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Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
BEM FAM CLIPPING - 26/nov./2012
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Dr Drauzio varella fala sobre hepatites:
Começa dia 17/07
http://fantastico.globo.com/Jo
Abraços
Dioneia Delgado Lima
sábado, 25 de junho de 2011
Drauzio Varella e o vírus sem charme
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o e-mail de contato é cristianes@edglobo.com.br
Existe um vírus que é cem vezes mais contagioso que o HIV, mas tem um poder de comoção infinitamente menor. É o vírus da HEPATITE B. Segundo as estimativas mais conservadoras, 1,5 milhão de brasileiros convive com ele. A maioria sequer desconfia. Só o descobre quando o fígado está destruído. Outras formas de hepatite (provocadas pelos vírus A, C e D) também causam enorme sofrimento. Por que não merecem a mesma atenção dedicada à AIDS?
Drauzio Varella decidiu investigar. As hepatites são o tema do novo quadro que ele apresenta no Fantástico. A série de quatro capítulos estréia no dia 17 de julho. Para entender as condições que contribuem para a transmissão do vírus, Drauzio esteve numa aldeia Yawanawá, no Acre. Também visitou salões de beleza de São Paulo e viu que as manicures trabalham em condições inadequadas mesmo nos endereços mais chiques. Por fim, foi a Salvador entrevistar jogadores de futebol profissionais que contraíram o vírus nos anos 70. Conversei com Drauzio nesta semana para antecipar o conteúdo da série aos leitores desta coluna.
ÉPOCA - Por que escolheu esse tema?
Drauzio Varella - As hepatites são doenças negligenciadas. Ninguém ouve falar sobre isso. Parece que não têm charme. Não sabemos quantas pessoas têm o vírus. Os dados do Ministério da Saúde não têm o menor valor porque só lidam com os casos notificados.
ÉPOCA - Há várias formas de hepatite. Vamos começar pelo vírus A ...
Drauzio - A hepatite A é a da água suja. É provocada pela falta de saneamento básico. Em geral é doença de curso benigno. Mas ela se torna potencialmente mais grave quando a pessoa a adquire na gravidez ou numa faixa etária mais avançada. Aí ela pode evoluir para hepatite fulminante. Ocorre uma necrose maciça das células hepáticas. A mortalidade é muito alta. É uma das causas de transplante de emergência.
ÉPOCA - Se ela é provocada por falta de saneamento básico, por que a classe média também é afetada?
Drauzio - É uma doença curiosa. Quem mora em más condições sanitárias a adquire logo na infância e costuma ter uma hepatite benigna. Mas quem vive em boas condições sanitárias não a adquire na infância e não fica imune a ela.Vai adquiri-la mais tarde, com 50 anos de idade, quando viaja para algum lugar e entra em contato com o vírus. Ou seja: a classe média tem a doença mais grave porque contrai o vírus numa idade mais avançada.
ÉPOCA - O governo não deveria vacinar a população contra a hepatite A?
Drauzio - Os hepatologistas acham que sim. Eles dizem que a doença só é benigna para quem pega na infância. Para quem pega mais tarde a doença pode ser mais grave. A posição do Ministério da Saúde é não vacinar. É preciso analisar o custo e o benefício da adoção dessa medida, mas esses estudos ainda não foram feitos.
ÉPOCA - E a HEPATITE B?
Drauzio - É totalmente diferente. É transmitida sexualmente e pelo sangue. E também passa da mãe para o feto. Existe vacina, mas há um complicador. É preciso tomar três doses. Uma hoje, outra daqui a trinta dias e outra depois de seis meses. Isso complica bastante. As pessoas tomam uma dose, depois não tomam as outras e não ficam protegidas. Hoje as crianças nascem e já são vacinadas. O SUS oferece, mas faz pouco tempo que entrou no calendário.
ÉPOCA - O que acontece com os adultos?
Drauzio - A maioria não foi vacinada. A vacina existe há vinte e poucos anos. Pelas estimativas mais conservadoras, há no Brasil 1,5 milhão de portadores crônicos do vírus. Ele é 100 vezes mais contagioso que o vírus da AIDS. Se analisarmos um grupo de pessoas que sofreu acidentes com seringas e agulhas, vemos que três ou quatro a cada mil pegam o vírus da AIDS. No caso da hepatite, há um caso de infecção a cada quatro ou cinco acidentados. Um índice de 20% de infecção é muito alto.
