Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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sábado, 1 de julho de 2017

Seminario Rg Sudeste IST, HIV,Hepatites P Pop Trans #Favela

1RO seminário Regional Sudeste sobre  IST, HIV/AIDS e Hepatites Virais para a População de Travestis e Transexuais Moradores de Favelas. 

O Grupo Conexão G é uma organização da sociedade civil, fundada em março de 2006 por um Grupo de Jovens que resolveram realizar ações de reflexões sobre a homossexualidade em favelas. A trajetória desse coletivo é caracterizada por um interesse em comum dos jovens de trabalhar com a minimização dos preconceitos vividos por este segmento de forma integrada e abrangente, com o foco na temática Direitos Humano e Promoção da Saúde da população LGBT moradora de favelas na cidade do Rio de Janeiro. Assim, o Conexão G nasce com a missão de pensar para o espaço da Maré um projeto de longo prazo. Consciente da necessidade de mobilizar um número significativo de pessoas e de competências para essa imensa tarefa, o Conexão G, como expressa em seu próprio nome, busca viabilizar uma ação coletiva e articulada, de forma a construir um projeto, com forte capacidade de impacto, com o objetivo de contribuir na transformação da realidade local e outros espaços de favelas. Para tal, o Grupo Conexão G estruturou suas iniciativas sobre dois eixos norteadores: combates à violência em suas diversas manifestações e Promoção da Saúde. De cada um desses temas decorre uma série de ações de curto, médio e longo prazo que mobilizam e agregam diferentes parcerias.

A falta de dados epidemiológico sobre a população de travestis, mulheres e homens trans de favelas no Brasil dificulta a elaboração de políticas públicas de direitos humanos voltadas à garantia, ampliação e manutenção dos direitos de pessoas trans no sistema único de saúde. A partir desta dificuldade o Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas com o financiamento do Ministério da Saúde/Departamento de Aids e Hepatite Virais realizará o I Seminário Regional Sudeste sobre IST, HIV/AIDS e Hepatites Virais para a População de Travestis e Transexuais Moradores de Favelas que tem como objetivo discutir sobre a definição e implantação de processos que promovam, no segmento populacional de travestis e transexuais de favela:  a redução de riscos para a infecção do HIV e outras IST e Hepatites Virais; encorajar a prática de comportamentos que assegurem a prevenção das DST/HIV/HV; e promover o fortalecimento da cidadania na defesa de seus direitos e cumprimento de seus deveres no SUS. Este evento representa a construção coletiva de um longo processo de luta por direitos básicos e é uma das mais importantes ferramentas de articulação social do Grupo Conexão G a nível interestadual.

O Seminário acontecerá de 19 a 21 de outubro no Centro de Artes da Maré. Endereço: Rua Bittencourt  Sampaio, 181 - Maré. CEP: 21044-040.

As pessoas selecionadas receberão passagem aérea, hospedagem e alimentação para o período do evento. O processo seletivo para o evento acontecerá através do preenchimento do questionário: https://docs.google.com/forms/d/19WGVU2uAZlXiem3ZMj9XVh1kB8_xmmJ4ElpQdPzgLdw/prefill

Os critérios para participação são:
- Ser travesti, mulher ou homem trans.
- Ser morador/moradora de favela dos seguintes Estados: Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

O processo seletivo seguirá o calendário abaixo.

INSCRIÇÕES:

30 de junho a 27 de julho de 2017.

ANÁLISE DAS INSCRIÇÕES:

28 de julho a 19 de agosto de 2017.

DIVULGAÇÃO DAS/DOS CONTEMPLADAS/DOS:

20 de agosto de 2017, a partir das 15h (horário de Brasília).

CONTATOS COM AS/OS SELECIONADAS/DOS:

21 a 25 de agosto de 2017.

Caso a pessoa selecionada não atenda os contatos do Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas por nenhum canal (telefone ou e-mail), a vaga será cedida ao próximo classificado.

Gilmara Cunha
Presidente do Grupo Conexão G Cidadania de Favelas

domingo, 22 de fevereiro de 2015

[] Movimentos LGBT reagem a pauta de Cunha

    Parabéns ao  movimento LGBT  que  está  fazendo  alguma  coisa.   Toni Reis Movimentos reagem a pauta de Cunha   Ao tomar posse no cargo de presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) qualificou a Casa como "palco dos grandes debates da sociedade". Passados 22 dias da cerimônia, porém, ele já está sendo apontado como defensor de grupos religiosos conservadores. Em seu curto mandato, Cunha já desarquivou ou acelerou a tramitação de quatro projetos que envolvem questões relacionadas ao aborto e aos direitos dos homossexuais. Dois são de sua autoria. Um deles cria o Dia do Orgulho Heterossexual, para se contrapor ao que o deputado chama de "estímulo da ideologia gay". Essas iniciativas, somadas às declarações polêmicas do parlamentar, que é evangélico, sobre gays e feministas, já deram início a um movimento de reação nas redes sociais, que começa a se estender para as ruas. Um ato organizado por movimentos sociais contra Cunha reuniu ontem cerca de 100 pessoas no centro de São Paulo. O protesto contou com a presença três deputados federais: Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF) e Ivan Valente (PSOL-SP). Antes de discursar, Wyllys disse que o presidente da Câmara pretende criar uma cortina de fumaça: "Ele tem uma ficha corrida com mais de uma dezena de processos de corrupção. Investe numa pauta homofóbica para criar uma cortina de fumaça". No ato, que teve estrutura precária - o sistema de som não funcionou em boa parte do tempo -, Wyllys acusou Cunha de ser "muito esperto". "Conseguiu uma aliança suprapartidária que ameaça os direitos individuais e das minorias. Sem falar que é um político que passou incólume por vários escândalos políticos". Bruno Maia, do coletivo Pedra no Sapato - criador da Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Minorias em 2013, em protesto contra a posse do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara -, faz parte do grupo que agora quer voltar às ruas. Para ele, o presidente da Câmara já deu sinais suficientes de que vai agir contra os interesses das mulheres e dos gays e impedir iniciativas de revisão da política de drogas. Maia preocupa-se sobretudo com a presidência da Comissão de Direitos Humanos, que será decidida nos próximos dias. "Ele já avisou que sob o comando dele as pautas de interesses desses grupos nem serão discutidas. O próximo passo será entregar o comando das comissões para forças ultraconservadoras." Adoção. Uma das iniciativas de Cunha que mais provocaram reações foi a criação de uma comissão especial para acelerar a tramitação do Projeto de Lei 6.583, o Estatuto da Família. Apresentado em 2013 pelo deputado Anderson Ferreira (PR-PE), também evangélico, o projeto quer oficializar como família apenas núcleos formados pela união entre um homem e uma mulher. Na prática, o objetivo é impedir a adoção de crianças por casais formados por pessoas do mesmo sexo. No Brasil isso já é possível desde 2011, após o Supremo Tribunal Federal ter dito que a Constituição impede restrições aos gays. Para Maria Julia Giorgi, do movimento Mães pela Igualdade, o maior temor é de que ocorra um retrocesso na área dos direitos civis: "Queremos que nossos filhos, que pagam impostos, tenham cidadania plena, com direito ao casamento e à adoção". A deputada Erika Kokay (PT-DF), que se destaca nos debates sobre direitos humanos, diz que Cunha usa a Presidência da Casa como palco para a defesa de projetos pessoais e de grupos religiosos. "O Legislativo é um poder plural. As atitudes dele ferem essa pluralidade e a democracia." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. fonte  http://www.opovo.com.br/app/politica/ae/2015/02/22/noticiaspoliticaae,3396408/movimentos-reagem-a-pauta-de-cunha.shtml __._,_.___ Enviado por: "Toni Reis - GMail" Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

