratamento da influenza A (H1N1) – gripe suína. O remédio é o genérico do Tamiflu, o mais usado no tratamento da doença.

O remédio está disponível, gratuitamente, a partir de hoje (15), nas 530 farmácias do programa existentes no país. Para retirar o produto, o cidadão precisa apresentar documento de identidade e receita médica, com validade de cinco dias e que ficará retida no estabelecimento.

Segundo o ministério, o medicamento é indicado para os pacientes que apresentarem os sintomas da doença no período de 48 horas e também para doentes crônicos e gestantes.

O oseltamivir foi produzido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é responsável por abastecer as farmácias populares.

O medicamento pode ser encontrado ainda em postos de saúde e hospitais públicos definidos pelas secretarias estaduais. O ministério tem em estoque 21,9 milhões de tratamentos adultos e pediátricos para este ano.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte:www.agenciabrasil.ebc.com.br

quarta-feira, 24 de março de 2010

Entrevista de Drauzio Varella ao Correio Brasiliense:

Drauzio Varella: o médico de todas as famílias

Paloma Oliveto

Publicação: 24/03/2010 07:00 Atualização: 24/03/2010 11:20

Poucos o conhecem pessoalmente, mas é possível dizer que, no Brasil, o doutor Drauzio Varella é o médico de quase todas as famílias. Afinal, o cancerologista de 67 anos, um dos pioneiros no tratamento da Aids no país, está na mídia há pelo menos duas décadas, quando começou a dar orientações sobre o vírus HIV em rádios de São Paulo. Autor de livros que viraram best sellers, como Carandiru, no qual retrata as mazelas do presídio onde trabalhou na década de 1980, Varella também teve um quadro fixo no programa Fantástico, da TV Globo, que o popularizou ainda mais.

 - (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press )
A participação do médico na revista eletrônica terminou, mas ele não deixou de se comunicar com a população. Criou um site, o www.drauziovarella.com.br, no qual escreve artigos e entrevista colegas da área sobre doenças e atividades preventivas. O portal, que recebeu 600 mil acessos no ano passado em apenas um mês, está mais incrementado agora. Com uma plataforma multimídia, incorporou os serviços de TV e rádio online. Ontem, em entrevista coletiva transmitida pela internet para divulgar o novo site, o médico afirmou que um dos objetivos é oferecer informação de qualidade para leigos.

Além de falar sobre a novidade, Drauzio Varella comentou, durante a entrevista, diversos assuntos relacionados à saúde, do envelhecimento ao controle de natalidade. Ele lembrou que os brasileiros não devem se deixar levar por boatos sobre possíveis riscos da vacina contra o H1N1, alertou que não existe no país um controle eficaz de epidemias e criticou a falta de acesso às políticas de contracepção por parte da população carente: “O conjunto de fatores que leva à falta de planejamento familiar é uma violência absurda que a sociedade brasileira comete”.

O médico de todas as famílias
Eu tomei a vacina, receito para meus pacientes, para minha família... É uma gripe importante, que pode trazer alguns problemas sérios, e que está associada a uma mortalidade que não é exagerada, mas é expressiva. Morrer de gripe é uma coisa muito humilhante”

“Doutor” Google
Há uma quantidade absurda de informações sobre saúde hoje na internet. Tiro por mim mesmo. Às vezes, procuro alguma informação e fico confuso. Há das mais variadas, desde fontes aparentemente sérias, outras nem tanto, e outras completamente desvinculadas da realidade. Eu não acho mau, em princípio, você ir ao Google e tentar ver o que existe a respeito daquele agravo de saúde que lhe preocupa naquele momento. No passado, as pessoas eram muito ignorantes a respeito dos temas médicos. Hoje, todos nós que clinicamos vemos que os pacientes já chegam ao consultório com um grau de informação razoável. O problema é que nem sempre essa informação vem dirigida; então, você encontra grandes avanços tecnológicos ao lado de tratamentos alternativos que não têm nenhum significado do ponto de vista prático, ao lado de condutas que nunca foram testadas cientificamente. Isso dificulta para quem não tem formação na área a interpretar e entender essas informações tão variadas.

