Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Descobriu que tem HIV?

Por Wynn Wagner

Você está no lugar certo se você acabou de descobrir que você tem HIV.

Sim, eu também. Esta página web é o começo de seu kit de sobrevivência. Eu não sou um conselheiro médico ou profissional que eu sou apenas uma pessoa com HIV, e eu passei a mesma coisa que você está passando.

Meu plano aqui é dar-lhe cinco ponteiros que eu acho que são grandes negócios. Então, eu vou te mostrar onde você pode ir buscar todas as informações que você está pronto para.

A-Five Pointers para a sobrevivência

  1. Use um especialista. Certifique-se de encontrar um médico que seja especializado em HIV. Isso é uma grande coisa. Estudos têm demonstrado que sua sobrevivência depende de você ser tratado por um médico que lida com o HIV em uma base diária. O seu médico regular pode ser grande, mas você não precisa de medicina geral agora. Você precisa de um especialista.
    Aqueles que são tratados por um especialista em HIV vivem mais. Período.
    Se você não puder pagar ou localizar um médico, procure um HIV / AIDS

    que pode ajudá-lo directamente, ou ajudá-lo a encontrar assistência pública.
  2. Seja bom para si mesmo. Isso significa comer direito e tomar vitaminas, e isso significa encontrar alguém para abraçá-lo de vez em quando. Isso também significa parar de bater-se sobre ser HIV positivo. Ó, ok ... fazer uma auto-piedade por um dia ou dois, se você quero ... mas lembre-se de tirar dele.
  3. Seus melhores medicamentos são atitude e do conhecimento. Descubra tudo o que puder e ser assertivo. É você contra o HIV. Os médicos e assistentes sociais podem ajudar, mas, eventualmente, é só você e o vírus. Suas absolutas melhores armas são o conhecimento e atitude. Aqueles de nós com HIV têm obtido uma reputação de ser bem informados pacientes. Não há problema em pedir ao seu cuidador (por exemplo, médico) questões ou discordar com uma estratégia de tratamento. Não há problema em ser parte do processo de decisão de tratamento. Você precisa cuidar de sua própria saúde. Seja assertivo ou agressivo, se você quiser isso é muito bom, porque o seu médico é seu empregado.
  4. Cuidado com informações desatualizadas. Nada de desconfiança que você encontra na internet que é mais velha do que alguns meses. Grandes avanços no tratamento de HIV ocorreram recentemente. Alguns sites não refletem essas mudanças. Você vai encontrar as informações mais recentes disponíveis sobre o AIDSinfo site. A recomendação atual de tratamento do HIV em adultos é:
    1. Iniciar o tratamento quando células T CD4 + cair abaixo de 350 células / mm3 ou os níveis plasmáticos de RNA do HIV superior a 55.000 cópias / ml (por RT-PCR ou ensaio bDNA).
    2. Sempre use uma combinação de pelo menos 3 drogas anti-HIV. Esta estratégia é chamado HAART, que significa "highly A&gtctive A&gtnti-retroviral therapy. "Na imprensa popular, a combinação é às vezes chamado de" coquetel de drogas ". drogas individuais atacar o vírus de uma forma ligeiramente diferente, então os médicos aprenderam a aplicar um ataque multi-frontal de uma só vez.
    3. Os testes estão disponíveis para ver qual anti-HIV vai funcionar melhor no seu caso específico. Estes são altamente sugerido mas caro.

    Leve essa coisa muito a sério. Abordagem de tratamento como se fosse uma vida ou situação de morte. Olá! Notícia
    Flash: HIV é uma doença grave.
    Você pode ter ouvido falar sobre "as falhas do tratamento", onde o vírus foi capaz de mutar drogas etc já não são eficazes. Pesquisadores dizem que a razão número um que isto acontece é que os pacientes (ou seja, você) não tomam seus remédios corretamente --
  5. Se você é disposto a tomar um medicamento às 9:00 PM, apenas fazê-lo. Tente não se esquecer de uma dose ... nem sequer um.
  6. Certifique-se de conhecer as regras sobre a tomada de seus medicamentos específicos. Se você tiver dúvidas, pergunte ao seu médico ou a enfermeira ou um farmacêutico. Certifique-se de compreender como tomar os seus medicamentos--
    • Algumas drogas requerem que você tome com o estômago vazio.
    • Outros exigem que você levá-los nas refeições.
    • Uma droga diz não beber sumo de toranja. Estas regras de dosagem não são coisas que você pode apenas adivinhar. Quem teria imaginado que toranja(fruta cítrica) reduz a eficácia de uma droga HIV?
    • Não presuma o seu médico ou farmacêutico irá dizer-lhe tudo. Eles não. Na verdade, eles podem deixar de fora algum pedaço vital de informação. Se você não está claro sobre como tomar os medicamentos, pergunte. Escreva suas perguntas em um pedaço de papel para que você não se esqueça deles.
  7. Se você não quer tomar um medicamento por causa dos desagradáveis ​​efeitos secundários, contacte o seu médico. Pode haver outras drogas disponíveis para você. Até então, apenas tomar a droga e lidar com os efeitos colaterais (a menos que tenham sido dadas instruções especiais sobre reacções adversas).
  8. Se você esquecer de uma dose, você está dando ao vírus a oportunidade de ultrapassar seus remédios. Você precisa manter um alto nível de todos os medicamentos em seu sistema. Se um nível cai, o vírus pode sofrer mutação em torno de suas drogas ... tornando-os inúteis. Leve o seu cronograma de medicação a sério! 
http://www.aegis.org/Basics/day1.aspx#translate-pt-PT

B-O que é HIV

O HIV é um vírus. Um vírus é um organismo que tem de estar dentro de outra célula, a fim de se multiplicar. No caso do HIV, o vírus entra no seu As células T que fazem parte de seu sistema imunológico.
Notas Técnicas:
  • O vírus entra mais do que apenas as células T, mas as células T são sua maior preocupação.
  • De células T é algumas vezes chamado de CD4 +. Para simplificar, você pode tratar de células T-CD4 + e como a mesma coisa.
Controlar a sua saúde:
Existem dois tipos de testes que ver o quão bem você é: "contagem de células T" (ou "contagem de CD4 +") permite que você saiba quantas células T que você tem, e "carga viral" mostra a quantidade de vírus está circulando.
Você deseja obter uma contagem de células T de alta e baixa carga viral, mas existem opções de tratamento para todas as combinações de t contagem de células e testes de carga viral. Médicos e paciente-ativistas de grupos muitas vezes recomendo que você começa ambos os testes a cada três ou quatro meses.

