Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador AIDS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AIDS. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de junho de 2016

“Medicamento não é bala mágica” por Clarissa Pains – O Globo

“Medicamento não é bala mágica”, critica especialista em HIV/Aids
por Clarissa Pains – O Globo

Estudiosos dizem que, embora tratamento esteja avançando, prevenção é o grande gargalo no combate à epidemia

RIO — Embora o número de mortes relacionadas à Aids tenha caído 26,7% nos últimos cinco anos, como mostra o relatório divulgado na terça-feira pelas Nações Unidas, a taxa de novas infecções no mundo permanece quase a mesma. Em 2010, ocorreram 2,2 milhões infecções, e em 2015, foram 2,1 milhões. Para especialistas, isso evidencia que o grande gargalo no combate à epidemia de Aids é a prevenção.

A queda na mortalidade se deve, segundo a ONU, a um aumento expressivo no número de pessoas tratadas com terapias antirretrovirais. Se em 2010 apenas 7,5 milhões de pessoas com HIV recebiam medicamentos — o equivalente a 22,5% da população infectada na época —, em 2015 a cobertura chegou a 17 milhões, isto é, 46% dos infectados. A marca ultrapassou em dois milhões a meta da ONU para o ano.

No entanto, a queda no índice de mortes poderia ser bem maior caso novas infecções tivessem sido evitadas nos últimos cinco anos. O coordenador de projetos da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Veriano Terto Jr., critica o fato de o relatório do Unaids, Programa das Nações Unidas para a Luta contra a Aids, incentivar que parte expressiva dos investimentos globais seja no tratamento, e não na prevenção do vírus.

— Se as políticas públicas enfatizarem apenas o tratamento, deixando os programas de prevenção como secundários, não será possível controlar a epidemia de Aids em 2030, como a ONU estipula — afirma ele. — Não se pode achar que o medicamento é uma bala mágica, que resolverá todos os problemas. É preciso educação sobre DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).

Ele faz uma analogia com a situação da sífilis no Brasil. Os casos da doença não param de crescer, apesar de já existir medicamento poara tratá-la desde 1927.

— Não é a existência do medicamento, pura e simplesmente, que fará as pessoas não contraírem a doença e não sofrerem com ela. É preciso fortes políticas públicas de prevenção para combater doenças como a sífilis e a Aids — avalia Terto Jr.

DESIGUALDADE DE GÊNERO - Segundo o relatório, o grupo de maior risco para o HIV é o de jovens e adolescentes, sobretudo entre a população feminina. Mulheres de 15 a 24 anos representaram 20% das novas infecções em 2015, apesar de serem apenas 11% da população contaminada. De acordo com o Unaids, desigualdade de gênero, pobreza, violência e obstáculos para educação das mulheres e para o acesso a serviços de saúde reprodutiva estão na raiz dessa vulnerabilidade maior.

O objetivo da ONU é alcançar, até 2020, o modelo conhecido como “90-90-90”: diagnosticar 90% dos infectados pelo HIV, oferecer terapias antirretrovirais para 90% dessas pessoas, e alcançar supressão viral em 90% dos pacientes que recebem o tratamento.

BRASIL: 12 MIL MORTES em 2014 - Um mecanismo de prevenção que deve ser aprovado ainda este ano para uso no Brasil é a profilaxia pré-exposição (PrEP), uma pílula que reúne dois antirretrovirais — o tenofovir e a emtricitabina — e que pode ser tomada diariamente ou antes de uma relação sexual para evitar a contaminação pelo vírus. A ideia é que ela seja indicada para pessoas que se relacionam com quem tem HIV e para homens que fazem sexo com homens, grupo que reúne a maior parte dos infectados no país. Essa pílula já é aprovada nos EUA e na Europa.

— Há estudos indicando que a PrEP chega a ser mais eficaz do que a camisinha, mas quem for tomá-la precisa de acompanhamento médico, porque pode provocar efeitos colaterais — diz Paulo Abrão, professor de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O Brasil registrou 40 mil novos casos e 12 mil mortes em 2014, último ano com dados divulgados. Ambos índices se mantêm estáveis em comparação com 2010. Para José Valdez Madruga, coordenador do Comitê Científico de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o estigma ainda é uma das principais barreiras no país.

— Existe muito preconceito com a testagem, o que acaba atrasando o diagnóstico e, assim, o início do tratamento.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

#CONVITE EVENTO DE 34 Anos HIV/AIDS

A grande ativista REGINa Bueno convida a sociedade civil organizada ou não...
Eu estarei presente também.
Tendo em  vista a Comemoração do Dia Mundial combate HIV/AIDS