terça-feira, 16 de setembro de 2014

#EmDiaComACidadania #345

  13 de setembro de 2014 #345 Abaixo, a parte escrita da palestra que dei, ontem, sexta-feira, aqui, em Teresina. Foi na Universidade do Federal do Piauí. A próxima será na segunda-feira: DH, Mídia e invisibilidade social, em outro local, mas sempre na UFPI. Faz um calor de bode. ¨ Existem muitas sociedades silenciosas ao redor do mundo. Mas aqui, este silêncio é ensurdecedor. O livro "Uma parisiense no Rio de Janeiro", de Adèle Toussaint-Samson (Editora Capivara) conta a estadia de uma francesa no Rio de Janeiro, casada com um brasileiro, em meados do século XIX. Morando numa casa de dois andares, que era dividida com uma espanhola ,que fazia barbaridades com sua escrava. A francesa subiu o lance de escada que as separava e reclamou dos gritos, de como aquilo tudo a horrorizava. No dia seguinte, já não se ouvia mais gritos, embora a escrava continuasse a ser torturada: a senhora,simplesmente, passou a amordaçá-la para que seus gritos de dor não fossem ouvidos por ninguém... Esse é, grosso modo, um retrato das sociedades silentes como a nossa. Assistimos calados à situação deplorável do sistema prisional brasileiro, onde os presos são tratados como entulhos,sofrem maus-tratos, torturas, falta de assistência médica, comida estragada, violência sexual, e por aí nos vamos. Em 2012, com cerca de 500 mil presos, o Brasil tinha a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O déficit de vagas (quase 200 mil, na época) ainda é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país. A nova população carcerária brasileira é de 711.463 presos. Os números apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a representantes dos tribunais de Justiça brasileiros, no último dia 4 de junho, passaram a levar em conta as 147.937 pessoas em prisão domiciliar, o que não ocorria antes. E o número de vagas continua insuficiente. Aumentou a população carceráriaem maior número de gente doque o de vagas que faltavam mas , elas não aumentaram, proporcionalmente, no sistema prisional. O único direito que o prisioneiro deve perder,por lei,é o direito de ir e vir. Mas, no Brasil, eles perdem todos eles. E , em alguns locais, todos e mais alguns. O fato de ter cometido um delito, não transfere a criatura para uma outra espécie animal, por mais que ele ou ela pareçam merecer, em muitos casos. Todos continuam seres humanos e devem ser tratados como tal,enquanto cumprem a sentença que lhes foi designada pela Justiça. Mas o que vemos é muita gente que já cumpriu pena ainda sem ter conseguido a liberdade que lhe é devida. E prisioneiros na chamada "triagem', como o presídio Nelson Hungria no Rio de Janeiro, que visitei em 2012 como membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Rio de Janeiro. Ali, vi celas que haviam sido feitas para abrigar seis prisioneiros,com quase 30 pessoas lá dentro. Um dos presos estava com uma perna quebrada por um tiro, sem atendimento, até a nossa interferência.A comida tinha um cheiro insuportável. Para tomar banho de sol, quando tinham permissão, precisavam passar meio a cães bravios e as fezes dos mesmos, espalhadas pelo caminho que leva ao pátio. E assistimos a tudo isso, la' no fundo, muitos de nós, se não a maioria, achando que "é isso mesmo.Errou, tem que ser desumanamente punido", quase uma vingança pessoal. Quase como se, assim, mantivessem trancafiado o seu próprio lado irracional, capaz cometer crimes. "Parecem cemitérios de mulheres vivas", diz sobre os presídios femininos a advogada Maíra Fernandes,32 anos, primeira mulher a presidir o Conselho Penitenciário do Rio de Janeiro, órgão que tem como missão fiscalizar o cumprimento da lei dentro das cadeias – da garantia dos direitos humanos à execução correta das penas – e ajudar os presos a se reintegrar à sociedade. Se é assim na cidade maravilhosa,o que não acontecerá nas prisões fora dos grandes centros. Aqui pertinho mesmo,em São Luís doMaranhão, temos o Complexo Penitenciário de Pedrinhas,onde a brincadeira é decapitar rivais. No mundo,o Estado Islâmico deve ser combatido sem tréguas, pois massacra e persegue cristãos e outras religiões.Aqui em Teresina, a sociedade deveria fazer frente à tal de Irmandade Homofóbica, que assina unas ameaças pelos muros da cidade com o celular 88812644, que a polícia sabe ser de um empresário local,mas não revela seu nome e nada faz. Até que uma integrante do Grupo Matizes seja morta, pois em garantias pessoais a polícia foi capaz de estabelecer. Parece a guerra da Bósnia, nos anos 90, à qual cobri como correspondente da imprensa portuguesa durante 2 anos e meio, que começou nas bochechas da Europa, todo mundo fingiu que não viu, e morreram mais de 300 mil pessoas, a maioria bósnios. Foi o vergonhoso silêncio internacional. A sociedade civil de Teresina também deixa isso correr frouxo. Hoje, ameaçam os homossexuais, amanhã,os negros, depois os índios,depois as mulheres e,finalmente, alguém que pense diferente deles. Vamos anotar este número e ficar telefonando pra lá até eles cansarem? Repetindo:88812644. Em 2012, tivemos 266 crimes de morte da população LGBT no país inteiro. Há anos tentou-se no Senado a aprovação do PL 122/06 que criminalizaria a homofobia, e agressões dessa natureza passariam a ser tratados como crime, feito é o racismo. Mas a bancada neopentecostal de senadores embarreirou o projeto-de-lei, postergando sua aprovação, até que ele saiu para ser incluído no Código Penal,o que deve levar essa inclusão para as calendas gregas. Também temos mais de 10% da população de 202milhoes de pessoas com algum tipo de deficiência, quase não há políticas públicas para o segmento. Há a lei , LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000, que trata da acessibilidade nos prédios públicos do país, cujo prazo, de acordo com o decreto 5096, que a regulamenta, venceu em junho de 2007 e nada aconteceu com os prédios públicos que nada fizeram, e a maioria nada fez. É daquelas leis que "não pegaram". E ainda há o "Estatuto