Tratamento

Anti-viral tratamento ataca o vírus HIV em um dos dois locais:
(1) manutenção o vírus fora de seu saudável células T; (2) manutenção uma pessoa infectada de células T de células liberando novos vírus. Outro tratamento inclui impulsionar o seu sistema imunológico para que ele possa lutar contra o HIV. Isso é chamado de "modulação imunológica." A razão sintomas de HIV não aparecem por muitos anos é porque o seu sistema imunitário faz um trabalho notável no combate ao HIV. Drogas anti-virais são principalmente para aqueles cujo sistema imunológico é dominado pelo vírus. Outras estratégias de tratamento incluem formas de aumentar a força do seu sistema imunológico, para que ele possa lutar contra o HIV mais.

Infecções Oportunistas:

Se as suas células T caem muito baixo, o seu sistema imunitário não será capaz de combater doenças. Essas doenças são chamadas de "infecções oportunistas." Aqueles que morrem de AIDS morrem de uma destas infecções oportunistas (ou "OI"). HIV não mata ninguém diretamente. Isso só enfraquece o sistema imunológico da pessoa.
Há uma bateria de armas o seu médico terá de prevenir e curar estas infecções.
Note que eu disse "Se suas células T caem muito baixo .... "eu não disse" Quando eles deixam de lado .... "Há coisas que você pode fazer para ajudar a manter a sua contagem de células T-alta. ficar esperto sobre o HIV é um passo, e você já está em sua maneira de fazer isso.

C-Realmente não é uma sentença de morte "."

Ouvindo você tem HIV é como ouvir uma sentença de morte. Ela pode arruinar o seu dia.
Ele arruinou a minha semana inteira.
Mas eu aprendi sobre as pessoas que ainda estão vivas e saudáveis ​​e felizes muitos, muitos anos depois de ser diagnosticado. Ela se sente como uma sentença de morte no início, mas as coisas vão melhorar. Aprender sobre a doença (como você está fazendo agora) é a melhor defesa. Você está fazendo exatamente o que você deve fazer.
Você testou positivo. O resultado do teste é um pedaço de conhecimento e saber sobre a doença é uma arma poderosa. Agora que você sabe, você pode fazer algo sobre isso.

D-Time

Se você é como eu, existem vários tópicos que não estão prontos
para sexo, por exemplo. Depois eu testei positivo, eu não podia sequer pensar em amizades, relacionamentos e sexo mas Eu tinha certeza que eu nunca teria um amigo novo.
Se você começar a se preocupar com essas coisas nas próximas semanas, basta lembrar o que eu disse. É apenas o seu cérebro jogando jogos mentais.
Arquivo este longe para mais tarde: você pode fazer amigos de novo, você pode ter relações de novo, e eu estou vivendo testemunho de que o sexo seguro pode ser muito quente.

E-Morte eo Morrer

Isso é uma coisa que temos em comum com aqueles que não têm HIV. Todo mundo começa a morrer algum dia. Mas...
Você não tem que morrer hoje.
Essa é a frase que me tirou da minha HIV-blues. Aprendi a prestar atenção aos dias de hoje. As coisas são melhores quando eu me concentro hoje. Quando eu fico embrulhado em ontem, normalmente é um sentimento de arrependimento. Quando eu sair amanhã, é quase sempre temem.
Imagine-se com um pé no ontem, o outro pé no amanhã.
O que resta para hoje? Com um pé no ontem eo outro pé no amanhã, a única coisa que você pode fazer no dia de hoje é mijo nele.

F-Tópicos

Quando eu primeiro hit da internet depois de receber meu resultado do teste HIV, minha cabeça estava nadando. Eu não sabia para onde se virar. Comecei a ler tudo o que pude. A web Aegis (onde você está agora) é enorme. É o maior site de web HIV no mundo. Este lugar é ótimo para os pesquisadores, e vai ser bom para você quando você quiser encontrar informações detalhadas.
Mas é muito grande para você agora. Felizmente, a internet está cheia de sites excelentes que lidam com o HIV. Aqui estão alguns lugares que eu encontrei útil.

Política e Ativismo actupny Nenhum grupo HIV ficou mais atenção da mídia que ACT UP (AIDS Coalition para desencadear Power). Pessoas com HIV têm uma reputação de ser pacientes agressivos. Você pode ou não pode gostar da abordagem ACT UP toma, mas esse é o grupo que trouxe as maiores mudanças em os EUA. governo particularmente na FDA (a agência que libera novas drogas). A pressão dos ACT UP forçado a FDA para cortar a quantidade de tempo que leva para novas drogas para estar disponível.
Resultados de pesquisa do Google O Google tem uma extensa coleção de outros links. Aqui é onde você vai encontrar o acesso aos serviços regionais.

É isso aí. Espero que ajude. Se você tem alguma coisa fora desta página web, eu espero que você tenha o seguinte: existem maneiras comprovadas para você se manter saudável para que você possa estar aqui para a cura.
Eu vi um pedaço no jornal recentemente sobre um doutor ter que dizer a um paciente que ele estava ficando muito melhor que ele ia ter que sair deficiência.
"Voltar ao trabalho? "Gemeu o paciente.
Muitos de nós com o HIV se acostumou com o planejamento para metas de curto prazo. Agora, estamos pensando em planos de aposentadoria novamente. Que diferença algumas descobertas científicas podem fazer.
A linha inferior: O HIV é uma verdadeira chatice. Mas se você tivesse que pegar a doença, você não poderia ter escolhido um melhor momento para fazê-lo.
Jogar pelo seguro. Fique bem. Bendito seja.



segunda-feira, 16 de maio de 2011


São Paulo

Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo implanta Serviço de Assistência Farmacêutica

O Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo inaugurou, nesta semana, o Serviço de Assistência Farmacêutica no Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS de São Paulo. De acordo com a coordenadora do órgão, Maria Clara Gianna, "farmacêuticos estarão à disposição para orientar pacientes que tenham dúvidas sobre o uso de medicamentos ANTIRRETROVIRAIS, como horários e especificidades de cada remédio", explicou.
Além disso, os pacientes, seja da rede pública ou privada, podem acessar o serviço para saber mais sobre os efeitos colaterais dos antirretrovirais, informar sobre a dificuldade de adesão e interações medicamentosas prejudiciais. A adesão de pelo menos 95% aos ANTIRRETROVIRAIS é essencial para o sucesso do tratamento e qualidade de vida dos pacientes portadores de HIV/AIDS.
Segundo o Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo, ao todo são 19 tipos de medicamentos. Cada paciente toma uma combinação de pelo menos três deles. De 1980 a 2009 foram registrados 94.353 óbitos por AIDS no Estado de São Paulo. Segundo dados da Fundação Seade, em 2009 ocorreram 3.230 óbitos por AIDS, com redução de 136 óbitos em relação ao ano anterior.
A taxa de mortalidade no Estado passou de 8,2 em 2008 para 7,8 casos por 100.000 habitantes em 2009. No sexo masculino foi de 10,5 e no feminino de 5,2 casos por 100.000 habitantes em 2009. De acordo com o Programa Estadual, cerca de 30% dos pacientes portadores de HIV/AIDS no Estado de São Paulo ainda tem dificuldade na adesão. "O serviço recém implantado terá como desafio reduzir esta taxa", comenta a infectologista Mylva Fonsi, que coordena esta nova área do CRT.
Matéria publicada originalmente na Agência de Notícias da AIDS.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Antecipar tratamento pode não ter resultado esperado

O Brasil vai continuar enfiando remédio anti-aids em quem ainda nao precisa, até quando?

Alexandre Grangeiro tá certo.

Precisamos discutir isso nos encontros das redes, dos erongs, enongs.

Até quando pessoas que nao precisariam estar vivendo com efeitos colaterais dos antiretro-virais vão ter que tomar remedios?


O ESTADO DE S. PAULO - SP | VIDA
AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS
14/02/2011

Antecipar tratamento pode não ter resultado esperado

Dados indicam que pode estar ocorrendo excesso do uso de medicamento sem benefício imediato para os pacientes
O estudo feito por Alexandre Grangeiro sugere que a antecipação do início do tratamento de pacientes com AIDS, recomendada pela Organização Mundial da Saúde e adotada por vários países - incluindo o Brasil -, não esteja provocando o impacto esperado nas estatísticas da doença. "Outros trabalhos precisam ser realizados. Mas os números até agora apresentados indicam que a estratégia pode estar provocando o excesso do uso de medicamento sem benefício imediato para pacientes", completa.
Quando o paciente tem confirmada a infecção, é submetido a testes para verificar a contagem de células T, encarregadas da defesa do organismo, e de carga viral, que identifica o nível de circulação do HIV. Somente quando o paciente atinge determinados limites o tratamento com remédios para combater a infecção começa a ser indicado.
Esse limite foi alterado pela Organização Mundial da Saúde. O tratamento começa a ser feito quando os níveis das células de defesa do organismo estão numa quantidade maior que no passado, o que indicaria um estágio menos avançado da infecção. "A decisão foi adotada tomando por base estudos que demonstravam que o risco de morrer entre pacientes que seguissem esse tratamento era um quarto do risco que corriam os que começassem a usar a medicação no período tradicional", observa Grangeiro.
No entanto, ele observa que a morte entre pacientes que iniciam o tratamento em período adequado já é um evento raro. "Há um risco menor. Mas, por outro lado, o uso de medicamentos também tem riscos: efeitos colaterais, risco maior para resistência. É preciso verificar até que ponto isso vale a pena", diz.
Para ele, há outro ponto importante: o acesso ao medicamento. "No Brasil, não há dúvida de que todos terão remédio garantido. Mas em países africanos, a realidade é outra." Com isso, o que pode ocorrer é a oferta de remédio para pessoas que clinicamente estão em boas condições, em prejuízo de outras que dependem diretamente da medicação para continuar vivendo.
O diretor do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, diz que não há razões para dúvidas. "Por menor que seja o ganho, vale a pena."

Liorcino Léo Mendes
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Governo admite falha na produção de ARVs

Governo admite falha na produção de ARVs
População soropositiva convive com crise de desabastecimento
A sociedade civil brasileira, em protesto contra a falta de medicamento antiretrovirais (ARVs) na rede pública de saúde, realizou no dia 28 de abril o Ato Público em Defesa da Vida Contra o Desabastecimento de Antiretrovirais. A manifestação, que no Rio de Janeiro aconteceu na Praça Pio X e foi batizada de “Tolerância Zero”, também ocorreu em São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Distrito Federal.
Apesar do sucesso da empreitada, amplamente noticiada pela imprensa, não existem motivos aparentes para comemorações. Uma declaração da coordenadora do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do governo federal, Mariângela Simão, afirmando que os problemas com medicamentos continuarão acontecendo no país, mostra que a batalha ainda está longe do fim. O Diretor de Farmanguinhos expressa que “atrasos acontecem também em laboratórios privados”. Temos assim uma prova cabal da banalização da AIDS: os atrasos são coisas da vida e os problemas com medicamentos continuarão a acontecer.
O governo federal menciona seus esforços no sentido de normalizar os estoques de ARVs na rede de saúde brasileira. Também é necessário reconhecer que estes esforços não foram suficientes. E daí surge a pergunta: o que realmente está sendo feito para que o problema não se repita? Qual é o papel dos estados nisto tudo: somente repetem o que o Ministério da Saúde fala? Isto é uma atitude que não faz justiça a seu papel de corresponsáveis pela saúde dos brasileiros. Governos federal e estaduais devem trabalhar com estoques maiores do que os atuais que se provaram insuficientes.
Qual o real motivo dos atrasos na produção em Farmanguinhos? Lembremos que a falta de ABACAVIR de 2005 foi devida a problemas com o laboratório detentor da patente. Na atualidade, há vários medicamentos fora de patentes e que também apresentaram problemas. Neste caso a situação é menos admissível porque havendo vários produtores de genéricos, poderia ser realizada compra de emergência com outros laboratórios, inclusive os medicamentos de marca. Por que não foram realizadas?
Até quando a população portadora de HIV/AIDS terá que conviver com a falta de medicamentos essenciais? Temos documentos provando que são baixos os estoques de ARVs nos hospitais da cidade do Rio de Janeiro. Vamos esperar eles acabarem? O fato é que não podemos mais ficar tão à mercê de fenômenos naturais como vulcões e tempestades. Com a palavra, as autoridades.
ABIA/GTPI/Rebrip
Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA)
Av. Presidente Vargas, 446/13º andar - Centro
Rio de Janeiro/RJ
Cep. 20071-907
Tel. 21 - 22231040
Endereço eletrônico:
www.abiaids. org.br

