Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tabagismo pode causar infertilidade em mulheres e homens

Tabagismo pode causar infertilidade em mulheres e homens
06/04/2011 
O cigarro afeta a formação de espermatozóides e óvulos 
O cigarro contém mais de mil diferentes componentes e a maioria faz mal à saúde. Grande parte das consequências relacionadas ao fumo está relacionada a problemas cardiovasculares e respiratórios. Além disso, vários estudos apontam que ele está relacionado à queda da fertilidade, tanto nos homens como nas mulheres. 
Antigamente, fumar era considerado "glamour", elegância. Viam-se jovens nas telas de cinema tragando seus cigarros com piteiras ao fazer caras e bocas, professores e alunos fumavam nas salas das universidades e até médicos poderiam estar fumando durante as consultas livremente. Eles não sabiam o que estavam fazendo. 
Atualmente, a informação existe e devemos utilizá-la ao nosso favor. O comportamento das pessoas em relação ao cigarro está mudado e já existem leis que proíbem tabagismo em lugares fechados. No entanto, ainda há muita falta de respeito ao próximo e, principalmente, de informação.
    Mulheres que fumam têm menor taxa de sucesso e precisam do dobro de tentativas, em média, em relação às não tabagistas 
Em relação ao impacto na fertilidade feminina, o tabagismo pode causar: 
1- Atraso na primeira menstruação
2- Antecipação da menopausa
3- Aumento de irregularidades menstruais
4- Piora da qualidade dos folículos
5- Alteração da função fisiológica das trompas
6- Alterações hormonais
7- Interferência na formação dos óvulos e fertilização
8- Dificuldade de implantação do óvulo 
Quanto à fertilidade masculina: 
1- Afertar a formação dos espermatozóides
2- Diminuir a concentração, o formato e motilidade (capacidade de nadar rápido e linear)
3- Piora o potencial de fertilização
4- Aumenta o estresse oxidativo (radicais livres)  
A exposição intra-uterina ao tabagismo materno pode diminuir a fertilidade do feto em formação. Além disso, o fumo pode acarretar na destruição dos ovócitos primários (futuros óvulos) e no atraso na concepção. Já no sexo masculino, é possível que haja a redução no volume de sêmen e na concentração de espermatozóides. 
Observamos na nossa clínica, que realiza tratamentos de fertilização in vitro, que mulheres que fumam têm menor taxa de sucesso e precisam do dobro de tentativas, em média, em relação às não tabagistas, para conseguir uma gestação. Nestas pacientes, também notamos menor qualidade dos óvulos e dos embriões formados e menor número de embriões por ciclo, havendo a necessidade de maiores doses de medicamentos. 
Pacientes que fumavam e pararam de fumar durante o tratamento se beneficiaram com aumento da chance de sucesso nos tratamentos de reprodução humana assistida. 

sexta-feira, 25 de março de 2011

Matérias sobre tabagismo:


Gente amiga!
Neste texto, a pesquisa de células-tronco da Unesp e as dicas para parar de fumar dadas por quem conseguiu deixar o vício.
 
Quem puder repassar aos amigos, Recomendar no botão acima do texto para que o link seja divulgado no Facebook e também enviar pelo Tweet, agradeço!!!!
Sigo firme na campanha... e fico grata a todos pela ajuda na divugação da matéria anterior (http://www.infosurhoy.com/cocoon/saii/xhtml/pt/features/saii/features/society/2011/03/16/feature-02.), valeu muito a ajuda!!!!!!!
 
Beijos,
Cris.
 
 
Cristine Pires
Jornalista - MTB 7847

Skype:crispires71
www.infosurhoy.com
 
 

Queridos amigos!
 
A alguns de vocês já repassei o link, a outros, ainda não.
 
Fiz duas reportagens - uma já está no ar e a outra será publicada amanhã, dia 23 - sobre tabagismo e tratamentos para o enfisema, pioneiros no Brasil.
 
Peço um minutinho da atenção de vocês para me ajudarem a divulgar o link da matéria: http://www.infosurhoy.com/cocoon/saii/xhtml/pt/features/saii/features/society/2011/03/16/feature-02.
 
Se gostarem, lá em cima tem o botão Recomendar, basta acessar que o link vai automaticamente para o Facebook.
 
A continuação da reportagem, que será publicada amanhã no www.infosurhoy.com, falará sobre pesquisa com células-tronco e tratá dicas para quem quer parar de fumar. Se puderem me dar a honra de prestigiar também, ficarei muito feliz!
 
