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Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Bem Fam CLIPPING - 28/jun./ 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Bem Fam CLIPPING - 21/maio/2012
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Meninas entram na puberdade cada vez mais precocemente O Dia 10/08/2010
Meninas entram na puberdade cada vez mais precocemente
O Dia
10/08/2010
Novo estudo mostra que percentual significativo de crianças com idades entre 7 e 8 anos estão desenvolvendo seios
POR CLARISSA MELLO
Rio - Meninas de 7 e 8 anos de idade já estão começando a desenvolver seios, revelou estudo do Centro Médico do Hospital das Crianças, em Cincinnati, Ohio (EUA), divulgado ontem. A pesquisa, feita com 1,2 mil crianças entre 6 e 8 anos, mostrou que as meninas negras são as mais propensas a se desenvolver precocemente. Aos 7 anos, 23,4% delas apresentavam algum sinal de puberdade. Aos 8, o número subia para 42,9%.
“Nossa análise mostra que, sem dúvida, as meninas estão entrando na puberdade antes do que imaginávamos”, afirmou o médico Frank M. Biro, um dos autores do estudo.
Segundo ele, meninas acima do peso são as que mais têm chance de desenvolver o distúrbio, uma vez que a gordura corporal aumenta a produção dos hormônios sexuais em crianças. Por isso, as desnutridas ou doentes podem ter puberdade tardia.
TOXINAS
Ele afirma ainda que o excesso de substâncias químicas no meio ambiente pode interferir no equilíbrio hormonal. O próximo passo é comparar o peso das meninas com a quantidade de toxinas a que elas são expostas no dia a dia.
A pesquisa também revelou que, aos 7 anos, 10,4% das meninas brancas e 14,9% das hispânicas apresentavam algum sinal de puberdade. Aos 8, os índices sobem: ficam em 18,3% nas brancas e 30,9% nas hispânicas.
Estudo feito no Paraná, de 2006 a março deste ano, com crianças encaminhadas por médicos interessados em checar sinais de precocidade revelou que, de 526 analisadas, 89,16% tinham puberdade precoce. Segundo o autor da pesquisa, o endocrinologista Mauro Scharf, mesmo restrita a pesquisa mostra que a incidência do distúrbio está aumentando. “Não é o esperado nem ideal que a menina menstrue aos 9 anos”, disse.
É o caso da pequena Júlia Assumpção, 9 anos. Segundo a mãe, Nívia, os primeiros sinais apareceram quando ela fez 7 anos. “Levei ao endocrinologista e ela começou a fazer acompanhamento médico e tratamento para evitar a menstruação”, contou Nívia.
POSSÍVEIS CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO
IDADE DA PUBERDADE
Segundo especialistas, a puberdade é precoce quando os sinais aparecem em meninas antes dos 8 anos de idade e, em meninos, antes dos 9.
OBESIDADE
Pode acelerar a puberdade. O corpo reconhece o peso como o de uma pessoa mais velha e dispara mecanismos hormonais.
PRODUTOS QUÍMICOS
Alguns especialistas acreditam que a substâncias químicas em alimentos (como pesticidas e agrotóxicos) também pode desencadear o problema.
MENINAS
Os principais sinais do início da puberdade em meninas são humor oscilante, alteração de comportamento, surgimento de acnes, odor nas axilas, crescimento dos seios e aparecimento de pelos pubianos.
MENINOS
Em meninos, os sinais do amadurecimento são irritabilidade, acnes, escurecimento dos genitais, aparecimento de pelos pubianos, odor nas axilas e aumento do volume dos testículos. A alteração da voz é o último sinal do desenvolvimento sexual.
INJEÇÕES
Cortesia: Clipping Bem Fam.
terça-feira, 23 de março de 2010
Gravidez precoce, Notícia do Jornal Zero Hora
Uma conquista silenciosa
Zero Hora
23/03/2010
Graças a uma combinação de campanhas de informação com a ampliação do acesso ao planejamento familiar, o Brasil está conquistando um feito importante: a queda nos registros de gravidez na adolescência. Apenas no período de 2005 a 2009, o Ministério da Saúde detectou o decréscimo de 22,4% no total de partos de mulheres entre 10 e 19 anos. Tão importante quanto a conquista em si, é o fato de ela representar uma tendência. Na primeira metade da década anterior, a redução já fora de 15,5%. Mais: em 2009, quando ocorreu a maior queda anual de partos de adolescentes, houve 444 mil partos, 8,9% menos que os 572 mil do ano anterior. Ao longo da década, a redução foi de 34,6%.