quarta-feira, 18 de junho de 2014

#GIV lança edital 2 Seminário de atualização em #HIV

      Prezados   Encaminho abaixo a chamada para divulgação e inscrição para participação  no II Seminário Nacional de Vacinas e Novas Tecnologias de Prevenção para o HIV/AIDS.   As  inscrições serão realizadas somente acessando o  site do giv: www.giv.org.br   Por gentileza divulgar entre seus contatos.   Qualquer duvida entrar em contato conosco.   Atenciosamente.   Luis Donizeti – Ass. De Projetos     II Seminário Nacional sobre Vacinas e novas Tecnologias de Prevenção para o HIV/AIDS Datas: 11 a 13 de Setembro de 2014 Local: Hotel Braston Augusta - Rua Augusta, 467 - Consolação - São Paulo/SP. Inscrições: Clique aqui e realize sua pré-inscrição. » Realização: GIV - Grupo de Incentivo à Vida. Apoio: Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais/Ministério da Saúde; Programa Municipal de DST/AIDS SMS PMSP.   O Seminário O II Seminário Nacional Sobre Vacinas e Novas Tecnologias de Prevenção para HIV/AIDS será realizado em setembro de 2014 na cidade de São Paulo. Sua finalidade será atualizar os participantes de Ongs AIDS das cinco regiões brasileiras a respeito do que está acontecendo no Brasil e no mundo no campo das pesquisas de vacinas anti HIV/AIDS, da prevenção biomédica para o HIV, tendo como focos principais a PEP, PrEP, Tratamento como Prevenção e outras formas de prevenção. O Seminário contará minimamente com representantes de 20 estados. Serão realizadas: Cerimônia de abertura, no dia 11 de setembro, e 8 mesas temáticas nos dias 12 e 13 de setembro de 2014. Observações A pré-inscrição não confirma a efetiva participação no Seminário, solicitamos que aguardem contato de confirmação da Comissão Organizadora. Prestem muita atenção no correto preenchimento dos dados para que não haja problemas de comunicação. Obrigado. Importante Devido a restrições orçamentárias, serão priorizados os candidatos que não precisem de auxílio transporte Período da pré-inscrição De 18/06/2014 até 15/07/2014 (impreterívelmente até as 17:00h - horário de Brasília).   Pré-Inscrição   Curta o GIV Facebook Contatos: Fones: (11) 5084-0255 ou 5084-7465 Email: giv@giv.org.br           __._,_.___ Enviado por: "giv" Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___   não estou conseguindo acesso para a pré inscrição do giv. francisco=bronsotico@yahoo.com.br Em Quarta-feira, 18 de Junho de 2014 19:19, "'giv' giv@giv.org.br [fonaids]" escreveu: ▶ Mostrar texto das mensagens anteriores __._,_.___ Enviado por: Francisco Adalton Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (2) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Patente de droga para tratar #Aids gera briga

