Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cacau ‘nova droga’ #festasEletrônicas por Veja: Da redação

Cacau é a ‘nova droga’ das festas eletrônicas
Veja: Da redação

O cacau, consumido em forma de bebida, cápsula e até mesmo pó, tem sido usado em festas na Europa e nos Estados Unidos como um estimulante natural

O cacau é a nova droga recreativa da vez. De acordo com o site de notícias americano Ozy, a substância tem sido usada em festas eletrônicas onde o consumo de bebidas alcoólicas não é permitido, como a Lucid, realizada mensalmente em Berlim, na Alemanha. De acordo com seus usuários, a ingestão de cacau – na forma de pílula, bebida e até mesmo via nasal – excita o cérebro e provoca sensação de energia e disposição.

Na Lucid, o cacau amargo balinês é servido em bebidas misturadas com mel, xarope de agave e canela. Já a Morning Gloryville, uma empresa que organiza festas nos Estados Unidos e na Europa, abastece seus bares com bebidas à base de cacau e com a substância em cápsulas. A forma mais curiosa — ou estranha — de consumir o cacau é via nasal. O produto em pó pode ser encontrado na loja do belga Dominique Persoone. Ele inventou um dispositivo que ajuda a “inalar” o alimento, além de ter criado uma mistura inédita da substância com menta e gengibre.

Segundo os defensores, o cacau cru, além de ser uma substância lícita em todas as partes do mundo, é muito mais potente do que se imagina. Ele desencadearia uma onda de endorfina na corrente sanguínea, aumentando a sensação de euforia. Em seguida, o cacau reduziria a tensão corporal ao promover o relaxamento muscular. Além disso, a substância é cheia de flavonoides que,  de acordo com um estudo publicado recente no periódico científico American Journal of Clinical Nutrition, responsáveis por aumentar a circulação sanguínea e estimular o cérebro. Outra vantagem descrita pelos adeptos: ao contrário de outras drogas, o cacau não distorce a realidade. De acordo com Ruby May, organizadora da Lucid, ele apenas “amplifica” a experiência musical.

Por outro lado, segundo Catherine Kwik-Uribe, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Mars Symbioscience, empresa de tecnologia dedicada ao desenvolvimento de produtos com base científica,  embora o cacau puro contenha certos compostos que melhoram o humor, como a anandamida e feniletilamina, a quantidade deles na substância seria tão baixa que não teria qualquer influência direta sobre o humor. Ou seja, os efeitos “entorpecentes” citados seriam apenas um placebo.


domingo, 6 de maio de 2012

Descoberta pode abrir caminho para novo tipo de antibiótico

Inibição da proteína que permite a evolução de infecções bacterianas pode ser o passo inicial no desenvolvimento de remédios que substituam os antibióticos

Infecção bacteriana: a proteína calpaína, envolvida no processo de infecção, pode ser a solução para tratamentos sem uso de antibióticos
Infecção bacteriana: a proteína calpaína, envolvida no processo de infecção, pode ser a solução para tratamentos sem uso de antibióticos (Thinkstock)
Pesquisadores da Universidade de Manchester descobriram uma proteína celular que pode levar ao desenvolvimento de medicamentos alternativos aos antibióticos. Segundo estudo publicado no periódico PLoS ONE, a desativação da proteína celular calpaína faz com que seja possível evitar o avanço de infecções bacterianas – o que evitaria o uso de antibióticos. A terapia poderia, assim, ser uma segunda opção em casos onde o uso em demasia de antibióticos levou à resistência.

Saiba mais

Listeria 
O gênero Listeria contém sete espécies, sendo aListeria monocytogenes uma das mais conhecidas. A bactéria intracelular é uma das responsáveis por causar a listeriose, uma séria infecção alimentar que afeta principalmente idosos, grávidas e recém-nascidos. Entre os principais sintomas estão dor muscular, que pode ser precedida de diarreia ou outro sintoma grastrointestinal, febre e dores de cabeça. 
O estudo analisou a Listeria, um grupo de bactérias que é potencialmente letal em humanos. Descobriu-se, então, que essas bactérias conseguem manter uma infecção no corpo humano quando "pegam carona" na proteína calpaína. "As bactérias produzem uma série de substâncias químicas que as permitem invadir um hospedeiro e, por consequência, começar uma infecção", diz David Brough, coordenador da pesquisa.
De acordo com o especialista, a produção desses produtos químicos depende de uma série de fatores, como o tipo específico da bactéria, quais são os hospedeiros e se a infecção acontece dentro ou fora de uma célula. "Investigamos o crescimento da Listeria, uma bactéria patogênica que cresce dentro das células", diz Brough. Um passo essencial para o crescimento da bactéria e, assim, o da infecção, é a sua habilidade de se mover de dentro de um compartimento de uma célula para outra.
"Descobrimos que, para que esse tipo de bactéria se mova entre as células e cresça, a proteína calpaína da célula hospedeira precisa ser explorada. Sem a calpaína, a bactéria não pode se mover e, assim, não consegue crescer", diz Brough. Segundo ele, a descoberta abre possibilidades para o desenvolvimento de remédios que ajam diretamente nessas proteínas, bloqueando o curso das infecções, "o que poderia levar a uma redução na necessidade de antibióticos."

