Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador marcha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marcha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

100 dias para o dia 17 Maio #IDAHO Day Against Homophobia


100 dias para o dia 17 Maio - Marcha Contra HomoFobia - Congresso da ABGLT


Pessoal  o  que  vamos fazer  dia  17  de  maio  de  2013.
 
O  Mundo  já  está se  mobilizando.(  vide  abaixo).
 
Vamos  fazer  o  Congresso   da  ABGLT  em Brasilia   com  V   Marcha   contra  Homofobia??
 
Se  for  for   temos que  nos  mobilizar  já.
 
Toni Reis
100 Days to the International Day against Homophobia and Transphobia



International Day Against
HOMOPHOBIA & TRANSPHOBIA
100 Days to the International Day against Homophobia and Transphobia
(Español, Português, Français, abajo/ci-dessous)

Today, 100 days separate us from the International Day Against Homophobia and Transphobia on May 17th, 2013

While to some this is still far away, others are already actively planning their events. Once again, you can expect to see grassroots activists, policy-makers, celebrities, companies and many others - from over 100 countries - come together around this date, as part of their commitment to challenging stigma and discrimination on grounds of sexual orientation and gender identity and expression. We are totally sure that this year's Day, more than ever, will be a massive, multicultural and totally international show of solidarity!
Information is gradually coming in from various parts of the world. For example,
  • In The Hague, the Dutch Government will host a European conference which will gather together representatives from 15 states, the Council of Europe, the Fundamental Rights Agency, the Rainbow Cities Network and many more.
  • In Israel, the HAVANA.org team is organising the third annual IDAHO contest for best academic paper on LGBTphobia and Judaism.
  • In Colombia, the city of Cartagena is preparing to host a Caribbean-wide gathering of LGBT groups.
  • In Cuba, Mariela Castro will once again be leading the 'Jornada contra la homofobia'.
  • Activists throughout the United States plan to commemorate the International Day Against Homophobia and Transphobia through a national day of service in solidarity with all who face homophobia and transphobia.
  • At the European level, LGBT Christians are calling for a special IDAHO prayer.
  • Also around the world, the ‘Rainbow Flashmob' initiative invites absolutely anyone who is interested – be they groups or individuals - to come together through creative campaigning. A ‘Rainbow Flashmob' can take as many forms, shapes and sizes as there are people. From multi-coloured balloon releases or holding a ‘rainbow picnic', to dressing statutes in your town park in rainbow colored robes… let your creativity loose! A facebook group has been set up to share ideas, tips and advice. Come and join in at: http://www.facebook.com/groups/rain... Check out the work-in-progress site www.rainbowflash.org for more information
We are looking forward to hearing more soon, especially from activists in Asia and Africa, and also from youth organizations, who will no doubt once again very actively use the Day as a platform for action.
Please feel free to send all relevant information to contact@dayagainsthomophobia.org, watch out for future updates, and let the countdown to the Day begin!
Yours,
The IDAHO Committee team

Aujourd'hui, 100 jours nous séparent de la Journée internationale contre l'homophobie et la transphobie, le 17 mai prochain.

Alors que pour certains cette date est encore lointaine, d'autres travaillent déjà activement à la planification de leurs activités. Une fois de plus, on peut s'attendre à voir des militants de terrain, des décideurs politiques, des célébrités, des entreprises et bien d'autres, dans plus de 100 pays, se rassembler autour de cette date, dans le cadre de leur engagement à lutter contre la stigmatisation et les discriminations fondées sur l'orientation sexuelle et l'identité ou l'expression de genre. Nous sommes tout à fait sûr que la Journée de cette année, plus que jamais, sera un immense témoignage multiculturel et totalement international de solidarité!
Des informations nous parviennent progressivement de différentes parties du monde, et nous en indiquons quelques unes ci dessous, en espérant que cela puisse servir d'inspiration à d'autres :
  • A La Haye, le gouvernement néerlandais sera l'hôte d'une conférence européenne qui réunira des représentants de 15 Etats, le Conseil de l'Europe, l'Agence européenne des droits fondamentaux, le Réseau des Villes ‘Arc En Ciel' et bien d'autres.
  • En Israël, l'équipe HAVANA.org organise le troisième concours annuel IDAHO pour le meilleur article académique sur les LGBTphobies et le judaïsme.
  • En Colombie, la ville de Cartagena se prépare à accueillir un rassemblement de groupes LGBT à l'échelle des Caraïbes .
  • À Cuba, Mariela Castro sera de nouveau à la tête de la « Journée nationale contre l'homophobie».
  • Des militants à travers les Etats-Unis se mobiliseront à travers une Journée de Service Civil National en solidarité avec tous ceux et celles qui font face à l'homophobie et la transphobie.
  • Au niveau international, des groupes de chrétiens LGBT appellent à une prière mondiale IDAHO et, avec le soutien du Comité IDAHO, font appel à toutes les confessions et traditions religieuses à travers le monde à se joindre à eux.
  • Également dans le monde entier, l'initiative du «Flashmob Arc En Ciel» invite toutes et tous - qu'il s'agisse de groupes ou d'individus – à initier une action créative de visibilité publique. Un «Flashmob Arc En Ciel» peut prendre autant de formats qu'il ya de personnes. Que ce soit par un lâcher de ballons multicolores devant un monument national, ou en habillant les statues d'un jardin public avec des tissus aux couleurs de l'arc en ciel, ... laissez libre court à votre créativité! Un groupe facebook a été créé pour partager idées, astuces et conseils, auquel vous pouvez vous joindre à http://www.facebook.com/groups/rain...
Nous attendons bientôt d'autres nouvelles du terrain, en particulier des militants en Asie et en Afrique, mais aussi d'organisations de jeunes, qui seront sans aucun doute une fois de plus très activement impliqués dans la Journée.
N'hésitez pas à nous envoyer toutes les informations que vous jugez utiles à contact@dayagainsthomophobia.org et restez à l'écoute futures mises à jour.
Que le compte à rebours pour la Journée commence!
Bien à vous,
L'équipe du Comité IDAHO

100 dias nos separam do dia 17 de maio, Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia.