  Patente de droga para tratar de Aids no Brasil gera briga judicial entre laboratórios Em disputa que pode ditar rumos do tratamento, empresa brasileira quer fazer remédio criado por gigante americana por Cesar Baima 04/06/2014 6:00 / Atualizado 04/06/2014 15:24 Farmanguinhos: laboratório da Fiocruz, em Jacarepaguá, é o principal fornecedor local de remédios anti-HIV para o programa de tratamento universal de pacientes coordenado pelo governo, num total de R$ 200 milhões anuais - Custódio Coimbra Uma briga na Justiça entre o laboratório brasileiro Cristália e o gigante farmacêutico mundial AbbVie pode ditar os rumos e o futuro da política de tratamento universal de portadores do HIV, o vírus causador da Aids, no Brasil. Iniciada em 2009, a ação contesta a patente do medicamento Kaletra, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) à americana Abbott em 2000 e que deu ao laboratório o monopólio da sua venda no país.   Associação dos antirretrovirais ritonavir e lopinavir, o Kaletra é o principal tratamento de segunda escolha — prescrito quando os remédios da chamada primeira escolha, mais antigos, não surtem efeito devido ao desenvolvimento de resistência pelo vírus — usado no Brasil. Segundo o Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual (GTPI) da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip), coordenado pela Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), a estimativa é de que hoje ele seja distribuído pelo Ministério da Saúde a pelo menos 73 mil dos 313 mil soropositivos que eram atendidos pelo programa do governo em dezembro de 2012, a um custo de quase US$ 50 milhões anuais. O problema é que uma proporção cada vez maior dos soropositivos brasileiros está infectada com cepas resistentes do HIV, necessitando de medicamentos não só de segunda como de terceira linhas, ainda mais caros, o que começa a levantar dúvidas quanto à sustentabilidade financeira do programa do governo. Além disso, no fim do ano passado o Ministério da Saúde alterou o protocolo para o fornecimento dos remédios, o que deverá colocar mais 100 mil soropositivos no âmbito do programa este ano. E é aí que a briga entre Cristália e AbbVie ganha uma relevância que vai além do simples embate entre as duas empresas, pois o resultado do processo deverá estabelecer os precedentes e ordenamento jurídico que guiarão o sistema em torno do licenciamento compulsório, popularmente conhecido como “quebra de patente”, de remédios no Brasil previsto na legislação nacional sobre o assunto. Isso porque, nos últimos anos, a simples ameaça de usar o mecanismo já era suficiente para levar os grandes laboratórios a reduzir os preços cobrados do governo. Tanto que os gastos totais com a compra de antirretrovirais pelo Ministério da Saúde recuaram de R$ 1,084 bilhão em 2009 para R$ 770 milhões no ano passado. Mas esta estratégia está perdendo força, já que quase nunca a ameaça é levada a cabo, afirma Marcela Vieira, integrante da Abia e coordenadora do GTPI. Fiocruz é maior produtora nacional Marcela lembra que desde a entrada em vigor na nova lei de patentes brasileira, em 1996, até hoje, apenas um medicamento antirretroviral teve sua patente de fato “quebrada”, o Efavirenz, em 2007. Então, as negociações entre o governo e o laboratório Merck para redução de seu preço fracassaram. Com o licenciamento compulsório, um genérico do Efavirenz passou a ser importado de um laboratório indiano até começar a ser produzido pela Fiocruz, trazendo uma economia estimada em mais de US$ 100 milhões aos cofres públicos até 2011. — O custo da compra de remédios antirretrovirais pelo governo vinha diminuindo, mas esta curva começa a virar — alerta Marcela. — Teremos mais pessoas em tratamento e a incorporação de novos medicamentos, com cada vez mais pacientes saindo da primeira para a segunda e a terceira linha. Tudo isso vai resultar em uma alta nos custos que coloca em risco a sustentabilidade financeira do programa. E o pior é que não vemos isso como uma preocupação do governo. Não dá para admitir que se fale que não há problema de recursos na área de saúde no Brasil. Não estamos preocupados só com a continuidade do tratamento dos soropositivos, mas com o orçamento da saúde brasileira como um todo. Já Hayde Felipe da Silva, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos), maior fornecedor público de remédios genéricos para o programa de tratamento de soropositivos, no valor de R$ 200 milhões anuais, afirma que o governo deve decidir se vai estimular a indústria nacional a investir na pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para produção local de antirretrovirais ou continuará “refém” dos grandes laboratórios multinacionais e intermediários. — Nosso maior problema atualmente em relação aos remédios de segunda e terceira geração é a obtenção dos princípios ativos — conta. — Isso vai exigir um grande esforço da indústria farmacoquímica, que para isso vai precisar de um cenário de estabilidade jurídica. Visão parecida tem Ogari Pacheco, presidente do Cristália: — Estamos lutando por um princípio. A ideia é estabelecer uma jurisprudência que vá nortear disputas semelhantes no futuro, dando segurança jurídica para todas as empresas que queiram trabalhar e investir na pesquisa e desenvolvimento para produção destas substâncias complexas no Brasil e não ver todo seu esforço interrompido por uma decisão judicial. Em nota, o Abbvie afirmou estar “seguro que sua patente do lopinavir no Brasil foi outorgada de forma válida e em conformidade com lei brasileira”. Entenda o caso Na ação na Justiça, o Cristália alega a inconstitucionalidade da concessão da patente do Kaletra por meio de um mecanismo conhecido como pipeline, criado pela lei de patentes brasileira aprovada em 1996 (9.279/96) em resposta à assinatura pelo país, na Organização Mundial do Comércio, do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio (Trips, na sigla em inglês), e que reconheceu pela primeira vez a patenteabilidade de medicamentos no Brasil. Usando este mecanismo, grandes laboratórios como o Abbott puderam requisitar, a partir de patentes concedidas no exterior, o registro automático de substâncias e associações como o Kaletra que pela lei deveriam já ser de domínio público no Brasil. Como consequência, o Cristália também argumenta que a patente do remédio não passou por uma análise formal e técnica dos requisitos de patenteabilidade pelo INPI nem teve anuência prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), outros requisitos da lei. Em julgamento realizado em fevereiro de 2012, a juíza Daniela Pereira Madeira, da 9ª Vara Federal do Rio, acatou a alegação de inconstitucionalidade das patentes pipeline e emitiu liminar suspendendo o registro do Kaletra no Brasil. Diante disso, o então laboratório Abbott recorreu e o caso foi parar no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ainda no Rio, onde os desembargadores Antonio Ivan Athié, Paulo Espirito Santo e Abel Gomes decidiram não abordar o tema das patentes pipeline, objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Procuradoria Geral da República também desde 2009 e que ainda aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal. Relator do processo, Athié, no entanto, concordou com os outros argumentos do Cristália e pediu a manutenção da decisão de Daniela. Espirito Santo, porém, foi contra, e em voto de desempate Gomes determinou o envio da patente para a Anvisa, condicionando sua volta à validade à anuência da agência. Esta, por sua vez, informou que aguarda julgamento pelos desembargadores de embargos de declaração propostos pelas empresas e pela própria Anvisa antes de avaliar a patente. Em sua nota, o Abbvie afirmou ainda que a decisão dos desembargadores “foi favorável” ao seu ponto de vista, confirmando tanto a constitucionalidade das patentes por pipeline quanto o cumprimento das exigências da lei pelo Kaletra. “Apesar de ter sido solicitado à Anvisa que agora dê o consentimento à patente do AbbVie, esta é uma mera formalidade, já que Kaletra foi aprovado pela Anvisa em 9 de outubro de 2000. A aprovação para comercialização, conferida pela Anvisa, atesta, no Brasil, a eficácia e a segurança de um medicamento”, destaca o laboratório. E como a sentença inicial de Daniela nunca foi executada, o agora AbbVie também mantém até hoje a exclusividade da venda do Kaletra no país, onerando o programa de universalização do tratamento do governo. Segundo levantamento do GTPI, os gastos só com este medicamento poderiam ser 60% menores se o Ministério da Saúde pudesse comprar seu equivalente genérico mais barato no mercado internacional. Já Ogari Pacheco, presidente do Cristália, garante que sua empresa está preparada para fabricá-lo em quantidade suficiente para suprir a demanda nacional, prevista em mais de 92 milhões de doses nas suas diversas formulações, praticando preços até 30% menores que os cobrados pelo agora laboratório AbbVie, de US$ 0,451 a unidade do tipo mais usado, com a vantagem de gerar empregos e impostos ao longo de toda sua cadeia produtiva dentro do país. Veja Também Soropositivos comemoram lei que define preconceito como crime no país Vacina poderá prevenir Alzheimer Dilma sanciona lei que pune discriminação a portadores de HIV LEIA MAIS: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/patente-de-droga-para-tratar-de-aids-no-brasil-gera-briga-judicial-entre-laboratorios-12712208#ixzz33ixr3Fpg Roberto Pereira Centro de Educação Sexual - CEDUS SEXUALIDADE – SAÚDE – CIDADANIA   CNPJ: 74055906 / 0001-40 Reg. CMDCA/ RJ: 02/184/ 349  -  Reg. CMAS/ RJ: 0297/00 Utilidade Pública Municipal - Lei 3115 em 03/10/2000 Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro LEI 2947/2005 Membro da Executiva do Fórum ONGs Tuberculose - RJ Membro da Parceria Brasileira Contra a Tuberculose - STOP TB Membro da Comissão Estadual de Aids e Tuberculose - SES/RJ Membro da Comissão de Aids e Tuberculose do CMS/RJ  Brasil - Rio de Janeiro - RJ Cel: (55.21) 99429-4550 cedusrj@yahoo.com.br - cedus@hotmail.com           __._,_.___ Enviado por: CEDUS Responder através da web•• através de email•Adicionar um novo tópico•Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

