Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

BEM FAM CLIPPING - 26/nov./2012

CLIPPING  - 26/nov./2012
ANIVERSÁRIO DE 47 ANOS  BEMFAM


SUS atende 2,5 vezes mais mulheres vítimas de violência do que homens - A violência contra mulheres no Brasil causou aos cofres públicos, em 2011, um gasto de R$ 5,3 milhões somente com internações. O dado foi calculado pelo Ministério da Saúde a pedido da Agência Brasil. Foram 5.496 mulheres internadas no Sistema Único de Saúde (SUS), no ano passado, em decorrência de agressões. Além das vítimas internadas, 37,8 mil mulheres, entre 20 e 59 anos, precisaram de atendimento no SUS por terem sido vítimas de algum tipo de violência. O número é quase 2,5 vezes maior do que o de homens na mesma faixa etária que foram atendidos por esse motivo, conforme dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. A socióloga Wânia Pasinato, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), destaca que além dos custos financeiros, há “enormes prejuízos sociais” gerados pela violência contra a mulher. Ela citou estudos que indicam, por exemplo, que homens que presenciaram cenas de violência doméstica durante a infância tendem a reproduzir, com mais frequência, características de dominação e agressividade em suas relações afetuosas. “Os danos para a sociedade são enormes, com perdas em diversas esferas. Além de impactar a forma como os filhos dessas relações vão constituir suas próprias relações no futuro, as mulheres vítimas de violência deixam de produzir e de se desenvolver como poderiam no mercado de trabalho”, explicou, acrescentando que também é comum que as vítimas incorporem a violência e a agressividade em seus relacionamentos e nas formas de comunicação.

Ampliar rede de atendimento às vítimas de violência doméstica é o atual desafio, diz ministra - Seis anos depois da implementação da Lei Maria da Penha, que endureceu as penas para os agressores das mulheres, o principal desafio nas políticas de combate à violência doméstica é a ampliação da rede de atendimento às vítimas, que inclui delegacias especializadas, centros de referência, casas-abrigo, entre outros. A avaliação é da ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM), Eleonora Menicucci. Segundo ela, o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado (25), é uma data para se reafirmar o enfrentamento do que chamou de “lamentável tragédia brasileira e mundial”. “Acredito que [o principal desafio] é consolidar e expandir essa rede. As delegacias especializadas, por exemplo, somam 375, que é muito pouco para o tamanho do Brasil”, disse a ministra, acrescentando que, além de poucas, essas unidades são mal distribuídas no país. Somente o estado de São Paulo concentra um terço (125) de todas as delegacias especializadas de atendimento à mulher. Eleonora Menicucci informou que, para expandir a rede, o governo está renovando um pacto com os estados, que prevê a implementação de medidas de proteção à mulher até 2016, como a criação de unidades de saúde para vítimas de violência sexual e ampliação do número de órgãos do Judiciário que atuam com o tema, a exemplo de juizados especiais. Das 27 unidades da Federação, já renovaram o pacto o Distrito Federal, Amazonas, Espírito Santo e a Paraíba. Neste ano, a SPM investiu cerca de R$ 30 milhões no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher.

TV Brasil exibirá especial sobre violência contra a mulher - A violência contra a mulher, as histórias de quem já sofreu com isso e os desafios para a erradicação desse mal são os temas de uma série especial de reportagens exibida a partir de hoje (26)  na TV Brasil. Com três episódios, a série será veiculada no programa Repórter Brasil Noite, às 21h, e marca o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado (25). No primeiro episódio, serão apresentadas histórias de mulheres que sofreram violência doméstica e hoje estão nos mais de 70 abrigos do país. O mapa da violência contra a mulher no Brasil e no mundo é o tema do segundo vídeo da série. Atualmente, o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking. A equipe visita Formosa, cidade recordista de violência contra a mulher em Goiás, proporcionalmente à população feminina do estado. O último episódio da série focará os aspectos legais e jurídicos da violência contra a mulher, como as repercussões da  decisão do Supremo Tribunal Federal que dispensou a necessidade de denúncia da vítima para enquadrar o agressor. Também mostrará que a Lei Maria da Penha merece ajustes para ser efetiva e que as instituições do Judiciário precisam se adaptar para atender às mulheres vítimas de violência. O último episódio vai mostrar ainda a importância do telefone 180, que recebe denúncias de violência e oferece orientações às vítimas.

Brasil Confidencial - Parlamentares da CPI da violência contra a mulher esbarraram em um problema de difícil solução. Descobriram que promotores pelo País estão retirando queixas feitas por mulheres agredidas pelos companheiros, apesar de o STF ter proibido o cancelamento das denúncias.

Comissão Interamericana de Direitos Humanos: discriminação contra mulher persiste - A Comissão Interamericana de Direitos Humanos saudou os progressos nas Américas em termos de leis e políticas para combater a violência contra as mulheres, mas advertiu que "há uma distância significativa entre a lei e sua aplicação." Em um comunicado divulgado por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, comemorado (25), a agência expressou preocupação com "a persistência da discriminação contra as mulheres em todos os campos, incluindo política, educação, emprego e saúde". "Nesse sentido, por exemplo, as mulheres indígenas e mulheres de ascendência africana estão particularmente expostas à violência física, psicológica e violência sexual", informa a nota. "A casa continua a ser um lugar perigoso para muitas mulheres que vivem nas Américas, devido aos altos índices de violência doméstica existente", disse o comunicado, acrescentando que as mulheres vítimas de violência enfrentam obstáculos no acesso à Justiça. "Para a maioria das mulheres, as leis que existem no papel sobre o seu direito de igualdade e Justiça nem sempre se tornam realidade".