do Coitadinho", do senador petista Paulo Paim, que trata as pessoas com deficiência feito incapazes e zera dos tos prazos vigentes para o segmento. Mão tempos audiodescrição. A lei que obrigava 20 horas mensais d programas com audiodescrição,depois de uma acordo entre o então Ministro das Comunicações, Helio Costa e a ABERT ( Associação Brasileira de Rádio e Televisão),passou a ser de apenas 2 horas. Como os deficientes físicos andam de transporte público aqui? Como acessam a casas de espetáculo? Há algum transporte aqui que tenha os elevadores para cadeiras-de-rodas ? Como vocês acham que as pessoas com deficiência de locomoção se locomovem? como podem ser integrados ao mercado de trabalho? No fundo, são menos brasileiros do que o resto da população, pois não têm o sacrossanto direito de ir-e-vir, garantido na Constituição. É preciso romper este silêncio todo que atordoa e do qual fazemos parte, ou por comodismo,ou por impotência ou por ficarmos esperando que o outro tome uma atitude, quando ela deveria e deverá ser nossa. Não reclame do que você permite, esta é a palavra de ordem.E não permita aquilo de que você reclama. Hoje, por questões eleitoreiras, a presidente da República se declarou, pela primeira vez na vida, oficialmente contra a homofobia e está correndo com projetos a favor do segmento - o que não havia ocorrido em seus 4 anos de governo. Existe também a questão do reconhecimento da união civil estável pelo Estado brasileiro. Essa é que tem que ser a nossa luta, o reconhecimento dos nossos direitos como cidadãs e cidadãos. É o reconhecimento do Estado, ao qual pagamos impostos como qualquer brasileiro que produza, sem que nos perguntem, ao pagarmos nossos tributos qual a nossa orientação sexual. A pergunta vem depois, na hora de nos darem as benesses provenientes do pagamento desses mesmos impostos. Não tem nada de ¨favor ¨ou ¨privilégio ¨. Privilégio seria se, como ocorre com as igrejas, não pagássemos impostos por sermos LGBTs, como elas não pagam por serem ¨entidades religiosas ¨, num país em que o Estado é constitucionalmente laico. O Brasil e o Piauí também assistem, sempre silentes, à destruição da nossa maior riqueza arqueológica e uma das maiores do mundo, o Parque Nacional Serra da Capivara que, no momento, não tem um só guarda nas entradas do parque, porque o governo federal não mandou mais verbas e Niède Guidon, essa eterna guerreira, teve que despedir todos os guarda-parques e aquilo ali vai ser depredado em muito pouco tempo, se ninguém se mexer. Pergunto ao talvez futuro governador Wellington Dias, do PT, que, 10 anos atrás iniciou as obras de um aeroporto que ficaria pronto ¨em dois ¨anos e, hoje, passados 10 anos, nada teve prosseguimento: o senhor vai libertar da miséria e da pobreza o sudoeste do estado com a finalização dessas obras? Ou só a Parnaíba merece verbas e benesses? Vamos deixara Irmandade Homofóbica, esse agrupamento criminoso, atacar e continuar ameaçando de morte os ativistas LGBTs ? O quê vocês pretendem fazer quanto a tudo isso? É o que me pergunto e vocês deveriam se perguntar E, para terminar, um pouco de João Cabral de Melo Neto e uma convocação para que estejamos sempre atentos, com um olho em cada poro, porque a melhoria da nossa sociedade começa pela nossa própria participação. DISCURSO DO CAPIBERIBE (parte) João Cabral de Mello Neto IV... Porque é muito mais espessa A Vida que se desdobra em mais vida, Como uma fruta é mais espessa que sua flor; Como a árvore é mais espessa que sua semente; Como a flor é mais espessa que sua árvore, Etc, etc. Espesso, porque é mais espessa a vida que se luta cada dia, o dia que se adquire cada dia (como uma ave que vai a cada segundo conquistando o seu vôo) Quero dedicar minha participação na 10a Semana do Orgulho de Ser, e minhas duas palestras, a Ignez Pacheco, minha avó paterna piauiense. ¨ PS: Quero saber agora se a decisão de que tortura é um crime imprescritível vai valer para todo mundo e quem é que vai encarar os ¨zômi ¨ para que isso valha de verdade.   Em Dia Com A Cidadania - 2008 - Todos os direitos reservados   -- Caso você queira sua assinatura removida da lista desta newsletter, clique em http://www.emdiacomacidadania.com.br/newsletter/?p=unsubscribe&uid=4a92f3d3e3dd10c9a7c461be795c1626

sábado, 30 de agosto de 2014

#LGBTTQUAR #RECIFE #CentrodeApoio

---------- Mensagem encaminhada ---------- De: Fabio Grotz Data: 29 de agosto de 2014 19:28 Assunto: População LGBT do Recife ganha centro especializado Para: Fabio Grotz População LGBT do Recife ganha centro especializado APOIO   http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=22643 VIAR | IMPRIMIR | A+ A- 29/08/2014 - 18h Foi inaugurado nesta sexta-feira (29) o primeiro Centro Municipal de Referência em Cidadania LGBT ( lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros) em Pernambuco. Localizado no bairro da Boa Vista, centro do Recife, o centro é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O objetivo é prestar serviços e atendimentos especializados para vítimas de discriminação e violência devido à orientação sexual ou identidade de gênero. Com isso, a Prefeitura do Recife pretende combater a violação dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros. "Mas não é um centro direcionado apenas às vítimas de violência e sim ao segmento LGBT em geral. Vamos abarcar todos os tipos de serviços, acolhendo esse público e, dependendo da demanda, vamos encaminhar cada caso para o setor responsável", explicou a advogada do Centro Municipal de Referência em Cidadania LGBT Roberta Adeodato. Uma equipe de psicólogos, advogados, assistentes sociais e agentes de direitos humanos faz parte do centro. O público LGBT e seus familiares terão acesso a serviços como apoio psicológico e social, que será feito tanto por telefone quanto pessoalmente, além de orientação e encaminhamento jurídico para os casos de homofobia. Serviço: Centro Municipal de Referência em Cidadania LGBT Rua dos Médicis, 86, Boa Vista - Recife Fonte: CBN Foz do Iguaçu

