Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pílula de farinha (Mônica Bergamo)

Para acrescentar no CLIPPING de hoje (30/06/2011)

 

Pílula de farinha (Mônica Bergamo)
FOLHA DE S. PAULO
30/06/2011

A Vigilância Sanitária tirou de circulação em SP cerca de 1,3 milhão de ANTICONCEPCIONAIS entre 2007 e 2010. Os produtos haviam sido comprados para o Programa de Saúde da Mulher (que prevê a distribuição gratuita dos medicamentos). Mas foram reprovados após análise no Instituto Adolfo Lutz. De 154 lotes pesquisados, 34 apresentaram problemas de rotulagem ou na quantidade do princípio ativo, o que pode comprometer a sua eficácia.

Regular

Foram interditados no período dez lotes de Nociclin (laboratório EMS), cinco de Norestin (Biolab Sanus) e cinco de Contracep (Germed). As empresas recolheram os produtos, tiveram as fábricas inspecionadas e corrigiram as irregularidades. A lista é completada por 14 lotes de Noregyna, do laboratório Cifarma. Como ele fica em Goiás, a vigilância de SP aguarda o resultado de inspeção realizada pelo órgão sanitário aquele Estado.

Os males do SUS
FOLHA DE SÃO PAULO – 30/6/2011

O SUS (Sistema Único de Saúde) padece de duas deficiências graves e crônicas: gestão ineficaz e recursos insuficientes.

O usuário que se vê obrigado a recorrer ao SUS é, em boa parte das vezes, submetido a um calvário, com tratamento ruim e espera desumana por exames e procedimentos mais complexos.
Assim, a decisão do governo Dilma Rousseff de criar um marco para o SUS busca remediar ao menos um dos males, a administração ineficiente. O objetivo é estabelecer metas de atendimento para Estados e municípios, com base nas demandas de cada região.
É salutar a criação de indicadores para aferir a qualidade do serviço prestado, assim como mapear com precisão as falhas do sistema, hoje pouco detalhadas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a ideia é definir "mais para a frente" indicadores também em relação ao tempo de espera. A promessa não pode ser esquecida, uma vez que as filas vão muito além do aceitável.

Essa reorganização do sistema público de saúde brasileiro, com coordenação de fato entre municípios, Estados e governo federal, pode levar a uma economia de recursos. Isso contribuiria para mitigar outro problema fundamental do SUS, o subfinanciamento.

A questão da falta de recursos ainda carece, porém, de outras medidas para ser solucionada. O governo precisa de atuação mais decidida na cobrança do ressarcimento das seguradoras de saúde privadas por internação de conveniados em hospitais públicos.

Depois de quase um ano sem reclamar esse dinheiro, o governo arrecadou R$ 25 milhões apenas nos primeiros cinco meses deste ano. Ainda assim, é só um quarto do que foi efetivamente cobrado.
A outra medida urgente para fechar o ralo por onde escoam os recursos da saúde é regulamentar a chamada Emenda 29. Estados e municípios incluem os gastos mais estapafúrdios nas rubricas de saúde, como restaurantes populares, e não destinam o percentual mínimo determinado por lei.

Acabar com essas brechas dará novo impulso às finanças da área, sem a necessidade de criar ainda mais um imposto para sobrecarregar o contribuinte.

Enquanto persistirem as atuais deficiências, o sistema público de saúde brasileiro não será de fato universal. As novas medidas do governo podem representar um choque de gestão no SUS, mas não serão a panaceia.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bem Fam CLIPPING - 21/fev./2011