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Criminalização da transmissão do HIV (Editorial)

FOLHA DE PERNAMBUCO - PE | CIDADANIA
AIDS | ANTIRRETROVIRAIS
03/11/2010

Criminalização da transmissão do HIV (Editorial)

No Brasil, cerca de 630 mil pessoas vivem com o HIV e número é estimado, pois são notificados apenas os casos de soropositivos que tomam medicamentos ANTIRRETROVIRAIS. Do início da epidemia, em 1980, até junho de 2009, foram realizados 544.846 diagnósticos e, durante esse período, foram registradas 217.091 mortes em decorrência da doença, segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2009. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos de AIDS. Vale lembrar ainda que dos casos de AIDS, acumulados de 1980 até junho de 2009, a Região Nordeste está em terceiro com 12%, com 64.706. Dos 5.564 municípios brasileiros, 87,5% (4.867) registram pelo menos um caso da doença. Vale lembrar, que o combate a estigmas e a preconceitos ainda é uma luta para as pessoas que vivem com o vírus HIV. Mesmo após 30 anos do início da epidemia da AIDS, do conhecimento das formas de transmissão, e das novas tecnologias de tratamento, ainda existe falta de informações e conceitos que não se adaptaram as mudanças trazidas ao longo dos anos. Por isso, estas questões serão o foco do Seminário Regional: "Criminalização da Transmissão do HIV e seus impactos na Epidemia da AIDS", que acontece, a partir de amanhã e até sexta-feira, às 14h, no Centro Cultural Rossini Alves Couto, do Ministério Público de PE, na Avenida Visconde de Suassuna, 99, Boa Vista, no Recife. É importante dizer, que o evento tem como propósito promover um espaço de discussão sobre a criminalização da transmissão do HIV na Região Nordeste. Diferente de outros estados do Brasil, que já estão bastante envolvidos com os temas por causa das interpretações que os poderes judiciários vêm dando às ações judiciais, como acontece no Sul e Sudeste do Brasil. Na programação do seminário serão abordados temas como a interpretação da transmissão do HIV pelos aplicadores do direito nas ações judiciais; a aplicação das Leis nos casos de Transmissão de HIV; Políticas Públicas de enfrentamento à criminalização; a mídia e seu papel no combate a estigmas e preconceitos das PVHA e finaliza com estratégias do Movimento de AIDS no enfrentamento à Criminalização.
__._,_.___
| através de email

sábado, 18 de setembro de 2010

Faltam médicos para paciente com HIV em SP

publicado em 17/09/2010 às 10h45:

Faltam médicos para paciente com HIV em SP

70% profissionais que prescrevem remédios contra doença não são infectologistas

Agência Estado
Robson Fernandes/12.set.2007/AERobson Fernandes/12.set.2007/AE

Portador do vírus HIV recebe coquetel de
remédios contra a doença em São Paulo


Um estudo inédito da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) alerta para o número insuficiente de médicos que cuidam de pessoas que vivem com o HIV no Estado de São Paulo e a falta de preparo da maior parte do grupo. Também revela que 61% dos profissionais defendem a criminalização de portadores que transmitem o vírus da Aids a parceiros sexuais - o que contraria orientação das autoridades de saúde brasileiras e das Nações Unidas.

Segundo o trabalho, a região de Franca, no norte do Estado, que concentra a maior incidência de Aids em território paulista, tem também a pior distribuição de pessoas habilitadas para prescrever remédios antirretrovirais, usados no tratamento da doença. Ainda de acordo com o estudo, 70,9% dos 2.361 médicos que prescreveram antirretrovirais de outubro de 2007 a maio de 2009 não tinham formação em infectologia.

O Perfil do Médico Prescritor de Antirretrovirais no Estado de São Paulo, trabalho de conclusão de pós-doutorado apoiado pelos governos federal e do Estado de São Paulo, também mostra que o atendimento da maioria dos pacientes acaba concentrado nos médicos especializados - o que os deixa sobrecarregados.

A pesquisa destaca ainda que os profissionais, em sua maioria, confiam nos medicamentos genéricos e defendem o licenciamento compulsório de remédios para favorecer sua produção. Porém, a maioria diz que o diagnóstico tardio ainda é uma limitação.

Do Portal R7

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, afirma que estoques de antirretrovirais foram aumentados para evitar outros desabastecimentos

http://www.linearclipping.com.br/imagens/cliente/dst_left.jpg

http://www.linearclipping.com.br/imagens/cliente/dst_right.jpg

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS

AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | LGBT | ANTIRRETROVIRAIS

19/08/2010

19/08/2010 - Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, afirma que estoques de antirretrovirais foram aumentados para evitar outros desabastecimentos

19/08/2010 - 12h10

O infectologista e doutor em medicina tropical Dirceu Greco assumiu a Direção do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde no mês passado.

Em entrevista à Agência de Notícias da AIDS, ele disse que não é possível garantir que "nunca mais haverá desabastecimento de medicamentos", mas afirmou que os estoques de ANTIRRETROVIRAIS estão cada vez maiores para evitar problemas.

Greco respondeu também a perguntas de ativistas de três estados. Segundo ele, há necessidade de mais esforços na prevenção do HIV entre os homens que fazem sexo com homens e novas parcerias com a sociedade civil. Leia a seguir a entrevista na íntegra.