Fonte - Veja

 
Red Ribbon Grupo Apoio Soropositivos      
 
 
Renato da Matta
Valeria Saraiva
 
Moderadores

Terapia genética se mostra eficaz contra o HIV, mesmo 11 anos depoi

Pesquisa mostra que tratamento é seguro no longo prazo e que pode ser usado no futuro para combater outras doenças, como o câncer

Células T
Os pesquisadores encontraram as células T alteradas geneticamente no sangue de 98% dos voluntários. (Divulgação)
Mais de uma década depois de receber a terapia genética, um grupo de pacientes com HIV está saudável, sem sofrer com nenhum efeito colateral do tratamento. Mesmo assim, eles ainda têm de tomar medicamentos antirretrovirais. Esse é o resultado de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, que pretendeu medir a segurança da terapia genética no longo prazo. 

Saiba mais

ANTIRRETROVIRAIS 
Esse grupo de medicamentos surgiu na década de 1980 e atua no organismo impedindo a multiplicação do vírus. Eles não matam o HIV, mas ajudam a evitar que ele se reproduza e enfraqueça o sistema imunológico da pessoa infectada. Por isso, seu uso é fundamental para prolongar o tempo e a qualidade de vida do portador de Aids. 
TERAPIA GENÉTICATratamento que busca alterar o DNA de uma determinada célula, em busca de um resultado benéfico para a saúde de um paciente. Para isso, os cientistas precisam inserir um gene no núcleo da célula e fazer com que substitua outro, que na maioria das vezes está disfuncional. Os pesquisadores costumam usar como veículo desse gene um vírus ou retrovírus, pois esses vetores conseguem alterar o material genético de seu hospedeiro. Dentro da célula, o novo gene passa a fazer parte de seu DNA, e pode ser usado para tratar alguma doença.
Não existe nenhuma cura para o HIV, mas cada vez mais os cientistas buscam terapias capazes de manter o vírus sob controle por longos períodos de tempo, para que os pacientes não tenham que tomar remédios diariamente. Um dos mais promissores desses tratamentos é a terapia genética, que poderia melhorar o desempenho do sistema imunológico do paciente contra o HIV. Por meio de um retrovírus modificado os cientistas poderiam causar mudanças no DNA das células de defesa dos pacientes e ajudá-las a enfrentar a doença. No entanto, os primeiros testes com esse tipo de procedimento não foram animadores – parte dos voluntários desenvolveu leucemia com o passar do tempo. 
Agora, a equipe de cientistas analisou a saúde de 43 voluntários em três pesquisas feitas há 11 anos. Cada um deles recebeu versões geneticamente alteradas de suas próprias células T, glóbulos brancos extremamente importantes no sistema imunológico. Usando vetores retrovirais, cientistas fizeram com alguns genes dessas células fossem trocados. Assim, elas passaram a ser capazes de reconhecer o vírus da AIDS e atacar células infectadas com ele. 
Os pesquisadores perceberam que, 11 anos depois, todos os voluntários estavam saudáveis, apesar de ainda enfrentar o HIV. As células imunológicas geneticamente modificadas ainda estavam presentes em 98% deles. "Estão todos saudáveis", disse Carl June, coordenador do estudo. A pesquisa foi publicada na revista Science Translational Medicine
O resultado mostrou que nem todas as terapias genéticas com vetores retrovirais são tóxicas ao corpo. Outros fatores, como o tipo de gene usado e a célula alvo do tratamento, podem ser responsáveis pelos casos anteriores de leucemia. Segundo os pesquisadores, isso deve levar a mais pesquisas na área, e ao desenvolvimento de novos tratamentos com terapia genética para enfrentar outras doenças, como o câncer. 


Fonte - Veja


 
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Renato da Matta
Valeria Saraiva
 