Vacina contra o H1N1

Tem corrido pela internet uma quantidade de informações completamente tresloucadas a respeito da vacina. Uma delas entrevista uma (pessoa) que seria ex-ministra da Saúde da Finlândia. Eu já tive oportunidade de ver algumas entrevistas dessa senhora pela internet e fico pensando: “Que raios pensaram os finlandeses em colocar uma pessoa como essa como ministra da Saúde?”. Pega muito mal para a Finlândia isso. As coisas que ela afirma são levianas. Eu tomei a vacina, receito para meus pacientes, para minha família... É uma gripe importante, que pode trazer alguns problemas sérios, e que está associada a uma mortalidade que não é exagerada, mas é expressiva. Morrer de gripe é uma coisa muito humilhante.

Controle de epidemias
Nós não estamos preparados para lidar com as epidemias. Temos gente preparada no ministério (da Saúde), nas secretarias, mas você pega uma epidemia como dengue, por exemplo. Primeiro que você não consegue acabar com o mosquito, isso é impossível. O mosquito cresce em água parada por volta das casas; você tem que conseguir que cada um tenha a responsabilidade de não deixar água parada, e o poder público tem de ter a responsabilidade de impedir a água parada nos espaços públicos. Isso tudo já não é fácil, e se a gente pega a desordem com que crescem as populações urbanas no Brasil, com favelas, com pessoas que moram de formas precárias, é praticamente impossível impedir que o mosquito se prolifere. Mas você pode diminuir a proliferação, com campanhas, com medidas governamentais, com esclarecimento à população. Não precisa ter tantos casos de dengue como a gente tem. O fato de não conseguir acabar com o mosquito não quer dizer que as pessoas têm de morrer de dengue. Eu já disse isso mais de uma vez: não é vergonha existir dengue no Brasil, a vergonha é morrer gente de dengue no Brasil. Tem certas epidemias que vamos enfrentar e conviver com elas, então precisamos de uma estrutura que permita combatê-las.

Saúde na mídia
Nós, médicos, criamos um canal de comunicação com a sociedade, que muitas outras profissões não conseguiram criar. Você não encontra no Brasil uma pessoa que não saiba que fumar faz mal. Todo mundo tem uma ideia do que é o colesterol, nós sabemos que a obesidade não é uma coisa boa; temos, enfim, um esclarecimento razoável da população brasileira. Temos proporcionalmente um número inferior de fumantes no Brasil em comparação aos Estados Unidos, mesmo com todas as coisas que eles fizeram (para coibir o tabagismo). Houve uma grande mudança no comportamento em função do trabalho de divulgação que foi feito. Se você compara isso com outras profissões, podemos dizer que a medicina avançou mais depressa. Por exemplo, se eu perguntar quais são os grandes problemas da engenharia ou da arquitetura no Brasil, ou mesmo do ensino, poucas pessoas saberão dizer. Então, nesse sentido, a medicina conseguiu fazer um trabalho melhor. Está longe do ideal ainda, há um caminho grande para ser percorrido, e acho que esse caminho vai ser pelos meios de comunicação de massa.