CLIPPING - 21/fev./2011
                                                         
Futuro do planeta depende de planejamento familiar e agricultura - O primeiro bilhão chegou apenas em 1804, o segundo em 1927, e os seis bilhões chegaram menos de 100 anos depois, em 1999. Este ano, a população mundial chegará a sete bilhões de pessoas, e a ONU prevê que, até 2050, seremos nove bilhões no planeta, e chegará a seu auge em 2075, com 9,5 bilhões de pessoas. Como prover qualidade de vida para tanta gente? Esta é a pergunta levantada em um painel científico que acontece esta tarde na reunião anual da Sociedade Americana para o o Avanço da Ciência (na sigla em inglês, AAAS). John Bongaarts, presidente da ONG Population Council, acredita que as estimativas populacionais dependem de vários fatores, com resultados imprevisíveis. “A trajetória é ainda incerta e depende que algumas tendências continuem como estão”, explicou Bongaarts, se referindo à baixa taxa de fertilidade verificada na Europa, por exemplo, e a expectativa de vida continuar igual. "Pílula do dia seguinte" é comprada sem critérios- Três caixas de levonorgestrel, conhecido como "PÍLULA DO DIA SEGUINTE", são vendidas a cada 2 horas em Cuiabá. O número mostra que o medicamento substitui os métodos tradicionais de evitar a gravidez, como o PRESERVATIVO e os ANTICONCEPCIONAIS. O dado mostra ainda que o cuiabano se expõe nas relações, correndo risco de contrair uma série de doenças sexualmente transmissíveis. A falta de informação faz com que os consumidores não saibam dos efeitos colaterais causados com o uso frequente, entre eles o câncer de mama e útero, diarréia e desordem menstrual. Após sete anos, STF retoma processo que autoriza aborto de anencéfalo- Há quase sete anos tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), o processo que autoriza o aborto em casos de anencefalia deve voltar à pauta do plenário até o final de março. É o que afirma o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello. A interrupção da gravidez nesses casos se tornou praticamente uma regra no Judiciário enquanto o País espera uma palavra final do STF, de acordo com advogados, procuradores e magistrados. A cada 2 minutos, 5 mulheres espancadas- Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo. Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica. Despreparados para a vida- Cada vez mais brasileiros que nasceram com o vírus da Aids chegam à idade adulta. Mas, ao deixar os abrigos onde passaram a infância e a adolescência, eles sofrem para se adaptar à realidade do lado de fora. As estatísticas não detalham quantas crianças resistiram à enfermidade. Mas cerca de 60% dos brasileiros – de todas as idades – diagnosticados no mesmo período estão vivos. “Nosso país se tornou referência mundial no tratamento da Aids, a transmissão vertical vem caindo e a sobrevida está aumentando nos últimos anos”, afirma Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Como vive o homem que contraiu o vírus da aids há 22 anos, passou por 19 cirurgias e virou um arquivo vivo de combate à doença- A Revista IstoÉ foi até São Vicente, litoral Sul de São Paulo, para conhecer de perto a história do ativista Beto Volpe, que vive há duas décadas com o vírus da aids e já enfrentou 19 cirurgias. Contemporâneo do cantor e compositor Cazuza na descoberta de ser portador do HIV (Cazuza morreu em 1990), Volpe lembra como contraiu o vírus e o momento em que se deparou com a “demolidora expressão positivo” no exame laboratorial. “É aquela coisa. A relação de namoro, ainda que seja de risco, chega a um ponto em que um dos parceiros fala: vamos nos relacionar só um pouco sem camisinha. Foi nesse momento”, diz ele. No final de 1989 fez o teste e soube que a morte nele fizera morada. Papa deseja graças divinas a Dilma- Alvo de polêmicas entre os católicos durante a campanha, Dilma Rousseff caiu nas graças da cúpula da Igreja ao chegar à presidência. E na última quinta-feira, teve um dia de religiosa. Como noticiou no sábado a coluna "Nhenhenhém", do GLOBO, a presidente recebeu ofício com uma benção do Papa Bento XVI. Depois, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foram visitá-la no Palácio do Planalto. Durante a campanha presidencial, setores da Igreja criticaram Dilma por supostamente apoiar o aborto. A petista chegou a assinar um documento declarando ser contrária ao aborto. O tema não foi mencionado na reunião.- Foi o primeiro encontro. O momento não era adequado para discutir esse assunto. Mas a questão do aborto ficou resolvida na própria campanha - disse o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara, depois da reunião. Novo imposto para saúde divide opiniões- Nos bastidores, o governo federal deseja que os estados liderem o debate sobre a ampliação dos recursos para a Saúde, estimulando a aprovação do novo tributo durante a votação do projeto que regulamenta a Emenda Constitucional 29, dispositivo que determina o piso de investimentos e quais são os gastos que entram na conta do setor. A regulamentação da PEC/29 se arrasta na Câmara dos Deputados desde 2008. DF: governo rompe megacontrato de R$ 290 milhões (Cláudio Humberto) - O governo do DF decidiu sustar pagamentos e denunciar um contrato firmado na gestão de José Roberto Arruda, que previa o pagamento de inacreditáveis R$ 290 milhões à empresa Sangari, ligada ao argentino Jorge Werthein, ex-representante da Unesco. O contrato presumia a instalação de laboratórios de ciências em 500 escolas públicas do DF e, segundo fonte do governo, cada um custaria espantosos R$ 600 mil. Já no ato de assinatura do contrato com a Sangari, o governo do Distrito Federal fez um pagamento de R$ 30 milhões. Dinheiro fácil - Outro contrato, de R$ 20 milhões, foi firmado com uma Ritla (Rede de Informação Latino-Americana), ONG que seria da mulher de Werthein. CPI em gestação - Deputados aliados do governo de Agnelo Queiroz (PT) devem propor a criação da CPI da Sangari, para investigar o contrato milionário. ONG COBRA PARA IMPLANTAR PROGRAMA DO ESPORTE- A organização não governamental (ONG) Bola Pra Frente cobra de prefeituras uma taxa de intermediação do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, comandado por Orlando Silva, filiado ao PC do B. Documentos obtidos pelo Estado revelam que a entidade, dirigida por membros do partido, exige de prefeitos do interior paulista uma comissão para levar o Segundo Tempo para as cidades. O programa do ministério foi criado para oferecer a crianças e jovens carentes a prática esportiva após o turno escolar e também nas férias. O esquema da Bola Pra Frente é cobrar uma espécie de "taxa de sucesso" conforme cada criança cadastrada. Só que a ONG já recebe recursos do governo federal justamente para implantar o programa. Atualmente, a entidade, que é dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues, filiada ao PC do B e vereadora na cidade de Jaguariúna (SP), mantém um contrato de R$ 13 milhões com o Ministério do Esporte. O prefeito da cidade decidiu não pagar mais pela intermediação, não renovou o contrato, e pediu em novembro passado, por ofício, a parceria direta ao Ministério do Esporte para "viabilizar a continuação do Programa Segundo Tempo" sem a necessidade de "empresas para assessoria". Até a semana passada, o ministério não havia respondido à prefeitura de Cordeirópolis.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O futuro dos anticoncepcionais CRESCER 28/10/2010