sábado, 24 de maio de 2014

#AIDS DE SENTENÇA DE MORTE...

​Aids: de sentença de morte a uma doença tratável Por iG São Paulo | 23/05/2014 06:00                 HIV surgiu impactando fortemente a comunidade gay, que se uniu para lutar contra a epidemia e exigir tratamento digno. Veja a trajetória da aids em quatro décadas no infográfico Estreando no Brasil no próximo dia 31, no canal HBO, o filme “The Normal Heart” retrata o início da epidemia de aids nos Estados Unidos, no início dos anos 80. Estrelado por Mark Rufallo, Matt Bomer e Julia Roberts, o comovente drama se faz importante por resgatar um período em que a doença atingiu fortemente a comunidade gay, que foi injustamente estigmatizada por conta disso. Por outro lado, a produção também mostra como o movimento LGBT foi fundamental para que a contaminação pelo HIV fosse encarada com mais seriedade pelas autoridades sanitárias e pelos governos de todo o mundo. Veja no infográfico abaixo a evolução da aids desde 1977, quando uma médica dinamarquesa morreu de uma doença misteriosa depois de passar uma temporada na África. http://igay.ig.com.br/2014-05-23/aids-de-sentenca-de-morte-a-uma-doenca-tratavel.html

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Campanha contra Aids BYLuccasNetto (VIDEO)






Bom dia meu amigo, sempre acompanho seus trabalhos, mas dessa vez queria que vc visse um dos meus e se puder, queria ler a sua opinião !
É uma campanha contra O vírus HIV, o final é surpreendente !


https://www.youtube.com/watch?v=FBIzTXqxOZ8



Abçs !!







 NOTA PESSOAL:

Gostei Luccas ! Forte e põe para pensar. Assim que estiver no CPD vou postar no blog e compartilhar ok! SEMPRE que tiver algo me mande para postar ok. Seja bem vindo!
NGB 




 Aee ! Que bom que curtiu, quando postar me da um toque aqui pra eu compartilhar tbm! Estamos terminando o próximo, e lhe aviso ! Abc !!

terça-feira, 1 de abril de 2014

#DENUNCIA #CEARA E O DESCASO COM OS PACIENTES DE #HIV AIDS



Prezad@s 

Como Coordenador Do Grupo de Jovens da RNP+-CE E Secretario do Forum do ceará , Acho que esse Assunto ja Chegou no Limite de todos os Diálogos Possíveis , e que o único Caminho a se tomando e o ministério Publico , pois infelizmente a Dra. Socorro Martins pessoa Qual tinha Ganhado o Respeito da Sociedade Civil , por estar Próximo de nós e ouvindo nossas Demandas , Não Mas Estar Sensível a nos escuta e por isso que chegou onde chegamos por termos confiando no Bom Senso Que ela iria Resolver essa situação ela apenas Fez Mas Uma Das Suas Ligações Para o Vando Oliveira , onde por telefone todos nos sabemos que nada é garantido ao contrario de emails que tudo que se é escrito se torna oficial ,  so tenho a lamentar e dizer que infelizmente a Secretaria de Saúde do Municipio de Fortaleza Dra. Socorro Martins e alguns da Sua Equipe de Trabalho Não Veem Mas A AIDS Como a Mesma Sensibilidade do Inicio de sua Gestão ...

Atenciosamente 


             Rodrigo Alencar
Secretário Fórum Ong Aids Ceará
Coord. Grupo de Jovens RNP+CEARÁ
       (85) 9981-4090 - 3243-7405



Em Domingo, 30 de Março de 2014 15:04, Vando Oliveira. escreveu:
 
Fabiana Sales, embora você tenha saído do grupo para não nos responder nossas discussão e o que dizem as pessoas vivendo! Trago ao seu e-mail e da Dra Socorro o que estar acontecendo nos nossos serviços, TALVEZ SEJA POR ISSO QUE NÃO VIABILIZARAM A REUNIÃO COM O PREFEITO.

Esa reunião precisa acontecer nas próximas 48 horas visto que A SECRETARIA DO TRABALHO JA SE COLOCOU A DISPOSIÇÃO PARA PARTICIPAR NA PESSOA DO DR. CLAUDIO, e o mesmo so poderá participar  ate terça feira devido seu afastamento por problema de saude, Não podemos perder o apoio da SETRA em relação a CENTRAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR Se isso acontecer devemos tão somente a Àrea Técnica e Drª Socorro que não articullaram com o prefeito ESTA REUNIÃO QUE ELE MESMO HAVIA PRE AGENDADO PARA O COMEÇO DE JANEIRO. Os dias estão passando e esta reunião com o fórum não aconteceu. E nossos problemas so aumentam.
 
