Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

#Tuberculose nas #Prisoes #CEDUS

  Observatório Tuberculose Brasil TUBERCULOSE NAS PRISÕES Projeto “Como aumentar a detecção de tuberculose na população privada de liberdade” Aprovado pela TB Reach, programa ligado ao Stop TB Partnership da Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como foco a população prisional dos municípios do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Charqueadas (RS) Saiba mais: http://www.brasil.gov.br/saude/2014/09/populacao-carceraria-sera-alvo-de-acao-contra-tuberculose *Nota nossa (Observatório TB): A população privada de liberdade tem um risco 28 vezes maior de adoecimento e óbito por tuberculose do que a população geral. No Rio de Janeiro, a taxa de incidência é 30 vezes superior entre as pessoas presas do que na população geral; em algumas unidades prisionais, um preso em cada 20 tem tuberculose ativa. Um estudo de epidemiologia molecular em 2012, mostrou que cerca de 75% dos casos de tuberculose identificados em uma prisão estavam relacionados não à reativação de infecções latentes, mas sim a infecções recentes, presumidamente adquiridas na prisão, o que demonstra a circulação massiva de cepas do bacilo da tuberculose. O estudo foi realizado pela Secretaria da Administração Penitenciária, em parceria com o Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF) - ambos departamentos da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) - e o Laboratório de Microbiologia Celular do IOC/Fiocruz, em uma unidade carcerária altamente endêmica para a tuberculose, com 1,4 mil presos, no Rio de Janeiro. Os dados do estudo sugerem que, em ambientes confinados e hiperendêmicos, a efetividade de estratégias essencialmente biomédicas (identificação e tratamento dos casos) pode ser muito limitada se não estiver associada à diminuição da superpopulação carcerária e a intervenções que visem melhorar a ventilação e iluminação natural das prisões. No Brasil, onde cerca de 500 mil pessoas estão encarceradas, a tuberculose é altamente endêmica nas prisões. No Rio de Janeiro, a taxa de incidência é 30 vezes superior entre as pessoas presas do que na população geral; em algumas unidades prisionais, um preso em cada 20 tem tuberculose em atividade. O estudo foi publicado no Epydemiology and Infection - Cambrige University Press 2011 e teve o objetivo de avaliar a circulação do Mycobacterium tuberculosis em uma prisão de alta endemicidade. O laboratório de bacteriologia da tuberculose do Centro de Referência Professor Hélio Fraga foi utilizado para realização da cultura para BK, além do teste de sensibilidade das cepas fornecidas para a pesquisa. A Ensp também forneceu a unidade móvel de Raio X do CRPHF, que possibilitou o rastreamento dos casos através de screening radiológico, totalizando 3.372 exames. O trabalho foi coordenado pela responsável pelo Programa de Controle da Tuberculose da Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, Alexandra Sanchez. A partir das constatações iniciais, estudo complementar foi desenvolvido, no âmbito do Projeto Fundo Global Tuberculose - Brasil, pelas mesmas equipes e por arquitetos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, que resultou na edição do Manual de Intervenções Ambientais para o Controle da Tuberculose nas Prisões, editado pelo Depen/Ministério da Justiça e pelo Ministério da Saúde, e na inclusão de recomendações para melhoria da ventilação e iluminação natural das prisões na Resolução nº 9/2011 do CNPCP (Ministério da Justiça), que define as normas para a construção de prisões.   ________________________________________________________________ Roberto Pereira Centro de Educação Sexual - CEDUS SEXUALIDADE – SAÚDE – CIDADANIA   CNPJ: 74055906 / 0001-40 Reg. CMDCA/ RJ: 02/184/ 349  -  Reg. CMAS/ RJ: 0297/00 Utilidade Pública Municipal - Lei 3115 em 03/10/2000 Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro LEI 2947/2005 Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB Membro da Comissão Estadual de Aids e Tuberculose - SES/RJ Membro da Comissão de Aids e Tuberculose do CMS/RJ  Brasil - Rio de Janeiro - RJ Cel: (55.21) 99429-4550 cedusrj@yahoo.com.br - cedus@hotmail.com           __._,_.___ Enviado por: CEDUS Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