O seio materno (DRAUZIO VARELLA)- A amamentação e a boa nutrição das gestantes são essenciais para evitar doenças e favorecer o pleno desenvolvimento dos bebês.
Deficiências nutricionais durante a vida fetal têm conseqüências mais duradouras do que sonha nossa vã filosofia. Experimentos naturais, como a epidemia de fome dos invernos de 1944 e 1945 na Holanda em guerra e os jejuns religiosos, deram origem aos primeiros estudos sobre o tema. Os efeitos tardios da "Fome do Inverno Holandês" incluem a obesidade dos homens ao atingir 19 anos, as características da deposição de gordura no corpo das mulheres e o aumento da incidência de esquizofrenia e hipertensão arterial. Inquéritos epidemiológicos mostram que a exposição pré-natal ao prolongado jejum diurno, praticado pela mulher grávida no Ramadã, aumenta em 20% a incidência de problemas de saúde em adultos muçulmanos de Uganda e Iraque. Há muito se sabe que a deficiência de iodo durante a gravidez pode provocar rebaixamento do QI. Antes da adição de iodo ao sal de cozinha, essa era a principal causa de retardo mental infantil passível de prevenção. Num trabalho feito na Tanzânia, meninas nascidas de grávidas que receberam suplementação de iodo apresentaram seis meses a mais de escolaridade do que os irmãos sem esse cuidado pré-natal. Um levantamento conduzido no Brasil, Guatemala, índia, África do Sul e Filipinas mostrou que o tamanho do bebê ao nascer e o ganho de peso nos 48 meses seguintes guardam relação com a resistência à insulina, distúrbio metabólico associado ao risco de diabetes na vida adulta. Amamentar o bebê por pelo menos seis meses traz benefícios que vão além da redução do risco de diarreia e outras infecções. Um estudo randomizado revelou aumento de 6 pontos no QI das crianças amamentadas exclusivamente no peito, em relação às que não mamaram. Outros encontraram aumentos menores: da ordem de 1 a 3 pontos. Além do ganho em inteligência, a amamentação oferece a vantagem de retardar a ovulação e as menstruações por períodos que vão além dos seis meses, evitando gestações muito próximas, responsáveis pelo aumento da mortalidade infantil e materna.

Cabeça no lugar para lutar contra o câncer de mama - Trabalhar a mente para aliviar e curar as dores do corpo. A série de reportagens especiais de O DIA sobre câncer de mama trata hoje da importância de um acompanhamento psicológico para as pacientes que são diagnosticadas com câncer de mama. “Acolhemos a mulher em um momento de grande confusão. Ela acabou de ser impactada pela notícia e, rapidamente, começa a fazer o tratamento. Nosso trabalho é ajudá-la emocionalmente a encarar essa nova realidade e, em seguida, enfrentar mudanças que a abalam muito, como queda de cabelo e retirada dos seios”, resume a psico-oncologista Laura Campos, 35 anos, do COI — Clínicas Oncológicas Integradas. O trabalho junto à família também é fundamental, afinal, a doença tem grande influência sobre as pessoas que convivem com a paciente. “Já atendi casos em que a mulher estava de casamento marcado e descobriu ter a doença. Quando elas são casadas, também conversamos com os maridos. São eles que vão acompanhar todo o processo e, muitas vezes, a relação fica abalada. Algumas uniões terminam mesmo porque eles têm dificuldade de aceitar aquela nova condição em que sua companheira está cheia de limitações”, explica Laura. “Mas em muitas histórias eles são parceiros maravilhosos”, destaca. A psico-oncologista Paula Ângelo, do CON (Centro Oncológico de Niterói), que há 15 anos trata esses casos, complementa: “Em grande parte a mulher está em idade sexual ativa e a primeira ideia é de que o câncer veio para acabar com tudo. Nosso papel é convencê-la de que a história pode ser diferente. Uniões estáveis não costumam ter fim por causa de um câncer”, avisa Paula.

Vítimas do próprio preconceito - No clima do Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção do câncer de mama, o mês de novembro foi dedicado aos homens. O Novembro Azul tem o objetivo de desmistificar o câncer de próstata e fazer com que os homens compreendam a importância do diagnóstico precoce. Se descoberto cedo e com um tratamento adequado, a porcentagem de cura chega a 90% dos casos. O problema é que, de acordo com um estudo realizado pelo Ibope, a pedido da farmacêutica Janssen, 42% dos homens brasileiros acima dos 40 anos nunca fizeram o exame de toque retal. A pesquisa mostra que, na faixa etária próxima aos 70 anos, apenas 32% dos homens realizaram o exame e 76% afirmaram que tinham consciência de que o procedimento é usado para detectar o câncer de próstata. O preconceito em relação aos exames preventivos ainda é muito forte , analisa o urologista do Hospital Santa Paula, Alex Meller. O preconceito e o machismo prejudicam não apenas a detecção do câncer de próstata, como também de outras doenças. Os homens têm o hábito de ir ao consultório apenas quando sentem algum sintoma. E, mesmo assim, só procuram um especialista a partir da insistência de uma mulher, seja esposa, mãe ou filha , explica Daher Chade, urologista do Hospital Sírio Libanês e do Instituto do Câncer de São Paulo. A doença não causa qualquer sintoma no início, porém, quando está em estágio avançado, ela pode interromper o canal da uretra, causando dor ao urinar. Aí, as chances de cura começam a diminuir muito, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Aguinaldo Nardi. Os números vão subir com o crescimento da expectativa de vida, o número de casos pode aumentar em cerca de 60% até 2015, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Pré-escola na Suécia estimula igualdade de gênero - Numa pré-escola de Estocolmo, os professores evitam usar os pronomes "ele" e "ela". Em vez disso, chamam seus 115 aluninhos de "amigos". O uso dos pronomes masculinos ou femininos é tabu. Eles são substituídos pelo pronome "hen", palavra sem gênero que a maioria dos suecos evita, mas que é usada em alguns círculos gays e feministas. A biblioteca da escola tem poucos contos de fada clássicos, como "Cinderela" ou "Branca de Neve", com seus estereótipos masculinos e femininos. Mas há muitas histórias sobre pais solteiros, crianças adotadas ou casais do mesmo sexo. As meninas não são incentivadas a brincar com cozinhas de brinquedo, e os blocos de montar não são vistos como brinquedos para meninos. Os professores são orientados a tratar os meninos, quando eles se machucam, com o mesmo carinho que dariam às meninas. Lá, todo mundo pode brincar com bonecas. A Suécia é famosa por sua mentalidade igualitária. Mas essa pré-escola financiada pelos contribuintes, conhecida como a Nicolaigarden -o nome vem do santo cuja capela ficava no prédio que hoje é da escola-, talvez seja um dos exemplos mais contundentes dos esforços do país para apagar as divisões entre os gêneros. O que hoje desperta o entusiasmo dos professores começou com um empurrãozinho dos legisladores suecos, que em 1998 aprovaram uma lei exigindo que as escolas garantissem oportunidades iguais para meninos e meninas. O governo de Estocolmo é a favor da política de gênero. "O importante é que as crianças tenham as mesmas oportunidades, independentemente de seu sexo", explicou Lotta Edholm, vice-prefeita responsável pelas escolas. "É uma questão de liberdade."