Moderadores

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

SILICONE RUIM, LIÇÕES BOAS Veja - 10/01/2012

SILICONE RUIM, LIÇÕES BOAS
Veja - 10/01/2012
As próteses adulteradas por fabricante francesa são caso de polícia, mas devem servir para lembrar que o aumento cirúrgico dos seios não é banal como uma ida ao cabeleireiro 
São de arrepiar as palavras de cirurgiões plásticos que já operaram mulheres envolvidas no caso do silicone adulterado da fabricante francesa PIP. "Fiquei assustado com o estrago que fez nas pacientes. Os tecidos ficam muito inflamados e o trabalho para fazer a troca depois de uma ruptura como a da PIP é muito maior", diz Aristóteles Scipioni, cirurgião plástico de Florianópolis que fez a substituição de próteses mamárias em duas mulheres, operadas originalmente por outros médicos. "Colocar uma nova prótese sobre tecido tão fragilizado é muito mais difícil". Alan Landecker, especialista de São Paulo, explica como o silicone impróprio para uso médico age sobre o corpo humano quando a prótese se rompe e o produto vaza. "Ele tem consistência bem mais líquida do que o material de outras próteses. Portanto, espalha-se mais facilmente em caso de rompimento e logo corrói o tecido cicatrizado ao redor da prótese. O aspecto interno de um seio que teve rompimento da PIP é bem pior que o verificado em outros tipos de incidente. O tecido fica inflamado, muito vermelho e com feridas". Outro especialista, Fernando Gomes de Andrade, faz uma comparação impressionante: "O que está acontecendo agora lembra os casos de travestis que tinham complicações ao injetar silicone líquido, na década de 80. Era comum o silicone infiltrar-se no organismo, provocando inflamações em outras partes do corpo. Com o silicone que vaza das próteses da PIP é a mesma coisa. Mesmo fazendo uma cirurgia corretiva benfeita, pode sobrar algum resíduo".
Que mulher já não fez, pensou em fazer ou conhece alguém que tenha feito a cirurgia que aumenta e projeta os seios? E qual mulher não sentiu uma sombra de medo, por experiência própria ou projetada, ao tomar conhecimento do caso dos implantes adulterados? As cápsulas de silicone foram fabricadas durante vinte anos por uma empresa francesa, a Poly Implants Prothèses (PIP). A empresa foi fechada em 2010 e autoridades médicas começaram a convocar as francesas que haviam implantado material da PIP, devido ao índice anormal de rompimento das próteses. No Brasil, a Anvisa também suspendeu a importação e a venda dessas próteses. Cerca de 25.000 próteses francesas defeituosas haviam sido implantadas em 12.500 brasileiras antes da proibição, a maioria nos estados sulinos – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 
O aumento dos seios é  a cirurgia plástica mais comum no Brasil. No ano passado, foram feitos 110.000 procedimentos desse tipo. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica calcula que 1,5 milhão de brasileiras já tenham silicone nos seios. Cerca de 80% das próteses utilizadas no Brasil são das marcas Allergan, Mentor (da Johnson & Johnson) e Silimed, empresa nacional sediada no estado do Rio de Janeiro. As duas primeiras, gigantes mundiais, são as únicas aprovadas pela FDA, a agência controladora de produtos médicos dos Estados Unidos, onde as próteses com o miolo feito de gel ficaram proibidas entre 1992 e 2006, até ficar comprovado que era estatisticamente insignificante o aumento da incidência de câncer entre suas portadoras. Por causa dos níveis de exigência da FDA, cirurgiões brasileiros do topo da pirâmide só usam os implantes submetidos a seu crivo. A Silimed exporta para sessenta países, inclusive outros produtos para o mercado americano. Uma prótese mamária da marca leva um mês para ficar pronta – metade do tempo consumido no processo de esterilização. A parte externa é feita por três a cinco membranas de elastômero de silicone. O revestimento final é de esponja de poliuretano, para imprimir um tipo de textura que dificulta os casos de contratura capsular, a formação excessiva de cicatrizes em torno da prótese, o que exige a sua substituição. Em decorrência dos aperfeiçoamentos, o índice desse tipo de complicação, que era de 4% a 10% nas próteses lisas, caiu para 2%. O prazo para a troca das próteses aumentou para até quinze anos. 
O fato de que todas as próteses devem ser trocadas porque eventualmente acabarão se rompendo costuma ficar no último lugar da lista de preocupações das mulheres. O risco de complicações da cirurgia em si fica em torno de 5%. "O corte tem apenas 4 centímetros e a perda de sangue é baixíssima, menos de 100 mililitros", diz Marcelo Sampaio, cirurgião plástico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O risco de morte é de uma em cada 50.000 intervenções, praticamente o mesmo das cirurgias de lipoaspiração quando feitas em hospitais por médicos especializados. Mas o cirurgião Alan Landecker adverte: "Enganam-se as pessoas que acham que, por ser realizado em larga escala, o implante de prótese de silicone é uma operação simples. O processo é intrincado. Ele mexe com uma zona muito delicada do organismo". Se um caso excepcional como o das próteses francesas adulteradas não é motivo de pânico, a observação de Landecker deve ser colocada no topo da lista das preocupações das candidatas aos seios dos sonhos. 
O maior temor é  que as próteses francesas provoquem câncer, tanto entre mulheres que aumentaram os seios por opção estética quanto nos 10% de pacientes que fizeram a reconstrução completa depois de extrair as mamas afetadas por tumores malignos. Imaginem o sofrimento emocional de uma mulher que teme a recorrência do câncer e agora vive sob a suspeita de ter introduzido outro inimigo no próprio corpo. Por enquanto, do ponto de vista epidemiológico, esse risco é remoto. "Não se comprovou o aumento de toxicidade", diz José Horácio Aboudib, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que recomenda a troca dos implantes apenas nos casos de vazamento. A instituição francesa equivalente fala em possível "fator agravante" do linfoma raro que matou Edwige Ligonèche. Foi sua morre, em novembro, aos 53 anos, que acelerou a proibição da PIP. A advogada da família da paciente morta sustenta que, além de linfonodos da axila comprometidos, foram encontrados traços de silicone no pulmão, no esôfago e na vesícula biliar de Edwige. Outras dezesseis francesas com próteses da PIP tiveram câncer. 
O caso das próteses francesas PIP serve de alerta. Por muitos anos passou despercebido dos médicos e das autoridades seu índice de ruptura acima da média, resultado do uso de material de pior qualidade, o que permitiu diminuir os custos de produção e aumentar os lucros. É perturbadora a ideia de que outras próteses consideradas inteiramente seguras agora possam a vir a ser condenadas no futuro. Por isso, como em quase tudo na vida, em medicina informação equivale a segurança. Quanto mais a mulher se informar sobre a prótese que vai receber e quanto mais questionar seu cirurgião, maior a segurança de estar fazendo a coisa certa.
Com reportagem de Adriana Dias Lopes, Alessandra Medina, João Batista Jr. e Renata Betti
Um ano de sofrimento 