domingo, 25 de maio de 2014

#Desabastecimento #TBnoRJTv

Prezados(as), Na quinta e sexta eu o o Carlos Basilia participamos de um evento em Brasília, como o PNCT, e essa questão veio à tona, até porque o problema não foi restrito ao Rio de Janeiro. Depois de inúmeras falas, a equipe da Farmácia do Ministério da Saúde foi convidada a participar e muitos dos problemas que geraram essa situação na ponta, foram explicadas. Deixamos claro, e os próprios técnicos concordaram, que "problemas" acontecem e, mesmo que todos os cuidados para eventuais emergências sejam tomados ( o que nem sempre acontece ), mesmo assim nem sempre o fluxo segue como previsto. Por conta disso solicitamos ao Ministério da Saúde, e por extensão estamos solicitando aos Estados e Municípios, que o diálogo seja sempre tranparente e que, quando situações dessa natureza aconteçam, sejamos imadiatamente informados de forma a contribuir que, na ponto, junto ao usuário final, os impactos sejam os menores possíveis. Não podemos esquecer que quando o problema chega no usuário, perde muito da sua natureza técnica e assume dimensões emocionais. Insegurança, medo, temor, tudo isso pode ser evitado, ou ao menos minimizado, se pudermos trabalhar sempre, cada um na sua esfera de atuação, em parceria e transparência. Bem, ainda esta semana emitirei uma nota com informações solicitadas pela Coordenação do PNCT do Município, onde constarão os canais para informação sobre eventuais problemas no atendimento e dispensação de medicamentos, de forma a que esses cheguem o mais rápido possível ao Programa. Roberto Pereira Centro de Educação Sexual - CEDUS SEXUALIDADE – SAÚDE – CIDADANIA   CNPJ: 74055906 / 0001-40 Reg. CMDCA/ RJ: 02/184/ 349  -  Reg. CMAS/ RJ: 0297/00 Utilidade Pública Municipal - Lei 3115 em 03/10/2000 Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro LEI 2947/2005 Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB Membro da Comissão Estadual de Aids e Tuberculose - SES/RJ Membro da Comissão de Aids e Tuberculose do CMS/RJ  Brasil - Rio de Janeiro - RJ Cel: (55.21) 99429-4550 cedusrj@yahoo.com.br - cedus@hotmail.com           Em Quinta-feira, 22 de Maio de 2014 15:24, "Cazú Barroz Cazu.barroz@bandeirantes.org.br [forumongaids-rj]" escreveu:   Prezados,   Sugiro enviarmos e-mails a SMS/RJ, na ultima reunião da comissão municipal de DST/Aids e TB, Roberto Pereira entregou a comissão, um oficio do forum Estadual de TB, informando sobre a falta de medicamentos no posto de saúde da Rocinha. Sr. Sergio Aquino, da SMS, informou que desconhecia a falta de medicação.   Com esta matéria do RJTV de hoje, acho que agora todos já sabem. Solicitamos providencias.       Atenciosamente,   Cazu Barroz Coordenador Comissão Nacional Programa Saúde do Jovem Federação de Bandeirantes do Brasil E-mail: cazu.barroz@bandeirantes.org.br     De: forumongaids-rj@yahoogrupos.com.br [mailto:forumongaids-rj@yahoogrupos.com.br] Enviada em: sábado, 17 de maio de 2014 13:22 Para: forumongaids-rj@yahoogrupos.com.br Assunto: Re: [forumongaids-rj] Tuberculose no RJTV     recebi o vidio tambem vi na tv ,nem sei como estará por aqui   Estou utilizando a versão gratuita de SPAMfighter para usuários privados. Foi removido 2360 emails de spam até hoje. Experimente SPAMfighter de graça agora! Computador lento? Melhore o seu computador lento

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

#MP encontra remédios contra a #Aids e# Tuberculose vencidos NA Prefeitura do Rio

  Ministério Público encontra remédios contra a Aids e Tuberculose vencidos em depósito da Prefeitura do Rio

Facebook

Publicada em 08/10/2013
  

   Denúncia

  MP encontra toneladas de remédios vencidos em depósito da Prefeitura do Rio
  Medicamentos contra Aids e tuberculose estavam fora da validade.
  Agentes também encontraram vacinas contra tétano e febre amarela.
Toneladas de medicamentos vencidos foram encontrados por agentes do Ministério Público (Foto: Vivian Fernandez / MPRJ / Divulgação)Do G1 Rio
Toneladas de medicamentos vencidos foram encontrados por agentes do Ministério Público (Foto: Vivian Fernandez / MPRJ / Divulgação)
O Ministério Público (MPRJ) flagrou toneladas de medicamentos e equipamentos hospitalares em um depósito da Prefeitura do Rio no Rocha, Zona Norte do Rio, durante uma operação na segunda-feira (7). Entre eles, estão remédios contra tuberculose e Aids e vacinas.
A denúncia chegou ao órgão por meio da Ouvidoria. Entre o material encontrado, estão seringas descartáveis e respiradores hospitalares que poderiam abastecer hospitais e postos de saúde vinculados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de acordo com o Ministério Público. Todos eles estavam fora do prazo de validade.
O MP informou que os medicamentos, comprados pela SMS e pelo Ministério da Saúde, seriam destinados a programas de atenção básica. Além de remédios contra Aids e tuberculose, antibióticos à base de amoxicilina e clavulinato de potássio e vacinas contra febre amarela, tétano e Influenza  também foram encontrados.
Vacinas contra tétano, influenza e febre amarela vencidas foram localizadas, além de remédios contra Aids e tuberculose (Foto: Vivian Fernandez / MPRJ / Divulgação)Os agentes localizaram, também, Talidomida, um medicamento controlado de alto risco, mantido em condições de higiene e conservação insalubres.
Os promotores de Justiça solicitaram ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, que realizasse uma perícia no local. Foi pedida, também, uma investigação do caso à Delegacia do Consumidor (Decon) para apurar a responsabilidade sobre o material, o controle de estoque e o motivo do desperdício.
Por volta das 11h desta terça-feira (8), o Ministério da Saúde apurava o caso. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o galpão do Rocha é utilizado apenas para armazenamento de resíduos sólidos de saúde, ou seja, medicamentos e insumos fora da validade para serem descartados. O órgão informou que o município costuma adquirir remédios e insumos de saúde com margem de segurança para evitar desabastecimento na rede.
Ainda de acordo com a secretaria, há remédios vencidos estocados desde 2010, que devem ser incinerados por norma sanitária. Uma empresa especializada foi contratada por licitação nesta segunda (7) para realizar o serviço.
Parte das caixas com medicamentos e insumos vencidos encontrados numa operação do Ministério Público estadual, em depósito da prefeitura, no RochaVeja a nota da Secretaria de Saúde na íntegra:

"O galpão do Rocha, alvo da vistoria do Ministério Público desta segunda-feira, é usado pela Secretaria Municipal de Saúde exclusivamente para o armazenamento de resíduos sólidos de saúde (medicamentos e insumos fora da validade) para serem descartados. O município adquire medicamentos e insumos com margem de segurança, para não haver risco de desabastecimento na rede. A taxa média de descarte é inferior a 1% e no galpão do Rocha há resíduos sólidos de saúde estocados há pelo menos três anos. Por normas sanitárias, todo esse material deve ser incinerado. Licitação para a contratação de empresa especializada em realizar a incineração aconteceu ontem.

Desde julho de 2012, a Nova Central de Distribuição de Medicamentos e Materiais Cirúrgicos do município funciona em Jacarepaguá, em instalações modernas e com eficiente sistema de logística de armazenagem, controle de estoques, triagem de pedidos, separação, embalagem, expedição e distribuição de medicamentos para as cerca de 330 unidades da rede de atenção municipal. Somente em 2012, 899,4 milhões de medicamentos foram distribuídos para as unidades. Com este novo modelo de gestão, a SMS vem garantindo
a baixa taxa média de descarte de resíduos sólidos de saúde."



Pesquisa e Edição:

Carlos Basília
Fórum ONGs Tuberculose RJ
Observatório Tuberculose Brasil (OTB/ENSP)
Instituto Brasileiro de Inovações em saúde Social - IBISS

Conheça nosso trabalho de Advocacy, Comunicação e Mobilização Social

Frente Parlamentar Nacional de Tuberculose (Congresso Nacional)


Campanhas de tuberculose:

Notícia:

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Informe ENSP: Controle de Estado brasileiro inibe participação na saúde

 VIA FONAIDS
Filipe Leonel

O "fordismo tardio brasileiro" impulsionado pelo governo Lula, a partir de 2005, promoveu a inclusão social pelo consumo, não pelo direito ou pela ação política, segundo o sociólogo Rudá Ricci. Em sua análise, esse modelo de estrutura estatal reduz os espaços de oposição - o que remete ao controle das mobilizações e resistências sociais, assim como das articulações sociais para ampliar direitos. Tal estratégia, de acordo com ele, que integrou a mesa Os movimentos sociais participam das políticas de saúde?, durante a semana comemorativa dos 59 anos da ENSP, na quarta-feira (4/9), pode justificar a resposta negativa ao tema proposto pelo evento. A atividade foi coordenada pelo pesquisador Eduardo Stotz e contou com o psicólogo e ativista social Carlos Basília.
 

Ao fazer uma leitura das discussões propostas ao longo da semana Sergio Arouca, o coordenador da mesa destacou o encontro de gerações promovido pelos que participaram do movimento da Reforma Sanitária com a nova geração que está nas ruas do país. Stotz apresentou um balanço autocrítico, no qual constatou que o Sistema Único de Saúde não está mais em construção. Tal diagnóstico, na opinião dele, aponta para os desafios do presente e para o vínculo que deve ser estabelecido com as lutas sociais em curso. "As duas gerações se encontram no mesmo pé diante dos impasses e desafios do sistema. Temos de reinventar caminhos para essa situação, sem, necessariamente, nos prendermos ao conhecimento acumulado."

