Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador O Estado de S. Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Estado de S. Paulo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de março de 2014

65% dos brasileiros acham que mulher de roupa curta merece ser atacada - O Estado de São Paulo

  NOTA PESSOAL:
  NÃO QUERO ME FAZER DE ADVOGADO DO DIABO, MAS, SEREI...
  A EDUCAÇÃO DAS CRIÃNÇAS NÃO É DADA PELA MÃE OU PELA FAMÍLIA?
  ENTÃO ESTARIAM TODOS DOENTES..., AO ENSINAREM ESSES COMPORTAMENTOS...?




65% dos brasileiros acham que mulher de roupa curta merece ser atacada - O Estado de São Paulo

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,65-dos-brasileiros-acham-que-mulher-de-roupa-curta-merece-ser-atacada,1145873,0.htm


Pesquisa divulgada pelo Ipea mostra percepção da população em relação a temas polêmicos

27 de março de 2014 | 15h 03
Lígia Formenti - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - A maioria dos brasileiros concorda com a ideia de que marido que bate na esposa deve ir para a cadeia, revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Batizado de Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), o trabalho se baseou na entrevista de 3.810 pessoas, residentes em 212 municípios no período entre maio e junho do ano passado.
A pesquisa mostra que 91% dos entrevistados concordam total ou parcialmente com a prisão dos maridos que batem em suas esposas. O estudo alerta, no entanto, que é prematuro concluir, com bases nesses dados, que a sociedade brasileira tem pouca tolerância à violência contra a mulher. "Há uma ambiguidade do discurso", afirmam os autores.
Dos entrevistados, 63% disseram concordar com a ideia de que "casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre membros da família".
Causou espanto entre os próprios pesquisadores o fato de que 65% disseram concordar com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", algo que deixa claro para autores do trabalho a forte tendência de culpar a mulher nos casos de violência sexual.
Para autores, um número significativo de entrevistados parece considerar a violência contra a mulher como uma forma de correção. A vítima teria responsabilidade, seja por usar roupas provocantes, seja por não se comportarem "adequadamente."
A avaliação tem como ponto de partida o grande número de pessoas que diz concordar com a frase: se mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros. O trabalho indica que 58,5% concorda com esse pensamento. A resposta a essa pergunta apresenta variações significativas de acordo com algumas características. Residentes das regiões Sul e Sudeste e os jovens têm menores chances de concordar com a culpabilização do comportamento feminino pela violência sexual.
A pesquisa não identifica características populacionais que determinem uma postura mais tolerante à violência, de forma geral. Os primeiros resultados, no entanto, indicam que morar em metrópoles, nas regiões mais ricas do país, ter escolaridade mais alta e ser mais jovem aumentam a probabilidade de valores mais igualitários e de intolerância à violência contra mulheres. Autores avaliam, porém, que tais características têm peso menos importante do que a adesão a certos valores como acreditar que o homem deve ser cabeça do lar, por exemplo.

segunda-feira, 10 de março de 2014

CLIPPING #Saúde, #Sexualidade & #Afins 10/Mar./2014

Vacinação contra HPV começa hoje 
O Globo

Na primeira fase da campanha, objetivo é imunizar meninas de 11 a 13 anos

O Ministério da Saúde dá início hoje à primeira campanha de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano, o vírus HPV. O público-alvo são meninas de 11 a 13 anos. A presidente Dilma Rousseff participará do lançamento na cidade de São Paulo, onde serão aplicadas doses em alunas do Centro Educacional Butantã. A meta é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de brasileiras na faixa de 9 a 13 anos até 2016. No primeiro ano da campanha, porém, o foco serão as pré-adolescentes de 11 a 13 anos. As demais serão atendidas a partir de 2015. De acordo com o ministério, a vacina tem um índice de eficácia de 98% na prevenção do câncer de colo de útero, que tem entre as suas causas a infecção pelo vírus HPV.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê neste ano o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil mortes provocadas pelo câncer de colo de útero, o terceiro mais freqüente entre brasileiras. O ministério recomenda que as prefeituras mobilizem escolas públicas e privadas, já que a maioria estuda. A idéia é que a vacinação ocorra nas escolas. A segunda dose será aplicada seis meses depois e, ao final de cinco anos, uma terceira. O SUS vai cadastrar as meninas durante a aplicação da primeira dose para criar um banco de dados que facilite a localização de todas seis meses depois, na época da segunda dose, bem como para a terceira dose, em cinco anos.

Guerra ao HPV
Correio Braziliense

Na cartilha de todo ente público e de homens que governam, prevenção deve ser sempre a ordem do dia -- em todos os setores de atividade, principalmente na área da saúde. Portanto, é meritória a campanha que o Ministério da Saúde inicia hoje de vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero. Meninas de 11 a 13 anos devem ser imunizadas em três momentos distintos, sendo a segunda dose aplicada seis meses depois da primeira menstruação, com a terceira devendo ocorrer cinco anos depois.
A pasta orienta estados e municípios a aplicar a primeira dose nas próprias escolas, a exemplo de países como Austrália e Reino Unido, que adotaram a estratégia e obtiveram altos índices de cobertura vacinal. Basearam-se no fato de que adolescente não é público que frequenta postos de saúde, encarregados, no entanto, pela aplicação da segunda dose. O Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV: 137 mil casos por ano.