"Aumentei os seios aos 21 anos. Coloquei próteses de 315 mililitros, da PIP, por recomendação da minha médica. Em abril de 2010, fiquei assustada quando soube que a empresa não poderia operar mais no Brasil. Por precaução, procurei outro médico. Uma ressonância magnética mostrou que a prótese do seio esquerdo estava rompida, causando inflamação nos linfonodos da axila. Decidi trocá-la e, no período de três meses antes da nova cirurgia, começou a dor. Ia dormir com medo, achando que, se deitasse de bruços, mais silicone se espalharia pelo meu corpo. Na cirurgia, foi feita uma limpeza dos tecidos contaminados, mas alguns resquícios permaneceram. Durante um ano, até a eliminação gradativa do silicone pelo organismo, ainda senti inchaço, vermelhidão e coceira. Gastei 33.000 reais com a segunda operação". 
Camila Faldon, 26 anos, veterinária, São Paulo 
Minha saúde só  piora 
"Tirei os dois seios em março de 2005, depois de descobrir que tinha um tumor maior na mama esquerda e outro, em formação, na direita. Achava fundamental fazer a reconstrução na mesma cirurgia. Meu médico disse que só realizaria o implante se fosse com próteses da PIP. Não estavam entre as mais baratas; paguei 3.200 reais. Senti dores no fim de 2009, e um exame mostrou a prótese direita rompida. O médico falou que eram coisas da minha cabeça. Recorri a uma advogada, que conseguiu que a empresa importadora pagasse a nova cirurgia. Mas desde então minha saúde só piora. Tenho dois nódulos de silicone na axila esquerda, e, por isso, a taxa de glóbulos brancos está altíssima. Faço tratamento com corticoide". 
Jany Ferraz, 54 anos, esteticista, Rio Grande do Sul 
Sensação de ter sido enganada 
"Tive um tumor avançado na mama direita. Fiz um ano de quimioterapia e 150 sessões de radioterapia. Por isso, não pude fazer a reconstrução. Mas tive a possibilidade de colocar a prótese de silicone quando descobri um tumor menor, no seio esquerdo. Meu médico sugeriu a marca PIP. Quando surgiram as notícias sobre o problema da empresa, ele me ligou recomendando uma ressonância. Vou fazer o exame agora e depois sair de férias com a família. Não perco uma noite de sono com medo de vazamento ou de um novo câncer. Se for detectado algum problema no início, vou tirar de letra. Mas não quero fazer cirurgia preventiva para substituir a prótese. E tenho a sensação de ter sido enganada". 
Iria Cubell Pereira, 66 anos, dona de casa, Paraná 
A caminho da terceira cirurgia 
"Como uma prótese de silicone se rompe de extremidade a extremidade apenas dois anos depois de ter sido implantada? Foi o que descobri que tinha acontecido comigo, após sentir dores e inchaço no seio direito. Mal podia tocá-lo. Tive de parar de trabalhar por não conseguir mais mexer o braço. O cirurgião plástico explicou as complicações à importadora e ela deu uma nova prótese, também da PIP. Fiz a cirurgia de limpeza e substituição da prótese em 29 de março de 2010. Dois dias depois, uma amiga me contou que a venda dessa marca havia sido proibida. Fiquei atordoada e quero reparação. Mas, como pretendo ter um segundo filho e temo pelas consequências, vou pagar a nova operação de troca ainda neste ano". 
Vanessa Prust Konrad, 30 anos, cabeleireira, Santa Catarina 
Fiz, e daí? 
A maioria das mulheres diz que não faz diferença. Por via das dúvidas, explode o número de homens que estão se submetendo à nova cirurgia para aumento do pênis. Nenhuma das frases acima é verdadeira (apesar daqueles "spams" insistentes), mas elas ajudam a dar uma perspectiva diferente à pergunta recorrente: por que as próteses mamárias são tão populares? Pelas explicações simplistas, as mulheres que aumentam os seios são submissas, tolas, manipuladas pela "indústria da beleza" ou terminalmente vaidosas. Somem de cena complexidades como a importância do poder de sedução na psique feminina e a associação das alterações corporais à própria origem da cultura humana. Ou, como diriam os cientistas, peitões atraem homens. Pelo menos na primeira abordagem. Uma pesquisa de campo feita pelo psicólogo francês Nicolas Guéguen usou a mesma voluntária para passar uma hora num clube noturno, sozinha e com a mesma atitude. Só variavam os enchimentos no sutiã. Com o tamanho P, ela teve treze abordagens masculinas; com o M, foram dezenove; com o G, 44. O entrosamento e a individualização dos parceiros evidentemente introduzem sutilezas. "Prefiro sem silicone. O tato é diferente, não é a mesma sensação. Tem mais química quando é ao natural", diz o ator Daniel Boaventura, que fez o bonitão Diogo na novela Passione. "Gosto de silicone e nem lembro mais como era o natural", rebate o campeão de natação Gustavo Borges, cuja mulher, Bárbara, tem o implante. Caso prevaleça a importância de atrair as atenções masculinas, Guéguen avisa: roupas vermelhas e curtas também são um chamariz. Será que vão inventar implante de shortinho de silicone? 
"A situação é  desastrosa" 
O médico paulista Mario Rietjens, 51 anos, formado pela Unesp de Botucatu, é uma das principais referências mundiais em matéria de reparação de mamas extraídas por causa de câncer. Baseado em Milão, dirige o setor de cirurgia reconstrutiva mamária do Instituto Europeu de Oncologia, o maior da Europa. Na entrevista abaixo, analisa as origens e as consequências do caso das próteses adulteradas. 
O senhor conheceu bem os implantes fabricados pela hoje fechada empresa francesa? Essas próteses foram lançadas na Europa como uma grande novidade. Elas eram as únicas a ter dois formatos – um para a mama direita e outro para a mama esquerda. Além disso, a parte posterior era côncava, para se adaptar melhor à anatomia feminina. O resultado estético inicial era perfeito. Em cinco anos, chegamos a utilizar 640 próteses dessa marca. Para o médico, é praticamente impossível identificar a diferença de qualidade das próteses se elas não estiverem rompidas. Quando isso começou a acontecer, paramos de usá-las. Também notamos que, devido à textura lisa demais, elas "rodavam" dentro do corpo, produzindo um resultado estético desastroso. 
No seu departamento, elas foram trocadas? Já trocamos 30% delas. Metade estava rompida. Quando os primeiros casos de rompimento foram divulgados, fizemos nosso próprio recall. Ligamos para todas as pacientes e colocamos à  disposição cirurgiões e exames para avaliá-las. 
Qual o nível de segurança que pode ter uma mulher que fará hoje esse tipo de cirurgia? Acredito que o caso da PIP seja um fato isolado, de um fabricante que agiu com má-fé. Mesmo assim, mostra como o controle de qualidade das agências regulatórias tem de melhorar. E não adianta fiscalizar o produto apenas quando ele entra no mercado. É possível que os testes das próteses francesas tenham sido feitos com amostras normais e a adulteração tenha sido praticada depois. 
Que consequências diretas o senhor tem acompanhado? Os cirurgiões estão em polvorosa, atendendo a um grande número de pacientes com dúvidas. Eu mesmo recebo em média, por dia, 120 e-mails e trinta telefonemas de vários países. Nunca antes tinha visto uma reação assim. A situação é desastrosa.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Benvindo Sequeira usa Twitter para menosprezar movimento #CorrupçãoNão