As recentes manifestações de junho de 2013 recriaram uma série de condições para se refletir a respeito do papel dos movimentos sociais e sua relação com a saúde, segundo Rudá Ricci. Mestre em ciências políticas e doutor em ciências sociais, ele comparou as mobilizações do século XX, caracterizadas pela predominância do coletivo e da participação ativa em prol de uma causa ou organização política, com a situação atual: reconhecida pela preservação da individualidade. “As manifestações de junho foram pluriclassistas, não expressaram interesse de classe. Foram lideradas por jovens de 25 a 30 anos, de classe média tradicional, mas que contaminaram a população brasileira inteira”, admitiu.

A emergência do poder e da capacidade de expressão popular ganharam destaque na década de 1980. Houve uma espécie de “poder simbólico da população”, que, de acordo com o palestrante, não se traduziu em uma reforma de estado. “Havia o discurso de que queríamos uma revolução, mas não se discutia que estado novo era esse e qual seria o subproduto dessa revolução. E pagamos caro por isso nos anos 1990”, refletiu.

A experiência do SUS deve ser universal

Uma revolução importante nessa época, mas que se espelhou na estrutura do estado burocrático brasileiro, foi a Reforma Sanitária. Apesar de enaltecer a participação dos movimentos populares na criação do SUS, Ricci deixou claro o papel dos sanitaristas – “que não mobilizavam a massa” – na Reforma. “Nos anos 1980, tínhamos a condição de ir além na construção de um novo Estado, mas, por incapacidade de formulação, ou por estarmos embebidos numa lógica ativista, não demos o salto que necessitávamos. Alguns setores conseguiram isso, como foi caso do SUS. Não era hora de falar só da saúde. Era o momento de falarmos de um sistema único de educação, de sistema de assistência social, das estruturas de gestão pública e territorial, mas ficamos só na saúde. O problema é que a gente se espelhou na estrutura de estado burocrático brasileiro.”

E completou: “Estamos atrasados. Não há conversa com a educação ou com a assistência social. De fato, queremos radicalizar a experiência da saúde, mas não entendemos que devemos radicalizar é a democratização da gestão da política pública no Brasil. Não só da saúde! A experiência adquirida no movimento sanitário tem de ser, de fato, universal, não de uma área apenas. Mas não conseguimos ir muito além do nosso quadrado.”
 

O sociólogo disse que os jovens das manifestações de junho se revelaram o oposto da nova geração de gestores públicos, que se inspiram em práticas empresariais, não fazem política e não sabem negociar ou mediar conflitos. “Os jovens das manifestações de junho ignoram o campo institucional e rejeitam a política como profissão”. No entanto, o estrato da população que conseguiu a inclusão social pelo consumo é absolutamente conservador nos seus valores. “As lutas populares hoje são de elite. As pesquisas qualitativas dos últimos cinco anos revelam que são fundamentalistas, não gostam de sindicato e até na religião são utilitaristas. Já a parcela que subiu de renda tem um histórico familiar de pobreza e exclusão. Não possuem noção de direito. O direito é universal; o interesse é coletivo; e a necessidade é individual. Eles, no máximo, atingem a noção de interesse. Por que não tiveram a herança dos anos 1980? Porque o governo lulista abdicou de fazer um debate ideológico.”

Após essa constatação, Ricci afirmou que justificaria o porquê de os movimentos não discutirem o SUS. Antes disso, classificou o governo lulista como um estado fordista fora de hora. “Foi o único governo desde a redemocratização que gerou renda e melhoria no consumo, e isso justifica o voto”, disse. Para ele, o desenho do fordismo lulista mantém o Estado como financiador e orientador do capital e sustentação do mercado interno, introduz o financiamento de organizações populares e de representação de massas e reduz os espaços de oposição. “O Estado entra nos poros da população e engessa a nossa capacidade de pensar o todo”, finalizou.

O psicólogo e coordenador técnico da área de tecnologia social do Observatório TB Brasil, Carlos Basília, disse ter dúvidas sobre até quando as manifestações provocarão uma mudança no cenário político brasileiro. Para ele, no primeiro momento, houve um susto em relação ao movimento, mas já há uma acomodação.

Na opinião de Carlos, que é componente do Fórum de Movimentos Sociais da ENSP, vários elementos de indignação envolvendo corrupção de políticos, o descaso com a população e a falta de ética dos governantes motivaram as reações. “São vários os elementos de indignação. A sociedade civil não se vê representada pelos seus governantes. A ética foi colocada abaixo. Vivencio hoje a luta por fazer valer os princípios válidos na Reforma Sanitária. Vivemos uma crise de participação.”
 
 


Roberto Pereira
Centro de Educação Sexual - CEDUS
SEXUALIDADE – SAÚDE – CIDADANIA
 
CNPJ: 74055906 / 0001-40
Reg. CMDCA/ RJ: 02/184/ 349  -  Reg. CMAS/ RJ: 0297/00
Utilidade Pública Municipal - Lei 3115 em 03/10/2000
Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro LEI 2947/2005
Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ
Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB Brasil

Rio de Janeiro - RJ
Cel: (55.21) 9429-4550 -cedusrj@yahoo.com.br

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Secretário admite aumento de 30% nos casos de tuberculose no Rio


Conforme temos recorrentemente denunciado, o secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, confirma o aumento dos casos de tuberculose no município do Rio de Janeiro.