O futuro dos anticoncepcionais
CRESCER
28/10/2010
 Ciência estuda novos métodos de prevenção da gravidez para mulheres e para homens 
Cíntia Marcucci
PÍLULA, CAMISINHA, DIAFRAGMA e adesivos podem ganhar novas companhias em breve. Estudos recentes estão testando novas maneiras de evitar a gravidez indesejada. A melhor parte é que isso pode se tornar uma tarefa do homem ou virar algo tão simples e gostoso como passar creme no corpo. 
O gel CONTRACEPTIVO é  uma dessas alternativas. Em discussão esta semana em um encontro de medicina reprodutiva nos Estados Unidos, o método consiste na mulher passar todos os dias um gel na região abdominal, nas pernas, nos braços ou ombros que inibiria a liberação de óvulos mensalmente.
Testado em 18 mulheres durante sete meses, não ocasionou nenhuma gestação e ainda eliminou efeitos desconfortáveis da PÍLULA como o inchaço e a diminuição da libido. Também tem a vantagem de não ser visível como os adesivos e de ser aparentemente adequado para mulheres que estão amamentando. Os testes ainda estão em fase inicial e não há previsão de quando chegaria ao mercado. 
Os homens, por sua vez, deverão ganhar um método mais parecido com o dos CONTRACEPTIVOS hormonais femininos para ampliar o leque atual, composto só pela CAMISINHA e pelos métodos cirúrgicos como a vasectomia, muitas vezes irreversíveis. Com injeções de hormônio e um implante, a produção de esperma pode ser interrompida com total reversibilidade após alguns meses. Testes foram realizados na Austrália em 2003 e, por um ano, foram eficazes com 55 homens. Também não há data ainda para a comercialização desse método. 
Cortesia:Bem Fam

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PT ataca tucanos com pílula do dia seguinte 06 de outubro de 2010 O Estado de S.Paulo

PT ataca tucanos com pílula do dia seguinte
06 de outubro de 2010
O Estado de S.Paulo 
Movimento na internet divulga que Serra legalizou o contraceptivo e normatizou o aborto na rede pública
Lígia Formenti
Diante do desgaste da candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, provocado pelo seu posicionamento em relação ao aborto, aliados da petista decidiram contra-atacar ações tomadas pelo tucano José Serra que, no passado, foram aprovadas por setores ligados ao próprio PT.
Desde ontem, formou-se um movimento na internet para mostrar que o candidato adversário, o tucano José Serra, foi quem mais contribuiu para o avanço da interrupção da gravidez no País. Tanto por normatizar a prática do aborto em serviços públicos como por incluir o uso da pílula do dia seguinte, considerada por religiosos como abortiva, na política de planejamento familiar.
No blog "Amigos do Presidente Lula", Serra é definido como "o único candidato que já assinou medidas para fazer abortos" no Brasil. A referência é feita à medida publicada em novembro de 1998. No documento, batizado de Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes, foram dadas as condições para que, em casos de gravidez resultante de estupro, as vítimas recebessem tratamento em hospitais públicos. 
Embora previsto em lei desde 1940, o aborto para vítimas de violência sexual e nos casos em que a mãe corre risco de vida praticamente não havia saído do papel até a publicação do documento. 
Antes disso, os atendimentos eram realizados em apenas oito cidades: Belém, Brasília, Campinas, João Pessoa, Recife, Porto Alegre, Rio e São Paulo. Na época, o documento foi elogiado por movimentos ligados a grupos feministas e profissionais de saúde pública, próximos também do PT. Mas provocou a ira de religiosos.
Pílula. O blog também afirma que foi na gestão Serra que a pílula do dia seguinte foi liberada. A previsão do uso deste recurso - uma combinação de hormônios que pode ser usada logo depois da relação sexual desprotegida -, no entanto, foi feita dois anos antes de Serra ter assumido a pasta da Saúde.
Num documento de 1996, sobre Planejamento Familiar, a pílula já era mencionada. Mas foi durante a gestão do candidato que o Ministério da Saúde passou a comprar o produto, para complementar aquisições feitas por Estados e municípios. 
Embora usada depois da relação sexual, médicos especialistas em reprodução humana garantem que ela não é abortiva. A pílula do dia seguinte atua impedindo a fecundação, o encontro entre óvulo e espermatozoide.
Num documento publicado pelo Ministério da Saúde, o médico Jefferson Drezett atribui a resistência ao método ao desconhecimento ou a informações distorcidas. Mesmo com tais garantias, setores religiosos continuam sendo contrários ao uso do método.
Clipping Bem Fam

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Anvisa suspende importação de pílula do dia seguinte Postinor 17 de setembro de 2010 Estadão

Anvisa suspende importação de pílula do dia seguinte Postinor

17 de setembro de 2010

Estadão

Fabricante húngaro não atende a exigências sanitárias; anticoncepcional Femina também é incluído

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu na última quarta-feira a importação do contraceptivo Postinor, um dos tipos de pílula do dia seguinte mais vendidos no Brasil.

Segundo a agência, a empresa fabricante Gedeon Richter, da Hungria, não atende às exigências sanitárias brasileiras para a produção de medicamentos. A inspeção foi feita em março deste ano. Além do Postinor uno e do Portinor-2, a Anvisa suspendeu a importação do anticoncepcional Femina, da mesma companhia de Budapeste.

Em nota à imprensa, o laboratório Aché, responsável pela venda dos três produtos no País, esclareceu que, apesar da importação suspensa, a comercialização segue normalmente. Segundo a nota, os medicamentos, presentes no mercado brasileiro há mais de dez anos, continuam disponíveis para comercialização e prescrição médica em todo o território nacional, devidamente autorizados pela Anvisa, não havendo nenhum comprometimento em relação a sua segurança, eficácia e qualidade.