Mário Scheffer, Grupo Pela Vidda, de São Paulo - Os homossexuais masculinos têm uma prevalência do HIV 17 vezes maior do que a população em geral. O Departamento prevê novas políticas de prevenção nesse público? Também quero saber se o Dr. Dirceu Greco acredita que apenas políticas de Direitos Humanos são suficientes para enfrentar a AIDS.

Dirceu Greco - O Brasil realmente tem uma epidemia concentrada. O Departamento tem uma atividade intensa na área de prevenção com homens que fazem sexo com outros homens. Quando aparece uma pesquisa onde mostra maior prevalência, temos que direcionar mais esforços sem perder as perspectivas que o HIV não tem preferência. O Ministério está analisando quais são as medidas necessárias para enfrentar a epidemia. Não há falta de verba ou de vontade e vamos trabalhar essa questão junto com as ONGs.

Em relação aos Direitos Humanos, eles são uma condição sine qua non para cuidar de qualquer situação. É fácil para eu falar, ainda mais agora que entrei como diretor, mas isso é uma condição desde quando o Departamento era o Programa Nacional de DST/AIDS. Lutar contra a discriminação sempre foi um papel concreto. Mas, evidementente não é o suficiente. A luta contra a homofobia e a discriminação acontece o tempo todo, mas o que vai ajudar realmente a mudar as perspectivas é o programa Saúde nas Escolas, que vai controlar essas situações gradualmente.

Agência AIDS - O Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/AIDS (Unaids) divulgou recentemente um relatório dizendo que o Brasil gasta apenas 7% das verbas de AIDS para a prevenção. O que o senhor pensa sobre essa crítica?

Dirceu - A questão de porcentagem é muito complicada. Quando se tem 100% e tira os 7%, parece que é pouco. Mas, no total de investimentos, em volume de recursos financeiros, é muito alto. Evidentemente tem um tanto que é de medicamento - R$ 600 milhões. Se compararmos com outros países, estamos em um patamar alto. Há um equívoco nessa interpretação.

José Araújo Lima, Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada, de São Paulo - Algumas áreas do Departamento de AIDS, como a da prevenção, por exemplo, estão superadas pelo tempo. O sr. tem alguma proposta de renovação na atual política?

Dir ceu - Não vou concordar que estão superadas. O caminho está trilhado e avaliamos o que o Departamento representa hoje para a estrutura de saúde e prevenção, tanto interna quanto externamente, e a resposta está dada. Claro que meu papel enquanto diretor vai ser melhorar o que for possível, incentivar o que puder, e com certeza, volto a repetir, em parceria com a sociedade civil.

Jair Brandão, Rede Nacional de Pessoas vivendo com HIV e AIDS e ONG Gestos, de Pernambuco - No Brasil existe uma lei que garante acesso universal ao tratamento. Mas, até hoje, sofremos com a pactuação de medicamentos das DSTS e outras doenças oportunistas. Os Estados e municípios não cumprem com essa pactuação. O que o senhor acha que pode ser feito para minimizar esse problema?

Dirceu - A parte mais importante do tratamento, os ANTIRRETROVIRAIS, tem a compra centralizada no Ministério da Saúde. Em relação aos outros medicamentos, existem os Conselhos Municipais de Saúde de cada cidade. O de Recife é bem estruturado. Todos esses locais contam com representações de gestores e da sociedade civil como espaço de articulação e de pressão política, talvez a melhor maneira de conseguir garantir direitos. Claro que, no que pudermos fazer, a sociedade civil pode contar com nosso apoio.

Agência AIDS - A política brasileira de AIDS aparece como destaque na campanha política da sucessão presidencial. O Serra, durante vários momentos, levanta que quando foi ministro da Saúde, o programa de AIDS avançou muito. O pessoal da campanha da Dilma diz que vai bater um pouco nisso. O que o senhor acha da AIDS estar no centro dessas discussões?

Dirceu - Se entrar na discussão de todos os candidatos, traz à tona a discussão sobre a epidemia e isso é um lado positivo da história. Como diretor do Departamento, pertenço ao Estado e não vou entrar em detalhes para polemizar. Mas o que pode dizer melhor é a história com datas. Vale lembrar que o Departamento, antes chamado de Programa Nacional de DST/AIDS, foi estabelecido em 1985. Em 1996, foi quando o programa brasileiro passou a obedecer uma lei federal dizendo que o medicamento antirretroviral era para todos. Tudo isso aconteceu antes do que os candidatos estão colocando em vista. O programa passou por todos os governos, e é aquilo que a gente almeja: uma política de Estado. Não é de ninguém, é de todo mundo.

Agência AIDS - O senhor disse que o programa de combate à AIDS é do Brasil. O senhor acha correto os candidatos tentarem se apropriar do programa?

Dirceu - Posso dizer o lado positivo disso outra vez. Não é meu papel analisar falas corretas de candidatos ou não. A direção desse Departamento, independente do que eles falarem, vai funcionar bem porque o programa funciona bem. O que eu digo é só o seguinte: o Departamento começou em 1985, muito antes das discussões que os quatro candidatos estão mantendo. Cada um deles, mesmo falando uma versão, está se comprometendo a manter o processo, o que já um lado positivo.

Agência AIDS - O senhor acha ético tentarem usar o programa de AIDS no horário eleitoral gratuito, em uma campanha?

Dirceu - Claro que é. O ideal é falar o tempo inteiro, não só do programa de HIV/AIDS, mas sobre hepatites, SÍFILIS, dengue... Quanto mais falar sobre isso, mais questionamentos como este vão existir e mais discussões vão acontecer. Nosso papel como cidadãos é colocar esse processo em discussão o tempo inteiro.

Hoje, o risco que a gente tem com o HIV é o seguinte: aparentemente, o problema da AIDS está resolvido no nosso País e não está. A história do abacavir é um exemplo. A prevenção também - se um grupo como o HOMOSSEXUAL está com 10% ou 12% de prevalência, o problema está sob controle, mas não está resolvido.

Agência AIDS - O Brasil passou recentemente por uma crise de desabastecimento de alguns medicamentos, principalmente o abacavir. Como o senhor pretende proteger o País ainda mais desse problema, principalmente com os remédios importados?