 Rio -  JORNAL DO BRASIL

rocinha.jpgSecretário admite aumento de 30% nos casos de tuberculose no Rio
Morre de tuberculose menina de 14 anos, filha do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que se encontra preso em Bangu
A incidência da doença na Rocinha reflete o aumento de casos na capital do estado.

Além da Rocinha, bairros como Bangu, Caju e Campo Grande lideram as estatísticas da doença.

O município do Rio é responsável por mais da metade do número de casos da doença no estado.

O Estado do Rio de Janeiro lidera o desonroso ranking nacional com a maior incidência da doença (70/100 mil) o dobro da média nacional (37,7 casos por 100 mil habitantes) e o maior número de óbitos, com 900 mortes /ano, mortes anunciadas que poderiam ser evitadas, não fosse o descaso do poder público.


Em março desse ano, por conta do dia mundial de luta contra a tuberculose, participamos de uma matéria especial sobre tuberculose no programa Balanço Geral da TV Record, e de uma audiência pública na câmara de vereadores, onde apresentamos o dramático quadro de uma epidemia concentrada da doença em diversas áreas do município e estado do Rio.

Clique nas imagens abaixo para ver os vídeos/reportagens:

MiniaturaMiniatura 






16/11 Íris Marini
Em pleno século XXI, há um aumento da ordem de 30% no número dos casos de tuberculose na cidade do Rio de Janeiro, como admitiu o próprio secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann. A secretaria, contudo, evita dar números de atendimentos e tenta omitir o problema apresentando os registros da taxa de cura que obtém. Ela apresenta queda: foi de 72,10% em 2010; caiu para 71,90% em 2011; e este ano, segundo dados do secretário Dohmann, anda pela faixa dos 53,70%. Ou seja, a cura diminuiu em quase 20 pontos percentuais. Mas o secretário diz, otimistamente, que chegará aos índices de 2011.
O problema, segundo lembra a vereadora Andrea Gouvêa Vieira, que questionou Dohmann em audiência pública na Câmara dos Vereadores, no dia 22 de outubro, exacerba-se na Rocinha por conta das péssimas condições de vida dos moradores. “Na Rocinha, há o foco principal da doença e no Caju, o segundo maior foco. O perigo da tuberculose e o fato de todos ali estarem em risco é muito pouco percebido na Rocinha. Há falta de ventilação, muita umidade, péssimas condições sanitárias, enfim, qualidades propícias para a disseminação da tuberculose”, explica Andrea, atualmente licenciada do PSDB e em final de mandato.
Ela ainda critica as autoridades municipais por esconderem o assunto: “Gastou-se um dinheirão para propagandear as clínicas da família e não se gastou um tostão para mostrar à população a gravidade da tuberculose, como se tratar, onde procurar ajuda, entre outras orientações. É preciso divulgar esses números para a população, porque um aumento de 30% é muita coisa”, alerta a vereadora.
A secretaria Municipal de Saúde admite que a Rocinha ainda possui umas das maiores incidências de tuberculose no município, mas diz que ela está em terceiro lugar depois dos bairros Bangu (primeiro colocado) e Campo Grande (em segundo lugar). Até 2010, a favela liderava o índice de infestação não apenas no estado, mas em todo o país, atingindo a marca de 300 casos de tuberculose para cada 100 mil habitantes.
Um óbito na favela
Apesar de as autoridades dizerem que a Rocinha vem apresentando queda do número de doentes, conforme o Jornal do Brasil adiantou na semana passada, é na favela que o Ministério da Saúde espalhou outdoors e cartazes alertando à população: “Tuberculose: Tosse por mais de três semanas é sinal de alerta. Procure uma unidade de saúde".
A secretaria admite que ali ocorreu uma morte, sem fornecer detalhes. Segundo informou a colunista Anna Ramalho, trata-se de uma menina de 14 anos, filha do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que se encontra preso.
A assessoria da secretaria informa também que, de janeiro a junho deste ano, nas três unidades municipais de saúde da Rocinha, CMS Albert Sabin, Clínica da Família Maria do Socorro Sousa e Silva e Clínica da Família Rinaldo De Lamare, registraram-se 160 casos de tuberculose, dos quais 93 foram considerados curados, 48 permanecem em tratamento nestas unidades e outros 19 estão sendo atendidos em outros locais. De acordo com os dados oficiais, em 2010 o total de casos no bairro foi de 355 e, em 2011, de 261. 
Aumento dos casos
Na audiência, segundo explicou Andrea, Dohmann “comemorou” o índice de cura, dizendo que ele chegará a 75% este ano e mantendo uma meta de 82% para 2013. “É importante às pessoas terem ciência de que a incidência nos últimos quatro anos na cidade caiu de 97,5 em cada 100 mil pessoas para 73,9 nas mesmas 100 mil pessoas. Uma redução de 24% em função da prevenção. Agora se faz o diagnóstico. Nós já devemos fechar esse ano com uma taxa de cura acima dos anos anteriores. A previsão é de que seja perto dos 75%. Por isso, mantemos a previsão de 82 para o ano que vem”, frisou o secretário na audiência pública.
Mas, quando Andrea questionou-o diretamente se havia ou não aumentado o número de doentes na cidade, a resposta foi direta: “Aumentou em 30%”. Replicando a informação a vereadora agradeceu a franqueza do secretário: “Aumentou em 30%. Obrigada”.
Pouca informação
População ainda desconhece a doença
Apesar dos avisos espalhados pelas ruas e vielas da maior favela da Zona Sul do Rio – 69 mil habitantes distribuídos em 25 mil domicílios, pelos dados do censo de 2010 do IBGE, ou cerca de 180 mil pessoas, segundo as associações de moradores - depara-se facilmente com quem confessa sequer saber da existência da doença na região.
Nunca ouvi falar nisso aqui na Rocinha não. Moro na altura do número 407, da Estrada da Gávea, mas o que acontece é que o bairro é muito grande. Pode ser que aqui não tenha, mas que em outra área exista. Não dá para saber”, contou o morador, que preferiu não se identificar. 
Outros, porém, admitem até conhecer quem sofreu com o problema. Há mais de 30 anos na comunidade, o casal Antônio Carlos e Leuda Carlos tem parentes que foram acometidos pela doença. “Nossa sobrinha, de 35 anos, teve tuberculose há uns dois anos. Ela quase morreu. Descobriu muito tarde e já estava com água no pulmão, que tiveram de furar para retirar. Ela foi encaminhada pela clínica de saúde da Rocinha imediatamente para a Santa Casa, no Castelo, onde ficou internada por 15 dias”.
Eles não escondem que a questão é conhecida na região: “Essa é uma situação terrível aqui no bairro. Qualquer pessoa que você parar aqui na Rocinha tem, já deve ter tido tuberculose ou, pelo menos, conhece alguém que teve ou tem”, afirmaram.
Maria, que preferiu omitir o sobrenome, contou que foi UPA do bairro na sexta-feira passada (9) e, ao se queixar de coceira na garganta e tosse, que ela acredita ser apenas uma alergia, foi orientada ao fazer o exame de escarro. “Eu fui à UPA na sexta-feira, não tinha médico e nem vaga para marcar consulta. Fui atendida pela enfermeira da unidade que mal me ouviu e já me pediu que fizesse o exame de escarro. Não confio em enfermeira. Como eu ia fazer exame de escarro, se nem secreção eu tenho. Ela disse que aqui (Rocinha) está tendo muito casos de tuberculose e que era bom que eu fizesse o exame, mas não fiz e nem vou fazer”, explicou. 
 