A Aché diz também que tomará as providências para regularizar as novas importações e aguardará deliberação da Anvisa. Quem tiver dúvida pode contatar a Central de Atendimento a Clientes, pelo número 0800 701 6900.

Clipping Bem Fam

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pílula anticoncepcional completa 50 anos desde que saiu à venda nos EUA 19 de agosto de 2010 Efe

Pílula anticoncepcional completa 50 anos desde que saiu à venda nos EUA

19 de agosto de 2010

Efe

Método já foi usado por mais de 215 milhões de mulheres no mundo, mas 200 milhões ainda não têm acesso fácil

WASHINGTON - A pílula anticoncepcional completou nesta quarta-feira, 18, 50 anos desde que saiu à venda nos Estados Unidos, o primeiro país que autorizou esse método anticoncepcional que transformou a vida de mais de 215 milhões de mulheres em todo o mundo.

Apesar disso, outros 200 milhões de mulheres - a maioria em países em desenvolvimento - ainda não têm acesso fácil à pílula, segundo dados da organização Women Deliver.

Em 1960, as americanas foram as primeiras mulheres do mundo que puderam comprar, com autorização legal, o "Enovid", uma dose concentrada de hormônios que evitava a ovulação e, assim, possíveis casos de gravidez.

O anticoncepcional foi uma conquista de duas mulheres que impulsionaram a pesquisa desse remédio, Margaret Sanger e Katharine McCormick, feministas que já estavam perto dos 70 anos e se propuseram a encontrar a "pílula mágica".

Com a persuasão dessas mulheres e o financiamento de Katharine, o médico Gregory Pincus pôde avançar em suas pesquisas para desenvolver a pílula, o que foi possível em 1955.

No entanto, o fármaco só foi aprovado pelas autoridades dos Estados Unidos como método anticoncepcional cinco anos depois, no dia 9 de maio de 1960, em meio a críticas que a consideravam uma porta de entrada para o caos sexual.

Meio século depois, a pílula é o segundo método anticoncepcional mais usado no mundo - seguido da camisinha -, segundo relatório das Nações Unidas de 2009.

Cerca de 8,8% de todas as mulheres entre 15 e 49 anos tomam pílula, e na Europa, América Latina, América do Norte e no Caribe, é o primeiro método anticoncepcional adotado.
Cortesia: Clipping Bem Fam

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Nem as jovens querem mais VEJA 10/05/2010

Depois das trintonas e quarentonas, agora são as de 20 e até menos que resolvem parar de menstruar. Nos consultórios, elas pedem o uso contínuo da PÍLULA - e os médicos dizem sim

Daniela Macedo

Se lhes fosse dada a opção, uma em cada três mulheres gostaria de eliminar definitivamente a menstruação de sua vida. O dado consta de uma pesquisa inédita do laboratório Bayer Schering Pharma, com 3 400 adolescentes e adultas, entre 16 e 49 anos, de cinco países - entre eles, o Brasil. A opção por não menstruar, via PÍLULA anticoncepcional, já é corriqueiramente recomendada por médicos. Nos últimos anos, porém, o uso contínuo do medicamento, antes mais comum em mulheres acima de 30 anos, tem atraído as mais jovens. Para elas, não menstruar significa passar a temporada de praia sem contratempos ou poder usar aquela minissaia branca totalmente despreocupada. Mas o mais relevante é que, assim como para as mais velhas, representa o fim das cólicas e dos indefectíveis sintomas da TPM - inchaço, mau humor, dor de cabeça, choro fácil, irritação e aumento de apetite. "As adolescentes atuais formam uma geração que começou a menstruar muito mais cedo e sofre com os sintomas da tensão pré-menstrual desde os 10, 12 anos de idade", diz o psiquiatra Joel Rennó Júnior, diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Natural, portanto, que elas queiram se livrar do pesadelo mensal. Apesar de ainda influenciadas por certos mitos do passado, como o que atribui à menstruação um atestado de saúde e fertilidade, essas jovens tendem a aceitar melhor a sua ausência do que as mulheres que têm hoje mais de 40 anos. Amparadas pela medicina, que tende a não ver mal nenhum na supressão da ovulação e da menstruação, o caminho está ainda mais livre para elas. A Bayer estuda, inclusive, a criação de uma agenda eletrônica, no formato de um iPod, na qual elas poderão programar o tempo que gostariam de ficar sem menstruar.

A estudante Karina Paletta, de 20 anos, emenda cartelas de PÍLULA há seis meses. Ela era vítima de cólicas fortes e de sintomas da tensão pré-menstrual difíceis de suportar desde os 10 anos, quando menstruou pela primeira vez. "O uso contínuo da PÍLULA melhorou muito minha qualidade de vida e, por isso, não pretendo menstruar por um bom tempo", diz. Boa parte das meninas que aderem ao fim da menstruação relata melhora no desempenho intelectual, inclusive. Para a estudante de medicina Débora Tonetti e Souza, de 21 anos, a supressão da menstruação permitiu uma dedicação maior aos estudos. "Meu foco é a minha carreira, não tenho tempo para sofrer com cólicas, inchaços e alterações de humor", afirma. Quanto ao receio de ter a fertilidade comprometida lá na frente, diz Afonso Nazário, chefe do departamento de ginecologia da Universidade Federal de São Paulo: "Não há nenhuma evidência científica de que a supressão da menstruação reduza a taxa de fecundidade da mulher". Ao contrário: certos estudos, embora de curto prazo, mostram que a taxa de retorno à fertilidade, uma vez suspenso o uso contínuo, é comparável à do regime convencional. Mas é bom que se diga: nenhum dos medicamentos utilizados para cessar a menstruação é 100% eficaz. Perdas sanguíneas irregulares e imprevisíveis, a cada dois ou três meses, são comuns em cerca de 35% dos casos. Quando isso ocorre, a publicitária Patrícia Luz, de 25 anos, suspende a PÍLULA. Ela, então, menstrua e volta ao uso ininterrupto. "Faço isso desde os 20 anos e ainda menstruo seis vezes ao ano", diz ela.