A vacina protege dos subtipos 16 e 18 do HPV, mas não de todos os subtipos do vírus nem das demais doenças sexualmente transmissíveis (DST). Por isso, a recomendação é usar preservativo. O papanicolau protege o presente. O HPV é muito infectivo e, aos 25 anos, por exemplo, mulheres com vida sexual ativa já tiveram contato com o vírus. O que elas precisam fazer é o papanicolau -- que as resguarda no futuro.

O HPV é responsável por uma das doenças sexualmente transmissível mais diagnosticadas. São conhecidos mais de 100 tipos de HPV diferentes e aproximadamente 35 deles estão relacionados à infecção genital. Do mesmo modo, é bem conhecida e definida a relação do HPV com o desenvolvimento de lesão clínica (condiloma) e a relação com o câncer cervical uterino e lesões precursoras.

Para a campanha do Ministério da Saúde dar certo, importantes atores precisam entrar em cartaz. São as mães e as escolas. Não é hora de hipocrisias. É comum hoje meninas, mesmo menores de 15 anos, viajarem sozinhas, namorarem e praticarem sexo, correndo sérios riscos de contaminação por DST. A mobilização contra o HPV chega em boa hora, pois estamos a menos de 100 dias da Copa do Mundo. O Brasil vai receber milhares de turistas e conviver com enorme deslocamento de brasileiros para assistir aos jogos do Mundial. Impõe-se, pois, tratar da prevenção na prática. Sem retóricas.

OMS: 222 milhões de mulheres que não querem engravidar não têm acesso a contraceptivos

Como parte das atividades voltadas para o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quinta-feira (6) um conjunto de recomendações para que os países possam garantir que mulheres, meninas e casais tenham acesso às ferramentas necessárias para evitar uma gravidez indesejada, melhorando a sua saúde e o planejamento familiar.

“Garantir a disponibilidade e acessibilidade à informação, assim como os serviços necessários é crucial, não só para proteger os direitos, mas também a saúde de todos”, disse a diretora-geral-assistente da OMS para Família, Mulher e Saúde de Crianças, Flavia Bustreo.

Estima-se que 222 milhões de meninas e mulheres que não querem engravidar ou que querem atrasar sua próxima gravidez não utilizam qualquer método contraceptivo.

Nos países de renda média e baixa, as complicações da gravidez e do parto estão entre as principais causas de morte em mulheres jovens com idade entre 15 e 19 anos. Natimortos e morte na primeira semana de vida é 50% maior entre os bebês nascidos de mães menores de 20 anos do que entre os bebês nascidos de mães com idade entre 20 e 29 anos.

As populações mais vulneráveis à falta de acesso a serviços de contracepção são jovens, pobres e que vivem em áreas rurais ou favelas urbanas. Esforços têm sido feitos para atender a essa necessidade desde a Cúpula de Planejamento Familiar, realizada em 2012, em Londres, na qual a promessa de que serviços de planejamento familiar alcançariam pelo menos 120 milhões de pessoas a mais até 2020 foi feita.

A diretora do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS, Marleen Temmerman, afirma que “não se trata apenas de números crescentes, é também sobre aumentar o conhecimento. É vital que as mulheres – e homens – entendam como funciona a contracepção, que sejam oferecidos opções de métodos e fiquem felizes com o método que recebem”.

A orientação da OMS é que todos os que procuram contracepção devem ser capazes de obter informações detalhadas e precisas, bem como uma variedade de serviços, como aconselhamento e produtos contraceptivos em um ambiente não discriminatório, não coercitivo e não violento.

Vítimas do descaso
The economist

Os casos de câncer aumentam nos países pobres e emergentes, em boa medida por causa da negligência

Sara Stulac é pediatra, mas os médicos em Ruanda devem ser flexíveis. Um de seus primeiros pacientes depois de chegar dos Estados Unidos, em 2005, foi uma garota com um tumor do tamanho de uma couve-flor no rosto. O pai da menina, agricultor de subsistência, havia tentado curandeiros tradicionais e médicos locais, mas o tumor tinha crescido, juntamente com seus gastos. Era necessário um oncologista. Se o país tivesse um. A doutora Stulac ligou para um médico nos EUA, que lhe ensinou o tratamento que salvaria a vida da menina.

O que torna esta história incomum é seu final feliz. Segundo a Agência Internacional para Pesquisas do Câncer (Iarc, em inglês), parte da Organização Mundial da Saúde, os países de baixa e média renda responderam por 57% dos 14 milhões de diagnósticos de câncer em todo o mundo em 2012, mas por 65% das mortes. O câncer mata mais nos países pobres que a Aids, a malária e a tuberculose juntas.

Moradores de países pobres há muito sofrem de cânceres como de fígado e de colo uterino, associados a infecções. Mas, conforme enriqueceram, consumiram mais bebidas, cigarros e alimentos gordurosos, que causaram mais casos de câncer de mama, de cólon e reto e do pulmão. As mulheres que antes morriam no parto hoje vivem o suficiente para desenvolver câncer de mama. Os pacientes de HlV que tomam drogas antirretrovirais morrem de outras causas.