Minha causa desta vez é pessoal. Meu pai está com enfisema e entrei na "campanha" em função dele. Foi uma longa luta em busca de tratamentos e alternativas para que ele tenha uma qualidade de vida melhor. Então, quanto mais a matéria for divulgada, mais pessoas conhecerão o tratamento e poderão encontrar algum tipo de ajuda.
 
Agradeço de coração!
Beijos,
Cris
 
 
Cristine Pires
Jornalista - MTB 7847

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Fumando Espero - documentário




Roberto Pereira
Coordenação Geral
Centro de Educação Sexual - CEDUS
Av. General Justo, 275 - bloco 1 - 203/ A - Castelo
20021-130 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel: (21) 2544-2866 Telefax: (21) 2517-3293
Cel: (21) 9429-4550
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. Se não ousarmos faze-la, teremos sempre ficado à margem de nós mesmos.”
 (Fernando Pessoa)                            
                                                                      





Favor divulgar as entrevistas da cineasta Adriana Dutra ao Jô e ao Conexão Professor, quando do lançamento do documentário 'Fumando Espero':

http://www.cigarro.med.br/fumandoespero_adrianadutra.htm

Alexandre Milagres
Centro de Apoio ao Tabagista

 

Twitter
CAT - Centro de Apoio ao Tabagista
Núcleo de estudos do tabaco
Ação política no controle do tabagismo



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fumo reduz efeito de remédios O Dia 13/09/2010

Fumo reduz efeito de remédios

O Dia

13/09/2010

Tabagista precisa de quantidade maior de antibióticos, o que pode aumentar efeito colateral e tornar bactéria resistente

Rio - O cigarro prejudica o tratamento com antibióticos. Foi o que descobriram pesquisadores da Faculdade Leopoldo Mandic, em Campinas, ao verificarem a concentração de antimicrobiano na corrente sanguínea de 30 pacientes, sendo metade fumantes que consomem mais de 20 cigarros por dia. Conclusão: o remédio fez o dobro do efeito nos 15 pacientes não-tabagistas.

O produto usado na pesquisa foi o metronidazol, normalmente usado para doenças da gengiva e infecções ginecológicas. “Em alguns fumantes, a concentração do remédio correspondia quase à metade da quantidade que chegou no sangue dos não-fumantes. É um indício de que pode haver comprometimento da eficácia clínica do medicamento”, explica o pesquisador Rogério Motta.

A consequência é que o tratamento com medicamentos costuma ser mais demorado para quem fuma. “Especialmente no caso de antibióticos, isso pode causar efeitos colaterais, além de contribuir para a resistência da bactéria”, explica Juliana Ramacciato, outra pesquisadora.

Farmacêutica do Hospital do Fundão, Christiane Gomes alerta: “A partir do momento em que se aumenta a dosagem, o medicamento pode passar do nível de eficácia para grau de toxicidade”. Em vez de fazer o efeito desejado, pode causar algum mal, como dor de cabeça, náuseas, vômito, secura na boca e alergia ao remédio.

Fumantes devem estar cientes de que o tratamento pode não ter o efeito esperado. “O procedimento correto seria abandonar o cigarro, pelo menos enquanto estiver usando o remédio”, recomenda Motta.

OUTRAS COMBINAÇÕES PERIGOSAS

Misturas entre remédios, alimentos e bebidas podem causar intoxicação e, em alguns casos, até matar.

REMÉDIOS E BEBIDAS

Paracetamol + álcool: lesões de fígado. O uso recorrente pode matar. Não tome para curar ressaca. Espere 6 horas para beber após usar o analgésico.

Calmantes + cafeína: efeitos do medicamento podem ser anulados. Espere 12 horas para ingerir cafeína, mesmo que em doses pequenas.

Calmantes + álcool: pode diminuir a frequência da respiração e causar parada respiratória.

REMÉDIOS E ALIMENTOS

Broncodilatadores + gordura: remédio perde o efeito esperado e as crises respiratórias voltam muito antes do previsto.

Antibióticos quinolonas + laticínios: leite e derivados neutralizam o antibiótico. Espere três horas para tomar o remédio.

REMÉDIOS E REMÉDIOS

Inibidores de apetite + calmantes: irritabilidade, confusão mental, alteração de batimentos cardíacos e tontura. Não devem ser tomados juntos.