Os números, com sua frieza, podem não espelhar o que essa queda de gravidezes adolescentes representa como avanço social e familiar. Mas eles retratam o efeito positivo e a eficiência evidente das medidas adotadas pelo poder público e por organizações não governamentais como instrumento daquilo que é um desafio nacional: a paternidade consciente. Além de programas nos meios de comunicação e dos investimentos efetivos na educação sexual ministrada em numerosos estabelecimentos de ensino, houve possibilidade mais ampla de acesso aos meios anticonceptivos, graças especialmente à distribuição de camisinhas. Só nos últimos dois anos, 871 milhões de camisinhas foram distribuídas à população, que pode retirá-las gratuitamente nos postos de saúde. Em razão dessas providências, houve Estados, como Rondônia, em que o número de partos de adolescentes caiu pela metade.
Nota Pessoal: Recentemente fiz uma postagem de uma máteria que diz"40% das grávidas atendidas pelo SUS, não fazem testes para detectar o vírus da AIDS, pelo G1" Não sei agora se as adolescentes também passam por esse problema, a julgar pelo pessimismo,não quero nem comentar....
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Mães adolescentes
29/01/2010 17:17
SÃO PAULO [ ABN NEWS ] - As perdas de maior impacto na vida de meninas adolescentes que ser tornam mães são a evasão escolar e a baixa inserção no mercado de trabalho. É o que aponta uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que teve como base o questionário de qualidade de vida modelo “WHOQOL abreviado”, da OMS (Organização Mundial de Saúde). O estudo mostra que é no domínio social que as mães adolescentes têm menos qualidade de vida, comparando-se com adolescentes não mães.
Por seis meses, entre novembro de 2008 e abril de 2009, foram acompanhadas 116 adolescentes, mães e não mães, que são atendidas no ambulatório de Planejamento Familiar da Unifesp e que responderam a dois questionários, sendo um deles com dados sócio-demográficos. Pelo WHOQOL foram investigadas questões em quatro domínios: físico (dor e desconforto, sono, atividades físicas, dependência por medicamentos, capacidade para o trabalho); psicológico (auto-estima, sentimentos positivos e negativos, imagem corporal e espiritualidade); social (relações pessoais, suporte e apoio social, trabalho, atividade sexual - desejo e satisfação); e ambiental (lar, recursos financeiros, ambiente físico, recreação e lazer).
A média de idade das 40 adolescentes mães pesquisadas é de 17 anos e apenas 30% delas freqüentam a escola. Entre as 76 adolescentes não mães, a porcentagem das que estudam sobe para 76%. Foi identificado que 57,5% interromperam os estudos devido à gravidez e destas, apenas 27,5% retornaram após a maternidade. “Ao deixar a escola, a adolescente se isola da sociedade. O encargo reprodutivo da jovem, especialmente de baixo nível sócio-econômico, a direciona para a responsabilidade da criação do filho, das obrigações domésticas e do papel de esposa ou companheira. Ao afastar-se do meio social ela se esquiva do mercado de trabalho e consequentemente se perpetua na dependência financeira”, analisa a pesquisadora Ana Claudia de Souza Campos.
Em relação ao mercado de trabalho, 75% das mães não trabalham, sendo que destas, 33% não haviam conseguido emprego e 37% afirmaram que têm como ocupação principal cuidar dos filhos e por isso não trabalham. Entre as que não são mães, 63,2% não trabalham, mas a razão para 45% delas é ter o estudo como dedicação principal.
A partir deste estudo é possível identificar que no domínio social o nível de qualidade de vida das adolescentes mães é baixo. De acordo com uma escala de 0 a 100 estabelecida pela OMS, essas jovens marcam o índice de 66,8, enquanto as não mães registram a média de 75,6. Para Ana Claudia, o resultado foi uma surpresa, uma vez que esperava-se que outros domínios da análise seriam os responsáveis pelo maior impacto sobre a vida das jovens.
Para a orientadora da pesquisa, Márcia Barbieri, esses dados são preocupantes especialmente porque, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) realizada em 2006 pelo Ministério da Saúde, a fecundidade entre 15 e 19 anos é de 23% da fecundidade total da população brasileira. “Essa é a única taxa de fecundidade que continua crescendo no País”, afirma a professora doutora. Ela reforça que, com o intuito de colaborar para a prevenção da gravidez no período da adolescência, a Unifesp mantém um serviço de planejamento familiar, coordenado pela co-orientadora da pesquisa, Cristina Guazzelli, que oferece assistência a adolescentes não gestantes a partir de 10 anos idade, com orientação médica, de enfermagem, psicológica e social.
Semanalmente, cerca de 30 meninas passam pelo atendimento multidisciplinar que envolve assistência ginecológica e orientações sobre sexualidade, prevenção de gravidez e DSTs (doenças sexualmente transmissíeis) e higiene feminina. “O suporte preventivo é muito importante para evitar que as meninas tenham filhos sem planejar e acabem reduzindo precocemente suas oportunidades de trabalho e qualidade de vida”, afirma Márcia Barbieri.