----

Nas nações de baixa renda, a doença mata mais que a Aids, a tuberculose e a malária juntas

----

Alguns consideram esse fato um sucesso, mas os recursos não mudaram com o peso da doença. Muitos países em desenvolvimento não têm oncologistas treinados, quanto menos um centro de tratamento. Até nos lugares onde os cuidados estão disponíveis, os doentes muitas vezes chegam tarde por serem pobres ou não saberem que o tratamento é urgente. Algumas línguas não têm uma palavra para "câncer".

Novo teste de câncer de próstata pode aposentar toque retal
O estado de SP

Teste vai detectar câncer de próstata em amostra simples de urina

Um teste barato, fácil e preciso para detectar o câncer de próstata pode estar disponível nos próximos meses. Estudos mostram que o novo teste, feito com a urina, pode ser duas vezes mais confiável que o exame de sangue existente para a detecção da doença.

O teste também informa aos médicos a gravidade do câncer. Além de salvar vidas, vai aposentar, segundo especialistas, o toque retal. É descrito como o maior avanço no diagnóstico do câncer de próstata em 25 anos.

Além de preciso, deve custar, quando chegar ao mercado, menos de R$40 por paciente, o que permitiria a realização de testes em todos os homens a partir dos 40 anos, como acontece com o câncer de mama.

O material foi desenvolvido por estudiosos da britânica Universidade de Surrey. Cientistas anunciaram ter chegado a um acordo com duas empresas, o que porá o teste em consultórios médicos ainda este ano.

O inventor do teste é o professor de oncologia médica Hardev Pandha, que acredita no potencial de poder detectar rapidamente a doença, salvando centenas de vidas a baixo custo.

Novo teste de urina para câncer de próstata pode estar disponível em 2015
Veja.com

Teste se mostrou mais preciso do que o PSA para detectar a doença. No entanto, ainda não é alternativa e sim um complemento para esse exame ou o de toque retal

Um novo teste para diagnosticar o câncer de próstata de forma mais rápida e prática do que os exames disponíveis atualmente pode chegar ao mercado no ano que vem. Ele consiste em identificar, na urina do paciente, a presença de uma proteína chamada engrailed-2, ou EN2, que é produzida por células cancerígenas da próstata.

Em anúncio feito nesta semana, pesquisadores da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, onde o exame EN2 foi desenvolvido, revelaram uma parceria com o laboratório britânico Rodox, que vai passar a fabricar e comercializar o teste a partir dos estudos desenvolvidos pela universidade. Para que possa ser aplicado na prática clínica, porém, o exame ainda precisará ser submetido à aprovação das agências reguladoras de cada país em que ele for utilizado.

Atualmente, o diagnóstico do câncer de próstata é feito principalmente pelo exame de PSA (proteína presente no sangue que, em altos níveis, pode indicar a doença) e o de toque retal. Um exame não exclui o outro – o ideal é que o paciente seja submetido aos dois testes. Isso porque, enquanto o PSA fornece informações como a progressão da doença e as chances de recorrência do câncer, o exame de toque pode dizer qual é a extensão do tumor e ajudar o médico a escolher o melhor tratamento para cada caso. Se derem positivo, os resultados de ambos os exames precisam ser confirmados por uma biópsia.

Precisão — Um estudo mostrou que o teste de urina que mede a proteína EN2 detecta o câncer de próstata com uma precisão aproximadamente duas vezes maior do que a do exame de PSA. “Enquanto o novo teste parece diagnosticar entre 60% e 70% dos tumores na próstata, o PSA, sozinho, identifica cerca de 30% a 40%”, diz Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncologista e diretor de urologia do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Além disso, a mesma pesquisa indicou que ele praticamente não oferece falsos diagnósticos positivos. Segundo os resultados, o teste de urina deu o diagnóstico correto a 90% dos pacientes que não tinham câncer de próstata. Os outros 10% apresentavam um grau muito pequeno da doença, que não era clinicamente significante.

Segundo Guimarães, isso pode evitar procedimentos invasivos e tratamentos desnecessários em pessoas que têm a doença, mas que não apresentarão sintomas clínicos ou terão a saúde prejudicada. Essa é uma vantagem sobre o PSA que costuma dar resultados falsamente positivos. "Dois terços dos pacientes submetidos à biópsia após o PSA indicar suspeita de câncer não possuem a doença”, diz o médico.

Características — O novo teste de urina também parece dar informações sobre a extensão da doença, ou seja, o quão a próstata está comprometida com o tumor, segundo um estudo publicado em 2012. No entanto, o exame não diz qual é a gravidade da doença e nem prevê se haverá recorrência do tumor – o que pode ser detectado com o PSA. Além disso, diferentemente do exame de toque retal, não possibilita que o médico identifique o volume da próstata, o tamanho dos tumores locais ou o melhor tratamento para o paciente.

Papa Francisco quer que a Igreja estude união homossexual
Reuters
.
VATICANO - O Papa Francisco quer estudar as uniões homossexuais para entender por que alguns países optaram por sua legalização, afirmou neste domingo o cardeal de Nova York, Timothy Dolan. Em entrevista ao programa "Meet the Press", da emissora americana NBC, o cardeal ressalvou que o Pontífice não disse ser a favor do matrimônio gay, mas o que "Francisco disse que a Igreja deve buscar e ver as razões que levaram a alguns Estados a aprovar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em vez de condená-las".

Para o cardeal Dolan, o casamento entre um homem e uma mulher não é algo que se refere somente à religião e ao sacramento, mas representa "um elemento de construção da sociedade e da cultura".