Dirceu - Independente de qual medicamento seja, o papel nosso aqui é ficar sempre atento para que a situação não se repita. Algumas coisas são impossíveis de falar 'nunca mais vai acontecer'. Começamos a aumentar a parte de estocagem. No exemplo mais recente, no caso do abacavir, acabamos tendo um estoque muito mais prolongado apesar do número de pessoas em utilização ter diminuído.

Em relação aos outros remédios, isso é feito constantemente. E o cuidado não são dos que são importados, mas dos fármacos nacionais também. Tivemos reuniões recentes com as grandes indústrias nacionais oficiais, como a FURP (Fundação para o Remédio Popular), a Farmaguinhos (laboratório da Fundação Oswaldo Cruz) e Lafepe (Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco). A cada reunião com eles, é avaliado como está o processo de estocagem e de produção. A minha expectativa é que esse risco se torne cada dia menor. Espero que esta tenha sido a última vez.

Só para lembrar que já houve problemas anteriores, algumas vezes por falhas de fornecimentos de insumos, no embalo e na importação. Essa do abacavir chegou ao ponto de ter problemas por causa da erupção do vulcão lá na Islândia.

Se algum dia faltar um PRESERVATIVO, claro que é problema; um teste de CD4 idem. Mas, a falta de medicamento é um problema absolutamente grave. Esse cuidado está sendo feito. É bom lembrar que orçamento está sendo mantido para isso.

Roberto Chateubriand, Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS (GAPA), de Minas Gerais - Como garantir as novas tecnologias para prevenção aos cidadãos, como por exemplo a profilaxia pós-exposição?

Dirceu - Essa discussão é internacional, não somente brasileira. No Brasil há a distribuição de 400 milhões de PRESERVATIVOS com gel. Esses insumos vão ser cada vez mais o mecanismo primário de prevenção, não só para o HIV, mas para todas as doenças sexualmente transmissíveis.

Quando falamos em profilaxia pós-exposição, prevenção por via medicamentosa, a abordagem é apenas contra o HIV. Na questão de acidentes com agulhas e estupro, a questão já está bem resolvida. O restante das discussões está em andamento. O Ministério, em tudo que é feito nessas mudanças, trabalha junto com os experts. No consenso atual, essa discussão está ocorrendo. Quando é que vamos pactuar, como vai ser isso, se vale a pena, os riscos, se isso banalizar a prevenção, tudo isso está em discussão. Estamos atentos às decisões mundiais e adaptando ao Brasil, como sempre tem acontecido.

Redação da Agência de Notícias da AIDS

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Alunos da Trevisan Escola de Negócios debatem em São Paulo sobre comunicação, saúde pública, aids e cidadania

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17/08/2010

17/08/2010 - Alunos da Trevisan Escola de Negócios debatem em São Paulo sobre comunicação, saúde pública, aids e cidadania

17/08/2010 - 15h30

Cerca de 50 alunos da Trevisan Escola de Negócios participaram na noite dessa segunda-feira em São Paulo do evento "Comunicação, Saúde Pública, AIDS e Cidadania", idealizado pela Agência de Notícias da AIDS. Neste que foi o quarto debate do projeto, os palestrantes convidados foram a médica infectologista do Programa Municipal de DST/AIDS Zarifa Khouri e a integrante da Rede Nacional de Jovens Vivendo com o HIV/AIDS Micaela Cyrino.

A editora executiva da Agência, Roseli Tardelli, mediadora do debate, fez uma breve apresentação sobre a abordagem do tema AIDS pela mídia nesses vinte e nove anos de epidemia. Ela citou alguns equívocos, como rotular a doença de "câncer gay" e também a utilização de conceitos errados como "grupos de risco".

Micaela Cyrino falou sobre sua experiência de ter sido criada em uma casa de apoio para crianças soropositivas. "Antigamente, essas instituições eram feitas para crianças que iam morrer. Hoje, as coisas mudaram. Qual a orientação que deve ser dada para essas crianças que estão se tornando adultas?", questionou a ativista. Ela ainda contou que quando era mais nova, não falava sobre sua sorologia. No entanto, à medida que foi crescendo, se deu conta que, para acabar com o preconceito era preciso falar para outras pessoas, não só aquelas que viviam com o HIV.

Os alunos quiseram saber se Micaela fala sobre seu status sorológico quando está namorando e se já tinha se apaixonado por alguém que não era portador do vírus. "Para mim, isto é muito tranquilo, discutimos muito o assunto na Rede. Quando se trata de sentimento, a gente quer partilhar tudo", respondeu.

Zarifa explicou um pouco a trajetória da epidemia no Brasil e no mundo e sobre o grau de vulnerabilidade das pessoas perante ao vírus. "A gente sempre pensa: a AIDS não é comigo, é com outro. A AIDS vai atrás de quem não se cuida, de quem não se sente vulnerável", disse ela, ressaltando o crescimento da epidemia entre os idosos e entre mulheres heterossexuais casadas.

Esclarecendo as dúvidas colocadas pelos estudantes, a médica explicou a dificuldade para se descobrir a cura da doença. "O HIV é um parasita da célula, ele entra no nosso material genético e se mistura. A indústria fabrica remédios que matam o material genético do vírus. Para serem eficientes contra o HIV, teriam que destruir o material genético humano também, uma vez que os dois estão misturados. Aí está o problema".

O tratamento com ANTIRRETROVIRAIS, o uso do PRESERVATIVO como prevenção à AIDS e às DSTS também estiveram na pauta do debate.

O projeto "Comunicação, Saúde Pública, AIDS e Cidadania" tem o apoio da Merck Sharpe & Dohme, da Bristol Myers-Squibb e da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Além da Trevisan Escola de Negócios, já receberam o debate as Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), a Faculdade Cásper Líbero e a Universidade Anhembi Morumbi.