Caros e caras observando a atual realidade no contesto que se Refere ao atendimento às PVHA,S em Fortaleza vejo, que o diálogo da sociedade civil organizada com os gestores a cada dia se torna mas complexo e destante.
Falta em vários momentos força de vontade por parte dos gestores para efetivar ações concretas para melhorias para a assistência para as PVHA,S DE FORTALEZA...
Precisamos nos mobilizar para tencionarmos de forma objetiva e concreta os gestores .....
Boa noite

domingo, 9 de março de 2014

#CLIPPING #SaúdeSexualidade&Afins 7/Mar./2014 ANAGloria

#CLIPPING #SaúdeSexualidade&Afins 7/Mar./2014 ANAGloria

CLIPPING
Saúde, Sexualidade & Afins
7/Mar./2014
O carnaval no país do racismo velado (Bruno Lima Rocha)
O episódio de prisão arbitrária ocorrido com o psicólogo, vendedor de roupas e figurante de novela, Vinícius Romão, é a prova material de que vivemos em um país racista. Para a sorte deste jovem carioca, sua rede de amigos e parentes moveu-se com agilidade, pressionando o aparelho policial de modo a conseguir sua liberdade.
Dezenas de casos semelhantes pululam no sistema prisional brasileiro sem a mesma atenção. Deste crime de Estado, retira-se a oportunidade de debatermos abertamente o problema do racismo estruturante.
O tema da dominação racial remonta à estratégia da supremacia, onde ao mesmo tempo em que se coloca parte considerável da população brasileira sob suspeita, integra-se – de forma subordinada – a esta maioria.
A história nos traz exemplos como: a política de Estado visando à europeização da cidadania; a negação do debate sobre os horrores da escravidão; o antigo crime de vadiagem; até chegarmos a situações estruturantes como a violência policial que atravessa o aparelho de segurança das metrópoles, sendo a polícia fluminense campeã neste quesito.
Através do mito da democracia racial, reproduzimos o estilo assimilado do colonialismo lusitano na África, sem admitir o debate básico de reparações ou promoção da igualdade racial. O senso comum supõe que se somos todos iguais, porque “discriminar ou subestimar” os afrodescendentes com a política de cotas?
Como diz o antropólogo e professor universitário Kabengele Munanga (em entrevista para o portal da revista Fórum, em 09/02/2012), o racismo brasileiro “é um crime perfeito”. Como o modelo não é explícito, logo o tema não vem à tona, necessitando de janelas de visibilidade para este debate. A cada tragédia divulgada, eis a chance.
No cotidiano, seguimos com mais do mesmo: o aparelho de Estado discriminando; a elite dirigente produz alguns paliativos; a classe dominante contenta-se em ser a periferia do Ocidente; já as matrizes culturais brasileiras, majoritariamente de origem africana, são apresentadas como “nacionais”. Isto sem falar na perseguição covarde contra as religiões de matriz africana, genocídio cultural promovido por “pastores” que são base de apoio da bancada neopentecostal.
Temos a segunda maior população de origem africana do planeta e não por acaso promovemos uma manifestação cultural da envergadura do carnaval. Mas, enquanto o país não condenar a vergonha do passado escravagista e genocida, episódios absurdos como o de Vinícius Romão – e dezenas de outros - irão se repetir.
Bruno Lima Rocha é professor de ciência política e relações internacionais.
'' A violência contra a mulher não tem classe social '' (Eleonora Menicucci)
Época
A ministra da Secretaria de Política para as Mulheres quer melhorar a aplicação da Lei Maria da Penha - e discute o impacto, para sua Pasta, de ter uma mulher na Presidência
A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política para as Mulheres, comanda há dois anos uma das pastas de menor orçamento da Esplanada. Para este ano, Eleonora conta com R$ 82,7 milhões para, entre outras atribuições, interromper a alta nos índices de violência contra as mulheres - e, fosse isso pouco, assegurar tratamento digno para as vítimas. Eleonora, ex-companheira de cela da presidente Dilma Rousseff nos calabouços da ditadura militar, afirma que o governo da primeira mulher eleita presidente da República contribui para extinguir o machismo que ainda predomina no Brasil. Em entrevista, Eleonora diz que sua Pasta tem mais resultados a mostrar do que seu pequeno orçamento pode sugerir.
ÉPOCA - Qual o impacto real de termos uma mulher na Presidência?
Eleonora Menicucci - Um impacto muito grande, a ponto de as meninas não quererem mais brincar de Barbie, e sim de presidenta. As garotas pedem fantasia de presidenta no aniversário. Conheço duas meninas de uma família que pediram isso. Politicamente, fez diferença também. Conseguimos, na eleição de 2012, superar a cota de mulheres candidatas (pela lei, cada partido precisa destinar, nas eleições, pelo menos 30% das vagas a mulheres). Mas o número de eleitas ainda é muito baixo. É preciso que os partidos mudem sua cultura e enfrentem essa questão. Como ministra de Estado da primeira presidente mulher do Brasil, estou conseguindo transformar meus sonhos de ampliar e consolidar os direitos humanos das mulheres em realidade, em política pública.
Procedimento genético pode ajudar no tratamento da Aids
G1
 