Pornografia infantil somam 40,5% das denúncias de crimes virtuais - As conversas de crianças e adolescentes na internet podem ser bem mais adultas do que o natural para a idade delas. Um levantamento feito pela ONG Safernet, especializada em segurança na rede, revelou que 40,5% das denúncias de crimes virtuais estão relacionadas com a pornografia infantil. A notícia serve como um alerta aos pais. Proteger crianças e adolescentes dos abusos sexuais ficou mais difícil com a popularização da internet. As redes sociais, sites e salas de papo on-line oferecem risco constante para quem ainda está em processo de desenvolvimento da sexualidade. Segundo a especialista em psicologia infantil, Sara Cavalcante, o processo de maturidade dos seres humanos começa a partir dos 6 anos, quando tem início o desenvolvimento da consciência social. Antes disso, elas não conseguem discernir o que é certo ou perigoso , explica a psicóloga. Dos 10 até os 13 anos, acontece o desenvolvimento da consciência moral. Nessa fase da pré-adolescência, as regras sociais já foram assimiladas. Mas, para que isso aconteça, a criança ou adolescente deve ter sido orientado para tomar as decisões certas , disse Sara. Isso significa que o acompanhamento dos pais ou responsáveis vai reduzir a probabilidade de os menores se tornarem vítimas de pessoas mal-intencionadas na internet. As principais vítimas são do sexo masculino e 64,5% das agressões acontecem dentro de casa. Em relação ao meio utilizado para agressão, a força corporal/espancamento foi o meio apontado em 22,2% das denúncias. Em 45,6% dos casos o provável autor da violência era do sexo masculino. Grande parte dos agressores são pais e outros familiares, ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.

Grupo Matizes protesta pela liberação de doações de sangue de gays - Membros do Grupo Matizes estarão, nesta segunda-feira (26), a partir das 10 horas da manhã, na sede do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), para protestar contra a regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que impede homens gays ou bissexuais de serem doadores de sangue no Brasil. Para marcar o ato, que tem como lema "Nosso sangue em favor da igualdade", o Matizes mobilizou defensores da causa para doar sangue e se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). A portaria da Anvisa que restringe homens gays e bissexuais de doarem sangue está em vigor no Brasil desde 2004. Dois anos depois, o Grupo Matizes protocolou representação, junto ao Ministério Público Federal (MPF), que resultou em uma Ação Civil Publica que pedia a cessão dos efeitos discriminatórios da resolução da Anvisa. Em abril de 2007, o Juiz da 2ª Vara Federal proferiu decisão liminar, deferindo o pedido do MPF. Posteriormente, a liminar foi cassada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde, atualmente, o processo está sob análise.

Reforço contra a aids - A Fundação Oswaldo Cruz passará a produzir no Brasil o medicamento antirretroviral sulfato de atazanavir, vendido sob a marca de Reyataz. A droga faz parte do coquetel para o tratamento dos sintomas da infecção pelo vírus HIV, distribuído pelo governo a mais de 40000 pacientes. O laboratório americano Bristol-Myers Squibb, dono da patente, entregará nesta sexta-feira ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, autorização para a fabricação do remédio. A transferência de tecnologia vai possibilitar ao governo reduzir os custos com a aquisição do medicamento. Pelo acordo, a fundação passará a distribui-lo já em 2013 e a sua fabricação local terá início em 2015.

Fumo 'apodrece' cérebro, diz estudo britânico - O cigarro 'apodrece' o cérebro ao danificar a memória, o aprendizado e o raciocínio lógico, aponta um estudo feito por pesquisadores da universidade King's College London. Cientistas envolvidos na pesquisa afirmam que as pessoas precisam perceber que o seu estilo de vida afeta tanto a mente quanto o corpo. A pesquisa foi publicada na revista científica Age and Being. Os pesquisadores estudaram o elo entre o cérebro e as probabilidades de ataque cardíaco e derrame. Os voluntários da pesquisa - todos com mais de 50 anos - participaram de testes de memorização de novas palavras. Eles também eram instigados a dizer o maior número de nomes de animais em um minuto. Os mesmos testes foram realizados após quatro anos e depois oito anos.  Os resultados mostraram que o risco de ataque cardíaco e derrame "estão associados de forma significativa com o declínio cognitivo". As pessoas com maior risco foram as que mostraram maior declínio. Também foi identificada uma "associação consistente" entre fumo e baixos resultados no teste. "O declínio cognitivo fica mais comum com o envelhecimento e para um número cada vez maior de pessoas interfere com o seu funcionamento diário e bem-estar", diz Alex Dregan, pesquisador que trabalhou no estudo.

Obrigado por não fumar - Engana-se quem acha que o Ministério da Saúde vai retirar as fotos chocantes que estampam o verso dos maços de cigarro. Em vez disso, vai exigir das empresas que coloquem as imagens dos efeitos negativos do tabaco também na parte da frente dos maços. E isso a partir de 2016.

Imposto de rico, serviço de pobre - Entre os países que mais cobram impostos de seus cidadãos e empresas, o Brasil é o que proporciona o pior retorno em serviços públicos e bem-estar aos contribuintes dos recursos que arrecada. É o que mostra estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que a partir de dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas (ONU) relativos a 2011, compara a carga tributária dos 30 países que mais arrecadam impostos como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).  No ranking dos países mais eficientes em converter impostos em bem-estar a seus cidadãos, a Austrália aparece em primeiro lugar, seguida pelos Estados Unidos. O Brasil fica na lanterna, atrás de emergentes do Leste da Europa, como Eslovênia (17º) e República Tcheca (16º), e de vizinhos latino-americanos, como Uruguai (13º) e Argentina (21º). De acordo com o estudo, o cidadão brasileiro paga em média 30% de impostos diretos quando faz compras no supermercado. Ou seja, de cada R$ 100 gastos, R$ 70 são efetivamente para pagar os produtos e R$ 30 para os tributos. Além disso, o contribuinte tem outras obrigações tributárias como IPTU, IPVA e Imposto de Renda. O especialista em direito tributário Fernando Zilveti, professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), considera que o grande problema brasileiro é o excessivo gasto público, sobretudo por causa do tamanho das folhas de pagamento, tanto nos municípios quanto nos estados e na federação. Corrigir esse gargalo, no entanto, é tarefa difícil e rende pouca popularidade, diz Zilveti. Como a presidente Dilma Rousseff provavelmente buscará a reeleição, pondera, vai demorar ainda para os brasileiros terem o retorno devido dos seus impostos. Um estudo do Banco Mundial mostra que o brasileiro gasta anualmente 2.600 horas trabalhando para pagar imposto. Isso é equivalente a 110 dias de trabalho, quase quatro meses. Na Bolívia, trabalha-se 1.080 horas só para pagar as despesas com tributos. A fim de despertar a atenção da sociedade à quantidade excessiva de impostos pagos, desde 2006 o IBPT e a ACSP trabalham para transformar em lei projeto que torna obrigatório a discriminação de quanto em impostos o cidadão paga nas notas fiscais de compras no varejo. O projeto foi aprovado semana passada na Câmara e aguarda a sanção da presidente Dilma.