- E se retirarmos o significado sagrado do casamento, temo que não só a Igreja sofra, temo que a cultura e a sociedade também sofram - pontuou.

Pornografia infantil levou 134 à prisão no Brasil em 2013 
O Globo

Outra faceta da pedofilia, a pornografia infantil, foi o motivo da prisão de 134 pessoas pela Polícia Federal (PF) em 2013. E o número de páginas na internet com esse tipo de conteúdo denunciadas à organização não governamental Safernet, parceira da PF, aumentou cerca de 4% de 2012 para o ano passado.

Em 2012, a ONG recebeu 74.143 denúncias anônimas envolvendo 24.070 páginas diferentes. Em 2013, foram 80.195 denúncias sobre 24.993 sites.

O presidente da Safernet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira, afirma que o aumento de denúncias e páginas denunciadas está relacionado à popularização das redes sociais, como o Facebook.

A pornografia muitas vezes é divulgada pelo Facebook. Percebemos que boa parte das denúncias que chegam a nós é sobre compartilhamento de fotos e vídeos pelas redes sociais disse Oliveira.

Segundo a Safernet, que encaminha as denúncias recebidas à policia, a maior parte dos sites que exibem pornografia infantil está hospedada em outros países, o que retarda o processo de retirada do conteúdo do ar e a investigação, já que em muitos casos é preciso aguardar que a Justiça brasileira entre em contato com a Justiça e a polícia de outro país para que a apuração siga seu curso.

De acordo com Oliveira, já houve casos em que esse procedimento entre o Brasil e outro país demorou quase cinco anos.

Quando o conteúdo está hospedado fora do Brasil, temos que contar com a colaboração dos provedores. Se eles não cooperarem, fica difícil saber quem postou a imagem. Existem vários casos em que provedores estrangeiros não colaboram disse o presidente da Safernet.

A Polícia Federal, que tem um grupo especializado para apurar crimes de ódio e pornografia infantil pela internet, afirma que as empresas localizadas nos Estados Unidos costumam ajudar a localizar o criminoso, resguardar provas e retirar o conteúdo do ar.

A delegada da PF Tatiane da Costa Almeida diz que a maior parte dos presos é do sexo masculino, e afirma que, apenas em 2013, 618 pessoas foram indiciadas por pornografia infantil (sendo que 134 foram presas em flagrante).

Atualmente, há 2.004 inquéritos policiais em andamento para investigar esse tipo de crime. Segundo a delegada Tatiane, não há grandes quadrilhas especializadas nesses delitos.

São pessoas que cometem o crime na suas casas, e pensam que ninguém vai saber afirma Tatiane.


CLIPPING SS&A.docx
52K Exibir como HTML Examinar e baixar

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sonia Fleury analisa sucessos e fraquezas do SUS


Em artigo para o jornal O Estado de S.Paulo, pesquisadora Sonia Fleury analisa sucessos e fraquezas do SUS      
 


30/10/2011 - 14h

A pesquisadora Sonia Fleury, do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (IUPERJ), escreveu um artigo para o jornal O Estado de S.Paulo, analisando os sucessos e fraquezas do Sistema Único de Saúde (SUS).  Para ela, discutir se o problema do SUS é de falta de financiamento ou incapacidade de gestão, é ignorar a irresponsabilidade da União em cumprir seus compromissos com o financiamento do sistema público e universal de saúde, como se isso não tivesse consequências nas gestões subnacionais, reféns dos recursos repassados pelo nível central, das decisões judiciais, das denúncias da mídia e da sua própria incapacidade.

Ela apresenta pontos de uma pesquisa do Programa de Estudos da Esfera Pública (PEEP), da FGV, sobre a precarização dos serviços públicos de saúde. Leia a seguir na íntegra:



O SUS foi fruto de uma trajetória de intensa mobilização da sociedade civil por democratizar o País, assegurando direitos sociais universais na Constituição de 1988, onde a ordem social se destacava da ordem econômica. Descentralizado e com uma autoridade única em cada nível de governo, o SUS redesenhou o pacto federativo gerando um modelo de governança baseado em instâncias de pactuação intergovernamental e uma proposta de governabilidade inovadora baseada em conselhos e conferências.

Um pouco mais de duas décadas depois, em um curto período de semanas, vemos nos jornais que os médicos do SUS se encontraram em greve por melhorias salariais e de trabalho condizentes com sua função, as entidades filantrópicas que prestam serviços ao SUS foram denunciadas pela precariedade de instalações e qualidade do atendimento, os profissionais credenciados pelos planos de saúde fizeram paralisações semelhantes ao setor público, a ANS avaliou que 20 milhões de brasileiros têm planos de saúde ruins, a Anvisa foi proibida de fazer audiências públicas para regular o tabagismo, mas permitiu o uso de agrotóxicos proibidos em outros países e o Congresso "ameaça" regulamentar a Emenda Constitucional 29.

São inegáveis os avanços do SUS na ampliação da cobertura, na internacionalmente reconhecida capacidade de realizar imunizações massivas, desenvolver um programa emblemático da aids, enfrentar, dentro da legalidade dos acordos de comércio internacionais as multinacionais produtoras de remédios que se julgam no direito de exacerbar seu poder de precificação, favorecer a produção de genéricos e a distribuição de medicamentos em farmácias populares, chegar até os excluídos com programas de saúde da família, gerar novas formas de regionalização e contratualização na regulamentação recente da Lei Orgânica da Saúde.