Benvindo Sequeira usa Twitter para menosprezar movimento #CorrupçãoNão
Que papel feio o sr Representou ao postar em seu twitter, que o movimento #corrupçãoNão reuniu 50 manifestantes.
Estive durante todo o tempo lá e comprovei cerca de 150
alertando contra o povo quanto ao desvio de verbas publicas tanto para ONGS fraudulentas como para depósitos em cuecas ou em paraísos fiscais.
Durante todo o movimento nenhuma vez vi o Senhor lá, se posto essa asneira pode ter sido enganado por uma foto do inicio da manifestação.
Logo o SR que não gosta da Veja e das denúncias que ela faz das falcatruas governamentais, tanto que usa o termo PIG(Partido da Imprensa Golpista), deveria sair um pouco do seu bairro, e ouvir as pessoas ao seu redor.
Como eu ouvi o relato de um senhor que perdeu 20 pessoas de sua família no desastre de Nova Friburgo, e hoje vive de restos de um restaurante, pois nem o $r Pezão e muito menos o $r Cabral deram um centavo para a subsistência dele.
Sempre fui e continuo sendo seu admirador, mas dessa vez não mereceste o Troféu Imprensa!
NILO Geronimo Borgna
Ativista dos direitos humanos
Soropositivo +20anos
ativismocontraaidstb.blogspot.
P.S.
Dia 9/12 será comemorado o Dia nacional Contra a Corrupção e gostaria de vê-lo comigo na manifestação.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Veja recebe menção de The Guardian:

27/10/2011
às 20:01

A VEJA no jornal “The Guardian”. Ou: “Quando recebo um telefonema da revista, sei que minha vida vai piorar”. Ou ainda: “Que país queremos ser?”

