Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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domingo, 4 de maio de 2014

Quem fala em nome dos estudos de gênero e educação no mundo?


Cientistas criam espermatozoides a partir da pele de homens inférteis - O Globo


http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/cientistas-criam-espermatozoides-partir-da-pele-de-homens-inferteis-12364657


  • Por meio desses tecidos, estudo obteve células-tronco que foram introduzidas em testículos de ratos e geraram material germinativo
Publicado: 2/05/14 - 15h02
Atualizado: 2/05/14 - 15h09
O experimento usou amostras de três homens inférteis
Foto: AP Photo/PA, Journal of Science, HO
O experimento usou amostras de três homens inférteis AP Photo/PA, Journal of Science, HO
EUA - A pele humana de homens inférteis pode ser usada para criar espermatozoides. Esta foi a conclusão de um recente estudo científico realizado em conjunto por diversas universidades americanas que pode oferecer esperança para aqueles que não podem ter filhos.
O trabalho avaliou que a partir desses tecidos podem ser obtidas células-tronco pluripotentes ou iPS. No experimento, as células iPS foram injetadas em testículos de ratos, dando origem a células germinativas - os precursores de esperma.
Com a novidade, a ciência dá um novo passo para explicar causas genéticas da infertilidade masculina e ajudar a entender a biologia básica do esperma.
- Nossos resultados são os primeiros a oferecer um modelo experimental para estudar o desenvolvimento do esperma. Além disso, existe a possibilidade de aplicação desta terapia celular em clínicas de reprodução para, por exemplo, gerar espermas maiores e melhores em laboratórios - disse ao jornal espanhol “El Mundo” a professora da Universidade Estadual de Montana, nos Estados Unidos, Renee Reijo Pera. A cientista, no entanto, garante que estudos futuros são necessários para examinar a eficiência deste procedimento em Humanos.
Experimento
Os cientistas tomaram amostras de pele de três homens para transformá-las em células-tronco. Elas tinham uma mutação genética no cromossomo Y que os impedia de produzir espermatozoides. As células foram transplantadas para os testículos de ratos. O que se provou é que, uma vez injetadas, elas foram transformados em células-tronco de esperma, ou seja, os precursores de esperma.

Grupos de ódio encontram apoio na televisão - Revista Fórum

http://www.revistaforum.com.br/digital/133/grupos-de-odio-encontram-apoio-na-televisao/

Grupos de ódio encontram apoio na televisão
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Ataques homofóbicos e racistas são frutos de ideologias pregadas por páginas como Orgulho de ser Hétero e Carecas do ABC
Por Isadora Otoni
“É, entrei para as estatísticas”, foi como o biólogo Juliano Zequini anunciou aos seus amigos que foi espancado na Rua Augusta, em São Paulo. O jovem homossexual estava sozinho nas proximidades da Avenida Paulista, voltando de um bar às 22h30, quando foi atacado sem saber o motivo. “Ele estava escorado na parede e me deu uma rasteira proposital. Eu questionei o porquê daquilo e ele começou a me ameaçar. Eu virei e segui andando, quando ele me atacou pelas costas”, descreve o jovem.
juliano “Você acha que os cuidados que toma são suficientes?”, perguntou o jovem que foi agredido (foto: Reprodução/Facebook)
Juliano foi socorrido por duas pessoas que passavam pela Rua Augusta, mas não encontrou policiais nas proximidades. O biólogo seguiu para o 14º Distrito Policial, onde fez um Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito. “Você sempre considera a possibilidade de ataque homofóbico, ainda mais se você não vive no armário. Mas ao mesmo tempo se nega que isso vai de fato acontecer. Você acha que os cuidados que toma são suficientes”, desabafou ele.
Em 2014, o caso de Juliano não foi o único nem mesmo o pior. Ataques com motivações de ódio resultaram na morte do jovem gay Bruno Borges de Oliveira em São Paulo, na ameaça de espancamento do ativista LGBT Eliseu Neto no Rio de Janeiro e no linchamento de um morador de rua negro, também no Rio.
Os assassinos de Bruno Borges foram presos e confessaram o crime. O grupo era formado por seis skatistas, quatro maiores de idade e dois menores, que roubavam homossexuais por os considerarem “alvos fáceis”. Bruno, que estava acompanhado de dois amigos no centro paulistano, não conseguiu fugir e acabou sendo espancado até a morte pelo grupo.
O psicólogo e ativista LGBT Eliseu Neto relatou no Facebook que foi ameaçado de espancamento enquanto se exercitava no Aterro do Flamengo. Segundo ele, em torno de 25 adolescentes se aproximaram armados com pedaços de pau, mas Eliseu conseguiu escapar. No dia 4 de fevereiro, um grupo de 14 jovens de classe média foi levado ao 9º DP carioca. O grupo, formado por 13 maiores e um menor, foi acusado de agredir homossexuais que frequentavam o Flamengo.
A polícia investiga se os jovens detidos estão envolvidos no linchamento de um morador de rua negro, que aconteceu no dia 31 de janeiro. O adolescente de 15 anos foi acorrentado nu pelo pescoço a um poste, na mesma região dos ataques homossexuais, por um grupo que pretendia fazer “justiça” com as próprias mãos. Ele foi encontrado com ferimentos pelo corpo, a maioria na cabeça, e não conseguia se comunicar. O rapaz já foi acusado de furto três vezes, e desapareceu após ser atendido em um hospital.
Os crimes de ódio são incentivados por discursos neonazistas e nacionalistas. Apesar dos casos extremos serem registrados nas ruas e em lugares de grande visibilidade, a prática desses grupos encontra bases no Facebook, em páginas da internet e até na televisão. Após o linchamento do adolescente negro, a jornalista Rachel Sheherazade divulgou no Jornal do SBT uma mensagem de apoio à violência praticada. “O contra-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defesa coletiva”, declarou ela.
Intolerância em memes
Um estudo feito por Adriana Dias, pesquisadora da Unicamp, apontou as regiões mais neonazistas do Brasil entre 2002 e 2009. Através de monitoramento da internet, a antropóloga verificou que o interesse pelo assunto cresceu 170% e os comentários de ódio em fóruns aumentaram 42.585% durante o período estudado. Segundo Adriana, os grupos eram predominantes do Sul do país, mas têm crescido no Distrito Federal, em Minas Gerais e em São Paulo.
Apesar dos casos televisionados ganharem mais destaque, a internet é o grande palco da intolerância. A página Orgulho de ser Hétero, por exemplo, possui mais de um milhão de seguidores no Facebook e compartilha conteúdo machista e homofóbico através de memes. Já um site denominado Homens de Bem foi excluído após diversas denúncias sobre seu conteúdo criminoso. Entretanto, grupos como Carecas do ABC e a banda Confronto 72 ainda conseguem passar mensagens de intolerância nas redes sociais sob a justificativa de argumentos nacionalistas, a favor da família e da moral.
Margarette Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, realizou um mapeamento dos grupos de ódio que atuam na cidade. “Podemos destacar dentro das tribos urbanas atuais os neonazistas, punks, skinheads, entre outros que perseguem algumas minorias”, relatou a delegada. Segundo Margarette, os alvos dos ataques são negros, homossexuais, judeus e grupos rivais. Ela ainda descreveu a estrutura desse tipo de grupo: “Geralmente são organizados e possuem hierarquia, havendo também rituais para entrada, chamados de ‘batismo’, no qual o iniciante é agredido pelo grupo e posteriormente deve mostrar sua coragem e posicionamento ideológico agredindo um alvo do grupo intolerante”.
Publicação da página Carecas do ABC Página Carecas do ABC prega o “anticomunismo”
A delegada explicou que o crime de ódio é caracterizado por ter um alvo definido, pertencente a um grupo excluído. Nesse caso, a vítima pode ser desde moradores de ruas e profissionais do sexo até integrantes de agremiações futebolísticas. Além disso, esse ataque deve passar uma mensagem de intolerância ao grupo da vítima. “Não podemos dizer que todo ato criminoso praticado contra homossexual é homofobia. O crime deve ser praticado em razão à aversão a este grupo de pessoas”, detalhou.
Julian Rodrigues, coordenador de Políticas para LGBT da Prefeitura de São Paulo, acredita que o cenário atual é desfavorável no combate aos crimes de ódio. “Você tem nas televisões uma pregação supostamente religiosa, mas que é feita atacando gays, homossexuais, lésbicas e travestis o tempo todo. É um contexto não muito favorável, com crescimento da bancada evangélica fundamentalista nas câmaras. Há um discurso de ódio, há uma banalização das piadas homofóbicas”, analisa. Para ele, o preconceito destilado na internet é um sinal da falta de conscientização de jovens: “Tem muito machismo e homofobia principalmente nos setores da juventude. Também temos que fazer uma luta cultural”.