Até a década de 90, os médicos só recomendavam a suspensão do ciclo menstrual para mulheres com problemas específicos, como anemia ou endometriose, doença em que parte do sangue que deveria ser expelido fica acumulada na cavidade abdominal. Embora não existam pesquisas sobre o uso contínuo da PÍLULA por muitos anos, por se tratar de uma prática relativamente recente, a maior parte dos especialistas acredita que os CONTRACEPTIVOS de última geração, principalmente, não trazem risco algum à saúde. Inclusive porque têm um quinto da quantidade de hormônios presentes nas primeiras pílulas. Seja para a indicação tradicional ou para interromper a menstruação, o fato é que a PÍLULA, cuja primeira versão foi lançada em 1960, é uma cinquentona para lá de sacudida: já está provado que seu uso diminui a incidência de cânceres de ovários, endométrio e também de doenças que provocam infertilidade.

Quando chegou às farmácias, o CONTRACEPTIVO inventado pelo endocrinologista americano Gregory Pincus era o primeiro remédio a ser tomado regularmente por pessoas saudáveis. Mas comercializar um medicamento que poderia impedir para sempre a ovulação seria um rompimento ainda maior de barreiras culturais e religiosas. A solução foi incluir um intervalo de uma semana na cartela, para imitar o ciclo menstrual feminino de 28 dias. "A pausa para menstruar foi uma forma que a indústria farmacêutica encontrou para introduzir o produto no mercado com menos traumas", diz a antropóloga Daniela Tonelli Manica. Ou seja, a prescrição da interrupção regular da PÍLULA não tem nem nunca teve a função de eliminar impurezas por meio da menstruação ou de aliviar o organismo dos hormônios sintéticos. Em condições normais, a glândula hipófise comanda a liberação de dois hormônios, o folículo-estimulante (FSH) e o luteinizante (LH). Eles induzem a secreção de estrogênio e progesterona pelos ovários, responsáveis por preparar o corpo para a reprodução. Apesar da dose baixíssima, a combinação dos dois hormônios sintéticos leva a hipófise a entender que já há estrogênio e progesterona suficientes em circulação. Enganada, ela interrompe o processo de ovulação - que, entre as mais jovens, é motivo de aversão, mas, depois da menopausa, é causa de nostalgia. Vá entender as mulheres...

Thais Antunes

Seis vezes ao ano

É a quantidade de períodos menstruais da publicitária Patrícia Luz, de 25 anos: "Odeio menstruar"

Cinco mitos sobre o fluxo menstrual

1. O sangramento mensal elimina toxinas e limpa o organismo

A menstruação é a expulsão do endométrio, revestimento interno do útero, que descama quando há uma queda dos níveis de estrogênio e progesterona no organismo. Durante esse processo, pequenas veias e artérias são rompidas. A menstruação não depura o corpo, apenas elimina o tecido endometrial e o sangue decorrente dessa descamação

2. A pausa mensal na cartela de pílulas serve para eliminar o acúmulo de hormônios no organismo

Entre trinta e 48 horas após a ingestão de cada comprimido, os hormônios já foram completamente metabolizados e eliminados do organismo. Além disso, os ginecologistas argumentam que, apesar de sintéticos, os hormônios das pílulas contraceptivas são extremamente parecidos com os hormônios naturais - e, portanto, não requerem um período para desintoxicação

3. O ciclo estendido compromete a fertilidade da mulher

Estudos que acompanharam mulheres durante dois anos de uso contínuo da PÍLULA mostraram que a taxa de retorno à fertilidade, uma vez suspenso o método, é comparável à da utilização convencional do medicamento. Em ambos os casos, assim que o uso é interrompido, os óvulos voltam a amadurecer nos folículos ovarianos e o endométrio retoma o processo de formação, descamando no próximo ciclo se a mulher não engravidar

4. Após alguns meses sem menstruar, os sintomas da TPM, as cólicas e o fluxo voltam com mais intensidade

Não há nenhuma razão para que isso aconteça. Tensão pré-menstrual, cólicas e intensidade do fluxo dependem do organismo de cada mulher. Sem a PÍLULA, o corpo apenas volta a funcionar normalmente, produzindo os mesmos sintomas de antes do tratamento

5. Menstruar todo mês é um processo natural

Para uma corrente de ginecologistas, natural mesmo seria a mulher engravidar seguidamente, já que o organismo feminino se prepara para uma gestação a cada ciclo menstrual. O sangramento mensal da mulher que utiliza a PÍLULA com a parada regular, a cada 21 dias, é menos abundante porque o endométrio expelido não é espesso, como ocorreria se ela estivesse ovulando

Fontes: Achilles Machado Cruz, Cecilia Roteli, Afonso Nazário e César Eduardo Fernandes, ginecologistas