Pesquisa e Edição:

Carlos Basília
Fórum ONGs Tuberculose RJ
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Advocacy em tuberculose:(VIA FB CARLOS BASÍLIA)


Advocacy em tuberculose: Parlamentar cobra de...
Carlos Basilia 22 de Agosto de 2012 12:50
Advocacy em tuberculose:

Parlamentar cobra de candidatos as prefeituras no estado do Rio compromisso com tratamento da tuberculose.

O presidente da Frente Parlamentar de Combate à Aids e Tuberculose, deputado Gilberto Palmares, elaborou um documento com dez itens, que será entregue aos candidatos às prefeituras do estado. O Rio de Janeiro tem a maior incidência da doença no Brasil.

Na luta por conseguir que o tratamento da tuberculose tenha maior prioridade das autoridades, o deputado estadual Gilberto Palmares conseguiu que os indicadores da doença sejam incluídos entre as informações a serem analisadas para medir os resultados do programa “Renda Melhor”, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. “Este programa visa acabar com a pobreza extrema no estado,

Palmares lembrou que a questão da tuberculose não é apenas de saúde, mas intersetorial, uma vez que é preciso melhorar as condições de habitação dos doentes e fornecer meios para que estes não abandonem o tratamento, como vale transporte e cestas básicas. Ele lembrou que apesar da tuberculose ser um problema gravíssimo no Rio, muitos parlamentares da área de saúde não estão envolvidos no combate à doença e conclamou todos os parlamentares a se engajarem nessa luta.

ASSISTA AO VÍDEO:

http://www.tvalerj.tv/PlayMediaInPortfolio.do?mediaId=13314

sábado, 7 de julho de 2012

Sociedade Civil pede mais transparência na LDO 2012

Sociedade Civil pede mais transparência na elaboração da LOA 2013

Organizações da sociedade civil, entre elas o Inesc, participaram, nesta segunda-feira, 02/05, de reunião com a Secretaria Geral da Presidência da República e com Secretaria de Orçamento Federal (SOF). As entidades debateram com o governo as mudanças que serão aplicadas no orçamento 2013.