Cientistas modificaram genes nas células do sangue de pacientes com HIV para os ajudar a resistir ao vírus da Aids, e concluíram que o tratamento não só é seguro, como também promissor. Os resultados podem ser uma esperança aos pacientes que se submetem a um esgotante regime diário de medicamentos e os pesquisadores acreditam que as conclusões podem oferecer uma forma de cura. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
As novidades aparecem um dia depois de médicos de Boston anunciarem que esperam ter curado um bebê com HIV. A criança, que nasceu em Los Angeles no ano passado, é a segunda a ter sido colocada em remissão, e possível cura, por ter tratamento desde cedo. Ela começou a ser tratada quatro horas após no nascimento e, até agora, não mostra sinais de infecção.
A ideia do tratamento por modificação do gene vem de pacientes com Aids que parecem ter sido curados depois de receber transplantes de células, em Berlim, há sete anos. O transplante veio de um doador com imunidade natural ao HIV. Apenas 1% das pessoas tem duas cópias do gene que dá esta proteção. Sendo assim, os pesquisadores estão procurando uma maneira mais prática de conseguir resultados similares usando terapia genética para modificar as células dos próprios pacientes.
A University of Pennsylvania conduziu um estudo com 12 pacientes. O HIV normalmente infecta células de sangue por meio de uma proteína na sua superfície, chamada CCR5. A empresa californiana Sangamo BioSciences oferece um tratamento que pode derrubar o gene que produz o CCR5. Os pacientes envolvidos no estudo tiveram seu sangue filtrado para remover algumas de suas células.  O tratamento da Sangamo BioSciences foi introduzido e as células foram devolvidas aos pacientes.
"Nova droga contra a Aids"
Isto é
A partir de março o SUS irá fornecer um novo remédio para o tratamento de Aids. Trata-se de uma combinação de dois medicamentos já utilizados entre os soropositivos, tenofovir e lamivudina -- atualmente, no Brasil, dos 310 mil portadores de Aids que se tratam no SUS, 73 mil usam as substâncias. A Anvisa pretende conceder o registro de produção do remédio até o próximo mês para o laboratório público Farmanguinhos, que irá fabricar a droga em parceria com a empresa farmacêutica Blanver. A associação de medicamentos é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo Pablo Tebas, um dos pesquisadores envolvidos, era previsto que o vírus voltasse, mas as células modificadas trazem esperança para um controle maior do vírus sem a necessidade de medicamentos. Os doutores chamam isso de “cura funcional”, porque o vírus ainda estaria presente, mas mantido sob controle sem tratamento. 
Médicos relatam novo possível caso de `cura` do HIV em bebê
Associated Press
 Um segundo bebê que nasceu com o vírus da aids pode ter sido curado da infecção por ter sido tratado logo após o nascimento. O caso foi revelado nesta quarta-feira (5) por médicos em uma conferência sobre aids em Boston, nos Estados Unidos. A menina nasceu no subúrbio de Los Angeles em abril passado, um ano depois de pesquisadores anunciarem o primeiro caso do tipo no Mississippi.
 O bebê de Mississippi agora tem três anos e cinco meses e parece estar livre do HIV, apesar de não ter recebido nenhum tratamento por cerca de dois anos. A criança de Los Angeles ainda está recebendo medicamentos antirretrovirais e, portanto, ainda não é possível ter certeza de que se trata de mais um caso de "cura funcional", como os médicos descreveram no ano passado.
 O termo "cura funcional" é usado porque não se trata de uma erradicação do vírus, mas sua presença é tão débil que o sistema imunológico tem condições de controlá-lo sem qualquer tratamento antirretroviral, segundo pesquisadores.
 Uma série de testes sofisticados repetidos várias vezes sugerem que o bebê de Los Angeles teve o vírus zerado, afirmou à "Associated Press" a virologista Deborah Persaud, da Universidade Johns Hopkins, que realizou os exames. Os resultados, segundo ela, são diferentes do que os médicos veem em pacientes cujas infecções foram simplesmente suprimidas por um tratamento bem-sucedido.
 "Nós não sabemos se o bebê está em remissão, mas parece isso", disse Yvonne Bryson, especialista em doenças infecciosas da Mattel Children Hospital UCLA, que teve informações sobre o caso. Os médicos estão cautelosos em dizer que ela foi curada, mas essa é a esperança deles.
 Bryson é uma das líderes de um estudo financiado pelo governo que vai investigar se o tratamento precoce realmente pode curar a infecção pelo HIV. Cerca de 60 bebês dos EUA e de outros países receberão terapia agressiva e deixarão de tomar os remédios se depois de um certo período, provavelmente dois anos, os exames indicarem que a infecção não está ativa.
 A maioria das mães infectadas pelo HIV nos EUA, assim como no Brasil, recebe medicamentos anti-aids durante a gravidez , o que reduz muito as chances de transmitir o vírus para seus bebês. Mas a mãe do bebê de Mississippi não havia recebido nenhum cuidado pré-natal, pois seu HIV foi descoberto durante o parto. Os médicos iniciaram o tratamento 30 horas após o nascimento, mesmo antes de os testes confirmarem que ela estava infectada.
 Já a mãe do bebê de Los Angeles, que nasceu no Hospital Infantil Miller, de Long Beach, sabia do vírus, mas não estava tomando os medicamentos, de acordo com Audra Deveikis, especialista em doenças infecciosas pediátricas no hospital.
 A mãe recebeu os remédios durante o trabalho de parto, para tentar impedir a transmissão do vírus, e o tratamento no bebê teve início quatro horas após o nascimento. Mais tarde, testes confirmaram que a criança havia sido infectada.
O melhor caminho para saúde pública é a prevenção – vacina contra o HPV
Correio Braziliense