Clipping Bem Fam(10/05/010)

terça-feira, 27 de abril de 2010

O derrame das mulheres jovens

O derrame das mulheres jovens

ÉPOCA

26/04/2010

Elas tiveram um AVC antes dos 30 anos, e sobreviveram. O que é preciso saber para se proteger da doença que mais mata no Brasil

A engenheira Fernanda Tescarollo, de 33 anos, a moça de vestido preto na foto ao lado, é um exemplo da atual geração de mulheres superpoderosas. Perfeccionista, independente, duas vezes divorciada, progrediu rápido na profissão graças à combinação de trabalho duro e ambição. Ainda hoje, tem várias ambições. Quer voltar a lavar o rosto com as duas mãos. Quer ser capaz de imitar o Cristo Redentor, com os braços bem abertos, para corresponder a um abraço. Paulistana, mas apaixonada pelo Rio de Janeiro, quer se equilibrar sobre o salto alto e voltar a sambar na quadra da Mangueira. Exatamente como fazia até 2008, quando um acidente vascular cerebral (AVC) a obrigou a parar tudo e a rever tudo. "Se você não aprende a parar, a vida te para", diz.

Fernanda tomava PÍLULA anticoncepcional desde os 16 anos. Além disso, tinha crises frequentes de enxaqueca. Três vezes mais comum em mulheres, a enxaqueca aumenta o risco de derrame. Assim como a PÍLULA. Na véspera do AVC, estava com dor de cabeça. Fernanda é funcionária de uma multinacional que fabrica lanternas e faróis para a indústria automobilística nacional e vivia um período de forte pressão. Tomou um analgésico e foi dormir. De manhã, continuava com dor. Enquanto se trocava para ir trabalhar, despencou no quarto. Sofreu um AVC extenso na região do lobo temporal direito. Os médicos precisaram submetê-la a uma cirurgia delicada. Uma parte da calota craniana foi retirada para que o cérebro tivesse espaço para inchar. Se isso não fosse feito, o edema cerebral aumentaria a pressão intracraniana e Fernanda morreria. Só depois de dois meses, a calota craniana foi recolocada. "Diante da gravidade do caso, a recuperação de Fernanda foi maravilhosa", diz o neurologista Marcelo Annes, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Em 2008, o AVC provocou 97 mil óbitos no Brasil.

Ele mata mais que infarto, violência e acidentes

Fernanda faz parte de um grupo pouco conhecido de vítimas do AVC: o das mulheres jovens. Nos últimos cinco anos, 32 mil mulheres de 20 a 44 anos foram internadas nos hospitais do SUS por causa de AVC. Entre os homens da mesma faixa etária, houve 28 mil internações por AVC. A diferença é de 14%. Em todos os outros grupos etários (até os 19 e depois dos 50 anos), mais homens receberam tratamento. A partir dos 80 anos a situação voltou a se inverter. Como as mulheres são mais longevas, houve mais tratamento em pacientes do sexo feminino.

Na verdade, o total de jovens vitimadas pela doença pode ser ainda maior. Não se sabe quantas foram atendidas na rede privada e quantas simplesmente não receberam tratamento. Parte dos casos de AVC na juventude e na meia-idade é explicada pela exposição, cada vez mais precoce, a fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, obesidade, diabetes. Isso ocorre em ambos os sexos. Mas existem situações capazes de aumentar o risco de AVC pelas quais só as mulheres passam. Eis as principais.

Uso de PÍLULA anticoncepcional

Na maioria das mulheres, a PÍLULA é segura. Se não fosse assim, todos nós conheceríamos alguma moça que teve um AVC depois de tomar anticoncepcional. Mas as que usam esse tipo de contracepção precisam saber que os hormônios aumentam a capacidade de coagulação do sangue. O mesmo pode ocorrer quando a mulher faz reposição hormonal na menopausa. Quem toma PÍLULA ou faz reposição hormonal está mais sujeita a sofrer de trombose (formação de coágulos no interior de um vaso sanguíneo). E a trombose pode levar ao AVC. Algumas condições genéticas favorecem a ocorrência desse problema. Muitas vezes, porém, o AVC sofrido por uma mulher jovem é o primeiro da família. Foi o caso da engenheira Fernanda. "Em 99% dos casos, as moças não sabem que têm predisposição genética", diz a neurologista Gisele Sampaio Silva, do Hospital Albert Einstein.

A combinação de PÍLULA e cigarro eleva em oito vezes o risco de AVC. O sangue dos fumantes torna-se mais propenso à formação de coágulos e a nicotina também enrijece as artérias que irrigam o cérebro. Logo, mulheres que fumam não devem tomar PÍLULA. Quantas sabem disso? "Muitas fumam e não contam ao ginecologista", diz a neurofisiologista Maristela Costa, do Hospital do Coração (Hcor), em São Paulo. O inverso também é verdadeiro. Muitos médicos receitam PÍLULA e não perguntam se a mulher fuma.

A gerente de produto Amanda De Tommaso Oliveira, de 31 anos, fumava desde os 15. Aos 27 anos, consumia um maço por dia e não tomava PÍLULA. Para tentar reduzir um cisto no ovário, o ginecologista receitou-lhe um anticoncepcional. Após dez dias de uso, Amanda teve um AVC. Estava em casa, assistindo à TV, quando o braço esquerdo começou a ficar pesado. O desespero aumentou quando Amanda tentou pedir ajuda à irmã Isabela. Os pensamentos fluíam, mas ela era incapaz de pronunciar qualquer palavra.