Sociedade Civil pede mais transparência na elaboração da LOA 2013As entidades estão insatisfeitas com medidas recentemente adotadas pelo governo federal para modificar a estrutura de elaboração do projeto de Lei Orçamentária para 2013. As mudança ajudarão a diminuir a transparência e dificultarão o monitoramento da execução orçamentária.

Por este motivo, elas se uniram para elaborar uma carta em prol da democratização do processo orçamentário. O documento foi assinado por mais de 100 organizações e entregue para Paulo Pimenta, deputado federal e presidente da Comissão Mista de Orçamento. O deputado foi o responsável pela articulação do encontro.
Durante a reunião, a SOF apresentou a proposta de revisão do Cadastro de Ações para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2013 com o objetivo de esclarecer os seguintes pontos: as mudanças na estrutura do Cadastro de ações orçamentárias, os conceitos que embassam a modificação, o que se pretende alterar na programação dos Órgãos e as ações inovadoras no orçamento federal.
Algumas das reivindicações apresentadas pela sociedade civil foram a busca por mais transparência e a publicação das modificações feitas no orçamento, com objetivo de torná-lo acessível para sociedade.
Ao final do encontro, ficou acordado que as entidades enviarão propostas concretas para a SOF até sexta-feira, 06/07. Na próxima semana a SOF comunicará as organizações quais as propostas foram incorporadas.
Nathalie Beghin, coordenadora da assessoria política do Inesc, e Eliana Graça, assessora política do Inesc, estiveram no evento. Alexandre Ciconello, assessor político do Inesc, representou a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong).



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Carlos Basília
Fórum ONGs Tuberculose RJ
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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Não há mais casos suspeitos de TB:

Não há mais casos suspeitos de TB: Mudando a forma como falamos sobre a tuberculose



Prezad@s,
                                                                                                                            
Segue matéria do Stop TB Partnership, movimento global de luta contra a tuberculose, se posicionando contra a utilização de palavras, conceitos e expressões de caráter estigmatizante e discriminatório, utilizados no combate à tuberculose.

Em agosto de 2010, durante o 1º Seminário “Tuberculose, Cidadania e Direitos Humanos: Refletindo sobre deveres para afirmação dos direitos das pessoas com Tuberculose”, promovido pelo PNCT, nós apontamos a utilização de linguagem discriminatória na terminologia biomédica utilizada pela tuberculose, a recomendação da substituição dessas expressões e a necessidade de uma relação mais humanizada no trato aos pacientes TB.

Clique aqui https://acrobat.com/app.html#d=6d5dyn2dC7iZ5lpEQNdZeg para ver a apresentação em Power Point.

estigma.jpgNão há mais casos suspeitos de TB:  Mudando a forma como falamos sobre a tuberculose

Maio 15, 2012 / Paris, França - 'faltosos' As palavras, "suspeito" e "controle" foram parte da linguagem da tuberculose (TB) de serviços por muitas décadas, e continuam a ser usado nas diretrizes internacionais e da literatura.

O efeito prejudicial da linguagem negativa como é detalhado por peritos em TB de todo o mundo em um artigo na edição de junho da Revista Internacional de Tuberculose e Doenças Pulmonares, "Linguage nos serviços de tuberculose: podemos mudar a terminologia centrada no paciente e parar o paradigma de culpar os pacientes? "

Os autores descrevem como os termos de julgamento, como se referindo a uma pessoa que pode ter tuberculose como um "suspeito TB" pode poderosamente influenciar atitudes e comportamentos em todos os níveis - de pacientes que inibem a procurar tratamento  e para moldar a forma como os decisores políticos encaram o desafio de enfrentamento da doença. Eles chamam a Parceria Stop TB para liderar as discussões sobre esta questão e fazer uma mudança.

"Do ponto de vista do paciente, esses termos são na melhor das hipóteses inadequadas, coercivas e incapacitante", diz o autor Dr. Rony Zachariah de Médicos Sem Fronteiras. "Na pior das hipóteses, eles podem ser percebidos como julgamento e criminalização".
O artigo também observa que a conotação fortemente negativa de palavras como 'faltosos' e 'suspeito' tendem a colocar a culpa pela doença e / ou a responsabilidade por resultados adversos do tratamento de um lado - o dos pacientes.
Reunindo as opiniões dos autores e instituições de África, Ásia, América Latina, Europa e no Pacífico, o artigo propõe que os termos atuais sejam substituídas por termos não-julgamento e centrada no paciente.
Por exemplo, 'suspeito TB' o termo poderia ser substituído por "pessoa com TB presuntivo" ou "pessoa a ser avaliada para a tuberculose", e um 'abandono' poderia ser referido ao contrário, como uma 'pessoa perdeu o acompanhamento do tratamento.