Enquanto para alguns é uma data distante, outros já estão planejando ativamente seus eventos. Mas afinal, sem dúvida serão os ativistas de base, os políticos, celebridades, grandes empresas e muitos outros, desde mais de cem países do mundo, que se reunirá nessa data como parte de seu compromisso para estar a frente ao estigma e a descriminação por orientação sexual e identidade de gênero ou expressão. Estamos totalmente seguros de que esse ano teremos um espetáculo de solidariedade mais massivo, multicultural e internacional!
A informação dos eventos estará chegando gradualmente de diversas partes do mundo e compartiremos a continuação, com a esperança de que possa servir de inspiração a outros.
Em La Haya, o Governo holandês será o anfitrião de uma conferencia europeia que reunirá a 15 representantes de Estado, o Conselho da Europa, a FRA ou Agencia Européia pelos Direitos Fundamentais, a Rainbow Citiies Network e muito mais. Em Israel, a equipe HAVANA.org organiza o terceiro concurso anual IDAHO ao melhor artículo acadêmico sobre LGBT-fobia e o judaísmo. Na Colômbia, a cidade de Cartagena prepara-se para comemorar o dia 17 de maio com uma reunião de organizações LGTB caribenhas e um evento acadêmico sobre jornalismo LGTBI da América Latina. Em Cuba, Mariela Castro realizará uma vez mais a "Jornada contra a Homofobia". Por sua parte, ativistas dos Estados Unidos comemorarão o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia através de um dia nacional de serviço comunitário em solidariedade com vítima da homofobia e transfobia.
Do mesmo modo e a nível internacional, os cristãos LGTB estão pedindo uma oração IDAHO mundial com o apoio do comitê IDAHO, será um chamado a todos os grupos e todas as tradições religiosas do mundo a unir-se para comemorar essa data.
Em todo o mundo a iniciativa de 'Rainbow Flashmob' convida não só aos grupos ativistas, mas também a pessoas de todo o mundo a reunir-se durante uma campanha criativa. Um 'Rainbow Flashmob' pode somar todos os aspectos e formatos imagináveis. Desde lançamentos de balões, um piquenique com as cores do arco-iris ou até incluir simbolicamente as leis das nossas cidades natais em túnicas coloridas... Deixa voar sua criatividade e imaginação! Além disso, já criamos um grupo no facebook para que possamos compartir idéias, sugestões e conselhos. Visite a página e junte-se a nós: http://www.facebook.com/groups/rain...
De maneira que estamos esperando atentos, para divulgar mais informações e escutar propostas, especialmente da Ásia, África e organizações de jovens que sem dúvida, participaram novamente como uma importante plataforma para essa ação.
Por favor, envie qualquer informação que lhe pareça interessante a contact@dayagainsthomophobia.org e fique atento as próximas atualizações.
Atenciosamente, O Comitê IDAHO.

100 días nos separan del 17 de mayo, Día Internacional contra la Homofobia y la Transfobia.

Mientras que para algunos es una fecha lejana, otros ya están planeando activamente sus eventos. Pero al final sin duda serán los activistas de base, los políticos, celebridades, grandes empresas y muchos otros desde más de cien países del mundo, quienes se reunirán en esta fecha como parte de su compromiso para hacer frente al estigma y la discriminación por orientación sexual e identidad de género o expresión. ¡Estamos totalmente seguros de que este año tendremos un espectáculo de solidaridad más masivo, multicultural e internacional!
La información de los eventos estará llegando gradualmente de diversas partes del mundo y la compartiremos a continuación con la esperanza de que pueda servir de inspiración a otros.
En La Haya, el Gobierno holandés será el anfitrión de una conferencia europea que reunirá a 15 representantes de Estado, el Consejo de Europa, la FRA o Agencia Europea por los Derechos Fundamentales, la Rainbow Cities Network y muchos más. En Israel, el equipo HAVANA.org organiza el tercer concurso anual IDAHO al mejor artículo académico sobre LGBT-fobia y el judaísmo. En Colombia, la ciudad de Cartagena se prepara para conmemorar el 17 de mayo con una reunión de organizaciones LGTB caribeñas y un evento académico sobre periodismo LGTBI latinoamericano. En Cuba, Mariela Castro llevará a cabo una vez más la "Jornada contra la homofobia". Por su parte, activistas de Estados Unidos conmemorarán el Día Internacional contra la Homofobia y la Transfobia a través de un día nacional de servicio comunitario en solidaridad con víctimas de la homofobia y transfobia.
Del mismo modo, y a nivel internacional, los cristianos LGTB están pidiendo una oración IDAHO mundial con el apoyo del Comité IDAHO, será un llamado a todas los grupos confesionales y todas las tradiciones religiosas del mundo a unirse a conmemorar la fecha.
En todo el mundo, la iniciativa del 'Rainbow Flashmob' invita no sólo a los grupos activistas sino y también a personas de todo el mundo, a reunirse durante una campaña creativa. Un 'Rainbow Flashmob' puede tomar todos los aspectos y formatos imaginables. Desde lanzamientos de globos, pasando por picnis con los colores del arcoiris hasta incluso envolver simbólicamente las leyes de nuestras ciudades natales en túnicas de colores... Deja volar tu creatividad e imaginación! De hecho, hemos creado un grupo en facebook para compartir ideas, sugerencias y consejos. Visítnanos y únete: http://www.facebook.com/groups/rain...
De manera que estaremos pendientes atentos para divulgar más información y escuchar propuestas especialmente de Asia y África, y de organizaciones jóvenes que, sin duda, participarán muy activamente como una plataforma para la acción una vez más.
Por favor envía toda la información que te parezca pertinente a contact@dayagainsthomophobia.org y ¡quedate atento de las futuras actualizaciones!
Los saluda especialmente, El Comité IDAHO.