A violência aumentou
Julian acredita que o cenário atual resultou no aumento da violência contra homossexuais, por exemplo. “Aparentemente, temos um clímax de ataques homofóbicos por conta do crescente fundamentalismo religioso e de uma onda conservadora”, opina. Já Gustavo Bernardes, coordenador geral de Promoção dos Direitos LGBT da Presidência da República, acredita que o preconceito é uma reação à visibilidade de causas sociais. “O discurso de ódio vem de diversos setores da sociedade que têm medo de, com o reconhecimento de direitos de minorias, perderem privilégios que mantiveram durante 500 anos de história do Brasil. Acredito que o discurso de ódio é uma reação ao avanço dos direitos de LGBT, negros, mulheres, indígenas, setores que sempre foram alijados do processo de crescimento do Brasil”, disse.
A delegada Margarette, no entanto, não confirma se esse tipo de crime aumentou. “Anteriormente não tínhamos como quantificar os crimes de intolerância, pois eles sofriam de uma subnotificação muito grande. Mas hoje podemos dizer que, com a criação da delegacia e outras políticas públicas no sentido de proteger os direitos civis das minorias, existem mais notificações e denúncias”, justificou.
“O último relatório de violência homofóbica no Brasil produzido e divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) mostrou um aumento de 166% no número de denúncias de violência homofóbica no Brasil no período compreendido entre 2011 e 2012. Isso se deve em parte ao aumento da violência, mas também ao maior conhecimento e reconhecimento dos canais de denúncia do governo federal”, ressaltou Gustavo. Já o número de homicídios aumentou de 278 para 310 no mesmo intervalo. O Disque 100 registra denúncias de todos os crimes de violação de direitos humanos. Em 2012, os registros aumentaram 77%, passando de 87.764 em 2011 para 155.336.
mapa neonazismo brasil Estudo feito por Adriana Dias revela o crescimento de sites neonazistas
Gustavo também revelou quais os estados que mais registram casos de violência motivada por intolerância. “Proporcionalmente, a população da Região Nordeste é mais violenta, em especial os Estados de Alagoas e Paraíba. Ambos os Estados estão recebendo investimentos do governo federal para o enfrentamento da violência e para a promoção dos direitos de LGBT.”
Para Julian, o trabalho de combate ao preconceito deve ser feito pelo governo federal, estadual e municipal, mas conta que a Prefeitura de São Paulo já desenvolve uma campanha contra a homofobia. “Vamos trabalhar nas escolas com os professores, em capacitação em questões de gênero, de homofobia”. Porém, para evitar a agressão física nas ruas, o governo estadual deve estar alerta. “A parte de segurança pública, de prevenção, é do governo do Estado. Já pedimos um reforço do policiamento e um trabalho de investigação preventiva, que é trabalho da Polícia Civil”, relata o coordenador de São Paulo.
Gustavo concorda que os ataques são de responsabilidade dos Estados, por isso a SDH firmou uma parceria. “Em 2011, a SDH e o Ministério da Justiça e as secretarias de Segurança Pública dos Estados construíram um Termo de Cooperação Técnica para o enfrentamento das homofobias. Esse termo prevê entre outras coisas a capacitação das forças de segurança para o enfrentamento dos crimes de ódio, inclusive com a criação de unidades de polícia especializadas. Hoje já temos 17 Estados com esse termo em vigor e muitos já implementando as ações previstas”, divulgou.
O coordenador da Presidência defendeu a aprovação de uma lei que criminalize a violência homofóbica. “Outra medida que entendo fundamental é a aprovação de uma lei, pelo Congresso Nacional, que explicitamente criminalize a prática de ódio e discriminação contra a população LGBT. O Congresso Nacional não pode se eximir desse debate fundamental para a democracia brasileira. Não há democracia sem respeito às minorias.” Ademais, ele contou que o Sistema de Promoção e Defesa dos Direitos de LGBT possui espaços de acolhimento das vítimas, amigos e familiares que oferecem assistência jurídica e psicossocial, e já existem quatro desses centros instalados.
A delegada Margarette descreveu as ações da Polícia Civil do Estado de São Paulo. “Inicialmente propagaram a existência da Unidade Especializada para que a população soubesse que há locais para o registro de crimes deste tipo. Posteriormente, fizeram um levantamento dos principais grupos que atacam em São Paulo e procuraram identificar seus membros e liderança, colocando no banco dos réus os autores de crimes de ódio. Também foi feito o mapeamento da cidade dos locais de maior incidência criminal e compartilharam tais informações com a Polícia Militar para que realizasse o patrulhamento preventivo de forma profícua, com vista a evitar que os crimes ocorressem”.

Quem fala em nome dos estudos de gênero e educação no mundo?

http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2014/04/10/quem-fala-em-nome-dos-estudos-de-genero-e-educacao-no-mundo/