Redação da Agência de Notícias da AIDS

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fórum de ONG/Aids de São Paulo

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23/06/2010

23/06/2010 - Fórum de ONG/Aids de São Paulo pede a laboratório importação do antirretroviral Tipranavir

23/06/2010 - 18h

Há dois meses, a dificuldade para a aquisição do medicamento antiaids tipranavir ganhou destaque nas reuniões do Fórum de ONG/AIDS do Estado de São Paulo. A Coordenadora do Programa de DST/AIDS da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Clara Gianna, disse aos militantes que mesmo não estando no consenso terapêutico do Ministério da Saúde, São Paulo compra esse remédio. "A fabricante Boehringer registrou o antirretroviral na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas retiraram o registro. Agora se trata de uma compra internacional, o que torna o processo mais burocrático", comentou. Por isso, o Fórum enviou ofício à empresa pedindo a importação do fármaco ao Brasil.

Usado por 10 pacientes no Estado, esse remédio fabricado pela Boehringer Ingelheim é um inibidor de protease, geralmente eficaz para terapias de resgate, ou seja, quando outros ANTIRRETROVIRAIS não estão fazendo muito efeito no tratamento da AIDS. De acordo com o Fórum, cerca de 40 pessoas usam o fármaco no Brasil.

Leia abaixo na íntegra o ofício do Fórum.

São Paulo, 23 de junho de 2010

Dr. Walmir Guerra Caetano

Gerente Nacional de Políticas de Saúde

Boehringer Ingelheim

São Paulo

Prezado Senhor,

Por decisão da reunião do Fórum de ONGs/AIDS do Estado de São Paulo de 11 de junho de 2010, estamos escrevendo à Boehringer Ingelheim para solicitar que essa empresa importe o medicamento Tipranavir (Aptivus) para uso dos pacientes brasileiros. Serviços de saúde locais informaram de dificuldades para o fornecimento deste antirretroviral a pacientes brasileiros, o que seria facilitado se essa empresa importasse diretamente este importante medicamento. Segundo estimativas, no Brasil há pelo menos necessidade de 40 tratamentos com este antirretroviral.

Estamos à disposição para maiores esclarecimentos.

Atenciosamente,

Rodrigo de Souza Pinheiro

Presidente

Fonte: Fórum de ONG/AIDS do Estado de São Paulo

quarta-feira, 16 de junho de 2010

15/06/2010 - Resistência aos antibióticos acelera no mundo

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R7 | SAÚDE

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15/06/2010

15/06/2010 - Resistência aos antibióticos acelera no mundo

publicado em 15/06/2010 às 17h25:

Ongs e grupos privados se mobilizaram para permitir que países pobres tivessem acesso a tratamentos contra a malária, AIDS e tuberculose

Os esforços dos países desenvolvidos para fornecimento de tratamentos contra doenças infecciosas em países pobres deve acelerar a resistência dos micróbios aos antibióticos, revela um relatório publicado nesta terça-feira (15).

Nos últimos anos, organizações governamentais e grupos privados se mobilizaram para permitir que países pobres tivessem acesso a tratamentos contra a malária, AIDS e tuberculose, destacou o estudo do Centro para o Desenvolvimento Global, uma Ong (Organização não governamental) situada em Washington, nos Estados Unidos.

O acesso aos medicamentos ANTIRRETROVIRAIS para o combate ao HIV (vírus da Imunodeficiência Humana, da AIDS) está dez vezes maior, para os remédios contra a malária chega a oito vezes, enquanto que para os antibióticos contra a tuberculose o acesso ficou ainda maior, precisaram os autores do relatório.

A distribuição abundante desses tratamentos certamente salvou inúmeras vidas, mas também influenciou na crescente resistência dos microorganismos dessas doenças infecciosas, o que poderia ter sido evitado com um controle maior, afirma Rachel Nugent, presidente do grupo de trabalho que preparou o relatório Corrida contra a resistência aos tratamentos.

- A resistência aos antibióticos é um fenômeno natural, mas que não é levado a sério no momento da distribuição e da utilização dos medicamentos, acelerando o processo.

Desde 2006, os organismos de ajuda gastaram mais de US$ 1,5 bilhão em novos tratamentos para o combate aos microorganismos que se tornaram resistentes aos remédios existentes.

Na falta de medidas extremas, a mortalidade devido à resistência aos anti-infecciosos e o custo dos tratamentos vão continuar a subir, preveem os especialistas.

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Governo vai produzir antirretroviral ritonavir em parceria com laboratório particular 26/05/2010

Governo vai produzir antirretroviral ritonavir em parceria com laboratório particular

26/05/2010

Ministro da Saúde também incluiu o darunavir na lista de produtos estratégicos para o SUS

O Brasil vai começar a produzir o genérico do medicamento antiaids ritonavir. A fabricação será por meio de parceria público-privada entre o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e o laboratório privado Cristália, de Campinas. O acordo foi firmado (25) pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante a Feira Hospitalar 2010, que está sendo realizada em São Paulo. Não há prazo para o início da produção do medicamento.

A parceria prevê a produção de outros seis remédios. Na ocasião o ministro também apresentou a atualização da lista de produtos estratégicos para o SUS (Sistema Único de Saúde). Uma das mudanças foi a inclusão do antirretroviral darunavir. “Essa lista sinaliza ao setor produtivo e aos órgãos de fomento de pesquisa quais são os produtos médicos do SUS", explicou Temporão.

Em novembro do ano passado o ministro firmou outras nove parcerias público-privadas, duas para a produção do antirretroviral tenofovir. A previsão é que no segundo semestre ocorra a primeira entrega da produção nacional do remédio.

Somando as parcerias de 2009 e as firmadas hoje, o governo deixará de importar 21 medicamentos, economizando cerca de R$ 170 milhões. Atualmente, dos 19 antirretrovirais fornecidos no país, oito são produzidos localmente.
Clipping Bem Fam (26/05/010)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Economia na compra de Antirretrovirais

Investir na produção de medicamentos e em mais ações de prevenção são as sugestões de ativistas para o uso do dinheiro que o Ministério da Saúde economizou na compra de antirretrovirais

27/01/2010

O Ministério da Saúde informou nesta terça (26) que conseguiu economizar R$ 118 milhões na negociação de contratos de compra de medicamentos antirretrovirais (saiba mais). A Agência de Notícias da Aids entrevistou alguns ativistas para opinarem o que deveria ser feito com a verba. Segundo o ativista e presidente da ONG Cedus, Roberto Pereira, “o governo deveria investir na produção de medicamentos. Essa medida deixa o Brasil mais independente, ou seja, não ficaremos tão reféns da indústria estrangeira ”.