E, finalmente, que o termo «controle», o que não é utilizado em referência a outras doenças infecciosas igualmente problemáticas: poderia ser substituído com o mais apropriadamente descritiva 'prevenção e tratamento' ou simplesmente
eliminação.

O Stop TB Partnership e a Organização Mundial de Saúde responderam positivamente a esta chamada à ação como necessária para construir sobre a Carta dos pacientes para o Tratamento da Tuberculose, publicado em 2006, bem como as metas traçadas no Plano Global do Stop TB 2011 - 2015.

O mesmo problema IJTLD inclui um editorial pela Stop TB da Secretária Executiva Dr. Lucica Ditiu e o Vice-Presidente do Conselho de Coordenação da Parceria Blessina Kumar. "Tratamento da Tuberculose: por que o assunto seja", descreve o artigo como cristalizando um problema de longa data e fortemente concorda que a linguagem tem "o poder de transformar a maneira como as pessoas pensam e se comportam".
A Organização Mundial de Saúde também comentou que eles estão trabalhando em definições recomendadas de casos de TB e resultados de tratamento, e que a entrada dos autores serão considerados nesse processo. As suas recomendações finais são esperados até o final de 2012.

Clique aqui para ler o artigo:     http://www.ingentaconnect.com/content/iuatld/ijtld/2012/00000016/00000006/art00003
Clique aqui para ler o editorial: http://www.ingentaconnect.com/content/iuatld/ijtld/2012/00000016/00000006/art00001


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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rio+20, movimentos sociais na Rio+20, recusaram convite #Rio+20



http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSRUysBMvSO2sqabtTkq8irSUwH6tZhlT-cwNFYr8dLqgsgvt2ITQ

Em uma carta divulgada anteontem, os organizadores da Cúpula dos Povos, fórum que congregará ONGs e movimentos sociais na Rio+20, recusaram o convite para participar dos Diálogos.

A convocação pelo governo brasileiro de painéis de especialistas para darem sugestões de ação aos chefes de Estado na Rio+20 causou irritação nos ambientalistas.
Acusando o Itamaraty de ter definido tudo "de cima para baixo", as ONGs declararam uma espécie de boicote aos chamados Diálogos sobre o Desenvolvimento Sustentável, que o governo considera a maior inovação da cúpula.

Os diálogos consistirão de dez painéis formados por acadêmicos, empresários e representantes de povos indígenas, entre outros.

Eles discutirão uma dezena de temas: oceanos, segurança alimentar, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza, desenvolvimento sustentável e as crises econômicas, energia, água, padrões de produção e consumo, cidades sustentáveis, emprego e florestas.

Os diálogos ocorrerão entre 16 e 19 de junho. Depois disso, cada painel levará aos líderes reunidos no Rio de 20 a 22 de junho três sugestões de ações a serem implementadas pelos países.

Entre os participantes já confirmados estão o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, a "mãe" do conceito de desenvolvimento sustentável, Gro Harlem Brundtland, o embaixador brasileiro Rubens Ricupero, o economista Jeffrey Sachs e a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson.

'REVOLUCIONÁRIA'
O Itamaraty diz que a ideia é "revolucionária", pois permitiria contornar o impasse tradicional entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento. Na semana passada, foi aberto na internet (www.riodialogues.com ) um processo de consulta pública sobre os temas a serem tratados pelos diálogos.

A ideia é levar dez recomendações a cada painel, que escolherá por votação as três mais relevantes. Segundo um diplomata brasileiro, será a primeira vez na história das Nações Unidas que uma declaração internacional terá a contribuição de atores não estatais -ainda que o resultado não vá ser formalmente adotado pela Rio+20.

Organizações da sociedade civil, porém, têm outra visão. "Os Diálogos, como estão desenhados até agora, são uma oportunidade perdida", afirmou à Folha Aron Belinky, da ONG Vitae Civilis.
Em uma carta divulgada anteontem, os organizadores da Cúpula dos Povos, fórum que congregará ONGs e movimentos sociais na Rio+20, recusaram o convite para participar dos Diálogos.
Segundo a carta, o formato do debate indica "de forma inequívoca que os diálogos e seus resultados serão controlados pelo governo".

O coordenador dos Diálogos no Itamaraty, Júlio Bitelli, diz que as críticas derivam do desconhecimento "da mecânica" do processo. "O exercício não é duplicar a Cúpula dos Povos", afirmou. "Os Diálogos entram numa dobra entre a cúpula e o processo intergovernamental. Se tentarmos transformá-los em uma coisa ou em outra, isso mata a natureza deles."

http://f.i.uol.com.br/folha/ciencia/images/12124804.jpeg

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Carlos Basilia
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