Depois de tanta pirotecnia nos últimos tempos com relação à saúde pública no Brasil, alguma coisa boa tinha que surgir, e a campanha de vacinação contra o HPV é, sem dúvida alguma, uma excelente notícia para um país recheado de problemas neste setor. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 270 mil mulheres em todo mundo morrem por ano em decorrência do câncer de colo de útero, doença causada, predominantemente, pelo vírus papiloma Humano, mais conhecido pela sigla HPV.
 O HPV é uma doença sexualmente transmissível, e aproximadamente 70% da população mundial já teve em algum momento de sua vida contato com algumas das mais de 100 variações do vírus. Destas variações, apenas 15 são de alto risco e estão associadas a formação de alguns tipos de câncer.
 No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo de útero representa a segunda maior incidência entre as mulheres brasileiras, só perdendo para o câncer de mama. Neste ano, estima-se o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4.800 óbitos em decorrência desta doença.
 Mais de 51 países, entre eles Portugal, Austrália, Estados Unidos, Quênia e Ruanda, já adotaram a imunização de sua população feminina contra o HPV, como estratégia complementar de prevenção, e os resultados são altamente positivos, com grande redução no número de casos e felizmente diminuição de óbitos.
 O Brasil é um dos últimos países no mundo a adotar a vacina contra o HPV. A campanha pública começa no próximo dia 10 de março e a estratégia inicial do governo é vacinar mais de 3 milhões de meninas brasileiras de 11 a 13 anos. Só em Bauru são cerca de 13 mil meninas que devem receber as três doses desta vacina (IBGE/2010).
 A prevenção sempre foi o melhor caminho na política de saúde pública de qualquer país. A vacina contra o HPV, além de ser uma iniciativa complementar de prevenção ao câncer de colo de útero, é, sem dúvida alguma, uma ação oportuna e estruturante, que leva em conta não apenas a mudança nas estatísticas do Brasil com relação as neoplasias, mas sobretudo, a importância da iniciativa para a proteção da vida das mulheres brasileiras. 
Teste de hormônio indica depressão
Correio Braziliense
A união de sintomas depressivos e do alto nível de cortisol pode servir como forma de diagnóstico da doença, segundo cientistas do Reino Unido. Hoje, apenas uma análise psiquiátrica confirma a existência do mal
Análises clínicas feitas por psiquiatras chancelam a existência da depressão, mal que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pode afetar uma em cada seis pessoas em algum momento da vida. Em busca de formas de detectar indícios da doença antes disso, pesquisadores do Reino Unido analisam a concentração do hormônio do estresse em adolescentes. Altas taxas de cortisol combinadas com comportamentos depressivos podem ser o primeiro marcador biológico da doença.
"Isso vai nos ajudar a criar estratégias voltadas para a prevenção e a intervenção nesses indivíduos na esperança de reduzir os graves riscos causados pela depressão e suas consequências na vida adulta", aposta Ian Goodyer, líder do estudo e professor da Universidade de Cambridge. Os resultados foram divulgados na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Entre as constatações, os cientistas concluíram que a depressão é mais frequente em meninos e que os participantes com sintomas da doença e nível alto de cortisol tinham predisposição 14 vezes maior de desenvolver o distúrbio do que aqueles que não apresentavam nenhuma das duas características.
Os pesquisadores afirmam que esse marcador sugere que médicos possam oferecer abordagens mais personalizadas e direcionadas a adolescentes com maior risco de depressão. "Essa pode ser a tão esperada maneira de reduzir o número de pessoas que sofrem com a doença", reforça Matthew Owens, coautor do estudo.
Porém, segundo Paulo Mattos, coordenador de pesquisa em neurociência do Instituto D Or, no Rio de Janeiro, a importância da descoberta se restringe ao campo científico. "Do ponto de vista teórico, a descoberta é relevante porque pode ajudar pesquisas futuras, mas não acredito que seja um procedimento prático", afirma. José Alberto Del Porto, psiquiatra do Hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), compartilha a mesma opinião de Mattos. "É um projeto interessante, que pode ser útil para pesquisas mais aprofundadas. Mas, na prática, o melhor instrumento de diagnóstico ainda é a análise clínica", afirma.
Mattos conta que testes com cortisol já foram usados para auxiliar no diagnóstico da depressão anteriormente. Mas a concentração do hormônio era medida no sangue. "O paciente tomava à noite uma cortisona artificial para inibir a produção natural de cortisol no corpo. Na manhã do dia seguinte, ia ao laboratório medir o nível de cortisol que, devido à inibição, deveria estar baixo. O que se observou em pacientes com depressão foi que, mesmo com a ação de supressores, as taxas de cortisol se mantinham altas", explica.
Saliva
Nos estudos conduzidos por Goodyer, 1.858 adolescentes tiveram amostras da saliva recolhidas pela manhã e se submeteram ao procedimento um ano depois. Nesse período de 12 meses, os garotos e as garotas forneceram autorrelatos da vida. Por meio deles, os cientistas buscaram identificar sintomas de depressão. Combinando os relatos e os exames, os voluntários foram divididos em quatro grupos: sem problemas de cortisol e depressão, apenas com sintomas de depressão, apenas com falha hormonal, e com alto nível de cortisol e de indícios depressivos.