Quem pesquisa gênero e educação sabe que, no Brasil, os artigos produzidos dentro desse campo circulam entre variados periódicos, pois não existe uma única revista científica em português que os congregue. Em língua estrangeira, a diversidade também é alta, mas existe o periódico Gender and Education (G&E), de destaque, que reúne artigos sobre relações de gênero na educação advindos do mundo todo. Quer dizer, o G&E não é tão global quanto pretende e é exatamente esse viés que discutiremos neste texto.
Em artigo recentemente publicado, Marília Carvalho (2014) discute essa problemática a partir de uma perspectiva do Sul global ou, para ser mais específico, latino-americana. Tomando as publicações dos últimos três anos da G&E, a autora denuncia que a produção dos EUA e do Reino Unido está super-representada no periódico, englobando respectivamente 20% e 30% do que se publicou na revista. Entre 2011 e 2013, a quantidade total de artigos publicados nesse periódico foi de 141, sendo que apenas quatro vieram da América Latina – e nenhum deles do Brasil.
Marília Carvalho, professora da Faculdade de Educação da USP, denuncia o quanto o periódico Gender and Education sofre certos vieses da produção euro-americana. Marília Carvalho, professora da Faculdade de Educação da USP, denuncia o quanto o periódico Gender and Education sofre certos vieses da produção euro-americana.
Isto quer dizer que em mais de 20 anos de pesquisas sobre gênero e educação no Brasil, pouquíssimos pesquisadores/as do nosso país emplacaram artigos na Gender and Education (e, nos últimos três anos, nenhum). É como se o mundo, fora do eixo lusófono, não tivesse a mais remota ideia do que o Brasil pensa, produz e diz a respeito – configura-se, assim, um blecaute científico. Mais do que uma implicação numérica, essa constatação levanta uma profunda reflexão sobre a divisão internacional do trabalho intelectual, ou seja, quem produz o conhecimento no mundo e garante que este circule e seja lido e citado? Afinal, quem fala em nome dos estudos de gênero e educação no mundo?
Para responder essa pergunta, devemos atentar para alguns vieses da produção acadêmica em âmbito global. Carvalho (2014), ao ler os títulos e resumos de todos os 141 artigos publicados, constatou que praticamente todas as produções originárias do Sul global deixavam bem claro de onde eles estavam falando. Exemplos: “Teaching Christine de Pizan in Turkey” e “Boys’ educational ‘underachievement’ in the Caribbean”. Nota-se que o local de origem de tais estudos consta em seus próprios títulos. Ao baixarmos o artigo, sabemos de que se trata da Turquia ou do Caribe.
Já com artigos produzidos dentro do eixo euro-americano, não ocorre tal simetria. Aliás, em países como Suécia, Grécia ou Canadá – que, apesar de se localizarem na Europa ou na América do Norte, são menos centrais tanto no meio científico quanto na geopolítica – a menção ao país pode não acontecer no título, mas muito provavelmente estará no resumo (o tal do abstract). De forma ousada, Carvalho (2014) sugere que esses países ocupam uma posição “sulista” dentro do Norte, não se encontrando no mesmo patamar de privilégios das duas principais metrópoles de língua inglesa.
Capa do periódico internacional Gender and Education, referência no assunto. Infelizmente, a revista não representa fielmente a produção científica que é realizada por todo o mundo. Capa do periódico internacional Gender and Education, referência no assunto. Infelizmente, a revista não representa fielmente a produção científica que é realizada por todo o mundo.
Agora, se esbarramos em um artigo na G&E que não explicita suas origens nem no título e nem no resumo, muito provavelmente essa publicação é dos EUA ou do Reino Unido. Nesses casos, vemos pesquisas que parecem não terem sido realizadas em nenhum local em particular: suas descrições são genéricas e não remetem a uma cidade, país ou sequer a uma região. É evidente que tais dados serão fornecidos na seção de metodologia, quando deveriam estar presentes já em seu cartão de visitas (o título e/ou resumo), para que saibamos de onde eles/as estão falando. Trocando em miúdos, isto significa exigir que pesquisadores estadunidenses e britânicos tenham a cautela que nós, do Sul, temos quando publicamos internacionalmente.
Ainda, Carvalho (2014) avança sua discussão para outro aspecto: os artigos produzidos pelo eixo euro-americano raramente explicam seu próprio contexto. Eles pressupõem que nós, que não conhecemos de perto suas realidades, saibamos o significado de expressões como “inner-city schools”, “preservice teachers”, “A level students”, “Social purity movement” e “Westminter governments”. Em vez disso, esperam que nós tenhamos que pesquisar tais conceitos para entender o artigo.
Por outro lado, para que nossos manuscritos sejam aceitos em tal periódico, precisamos fornecer um contexto geográfico e socioeconômico, informações sobre o sistema educacional e político, raízes históricas etc. Somos obrigados a nos situar, pois se escrevermos um texto dizendo que fizemos uma pesquisa com crianças do ensino fundamental de uma escola da periferia de Recife, os editores vão nos questionar: o que é ensino fundamental? O que é a periferia? O que é Recife?
Ao submeter suas pesquisas para publicação em revistas internacionais, os/as autores/as devem estar para explicar (ou mesmo "traduzir", no sentido amplo) seus contextos. Ao submeter suas pesquisas para publicação em revistas internacionais, os/as autores/as devem estar para explicar (ou mesmo “traduzir”, no sentido amplo) seus contextos.
A partir dessas constatações, fica aquela velha impressão de que a ciência tende a privilegiar determinados contextos, origens e locais. Afinal, se é preciso que um brasileiro dê nome e endereço para justificar sua pesquisa, ao passo que um estadunidense discorre naturalmente sobre seus resultados, tem-se um sinal de que certas desigualdades estão sendo naturalizadas na dinâmica das ciências humanas. Nesse sentido, cabe a nós repensar qual é o papel do Brasil, da América Latina, do Sul global, em participar, disputar e se apropriar desses espaços de produção e circulação do conhecimento.
É primordial, assim, que periódicos de caráter internacional tal como a Gender and Education atentem para que uma real internacionalização se efetive dentro daquilo que lhes compete. Aos autores e autoras, não basta se situar geograficamente. É preciso, nos termos de Carvalho (2014) em diálogo com a literatura, traduzir suas realidades. E quando nos referimos à tradução, estamos pensando além de seu sentido literal, do ato de transferir de um idioma a outro. Pensamos, pois, em tradução no sentido amplo: tomar o cuidado para que outros leitores e leitoras possam compreender de que lugar se fala. Em uma curta frase: esclarecer seus contextos.
A divisão entre Norte e Sul global, esboçada no mapa acima, reflete-se não só pelo desenvolvimento das nações, como também nos diferentes papeis desempenhados pelos países na divisão internacional do trabalho intelectual. A divisão entre Norte e Sul global, esboçada no mapa acima, reflete-se não só pelo desenvolvimento das nações, como também nos diferentes papeis desempenhados pelos países na divisão internacional do trabalho intelectual.
Por fim, Carvalho (2014) ressalta que as ideias geradas pelos estudos de gênero e educação circulam internacionalmente por meio de textos. Os textos, por sua vez, precisam de uma espécie de “visto” para trafegarem por aí. É fato que alguns textos, como aqueles produzidos nos EUA e Reino Unido, circulam com mais facilidade. Além de termos de enfrentar as barreiras linguísticas, carregamos o fardo de ter que se virar perante uma produção internacional que tende a relegar ao Sul global o papel de menor importância, menor impacto, menor alcance, enfim, o papel de uma ciência secundária (leia aqui).
Cabe ressaltar que os/as editores/as do periódico Gender and Education têm feito valorosos esforços para reverter essa situação, dando abertura para que a produção fora do eixo euro-americano também apareça. Recentemente, por exemplo, foi lançado um número apenas com artigos da África do Sul. Além disso, a primeira conferência da G&E no Sul global acontecerá na Austrália neste ano. Esforços para que o Sul ocupe uma posição menos colonizada e mais protagonista, tanto na produção de conhecimento, quanto na geopolítica, é uma bandeira que tem se tornado cada vez mais presente e deve dar o tom das próximas décadas. Na G&E esse embate tem acontecido, mas não só lá. Em suma, o processo de mudança é amplo e queremos fazer parte dele.
Justiça exclui aids da certidão de óbito de homem, informa portal Terra - Agência de Notícias da Aids

http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=22219
APOIO










 


02/05/2014 - 12h40

O juiz Frederico dos Santos Messias, da 4ª Vara Cível da Comarca de Santos, de São Paulo, determinou a exclusão da aids como causa da morte na certidão de óbito de um homem. A justificativa teve como base no sigilo da relação médico-paciente e a estigmatização da doença. O pedido partiu da mãe do paciente. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

O magistrado utilizou-se da legislação brasileira e normas estrangeiras, entre eles a Declaração de Genebra (1948) e o Código Internacional de Ética Médica (1949). A argumentação do juiz foi de que o segredo médico permanece após a morte do paciente, em especial quando trata de doenças hereditárias ou cuja revelação possa causar constrangimento ou prejuízo.