Qualidade de vida
Quando se fala em qualidade de vida, é aquilo que todas as pessoas querem: ter tempo para lazer, ficar com a família, tomar um chopinho... Infelizmente, o mundo moderno cai em cima de nós, temos inúmeros papéis para desempenhar. Antigamente, era mais fácil porque a mulher ficava em casa e era responsável por todos os problemas do lar; os homens trabalhavam fora e eram responsáveis por trazer o dinheiro. Não estou dizendo que isso era bom, mas era assim, e as pessoas tinham os papéis muito definidos. Hoje temos vários papéis, e para as mulheres é pior. Elas ainda são responsáveis pela casa, pelos filhos, e ainda trabalham e têm que competir com os homens. Esse tipo de pressão cria problemas, é difícil ter de acordar às cinco e meia da manhã, ter de alimentar os filhos, levar para escola, passar o dia inteiro no trabalho, buscar as crianças, organizar a vida doméstica... Não é fácil. Mas a gente tem de pensar que o corpo humano é uma máquina, que precisa ser cuidado. E esses cuidados implicam basicamente atividade física, alimentação saudável e tentar se ver livre dessa pressão que chamamos de estresse. E, além disso, outras medidas óbvias: não dá para fumar, beber exageradamente, usar drogas... O problema nosso é que o mundo moderno nos joga na cadeira o tempo inteiro, passamos o dia inteiro sentado. Pagamos um preço alto por isso. A vida sedentária faz muito mal para o corpo. Temos de encontrar no dia a dia um jeito de praticar atividade física. Se você não tem tempo de ir à academia e ficar uma hora fazendo exercícios, tente incorporar a atividade no dia a dia: sobe escada, anda, no fim do dia você vai somar esses exercícios que, às vezes, são mais importantes do que ficar o dia inteiro na academia.

Jovens e Aids
Tivemos em relação à Aids três fases. Na primeira, era considerada uma ‘peste gay’, só pegava em homossexual. Infelizmente, pagamos um preço alto, muitas mulheres e usuários de drogas injetáveis se infectaram porque achavam que não havia riscos. Depois passamos para uma fase de conscientização da sociedade, com campanhas, com o medo de pegar uma doença incurável, que significava a morte depois de um ano de sofrimento. Aí passamos para a fase dos remédios com alta eficácia, o chamado coquetel, e a Aids parou de ser uma doença mortal a curto prazo. Mas a doença não tem cura, ela tem tratamento. As gerações mais novas que não viram o começo da Aids e não sentiram o impacto daquelas pessoas cadavéricas, com problemas gravíssimos de saúde, hoje se descuidam muito. As populações onde a Aids mais crescem são as mulheres com mais de 50 anos e os mais jovens; especialmente, os homossexuais mais jovens. Os homossexuais mais velhos, que estiveram no epicentro da epidemia, são mais cuidadosos. Os mais jovens têm uma atitude mais irresponsável em relação à transmissão do HIV.

Envelhecimento
O envelhecimento é inevitável, não há como deixar de envelhecer. Aliás, a alternativa para não envelhecer é horrível, é você morrer moço. O que mudou na medicina moderna é que envelhecimento não é uma condição que leva necessariamente à doença. Quando eu era estudante, você pegava um senhor de 75 anos e ele vinha com uma pressão arterial de 16 por 11. Aí você dizia: ‘Mas é um senhor, para ele está bom’. Hoje, um senhor desse chega com uma pressão e você diz que ele está hipertenso e tem de ser tratado agressivamente porque sabemos que com essa pressão ele pode ter um derrame cerebral, ter um ataque cardíaco... Esse conceito mudou muito. Se você toma as precauções consegue empurrar as doenças para mais tarde na velhice. Uma hora, nós vamos ficar doentes e morrer mesmo. Mas isso não deve acontecer a partir dos 45, 50 anos, como era no passado. No passado, uma mulher de 40 anos era uma senhora, considerada de idade. Hoje, uma pessoa de 50 anos está em plena atividade, não é considerada velha, de jeito nenhum. Hoje, o envelhecimento não é sinônimo de doença. Você encontra homens e mulheres —especialmente mulheres — com mais de 80 anos, e que são pessoas sem nenhum problema de saúde, algumas não tomam nenhum remédio.