Paim preside “comissão do eu sozinho” no Senado - Paulo Paim (PT-RS) faz da Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), que preside, uma “comissão do eu sozinho”, aprovando requerimentos até em reuniões “deliberativas” nas quais ele é o único participante. Só onze das 41 sessões realizadas entre fevereiro e setembro deste ano observaram o quorum mínimo da maioria dos membros (dez senadores), fixado pelo art. 108 do Regimento Interno.


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sábado, 25 de junho de 2011

Drauzio Varella e o vírus sem charme

24/06/2011 - Drauzio Varella e o vírus sem charme
Na nova série do "Fantástico", ele discute por que as hepatites não comovem tanto quanto a AIDS CRISTIANE SEGATTO
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o e-mail de contato é cristianes@edglobo.com.br

Existe um vírus que é cem vezes mais contagioso que o HIV, mas tem um poder de comoção infinitamente menor. É o vírus da HEPATITE B. Segundo as estimativas mais conservadoras, 1,5 milhão de brasileiros convive com ele. A maioria sequer desconfia. Só o descobre quando o fígado está destruído. Outras formas de hepatite (provocadas pelos vírus A, C e D) também causam enorme sofrimento. Por que não merecem a mesma atenção dedicada à AIDS?

Drauzio Varella decidiu investigar. As hepatites são o tema do novo quadro que ele apresenta no Fantástico. A série de quatro capítulos estréia no dia 17 de julho. Para entender as condições que contribuem para a transmissão do vírus, Drauzio esteve numa aldeia Yawanawá, no Acre. Também visitou salões de beleza de São Paulo e viu que as manicures trabalham em condições inadequadas mesmo nos endereços mais chiques. Por fim, foi a Salvador entrevistar jogadores de futebol profissionais que contraíram o vírus nos anos 70. Conversei com Drauzio nesta semana para antecipar o conteúdo da série aos leitores desta coluna.
ÉPOCA - Por que escolheu esse tema?
Drauzio Varella - As hepatites são doenças negligenciadas. Ninguém ouve falar sobre isso. Parece que não têm charme. Não sabemos quantas pessoas têm o vírus. Os dados do Ministério da Saúde não têm o menor valor porque só lidam com os casos notificados.

ÉPOCA - Há várias formas de hepatite. Vamos começar pelo vírus A ...
Drauzio - A hepatite A é a da água suja. É provocada pela falta de saneamento básico. Em geral é doença de curso benigno. Mas ela se torna potencialmente mais grave quando a pessoa a adquire na gravidez ou numa faixa etária mais avançada. Aí ela pode evoluir para hepatite fulminante. Ocorre uma necrose maciça das células hepáticas. A mortalidade é muito alta. É uma das causas de transplante de emergência.

ÉPOCA - Se ela é provocada por falta de saneamento básico, por que a classe média também é afetada?
Drauzio - É uma doença curiosa. Quem mora em más condições sanitárias a adquire logo na infância e costuma ter uma hepatite benigna. Mas quem vive em boas condições sanitárias não a adquire na infância e não fica imune a ela.Vai adquiri-la mais tarde, com 50 anos de idade, quando viaja para algum lugar e entra em contato com o vírus. Ou seja: a classe média tem a doença mais grave porque contrai o vírus numa idade mais avançada.

ÉPOCA - O governo não deveria vacinar a população contra a hepatite A?
Drauzio - Os hepatologistas acham que sim. Eles dizem que a doença só é benigna para quem pega na infância. Para quem pega mais tarde a doença pode ser mais grave. A posição do Ministério da Saúde é não vacinar. É preciso analisar o custo e o benefício da adoção dessa medida, mas esses estudos ainda não foram feitos.

ÉPOCA - E a HEPATITE B?
Drauzio - É totalmente diferente. É transmitida sexualmente e pelo sangue. E também passa da mãe para o feto. Existe vacina, mas há um complicador. É preciso tomar três doses. Uma hoje, outra daqui a trinta dias e outra depois de seis meses. Isso complica bastante. As pessoas tomam uma dose, depois não tomam as outras e não ficam protegidas. Hoje as crianças nascem e já são vacinadas. O SUS oferece, mas faz pouco tempo que entrou no calendário.

ÉPOCA - O que acontece com os adultos?
Drauzio - A maioria não foi vacinada. A vacina existe há vinte e poucos anos. Pelas estimativas mais conservadoras, há no Brasil 1,5 milhão de portadores crônicos do vírus. Ele é 100 vezes mais contagioso que o vírus da AIDS. Se analisarmos um grupo de pessoas que sofreu acidentes com seringas e agulhas, vemos que três ou quatro a cada mil pegam o vírus da AIDS. No caso da hepatite, há um caso de infecção a cada quatro ou cinco acidentados. Um índice de 20% de infecção é muito alto.

ÉPOCA - Nem todos os infectados pelo vírus B vão ter a doença...
Drauzio - Cerca de 95% das pessoas que entram em contato com o vírus o eliminam naturalmente. Os 5% se tornam portadores crônicos. O problema é que a doença é absolutamente assintomática por 20 ou 30 anos. De repente, a pessoa descobre a doença. A barriga incha porque acumula líquido ou a pessoa fica amarela. Quando percebe já está com cirrose ou câncer de fígado. O vírus provoca câncer. Do mesmo jeito que o cigarro provoca câncer, o vírus da hepatite também tem essa relação com o câncer de fígado.