Amanda sofreu um AVC pequeno na região frontal do cérebro, no lado direito. Passou três dias no hospital. Logo nas primeiras horas, a fala e os movimentos foram voltando. Desde o derrame, nunca mais colocou um cigarro na boca. Hoje leva vida absolutamente normal. Mas a experiência deixou marcas profundas. "O AVC não estava no meu script, mas me ensinou a valorizar cada instante", diz Amanda. Em vez de pensar naquilo que quer ter, pensa no que já tem. "Tenho casa, família, amigos e pernas que me levam aonde eu quero. Já tenho tudo."

Gordura abdominal

Novas evidências sugerem a existência de outro fator que torna as mulheres mais suscetíveis ao AVC: o acúmulo de gordura na região da cintura. Em fevereiro, um estudo apresentado na reunião anual da American Stroke Association chamou a atenção para esse fato. Na faixa etária dos 45 aos 54 anos, o AVC já é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens nos Estados Unidos. A conclusão foi baseada nos dados de mais de 2 mil participantes da pesquisa nacional sobre saúde e nutrição realizada em 2005 e 2006. "Nossa hipótese é que a gordura abdominal (mais comum nas mulheres) esteja aumentando o risco de AVC entre elas", disse a ÉPOCA a neurologista Amytis Towfighi, da University of Southern California, em Los Angeles. A barriga eleva o risco de diabetes, hipertensão e colesterol alto. Três fatores que contribuem para a ocorrência dos derrames. A pesquisa de Amytis revelou que 62% das mulheres nessa faixa etária tinham obesidade abdominal. Nos homens, o índice foi de 50%. A pesquisadora suspeita que a incidência de AVC tenha aumentado também nas mulheres com menos de 35 anos. "Pretendemos começar esse estudo em breve", diz.

A enxaqueca é três vezes mais comum nas mulheres. Ela é um fator de risco para o AVC, principalmente quando ocorrem dormência e sintomas visuais (auras). Quando a mesma paciente apresenta vários fatores de risco, a situação é ainda mais preocupante. Nas mulheres que têm enxaqueca, fumam e tomam PÍLULA, o risco de AVC é 22 vezes mais elevado. Os neurologistas estão cada vez mais vigilantes quando encontram pacientes com esse perfil. "Antigamente eu dizia para a moça parar de fumar ou parar de tomar PÍLULA", diz Antonio Cezar Galvão, do Hospital Nove de Julho. "Hoje, mando parar de fazer as duas coisas."

Há 24 anos, a funcionária pública Célia Regina Dalseno cuida de suas emoções para ser capaz de conviver com as limitações impostas pelo AVC. Quando o derrame transformou sua vida, Célia era uma menina de 23 anos. Fumava, tinha três empregos (era professora) e cursava duas faculdades. Tinha acabado de terminar um noivado. "Queria mostrar que era poderosa, mas o que estava fazendo era um suicídio silencioso", diz. Um dia, despencou sobre a carteira de um aluno da 5ª série. Foi levada ao hospital, mas o atendimento demorou. Era a Copa do Mundo de 1986. Os funcionários estavam em outra sintonia.

Enquanto aguardava na maca, Célia percebia as consequências do derrame. O braço esquerdo dobrou para nunca mais voltar ao normal. A face ficou paralisada. A fala ficou comprometida. Célia achou que nunca mais fosse conseguir ser compreendida pelos alunos. Estava enganada. Voltou à mesma sala de aula. Em alguns momentos, ela ensinava. Em outros, os alunos eram seus professores. Soletravam as palavras e guiavam Célia na pronúncia. "A fala é o elo de comunicação com o mundo. Meus alunos me deram a oportunidade de não perdê-la", diz. Aos 47 anos, Célia é assistente social do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Gravidez

A maternidade torna a mulher mais suscetível ao AVC. Durante a gestação, a quantidade de sangue no organismo aumenta alguns litros. Nos primeiros meses depois do parto, o sangue torna-se mais coagulável. Podem surgir trombos nas pernas ou no cérebro. Uma doença hipertensiva que acomete 5% das grávidas (chamada de pré-eclâmpsia) também contribui para a ocorrência de AVC nessa fase da vida. "A mulher pode ter um pico de hipertensão, e ele pode provocar o AVC", diz a neurologista Gisele Sampaio Silva, do Hospital Albert Einstein.

Hipertensão

É a principal causa de AVC em homens e mulheres de qualquer idade. Uma das melhores formas de preveni-la é reduzir o sal na alimentação. Um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine revelou o impacto que essa mudança simples tem sobre a saúde. Pesquisadores da Universidade da Califórnia concluíram que um esforço nacional que resultasse na redução diária de apenas 3 gramas de sal seria capaz de evitar no mínimo 60 mil derrames por ano.

A bancária Gislaine Gonçalves Babler, de 31 anos, já é hipertensa. Sofreu um AVC na região frontal esquerda do cérebro, há dois anos. Tomava PÍLULA anticoncepcional, hábito que abandonou naquele mesmo dia. Estava no trabalho quando sentiu uma pontada forte no lado esquerdo da cabeça. Em segundos, começou a sentir formigamento no lado direito do corpo. Tentou caminhar e já estava sem coordenação motora. Compreendia o que as pessoas diziam, mas tinha dificuldades para articular as palavras. Gislaine foi levada rapidamente ao hospital. No dia seguinte, não conseguia sair da cama sem ajuda. "O pior do AVC é a imprevisibilidade", diz. Passado o susto inicial, Gislaine decidiu se dedicar com afinco à fisioterapia. Dez dias depois do AVC, voltou a trabalhar. Para superar as consequências do AVC, são necessários grandes investimentos - emocionais e materiais.