As análises mostraram que os adolescentes do último grupo apresentaram em média uma propensão sete vezes maior de desenvolver depressão do que os participantes do primeiro, e duas a três vezes mais chances se comparados aos dois restantes. Quando levando em consideração o gênero dos voluntários, descobriu-se que os meninos do grupo 4 eram 14 vezes mais propensos a sofrer com depressão do que os do grupo 1, e duas a quatro vezes mais propensos se levado em conta os demais participantes. Por outro lado, meninas do grupo 4 apresentavam quatro vezes mais chances de ter a doença que as do primeiro grupo, mas não mais propensas a enfrentar o problema do que as demais.
Com as amostras, os britânicos analisaram a probabilidade de cada jovem desenvolver depressão clínica ou outros transtornos psiquiátricos durante acompanhamento de 12 a 36 meses depois do início do estudo. "É uma possibilidade frente a uma doença terrível que vai afetar cerca de 10 milhões de pessoas no Reino Unido", avalia Goodyer.
Del Porto concorda com a perspectiva de combate à doença dos pesquisadores e reforça a importância da descoberta. "O mais interessante é que poderá ser possível identificar precocemente a propensão à depressão em uma população de risco", ressalta o psiquiatra. Para Mattos, a pesquisa oferece também a possibilidade de acabar com o questionamento de diagnósticos psiquiátricos relacionados à depressão. "O fato de os nossos diagnósticos serem feitos clinicamente ainda deixa as pessoas muito inseguras. Todos querem exames que comprovem os resultados", explica.
Comprovação Com o intuito de demonstrar que a combinação de alto nível de cortisol e sintomas depressivos é um marcador para depressão, os pesquisadores submeteram todos os participantes a um teste de memória sobre episódios da vida. Tanto os meninos quanto as meninas do grupo 4 foram ruins em lembrar de memórias autobiográficas em mais de 30 exemplos de situações. Quando ouviram a palavra piquenique, por exemplo, a maioria dos adolescentes deu um relato detalhado sobre uma experiência vivida, sendo que os do grupo 4 relataram menos detalhes. A dificuldade com lembranças autobiográficas é um indício de depressão.
O câncer de mama e o senso comum (Luiz Antonio Santini)
Folha de SP
O tamanho do tumor é apenas um dos elementos que determinam a sobrevida e a probabilidade de cura da paciente diagnosticada
"Câncer de mama: a chance de cura é de até 95% se a doença for descoberta cedo." Será mesmo?
No Brasil, é improvável que alguém não tenha lido ou ouvido a frase acima em uma das dezenas de campanhas sobre o câncer de mama. Ela acabou por se transformar em senso comum. Neste texto, pretendemos esclarecer alguns conceitos e apresentar à população os possíveis problemas de se repetir, sem análise crítica, essa informação.
Cura significa a erradicação de todas as células cancerígenas e que o câncer nunca mais retornará. Remissão significa que os sinais e sintomas do câncer diminuíram ou desapareceram, mas não garante que todas as células foram erradicadas.
No final do século 19, muitas pacientes com câncer de mama apresentavam-se com doença avançada no diagnóstico. O tempo médio de acompanhamento não superava o primeiro ano ou, no máximo, o quinto ano após o tratamento. Ao fim do século 20, tornou-se prática realizar o seguimento por períodos mais longos. Isso permitiu observar recidivas após cinco, dez ou 20 anos em mulheres antes consideradas curadas.
Países com registros de casos de câncer dispõem de dados de sobrevida. Na Inglaterra, a sobrevida em um e cinco anos para os cânceres de mama diagnosticados entre 2005 e 2009 é de 95,8% e 85,1%, respectivamente. Os dados de mulheres cuja doença foi descoberta "cedo" (estágio inicial) são diferentes. Nos Estados Unidos, entre 2003 e 2009, a sobrevida em cinco anos para tumores localizados foi 98,6%, para tumores localmente avançados 84,4% e para tumores metastáticos 24,3%.
Além do estágio do tumor, outros fatores estão relacionados com o prognóstico e a resposta ao tratamento, como o tipo de câncer, seu grau histológico e suas características genéticas e biológicas, mais a idade e as condições clínicas do paciente. Logo, o tamanho do tumor é apenas um dos elementos que determinam a sobrevida e a probabilidade de cura.
A frase inicial deste artigo pode ser considerada uma meia verdade, uma vez que não foram esclarecidas questões como cura versus remissão, probabilidades (que dependem do contexto e da população estudada) e o descobrimento precoce (uma entre outras variáveis que interferem na sobrevida e na resposta ao tratamento).
A utilização de frases como essa em campanhas de incentivo à mamografia, em especial para mulheres com 40 anos ou mais, pode transmitir a falsa ideia de que todas as pacientes que fazem mamografia e descobrem um câncer estarão curadas. Isso não corresponde à realidade, uma vez que algumas mulheres que descobrem o câncer por meio de uma mamografia de rastreamento morrem da doença e muitas que descobrem por meio de sinais e sintomas permanecem vivas muitas décadas após o diagnóstico.
Vários pesquisadores acreditam que entre as milhares de mulheres que permanecem sem doença após tratarem um câncer de mama descoberto por uma mamografia de rastreamento (mulheres assintomáticas), menos de 10% tiveram suas vidas salvas pelo exame. Cerca de 60% permaneceriam sem evidência de doença caso fossem diagnosticadas aos primeiros sinais e sintomas da doença e uma parcela considerável --cerca de 30%-- corresponderiam aos cânceres de mama que jamais se tornariam clinicamente aparentes se não fosse pela realização da mamografia de rastreamento ("overdiagnosis" em inglês).
Todas essas questões fogem ao senso comum e, por esse motivo, deveriam ser debatidas e publicizadas. A boa notícia é que os veículos de comunicação de massa (mídia impressa principalmente) já começam a dar sinais de abertura para essas questões.
LUIZ ANTONIO SANTINI, 67, é médico e diretor-geral do Inca (Instituto Nacional de Câncer)