Gravidez na adolescência
Informação não falta. Tenho estudado muito esse tema, você pega qualquer menina, de 12, 13 anos, onde quer que ela esteja, ela sabe que a gravidez não acontece por obra do acaso. Então por que ela engravida se for pobre e não engravida se pertencer a uma classe social com mais acesso? Porque se ela tem uma condição familiar melhor, mais estudos, um objetivo na vida, ela sabe que não pode engravidar aos 13, 14 anos. Ela não deixa de ter relações, mas ela vai tomar todas as precauções para não engravidar. Se mesmo com esses cuidados ela engravidar, ela vai fazer um aborto. Porque no Brasil, o aborto é livre para quem tem dinheiro. Pega a outra menina. Ela não tem um ginecologista, não tem acesso à pílula... E ainda temos no Brasil uma das maiores violências contra as mulheres pobres, que é o fato de você negar o acesso à contracepção às classes sociais desfavorecidas. Você pega uma mulher de 30 anos, de classe social alta, que tem dois filhos. Ela não quer mais filhos, então faz uma laqueadura, coloca DIU, tem acesso ao controle da fertilidade. Agora, pega a menina que engravida aos 14 anos. Essa menina sai da escola, compromete seu futuro, e o pior, ela vai engravidar de novo aos 17 anos, aos 19 anos. Que futuro essa menina vai ter dessa maneira? A sociedade brasileira tem de deixar de ser hipócrita dar o direito à anticoncepção às crianças pobres, e fazer campanhas dirigidas às meninas pobres. E não só para as solteiras, porque as casadas também têm a maior dificuldade para conseguir fazer laqueadura nos hospitais públicos. A lei brasileira assegura, mas ela não consegue fazer em lugar nenhum. Ela chega no serviço público e os médicos têm a maior má vontade de atender. O conjunto de fatores que leva a essa falta de planejamento familiar é uma violência absurda que a sociedade brasileira comete.
Entrevista ao Correio Brasiliense

sexta-feira, 19 de março de 2010

HIV H1N1

Publicado em 19/03/2010 às 15h00:

Pessoas com HIV devem se vacinar contra a gripe suína

Orientação é procurar os postos de vacinação a partir de segunda-feira (22)

Agência Estado
Pessoas que vivem com HIV/Aids serão vacinadas contra o vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína. O Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, diz que elas devem procurar os postos entre a próxima segunda-feira (22) e 2 de abril, período no qual será realizada a 2ª etapa da campanha de imunização contra a doença.

Nessa segunda fase, haverá vacinação de portadores de doenças crônicas, incluindo "pacientes com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada" a este tipo de enfermidade. No mesmo período, serão vacinadas gestantes e crianças de seis meses até as que ainda não tenham completado dois anos.

O departamento afirma que as pessoas que vivem com HIV/Aids devem ser vacinadas, independentemente de sua contagem de linfócitos T CD4+ (células responsáveis pela coordenação da defesa do organismo e que são destruídas pelo HIV). Para os locais de vacinação, precisam informar que possuem doença crônica - não será preciso revelar totalmente o diagnóstico.



O Ministério da Saúde diz que os serviços de atendimento devem recomendar às pessoas vacinadas que não realizem a coleta de sangue de carga viral e contagem de linfócitos T CD4+ nas quatro semanas após receber a vacina. Isso ocorre porque o produto pode alterar o resultado do exame.

Fonte: R7.com.br








quinta-feira, 18 de março de 2010

H1N1/HIV

Notícias

H1N1

17/03/10
Pessoas que vivem com HIV/aids serão vacinadas contra o Vírus da Influenza A (H1N1)


Vacinação de portadores de doenças crônicas está incluída na 2ª Etapa da campanha do Ministério da Saúde, que começa em 22 de março

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde orienta as pessoas que vivem com HIV/aids a procurarem os postos no período de 22 de março a 2 de abril, quando será realizada a 2ª Etapa de Vacinação contra o Vírus da Influenza A (H1N1).
Nesta segunda etapa, serão vacinados os portadores de doenças crônicas, incluindo “pacientes com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada” a este tipo de enfermidade. No mesmo período, haverá também a vacinação de gestantes e crianças com idades desde os seis meses até as que não tenham completado dois anos ainda.

As pessoas que vivem com HIV/aids devem ser vacinadas, independentemente de sua contagem de linfócitos T CD4+. Ao se dirigirem aos locais de vacinação, precisam informar que possuem uma doença crônica, não sendo necessária a revelação de seu diagnóstico por ser resguardado o direito ao sigilo e à confidencialidade.