 
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Convite{ GAPA SC} Boletim eletronico






---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Helena Lima Pires
Data: 18 de novembro de 2012 14:07
Assunto: convite






Prezad@s,


A Prefeitura de Florianópolis por meio da Coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres tem a satisfação de convidá-los para participar das atividades referentes à Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres a ser realizada de 20 de novembro a 10 de dezembro, conforme programação no site (http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/semas/?pagina=notpagina&menu=&noti=7621)

Enfatizamos da grande importância da participação em todas as atividades, porém reforçamos o convite para o Lançamento da Campanha dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra e para a Caminhada Integrada que acontecerá dia 26/11.

Solicitamos também Vosso apoio na divulgação desta Campanha junto a comunidade para que possamos fortalecer e ampliar a discussão sobre essa importante temática junto a sociedade.

Salientamos que esta é a 4ª edição da Campanha e uma iniciativa conjunta dos Órgãos Governamentais, Não Governamentais, Iniciativa Privada e Sociedade Civil Organizada, coordenada por esse Órgão e tem por objetivo fundamental dar visibilidade e fortalecer a luta pela erradicação da violência contra as mulheres.



Atenciosamente,

Dalva Maria Kaiser

sábado, 1 de setembro de 2012

MARCHA DAS MULHERES LGBT(/)-Vídeo_You Tube


MARCHA DAS MULHERES LGBT(/)

Domingo sem sol adivinha para onde nós vamos?
No ultimo domingo houve a IV Marcha das mulheres LGBT(26/Ago)
Marcada via Fb teve concentração no Posto 6 em frente a Rua Constante Ramos.
Saíram em direção ao Quiosque Rainbow e próximo ao Hotel Copa cabana Palace.
Nesse Domingo veio bem a calhar pois estava um tempo meio 'Lusco Fusco”(expressão antiga que significa Mais ou menos)e esse tempo veio bem a calhar.
Um tempo sem sol mas, sem chuva incerto como as nossas características.
Não somos o que parecemos,mais às vezes parecemos o que somos.
Estiveram presente na passeata Indianara representante das Transgêneras.
Yone Lindgrem do Movimento Dellas e tem Mulher Na Parada. Dra Marcia Regina Marçal Dda Comissão Eatadual LGBT e C. Mov. Populares. A candidata do PV a Vereadora Janaia Sant Anna. O Vice Presidente do Grupo Arco-Íris Alejandro. Priscila Barros Do Grupo Ensaios, entre outras Não menos importantes.
Haviam cerca de 100 pessoas com faixas coloridas, cada uma com uma reivindicação das lésbicas.
Gritávamos Frases de efeito dentre tantas destaco:
  • -Nem mais nem menos Direitos iguais.
  • -Ih e daí? Eu amo homem mulher e travesti!
  • -Dilma que papelão!
Não se governa com religião!
A despeito de sermos cerca de cem pessoas, conseguimos fazer um grande Barulho!
Terminamos em frente ao Hotel Copa com um agradecimento e com um discurso.
(Aguardem em meu Canal no YOU Tube
Nborgna1, os Cinco s Vídeos que gravei.
Ngb
Ativismocontraaidstb













sábado, 16 de junho de 2012

Manifestação SOS ONGS_CONVOCAÇÃO!!!

Gostaria de contar com a presença de todos não importa se você é soropositivo, amigo venha junto conosco nesta Marcha!
A manifestação SOS ONGS: Controle social em risco de extinção, a ser realizada na terça feira, dia 19, a partir das 11h, na Tenda Aimbirê (Território do Futuro próximo ao MAM e Vivo Rio) e terminando na Cinelândia as 14hs.
Contamos com sua presença!
Coloquem em suas redes, face, orkut, divulguem!
Obs.: Roupa preta!!!!!!!!
Mara Moreira/RJ
 Jucimara Moreira
Coordenadora do Programa IEC(Informação, Educação e Comunicação em HIV/Aids)
Grupo pela VIDDA/RJ
2518-3993/87672478
 
A Solidariedade é um ato de cidadania. Contribua com os nossos projetos e serviços
Conta Doação: Bradesco Agência 1444-3 C/C 11.205-4

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O ESTADO É LAICO RESUMO Por JANAINA Sant ANNA: VIA FB