“Os dados clínicos, por representarem a intimidade da pessoa falecida, somente podem ser revelados judicialmente, mediante justificável ponderação dos valores constitucionais em jogo, ou a pedido da família”, argumentou o juiz. Ele também levou em consideração o fato de a aids ser uma doença "estigmatizada" na sociedade. O magistrado justificou ainda que a aids não foi a causa direta da morte, que neste caso foi a falência múltipla dos órgãos. Mesmo com a retirada do termo na certidão de óbito, a informação deverá ser anotada no livro registrário, que também só pode ser acessado com prévia decisão judicial. Ainda é possível recorrer da decisão.

sábado, 3 de maio de 2014

Comissão SF aprova emenda que criminaliza que criminaliza a discriminação #PVHAS

Comissão do Senado Federal aprova emenda que criminaliza a discriminação às pessoas vivendo com HIV/adids
APOIO












30/04/2014 - 13h50

 Foi aprovada na manhã dessa quarta-feira (30), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), do Senado Federal, a emenda da Câmara dos Deputados 51/2003, que criminaliza a discriminação das pessoas vivendo com HIVaids. Com isso, foi derrubada a proposta da Câmara dos Deputados de excluir o item 3 -- sobre exoneração ou demissão de cargo ou emprego -- de projeto aprovado pelo Senado Federal em 2005. O relator foi o senador Aloysio Nunes Ferreira.

“O projeto, agora, está do jeito que queríamos e está a um passo de virar lei”, comemorou Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de Ongs/Aids do Estado de São Paulo. “Isso é um marco na história do movimento da aids. Quero agradecer ao senador Aloysio Nunes Ferreira por ter aceitado nosso pedido de ser relator e seguir nossa proposta pela rejeição da exclusão sugerida pela Câmara.”

Veja a seguir como fica o projeto que define o que constitui crime de discriminação às pessoas vivendo com HIV/aids :

1) recusar, procrastinar, cancelar ou segregar a inscrição ou permanência de aluno em creche ou estabelecimento de ensino;
2) negar emprego ou trabalho;
3) exonerar ou demitir de seu cargo ou emprego;
4) segregar no ambiente de trabalho ou escolar;
5) divulgar a condição de portador do vírus ou doente com o intuito de ofensa;
6) recusar ou retardar atendimento de saúde.

Agência de Notícias da Aids
Jair Brandão de Moura Filho - GESTOS – Soropositividade, Comunicação e Gênero
Contatos: (81)
 3421-7670 / (81) 9764-5875 Tim / (81) 8861-8277 Oi
E-mail alternativo: jairbrandaofilho@yahoo.com.br / Skype: brandaofilho40

Secretario Executivo da Parceria Brasileira Contra TB
Membro do Colegiado Nacional e Regional da RNP+ Brasil
Membro da Comissão Nacional de DST, Aids e HV/MS
Membro da Comissão de Aids, TB e HV do Conselho Nacional de Saúde
Conselheiro Estadual de Saúde de Pernambuco
Membro do Comitê Técnico de Saúde Integral da População LGBT de PE

"...EU andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem em pensamentos possam ter para me fazerem mal..." 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ativistas irão protestar contra o enfrentamento da doença em SP

Como marco do Dia Mundial de Luta contra a Aids, ativistas irão protestar contra o enfrentamento da doença em SP

 
24/11/2012-11h40

Ativistas irão protestar contra a política atual de enfrentamento da aids no estado de São Paulo no dia 30 de novembro, data que antecede o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Membros de ONGs, pacientes, familiares, amigos e outros segmentos sociais se concentrarão em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Saúde. Segundo o presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, o ato de protesto quer pressionar as autoridades públicas e fazer do dia 1° de dezembro uma oportunidade de luta e não de festa.

Os ativistas informaram que no estado, segundo o último boletim epidemiológico, entre os anos de 2003 e 2010, o número de pessoas com aids cresceu de 65 mil para 100 mil, isto não incluindo as que são assintomáticas (as que não apresentam nenhuma alteração de saúde apesar de serem portadoras do HIV). A aids é a principal causa de morte entre pessoas na faixa de 35 a 44 anos e a primeira doença entre homens e mulheres entre 24 e 25 anos.

Segundo os ativistas, mesmo com esta realidade o governo do estado fechou a Casa da Aids, transferindo os mais de 3300 pacientes para o Hospital Emílio Ribas, que passou a atender mais de 10 mil pessoas. Membros do movimento social também reclamam, segundo eles, da ameaça do fechamento de leitos do Centro de Referência de Aids.

“O que se vive são ações de desmonte da saúde pública e da falta de compromisso efetivo de gestores, além do crescente fechamento das ONGs/Aids sem apoio para seu funcionamento”, afirma Rodrigo. “O colegiado que reúne mais de cem organizações com ações voltadas a aids em todo o estado, programa diversas manifestações em várias cidades do interior paulista para marcar o 1° de dezembro”, completa.

Redação da Agência de Notícias da Aids

 
Diego CallistoConselheiro nacional do CONJUVE pela RNAJVHA+ Brasil
Membro da RNAJVHA/SP
Estudante de Administração com ênfase em relações internacionais
http://www.facebook.com/diego.callisto
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Instagram/Kik/Voxer @diegocallisto
Cel. (11) 9 85033624(Tim)

domingo, 1 de abril de 2012

Ministério da Saúde lança campanha educativa contra tuberculose e HIV


Em Porto Alegre,
 Ministério da Saúde 
lança campanha educativa
 contra tuberculose e HIV



http://www.agenciaaids.com.br/usermedia/images/Tuberculose-lat.jpg30/03/2012

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco, participou, nessa quinta-feira, 29 de março, em Porto Alegre, do lançamento da campanha educativa "TB/HIV - Essa dupla não combina", promovida pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Ministério da Saúde.

A campanha faz parte do projeto Ações Colaborativas TB/HIV, realizado pelo PNCT e pelo Departamento de Aids, gerenciado pela ONG MSH (Management Sciences for Health) e financiado pela Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional).

"O projeto é a prévia de uma política pública implementável e a integração entre aids e tuberculose deve ser cada vez maior", afirmou Dirceu Greco.

Os números mostram que essa integração, especialmente no tratamento, é uma necessidade. Atualmente cerca de 10% das pessoas que vivem com HIV/aids têm tuberculose.

O projeto, que será encerrado em junho, foi realizado em nove municípios da região Sul, com prevalência de 20% dos casos de coinfecção (quando o paciente tem aids e tuberculose ao mesmo tempo). Entre as ações desenvolvidas, está a biossegurança nos locais de tratamento, o aumento do diagnóstico de tuberculose entre as pessoas que vivem com HIV/aids e a implantação da profilaxia entre os pacientes que tenham a infecção latente (quando tem o bacilo da tuberculose sem estar doente).
"Não se trata de nada inovador pois já se preconiza a integração 
entre tuberculose e aids, mas é o primeiro passo no sentido de 
mplementá-la efetivamente", afirmou o coordenador do PNCT, 
Dráurio Barreira. De acordo com ele, a intenção do governo 
é ampliar as ações de integração para todo o país.

Redação da Agência de Notícias da Aids

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Encontro irá acolher em Mairiporã-SP soropositivos e profissionais de saúde para troca de experiências



10º Encontro de Relações Humanas em HIV/Aids irá acolher em Mairiporã-SP soropositivos e profissionais de saúde para troca de experiências



30/10/2011 - 14h

Já estão abertas as inscrições para o Encontro de Relações Humanas em HIV/Aids. Em sua 10ª edição, este evento que tem como característica não ser apenas uma reunião deliberativa, mas sim um espaço acolhedor de troca de anseios, fragilidades e necessidades das pessoas vivendo com HIV acontece entre 22 e 24 de novembro, no Hotel Solar dos Girassóis, em Mairiporã – SP.