Diante de tantos avanços, como entender as reivindicações dos profissionais, os sofrimentos dos pacientes, as queixas dos gestores locais, os desencontros entre o avanço do Samu e a incapacidade de encontrar um lugar na UTI ou mesmo um leito hospitalar?

Discutir se o problema é de falta de financiamento ou incapacidade de gestão, é ignorar a irresponsabilidade da União em cumprir seus compromissos com o financiamento do sistema público e universal de saúde, como se isso não tivesse consequências nas gestões subnacionais, reféns dos recursos repassados pelo nível central, das decisões judiciais, das denúncias da mídia e da sua própria incapacidade. Ao acabar com o arcabouço da seguridade social, especializando as fontes de financiamento, retirando recursos da área social para pagar juros por meio da DRU, eliminando o Conselho da Seguridade, impedindo a convocação da Conferência da Seguridade, aumentando o gasto social apenas para a área contratual da Previdência ou focalizada dos programas de transferência condicionadas de renda, todos os governos da democracia foram artífices dessa situação de precariedade nos sistemas universais de saúde e educação.

A opção política foi subsidiar os setores com maior poder de barganha: isenções para provedores privados, renúncia fiscal dos planos de saúde e educação para a classe média, planos privados de saúde para servidores, ausência de investimentos para gerar uma rede pública capaz de atender à população, financiamentos e subsídios para utilização dos serviços privados, atenção primária de baixa qualidade que não resolve os problemas, mas despacha o paciente, dupla porta de entrada de pacientes junto com a dupla militância de profissionais, falta de ressarcimento por parte dos seguros de pacientes atendidos no SUS, repasse de recursos financeiros, físicos e humanos para gestões privadas, etc.

Os resultados de uma pesquisa que realizamos recentemente pelo Programa de Estudos da Esfera Pública (PEEP), da FGV, demonstram que a precarização dos serviços públicos se manifesta das seguintes formas:

- A aceitação tácita de todos os agentes de que "serviço público é assim mesmo", ou a naturalização da precariedade, na ausência de parâmetros de qualidade explícitos;

- A precariedade para o atendimento adequado permite o aumento do poder discricionário dos profissionais, resultando em situações de discriminação;

- A cultura política brasileira, desde o primeiro escalão presidencial até o atendente hospitalar, privilegia o QI (quem indica) em detrimento da igualdade da cidadania;

- A falta de responsabilidade do sistema com os pacientes provoca a "peregrinação" em busca do cuidado. Na ausência de garantia, o direito se transforma em contradireito, insegurança, sofrimento, humilhação;

- A perspectiva da classe média de que estaria salva com seu plano de saúde começa a ser desmascarada, pois, a precarização do atendimento privado é um sucedâneo do que ocorreu no SUS, já que quem dá o parâmetro da qualidade é sempre o setor público.

Em conclusão, precisamos resgatar os princípios solidários do SUS e exigir um financiamento público condigno com os padrões internacionais de saúde, no qual a União repasse para a saúde 10% do que ela arrecada em impostos, que os Estados não manipulem seus orçamentos incluindo na saúde o que não lhe é próprio e coordenem a atenção regional, que os municípios não apenas comprem ambulâncias para enviar seus pacientes para outras cidades. Há que exigir que o SUS atenda ao interesse público, não se subordinando aos interesses políticos, corporativos e empresariais. Mas, o que precisamos mesmo é exigir responsabilidade dessas autoridades, para que o paciente ao chegar ao sistema seja acolhido, encaminhado, tratado e nunca mais seja obrigado a buscar, em uma ensandecida peregrinação, fazer valer seus direitos constitucionais. Ou morrer no percurso.

Sonia Fleury é doutora em Ciência Política Pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (IUPERJ) e autora do livro "Saúde, Democracia -  A luta do CEBES)


Fonte: O Estado de S.Paulo

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DESTAQUE DA SAÚDE

DESTAQUE DA SAÚDE
CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE
27 DE SETEMBRO DE 2011
 
 
 