terça-feira, 27 de maio de 2014

Orientação

  Olá S  Sugiro que procure uma organização de direitos humanos LGBT aí na Inglaterra. Devem saber melhor que eu o que poderia ser feito no seu caso.   Em Londres tem a organização Stonewall, cujos contatos estão neste link: http://www.stonewall.org.uk/contact_us/     Pedirei  ajuda  a  pessoas   aqui  no  Brasil.     Desejo sorte e estou à disposição.   Um abraço,   Toni Reis ----- Original Message ----- From: siby pinelli To: tonidavid@avalon.sul.com.br Sent: Tuesday, May 27, 2014 10:17 AM Subject: Re: Bom Dia Dr Toni,   nao tenho certeza se o meu precedente e-mail chegou ate o Senhor. entao com medo que nao tenha chegado em suas maos, copiei aqui em baixo de novo.   Por favour me escreva, preciso da sua ajuda!   Em primeira mao me apresento ao Senhor.   O meu nome e S Sou uma transexual operada com mais de 40 anos.   Vi para a Inglaterra em busca de uma vida melhor. aqui entra o meu grande problema e gostaria de lhe pedir uma ajuda. Eu  entrei na Inglaterra sem nemhum problema com o meu nome, mais agora estou illegal no pais pois ja se passou um ano.   O Senhor saberia dizer como posso fazer para pegar um visto para viver aqui? Sera que as pessoas do LGBT aqui da Inglaterra podem me ajudar? sem eu ter nenhum direito por estou illegal no paid deles?   Fiquei sabebdo de um rapaz homosexual que conseguiu um asilo politico para o Canada dois anos atras. falando que era peseguido no Brasil. Sera que eu conseguira o asilo com esse assunto?   Por favour preciso muito da sua ajuda. me escreva?   Muito Obrigado S Em Segunda-feira, 26 de Maio de 2014 11:59, siby pinelli escreveu: Bom Dia Dr Toni,   Em primeira mao me apresento ai Senhor.   O meu nome e S Sou uma transexual operada com mais de 40 anos.   Vi para a Inglaterra em busca de uma vida melhor. aqui entra o meu grande problema e gostaria de lhe pedir uma ajuda. Eu  entrei na Inglaterra sem nemhum problema com o meu nome, mais agora estou illegal no pais pois ja se passou um ano.   O Senhor saberia dizer como posso fazer para pegar um visto para viver aqui? Sera que as pessoas do LGBT aqui da Inglaterra podem me ajudar? sem eu ter nenhum direito por estou illegal no paid deles?   Fiquei sabebdo de um rapaz homosexual que conseguiu um asilo politico para o Canada dois anos atras. falando que era peseguido no Brasil. Sera que eu conseguira o asilo com esse assunto?   Por favour preciso muito da sua ajuda. me escreva?   Muito Obrigado S __._,_.___ Enviado por: "Toni Reis - GMail" Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

sábado, 24 de maio de 2014

#AIDS DE SENTENÇA DE MORTE...

​Aids: de sentença de morte a uma doença tratável Por iG São Paulo | 23/05/2014 06:00                 HIV surgiu impactando fortemente a comunidade gay, que se uniu para lutar contra a epidemia e exigir tratamento digno. Veja a trajetória da aids em quatro décadas no infográfico Estreando no Brasil no próximo dia 31, no canal HBO, o filme “The Normal Heart” retrata o início da epidemia de aids nos Estados Unidos, no início dos anos 80. Estrelado por Mark Rufallo, Matt Bomer e Julia Roberts, o comovente drama se faz importante por resgatar um período em que a doença atingiu fortemente a comunidade gay, que foi injustamente estigmatizada por conta disso. Por outro lado, a produção também mostra como o movimento LGBT foi fundamental para que a contaminação pelo HIV fosse encarada com mais seriedade pelas autoridades sanitárias e pelos governos de todo o mundo. Veja no infográfico abaixo a evolução da aids desde 1977, quando uma médica dinamarquesa morreu de uma doença misteriosa depois de passar uma temporada na África. http://igay.ig.com.br/2014-05-23/aids-de-sentenca-de-morte-a-uma-doenca-tratavel.html

domingo, 4 de maio de 2014

Quem fala em nome dos estudos de gênero e educação no mundo?


Cientistas criam espermatozoides a partir da pele de homens inférteis - O Globo


http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/cientistas-criam-espermatozoides-partir-da-pele-de-homens-inferteis-12364657


  • Por meio desses tecidos, estudo obteve células-tronco que foram introduzidas em testículos de ratos e geraram material germinativo
Publicado: 2/05/14 - 15h02
Atualizado: 2/05/14 - 15h09
O experimento usou amostras de três homens inférteis
Foto: AP Photo/PA, Journal of Science, HO
O experimento usou amostras de três homens inférteis AP Photo/PA, Journal of Science, HO
EUA - A pele humana de homens inférteis pode ser usada para criar espermatozoides. Esta foi a conclusão de um recente estudo científico realizado em conjunto por diversas universidades americanas que pode oferecer esperança para aqueles que não podem ter filhos.
O trabalho avaliou que a partir desses tecidos podem ser obtidas células-tronco pluripotentes ou iPS. No experimento, as células iPS foram injetadas em testículos de ratos, dando origem a células germinativas - os precursores de esperma.
Com a novidade, a ciência dá um novo passo para explicar causas genéticas da infertilidade masculina e ajudar a entender a biologia básica do esperma.
- Nossos resultados são os primeiros a oferecer um modelo experimental para estudar o desenvolvimento do esperma. Além disso, existe a possibilidade de aplicação desta terapia celular em clínicas de reprodução para, por exemplo, gerar espermas maiores e melhores em laboratórios - disse ao jornal espanhol “El Mundo” a professora da Universidade Estadual de Montana, nos Estados Unidos, Renee Reijo Pera. A cientista, no entanto, garante que estudos futuros são necessários para examinar a eficiência deste procedimento em Humanos.
Experimento
Os cientistas tomaram amostras de pele de três homens para transformá-las em células-tronco. Elas tinham uma mutação genética no cromossomo Y que os impedia de produzir espermatozoides. As células foram transplantadas para os testículos de ratos. O que se provou é que, uma vez injetadas, elas foram transformados em células-tronco de esperma, ou seja, os precursores de esperma.