ÉPOCA - Nem todos os infectados pelo vírus B vão ter a doença...
Drauzio - Cerca de 95% das pessoas que entram em contato com o vírus o eliminam naturalmente. Os 5% se tornam portadores crônicos. O problema é que a doença é absolutamente assintomática por 20 ou 30 anos. De repente, a pessoa descobre a doença. A barriga incha porque acumula líquido ou a pessoa fica amarela. Quando percebe já está com cirrose ou câncer de fígado. O vírus provoca câncer. Do mesmo jeito que o cigarro provoca câncer, o vírus da hepatite também tem essa relação com o câncer de fígado.
ÉPOCA - Como é o tratamento?
Drauzio - É complicado. Quando a doença é descoberta na fase de câncer, o que resta é o transplante de fígado. A principal causa de transplante de fígado no Brasil é a HEPATITE B. Se a doença é descoberta mais cedo, há o tratamento com interferon. É caro e demorado. No caso da HEPATITE C também se usa o interferon mais outros antivirais. É uma carga enorme para o sistema de saúde.
ÉPOCA - O que você descobriu nos salões de beleza?
Drauzio - A prevalência de hepatite é muito alta no grupo das manicures. Esse é um assunto que ninguém comenta. Elas usam equipamento que volta e meia provoca ferimentos. Se a pontinha do alicate entrar em contato com uma gotícula de sangue infectado, pronto. O vírus está ali. Temos manicures espalhadas pelo Brasil inteiro. Imagine o tamanho desse problema. Quantas delas têm autoclaves para esterilizar o material? Não adianta apenas fervê-lo. Os métodos recomendados são a autoclave ou a estufa. Na estufa, é preciso manter o material a 170 graus por quase uma hora. Quem fiscaliza? Tem todo um procedimento. A manicure precisa lavar as mãos antes e depois de atender cada cliente, colocar luvas, lavar o material depois de usá-lo, colocar no envelope e só depois colocar na autoclave.
ÉPOCA - O ideal, então, é que cada cliente leve o seu próprio kit de manicure?
Drauzio - Eu achava que sim, mas conversando com as manicures vi que a coisa é mais complicada. Elas dizem que isso não funciona. Dizem que o equipamento das clientes é ruim, que não é afiado. Não passa mais o afiador na porta de casa. Onde as mulheres vão afiá-lo? Parece que isso não dá certo.
ÉPOCA - O risco de infecção nos salões de beleza é mais alto do que se imagina?
Drauzio - A pesquisadora Andréia Schunck, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, fez um estudo impressionante. Ela visitou 100 salões de beleza -- dos mais chiques aos mais simples. Passava pelo menos seis horas em cada salão. Encontrou procedimentos inadequados em TODOS os salões. As manicures não lavavam as mãos, não lavavam os equipamentos e já os colocavam direto na autoclave. As manicures usavam nelas mesmas o material que usavam nas clientes. Andréia encontrou 10% de infectadas. O vírus B apareceu em 8% da amostra e o vírus C em 2%.
ÉPOCA - As manicures não podem ser vacinadas de graça, pelo SUS?
Drauzio - Sim. Elas têm o direito de tomar a vacina pelo SUS. Mas só 15% sabiam que tinham esse direito. É uma desinformação geral. Há uma lista grande de grupos que têm direito de tomar a vacina de graça: quem tem AIDS, médicos, enfermeiros, manicures, técnicos de laboratório, carcereiros etc. Muita gente não sabe.
ÉPOCA - E as pessoas que não estão na lista? Vale a pena comprar a vacina?
Drauzio - É altamente recomendável que comprem a vacina. A mensagem que a gente quer passar com essa série é a seguinte: tem que vacinar contra a HEPATITE B. Existe vacina. Quem pode comprar a vacina e não está na lista do governo, deve comprá-la. A imunização dura a vida toda se a pessoa tomar as três doses. As manicures, por exemplo, não podem ficar sem a vacina. Outra realidade chocante é a dos índios da Amazônia. Tem que vacinar. Em algumas tribos, a prevalência de HEPATITE B é de 20%.