Para Dilma, 10% para saúde é "inaceitável"
Tânia Monteiro/Eduardo Bresciani/Eugênia Lopes
O governo vai se mobilizar para impedir que o Senado ressuscite no projeto de lei complementar que regulamenta a Emenda 29 o mecanismo que obriga a aplicação de 10% da receita corrente bruta da União na saúde. A estimativa é que essa vinculação represente mais R$30 bilhões por ano. A presidente Dilma Rousseff classificou ontem como "inaceitável" a aprovação pelos senadores dessa proposta.
"Temos de trabalhar para impedir que isso passe no Senado", afirmou Dilma, durante reunião ontem com a coordenação política do Palácio do Planalto. O governo alega não dispor de recursos para fazer essa vinculação. "É inviável destinar 10% da receita da União para a saúde. O governo deixou isso bem claro", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Em 2010, o governo destinou cerca de R$ 60 bilhões para o setor.
Apesar da posição contrária do Planalto, a Frente Parlamentar da Saúde começa hoje uma mobilização para tentar convencer os senadores a aprovar o texto do projeto da Emenda 29 que obriga o investimento de 10% da receita da União. Integrada por deputados e senadores de todos os partidos, a Frente é contra a criação de um novo imposto.
"Vamos fazer uma guerrilha no Senado em prol dos 10%. Não há clima para criar imposto", resumiu o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente do grupo. Dizendo ter o apoio de movimentos sociais, ele espera conseguir reunir cerca de 2 mil pessoas em frente ao Congresso para pressionar o Senado a aprovar o texto original do projeto.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), prometeu comandar a resistência à aprovação do texto original da Emenda 29, que obriga a União a destinar 10% dos recursos para a saúde. "Não dá para restabelecer o texto original. É um projeto que o governo não aceita", disse. Resistência. Em entrevista ao Estado, a ministra Ideli Salvatti afirmou que o governo está disposto a patrocinar a criação de um imposto para financiar a saúde. Mas a proposta enfrenta sérias resistências no Congresso.
Aliado ao Planalto, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), foi o primeiro a bombardear a ideia. "Não vejo possibilidade nenhuma de criação de um novo imposto, nem neste ano nem no próximo ano, que seja aprovado pela Câmara ou pelo Senado." Ele disse concordar com Ideli sobre a necessidade de se buscar mais recursos para a saúde. Afirmou, porém, que isso não significa buscar novas receitas. A estratégia do governo é aproveitar a comissão criada por Maia para estudar fontes alternativas de custeio para a saúde e apresentar uma proposta de criação de uma contribuição para o setor.
Pelo projeto de lei complementar aprovado na semana passada na Câmara, os Estados terão de vincular 12% de sua receita para a saúde. Nos municípios, o porcentual é de 15%. O texto aprovado desobriga a União a destinar um porcentual de sua receita para o setor.
Fonte: O Estado de São Paulo
 
 
 
 
Alessandra Giseli Matias
Assessora Técnica Legislativa
Conselho Nacional de Saúde
Ministério da Saúde


É Hora de Juntarmos forças e cobrarmos dos nossos tres senadores eleitorais.
 
Dinheiro pra Copa pode. Pra saúde do povo Não ?
 
Aff
 
Léo Mendes

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ONGs denunciam governo brasileiro na ONU por análise de patente

Para conhecimento.


ONGs denunciam governo brasileiro na ONU por análise de patente

Iniciativa é reação ao parecer final da Advocacia-Geral da União que limita poderes da Anvisa na avaliação dos processos de patentes de medicamentos; temor é de que, na prática, restrição dificulte a liberação para produção de remédios genéricos

Representantes de ONGs apresentaram ontem denúncia contra o governo brasileiro ao relator especial sobre direito à saúde da ONU, Anand Grover, por causa das restrições ao papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na análise de patentes de medicamentos. Segundo o texto, a mudança é um retrocesso que viola as obrigações internacionais do País em relação ao direito humano à saúde.

Assinado por representantes de 15 organizações, o documento deverá ser analisado pelo relator, ao lado de uma eventual resposta encaminhada pelo governo brasileiro. Caso considere os argumentos da denúncia procedente, poderá sugerir que o País reconsidere sua posição.

A denúncia das ONGs à ONU é uma reação a um parecer final da Advocacia-Geral da União (AGU) que limita os poderes da Anvisa na análise dos processos de patente de medicamento, como revelou o Estado no dia 24.

Até a decisão da AGU, a Anvisa atuava como uma espécie de "revisora" dos processos de patentes aprovados pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Com o novo parecer, a Anvisa terá de limitar sua análise a eventuais riscos à saúde existentes no produto a ser patenteado. Representantes das entidades que apresentaram a denúncia temem que, com a mudança, a concessão indevida de patentes poderá ser facilitada, o que, na prática, impedirá a liberação para produção de genéricos.

Como exemplo, eles citam estatísticas da atuação da Anvisa. Durante o período da revisão, dos 1.346 pedidos encaminhados à Anvisa, 119 foram rejeitados. Em outros 90, a participação da Anvisa fez com que Inpi alterasse sua decisão e negasse pedidos que seriam concedidos.

"A própria OMS defende a participação de entidades de saúde na análise de processos que envolvem remédios. É uma garantia que a sociedade tem para evitar a concessão de patentes indevidas", diz Marcela Vieira, advogada do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira para Integração dos Povos. Marcela lembra que outros países repetem esse duplo exame em áreas que considera estratégicas. "Nos EUA, por exemplo, a concessão de patentes no setor da aviação é feita depois da consulta da agência equivalente à nossa Anac."

Sinergia. 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que decisão da AGU não alterará a atuação brasileira em relação à política de medicamentos ou à concessão de patentes. "Ela só reforça a sinergia que deve existir entre Anvisa e Inpi e entre todos os ministérios do governo."

Segundo ele, com parecer da AGU, governo deverá ampliar debates e espaços para entendimento. "Não há retrocesso." Gabriela Chaves, da ONG Médicos sem Fronteiras, disse temer que a decisão brasileira traga um impacto negativo no acesso a remédios. "Drogas patenteadas são mais caras, algo que dificulta a compra tanto para população quanto para governos."