A programação estará distribuída em eixos temáticos, contemplando as seguintes especialidades: adesão ao tratamento, efeitos colaterais, saúde mental, direitos humanos, sexualidade, lipodistrofia, atividade física, revelação de diagnostico HIV+, serviços de referencia em aids, prevenção secundária, e viver e conviver com HIV e aids.

Dentro de um processo que já começou nas edições anteriores, o Encontro de Relações Humanas em HIV/Aids caminha para a ampliação de discussões regionais, já que no Sudeste, eventos como esse não são comuns, apesar da grande demanda de participantes.

Como o lema “10 anos Construindo Histórias”, o evento terá debates e oficinas temáticas coordenadas por mais de 20 especialistas de diferentes Estados do Brasil, e contará com a participação de cerca de 130 pessoas que vivem com HIV e aids.

Atividades de integração, sessões de cinema e teatro e exposição de trabalhos que obtiveram êxito nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo também fazer parte da programação.

O encontro é coordenado pela organização não governamental Instituto Vida Nova, que atende pessoas com HIV e aids na zona leste de São Paulo, e recebe apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, dos Programas Estadual e Municipal de DST/Aids de São Paulo, do Colégio Emília Marinho e da Universidade de Guarulho.

Para se inscrever, acesse www.eventosvidanova.com.br

Redação da Agência de Notícias da Aids

domingo, 26 de junho de 2011

21/06/2011 - 13h03
Homossexuais têm 20 vezes mais chance de contrair HIV, diz OMS

Publicidade
DA EFE
Os homossexuais apresentam 20 vezes mais chance de contrair HIV e por isso a OMS (Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou pela primeira vez uma lista de diretrizes para o tratamento e a prevenção deste vírus entre gays e transexuais.
Em países como a Bolívia, Jamaica, México, Mianmar, Tailândia, Trinidad e Tobago e Zâmbia, a porcentagem de homossexuais contagiados por HIV ultrapassa os 20%, e em alguns casos chega a 40%, segundo afirma o relatório da OMS, apresentado nesta terça-feira em Genebra.
No caso dos transexuais, as taxas de contágio variam entre 8% e 68%, dependendo do país, embora em muitos casos os dados não sejam confiáveis pelo fato da comunidade homossexual não ser legalmente reconhecida.
A OMS lembra que em muitos países estas pessoas são estigmatizadas, o que pode fazer com que não recorram aos serviços de atendimento médico, nem recebam tratamento por medo de serem humilhadas caso seja rompido o pacto de sigilo médico-paciente.
Atualmente, mais de 75 países criminalizam os homossexuais e transexuais, privando-os de direitos fundamentais, como o atendimento médico.
Segundo os dados por regiões, a prevalência de infecções de HIV entre homossexuais na África Subsaariana oscila entre 6% e 31%, enquanto na Ásia os homossexuais apresentam 18 vezes mais probabilidades de contrair o HIV do que a população heterossexual.
Na América Latina, cerca da metade das contaminações por HIV acontece entre gays.
As recomendações do relatório são dirigidas a políticos, profissionais de saúde e aos homossexuais e transexuais, com o objetivo de fomentar a prevenção por meio da camisinha.
"Não podemos reduzir a propagação da infecção por HIV no mundo se não forem atendidas as necessidades particulares destes grupos da população", declarou o diretor do departamento de HIV/Aids da OMS, Gottfried Hirnschall.
As novas diretrizes da OMS foram preparadas ao longo do ano passado mediante consultas mundiais das quais participaram funcionários da saúde pública, cientistas e representantes de organizações da sociedade civil.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Matérias publicadas sobre reunião com Ministro da Saúde #minisTRo #saúde


Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faz reunião com ativistas e se compromete a criar Fórum para implementar demandas


24/01/2011 - 16h25
Uma estratégia que, segundo o Ministro, será utilizada para reforçar a prevenção e diminuir o número de mortes em decorrência de aids é estimular o diagnóstico precoce. “Para isso dependemos de parcerias com estados e municípios.”
Padilha afirmou também que vai demandar tanto para sua equipe técnica quanto ao Departamento (de DST, Aids e Hepatites Virais) um diagnóstico claro para garantir o fornecimento contínuo de remédios. “É preciso haver um estoque suficiente que possibilite a distribuição de medicamentos mesmo quando ocorram dificuldades de importação”, disse, referindo-se a desabastecimentos que aconteceram no final de 2009 por dificuldades de compras no exterior.

Campanhas atualizadas

Sobre as campanhas de prevenção, Padilha disse que é preciso atualizá-las à linguagem jovem, utilizar a internet e atingir novos segmentos, como os usuários de crack. “Ao mesmo tempo não podemos esquecer o público geral.”

No carnaval deste ano, o foco da campanha será a mulher jovem; o objetivo é conter a feminização da doença. Dados do mais recente boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde apontam que, em 1989, havia 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.

Conselho Nacional de Saúde

Outro tema presente na reunião desta segunda-feira foi o Conselho Nacional de Saúde (CNS). Segundo Padilha, o Conselho será fortalecido e terá cada vez mais legitimidade. O CNS é um órgão vinculado ao Ministério da Saúde. Tem como objetivos deliberar e monitorar políticas públicas na área. Fazem parte da composição representantes de entidades e movimentos de usuários, entidades representativas de trabalhadores da saúde, governo e prestadores de serviços do setor.

Ativistas satisfeitos

Os militantes que participaram da reunião ficaram satisfeitos. “É a primeira vez que o movimento de aids é convidado para participar de um encontro com um ministro”, declarou Mário Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda.

Para o presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, “Padilha se mostrou preocupado e aberto ao debate”.

Também estiveram presentes na reunião o presidente do GIV (Grupo de Apoio à Vida), Cláudio Pereira, e o representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+) Sudeste, Marco Aurélio da Silva.
  
  Combate à aids terá foco no diagnóstico precoce, diz Padilha
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O diagnóstico precoce será o foco da ação do Ministério da Saúde no combate à aids, disse hoje (24) o ministro Alexandre Padilha ao participar do Fórum ONGs de Aids de São Paulo. Ele lembrou que o tratamento com medicamentos antirretrovirais dão qualidade de vida ao portador do vírus HIV, principalmente quando o diagnóstico é feito cedo.
A questão do diagnóstico foi uma das principais demandas apresentadas pelo fórum. Segundo o presidente do Grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids), Mário Scheffer, essa medida pode ajudar a reduzir as cerca de 11 mil mortes anuais causadas pela doença, ainda que seja louvável o fato das medidas da área de saúde terem conseguido fazer com que esse número esteja estacionado no mesmo patamar há vários anos.
Em entrevista depois do encontro, Padilha ressaltou que haverá uma atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como os usuários de crack. Esse enfrentamento deverá ser adicionado ao planejamento de combate à droga.
Jovens que não são atingidos pelas etapas iniciais das campanhas de prevenção são outra parcela da população que terá atenção especial. Para isso, o ministro destacou que a internet será de grande importância. “Você tem, hoje, por meio da internet, uma troca permanente de informações e de acesso também a situações que possam implicar em risco não só da aids, mas de outras doenças sexualmente transmissíveis”.
Os movimentos sociais também pediram ao ministro que seja garantido o fornecimento ininterrupto dos medicamentos antirretrovirais. Scheffer disse que, no final de 2009 e no início de 2010, faltaram remédios que dão qualidade de vida aos cerca de 200 mil portadores do HIV.
Padilha disse vai solicitar aos técnicos do ministério e à direção do Programa Nacional de DST/Aids para ter um diagnóstico claro de quais são os possíveis gargalos no fornecimento dos medicamentos. Ele cogitou, inclusive, a hipótese da formação de um estoque regulador que traga independência do Brasil em relação ao mercado internacional.
Segundo Scheffer, essa foi a primeira vez em que um ministro ouviu os movimentos sociais, independentemente da equipe técnica do governo que acompanha e desenvolve o programa de enfrentamento à aids. “Isso para gente é uma novidade”, elogiou.
Para Padilha, o combate à aids é um exemplo de como os usuários do sistema de saúde podem ajudar a aprimorar o atendimento.
Edição: Lana Cristina