O debate “O Estado é Laico?” no IFCS foi excelente!
Encerramos por volta de 21:30, mas com muita vontade de permanecer.
Eu, Janaina Sant Anna abri o debate apresentando a PEC 99 e, na sequência, Professor Paulo Baía apresentou brilhantemente uma leitura das revoluções ocorridas no mundo destacando a laicidade de cada proposta. Identificamos em sua apresentação os diversos contextos laicos e não l...aicos das nações e discutimos a laicidade no Brasil.
Adailton Moreira deu continuidade ao debate apresentando o trabalho realizado na SUPERDIr-SEASDH, compartilhando conosco sua experiência e os diversos enfrentamentos e avanços do trabalho realizado.
Contamos com a apresentação acalorada de Nubio Revoredo que trouxe textos de diversos Projetos de Lei que afrontam a Constituição Federal e a laicidade Estatal e também com a Drª Heloísa Helena que apresentou a legislação vigente , destacando trechos da Constituição Federal e estimulando ainda mais a discussão.
O público brindava com os olhos as discussões, deixando claro em cada olhar atento e em cada intervenção a reflexão sobre as falas dos integrantes da mesa.
Agradeço a todas e todos que contribuíram e participaram do evento, sobretudo à Lidi de Oliveira, João Alfredo, Priscila Bastos , Fátima Baião, Ernesto Caxeiro, Rodolfo Lobato e Erzulie Doth Lavigne.
A vontade de permanecer, o envolvimento dos presentes, o teor das discussões, a necessidade de troca, a relevância da proposta ... tudo isso provocou uma demanda coletiva de que esse evento não se encerrasse em si mesmo e um eco surgiu na fala do público: nascia então a proposta de um fórum permanente para discutirmos e compartilharmos questões tão importantes e urgentes quanto esta.
Neste momento estamos construindo o grupo virtual e marcaremos o nosso próximo encontro para formalizarmos o desejado e imprescindível fórum que será aberto à sociedade para que possamos construir na coletividade um instrumento de relevância social e política.
http://cidadaniaigualitaria.blogspot.com.br/
Ver mais

II MARCHA PELO ESTADO LAICO DATAS POR NINNON LATREC FB


4 de Abril de 2012 13:32

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Não à MP 577/2011 MS! Em defesa da vida das mulheres!


Não à MP 577/2011 Ministerio da Saúde! Em defesa da vida das mulheres! Campanha da Marcha mundail de mulheres. Manifeste-se!



Boa tarde,
Pessoal querido,
É lamentável constatar que ainda haja um povo tão desprovido de vontade de aprender e tão condicionado à práticas religiosas diversas como o povo brasileiro.
Quando o povo vai perceber que "Educação é um direito de todos" e há muitos anos está acessível a todos também. Quantos padres e pastores se formam po ano...quantos ditadores saem com seus diplomas, prontos a condicionarem a massa feminina ao silêncio, muitas vezes mortal.
Sim, vamos nos mobilizar de fato! Precisamos do Básico que nos foi ensinado por nossos pais e avós: higiene, educação e saúde, já! Precisamos estar aptas a decidir não apenas na hora de irmos às urnas, mas antes de tudo, bradar a nossa consciência de que somos seres mais do que humanos, procriamos.
Abraços a todas e lembrem-se do Grupo de Mulheres Positivas, agora às quartas-feiras às 16hs, no Núcleo Londrinense de Redução de Danos, localizado à Rua Senador Souza Naves 189 salas 12 e 13 - Centro - Londrina.

Denise  Hecksher

Em 23 de janeiro de 2012 12:16, carlos duarte




Não à MP 577/2011 MS! Em defesa da vida das mulheres!


No dia 26/12/2011, o Ministério da Saúde publicou a Medida Provisória
557/2011, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e
Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna
que prevê um cadastro universal das gestantes e puérperas buscando
identificar as que estão com gestação de risco. Segundo o Ministério da
Saúde essa iniciativa visa a responder a uma preocupação de que os
municípios e Estados fortaleçam sua intervenção e garantam a realização de
uma atenção eficaz e humanizada como parte do esforço de redução da
mortalidade materna a níveis aceitáveis segundo a OMS. É conhecida a
gravidade dos índices de mortalidade materna no Brasil, seu corte de classe
e raça e, portanto, a urgência que uma Política Integral de Atenção à Saúde
da Mulher priorize essa questão.


No entanto a edição desta MP levanta várias dúvidas quanto à sua adequação e
se, de fato, é necessário criar esse tipo de mecanismo e, mais ainda, por
meio de um dispositivo de Medida Provisória. Em primeiro lugar chama a
atenção de maneira contundente o fato de que ela mexe na lei geral que
organiza o sistema de saúde (Lei 8080 de 1990) para introduzir na legislação
a questão dos direitos do nascituro. A introdução da idéia de direitos do
nascituro tem sido, ao longo de várias décadas, uma questão central na
disputa realizada pelos setores que buscam restringir os direitos das
mulheres à autodeterminação e autonomia em relação à maternidade. Um debate
que se contrapõe não apenas ao movimento de mulheres, mas a todos os setores
progressistas que reconhecem a importância de se resguardar e reafirmar o
direito das mulheres frente às tentativas constantes de introduzir esta
contraposição no ordenamento legal brasileiro.

Não é pouco lembrar que, até agora, o marco principal é a Constituição
brasileira onde prevaleceu o direito à vida desde o nascimento e os direitos
das mulheres enquanto gestantes, recusando-se essa noção movida
principalmente por influências religiosas conservadoras. O mais preocupante,
portanto, é que a MP 557/2011, introduz a figura do nascituro como portador
de direitos, quando é fato que esse não existe fora do corpo da gestante.