ÉPOCA - Como é o tratamento?
Drauzio - É complicado. Quando a doença é descoberta na fase de câncer, o que resta é o transplante de fígado. A principal causa de transplante de fígado no Brasil é a HEPATITE B. Se a doença é descoberta mais cedo, há o tratamento com interferon. É caro e demorado. No caso da HEPATITE C também se usa o interferon mais outros antivirais. É uma carga enorme para o sistema de saúde.

ÉPOCA - O que você descobriu nos salões de beleza?
Drauzio - A prevalência de hepatite é muito alta no grupo das manicures. Esse é um assunto que ninguém comenta. Elas usam equipamento que volta e meia provoca ferimentos. Se a pontinha do alicate entrar em contato com uma gotícula de sangue infectado, pronto. O vírus está ali. Temos manicures espalhadas pelo Brasil inteiro. Imagine o tamanho desse problema. Quantas delas têm autoclaves para esterilizar o material? Não adianta apenas fervê-lo. Os métodos recomendados são a autoclave ou a estufa. Na estufa, é preciso manter o material a 170 graus por quase uma hora. Quem fiscaliza? Tem todo um procedimento. A manicure precisa lavar as mãos antes e depois de atender cada cliente, colocar luvas, lavar o material depois de usá-lo, colocar no envelope e só depois colocar na autoclave.

ÉPOCA - O ideal, então, é que cada cliente leve o seu próprio kit de manicure?
Drauzio - Eu achava que sim, mas conversando com as manicures vi que a coisa é mais complicada. Elas dizem que isso não funciona. Dizem que o equipamento das clientes é ruim, que não é afiado. Não passa mais o afiador na porta de casa. Onde as mulheres vão afiá-lo? Parece que isso não dá certo.

ÉPOCA - O risco de infecção nos salões de beleza é mais alto do que se imagina?
Drauzio - A pesquisadora Andréia Schunck, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, fez um estudo impressionante. Ela visitou 100 salões de beleza -- dos mais chiques aos mais simples. Passava pelo menos seis horas em cada salão. Encontrou procedimentos inadequados em TODOS os salões. As manicures não lavavam as mãos, não lavavam os equipamentos e já os colocavam direto na autoclave. As manicures usavam nelas mesmas o material que usavam nas clientes. Andréia encontrou 10% de infectadas. O vírus B apareceu em 8% da amostra e o vírus C em 2%.

ÉPOCA - As manicures não podem ser vacinadas de graça, pelo SUS?
Drauzio - Sim. Elas têm o direito de tomar a vacina pelo SUS. Mas só 15% sabiam que tinham esse direito. É uma desinformação geral. Há uma lista grande de grupos que têm direito de tomar a vacina de graça: quem tem AIDS, médicos, enfermeiros, manicures, técnicos de laboratório, carcereiros etc. Muita gente não sabe.

ÉPOCA - E as pessoas que não estão na lista? Vale a pena comprar a vacina?
Drauzio - É altamente recomendável que comprem a vacina. A mensagem que a gente quer passar com essa série é a seguinte: tem que vacinar contra a HEPATITE B. Existe vacina. Quem pode comprar a vacina e não está na lista do governo, deve comprá-la. A imunização dura a vida toda se a pessoa tomar as três doses. As manicures, por exemplo, não podem ficar sem a vacina. Outra realidade chocante é a dos índios da Amazônia. Tem que vacinar. Em algumas tribos, a prevalência de HEPATITE B é de 20%.

ÉPOCA - O que você viu na Amazônia?
Drauzio - Gravamos no Acre, numa aldeia Yawanawá, perto de Cruzeiro do Sul. Fica quase no Peru. Naquela comunidade, 10% dos indígenas têm o vírus. A quantidade de crianças infectadas é enorme. Pegam na infância e não é por transmissão materna. É por manipulação. Como tem muito mosquito ali, as crianças são cheias de feridas. Dormem três na mesma rede. Uma encosta a ferida na ferida da outra. Coçam as feridas com os mesmos pauzinhos. A transmissão é absurda. Fiquei chocado de ver essas crianças. Não se vê uma condição de saúde tão ruim em favela nenhuma de cidade grande. As crianças são cheias de feridas na cabeça. As mães colocam um gorrinho de lã na cabeça delas naquele calor de 40 graus. Tirei uns dez gorros.

ÉPOCA - Ali simplesmente não existe atenção à saúde indígena?
Drauzio - Tudo é muito longe. De vez em quando passa alguém. Ali o que tinha que fazer era vacinar a população inteira. Vai custar caro? E daí? Vai de avião, vai com o Exército. Aí é que entra a dificuldade de serem três doses. Tem que ir três vezes; as populações às vezes mudam de lugar. São vários complicadores. O problema ali não é o custo da vacina. É o custo da operação. Mas qual é a solução? Vai deixar espalhar isso? Depois como trata? São no mínimo 6 meses tomando remédio. Às vezes o tratamento dura anos. Levam os doentes para uma casa do índio em Cruzeiro do Sul. Mas vão deixar uma criança lá sozinha tomando interferon durante um ano?

ÉPOCA - As crianças morrem cedo?
Drauzio - Aquelas pessoas vivem numa situação social horrível. Isso é geral. Na Amazônia ninguém sabe por que existe hepatite D (hepatite Delta). É outro vírus. É um vírus defeituoso, que não tem a capacidade de se multiplicar sozinho. Se a pessoa pegar só ele, não acontece nada. Se tiver o vírus B e pegar o Delta, a hepatite fica muito mais agressiva. Essa é a situação dos meninos que eu vi. Meninos de 12, 13 anos em fase final de evolução. Com cirrose, baço enorme. Morrem com 14, 15 anos. Com o vírus Delta, as crianças morrem muito mais rápido.

ÉPOCA - O tratamento de que elas precisam é o mesmo usado contra o vírus B?
Drauzio - Sim. Matando o vírus B, o Delta não tem como sobreviver. Essa é a dimensão do problema. É caro tratar 1,5 milhão de pessoas? É. Mas vamos aceitar chegar à mesma situação da China? A China tinha 10% da população infectada pelo vírus B. Agora que eles começaram a vacinar, a prevalência caiu para 8,5%. Isso vai dar mais ou menos 100 milhões de pessoas infectadas.

ÉPOCA - Impossível ter transplante para todo mundo...
Drauzio - Os que podem pagar fazem o transplante. Os que não podem vão se tratar com a tradicional medicina chinesa. Não tem orgãos para todo mundo. Dez milhões chegam à fase final da doença e precisam de transplante. Quem vai fazer 10 milhões de transplantes? Esquece. Deixam morrer.