Nota pessoal: Essa notícia só vem confirmar a minha observação anterior que divulguei aqui: " A minha Satisfação com a escolha do Sr Alexandre por DN@ Dilm@ Voss@ President@! 
NGB
ativismocontraaidstb 

quarta-feira, 31 de março de 2010

Participante que afirmou que ‘hétero não pega aids

Participante que afirmou que ‘hétero não pega aids’, Marcelo Dourado, vence BBB10, destaca imprensa nacional

31/03/2010 - 11h

A imprensa nacional destacou que o participante Marcelo Dourado, que disse que “hétero não pega aids’, venceu a 10ª edição do programa Big Brother Brasil, exibido pela Rede Globo. Confira a seguir texto publicado pelo site Terra.

No "BBB" que levantou a bandeira gay, os "machões" venceram

Danilo Saraiva
De São Paulo

Nunca na história do nosso País, como diz o presidente Lula, um reality show mostrou, com tanta profundidade, a relação humana da forma como o Big Brother Brasil 10.

Nesta edição, a bandeira das minorias foi a da vez, levantada e fincada num pedestal. Passaram pela "casa mais vigiada do Brasil" - bordão do apresentador-tigrão-poeta Pedro Bial -, três homossexuais assumidos, alguns cujos nomes já circularam na boca dos assíduos de afamadas baladas gays do Rio e São Paulo e outros que, talvez, ficarão dentro do armário pro resto da vida.

Tais participantes logo serão esquecidos e, ao contrário dos novos milionários - como foram Rafinha, Mara, Max -, cairão no ostracismo ou tentarão a vida participando de quadros sensacionalistas da TV brasileira. Mas se o BBB conseguiu dialogar com as minorias sexuais, foi também palco para guerras sociais, travadas entre belos e feios, magros e gordos, sarados e flácidos. Um campo de batalha propício para a supremacia da intolerância.

No circo televisivo às avessas, com o passar do tempo as alegrias foram transformadas em mágoas e as máscaras, aos poucos, caíram. Com elas no chão, os "brothers" mostraram suas reais caras - isso para quem acredita que a brincadeira não é arquitetada ou, como dizem os céticos, manipulada.

O tão sonhado e apregoado R$ 1,5 milhão pesou na consciência de cada um, como se a disputa pelo prêmio fosse o gatilho, a porta de entrada para o show de horrores que se configura a humanidade. E, embalados pela onda permissiva do reality, a teleplateia, cansada de suas repressões sociais e do chato politicamente correto, também perdeu, junto, suas máscaras após dez anos.

Nas primeiras seis edições do programa, invariavelmente, o bonzinho sagrava-se vencedor, como o que inaugurou a "dinastia", Kleber Bambam, que chegou ao Olimpo do BBB acompanhado de sua boneca-cabide improvisada, em 2002.

A partir da sétima edição, o fim da era jedi se configurou e os espertinhos (mauzinhos? danadinhos?), começaram a crescer e aparecer. A vitória do polêmico Diego Alemão, em 2007, é prova disso.

O ápice do "faça a guerra, não faça o amor" acontece com a ascensão do lutador de vale tudo e jiu-jitsu, Marcelo Dourado. Um brother eliminado em seu primeiro paredão, na oitava semana do BBB 4, que voltou por uma obra da sorte e jogou tão bem a ponto de ser encarado pelo público como homem verdadeiro, cujas derrotas na vida (e não no ringue) lhe fizeram vencedor.

Nos 78 dias de confinamento, Dourado teve atitudes que, se não tivessem sido milimetricamente arquitetadas, seriam encaradas como um típico quadro de esquizofrenia. Brigava quando estava no limite, mas sempre se "arrependia" e pedia desculpas. "Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem". Tal frase foi citada, com suas devidas modificações, por Pedro Bial, quando El Douradon proferiu a pérola "hétero não pega AIDS", repercutida em páginas e páginas de jornais e, depois de muita ladainha, resultou num pedido formal de esclarecimentos do Ministério Público.

Resumidamente, Dourado quis dizer que se um homem tem o vírus HIV, com certeza já teve uma relação sexual com outro em algum momento da vida. Declaração irresponsável, especialmente quando, afirmam as estatísticas da Organização Mundial de Saúde, mais mulheres e jovens - heterossexuais - estão contraindo a doença porque não se protegem adequadamente durante as relações sexuais.

A pouca informação de Dourado segue o estigma da AIDS, amplamente espalhado nas décadas de 1980 e 1990, quando o vírus era vulgarmente - e bote vulgar nisso - conhecido como "doença de viado". O lutador afirma que tal informação veio de um conhecido médico. Ao soltar a grosseria, a polêmica virou-se para seu lado, de forma positiva. Com pobres palhaços de circos expostos a ponto de falarem o que desejam, sem o mínimo veto da emissora que os colocou no ar em rede nacional, a plateia estava à vontade. Conseguia, enfim, se expressar diante de um mundo cada vez mais colorido e ameaçador. O que aconteceria dali pra frente? Onde ficaram os valores religiosos? E a família brasileira?

Dourado reverteu esse jogo. Mostrou que o mundo não era tão aberto como se pensava. Foi herói (como a maioria deles, contraditório), pois agradou gregos e troianos. De filhos a avós. Foi genial. Dentro da casa, seu preconceito foi revertido em tolerância - exceto quando explodia. Cabe lembrar.

Mas o lutador tinha total consciência de seus atos. Pedia perdão porque sim, lhe convinha. Fez amizade com Serginho e Dicesar porque seus colegas de confinamento os aceitavam, numa boa. Mais ainda, o público também poderia aceitá-los. Obviamente, ele sabia que nadar contra a maré seria sua morte no programa. Deveria agir na defensiva, mas jogando. Essa é a mensagem principal: jogar, sem que ninguém perceba.

Por sua vez, os gays da casa estavam longe de agradar o público padrão. Afeminados, falavam de sexo sem meias palavras, davam selinhos, citavam gírias afetadas, desconhecidas por grande parte dos espectadores - e justamente por isso despertavam o ódio até mesmo dos seus companheiros dentro e fora do armário, que não gostavam de serem retratados daquela forma. Era a confirmação de um preconceito.

A grande vitória dessa edição é que o Big Brother Brasil 10 tornou-se um espelho da sociedade brasileira. Caetano Veloso estava certíssimo ao escrever, na letra de Sampa, que "Narciso acha feio o que não é espelho". Os narcisos finalmente se viram retratados no reality show mais assistido do Brasil. Dar "aquela espiadinha" funcionou como terapia. No mundo perfeito da casa do BBB, todo mundo diz o que pensa. Alegria para os dois lados: o da Globo, que conseguiu renovar uma franquia que já estava para lá de gasta, e o da sociedade, que ao contrário do que se pensava, não se distanciou muito da Idade Média. Que pesquisa de campo, que nada. O melhor termômetro da podridão humana é o BBB.

Fonte: Terra

A Agência de Notícias da Aids repercutiu as polêmicas criadas pelo participante Marcelo Dourado a respeito das formas de transmissão do HIV. Confira a seguir.