O fato é que esses setores retrógrados não conseguiram introduzir essa
questão na legislação no Brasil até o momento, ainda que nos últimos anos
tenha se acirrado a pressão para se definir os direitos das pessoas, e neste
caso em especial das mulheres pela ótica de ideologias religiosas
conservadoras. É inaceitável que isso seja realizado pelo Ministério da
Saúde e a partir de uma questão tão sensível como propostas de redução da
mortalidade materna. Com isso, o Ministério assume a linguagem dos setores
reacionários, o que é inadmissível, e retrocede no processo de acúmulo que o
SUS representa em termos de uma concepção de saúde vinculada ao pleno
exercício de direitos.

Evidentemente o caráter persecutório da MP torna-se mais forte pelo fato de
que no Brasil as mulheres são criminalizadas pela realização do aborto. Nos
últimos anos há uma ofensiva conservadora e aumento da perseguição e
criminalização das mulheres, inclusive com a interdição policial de
clínicas, com a utilização de prontuários e registros das usuárias. As
mulheres não podem exercer sua autonomia diante de uma gravidez indesejada e
ficam expostas a riscos para sua saúde, sua integridade física e liberdade.

É evidente que o cadastro proposto é universal e compulsório, como se pode
ler no texto da MP. Se é possível tomar medidas para que isso não seja
utilizado como mais um instrumento de restrição de liberdade das mulheres em
sua vida reprodutiva, os argumentos do Ministério da Saúde de que
?universal? não se confunde com ?compulsório? só faz sentido se isso
corresponde a uma sugestão do Ministério de que as mulheres não procurem os
serviços de saúde! Aliás, todas nós esperamos e queremos um atendimento
integral à saúde das mulheres e que todas possam estar inscritas no sistema
de saúde. O que torna, portanto, mais estranha e incompreensível a
necessidade de tal cadastro específico de gestantes, mesmo considerando a
problemática da mortalidade materna.


Desde o início da gestão, tem prevalecido nas ações do Ministério da Saúde
uma perspectiva conservadora que não leva em consideração a saúde integral
das mulheres e está centrada fundamentalmente no aspecto materno infantil.
Nesse sentido a MP é uma continuidade da rede cegonha e de uma visão
redutora do papel das mulheres como mães e reprodutoras.


Também chama a atenção a introdução da proposta de um Comitê Gestor Nacional
sem qualquer participação da sociedade civil, e principalmente de Comissões
de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento de Gestantes e Puérpuras de Risco
quando na realidade já existe no sistema de saúde, com participação dos
movimentos e da sociedade civil, os Comitês de Morbi-Mortalidade Materna,
fruto da luta e reivindicação dos setores organizados como parte de toda uma
luta dos movimentos sociais por um sistema de saúde público e com controle
social. A proposta não segue o acúmulo do SUS, prevendo em sua composição
apenas a participação de profissionais e gestores, e desconhece o papel do
movimento organizado nesses instrumentos.


Finalmente, o enfrentamento da mortalidade materna exige enfrentar a
terceira causa de mortalidade materna que é o abortamento inseguro. É
amplamente conhecido que isso só será possível se for respeitada a autonomia
das mulheres e o aborto diante de uma gravidez indesejada for parte da
política de saúde pública.


É obrigação do Ministério da Saúde ter políticas de atenção à maternidade
que busquem reduzir a morbi-mortalidade materna e para isso é necessário
qualificar a assistência e garantir o acesso e acolhimento nas unidades e
hospitais, tanto na regulamentação para o atendimento privado como nos
serviços sob responsabilidade da rede SUS. Nesse sentido a o benefício de
R$50,00 terá um papel importante para o deslocamento daquelas que têm
dificuldade financeiras. Sua eficácia, entretanto, depende da existência de
outras políticas sociais associadas. Mas, mais uma vez, não é isso o que
justifica a edição desta medida provisória.


É urgente que o Ministério da Saúde retire essa MP e articule suas ações
para redução da mortalidade materna em acordo com mecanismos e as diretrizes
já previstos no SUS e nas Conferencias Nacionais de Saúde.


Por isto, nós, da Marcha Mundial das Mulheres, exigimos:



? Que o Ministério da Saúde retire a MP 577/2011 no sentido de garantir
a integralidade da saúde da mulher em consonância com seus direitos e
garantias individuais;
? Que o Ministério da Saúde retome o debate sobre os direitos sexuais e
reprodutivos das mulheres e que o governo reafirme a autonomia política das
ações condizentes com os princípios do Estado Laico, tomando medidas sem se
curvar para conservadorismos ou morais religiosas;
? Um compromisso explícito do governo de impedir todas as ações de
retirada de direito das mulheres nas políticas públicas;
? Que o Ministério da Saúde e o governo federal em conjunto com a
sociedade civil enfrentem o debate do aborto inseguro e a necessidade de
políticas de atendimento às mulheres que decidem interromper uma gravidez
indesejada e, portanto, que o aborto seja descriminalizado e legalizado.




Marcha Mundial das Mulheres



--
Carlos Ebeling Duarte
Cel 51 9984 6674
skipe - carlosduarters

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Assistam ao vídeo e vamos divulgar!...

"O POVO ACORDOU. O POVO DECIDIU. OU PARA A ROUBALHEIRA OU NÓS PARAMOS O BRASIL".