ÉPOCA - E o vírus C?
Drauzio - É um vírus muito maluco. Quando fizemos o primeiro trabalho no Carandiru em 1989, testei 1.492 presos para o vírus da AIDS. Encontramos o HIV em 17,3% dos presos. Um ano depois, o infectologista Ésper Kallas testou o mesmo sangue que estava estocado e encontrou o vírus da HEPATITE C em 60% das amostras. Isso foi numa época em que a moda era droga na veia. O vírus C é transmitido com muita facilidade. Enquanto no vírus B, apenas 5% dos infectados se tornam portadores crônicos, na HEPATITE C são 80%. O vírus da HEPATITE C não é oncogênico. Ele em si não induz o câncer de fígado, mas ele provoca cirrose. E a cirrose aumenta a incidência de câncer de fígado.

ÉPOCA - Quantos portadores de hepatite há, afinal, no Brasil? Cada um diz um número diferente...
Drauzio - A verdade é que não se sabe. Se formos muito conservadores e somarmos as hepatites B e C, chegamos a 2 milhões de pessoas. Temos 600 mil infectados com o vírus da AIDS. O tratamento é muito mais simples que o da hepatite. A diferença é que a AIDS atingiu primeiro as pessoas que tinham acesso aos meios de comunicação. Desde o início da epidemia, os meios de comunicação se interessaram muito pela AIDS. Foi sempre assim, desde que era chamada de peste gay. A AIDS envolve uma discussão moral. Para a imprensa, é uma doença que tem mais interesse jornalístico. Para a hepatite ninguém liga. As hepatites não têm esse charme.

ÉPOCA - O que você descobriu ao entrevistar jogadores de futebol?
Drauzio - Gravamos em Salvador com um grupo de jogadores profissionais dos anos 70. Naquela época, se acreditava que era preciso dar vitaminas para os jogadores. Davam glucoenergan na veia. No intervalo dos jogos, chegavam no vestiário com aquelas caixinhas com seringa de vidro e aplicavam tiaminose e complexo B na molecada toda. Uma quantidade absurda de HEPATITE B e C foi transmitida dessa forma. Vários desses jogadores morreram de cirrose. Como muitos param de jogar e começam a beber, todo mundo achava que morriam de cirrose por causa da bebida. Como eles não sabem que tem HEPATITE C, eles bebem sem saber que correm riscos. Quando a pessoa bebe, acelera o processo. Como não sente nada, nem desconfia. Só vai sentir quando a coisa já está grave.

ÉPOCA - Jogadores da Seleção Brasileira foram infectados dessa forma?
Drauzio - Até da seleção. Vários da Seleção de 70. Não vou dar os nomes por razões óbvias. Na Bahia, gravamos com jogadores profissionais que jogaram em São Paulo, no Rio, na Bahia. Eles têm um racha de futebol que fazem toda quinta-feira. Colhemos sangue de 22. Quatro ou cinco tinham o vírus da HEPATITE C e não sabiam.

ÉPOCA - Essa realidade que você constatou indica que o Ministério da Saúde está falhando no combate a essa doença?
Drauzio - Não podemos culpar o Ministério. Os médicos também não pedem o exame. Não pensam nisso. Se eles atendem uma pessoa que tem múltiplos parceiros sexuais, pedem o teste de AIDS, mas não pedem o da HEPATITE B. Conversei com o Dirceu Greco, que comanda o programa de AIDS. No Ministério, a hepatite está no mesmo lugar da AIDS. O pessoal da hepatite fica bravo com isso. O Ministério argumenta que eles já têm uma estratégia de distribuição de medicamentos da AIDS e essa estrutura serviria também para a atenção à hepatite. As associações de hepatite dizem que isso faz com que o interesse fique todo voltado para a AIDS porque é uma coisa que aparece muito mais. A hepatite não tem a importância que deveria ter. É difícil. Os dois argumentos valem. O fato é que no SUS temos apenas 100 mil portadores do vírus em acompanhamento. Apenas 20 mil estão em tratamento. É muito pouco.

No Brasil, há uma total desinformação sobre as doenças do fígado. Com a nova série, Drauzio dá uma grande contribuição para que isso comece a mudar. Eu também prometo voltar ao assunto.
ÉPOCA |
AIDS | HEPATITE
 
http://www.linearclipping.com.br/dst/m_005_noticia.asp?cd_noticia=1740928

quarta-feira, 9 de março de 2011

Homens que são mulheres (Texto de Dr. Drauzio Varella)