Fundo Global rejeita

Fundo Global rejeita novamente proposta do Brasil para financiar projetos contra a aids
Fundo Global rejeita novamente proposta do Brasil para financiar projetos contra a aids

30/03/2010 - 13h45

O Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária divulgou, no fim da última semana, que negou a apelação do Brasil para financiar projetos contra o HIV e aids, apresentada na 9ª Rodada (2009) de financiamentos desse fundo.

No ano passado, a proposta foi classificada na categoria três, o que significa não estar apta naquele momento ao financiamento, mas que poderia ser reapresentada e contemplada em futuras rodadas do Fundo diante de algumas reformulações (saiba mais).

Também em 2009, o Brasil apelou contra essa decisão junto ao Painel de Recursos do Fundo Global, mas não obteve sucesso.

O país “não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta”, informou o Painel.

Logo depois da primeira rejeição do Fundo Global, ativistas e gestores ouvidos pela Agência de Notícias da Aids disseram acreditar que a classificação na categoria três ocorreu pela recente classificação do Brasil como um país de renda-média alta no ranking do Banco Mundial.

Entretanto, países como México e África do Sul também estão no mesmo patamar de classificação econômica que o Brasil, segundo o Banco Mundial, mas tiveram seus projetos de financiamento contra a aids aprovados pelo Fundo Global.

Criado em 2002, em Genebra, o Fundo Global é formado por representantes de países que compõem o G-8, os oito países mais poderosos do mundo: Rússia, Estados Unidos, Japão, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Alemanha e integrantes da sociedade privada que captam recursos e os distribuem para projetos na áreas de malária, aids e tuberculose.

Um quarto do financiamento global da aids é feito pelo Fundo que já aprovou projetos contemplados em 140 países, movimentando recursos de US$ 15,6 bilhões.

Os projetos apresentados recebem análise e têm quatro diferentes classificações: aprovação sem alterações; aprovação recomendada desde que ajustes sejam realizados; não é recomendada a aprovação e os autores são incentivados a fazer mudanças; e, por último, o projeto é rejeitado.

O Brasil apresentou sua proposta no ano passado, mas o Fundo não recomendou a aprovação e sugeriu que o país fizesse mudanças no texto. O Brasil reapresentou a proposta com as alterações e o projeto foi novamente rejeitado.

Por meio da sua assessoria de imprensa, o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que há um mês recebeu o parecer negativo do Fundo e que nenhuma entrevista ou declaração sobre o assunto poderia ser feita no momento porque não existia nenhum diretor disponível para dar entrevista sobre o tema.

Leia, entretanto, a entrevista concedida no ano passado pelo diretor do Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids (CICT), Carlos Passarelli, quando o Brasil apresentou a proposta com ajustes técnicos sugeridos pelo painel de revisão técnica do Fundo Global


Confira a tradução na íntegra do parecer sobre a apelação


O Painel de Recurso considerou que o TRP (Painel de Revisão Técnica) identificou corretamente as lacunas e os problemas na proposta. Em particular, o Painel concorda que: o recorrente não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta; metas e indicadores estavam faltando em algumas atividades; e, há uma questão fundamental sobre as subvenções do Fundo Global, por exemplo, como esta proposta complementa os esforços existentes nesta área.

O Painel reconheceu que o comentário do TRP de que o recorrente não tinha endereçado os pontos fracos identificados durante a 8ª Rodada, nesta reapresentação na 9ª, não foi totalmente preciso. No entanto, o Painel considerou que o TRP foi, no geral, correto em afirmar que as respostas fornecidas pelo candidato a algumas das deficiências não foram informativas ou relevantes.

Em suma, o Painel de Recursos não identificou qualquer erro significativo ou óbvio em revisão ao declarado pelo TRP. O painel, portanto, endossa as conclusões do TRP e concorda com a classificação da proposta como "categoria 3”.


Redação da Agência de Notícias da Aids

DICA DE ENTREVISTA:

Fundo Global Rebeca Kritsch - Comunicação
Tel. + 41 58 791 1822
Cel.+ 41 79 441 8937
Email:
rebeca.kritsch@theglobalfund.org
www.theglobalfund.org

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Assessoria de Imprensa
Tel: (0XX61) 3306 7062/7016/7010

30/03/2010 - 13h45

O Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária divulgou, no fim da última semana, que negou a apelação do Brasil para financiar projetos contra o HIV e aids, apresentada na 9ª Rodada (2009) de financiamentos desse fundo.

No ano passado, a proposta foi classificada na categoria três, o que significa não estar apta naquele momento ao financiamento, mas que poderia ser reapresentada e contemplada em futuras rodadas do Fundo diante de algumas reformulações (saiba mais).

Também em 2009, o Brasil apelou contra essa decisão junto ao Painel de Recursos do Fundo Global, mas não obteve sucesso.

O país “não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta”, informou o Painel.

Logo depois da primeira rejeição do Fundo Global, ativistas e gestores ouvidos pela Agência de Notícias da Aids disseram acreditar que a classificação na categoria três ocorreu pela recente classificação do Brasil como um país de renda-média alta no ranking do Banco Mundial.

Entretanto, países como México e África do Sul também estão no mesmo patamar de classificação econômica que o Brasil, segundo o Banco Mundial, mas tiveram seus projetos de financiamento contra a aids aprovados pelo Fundo Global.

Criado em 2002, em Genebra, o Fundo Global é formado por representantes de países que compõem o G-8, os oito países mais poderosos do mundo: Rússia, Estados Unidos, Japão, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Alemanha e integrantes da sociedade privada que captam recursos e os distribuem para projetos na áreas de malária, aids e tuberculose.

Um quarto do financiamento global da aids é feito pelo Fundo que já aprovou projetos contemplados em 140 países, movimentando recursos de US$ 15,6 bilhões.

Os projetos apresentados recebem análise e têm quatro diferentes classificações: aprovação sem alterações; aprovação recomendada desde que ajustes sejam realizados; não é recomendada a aprovação e os autores são incentivados a fazer mudanças; e, por último, o projeto é rejeitado.

O Brasil apresentou sua proposta no ano passado, mas o Fundo não recomendou a aprovação e sugeriu que o país fizesse mudanças no texto. O Brasil reapresentou a proposta com as alterações e o projeto foi novamente rejeitado.

Por meio da sua assessoria de imprensa, o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que há um mês recebeu o parecer negativo do Fundo e que nenhuma entrevista ou declaração sobre o assunto poderia ser feita no momento porque não existia nenhum diretor disponível para dar entrevista sobre o tema.

Leia, entretanto, a entrevista concedida no ano passado pelo diretor do Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids (CICT), Carlos Passarelli, quando o Brasil apresentou a proposta com ajustes técnicos sugeridos pelo painel de revisão técnica do Fundo Global


Confira a tradução na íntegra do parecer sobre a apelação


O Painel de Recurso considerou que o TRP (Painel de Revisão Técnica) identificou corretamente as lacunas e os problemas na proposta. Em particular, o Painel concorda que: o recorrente não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta; metas e indicadores estavam faltando em algumas atividades; e, há uma questão fundamental sobre as subvenções do Fundo Global, por exemplo, como esta proposta complementa os esforços existentes nesta área.

O Painel reconheceu que o comentário do TRP de que o recorrente não tinha endereçado os pontos fracos identificados durante a 8ª Rodada, nesta reapresentação na 9ª, não foi totalmente preciso. No entanto, o Painel considerou que o TRP foi, no geral, correto em afirmar que as respostas fornecidas pelo candidato a algumas das deficiências não foram informativas ou relevantes.

Em suma, o Painel de Recursos não identificou qualquer erro significativo ou óbvio em revisão ao declarado pelo TRP. O painel, portanto, endossa as conclusões do TRP e concorda com a classificação da proposta como "categoria 3”.