Assistam ao vídeo e vamos divulgar!...

"O POVO ACORDOU. O POVO DECIDIU. OU PARA A ROUBALHEIRA OU NÓS PARAMOS O BRASIL".
 
CLIQUE E ASSISTA:
http://www.youtube.com/watch?v=ZWT93sz545g
   
 II MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO -  CONTRA O VOTO SECRETO NO CONGRESSO E A FAVOR DA FICHA LIMPA.
CIDADES CONFIRMADAS:
* Belo Horizonte MG - Praça da Liberdade até a Praça 7 - 14h.
* Brasília DF - Museu Nacional - 14h.
* Florianópolis SC - Trapiche Beira-Mar - 14h.
* Fortaleza CE - Praça da Imprensa rumo ao Cocó - 14h
* Recife PE - Praia de Boa Viagem - Av. Boa Viagem - Pracinha de Boa Viagem.
* Rio de Janeiro RJ - Praça da Cinelândia (em frente a camara dos vereadores/ a frente do teatro municipal) - 14h.
* Salvador BA -Concentraçao no Cristo da Barra e as 14h segue para o Palácio do Governador.
* São Luiz MA - Praça do Pescador na avenida Litorânea - 14h.
* São Paulo - Av. Paulista / MASP - 14h.
* Uberlândia MG- Praça Tubal Vilela - 14h.
 
                         O MÍNIMO QUE VOCÊ TEM QUE FAZER É DIVULGAR E/OU DIVULGAR.

YouTube - Vídeos desse e-mail

-- Renata DelgadoEd.Artística (Escola Guignard - UEMG)Cinema de Animação e Artes Digitais (UFMG)

Assunto: FW: "O POVO ACORDOU. O POVO DECIDIU. OU PARA A ROUBALHEIRA OU NÓS PARAMOS O BRASIL".
Marco "ace" Pereira
Mc de Funk 
97820296 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Carta Aberta : Manifesto da 2ª Marcha das Vadias

Carta Aberta : Manifesto da 2ª Marcha das Vadias (SLUTWALK)- Salvador/2011



As mulheres saíram às ruas com o objetivo de reafirmar a autodeterminação sobre os seus corpos e para combater a sociedade androcêntrica, que privilegia o discurso masculino, que não empodera as mulheres, as educa a serem tratadas como objeto sexual e a aceitarem em silêncio a impunidade de agressores.

Pela 2a vez saímos na...s ruas de Salvador da Bahia, ocupando o espaço público. Saímos no desfile do 2 de Julho- Independência da Bahia, da Lapinha ao Campo Grande, protestando contra todas as formas de repressão sexual e denunciando todas as formas de violência psicológica, moral, física,sexual e patrimonial, visando desconstruir as manipulações dos discursos hegemônicos dos aparelhos de dominação do Estado de que nós mulheres somos culpadas pelos estupros que sofremos.

Marchamos para combater a violência cometida contra as mulheres no nosso Estado! As estatísticas provam que hoje a Bahia desponta em 3º lugar em violência doméstica, no âmbito nacional e em número de chamadas ao Serviço 180.

Segundo dados da DEAM (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) só no primeiro mês de 2011 foram registrados 733 ocorrências policiais relativos a crimes praticados contra a mulher, isso significa que 22 mulheres, em média, são agredidas diariamente. O que abrange desde ameaças até lesões corporais, espancamentos e estupros. Dado considerado alarmante segundo os órgãos de segurança pública e de saúde.

Marchamos pela efetividade da Lei Maria da Penha 11.340/06, que este ano completa 5 anos de sanção e que precisa ser integralmente aplicada.

A MARCHA DAS VADIAS acontece, porque somos chamadas de vadias todos os dias por usarmos roupas curtas, por transarmos antes do casamento e por lutarmos por respeito, justiça, liberdade e garantia de nossos direitos. Já fomos chamadas de vadias por sermos divorciadas, por simplesmente dizermos “não” a um homem, e ainda hoje somos chamadas de vadias por sofrermos estupro. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.

Chamam-nos de vadias por ousarmos desafiar esta lógica pré-estabelecida há séculos pelo discurso machista dominante, imposta por uma cultura que subordina as mulheres, e moldada sobre os alicerces patriarcais de nossa sociedade. Somos protagonistas basilares das conquistas de todos os nossos direitos e de instrumentos e estruturas políticas importantes de enfrentamento e combate à violência de gênero.

Entretanto, alterar as leis, criar mecanismos de proteção, fazer denúncias ainda não acabou com o “costume” de matar, agredir, humilhar, abusar, explorar suas companheiras, esposas, filhas, irmãs... enfim mulheres e meninas.

Por isso nós marchamos!

Para prevenir a violência, pela igualdade de gênero em todos os espaços, pelo direito à voz e à participação política, pelo capacidade de assumirmos o comando de nossas vidas e de nossos corpos, pela liberdade de ir e vir com segurança, pelo direito de dizer SIM ou NÃO em todas as relações, sem sofrermos qualquer tipo de rotulação, discriminação ou preconceito.

Nós marchamos, pois infelizmente a violência contra as mulheres é um fenômeno mundial e nos atingem em todas as idades, etnias, classes sociais, raças, gerações e nacionalidades. Marchamos por aquelas que sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.