ÉPOCA - O que você viu na Amazônia?
Drauzio - Gravamos no Acre, numa aldeia Yawanawá, perto de Cruzeiro do Sul. Fica quase no Peru. Naquela comunidade, 10% dos indígenas têm o vírus. A quantidade de crianças infectadas é enorme. Pegam na infância e não é por transmissão materna. É por manipulação. Como tem muito mosquito ali, as crianças são cheias de feridas. Dormem três na mesma rede. Uma encosta a ferida na ferida da outra. Coçam as feridas com os mesmos pauzinhos. A transmissão é absurda. Fiquei chocado de ver essas crianças. Não se vê uma condição de saúde tão ruim em favela nenhuma de cidade grande. As crianças são cheias de feridas na cabeça. As mães colocam um gorrinho de lã na cabeça delas naquele calor de 40 graus. Tirei uns dez gorros.
ÉPOCA - Ali simplesmente não existe atenção à saúde indígena?
Drauzio - Tudo é muito longe. De vez em quando passa alguém. Ali o que tinha que fazer era vacinar a população inteira. Vai custar caro? E daí? Vai de avião, vai com o Exército. Aí é que entra a dificuldade de serem três doses. Tem que ir três vezes; as populações às vezes mudam de lugar. São vários complicadores. O problema ali não é o custo da vacina. É o custo da operação. Mas qual é a solução? Vai deixar espalhar isso? Depois como trata? São no mínimo 6 meses tomando remédio. Às vezes o tratamento dura anos. Levam os doentes para uma casa do índio em Cruzeiro do Sul. Mas vão deixar uma criança lá sozinha tomando interferon durante um ano?
ÉPOCA - As crianças morrem cedo?
Drauzio - Aquelas pessoas vivem numa situação social horrível. Isso é geral. Na Amazônia ninguém sabe por que existe hepatite D (hepatite Delta). É outro vírus. É um vírus defeituoso, que não tem a capacidade de se multiplicar sozinho. Se a pessoa pegar só ele, não acontece nada. Se tiver o vírus B e pegar o Delta, a hepatite fica muito mais agressiva. Essa é a situação dos meninos que eu vi. Meninos de 12, 13 anos em fase final de evolução. Com cirrose, baço enorme. Morrem com 14, 15 anos. Com o vírus Delta, as crianças morrem muito mais rápido.
ÉPOCA - O tratamento de que elas precisam é o mesmo usado contra o vírus B?
Drauzio - Sim. Matando o vírus B, o Delta não tem como sobreviver. Essa é a dimensão do problema. É caro tratar 1,5 milhão de pessoas? É. Mas vamos aceitar chegar à mesma situação da China? A China tinha 10% da população infectada pelo vírus B. Agora que eles começaram a vacinar, a prevalência caiu para 8,5%. Isso vai dar mais ou menos 100 milhões de pessoas infectadas.
ÉPOCA - Impossível ter transplante para todo mundo...
Drauzio - Os que podem pagar fazem o transplante. Os que não podem vão se tratar com a tradicional medicina chinesa. Não tem orgãos para todo mundo. Dez milhões chegam à fase final da doença e precisam de transplante. Quem vai fazer 10 milhões de transplantes? Esquece. Deixam morrer.
ÉPOCA - E o vírus C?
Drauzio - É um vírus muito maluco. Quando fizemos o primeiro trabalho no Carandiru em 1989, testei 1.492 presos para o vírus da AIDS. Encontramos o HIV em 17,3% dos presos. Um ano depois, o infectologista Ésper Kallas testou o mesmo sangue que estava estocado e encontrou o vírus da HEPATITE C em 60% das amostras. Isso foi numa época em que a moda era droga na veia. O vírus C é transmitido com muita facilidade. Enquanto no vírus B, apenas 5% dos infectados se tornam portadores crônicos, na HEPATITE C são 80%. O vírus da HEPATITE C não é oncogênico. Ele em si não induz o câncer de fígado, mas ele provoca cirrose. E a cirrose aumenta a incidência de câncer de fígado.
ÉPOCA - Quantos portadores de hepatite há, afinal, no Brasil? Cada um diz um número diferente...