O jornal britânico “The Guardian” desta quinta traz uma reportagem de Tom Phillips sobre a corrupção no Brasil, os esforços para banir os corruptos do serviço público, o trabalho da imprensa e a mobilização da sociedade contra os malfeitores. Na verdade, trata-se de uma reportagem sobre a importância que a revista VEJA tem nesse processo de depuração e de aprimoramento da democracia. A íntegra está aqui. O jornal entrevistou Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da revista e diretor editorial do “Grupo Veja”.
Segue uma tradução da reportagem, publicada pela VEJA Online:
*

De sua sala na redação instalada no 19º andar, Eurípedes Alcântara desfruta de uma vista espetacular do “novo Brasil”. Helicópteros atravessam o céu, carros novos abrem caminho pela cidade, arranha-céus e shoppings de luxo brotam no cenário urbano.
Mas Alcântara, um dos jornalistas mais poderosos do país, também não perde de vista o Brasil velho. Um país de negociatas, rinhas e corrupção endêmica que custam bilhões a cada ano e continuam a retardar a ascensão desse gigante sul-americano.
Como diretor de redação da influente e polarizadora revista VEJA, Alcântara acredita que é sua tarefa por um fim à baixaria. “É um choque de civilizações. Que tipo de país queremos ser?”, diz ele.
“A maioria das pessoas joga segundo as regras, trabalha de sol a sol e paga os impostos em dia. Mas há um grupo que vive se locupletando do estado, fazendo negócios com aqueles que têm as chaves do cofre. Combater a corrupção é nossa missão.”
O ano de 2011 vai entrar para a história brasileira como aquele em que Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente, subiu ao poder. Mas talvez ele também seja lembrado como aquele em que a frustração com a corrupção política sem peias finalmente transbordou.
Desde que Rousseff assumiu, em Janeiro, cinco ministros caíram por causa de escândalos éticos ou de corrupção - sendo o último deles Orlando Silva, ministro do Esporte que se demitiu na última quarta-feira, depois de VEJA denunciar seu envolvimento numa tramoia de 14 milhões de libras.
Protestos em todo o país, ainda que tímidos se comparados com os do Chile ou do Oriente Médio, levaram milhares às ruas, exigindo um fim à pilhagem do dinheiro público
Com a palavra corrupção na boca de todos, a imprensa brasileira desempenhou um papel fundamental na descoberta de malfeitos de alguns dos políticos mais poderosos do país. Em junho, o poderoso ministro da Casa Civil de Rousseff, Antonio Palocci, se viu obrigado a renunciar depois que o jornal Folha de S. Paulo revelou que sua fortuna pessoal havia se multiplicado por 20 em apenas quatro anos.
Três meses mais tarde, o mesmo jornal ajudou a destronar o ministro do Turismo Pedro Novais, que já havia sido acusado de usar dinheiro público para bancar uma farra em um motel chamado The Caribbean. A conta de Novais no motel - onde quartos equipados com piscinas, saunas e camas redondas custam 35 libras por três horas - ficou em 767 libras.
Reportagens de VEJA, enquanto isso, derrubaram o ministro da Agricultura Wagner Rossi, acusado de malversar dinheiro público, o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento - com o relato de um esquema de propinas em sua pasta - e o ministro do Esporte nesta semana.
“Os políticos dizem: ‘Quando recebo um telefonema de VEJA é sinal que a minha vida vai piorar’”, diz Alcântara com um sorriso logo interrompido. “Mas isso não me dá prazer… Não vejo isso como uma vitória.”
“Não se trata de uma campanha… mas é uma obsessão”, acrescentou o editor de 55 anos, cuja revista mais recente trouxe na capa a manchete Dez Motivos Para se Indignar com a Corrupção. A reportagem observa que os 85 bilhões de reais de dinheiro público surrupiados a cada ano poderiam erradicar a pobreza, construir 1,5 milhão de casas - ou comprar 18 milhões de bolsas de grife.
Alcântara - cuja revista tem circulação de 1,2 milhão de exemplares e algo entre 6 e 10 milhões de leitores - admite que a maioria dos furos de VEJA sobre corrupção tem origem em “dicas” de pessoas que, com frequência, estão elas mesmas implicadas no submundo da política brasileira.
“Não temos uma Delta Force. Temos antenas”, ele disse, referindo-se às redações da revista em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a capitas do país, onde um total de 78 repórteres devem manter seus olhos e ouvidos atentos a sinais de negociatas, estejam cobrindo ciências, transportes ou arte.
Separar a política de VEJA de sua cruzada anticorrupção é uma tarefa complexa.
A revista é detestada pela esquerda brasileira, que afirma que ela tem um viés inerentemente contrário ao PT, que está no poder, e seus aliados, prestando atenção excessiva aos pecadilhos dos políticos dessas agremiações, enquanto ignora os deslizes de seus amigos.
Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro presidente brasileiro de origem operária, teve um relacionamento particularmente turbulento com a revista em seus oito anos de mandato. “Vamos ser francos, alguns jornalistas dE VEJA merecem um Nobel por irresponsabilidade”, disse Lula em 2006, depois de uma reportagem afirmar que ele e seus aliados tinham contas secretas em paraísos fiscais. “VEJA não publica acusações. Ela publica mentiras.”
Alcântara reserva termos mais simpáticos para Rousseff, a sucessora de Lula, que deu início ao que se tem chamado de “faxina”, demitindo seis ministros em dez meses no poder.
“Parece-me que ela é muito mais intolerante com a corrupção do que Lula”, diz ele. “Dilma, nas palavras e nos atos, mostrou muito menos tolerância e muito mais compreensão da desgraça que é a corrupção nesta país. Existe agora uma percepção muito forte, e creio que aqui podemos incluir a presidente, de que esse tipo de extorsão é inaceitável.”
A reação de Rousseff à corrupção e a cobertura constante da imprensa fomentou uma série de protestos pelo Brasil.
“Como pode um país tão rico e grande ter níveis semelhantes de pobreza? Uma das explicações, sem dúvida, é a corrupção endêmica e histórica”, disse Antônio Carlos Costa, diretor da ong antiviolência Rio de Paz, em um evento recente que reuniu 2500 pessoas.
“Falamos de algo que atravessa todas as esferas de poder. Vai dos narcotraficantes ao Congresso. Polui tudo, solapa nossas relações. Só é possível combater esse problema com dedicação e perseverança.”
Natalia Lebeis, 23 anos, também se uniu ao protesto - vestida de palhaço.
“Dizem que os brasileiros só saem às ruas para assistir ao futebol ou ao carnaval”, diz ela. “Nós somos a voz da nação. Chegou a hora de as pessoas mostrarem seu rosto e protestarem contra a corrupção e a impunidade.”
Alcântara, que já foi correspondente em Nova York e acaba de assinar uma entrevista de três páginas com o cantor Neil Youg, lembrou-se de Paul McCartney para capturar seu sentimento sobre as chances da guerra contra a corrupção ser vencida no Brasil.
“É um cabo-de-guerra”, disse ele, referindo-se à canção de 1982 do ex-Beatle. “Um cabo-de-guerra entre aqueles que desejam nos arrastar de volta para o século XIX e aqueles que tentam nos levar ao século XXI. Sou um otimista - acredito que o século XXI vai vencer.”
Por Reinaldo Azevedo
Embora uns precisam se internar em hospitais para gerar midia e com isso tentar abafar escandalos de corrupção  e ou vender mais discos. Vejo que o trabalho incessante e ativista desta revista desmente e sempre repetida(na vã tentativa de de tornar verdade) frase de que vcs fazem parte do PIG(partido da imprensa golpista) Agora vejo que Reamente vcs não pertencem a esse partido.
Parabens! continuem assim ativistas dos nossos direitos de sermos honestos acima de tudo!!!
Ativismocontraaidstb.blogspot.com