Segundo nota técnica do Ministério da Saúde divulgada em 11 de março, os serviços de atendimento devem recomendar às pessoas vacinadas que não realizem a coleta de exames de carga viral e contagem de Linfócitos T CD4+ nas 4 semanas subsequentes à administração da vacina. Isto decorre da possibilidade de ocorrência do processo de “transativação heteróloga”, pelo qual acontece a ativação do sistema imunológico, podendo alterar o resultado da contagem.

Serviço:
Data da 2ª Etapa de Vacinação: de 22 de março a 2 de abril.
Local: Postos de saúde com salas de vacinação de todo o país
Informações: nos sites www.saude.gov.br e www.aids.gov.br

Mais informações
Atendimento à imprensa
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Tel: (61) 3306 7062/7016/7010
Site:
www.aids.gov.br - E-mail: imprensa@aids.gov.br
Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425

Fonte:wwwaids.gov.br/portalaids

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mobilizar público entre 20 e 39 anos é 'desafio' da campanha, diz Temporão

Mobilizar público entre 20 e 39 anos é 'desafio' da campanha, diz Temporão

Do G1, em São Paulo

10/03/2010

Ministro pediu que postos tenham horário de funcionamento estendido.

Governo anunciou parceria com empresas para divulgação do calendário.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta terça-feira (9) que o "desafio" da campanha nacional de vacinação contra a nova gripe - o vírus influenza A (H1N1) - é mobilizar a população entre 20 e 39 anos, que está nos grupos prioritários para a imunização.

O ministro falou durante o anúncio de parceria com empresas privadas para a divulgação do calendário da vacinação - clique aqui para ver o calendário detalhado. Entre as empresas estão companhias aéreas, de alimentação, comunicação e telefonia.

Temporão disse ainda que, para favorecer a vacinação dentro dessa faixa etária - 20 a 29 anos - o governo federal pediu às secretarias estaduais e municipais colaboração para estender o horário de atendimento dos postos de saúde.

"Temos aqui outro desafio parecido com o que tivemos na vacinação contra a rubéola (quando o público jovem também era grupo prioritário para a imunização). São 60 milhões de pessoas entre 20 a 39 anos, pessoas saudáveis, que temos de mobilizar. (...) Fizemos apelo aos gestores, secretários estaduais, municipais, para facilitar a vida de quem estuda, trabalha. Vamos apoiar. Mas é um desafio que não é problema só do governo, é de toda sociedade", disse o ministro da Saúde.

De acordo com o ministro, os dois grupos - de 20 a 29 anos e o de 30 a 39 anos - são compostos por 60 milhões de pessoas, sendo que a meta da campanha é vacinar cerca de 90 milhões de pessoas - as outras 30 milhões estão nos grupos de gestantes, idosos com problemas crônicos e crianças com menos de dois anos.

O ministro disse que o objetivo na campanha contra nova gripe deste ano é atingir no mínimo 80% de cada grupo prioritário.

Setor privado

Durante o evento em que Temporão discursou, representantes de empresas privadas foram informados sobre a preparação do Brasil para o combate à segunda onda da nova gripe, que deve ocorrer durante o outono e o inverno. Para Temporão, as empresas podem ter papel importante para a divulgação da campanha.

Ele afirmou que, em pesquisa do ministério, foi verificado que 64% dos entrevistados sabiam das datas de vacinação. "Ainda temos um universo importante de pessoas que não estão informadas sobre a campanha."

"É importante que vocês (empresas privadas) nos ajudem para que 100% da população esteja bem informada. Podem vacinar rapidamente e proteger seus funcionários da maneira mais rápida e eficaz possível. (...) A campanha começou agora e temos que passar com clareza as informações para que as pessoas se sintam tranquilas e seguras quanto à vacinação", completou Temporão.