Fonte: O Estado de S.Paulo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os “Sergios” Cabral e a Saúde de mal a pior do Rio[editorialNGB]


Os “Sergios” Cabral e a Saúde de mal a pior do Rio

Em entrevista dada ontem ao inaugurar estação Cidade Nova do Metrô, essa estação liga as antigas estações São Cristovão e Central do Brasil, e está funcionando em horário especial das 10H00 ás 14H00 com franquia da passagem, Sérgio Cabral deu entrevista e teve que se explicar quanto a continuidade do seu secretário de saúde o Sr Sérgio Cortes.
vocês estão lembrados aquele que não responde aos ofícios e muito menos aos membros do movimentos social. Esse sr ainda está cotado para assumir um possível cargo no ministério de Noss@ President@ Dilma Rousseff, o hospital Pedro Segundo em Duque de Caxias está em obras o que resultou em mais um tumulto em todos os outros hospitais do Rio.[Já estava ruim] Aos parentes dos pacientes transferidos que vieram a morrer depois da operação rescaldo feita na ocasião do incêndio, a nota foi de péssimo gosto(Eles iam morrer mesmo,pois estavam muito debilitados)
É em questão de saúde os Sergios estão doentes mesmos, queria ve-los na fila esperando tratamento.
Fazer o que foi re eleito com66% de votos vá lidos!!!


notícias relacionadas:
http://sepenuceosaogoncalo4.ning.com/video/sergio-cabral-e-o-maldito-do

Sérgio Cabral é o maldito do RJ-educação, saude e segurança

Incêndio no Hospital Pedro II, cinco pacientes morrem após transferência

outubro 15, 2010 by admin
Filed under: Rio de janeiro, Saúde 

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,apos-incendio-no-hospital-pedro-ii-rio-monta-unidade-de-campanha,625344,0.htm

domingo, 9 de maio de 2010

'Felizmente, no Brasil, não temos câmara de gás'

Enviado por José Sarney -
17.8.2009
|
18h35m

'Felizmente, no Brasil, não temos câmara de gás'

Eu conheci o Estado de S. Paulo incluído entre os dez maiores jornais do mundo. Certa vez tive oportunidade de felicitar o Dr. Júlio de Mesquita Filho, que era meu amigo, por esse fato.

A última viagem que o Dr. Julio de Mesquita Filho fez, no Brasil, ao norte foi a meu convite; foi ao Maranhão, onde fez uma frase generosa: “Passei a acreditar no Brasil depois que visitei o Maranhão”. Isso foi em 1967.

Contudo, é com grande tristeza que eu vejo O Estado de S. Paulo hoje, depois de uma decadência financeira que o levou a terceirizar a sua administração, terceirizar a sua redação e terceirizar também a sua consciência e a sua respeitabilidade.

Eu quero fazer uma ressalva: ainda hoje O Estado de S. Paulo mantém uma sequência no que ele foi. É o nome do Dr. Ruy Mesquita Filho, que é o símbolo da continuidade, da lembrança do que foi, no passado, O Estado de S. Paulo.

O Estado de S. Paulo, hoje, transformou-se em um jornal... Na verdade, em vez do jornal que era, lido, respeitado, passou a ser um tablóide londrino daqueles que buscam escândalos para vender.

A minha impressão, quando vejo o jornal, é como se visse um velho de fraque e de brincos, aqueles brincos espanhóis compridos.

É uma irresponsabilidade de tamanha grandeza, que eu não posso acreditar que um jornal publique isto: “Empreiteira pagou 2 imóveis para a família Sarney em SP”, sem ter aqui nenhuma referência, nenhuma prova a esse respeito.

Uma afirmação dessa natureza! E ele vem se empenhando numa campanha sistemática contra mim, ou adotando uma prática nazista, que era aquela que eles adotavam de acabar com as pessoas, denegrir a sua honra, a sua dignidade até, com os judeus, levá-los à câmara de gás.

Felizmente, no Brasil, não temos câmara de gás.

Esse tem sido o comportamento de O Estado de S. Paulo.

O prédio na Alameda Franca, modesto, quase saindo na Rebouças, 1531, é um prédio de apartamentos de 85m². Eu comprei o primeiro apartamento ali em 1977 ainda em construção.

Para quê? Para ali morarem meus filhos que estudavam, um na Universidade de São Paulo, na Escola Politécnica, e outro na Faculdade Cristã, Católica.

Agora, já na terceira geração...

Esse apartamento, quem vai lá, muitos colegas meus já foram, até se admira: “Como é que o Presidente Sarney mora num apartamento de uma sala muito pequena e dois quartos?”

E eu quando vou à São Paulo me hospedo lá no apartamento que depois eu dei para um dos filhos meus que estudava lá.

Agora, os meus netos estão estudando em São Paulo. E o meu filho Sarney Filho comprou um apartamento no mesmo edifício, porque era mais fácil onde já moravam os seus primos.

Ele declarou no seu Imposto de Renda que está pagando um contrato de compra e venda. Está lá no Imposto de Renda dele.

A escritura não foi passada porque ainda não terminou de pagá-lo, mas já constam no Imposto de Renda as prestações pagas.

Não tenho nada... Meus filhos se defenderão por eles mesmos. Cada um...

Um tem 52 e o outro tem 56 anos e não podem mais... nenhum dos nossos filhos...

Eles serão responsáveis e terão condições de se defender. Mas é que me incluem aqui...

E o que me traz à tribuna é que alguns colegas meus, e é isso que me faz vir à tribuna, foram muito apressados. Não procuraram nem saber do que se tratava. Diz aqui: “Senadores pedem investigação sobre imóvel de Sarney”.