Drauzio - A verdade é que não se sabe. Se formos muito conservadores e somarmos as hepatites B e C, chegamos a 2 milhões de pessoas. Temos 600 mil infectados com o vírus da AIDS. O tratamento é muito mais simples que o da hepatite. A diferença é que a AIDS atingiu primeiro as pessoas que tinham acesso aos meios de comunicação. Desde o início da epidemia, os meios de comunicação se interessaram muito pela AIDS. Foi sempre assim, desde que era chamada de peste gay. A AIDS envolve uma discussão moral. Para a imprensa, é uma doença que tem mais interesse jornalístico. Para a hepatite ninguém liga. As hepatites não têm esse charme.
ÉPOCA - O que você descobriu ao entrevistar jogadores de futebol?
Drauzio - Gravamos em Salvador com um grupo de jogadores profissionais dos anos 70. Naquela época, se acreditava que era preciso dar vitaminas para os jogadores. Davam glucoenergan na veia. No intervalo dos jogos, chegavam no vestiário com aquelas caixinhas com seringa de vidro e aplicavam tiaminose e complexo B na molecada toda. Uma quantidade absurda de HEPATITE B e C foi transmitida dessa forma. Vários desses jogadores morreram de cirrose. Como muitos param de jogar e começam a beber, todo mundo achava que morriam de cirrose por causa da bebida. Como eles não sabem que tem HEPATITE C, eles bebem sem saber que correm riscos. Quando a pessoa bebe, acelera o processo. Como não sente nada, nem desconfia. Só vai sentir quando a coisa já está grave.
ÉPOCA - Jogadores da Seleção Brasileira foram infectados dessa forma?
Drauzio - Até da seleção. Vários da Seleção de 70. Não vou dar os nomes por razões óbvias. Na Bahia, gravamos com jogadores profissionais que jogaram em São Paulo, no Rio, na Bahia. Eles têm um racha de futebol que fazem toda quinta-feira. Colhemos sangue de 22. Quatro ou cinco tinham o vírus da HEPATITE C e não sabiam.
ÉPOCA - Essa realidade que você constatou indica que o Ministério da Saúde está falhando no combate a essa doença?
Drauzio - Não podemos culpar o Ministério. Os médicos também não pedem o exame. Não pensam nisso. Se eles atendem uma pessoa que tem múltiplos parceiros sexuais, pedem o teste de AIDS, mas não pedem o da HEPATITE B. Conversei com o Dirceu Greco, que comanda o programa de AIDS. No Ministério, a hepatite está no mesmo lugar da AIDS. O pessoal da hepatite fica bravo com isso. O Ministério argumenta que eles já têm uma estratégia de distribuição de medicamentos da AIDS e essa estrutura serviria também para a atenção à hepatite. As associações de hepatite dizem que isso faz com que o interesse fique todo voltado para a AIDS porque é uma coisa que aparece muito mais. A hepatite não tem a importância que deveria ter. É difícil. Os dois argumentos valem. O fato é que no SUS temos apenas 100 mil portadores do vírus em acompanhamento. Apenas 20 mil estão em tratamento. É muito pouco.
No Brasil, há uma total desinformação sobre as doenças do fígado. Com a nova série, Drauzio dá uma grande contribuição para que isso comece a mudar. Eu também prometo voltar ao assunto.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Homens que são mulheres (Texto de Dr. Drauzio Varella)
Homens que são mulheres
Sadessa T. Vieira
Diretora Presidente da ATNH/RS
Fone: Oi: (51) 8405.44.32 ou TIM: (51) 8198.71.61 "Viver amanhã é muito tarde, Viva hoje"!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Em resposta a ABIA!!!!
Facebook Nilo geronimo borgna
Tambem Orkut
Parrabenizo vossas palavras!!!