José Gomes Temporão lembrou ainda que o ministério tem feito nos últimos anos parcerias com o setor privado. "O ministério vem utilizando essa estratégia não só para vacinação, mas também para o combate de doenças, como a dengue. A parceria com os senhores e as senhoras (empresários) na campanha da rubéola foi fundamental, porque visava mobilizar pessoas jovens e saudáveis para se proteger de uma doença que não é visível. Se não fosse a participação das empresas não conseguiríamos vacinar 67 milhões de pessoas."

Estratégias

Antes de Temporão, o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna, discursou e relatou as estratégias do governo para se preparar para um possível novo surto da gripe A (H1N1).

Ele afirmou que o Brasil se preparou, além da campanha de vacinação, com o aumento dos centros de diagnósticos credenciados e aquisição de antiretrovirais, entre outras medidas.

Penna citou que, além da campanha de vacinação, a imunidade natural que as pessoas possam ter adquirido contra o vírus também pode ajudar a reduzir o número de óbitos. "A pandemia já circulou e se espera que tenha havido uma imunidade natural e pode diminuir a mortalidade associada à pandemia."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vacinação contra H1N1

Vacinação contra gripe suína começa em março

O GLOBO

27/JANEIRO/10

Idosos, grávidas, trabalhadores de saúde e doentes crônicos são grupos de maior risco

BRASÍLIA. O governo vai vacinar, a partir de 8 de março, 62 milhões de pessoas em todo o Brasil contra gripe suína. Somando os que receberão uma dose contra a gripe comum, o número chegará a 81 milhões de pessoas, o maior contingente de brasileiros vacinados contra uma epidemia no país. O maior número tinha sido em 2008, contra a rubéola, quando 70 milhões receberam vacina. A estratégia de prevenção à segunda onda da gripe suína, que matou pelo menos 1.075 brasileiros no ano passado e acometeu outros 39.679, é evitar que a pandemia cause mais óbitos e doentes. O governo vai manter estoque de 13 milhões de vacinas.

A vacinação será feita por etapas. De 8 a 19 de março serão vacinados trabalhadores de saúde e de laboratórios de investigação, incluindo o pessoal da limpeza e motoristas de ambulâncias.

Cerca de 600 mil indígenas receberão a imunização no primeiro momento. Para chegar aos locais distantes da Amazônia, o governo contará com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Marinha.

A segunda etapa vai de 22 de março a 2 de abril e atenderá a doentes crônicos, como diabéticos, portadores de câncer e AIDS e obesos mórbidos. Estima-se que 13 milhões de pessoas se enquadrem na categoria.

Entram na segunda etapa da vacinação crianças de 6 meses de idade a 2 anos e grávidas em qualquer fase da gestação.

A terceira etapa - de 5 a 23 de abril - imunizará jovens de 20 a 29 anos.

A quarta etapa vai de 24 de abril a 7 de maio e contemplará idosos com doenças crônicas.

Eles também serão vacinados contra a gripe comum.

A decisão de incluir crianças pequenas e jovens adultos no grupo de risco foi tomada, segundo o ministério, porque essas faixas etárias concentraram casos graves e mortes em 2009.

A Organização Mundial da Saúde não os considera como grupo de risco. Ao atender as pessoas mais suscetíveis ao contágio, o governo espera reduzir significativamente o ciclo de transmissão.

- Há critério de prioridade e de vulnerabilidade. Vacinar pelo menos um terço da população brasileira traz redução enorme da circulação viral e tem impacto importante.

Não estou ex-cluindo (grupos). Quando vacino mais de 60 milhões contra essa doença, estou reduzindo muito a possibilidade de que outras pessoas adoeçam e possam morrer - disse Temporão.

O governo ampliou o número de tratamentos para a doença, que em todo o mundo já fez pelo menos 14.142 vítimas fatais.

Para atender a casos graves, o Brasil terá 21,9 milhões de tratamentos. Na aquisição de novos tratamentos o governo gastou R$ 424,5 milhões.