Antiácidos + Antibióticos: antiácidos diminuem absorção de antibióticos. Espere 1 hora.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mulheres fumam mais cedo

Mulheres fumam mais cedo

Mas a proporção das jovens que deixam o tabaco é duas vezes maior do que a dos homens, informa pesquisa

POR CLARISSA MELLO

Rio - Mulheres começam a fumar mais cedo que os homens, mas param em uma proporção duas vezes maior. Foi o que revelou a Pesquisa Especial de Tabagismo, divulgada ontem pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) para marcar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado no domingo.

O estudo revelou que, apesar de o número de fumantes no Brasil ter diminuído 45% em 20 anos, os jovens estão começando a fumar mais cedo: com 17 anos em média. A proporção de mulheres que começam a fumar antes dos 15 é 22% maior do que a de homens.

“O fato de as mulheres serem mais precoces não faz com que elas fumem mais. Entre as com menos de 24 anos, a proporção das que deixaram o tabaco é duas vezes maior do que a dos homens”, afirmou o técnico da Divisão de Epidemiologia do Inca, André Sklo.

“Acima de 25 anos, a relação é mais proporcional: 55% mulheres e 53% homens”, ressaltou o profissional.

A pesquisa também apontou que uma em cada cinco pessoas foi exposta à fumaça do cigarro em locais públicos. Os jovens de até 24 anos foram 10% mais expostos ao fumo passivo do que os adultos.

Para a gerente de Divisão de Epidemiologia do Inca, Liz Maria de Almeida, é preciso que a legislação que permite fumódromos em alguns locais seja alterada para impedir o uso de produtos do tabaco em ambientes coletivos e fechados.

“Quanto mais cedo uma pessoa é exposta ao cigarro em ambientes com fumantes, maior a possibilidade de desenvolver câncer”, completou o diretor do Hospital do Câncer I, Paulo de Biasi. A pesquisa — realizada em 51 mil domicílios — tem como objetivo fornecer informações para montar estratégias para a Política Nacional de Controle do Tabaco.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Contrabando na LDO

Contrabando na LDO

Correio Braziliense - 24/06/2010

Relatório diz que a União cobrará da indústria do tabaco a conta pelo tratamento de fumantes

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2011 traz um reforço de recursos até então inédito na área de saúde. Como complemento para o orçamento do setor, um dos mais dispendiosos para qualquer governo, a União deve começar a cobrar das indústrias brasileiras de cigarro a conta pela alta incidência de câncer e de doenças cardiovasculares entre fumantes. Segundo o texto do relatório final da LDO, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), o governo federal passaria a acionar na Justiça as indústrias do tabaco, com o objetivo de ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) pelos gastos com fumantes doentes em razão do cigarro.

A proposta de compartilhar o custeio dos tratamentos com as indústrias que fabricam os cigarros partiu exclusivamente do Legislativo e surpreendeu o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Até o fim da tarde de ontem, ele não sabia que o relatório da LDO apresentado no Senado incluía a medida como fonte de recursos para a saúde pública. Temporão elogiou a iniciativa e disse que vai analisar o texto em discussão no Congresso. “Sempre defendi que as indústrias que fabricam produtos potencialmente nocivos à saúde participassem, de uma forma ou de outra, do financiamento do tratamento das doenças pelo sistema público”, afirmou ao Correio.

Além de focar o cigarro, uma droga lícita, o relatório da LDO em apreciação no Senado prevê mais recursos para o combate ao crack, a droga que mais avança entre os jovens e que passou a ser alvo de sucessivas campanhas dos governos federal e estaduais. Não deve haver limitação de empenhos, conforme o texto da LDO, de despesas do Ministério da Saúde referentes à prevenção do consumo e ao tratamento de usuários do crack. O valor destinado ao combate à droga pode ficar em torno de R$ 100 milhões.

Saúde

No caso do cigarro, o senador Tião Viana sustenta que a cobrança das indústrias de tabaco deve fazer parte da lei orçamentária porque os gastos com os problemas de saúde de fumantes têm impacto relevante nas despesas do Ministério da Saúde e “tiram recursos de outras áreas”. O relator da LDO sugere que a obrigação de ressarcimento de pessoas com câncer ou com problemas cardiorrespiratórios pode ser estabelecida por meio de uma portaria editada pelo governo, após o Congresso aprovar a sugestão incluída na LDO.