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Fundo Global rejeita

Fundo Global rejeita novamente proposta do Brasil para financiar projetos contra a aids
Fundo Global rejeita novamente proposta do Brasil para financiar projetos contra a aids

30/03/2010 - 13h45

O Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária divulgou, no fim da última semana, que negou a apelação do Brasil para financiar projetos contra o HIV e aids, apresentada na 9ª Rodada (2009) de financiamentos desse fundo.

No ano passado, a proposta foi classificada na categoria três, o que significa não estar apta naquele momento ao financiamento, mas que poderia ser reapresentada e contemplada em futuras rodadas do Fundo diante de algumas reformulações (saiba mais).

Também em 2009, o Brasil apelou contra essa decisão junto ao Painel de Recursos do Fundo Global, mas não obteve sucesso.

O país “não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta”, informou o Painel.

Logo depois da primeira rejeição do Fundo Global, ativistas e gestores ouvidos pela Agência de Notícias da Aids disseram acreditar que a classificação na categoria três ocorreu pela recente classificação do Brasil como um país de renda-média alta no ranking do Banco Mundial.

Entretanto, países como México e África do Sul também estão no mesmo patamar de classificação econômica que o Brasil, segundo o Banco Mundial, mas tiveram seus projetos de financiamento contra a aids aprovados pelo Fundo Global.

Criado em 2002, em Genebra, o Fundo Global é formado por representantes de países que compõem o G-8, os oito países mais poderosos do mundo: Rússia, Estados Unidos, Japão, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Alemanha e integrantes da sociedade privada que captam recursos e os distribuem para projetos na áreas de malária, aids e tuberculose.

Um quarto do financiamento global da aids é feito pelo Fundo que já aprovou projetos contemplados em 140 países, movimentando recursos de US$ 15,6 bilhões.

Os projetos apresentados recebem análise e têm quatro diferentes classificações: aprovação sem alterações; aprovação recomendada desde que ajustes sejam realizados; não é recomendada a aprovação e os autores são incentivados a fazer mudanças; e, por último, o projeto é rejeitado.

O Brasil apresentou sua proposta no ano passado, mas o Fundo não recomendou a aprovação e sugeriu que o país fizesse mudanças no texto. O Brasil reapresentou a proposta com as alterações e o projeto foi novamente rejeitado.

Por meio da sua assessoria de imprensa, o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que há um mês recebeu o parecer negativo do Fundo e que nenhuma entrevista ou declaração sobre o assunto poderia ser feita no momento porque não existia nenhum diretor disponível para dar entrevista sobre o tema.

Leia, entretanto, a entrevista concedida no ano passado pelo diretor do Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids (CICT), Carlos Passarelli, quando o Brasil apresentou a proposta com ajustes técnicos sugeridos pelo painel de revisão técnica do Fundo Global


Confira a tradução na íntegra do parecer sobre a apelação


O Painel de Recurso considerou que o TRP (Painel de Revisão Técnica) identificou corretamente as lacunas e os problemas na proposta. Em particular, o Painel concorda que: o recorrente não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta; metas e indicadores estavam faltando em algumas atividades; e, há uma questão fundamental sobre as subvenções do Fundo Global, por exemplo, como esta proposta complementa os esforços existentes nesta área.

O Painel reconheceu que o comentário do TRP de que o recorrente não tinha endereçado os pontos fracos identificados durante a 8ª Rodada, nesta reapresentação na 9ª, não foi totalmente preciso. No entanto, o Painel considerou que o TRP foi, no geral, correto em afirmar que as respostas fornecidas pelo candidato a algumas das deficiências não foram informativas ou relevantes.

Em suma, o Painel de Recursos não identificou qualquer erro significativo ou óbvio em revisão ao declarado pelo TRP. O painel, portanto, endossa as conclusões do TRP e concorda com a classificação da proposta como "categoria 3”.


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30/03/2010 - 13h45

O Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária divulgou, no fim da última semana, que negou a apelação do Brasil para financiar projetos contra o HIV e aids, apresentada na 9ª Rodada (2009) de financiamentos desse fundo.

No ano passado, a proposta foi classificada na categoria três, o que significa não estar apta naquele momento ao financiamento, mas que poderia ser reapresentada e contemplada em futuras rodadas do Fundo diante de algumas reformulações (saiba mais).

Também em 2009, o Brasil apelou contra essa decisão junto ao Painel de Recursos do Fundo Global, mas não obteve sucesso.

O país “não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta”, informou o Painel.

Logo depois da primeira rejeição do Fundo Global, ativistas e gestores ouvidos pela Agência de Notícias da Aids disseram acreditar que a classificação na categoria três ocorreu pela recente classificação do Brasil como um país de renda-média alta no ranking do Banco Mundial.

Entretanto, países como México e África do Sul também estão no mesmo patamar de classificação econômica que o Brasil, segundo o Banco Mundial, mas tiveram seus projetos de financiamento contra a aids aprovados pelo Fundo Global.

Criado em 2002, em Genebra, o Fundo Global é formado por representantes de países que compõem o G-8, os oito países mais poderosos do mundo: Rússia, Estados Unidos, Japão, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Alemanha e integrantes da sociedade privada que captam recursos e os distribuem para projetos na áreas de malária, aids e tuberculose.

Um quarto do financiamento global da aids é feito pelo Fundo que já aprovou projetos contemplados em 140 países, movimentando recursos de US$ 15,6 bilhões.

Os projetos apresentados recebem análise e têm quatro diferentes classificações: aprovação sem alterações; aprovação recomendada desde que ajustes sejam realizados; não é recomendada a aprovação e os autores são incentivados a fazer mudanças; e, por último, o projeto é rejeitado.

O Brasil apresentou sua proposta no ano passado, mas o Fundo não recomendou a aprovação e sugeriu que o país fizesse mudanças no texto. O Brasil reapresentou a proposta com as alterações e o projeto foi novamente rejeitado.

Por meio da sua assessoria de imprensa, o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que há um mês recebeu o parecer negativo do Fundo e que nenhuma entrevista ou declaração sobre o assunto poderia ser feita no momento porque não existia nenhum diretor disponível para dar entrevista sobre o tema.

Leia, entretanto, a entrevista concedida no ano passado pelo diretor do Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids (CICT), Carlos Passarelli, quando o Brasil apresentou a proposta com ajustes técnicos sugeridos pelo painel de revisão técnica do Fundo Global


Confira a tradução na íntegra do parecer sobre a apelação


O Painel de Recurso considerou que o TRP (Painel de Revisão Técnica) identificou corretamente as lacunas e os problemas na proposta. Em particular, o Painel concorda que: o recorrente não forneceu uma descrição adequada das necessidades de capacitação das organizações não-governamentais e da sociedade civil para serem apoiadas no âmbito desta proposta; metas e indicadores estavam faltando em algumas atividades; e, há uma questão fundamental sobre as subvenções do Fundo Global, por exemplo, como esta proposta complementa os esforços existentes nesta área.

O Painel reconheceu que o comentário do TRP de que o recorrente não tinha endereçado os pontos fracos identificados durante a 8ª Rodada, nesta reapresentação na 9ª, não foi totalmente preciso. No entanto, o Painel considerou que o TRP foi, no geral, correto em afirmar que as respostas fornecidas pelo candidato a algumas das deficiências não foram informativas ou relevantes.

Em suma, o Painel de Recursos não identificou qualquer erro significativo ou óbvio em revisão ao declarado pelo TRP. O painel, portanto, endossa as conclusões do TRP e concorda com a classificação da proposta como "categoria 3”.


Redação da Agência de Notícias da Aids

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