O Tamiflu estará disponível em farmácias populares - a preços subsidiados pelo governo - e, havendo disponibilidade, farmácias tradicionais. A distribuição será feita pelo laboratório que o produz. Para evitar que a população se automedique, o governo determinou que o remédio só seja vendido com retenção da receita médica.
Cortesia Clipping Bem Fam (27/01/010)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Investigada, OMS revê regras de pandemia



19/01/2010
O Estado de S. Paulo

Parlamento apura se houve influência de empresas no caso da gripe suína; novos critérios podem sair até maio

Pressionada e investigada por causa da gripe suína, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu rever as regras para a declaração de futuras pandemias. O anúncio foi feito ontem pela diretora da entidade, Margaret Chan. Hoje, o Parlamento do Conselho da Europa inicia uma investigação para apurar suspeitas de influência indevida de farmacêuticas na OMS. Alguns cientistas da organização teriam constado na folha de pagamento de laboratórios.

A acusação veio após a imprensa dinamarquesa obter oficialmente informações de que membros do grupo criado para sugerir medidas à entidade eram cientistas financiados por empresas do setor. Há oito meses, a OMS decretou que o vírus H1N1 havia saído do controle e que o mundo vivia a primeira pandemia do século 21. Para isso, o critério foi a difusão do vírus em mais de dois continentes (mais informações nesta página).

Países passaram a gastar milhões para se preparar e a indústria farmacêutica focou atenção na nova doença. Menos de um ano depois, o número de mortes foi bem menor do que o esperado, enquanto milhões de vacinas ficaram encalhadas.

Parlamentares europeus centrarão esforços no papel do Grupo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage, na sigla em inglês). Isso porque o jornal escandinavo Information se utilizou de uma lei de liberdade de informação para obter dados sobre as doações recebidas por institutos médicos. Os dados mostram que um membro da Sage, o finlandês Juhani Eskola, recebeu em seu instituto mais de US$ 9 milhões em financiamento da GlaxoSmithKline, uma das empresas que fabricam a vacina contra a gripe. Eskola nega conflito de interesse.

Outro cientista é o holandês Albert Osterhaus, que também faz parte do comitê de aconselhamento. Os deputados holandeses começaram a investigar sua relação com a indústria e o fato de ter recebido bolsas, financiamento e contribuições da GSK, Sanofi, Novartis e outras empresas. No Reino Unido, o cientista responsável por elaborar sugestões ao Ministério da Saúde, Roy Anderson, também passou a ser avaliado por ser um ex-diretor da GSK. "A campanha da gripe suína parece ter causado um dano considerável aos orçamentos públicos, assim como para a credibilidade de agências mundiais de saúde", diz a resolução aprovada pelo Conselho da Europa que dá início à investigação.

A GSK anunciou que vendeu US$ 1,3 bilhão em vacinas apenas no ultimo trimestre de 2009, cerca de 130 milhões de doses. No geral, o setor farmacêutico estimou que poderia vender cerca de US$ 7 bilhões com o novo vírus. Chan disse não "haver nenhuma inclinação a tomar decisões a favor de uma indústria". Ela sugeriu aos países da OMS que comecem revisar as regras de pandemias. "Vamos avaliar se o que fizemos foi bom ou ruim. Baseado nisso, tomaremos novas decisões." Ela acredita que o processo estará concluído até maio.

Os governos do Reino Unido e o do Japão, além da União Europeia, foram os primeiros a alertar que a revisão deveria modificar a forma pela qual a OMS declarará uma pandemia. Os britânicos querem que um dos critérios seja a intensidade do novo vírus. Já o Japão quer que a taxa de hospitalização da doença seja incorporada. O governo do Vietnã enviou uma carta à OMS questionando a entidade sobre as alegações de que teria exagerado nos alertas sobre a gripe. O país gastou US$ 50 milhões em remédios.

Paulo Buss, representante do Brasil no Conselho Executivo da OMS, que ocorre nesta semana em Genebra, acredita que a entidade tomou a decisão acertada em alertar para o vírus. "Ninguém sabia o que viria. Agora é fácil criticar", disse.

Para Chan, foi o trabalho da OMS que evitou que a doença se espalhasse mais. O H1N1 começa a perder força, mas a entidade afirma que é cedo para dizer que a pandemia terminou.