Grupos de ódio encontram apoio na televisão - Revista Fórum

http://www.revistaforum.com.br/digital/133/grupos-de-odio-encontram-apoio-na-televisao/

Grupos de ódio encontram apoio na televisão
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Ataques homofóbicos e racistas são frutos de ideologias pregadas por páginas como Orgulho de ser Hétero e Carecas do ABC
Por Isadora Otoni
“É, entrei para as estatísticas”, foi como o biólogo Juliano Zequini anunciou aos seus amigos que foi espancado na Rua Augusta, em São Paulo. O jovem homossexual estava sozinho nas proximidades da Avenida Paulista, voltando de um bar às 22h30, quando foi atacado sem saber o motivo. “Ele estava escorado na parede e me deu uma rasteira proposital. Eu questionei o porquê daquilo e ele começou a me ameaçar. Eu virei e segui andando, quando ele me atacou pelas costas”, descreve o jovem.
juliano “Você acha que os cuidados que toma são suficientes?”, perguntou o jovem que foi agredido (foto: Reprodução/Facebook)
Juliano foi socorrido por duas pessoas que passavam pela Rua Augusta, mas não encontrou policiais nas proximidades. O biólogo seguiu para o 14º Distrito Policial, onde fez um Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito. “Você sempre considera a possibilidade de ataque homofóbico, ainda mais se você não vive no armário. Mas ao mesmo tempo se nega que isso vai de fato acontecer. Você acha que os cuidados que toma são suficientes”, desabafou ele.
Em 2014, o caso de Juliano não foi o único nem mesmo o pior. Ataques com motivações de ódio resultaram na morte do jovem gay Bruno Borges de Oliveira em São Paulo, na ameaça de espancamento do ativista LGBT Eliseu Neto no Rio de Janeiro e no linchamento de um morador de rua negro, também no Rio.
Os assassinos de Bruno Borges foram presos e confessaram o crime. O grupo era formado por seis skatistas, quatro maiores de idade e dois menores, que roubavam homossexuais por os considerarem “alvos fáceis”. Bruno, que estava acompanhado de dois amigos no centro paulistano, não conseguiu fugir e acabou sendo espancado até a morte pelo grupo.
O psicólogo e ativista LGBT Eliseu Neto relatou no Facebook que foi ameaçado de espancamento enquanto se exercitava no Aterro do Flamengo. Segundo ele, em torno de 25 adolescentes se aproximaram armados com pedaços de pau, mas Eliseu conseguiu escapar. No dia 4 de fevereiro, um grupo de 14 jovens de classe média foi levado ao 9º DP carioca. O grupo, formado por 13 maiores e um menor, foi acusado de agredir homossexuais que frequentavam o Flamengo.
A polícia investiga se os jovens detidos estão envolvidos no linchamento de um morador de rua negro, que aconteceu no dia 31 de janeiro. O adolescente de 15 anos foi acorrentado nu pelo pescoço a um poste, na mesma região dos ataques homossexuais, por um grupo que pretendia fazer “justiça” com as próprias mãos. Ele foi encontrado com ferimentos pelo corpo, a maioria na cabeça, e não conseguia se comunicar. O rapaz já foi acusado de furto três vezes, e desapareceu após ser atendido em um hospital.
Os crimes de ódio são incentivados por discursos neonazistas e nacionalistas. Apesar dos casos extremos serem registrados nas ruas e em lugares de grande visibilidade, a prática desses grupos encontra bases no Facebook, em páginas da internet e até na televisão. Após o linchamento do adolescente negro, a jornalista Rachel Sheherazade divulgou no Jornal do SBT uma mensagem de apoio à violência praticada. “O contra-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defesa coletiva”, declarou ela.
Intolerância em memes
Um estudo feito por Adriana Dias, pesquisadora da Unicamp, apontou as regiões mais neonazistas do Brasil entre 2002 e 2009. Através de monitoramento da internet, a antropóloga verificou que o interesse pelo assunto cresceu 170% e os comentários de ódio em fóruns aumentaram 42.585% durante o período estudado. Segundo Adriana, os grupos eram predominantes do Sul do país, mas têm crescido no Distrito Federal, em Minas Gerais e em São Paulo.
Apesar dos casos televisionados ganharem mais destaque, a internet é o grande palco da intolerância. A página Orgulho de ser Hétero, por exemplo, possui mais de um milhão de seguidores no Facebook e compartilha conteúdo machista e homofóbico através de memes. Já um site denominado Homens de Bem foi excluído após diversas denúncias sobre seu conteúdo criminoso. Entretanto, grupos como Carecas do ABC e a banda Confronto 72 ainda conseguem passar mensagens de intolerância nas redes sociais sob a justificativa de argumentos nacionalistas, a favor da família e da moral.
Margarette Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, realizou um mapeamento dos grupos de ódio que atuam na cidade. “Podemos destacar dentro das tribos urbanas atuais os neonazistas, punks, skinheads, entre outros que perseguem algumas minorias”, relatou a delegada. Segundo Margarette, os alvos dos ataques são negros, homossexuais, judeus e grupos rivais. Ela ainda descreveu a estrutura desse tipo de grupo: “Geralmente são organizados e possuem hierarquia, havendo também rituais para entrada, chamados de ‘batismo’, no qual o iniciante é agredido pelo grupo e posteriormente deve mostrar sua coragem e posicionamento ideológico agredindo um alvo do grupo intolerante”.
Publicação da página Carecas do ABC Página Carecas do ABC prega o “anticomunismo”
A delegada explicou que o crime de ódio é caracterizado por ter um alvo definido, pertencente a um grupo excluído. Nesse caso, a vítima pode ser desde moradores de ruas e profissionais do sexo até integrantes de agremiações futebolísticas. Além disso, esse ataque deve passar uma mensagem de intolerância ao grupo da vítima. “Não podemos dizer que todo ato criminoso praticado contra homossexual é homofobia. O crime deve ser praticado em razão à aversão a este grupo de pessoas”, detalhou.
Julian Rodrigues, coordenador de Políticas para LGBT da Prefeitura de São Paulo, acredita que o cenário atual é desfavorável no combate aos crimes de ódio. “Você tem nas televisões uma pregação supostamente religiosa, mas que é feita atacando gays, homossexuais, lésbicas e travestis o tempo todo. É um contexto não muito favorável, com crescimento da bancada evangélica fundamentalista nas câmaras. Há um discurso de ódio, há uma banalização das piadas homofóbicas”, analisa. Para ele, o preconceito destilado na internet é um sinal da falta de conscientização de jovens: “Tem muito machismo e homofobia principalmente nos setores da juventude. Também temos que fazer uma luta cultural”.