Quais as reivindicações priorizadas pela Marcha das Vadias de Salvador :

Políticas públicas para mulheres;
Descriminalização e legalização do aborto;
Parto humanizado;
Efetivação da Lei Maria da Penha;
Reestruturação e ampliação da casa-abrigo;
Ampliação do orçamento público para atender às mulheres;
Estado Laico (liberdade de crença religiosa);
Proteção às mulheres carcerárias;
Inclusão do kit homofobia nas escolas;
Educação com recorte de gênero para irmos desconstruindo o machismo.
Estamos reivindicando, principalmente, o direito de decidirmos sobre os nossos corpos e sobre a nossa vida. De termos condições materiais, psicológicas, afetivas de sermos mulheres!

Tomaremos as ruas para sermos reconhecidas como MULHERES, como pessoas LIVRES e IGUAIS. Somos fortes, somos donas de nós mesmas, somos capazes. Não importa se nos chamam de vadias ou vagabundas, temos o direito de agir, de nos vestir e de nos expormos do jeito que desejarmos. Somos mães, filhas, irmãs, cidadãs, aprendizes. Somos LIVRES!

E a partir de agora, mexeu com uma; mexeu com todas!

--

 Sandra Muñoz -
8823-9623(Oi) / 92336310 (TIM) / 8312-3258(Claro)
99880623(VIVO)
Ativista - Feminista
Organizadora da Marcha das Vadias (SLUTWALK) Salvador
Articulação Baiana de Mulher e Mídia
Movimento de Lésbicas e Mulheres Bissexuais da Bahia
Nossa luta é todo dia, por um Brasil livre da homofobia / Lesbofobia /Transbofobia
EM DEFESA DO DIREITO DE VIVER COM LIBERDADE E DIGNIDADE!!!!
http://soufeministaeandoporai.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Marcha das Vadias, uma Marcha de Respeito?

para   livre  publicação


 
A Marcha das Vadias, uma Marcha de Respeito?

Toni Reis*

Ontem (16/07) as ruas do centro de Curitiba foram tomadas durante mais de duas horas por uma manifestação inusitada, espontânea, ousada, solidária, ao mesmo tempo ordeira e irreverente, bem humorada mas com uma mensagem muito séria. A “Marcha das Vadias” usou o termo pejorativo com ironia para chamar a atenção para o machismo e pedir o respeito às mulheres e à sua autonomia e o fim da desigualdade, do assédio sexual e da violência que sofrem, dando visibilidade a um problema gravíssimo na sociedade brasileira: a cada 24 segundos uma mulher é vítima de violência e aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano no país. Em Curitiba, segundo a delegacia das mulheres, no ano de 2009 nove mil mulheres registraram queixa de algum tipo de violência. Com certeza, estes números ainda são subnotificados. Não é ficção, é nossa realidade. O Manifesto da Marcha (abaixo) explica os objetivos.

A Marcha das Vadias também vem reafirmando a força das redes sociais na mobilização de movimentos sociais, sindicais, acadêmicos, artísticos, estudantis, políticos, entre outros, no processo do fortalecimento da democracia e da contestação das iniquidades e injustiças sociais. E não só no Brasil, mas internacionalmente.

Tudo começou em janeiro deste ano, quando um policial em Toronto, Canadá, afirmou durante um fórum sobre segurança pública que “as mulheres deveriam evitar vestir-se como vadias (sluts) para que não fossem estupradas.” A indignação com a culpabilização das vítimas do estupro, em vez de uma atitude de repreensão a quem estupra, foi o pontapé de manifestações – a Marcha das Vadias (Slutwalk) – em diversos países e regiões do mundo. No Brasil, a Marcha já passou por nove das principais cidades do país.

Sim, a Marcha das Vadias é uma marcha de respeito. Respeito às mulheres, respeito a todos os seres humanos.

*Toni Reis
Presidente da ABGLT

Manifesto da Marcha das Vadias de Curitiba
“A Marcha de todas as bandeiras”
O Movimento Slutwalk surgiu no Canadá, no início de 2011, e ganhou o mundo levantando a bandeira contra a culpa da mulher em casos de agressão sexual.
Em Curitiba, a organização da Marcha tem gerado calorosos debates. Muitos jovens, mães de família, políticos, têm expressado a compreensão da urgência em se realizar um ato a favor do RESPEITO. O respeito ao outro, personalizado na mulher, na criança - em todas as vítimas de agressão que todos os dias são atendidas em delegacias e hospitais. O respeito à todas as vítimas anônimas, humilhadas, abandonadas e destruídas. Infelizmente a civilidade curitibana não afastou esse fantasma e não podemos mais ser coniventes com todas as formas de desrespeito que presenciamos todos os dias.
Por isso queremos todas as bandeiras na nossa marcha!
• A bandeira da luta contra a violência sexual, a submissão, a exploração do corpo da mulher. A luta contra o conservadorismo que nos diz que, se não quisermos ser estupradas, não devemos provocar.
• A luta contra o moralismo, que nos diz que não podemos usufruir de nossa sexualidade, sensualidade e • O feminismo, renovado, que acolhe as mulheres e orienta na melhor forma de exercer a feminilidade, com força, determinação e respeito.
• A cidadania, que busca a criação de políticas públicas efetivas de proteção aos direitos da mulher, que puna agressores e estupradores.
• O fim do preconceito contra os grupos LGBT, pelo respeito às diferentes formas de orientação sexual.
• A assistência às prostitutas, maiores vítimas de violência e agressão sexual, pelo reconhecimento profissional e por uma condição mais digna, sem exploração.
• O apoio às mulheres agredidas, que tenham a segurança de o Estado irá defendê-las de seus agressores.
Acompanhamos as discussões acerca da dificuldade de ressignificar um termo tão carregado de preconceito, como VADIA, e consideramos que é urgente que todos os nomes pejorativos como puta, biscate, vagabunda, piranha, “mulher fácil” sejam reapropriadas e que a discussão sobre a sexualidade feminina, e tudo o que ela representa, seja pauta política e social.
Se você também não concorda com uma sociedade que aplaude piadas sobre estupro, que segue lideranças que afirmam que, se a mulher foi estuprada, é porque de alguma forma ela consentiu, que banaliza a agressão física, moral e sexual, marche com a gente.
Na “Marcha de todas as bandeiras” traga o seu respeito.
Vista-se como quiser, traga a família, ensine ao mundo que as mulheres devem ser respeitadas.
Diga não à violência!
Por Ana Carolina Lima
 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Carta Manifesto da Marcha das Vadias de Rio de Janeiro – Por que marchamos?