Quero ler aqui o que disse o Senador Sérgio Guerra, meu colega, com quem tenho grande intimidade, posso dizer assim mesmo.

Eu o conheço, sei das suas agruras no passado, também sujeito a muitas infâmias. Sei das suas agruras no presente, também sujeito a muitos ataques.

Vejo o Senador Sérgio Guerra dizer: “O certo é que não deve pairar nenhuma dúvida sobre essa questão sob pena de o processo de investigação se estender até o setor elétrico”.

Quer dizer, de repente, basta uma notícia de jornal em relação a mim. Então, todo mundo já transfere para o Senado e me mete para uma investigação a respeito disso.

Não tem nada a ver com o Senado a esse respeito...

O Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, também meu amigo... a primeira pessoa que ele visitou ao ser eleito em Brasília fui eu, isso me honra muito, foi a minha casa.

Ele fiz... foi categórico ao defender que as evidências de trocas de favores são motivo de sobra para instalar uma investigação.

Cabe na cabeça de alguém por uma notícia de jornal instaurar uma investigação?

Se alguém comprasse algum imóvel, se houvesse algum pagamento de imposto que não tivesse sido feito, se soubesse você denunciaria à Receita Federal! Mas o que tem isso com o Senado? Por isso a minha indignação.

Eu li um dos livros mais célebres do mundo, um livro do Kafka, O Processo, em que ele começa dizendo: “Por que fui condenado se não fiz nada?”

Lembro Kafka: é um processo kafkiano esse!

Mais ainda, o meu colega Valter Pereira, que é do meu Partido, que diz: “Sarney deve explicações sobre a compra ou o uso dos apartamentos em São Paulo.”

Meu Deus, eu devo dar explicações sobre compra ou uso de qualquer coisa que eu use na vida aqui para o Senado? Os senhores senadores são obrigados a isso?

O senador Alvaro Dias é obrigado a dizer por que ele tem suas economias? Por que ele está construindo algumas casas? É sua vida.

A Constituição, no art. 5º, diz que nós temos direito à privacidade. É uma das garantias constitucionais. E este país rasga a Constituição, porque nenhum de nós tem mais garantia à privacidade.

Não temos lei de imprensa, não temos direito de resposta. O que devemos fazer? Submeter-nos a isso aqui que nós estamos vendo. Qualquer um faz. Com homens como eu, com a maior vida pública que tenho.

Os jornais publicam relação de pessoas aqui, do Congresso, e nunca o meu nome esteve envolvido em nada disso neste Brasil.

Então, cria-se uma coisa dessa natureza. E o meu colega diz o seguinte: Por que ele preferiu o apartamento? Isso precisa ser esclarecido. Onde me hospedar. Por que ele preferiu apartamento?

Vou dizer. O Senador Sarney lembrou que, como Presidente, tem verba de representação para se hospedar em hoteis em São Paulo. Por que ele preferiu apartamento? Isso precisa ser esclarecido.

Meu Deus! Devia ser louvado, porque estou economizando para o Estado. Estou morando em um apartamentozinho de 85m2. Há mais de trinta anos me hospedei lá e nunca mudei de fazer aquilo. E o meu colega me pede para dizer por que me hospedei lá.

Então pede uma investigação para isso e diz que me hospedei lá porque fui acompanhar a operação na minha filha Roseana para a correção de um aneurisma cerebral.

Mas, Srs. Senadores, nem nessa...Essa foi uma das poucas vezes que eu não me hospedei lá. Eu me hospedei, na Vila Alpina, uma hospedaria de aluguel que tem junto do Hospital Einstein – está lá a dona – porque eu queria ficar o mais perto da minha filha, num lugar de onde eu pudesse sair para ir para o hospital e voltar.

E, aqui, o meu colega me cobra que eu explique por que me hospedei no apartamento onde eu estava e não fui para o hotel, já que eu tenho diárias do Senado.

Assim, eu peço aos meus colegas, pelo menos, que reflitam sobre a sua responsabilidade e não procurem fazer isso. Porque isso é uma coisa que não só fere, mas também naturalmente não ficam bem para cada um de nós coisas dessa natureza.

Então, eu só venho falar, nesta Casa, por causa disso. Senão quem responde isso é meu filho, que foi quem respondeu, ontem, sobre a compra, por que que comprou, o seu Imposto de Renda.

São eles que respondem. Mas eu tenho que vir aqui para dizer por que me hospedei no apartamento do meu filho, em São Paulo, e não fui pagar diária de hotel. Isso porque um colega meu disse que eu tenho que explicar porque isso é falta grave, isso é falta de decoro parlamentar.

Perdoe-me a Casa a minha indignação. Eu tenho procurado durante esse tempo todo ficar calado. Sabe Deus o que tenho sofrido. Mas eu não posso deixar de ver uma coisa dessas – hoje, quando eu li – e ficar calado, não por mim, mas pelos nossos colegas, pelo Senado Federal.

São essas as palavras que eu teria que dizer. E peço a todos que meditem um pouco sobre elas.

Discurso pronunciado nesta data no plenário do Senado em resposta à denúncia do jornal O Estado de S. Paulo sobre dois apartamentos comprados por uma empreiteira em São Paulo e que são ocupados pela família Sarney. Leia mais em Família Sarney usa em SP apartamentos de empreiteira; 'Neto de Sarney ligou, depois empresa cuidou do negócio'