A violência aumentou
Julian acredita que o cenário atual resultou no aumento da violência contra homossexuais, por exemplo. “Aparentemente, temos um clímax de ataques homofóbicos por conta do crescente fundamentalismo religioso e de uma onda conservadora”, opina. Já Gustavo Bernardes, coordenador geral de Promoção dos Direitos LGBT da Presidência da República, acredita que o preconceito é uma reação à visibilidade de causas sociais. “O discurso de ódio vem de diversos setores da sociedade que têm medo de, com o reconhecimento de direitos de minorias, perderem privilégios que mantiveram durante 500 anos de história do Brasil. Acredito que o discurso de ódio é uma reação ao avanço dos direitos de LGBT, negros, mulheres, indígenas, setores que sempre foram alijados do processo de crescimento do Brasil”, disse.
A delegada Margarette, no entanto, não confirma se esse tipo de crime aumentou. “Anteriormente não tínhamos como quantificar os crimes de intolerância, pois eles sofriam de uma subnotificação muito grande. Mas hoje podemos dizer que, com a criação da delegacia e outras políticas públicas no sentido de proteger os direitos civis das minorias, existem mais notificações e denúncias”, justificou.
“O último relatório de violência homofóbica no Brasil produzido e divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) mostrou um aumento de 166% no número de denúncias de violência homofóbica no Brasil no período compreendido entre 2011 e 2012. Isso se deve em parte ao aumento da violência, mas também ao maior conhecimento e reconhecimento dos canais de denúncia do governo federal”, ressaltou Gustavo. Já o número de homicídios aumentou de 278 para 310 no mesmo intervalo. O Disque 100 registra denúncias de todos os crimes de violação de direitos humanos. Em 2012, os registros aumentaram 77%, passando de 87.764 em 2011 para 155.336.
mapa neonazismo brasil Estudo feito por Adriana Dias revela o crescimento de sites neonazistas
Gustavo também revelou quais os estados que mais registram casos de violência motivada por intolerância. “Proporcionalmente, a população da Região Nordeste é mais violenta, em especial os Estados de Alagoas e Paraíba. Ambos os Estados estão recebendo investimentos do governo federal para o enfrentamento da violência e para a promoção dos direitos de LGBT.”
Para Julian, o trabalho de combate ao preconceito deve ser feito pelo governo federal, estadual e municipal, mas conta que a Prefeitura de São Paulo já desenvolve uma campanha contra a homofobia. “Vamos trabalhar nas escolas com os professores, em capacitação em questões de gênero, de homofobia”. Porém, para evitar a agressão física nas ruas, o governo estadual deve estar alerta. “A parte de segurança pública, de prevenção, é do governo do Estado. Já pedimos um reforço do policiamento e um trabalho de investigação preventiva, que é trabalho da Polícia Civil”, relata o coordenador de São Paulo.
Gustavo concorda que os ataques são de responsabilidade dos Estados, por isso a SDH firmou uma parceria. “Em 2011, a SDH e o Ministério da Justiça e as secretarias de Segurança Pública dos Estados construíram um Termo de Cooperação Técnica para o enfrentamento das homofobias. Esse termo prevê entre outras coisas a capacitação das forças de segurança para o enfrentamento dos crimes de ódio, inclusive com a criação de unidades de polícia especializadas. Hoje já temos 17 Estados com esse termo em vigor e muitos já implementando as ações previstas”, divulgou.
O coordenador da Presidência defendeu a aprovação de uma lei que criminalize a violência homofóbica. “Outra medida que entendo fundamental é a aprovação de uma lei, pelo Congresso Nacional, que explicitamente criminalize a prática de ódio e discriminação contra a população LGBT. O Congresso Nacional não pode se eximir desse debate fundamental para a democracia brasileira. Não há democracia sem respeito às minorias.” Ademais, ele contou que o Sistema de Promoção e Defesa dos Direitos de LGBT possui espaços de acolhimento das vítimas, amigos e familiares que oferecem assistência jurídica e psicossocial, e já existem quatro desses centros instalados.
A delegada Margarette descreveu as ações da Polícia Civil do Estado de São Paulo. “Inicialmente propagaram a existência da Unidade Especializada para que a população soubesse que há locais para o registro de crimes deste tipo. Posteriormente, fizeram um levantamento dos principais grupos que atacam em São Paulo e procuraram identificar seus membros e liderança, colocando no banco dos réus os autores de crimes de ódio. Também foi feito o mapeamento da cidade dos locais de maior incidência criminal e compartilharam tais informações com a Polícia Militar para que realizasse o patrulhamento preventivo de forma profícua, com vista a evitar que os crimes ocorressem”.

Quem fala em nome dos estudos de gênero e educação no mundo?

http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2014/04/10/quem-fala-em-nome-dos-estudos-de-genero-e-educacao-no-mundo/