O Que tenho obsevvado é que na fala do Drt Drauzio "quando disse"//homem contamina homem,homem contamina mulher,mulher contamina homem//
Fez uma triste gafe pois se esqueceu que mulher contaminada tambem contamina mulher não contaminada///
Mas, isso deve-se ao fato de que como sempre a mulher, é tratada como inferior, acho que nos prontuarios deviar ter opção sexual///pois a mulher tambem mesmo sondo lesbica, não assume///e muitas vezes o agente ada saúde//não tem semsibilidade de perceber a mulher// gay eh mais facil///Até está na moda///
mas //MULHER,NEGRA,LESBICA E POBRE,
NGB
VIVA O ARCO EA VIDA!!!!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mulher casa virgem e contrai HIV na primeira relação
Mulher casa virgem e contrai HIV na primeira relação
Hoje, como mostra o doutor Drauzio Varella, o que existe é comportamento de risco. Tanto é que a contaminação está cada vez maior entre as pessoas com mais de 50 anos, principalmente as mulheres.
“Eu casei aos 18 anos. Era uma estudante, uma pessoa feliz. Uma adolescente que vivia dentro dos parâmetros de Deus, porque eu fui criada na igreja”, conta a voluntária do grupo Pela Vidda Mara Moreira, que vive em Itaguaí, município do Rio de Janeiro. É evangélica e segue os preceitos da igreja. Para ela, sexo só no casamento.
“Um dia eu estava indo para Campo Grande. Outro dia, estava indo para Cuiabá. Então, eu não tinha raiz em parte alguma”, revela o caminhoneiro aposentado Nestor Ramiro de Assis, que levava a vida de um jeito bem diferente. Quando se separou da esposa, aproveitou a liberdade da estrada.
No início, a Aids foi chamada de peste gay. Depois, surgiu o conceito de grupos de risco: homens homossexuais, usuários de drogas injetáveis e mulheres com muitos parceiros. Enquanto isso, em silêncio, o vírus se espalhava entre homens e mulheres que não faziam parte desses grupos.
“As mulheres dos postos acham que todos os motoristas têm dinheiro. Então, você não pode dormir na cabine dos postos porque elas ficam batendo no vidro da janela, convidando para fazermos amor”, conta o caminhoneiro aposentado.
Hoje nós sabemos que não há grupos de risco. O que existe é o comportamento de risco. O comportamento de risco é caracterizado pela relação sexual sem preservativo. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de Aids aumentam no grupo de mulheres casadas e nas pessoas acima dos 50 anos de idade.
Maria Filomena Cenicchiaro, diretora do ambulatório do Centro de Referência do Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis de São Paulo, confirma que os dados estão de acordo com os testes realizados no ambulatório. “Essa população não procura muito os centros de teste. Quando elas procuram é porque descobriram que o parceiro ou a parceira já está desenvolvendo a Aids. Aí, vai fazer o teste e normalmente tem um resultado positivo”, diz.
“Apesar de ter casado virgem, eu não usava camisinha. Como método contraceptivo, eu usava pílula. Eu não queria engravidar porque estava estudando e tinha acabado de me casar”, lembra Mara Moreira. Ela conta que achava que estava fora dos grupos de risco, mas a Aids estava mais próxima do que ela esperava. “Três meses depois de casar, meu esposo ficou muito doente. Foi feito o exame. Ele era positivo para o HIV e não sabia Três meses depois veio o meu resultado, também positivo”.
“No início de 1986, nós tínhamos uma mulher com Aids para quinze homens. Hoje, temos dez mulheres para quinze homens. Quando pegamos o corte de 13 a 19 anos, é o contrário: para cada dez meninas oito meninos”, revela o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão.
“Eu não tinha conhecimento nenhum de como se pegava o HIV. Eu não tinha informação nem se podia lavar a roupa junto na mesma máquina, se podia compartilhar o prato, a colher”, conta Mara Moreira.
Você só pega Aids se fizer sexo com penetração sem camisinha ou se usar seringas e agulhas contaminadas pelo vírus.
“A gente ficava 90 dias fora viajando e ao menos aos sábados tinha que acontecer alguma coisa, quando não era no meio da semana. Então, umas duas por semana dava. Foram 17 anos assim”, conta Nestor Ramiro de Assis, de 72 anos. Na geração dele, ninguém se preocupava com a Aids. Diziam até que usar camisinha era como chupar bala sem tira o papel. Eles pensavam que homens que só mantinha relações sexuais com mulheres não corriam risco de pegar a doença. Estavam enganados.