Além disso, Pereira acha que esse valor também deve ser investido em pesquisa de novas drogas para compor o tratamento antirretroviral. “O paciente que necessita de remédios para sobreviver não quer saber se está em falta ou se o Ministério da Saúde está negociando um preço mais baixo, ele quer apenas tomar esse medicamento”, afirmou.

Assim como Roberto Pereira, Veriano Terto, presidente a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), também acredita que esse dinheiro deveria ser investido em pesquisa de produção de antirretrovirais genéricos. Com essa medida, além de disponibilizar mais medicamentos para o tratamento antirretroviral, o Brasil também poderia negociar redução de preços com outras indústrias farmacêuticas”, explicou.

Já o presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo, Rodrigo de Souza Pinheiro, acha que esse recurso financeiro deve ser investido na área de prevenção. “Apesar do dinheiro ser economizado na área de assistência, ele deve ser revertido em ações objetivas e efetivas de prevenção”, sugeriu.

Segundo ele, “essas ações devem ser direcionadas para públicos especificos, pois é onde está concentrada a epidemia. Além disso, é importante também aumentar a oferta de insumos para um diagnóstico precoce, pois assim as pessoas podem começar o tratamento o mais breve possível”, disse.

“Os planos de enfrentamento as DSTs/HIV/aids não têm tido o resultado esperado. É importante investir em ações que tragam algum tipo de resultado”, afirmou Pinheiro .

Segundo a nota divulgada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a coordenadora do órgão Mariângela Simão , atribui a redução dos preços ao grande esforço para negociação com os laboratórios. O Brasil tem maior poder de negociação com as multinacionais por ser um bom pagador, por fazer compra centralizada para atender todo o país, e garantir acesso universal e gratuito. Além disso, tem um guia terapêutico que enfatiza a terapia seqüencial e o uso racional de medicamento

Cortesia: Clipping Bem Fam(27/01/010)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Economia com remédios

Sent: Monday, January 25, 2010 11:55 AM
Subject: Contratos para compra de antirretrovirais ficam R$ 118 milhões mais baratos

Contratos para compra de antirretrovirais ficam R$ 118 milhões mais baratos

Os contratos fechados pelo Ministério da Saúde para a aquisição dos medicamentos para tratamento da aids tiveram redução de R$ 118 milhões. A queda de 12% nos preços se deu entre as compras fechadas no fim de 2008 e a concluída em dezembro de 2009. Essa última atenderá todo o ano de 2010 e os cinco primeiros meses de 2011.

Atualmente, são adquiridas 32 apresentações de medicamentos, das quais 13 nacionais e 19 importadas. Esse último grupo responde por 72% do gasto total. Em todo o país, existem hoje 191 mil pacientes em tratamento.

A diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, atribui a redução dos preços ao grande esforço para negociação com os laboratórios. O Brasil tem maior poder de negociação com as multinacionais por ser um bom pagador, por fazer compra centralizada para atender todo o país, e garantir acesso universal e gratuito. Além disso, tem um guia terapêutico que enfatiza a terapia seqüencial e o uso racional de medicamento.

A maior redução de preço – R$ 47,4 milhões – deu-se na compra do tenofovir. O antirretroviral é utilizado nos esquemas terapêuticos para o tratamento de aids e para a forma crônica da hepatite B. Desde 2008, tem sido alvo de disputa entre o governo brasileiro e o laboratório Gilead. Depois de manifestações do Ministério da Saúde e da sociedade civil, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) negou o pedido de patente do medicamento, por entender que não havia atividade inventiva.

Isso ajudou a baixar o preço do comprimido de R$ 5,08 para R$ 3,50 entre os contratos para abastecimento de 2009 e de 2010. “É uma clara demonstração de que monopólio não faz bem à saúde”, avalia a diretora do departamento, Mariângela Simão.

Sustentabilidade – Com as sucessivas negociações e medidas mais firmes como o licenciamento compulsório do efavirenz em 2007, o Brasil vem conseguindo alcançar a sustentabilidade do acesso universal à terapia antirretroviral. Na década de 1990, quando optou por ofertar os medicamentos a todos os pacientes, o país recebeu críticas, sobre o fato de que a política não poderia se manter por muito tempo.

De acordo com estudo feito pelo próprio Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o custo médio anual dos pacientes de aids caiu cerca de 25% entre 2003 e 2009. Passou de R$ 4.232,02 para 3.220,25. Em 2003, os gastos do governo brasileiro com medicamentos representavam 0,037% do PIB. Em 2009, essa fatia passou para 0,020%. A queda em nada comprometeu a qualidade do tratamento ofertado. Exemplo disso é que nos últimos dois anos, foram disponibilizados dois novos medicamentos, destinados a pacientes que já desenvolveram resistência às drogas até então disponíveis, e por isso, mais caras.

Uma avaliação externa realizada por representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) das Recomendações para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV a considerou alinhada com as recomendações internacionais vigentes nos seus aspectos técnicos, inclusive na incorporação de novas drogas.

“A isso chamamos sustentabilidade. Estamos conseguindo não apenas manter os pacientes mais antigos em tratamento e incluir os cerca de 15 mil novos que entram a cada ano, como atender as novas necessidades de medicamento”, conclui Mariângela.

Assessoria de Imprensa

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Ministério da Saúde

Tel: (61) 3306-7016/7010

Ano Internacional da Biodiversidade

Aids: fim do monopólio
(Panorama Político)

O GLOBO

24/JANEIRO/2010

O programa de AIDS do Ministério da Saúde economizou R$ 118 milhões na compra de antirretrovirais para 2010, comparado com 2009. A maior redução de preço, R$ 47,4 milhões, foi na compra do Tenofovir, que faz parte do coquetel antiAIDS. O preço desse medicamento caiu após decisão do governo de torná-lo de interesse público e não concederlhe patente. O comprimido teve o preço reduzido à metade. A coordenadora do Programa de AIDS, Mariângela Simão, atribui a diminuição do preço dos medicamentos à decisão do governo de enfrentar os fabricantes. "Definitivamente, o monopólio não faz bem à saúde", diz ela.