Quem pesquisa gênero e educação sabe que, no Brasil, os artigos produzidos dentro desse campo circulam entre variados periódicos, pois não existe uma única revista científica em português que os congregue. Em língua estrangeira, a diversidade também é alta, mas existe o periódico Gender and Education (G&E), de destaque, que reúne artigos sobre relações de gênero na educação advindos do mundo todo. Quer dizer, o G&E não é tão global quanto pretende e é exatamente esse viés que discutiremos neste texto.
Em artigo recentemente publicado, Marília Carvalho (2014) discute essa problemática a partir de uma perspectiva do Sul global ou, para ser mais específico, latino-americana. Tomando as publicações dos últimos três anos da G&E, a autora denuncia que a produção dos EUA e do Reino Unido está super-representada no periódico, englobando respectivamente 20% e 30% do que se publicou na revista. Entre 2011 e 2013, a quantidade total de artigos publicados nesse periódico foi de 141, sendo que apenas quatro vieram da América Latina – e nenhum deles do Brasil.
Marília Carvalho, professora da Faculdade de Educação da USP, denuncia o quanto o periódico Gender and Education sofre certos vieses da produção euro-americana. Marília Carvalho, professora da Faculdade de Educação da USP, denuncia o quanto o periódico Gender and Education sofre certos vieses da produção euro-americana.
Isto quer dizer que em mais de 20 anos de pesquisas sobre gênero e educação no Brasil, pouquíssimos pesquisadores/as do nosso país emplacaram artigos na Gender and Education (e, nos últimos três anos, nenhum). É como se o mundo, fora do eixo lusófono, não tivesse a mais remota ideia do que o Brasil pensa, produz e diz a respeito – configura-se, assim, um blecaute científico. Mais do que uma implicação numérica, essa constatação levanta uma profunda reflexão sobre a divisão internacional do trabalho intelectual, ou seja, quem produz o conhecimento no mundo e garante que este circule e seja lido e citado? Afinal, quem fala em nome dos estudos de gênero e educação no mundo?
Para responder essa pergunta, devemos atentar para alguns vieses da produção acadêmica em âmbito global. Carvalho (2014), ao ler os títulos e resumos de todos os 141 artigos publicados, constatou que praticamente todas as produções originárias do Sul global deixavam bem claro de onde eles estavam falando. Exemplos: “Teaching Christine de Pizan in Turkey” e “Boys’ educational ‘underachievement’ in the Caribbean”. Nota-se que o local de origem de tais estudos consta em seus próprios títulos. Ao baixarmos o artigo, sabemos de que se trata da Turquia ou do Caribe.
Já com artigos produzidos dentro do eixo euro-americano, não ocorre tal simetria. Aliás, em países como Suécia, Grécia ou Canadá – que, apesar de se localizarem na Europa ou na América do Norte, são menos centrais tanto no meio científico quanto na geopolítica – a menção ao país pode não acontecer no título, mas muito provavelmente estará no resumo (o tal do abstract). De forma ousada, Carvalho (2014) sugere que esses países ocupam uma posição “sulista” dentro do Norte, não se encontrando no mesmo patamar de privilégios das duas principais metrópoles de língua inglesa.
Capa do periódico internacional Gender and Education, referência no assunto. Infelizmente, a revista não representa fielmente a produção científica que é realizada por todo o mundo. Capa do periódico internacional Gender and Education, referência no assunto. Infelizmente, a revista não representa fielmente a produção científica que é realizada por todo o mundo.
Agora, se esbarramos em um artigo na G&E que não explicita suas origens nem no título e nem no resumo, muito provavelmente essa publicação é dos EUA ou do Reino Unido. Nesses casos, vemos pesquisas que parecem não terem sido realizadas em nenhum local em particular: suas descrições são genéricas e não remetem a uma cidade, país ou sequer a uma região. É evidente que tais dados serão fornecidos na seção de metodologia, quando deveriam estar presentes já em seu cartão de visitas (o título e/ou resumo), para que saibamos de onde eles/as estão falando. Trocando em miúdos, isto significa exigir que pesquisadores estadunidenses e britânicos tenham a cautela que nós, do Sul, temos quando publicamos internacionalmente.
Ainda, Carvalho (2014) avança sua discussão para outro aspecto: os artigos produzidos pelo eixo euro-americano raramente explicam seu próprio contexto. Eles pressupõem que nós, que não conhecemos de perto suas realidades, saibamos o significado de expressões como “inner-city schools”, “preservice teachers”, “A level students”, “Social purity movement” e “Westminter governments”. Em vez disso, esperam que nós tenhamos que pesquisar tais conceitos para entender o artigo.
Por outro lado, para que nossos manuscritos sejam aceitos em tal periódico, precisamos fornecer um contexto geográfico e socioeconômico, informações sobre o sistema educacional e político, raízes históricas etc. Somos obrigados a nos situar, pois se escrevermos um texto dizendo que fizemos uma pesquisa com crianças do ensino fundamental de uma escola da periferia de Recife, os editores vão nos questionar: o que é ensino fundamental? O que é a periferia? O que é Recife?
Ao submeter suas pesquisas para publicação em revistas internacionais, os/as autores/as devem estar para explicar (ou mesmo "traduzir", no sentido amplo) seus contextos. Ao submeter suas pesquisas para publicação em revistas internacionais, os/as autores/as devem estar para explicar (ou mesmo “traduzir”, no sentido amplo) seus contextos.
A partir dessas constatações, fica aquela velha impressão de que a ciência tende a privilegiar determinados contextos, origens e locais. Afinal, se é preciso que um brasileiro dê nome e endereço para justificar sua pesquisa, ao passo que um estadunidense discorre naturalmente sobre seus resultados, tem-se um sinal de que certas desigualdades estão sendo naturalizadas na dinâmica das ciências humanas. Nesse sentido, cabe a nós repensar qual é o papel do Brasil, da América Latina, do Sul global, em participar, disputar e se apropriar desses espaços de produção e circulação do conhecimento.
É primordial, assim, que periódicos de caráter internacional tal como a Gender and Education atentem para que uma real internacionalização se efetive dentro daquilo que lhes compete. Aos autores e autoras, não basta se situar geograficamente. É preciso, nos termos de Carvalho (2014) em diálogo com a literatura, traduzir suas realidades. E quando nos referimos à tradução, estamos pensando além de seu sentido literal, do ato de transferir de um idioma a outro. Pensamos, pois, em tradução no sentido amplo: tomar o cuidado para que outros leitores e leitoras possam compreender de que lugar se fala. Em uma curta frase: esclarecer seus contextos.
A divisão entre Norte e Sul global, esboçada no mapa acima, reflete-se não só pelo desenvolvimento das nações, como também nos diferentes papeis desempenhados pelos países na divisão internacional do trabalho intelectual. A divisão entre Norte e Sul global, esboçada no mapa acima, reflete-se não só pelo desenvolvimento das nações, como também nos diferentes papeis desempenhados pelos países na divisão internacional do trabalho intelectual.
Por fim, Carvalho (2014) ressalta que as ideias geradas pelos estudos de gênero e educação circulam internacionalmente por meio de textos. Os textos, por sua vez, precisam de uma espécie de “visto” para trafegarem por aí. É fato que alguns textos, como aqueles produzidos nos EUA e Reino Unido, circulam com mais facilidade. Além de termos de enfrentar as barreiras linguísticas, carregamos o fardo de ter que se virar perante uma produção internacional que tende a relegar ao Sul global o papel de menor importância, menor impacto, menor alcance, enfim, o papel de uma ciência secundária (leia aqui).
Cabe ressaltar que os/as editores/as do periódico Gender and Education têm feito valorosos esforços para reverter essa situação, dando abertura para que a produção fora do eixo euro-americano também apareça. Recentemente, por exemplo, foi lançado um número apenas com artigos da África do Sul. Além disso, a primeira conferência da G&E no Sul global acontecerá na Austrália neste ano. Esforços para que o Sul ocupe uma posição menos colonizada e mais protagonista, tanto na produção de conhecimento, quanto na geopolítica, é uma bandeira que tem se tornado cada vez mais presente e deve dar o tom das próximas décadas. Na G&E esse embate tem acontecido, mas não só lá. Em suma, o processo de mudança é amplo e queremos fazer parte dele.
Justiça exclui aids da certidão de óbito de homem, informa portal Terra - Agência de Notícias da Aids

http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=22219
APOIO










 