Homens que são mulheres


De todas as discriminações sociais, a mais pérfida é a dirigida contra os travestis.
Se fosse possível juntar os preconceitos manifestados contra negros, índios, pobres, homossexuais, garotas de programa, mendigos, gordos, anões, judeus, muçulmanos, orientais e outras minorias que a imaginação mais tacanha fosse capaz de repudiar, a somatória não resvalaria os pés do desprezo virulento que a sociedade manifesta pelos travestis.
Quem são esses jovens travestidos de mulheres fatais, que expõem o corpo com ousadia nas esquinas da noite e na beira das estradas? Apesar da diversidade que os distingue, todos têm em comum a origem: são filhos das camadas mais pobres da população.
A homossexualidade é tão velha quanto a humanidade. Sempre existiu uma minoria de homens e mulheres homossexuais em qualquer classe social; caracteristicamente, no entanto, travestis só aparecem nas famílias humildes.
Na infância, foram meninos com jeito afeminado, que se tivessem nascido entre gente culta e com posses, poderiam ser profissionais liberais, artistas plásticos, empresários, costureiros, atores de sucesso. Mas, como tiveram o infortúnio de vir ao mundo no meio da pobreza e da ignorância, experimentaram toda a sorte de abusos: foram xingados nas ruas, ridicularizados na escola, violentados pelos mais velhos, ouviram cochichos e zombarias por onde passaram, apanharam de pais e irmãos envergonhados.
Em ambiente tão hostil, poucos conseguem concluir os estudos elementares. Na adolescência, com a autoestima rebaixada, despreparados intelectualmente, saem atrás de trabalho. Quem dá emprego para homossexual pobre?
Se para os mais ricos com diploma universitário não é fácil, imagine para eles. O máximo que conseguem é lugar de cozinheiro em botequim, varredor de salão de beleza na periferia ou atividade semelhante sem carteira assinada.
Vivendo nessa condição, o menino aprende com os parceiros de sina que bastará hormônio feminino, maquiagem para esconder a barba, uma saia mínima com bustiê, sapato alto e um bom ponto na avenida para ganhar numa noite mais do que o salário do mês.
Uma vez na rua, todo travesti é considerado marginal perigoso, sem nenhuma chance de provar o contrário. Pode ser preso a qualquer momento, agredido ou assassinado por algum psicopata, que nenhum transeunte moverá um dedo em sua defesa. “Alguma ele deve ter feito para merecer”, pensam todos.
Levado para a delegacia irá parar numa cadeia masculina. Como conseguem sobreviver de sainha e bustiê em celas com vinte ou trinta homens, numa situação em que o mais empedernido machão corre perigo, é para mim um dos mistérios da vida no cárcere, talvez o maior deles.
A condição de saúde dos travestis é precária. Não existe um serviço de saúde com endocrinologistas para orientá-los a respeito dos hormônios femininos que tomam por conta própria. Muitos injetam silicone na face, nas nádegas, nas coxas, mas sem dinheiro para adquirir o de uso médico, fazem-no com silicone industrial comprado em casa de materiais de construção, injetado por pessoas despreparadas, sem qualquer cuidado de higiene. Com o tempo, esse silicone impróprio escorre entre as fibras musculares dando origem a inflamações dolorosas, desfigurantes, difíceis de debelar.
Ainda os portadores do vírus da AIDS encontram algum apoio e assistência médica nos centros especializados, locais em que os funcionários estão mais preparados para aceitar a diversidade sexual. Nos hospitais gerais, entretanto, poucos conseguem passar da portaria, barrados pelo preconceito generalizado, praga que não poupa médicos, enfermeiras e pessoal administrativo.
Os hospitais públicos deveriam ser obrigados a criar pelo menos um posto de atendimento especializado nos problemas médicos mais comuns entre os travestis. Um local em que pudessem ser acolhidos com respeito, para receber orientações sobre uso e complicações de hormônios femininos e silicone industrial, prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis e práticas de sexo seguro.
A saúde pública não pode continuar dando as costas para essa minoria de homens, só porque eles decidiram adotar a identidade feminina, direito de qualquer um. Quem somos nós para condená-los?
Que autoritarismo preconceituoso é esse que lhes nega acesso à assistência médica, direito mínimo garantido pela constituição até para o criminoso mais sanguinário?

                                                       Sadessa T. Vieira
                                  Diretora Presidente da ATNH/RS
                                     Vice - Presidente REDTRANS
                      Fone: Oi: (51) 8405.44.32 ou TIM: (51) 8198.71.61
                           "Viver amanhã é muito tarde, Viva hoje"!   
                 

                          

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Em resposta a ABIA!!!!

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Facebook Nilo geronimo borgna

Tambem Orkut

Parrabenizo vossas palavras!!!


O Que tenho obsevvado é que na fala do Drt Drauzio "quando disse"//homem contamina homem,homem contamina mulher,mulher contamina homem//


Fez uma triste gafe pois se esqueceu que mulher contaminada tambem contamina mulher não contaminada///


Mas, isso deve-se ao fato de que como sempre a mulher, é tratada como inferior, acho que nos prontuarios deviar ter opção sexual///pois a mulher tambem mesmo sondo lesbica, não assume///e muitas vezes o agente ada saúde//não tem semsibilidade de perceber a mulher// gay eh mais facil///Até está na moda///


mas //MULHER,NEGRA,LESBICA E POBRE, DEIXA MORRER!!!!!


NGB


VIVA O ARCO EA VIDA!!!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mulher casa virgem e contrai HIV na primeira relação


FANTÁSTICO - 09/01/11

Mulher casa virgem e contrai HIV na primeira relação

A contaminação está cada vez maior entre as pessoas com mais de 50 anos, principalmente as mulheres. O comportamento de risco é caracterizado pela relação sexual sem preservativo.



Trinta anos depois do surgimento da Aids, a cara da doença mudou. Antigamente, existiam os chamados grupos de risco, como os homossexuais masculinos e os usuários de drogas injetáveis.

Hoje, como mostra o doutor Drauzio Varella, o que existe é comportamento de risco. Tanto é que a contaminação está cada vez maior entre as pessoas com mais de 50 anos, principalmente as mulheres.

“Eu casei aos 18 anos. Era uma estudante, uma pessoa feliz. Uma adolescente que vivia dentro dos parâmetros de Deus, porque eu fui criada na igreja”, conta a voluntária do grupo Pela Vidda Mara Moreira, que vive em Itaguaí, município do Rio de Janeiro. É evangélica e segue os preceitos da igreja. Para ela, sexo só no casamento.

“Um dia eu estava indo para Campo Grande. Outro dia, estava indo para Cuiabá. Então, eu não tinha raiz em parte alguma”, revela o caminhoneiro aposentado Nestor Ramiro de Assis, que levava a vida de um jeito bem diferente. Quando se separou da esposa, aproveitou a liberdade da estrada.

No início, a Aids foi chamada de peste gay. Depois, surgiu o conceito de grupos de risco: homens homossexuais, usuários de drogas injetáveis e mulheres com muitos parceiros. Enquanto isso, em silêncio, o vírus se espalhava entre homens e mulheres que não faziam parte desses grupos.

“As mulheres dos postos acham que todos os motoristas têm dinheiro. Então, você não pode dormir na cabine dos postos porque elas ficam batendo no vidro da janela, convidando para fazermos amor”, conta o caminhoneiro aposentado.

Hoje nós sabemos que não há grupos de risco. O que existe é o comportamento de risco. O comportamento de risco é caracterizado pela relação sexual sem preservativo. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de Aids aumentam no grupo de mulheres casadas e nas pessoas acima dos 50 anos de idade.

Maria Filomena Cenicchiaro, diretora do ambulatório do Centro de Referência do Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis de São Paulo, confirma que os dados estão de acordo com os testes realizados no ambulatório. “Essa população não procura muito os centros de teste. Quando elas procuram é porque descobriram que o parceiro ou a parceira já está desenvolvendo a Aids. Aí, vai fazer o teste e normalmente tem um resultado positivo”, diz.