“Foi assim que eu adquiri o HIV. Não me interessa saber de quem foi que eu peguei, porque eu não vou saber mesmo. O culpado sou eu, mais ninguém”, diz Nestor Ramiro de Assis.
“Nós temos toda uma conversa para mostrar que o estímulo não é no pênis, nem na região genital. Primeiro, é na cabeça. É só beijar e pronto, o estímulo já foi acionado, já houve uma ereção. Tem que aproveitar a ereção e colocar a camisinha nesse momento”, orienta Maria Filomena Cenicchiaro.
“As pessoas não estão tendo consciência”, comenta uma mulher.
“Na verdade, quase ninguém usa”, completa um homem.
Fizemos alguns avanços: acabamos com a transmissão do HIV por transfusão de sangue, reduzimos muito a de mãe para filho e por drogas injetáveis. Hoje, a principal forma de transmissão é a relação sexual sem preservativo. Infelizmente, o uso de camisinha vem diminuindo entre mulheres e homens de qualquer idade, tanto nos relacionamentos estáveis quanto naqueles mais casuais.
Através do sexo, o vírus da Aids passa de um homem para outro homem; do homem para mulher e da mulher para o homem. Passa, sim, da mulher para o homem.
“Nunca passou pela minha cabeça que eu pudesse pegar o vírus da Aids
Na periferia de Ponta Grossa, no Paraná, funciona a ONG Reviver, que atende as famílias dos portadores do vírus da Aids. Nestor Ramiro de Assis é motorista e uma espécie de faz-tudo na instituição.
“A chegada do Nestor à instituição foi uma surpresa e um presente. Os trabalhos estavam começando em Ponta Grossa, uma região bem fechada para isso, e não tínhamos motorista. Ainda havia muito preconceito. Ele chegou, se dispôs a ser motorista e fez disso uma missão de vida”, lembra Cláudia Maria Hey Silva, da ONG Reviver.
“Se perguntarem para mim um dia por que eu faço esse serviço eu vou dizer que não sei. Eu faço porque gosto, não espero recompensa de ninguém. Eu nunca pensei em ajudar os outros para ir para o céu”, garante Nestor Ramiro de Assis.
“Os coroas e as coroas estão fazendo mais sexo desprotegidos. Percebemos o aumento da incidência em mulheres acima de 50 anos. É uma nova dinâmica, são novos desafios. Temos que estar preparados para enfrentá-los”, diz José Gomes Temporão.
Depois do choque de descobrir que tinha o vírus da Aids, Mara e Nestor reagiram. E, graças ao tratamento antiviral, a vida deles melhorou. Mas todo cuidado é pouco. Sem tomar os remédios todos os dias, os portadores do HIV ficam sujeitos a infecções e voltam a correr riscos.
No próximo domingo (16), você vai conhecer pessoas que estão em tratamento e o impacto que ele provocou em suas vidas.
“Hoje, quando uma pessoa estranha me pergunta se eu tenho HIV, respondo que sim e pergunto: ‘e você?’”, finaliza Nestor Ramiro de Assis.
infecção do HIV.
Será que o Dr Drauzio se esqueceu das lésbicas?
Pois ele falou que homem contamina homem, homem contamina mulher e
mulher contamina homem. Acho que esqueceu das lésbicas pois se uma
estiver contaminada não pode contaminar a outra?
Essa questão deveria ser melhor explicada!!!
NGB
Ativismocontraaidstb.blogspot.
infectar o homem, esse dado foi muito bom ter sido explicado.
Parabéns!!!!
lésbicas, se elas não tem espaço para expor sua (opção) nas consultas
como poder ser dito que não há confirmação de infecção entre casais
lésbicos?
Elas nem são consideradas como pesquisa.
Atentamos para esse dado pois desta maneira estaremos criando mais um
"grupo de risco"
É muito mais difícil para uma mulher assumir sua homossexualidade do
que para um homem.
Ser Gay de certa forma está na moda mas com as Lésbicas a coisa mudam.
Então que façamos um estudo que abordem as lésbicas e desse estudo
serio, nos tiremos as conclusões, não diante desse quadro atual, que só
exclui as lésbicas, e essa exclusão é muito ruim para a prevenção.
NGB
Ativismocontraaidstb.blogspot.