02/05/2014 - 12h40

O juiz Frederico dos Santos Messias, da 4ª Vara Cível da Comarca de Santos, de São Paulo, determinou a exclusão da aids como causa da morte na certidão de óbito de um homem. A justificativa teve como base no sigilo da relação médico-paciente e a estigmatização da doença. O pedido partiu da mãe do paciente. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

O magistrado utilizou-se da legislação brasileira e normas estrangeiras, entre eles a Declaração de Genebra (1948) e o Código Internacional de Ética Médica (1949). A argumentação do juiz foi de que o segredo médico permanece após a morte do paciente, em especial quando trata de doenças hereditárias ou cuja revelação possa causar constrangimento ou prejuízo.

“Os dados clínicos, por representarem a intimidade da pessoa falecida, somente podem ser revelados judicialmente, mediante justificável ponderação dos valores constitucionais em jogo, ou a pedido da família”, argumentou o juiz. Ele também levou em consideração o fato de a aids ser uma doença "estigmatizada" na sociedade. O magistrado justificou ainda que a aids não foi a causa direta da morte, que neste caso foi a falência múltipla dos órgãos. Mesmo com a retirada do termo na certidão de óbito, a informação deverá ser anotada no livro registrário, que também só pode ser acessado com prévia decisão judicial. Ainda é possível recorrer da decisão.

terça-feira, 11 de março de 2014

#ProjetoPurpurina do GPH, entervista a revista #ATRevista




Olá, Dra. Edith, tudo bem?
Conforme conversamos por e-mail, seguem as perguntas sobre o encontro do próximo dia 9, o debate sobre preconceito dentro da comunidade LGBT:
- Faça um breve histórico do Grupo Purpurina
- O que motivou vocês a debaterem sobre o preconceito dentro da comunidade LGBT?
- Em que situações e entre quais grupos vocês percebem que há este problema?
- Neste âmbito, pode citar atitudes que trazem caráter preconceituoso, mesmo que velado?
- O que vocês sugerem como forma de minimizar ou até zerar situações de preconceito?
- Como a pessoa interessada pode se inteirar do projeto e participar dos debates?
- Nome e função do entrevista.
Obrigada!
Mariela Gonçalves
Produtora e Repórter AT Revista
Jornal A Tribuna, de Santos
13 2102 7034  13 9729 8000 
mariela.red@atribuna.com.br
www.atribuna.com.br


Queridos/as
Eu sugeri à jornalista que, como a entrevista é sobre o Projeto Purpurina do GPH, que uma/um das/dos coordenadoras/es respondessem à entrevista.
Poderia ser a Malu? Raras vezes é uma garota que é entrevistada... Mas tudo bem se for um dos coordenadores homens. Não vamos perder essa, ok?
É para a revista AT, do Jornal Tribuna de Santos.
Já adianto que o GPH trabalha com jovens LGBTs, desde seu início em 1997. No entanto, há 8 anos, eu percebi que os jovens precisavam de um projeto direcionado a eles e começou o Purps, no mês de Julho de 2005.
O nome Purpurina vem da Rua Purpurina, na Vila Madalena, São Paulo, onde se deu o primeiro encontro. Já passamos por 3 locais diferentes depois desse e hoje estamos na Major Sertório. O Grupo Pela Vida nos cede o local duas vezes por mês, aos domingos.
Trabalhamos com base no protagonismo juvenil e, que eu saiba, é o primeiro e único projeto para jovens LGBTs nesses moldes do Brasil.
Sobre a filosofia, vocês sabem (identificação e acolhimento, não julgar negativamente, etc.)
Beijos,
Edith


Encaminho anexa página da “Mundo LGBT” com entrevista com uma das nossas coordenadoras jovens, do Projeto Purpurina, copiada abaixo.
Um abraço,
Edith Modesto
FIQUE POR DENTRO
PROJETO PURPURINA
Surgidoem2005 na Capital, o Projeto
Purpurina foi criado pela psicanalista
e semioticista Edith Modesto,como
intuito de contribuir, por meiode
encontros mensais, para a autoestima e
para capacitar e transformar o jovem
LGBTemumformador de opinião.
No próximo domingo,o tema será o
preconceito dentro dacomunidade
LGBT.Oevento acontece às 15 horas,
na sede do movimento,RuaMajor
Sertório, 292, Vila Buarque,São Paulo.
Maria Almeida,uma das coordenadoras
do projeto, fala sobre o assunto.
Como vocês definem o preconceito
dentro da comunidade LGBT?
Devido à dificuldade de aceitação dentro
dasociedade e principalmente das
famílias, as pessoasLGBTssentem
necessidade de se moldar e se enquadrar
dentro da normatividade para serem
aceitas. Por conta disso, surge o
preconceito com elas mesmas
e dentro da própriacomunidade LGBT,
dificultandoa autoaceitação.
Em que situações e entre quais grupos
vocês percebem que há este problema?
Muitas vezes presencio, principalmente
em grupos de homens gays, o
pensamento de que “pode ser gay,
mas não precisa ser afeminado”,
como se isso fosse inaceitável dentro
da comunidade LGBT. Outro
exemplo de preconceito grave está
na invisibilidade dos grupos de
pessoas transexuais, travestis e
transgêneras que, muitas vezes, são
desrespeitadas pela sua identidade de
gênero dentro da própria comunidade.
O que vocês sugerem como
forma de minimizar ou até zerar
estes exemplos?
Acredito que, ao combater o preconceito
dentro da comunidade, estamos
fortalecendo as resistências para
lutar contra os preconceitos fora dela.
É o pensamento de que estamos no
mesmo lugar, temos que lutar por um
e pelo outro, porque, no fim, fazemos
parte de uma comunidade que foi
oprimida por séculos e por gerações.
Afinal, como você luta para que as
pessoas te aceitem pelo que é, se
não dá a chance de outra pessoa
mostrar como ela realmente é?
E, além do mais, ao quebrar esses
preconceitos, estamos também
quebrando-os dentro de nós e nos
aceitando cada vez mais e melhor.