“Apesar de ter casado virgem, eu não usava camisinha. Como método contraceptivo, eu usava pílula. Eu não queria engravidar porque estava estudando e tinha acabado de me casar”, lembra Mara Moreira. Ela conta que achava que estava fora dos grupos de risco, mas a Aids estava mais próxima do que ela esperava. “Três meses depois de casar, meu esposo ficou muito doente. Foi feito o exame. Ele era positivo para o HIV e não sabia Três meses depois veio o meu resultado, também positivo”.

“No início de 1986, nós tínhamos uma mulher com Aids para quinze homens. Hoje, temos dez mulheres para quinze homens. Quando pegamos o corte de 13 a 19 anos, é o contrário: para cada dez meninas oito meninos”, revela o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão.

“Eu não tinha conhecimento nenhum de como se pegava o HIV. Eu não tinha informação nem se podia lavar a roupa junto na mesma máquina, se podia compartilhar o prato, a colher”, conta Mara Moreira.

Você só pega Aids se fizer sexo com penetração sem camisinha ou se usar seringas e agulhas contaminadas pelo vírus.

“A gente ficava 90 dias fora viajando e ao menos aos sábados tinha que acontecer alguma coisa, quando não era no meio da semana. Então, umas duas por semana dava. Foram 17 anos assim”, conta Nestor Ramiro de Assis, de 72 anos. Na geração dele, ninguém se preocupava com a Aids. Diziam até que usar camisinha era como chupar bala sem tira o papel. Eles pensavam que homens que só mantinha relações sexuais com mulheres não corriam risco de pegar a doença. Estavam enganados.

“Foi assim que eu adquiri o HIV. Não me interessa saber de quem foi que eu peguei, porque eu não vou saber mesmo. O culpado sou eu, mais ninguém”, diz Nestor Ramiro de Assis.

“Nós temos toda uma conversa para mostrar que o estímulo não é no pênis, nem na região genital. Primeiro, é na cabeça. É só beijar e pronto, o estímulo já foi acionado, já houve uma ereção. Tem que aproveitar a ereção e colocar a camisinha nesse momento”, orienta Maria Filomena Cenicchiaro.

“As pessoas não estão tendo consciência”, comenta uma mulher.

“Na verdade, quase ninguém usa”, completa um homem.

Fizemos alguns avanços: acabamos com a transmissão do HIV por transfusão de sangue, reduzimos muito a de mãe para filho e por drogas injetáveis. Hoje, a principal forma de transmissão é a relação sexual sem preservativo. Infelizmente, o uso de camisinha vem diminuindo entre mulheres e homens de qualquer idade, tanto nos relacionamentos estáveis quanto naqueles mais casuais.

Através do sexo, o vírus da Aids passa de um homem para outro homem; do homem para mulher e da mulher para o homem. Passa, sim, da mulher para o homem.

“Nunca passou pela minha cabeça que eu pudesse pegar o vírus da Aids

Na periferia de Ponta Grossa, no Paraná, funciona a ONG Reviver, que atende as famílias dos portadores do vírus da Aids. Nestor Ramiro de Assis é motorista e uma espécie de faz-tudo na instituição.

“A chegada do Nestor à instituição foi uma surpresa e um presente. Os trabalhos estavam começando em Ponta Grossa, uma região bem fechada para isso, e não tínhamos motorista. Ainda havia muito preconceito. Ele chegou, se dispôs a ser motorista e fez disso uma missão de vida”, lembra Cláudia Maria Hey Silva, da ONG Reviver.

“Se perguntarem para mim um dia por que eu faço esse serviço eu vou dizer que não sei. Eu faço porque gosto, não espero recompensa de ninguém. Eu nunca pensei em ajudar os outros para ir para o céu”, garante Nestor Ramiro de Assis.

“Os coroas e as coroas estão fazendo mais sexo desprotegidos. Percebemos o aumento da incidência em mulheres acima de 50 anos. É uma nova dinâmica, são novos desafios. Temos que estar preparados para enfrentá-los”, diz José Gomes Temporão.

Depois do choque de descobrir que tinha o vírus da Aids, Mara e Nestor reagiram. E, graças ao tratamento antiviral, a vida deles melhorou. Mas todo cuidado é pouco. Sem tomar os remédios todos os dias, os portadores do HIV ficam sujeitos a infecções e voltam a correr riscos.

No próximo domingo (16), você vai conhecer pessoas que estão em tratamento e o impacto que ele provocou em suas vidas.

“Hoje, quando uma pessoa estranha me pergunta se eu tenho HIV, respondo que sim e pergunto: ‘e você?’”, finaliza Nestor Ramiro de Assis.

VEJA A MATÉRIA COMPLETA NO SITE DO FANTÁSTICO






Roberto Pereira
Coordenação Geral
Centro de Educação Sexual - CEDUS
Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo
20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel: (21) 2544-2866 Telefax: (21) 2517-3293
Cel: (21) 9429-4550
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. Se não ousarmos faze-la, teremos sempre ficado à margem de nós mesmos.”
 (Fernando Pessoa)

Nota Pessoal: 
  Só acho que houve uma falha na hora de se falar nas possibilidades de
infecção do HIV.
 Será que o Dr Drauzio se esqueceu das lésbicas?
 Pois ele falou que homem contamina homem, homem contamina mulher e
mulher contamina homem. Acho que esqueceu das lésbicas pois se uma
estiver contaminada não pode contaminar a outra?
 Essa questão deveria ser melhor explicada!!!
 NGB
 Ativismocontraaidstb.blogspot.com
 P. S: Até algum tempo atras não se cogitava que a mulher pudesse
infectar o homem, esse dado foi muito bom ter sido explicado.
 Parabéns!!!!
  O que esta em questão realmente e a invisibilidade no tocante as
lésbicas, se elas não tem espaço para expor sua (opção) nas consultas
como poder ser dito que não há confirmação de infecção entre casais
lésbicos?
 Elas nem são consideradas como pesquisa.
 Atentamos para esse dado pois desta maneira estaremos criando mais um
"grupo de risco"
 É muito mais difícil para uma mulher assumir sua homossexualidade do
que para um homem.
 Ser Gay de certa forma está na moda mas com as Lésbicas a coisa mudam.
 Então que façamos um estudo que abordem as lésbicas e desse estudo
serio, nos tiremos as conclusões, não diante desse quadro atual, que só
exclui as lésbicas, e essa exclusão é muito ruim para a prevenção.
 NGB
 Ativismocontraaidstb.blogspot.com