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Veja lança Campanha #Distrital, já!

Artigo

Distrital, já!

Luiz Felipe D’Ávila
Nos últimos vinte anos, a reforma política esteve várias vezes na pauta do Congresso, mas ela nunca conseguiu percorrer o longo e sinuoso caminho das comissões parlamentares e do plenário até se tornar lei. O motivo é simples. Os deputados temem que a alteração das regras do sistema eleitoral possa afetar as chances de eles se reelegerem. A única maneira de fazer a reforma política avançar no Congresso é por meio da mobilização da opinião pública e da pressão da sociedade. O desafio de levar o tema para as ruas e engajar as pessoas na luta pela reforma política exigirá respostas claras e objetivas a três questões fundamentais:

1) Como o sistema eleitoral afeta a vida das pessoas?
2) Por que a reforma política é um tema tão importante para o país?
3) O que devemos fazer para mobilizar a sociedade?

O sistema eleitoral afeta dramaticamente a relação das pessoas com a política. O voto proporcional e as regras das coligações partidárias produzem um Parlamento distante dos interesses da sociedade. A eleição para deputado transformou-se numa caçada de votos pelo estado. A capacidade de o candidato conquistar recursos financeiros, extrair benefícios das coligações do seu partido e contar com o apoio dos “puxadores de voto” e da máquina partidária é infinitamente mais importante do que o mérito e o desempenho pessoal da sua atuação no Parlamento. E o que isso tem a ver com a vida cotidiana das pessoas? Tem tudo a ver. Deputados “genéricos” vagam pelo universo político e aproveitam a falta de fiscalização e de cobrança dos eleitores para propor projetos “populares” que consistem fundamentalmente em aumentar de modo irresponsável o gasto público e pressionar o setor produtivo com aumento de impostos e taxas que consomem quase 40% do PIB.

A atuação do deputado “genérico” é agravada pelas distorções do voto proporcional. Um estudo publicado por Persson e Tebellini revela como o sistema eleitoral impacta as contas públicas. Países que adotam o voto proporcional têm gastos públicos mais elevados, despesas maiores com a previdência social e um déficit público maior que os dos países que adotam o voto majoritário.

  Voto majoritário Voto proporcional
Gastos do governo 26% 35%
Previdência 5,5% 13%
Déficit 2,9% 3,9%
Deve-se debitar grande parte do descrédito do Parlamento ao sistema eleitoral. Suas regras contribuem para distorcer o desejo da maioria do eleitorado, distanciar o eleitor dos seus representantes e enfraquecer o Poder Legislativo. O Congresso, as assembleias estaduais e as câmaras de vereadores costumam ser citados como as instituições menos confiáveis do país. Não é por outra razão que 70% dos eleitores não recordam em quem votaram para deputado na última eleição. Essa amnésia é péssima para a nossa democracia.