“O SUS atende a todos, cobre o tratamento das pessoas com câncer e doenças cardiovasculares”, disse o ministro da Saúde. Temporão defende que a indústria do tabaco participe com “recursos extras” no tratamento, principalmente a partir do aumento do preço final do maço de cigarro. “No Brasil, esse preço é muito barato, nem se compara com outros países. “As indústrias de cigarro sustentam que ainda não foram informadas sobre a inclusão da medida no relatório da LDO.

A votação do relatório da LDO está prevista para ocorrer no Senado até 1º de julho. Outras medidas são o aumento do salário mínimo conforme a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) — podendo chegar a 550 reais em 2011 — e a previsão de recursos prioritários ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Cortesia Clipping Bem Fam (24/06/010)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Restrição ao cigarro reduz internações hospitalares, diz estudo

Restrição ao cigarro reduz internações hospitalares, diz estudo

16 de abril de 2010

Estadão

Foram analisados estudos internacionais que descreviam proibições legislativas ao fumo

Uma revisão de 50 estudos internacionais sobre os efeitos da proibição do fumo em locais públicos indica que esse tipo de medida reduz a exposição ao fumo passivo e as internações hospitalares por problemas cardíacos. O trabalho, encabeçado pela pesquisadora Joanne E. Callinan, do Centro de Saúde Milford, na Irlanda, foi realizado para a Cochrane Colaboration, uma organização sem fins lucrativos de levantamento de informações médicas.

Exame genético pode detectar fumantes com alto risco de câncer

"Houve evidência consistente da redução de internações hospitalares por eventos cardíacos, bem como a melhoria de alguns indicadores de saúde" após a proibição do fumo, escrevem os autores num resumo do trabalho.

Foram analisados estudos que descreviam proibições legislativas ao fumo, e que tivessem um período de acompanhamento de pelo menos seis meses das mudanças nos comportamentos relativos ao tabaco.

Os pesquisadores não encontraram variações expressivas no fumo passivo dentro de automóveis ou em residências, mas "evidência consistente" de queda no fumo passivo em locais de trabalho, restaurantes, bares e áreas públicas.

Os autores concluem que a imposição de leis proibindo o fumo leva a uma redução da exposição ao fumo passivo. A população mais beneficiada, segundo o levantamento, foram os funcionários da indústria da hospitalidade, como hotéis e restaurantes.

Há pouca evidência do impacto dessas medidas no fumo ativo, mas a tendência, diz o trabalho, é de queda. Os autores também notam que o apoio popular às proibições cresce depois que são implementadas.

Cortesia Clipping Bem Fam(16/04/010)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Olha o perigo da propaganda

29/03/2010 - 08h55

Propaganda de cigarro conquista as adolescentes

Publicidade

TARSO ARAUJO
da Folha de S.Paulo

Os cigarros vendidos nesta embalagem são finos, delicados. Alguns trazem como brinde batons com sabor de morango e joias para celular.

Divulgação
Anúncio norte-americano do Camel nº9; campanha do cigarro seria para mulheres
Anúncio norte-americano do Camel nº9; campanha do cigarro seria para mulheres

Com essa apresentação, o Camel nº 9 foi lançado e divulgado, em 2007, em revistas femininas dos Estados Unidos -onde se permite a propaganda de tabaco.

Cigarro para meninas? Segundo o fabricante, R. J. Reynolds, não. O alvo eram mulheres adultas, declarou a companhia em comunicado.

A campanha, no entanto, atingiu as adolescentes americanas, como mostra uma pesquisa publicada neste mês na revista "Pediatrics".

O estudo acompanhou 1.036 crianças que tinham de dez a 13 anos em 2003. Uma vez por ano, até 2008, elas responderam questões como "qual seu anúncio de cigarro favorito?".

A proporção de meninos que citavam alguma marca não mudou no período. A de meninas, porém, pulou de 34% para 44% no último ano da pesquisa -em 2008, exatamente após o lançamento do Camel nº 9.

"É uma evidência definitiva de que [os fabricantes do cigarro] violaram o acordo", diz John Pierce, autor do estudo, citando acordo de 1998 em que a indústria do tabaco se comprometia a não direcionar suas propagandas a adolescentes.

Na época do lançamento do produto, houve protestos de associações anticigarro e a campanha da marca foi interrompida. Mas a polêmica deu ainda mais evidência ao produto.

O estudo vem à tona na semana em que a FDA (agência americana que regula remédios e alimentos) aprovou uma regra que proíbe a venda de cigarros para menores de 18 anos e aumenta as restrições de anúncios de produtos de tabaco.