Em 1986, foi lançada a droga injetável alteplase, a única capaz de dissolver trombos e reduzir os danos do AVC. Quando os doentes a recebem em até quatro horas e meia depois do AVC, o número de pessoas sem sequelas aumenta 30%. Para esse tratamento, chamado de trombólise, o paciente pode precisar de um a dois frascos do remédio. O custo varia de R$ 1.700 a R$ 3.500. Vinte e quatro anos depois do lançamento do medicamento, poucos doentes têm acesso a ele no Brasil. A maioria dos planos de saúde paga o remédio porque já percebeu que o custo-benefício é favorável. Um conveniado com menos sequelas dá menos despesas. No SUS, poucos serviços oferecem o tratamento. O valor pago pelo Ministério da Saúde pela internação do paciente com AVC (R$ 463) não é suficiente para cobrir a trombólise.

"No tratamento do AVC, o Brasil está muito atrasado em relação ao que se faz no mundo. É estranho que a principal causa de morte não seja prioridade", diz Sheila Cristina Martins, neurologista do Hospital das Clínicas da UFRGS, em Porto Alegre, e coordenadora da Rede Brasil AVC, uma ONG que reúne os principais especialistas no assunto. Procurado, o Ministério da Saúde respondeu que não está convencido do benefício da trombólise. "Ela reduz o risco de sequela, mas aumenta o risco de sangramento. Se aumenta o sangramento, pode aumentar a mortalidade", diz Maria Inez Gadelha, diretora de atenção especializada do Ministério da Saúde. O risco de sangramento cerebral existe. Segundo Sheila, é de 5%, mas os estudos não demonstraram aumento da mortalidade. "Se os profissionais forem bem treinados para aplicar esse tratamento, não há a menor dúvida sobre o benefício dele", diz Sheila.

A trombólise não é tudo o que o Brasil poderia fazer para melhorar a condição das vítimas do AVC. Mesmo sem essa medicação, existem cuidados básicos que, sozinhos, já são capazes de diminuir a mortalidade em 18% e a dependência de outras pessoas em 25%. Quando o paciente chega ao hospital, é preciso evitar que a pressão arterial fique muito alta ou baixa. É preciso evitar que tenha febre e que os níveis de glicose subam ou caiam demais. Isso não costuma ser feito. "Em 80% dos hospitais do Brasil, esses cuidados mínimos não existem", diz Sheila. "Sem a trombólise, o médico acha que não tem nada a fazer. Dá um AAS infantil (anticoagulante) e deixa o paciente no corredor." Se quiser evitar que isso continue a acontecer, o Ministério da Saúde terá de organizar um mutirão de treinamento e enfrentamento do AVC.

Diante de tudo de ruim que poderia ter acontecido, as mulheres retratadas nesta reportagem são privilegiadas. Amanda diz ter descoberto que ir à padaria tem algo de mágico. Gislaine expressa sua fé em Deus, trabalha com prazer e vive o presente. Célia deseja encontrar um companheiro. "Ainda sou mulher. Queria poder encostar a cabeça no peito de um homem, namorar, comer pipoca." Fernanda progride na fisioterapia e está pronta para estrear o carro novo, adaptado para pessoas que dirigem apenas com a mão direita. Para se proteger da impaciência alheia, colou um adesivo de deficiente físico no vidro traseiro, mas pretende retirá-lo em breve: "Vai ser só por um tempo. Por pouco tempo".

Cortesia: Clipping Bem Fam 26/04/010)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pesquisa com 46 mil mulheres durante 40 anos mostra que pílula anticoncepcional diminui risco de câncer e doenças do coração

Pesquisa com 46 mil mulheres durante 40 anos mostra que pílula anticoncepcional diminui risco de câncer e doenças do coração

12/03/2010

O Globo

RIO - Não pare de tomar a pílula! Um dos maiores estudos já feitos sobre o método contraceptivo, divulgado nesta sexta-feira, mostrou que as mulheres que usam regularmente pílula anticoncepcional têm menos risco de morrer de qualquer doença, incluindo todos os tipos de câncer e ataques do coração. A pesquisa, do Royal College of General Practitioners, foi feita com 46 mil mulheres durante 40 anos.

As mulheres mais jovens, com menos de 45 anos, apresentaram um risco ligeiramente maior para estas doenças, mas este dado foi compensado pelo menor risco entre as mais velhas. Além disso, o risco maior entre as mais novas desapareceu à medida que elas envelheceram: 10 anos depois de pararem a pílula, por não precisarem mais do método contraceptivo, a diferença não existia mais.

O estudo mostrou que houve 52 mortes a menos a cada 100 mil mulheres-anos (um cálculo que leva em conta o número de mulheres e seu tempo de vida) entre as que usavam pílula comparadas as que nunca tomaram. Os índices mais altos foram entre as mulheres mais jovens, com menos de 30 anos, com 20 mortes a mais entre as que não usavam pílula a cada 100 mil mulheres-anos. E quatro mais mortes a cada 100 mil mulheres-ano entre aquelas de 30 a 39 anos. Entre 50 e 59 anos houve 86 mortes a menos entre as usuárias da pílula; e acima de 70 anos, 308 mortes a menos. Para o professor Richard Anderson, da Universidade de Edinburgh, os resultados são animadores.