A reforma política tem de ser tratada como prioridade nacional. A existência da democracia depende da credibilidade das suas instituições. O voto proporcional contribuiu para distorcer o conceito de equilíbrio constitucional entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário – um dos preceitos essenciais do bom funcionamento do sistema presidencialista. Ao produzir um Parlamento fragmentado em dezenas de partidos, o Legislativo sucumbiu à pressão do Poder Executivo. A hipertrofia do Executivo reforça a ideia do personalismo político e minimiza a importância das instituições. Cria-se a falsa percepção de que as soluções para dificuldades e problemas não são obtidas por meio das instituições, mas por meio da propina, da troca de favores e de contatos pessoais com pessoas ligadas ao governo.

Instituições fracas colaboram para a proliferação da corrupção. Elas corroem a confiança nos poderes constitucionais, a continuidade das políticas públicas e a previsibilidade das ações governamentais. A indústria da propina, a troca de favores e o contorcionismo legal e ilegal para superar dificuldades, obter vantagens ou livrar-se das amarras burocráticas distorcem as regras de mercado, afetam os investimentos e levam a sociedade a perder a confiança nas instituições. Um sistema eleitoral que contribui para a ineficiência do gasto público, sequestra quase metade da renda nacional por meio de impostos e produz um Parlamento que conta com a indiferença e o menosprezo da população precisa ser urgentemente reformado.

A mobilização popular é essencial para conter a discussão das falsas reformas no Parlamento. Há duas formas clássicas empregadas pelos parlamentares para fugir de assuntos polêmicos. A primeira é criar uma comissão parlamentar e preenchê-la com membros que não se interessam em mudar as regras do jogo. A segunda é apresentar propostas para alimentar a discussão no Parlamento e na imprensa e esperar que o tema esfrie e saia da pauta política. Trata-se da famosa introdução do “bode” na sala para depois retirá-lo. Os dois “bodes” da reforma política são o “distritão” e o “voto em legenda”. Ambas evitam discutir o tema que tira o sono dos deputados: aumentar a cobrança e a fiscalização do eleitor.

- No “distritão”, vencem o pleito os deputados mais votados no estado. Acaba-se com o voto proporcional, mas se preserva o deputado “genérico”: aquele que diz representar todos os eleitores do estado, mas não representa ninguém, a não ser os interesses dos financiadores de campanha e os seus próprios. O “distritão” vai colaborar para a proliferação de deputados Tiriricas.

- No caso do “voto em legenda”, o eleitor perde o direito de escolher pelo voto direto o seu deputado. Vota-se na legenda, e o partido escolhe o deputado: uma maneira criativa de garantir a eleição de deputados mensaleiros que não seriam eleitos pelo voto distrital.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Enquetes sobre eleições(Veja,e ativismocontraidstb)


29/10/2010
às 22:29 \ Eleições

Debate presidencial da Globo: quem foi melhor no 1º bloco?


Debate presidencial da Globo: quem foi melhor no 1º bloco?
  • José Serra 82.0%, 1,433 votos
  • Dilma Rousseff 14.0%, 251 votos
  • Ambos se saíram bem 2.0%, 40 votos
  • Ambos foram mal 2.0%, 30 votos
Total de votos:


29/10/2010
às 22:56 \ Eleições

Debate presidencial da Globo: quem foi melhor no 2º bloco?


Debate presidencial da Globo: quem foi melhor no 2º bloco?
  • José Serra 78.0%, 1,708 votos
  • Dilma Rousseff 19.0%, 411 votos
  • 2.0%, 46 votos
  • Ambos se saíram bem 1.0%, 23 votos
Total de votos: 2,188


29/10/2010
às 23:29 \ Eleições

Debate presidencial da Globo: quem foi melhor no 3º bloco?


Debate presidencial da Globo: quem foi melhor no 3º bloco?
  • José Serra 84.0%, 1,196 votos
  • Dilma Rousseff 13.0%, 187 votos
  • Ambos foram mal 2.0%, 23 votos
  • Ambos se saíram bem 1.0%, 11 votos
Total de votos: 1,417

30/10/2010
às 0:05 \ Eleições

Qual a influência do debate da Globo no seu voto?


Qual a influência do debate da Globo no seu voto?
  • Nenhuma: manterei minha posição 88.0%, 129 votos
  • Grande: mudei de posição 10.0%, 14 votos
  • Ainda não sei: vou refletir a respeito 2.0%, 3 votos
Total de votos: 146

A guardemos os resultados do DIA Das Bruxas!!NGB
Soube que dia 31 é dedicado ao saci Pererê nada mais apropiado para levar todas as mazelas deste Brasil.

--Votem consciente,pesquisem, não se deixem levar por falsas palavras!
Se Promessa é dívida, voto é um cartão de crédito!
E o povo é quem no fim paga a conta.

Qual é a sua intenção de voto?(realizada neste blog no período de um mes terminando dia31/10)