por Rogeria Peixinho, quinta, 30 de junho de 2011 às 20:53
Manifesto
No Rio de Janeiro, marchamos porque apenas nos primeiros três meses desse ano foram 1.246 casos registrados de mulheres e meninas estupradas, uma média de quatorze mulheres e meninas estupradas por dia, e sabemos que ainda há várias mulheres e meninas abusadas cujos casos desconhecemos; marchamos porque muitas de nós dependemos do precário sistema de transporte público do Rio de Janeiro, que nos obriga a andar longas distâncias sem qualquer segurança ou iluminação para proteger as várias mulheres e meninas que são violentadas ao longo desses caminhos; marchamos porque foi preciso a criação de vagões femininos no trem e no metrô para que não fossemos sexualmente assediadas durante o uso desses transportes.
No Brasil, marchamos porque aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano, e mesmo assim nossa sociedade acha graça quando um humorista faz piada sobre estupro, chegando ao cúmulo de dizer que homens que estupram mulheres feias não merecem cadeia, mas um abraço; marchamos porque nos colocam rebolativas e caladas como mero pano de fundo em programas de TV nas tardes de domingo e utilizam nossa imagem semi-nua para vender cerveja, vendendo a nós mesmas como mero objeto de prazer e consumo dos homens; marchamos porque vivemos em uma cultura patriarcal que aciona diversos dispositivos para reprimir a sexualidade da mulher, nos dividindo em “santas” e “putas”, e muitas mulheres que denunciam estupro são acusadas de terem procurado a violência pela forma como se comportam ou pela forma como estavam vestidas; marchamos porque a mesma sociedade que explora a publicização de nossos corpos voltada ao prazer masculino se escandaliza quando mostramos o seio em público para amamentar nossas filhas e filhos; marchamos porque durante séculos as mulheres negras escravizadas foram estupradas pelos senhores, porque hoje empregadas domésticas são estupradas pelos patrões e porque todas as mulheres, de todas as idades e classes sociais, sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.
No mundo, marchamos porque desde muito novas somos ensinadas a sentir culpa e vergonha pela expressão de nossa sexualidade e a temer que homens invadam nossos corpos sem o nosso consentimento; marchamos porque muitas de nós somos responsabilizadas pela possibilidade de sermos estupradas, quando são os homens que deveriam ser ensinados a não estuprar; marchamos porque mulheres lésbicas de vários países sofrem o chamado “estupro corretivo” por parte de homens que se acham no direito de puni-las para corrigir o que consideram um desvio sexual; marchamos porque ontem um pai abusou sexualmente de uma filha, porque hoje um marido violentou a esposa e, nesse momento, várias mulheres e meninas estão tendo seus corpos invadidos por homens aos quais elas não deram permissão para fazê-lo, e todas choramos porque sentimos que não podemos fazer nada por nossas irmãs agredidas e mortas diariamente. Mas podemos.
Já fomos chamadas de vadias porque usamos roupas curtas, já fomos chamadas de vadias porque transamos antes do casamento, já fomos chamadas de vadias por simplesmente dizer “não” a um homem, já fomos chamadas de vadias porque levantamos o tom de voz em uma discussão, já fomos chamadas de vadias porque andamos sozinhas à noite e fomos estupradas, já fomos chamadas de vadias porque ficamos bêbadas e sofremos estupro enquanto estávamos inconscientes, por um ou vários homens ao mesmo tempo, já fomos chamadas de vadias quando torturadas e curradas durante a Ditadura Militar. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.
Mas, hoje, marchamos para dizer que não aceitaremos palavras e ações utilizadas para nos agredir enquanto mulheres. Se, na nossa sociedade machista, algumas são consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. E somos todas santas, e somos todas fortes, e somos todas livres! Somos livres de rótulos, de estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa sexualidade e aos nossos corpos. Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, porque tiveram seus corpos invadidos, porque foram agredidas e humilhadas, tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência é um dos direitos mais básicos de toda mulher, e é pela garantia desse direito fundamental que marchamos hoje e marcharemos até que todas sejamos livres.
Somos todas as mulheres do mundo! Mães, filhas, avós, putas, santas, vadias…todas merecemos respeito!
POR: FB Yone Lidgren 

Marcha das Vadias Rio de Janeiro

Informações sobre a Marcha das Vadias do Rio de Janeiro que acontecerá em 02/07, 14h, Posto 4 de Copacabana.
http://marchadasvadiasrio.blogspot.com/