Serviço:
Atendimento de planejamento familiar para adolescentes não grávidas:
Local: Rua Loefgren, 1767 - São Paulo - SP
Horário: quintas-feiras, das 7h30 às 11h30 horas
Fonte:www.abn.com.br
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Artigo de Wilian Dib sobre gravidez na adolecência.
Maturidade antecipada (Artigo)
Repórter Diário
04/02/2010
William Dib
A adolescência é uma fase de descobertas, formação de identidade e mudanças físicas. A gravidez é um período que envolve várias alterações físicas e psicológicas. Juntas, adolescência e gravidez, podem acarretar sérias consequências para os familiares e, principalmente, para os jovens, pois envolvem crises e conflitos. Esse tipo de gravidez em geral não foi planejada, nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. Esses jovens não estão preparados emocionalmente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer.
A gravidez precoce pode estar relacionada com vários fatores: estrutura familiar, baixa autoestima, falta de orientação sexual, dificuldade de diálogo entre pais e filhos, além da adolescência ser uma fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas conseqüências. O acesso à informação e a orientação para o uso de contraceptivos são as únicas formas de combater e prevenir a gravidez na adolescência. Tudo isso só é possível por meio de ações educacionais e de saúde pública. Não basta ter informação se o acesso à consulta, ao aconselhamento ou ao preservativo é dificultado.
No Estado de São Paulo, ações de conscientização estão mudando esse quadro. De acordo com Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), em 2008, o Estado apresentou queda de 36% no número de adolescentes grávidas, em comparação com 1998. Com investimentos em políticas públicas, São Bernardo também apresentou queda: em 2003, quando assumi a Prefeitura, foram registrados 1.678 gestantes adolescentes e, em 2008, 1.401.
As unidades de saúde ofereciam grupos de orientação sobre Planejamento Família, todo tipo de contraceptivo e ganharam ginecologista, pediatra e hebiatra (médico especializado em adolescentes). Os médicos foram capacitados para orientar os jovens desde a questão do planejamento familiar até a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Outros programas também colaboraram para essa redução: de Agentes Comunitários de Saúde, Saúde da Família, Saúde da Criança e do Adolescente e o ambulatório Infanto-Puberal.
Em 2004, foi criado o Ambulatório de Gravidez Precoce com a finalidade de amparar à adolescente de até 15 anos, buscar uma maior aceitação da gestação, prevenir a segunda gravidez e reduzir ainda mais o número de adolescentes grávidas. No ambulatório, as meninas grávidas passam por consulta médica com uma ginecologista especializada e recebem atendimento psicológico. Bate-papos nas escolas sobre afetividade e sexualidade também eram realizados. Momento importante que os jovens tinham para sanar suas dúvidas com especialistas.
A adolescência é o momento de formação escolar e de preparação para o mercado de trabalho. Uma gravidez nessa fase pode significar atraso ou interrupção desses processos, podendo comprometer o desenvolvimento profissional e causar frustração.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Gravidez precoce
Nos últimos 30 anos, gravidez adolescente cresce apenas na América Latina
Qualidade da educação influencia na quantidade de gravidezes indesejadas

Foto por Getty ImagesIntitulado Reprodução adolescente e desigualdades na América Latina e no Caribe: um chamado à reflexão e à ação, o documento de 120 páginas é obra da OIJ e de dois organismos da ONU (Organização das Nações Unidas), a Cepal (Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês).
O texto ressalta que "a América Latina é a única região do mundo na qual, nos últimos 30 anos, a taxa de maternidade adolescente cresce, mais do que na África", disse a secretária-geral adjunta da OIJ, Leire Iglesias.
Na apresentação do documento, Iglesias, que estava acompanhada do secretário-geral da OIJ, Eugenio Ravinet, recalcou que "a taxa de maternidade não desejada cada vez aumenta mais na região".
Dezessete países foram incluídos no estudo: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.O documento, que analisa o grupo de adolescentes entre 15 e 19 anos, mostra também que, de cada 1.000 gestações na América Latina, 73,1 são de adolescentes e "provavelmente indesejadas", declarou Ravinet.
Esse número é muito superior à média mundial, 54 gestações adolescentes por cada 1.000, apontou o principal responsável da OIJ.
Segundo o relatório, "com a exceção de países como Brasil e Colômbia, que pesam muito em termos demográficos, a tendência da taxa de maternidade adolescente na região é de crescimento", explicou Iglesias.
Ao falar sobre a maternidade adolescente e a influência de fatores socioeconômicos, o estudo constata que "quanto melhor o sistema educacional, menor a taxa de gravidez indesejada em adolescentes". Além disso, "cada vez influem menos a procedência da mulher, se é da zona rural ou de áreas urbanas", e "os níveis de formação, já que os sistemas educacionais possibilitam que todos tenham acesso a uma formação elementar", disse Iglesias. No entanto, um condicionante que continua sendo muito importante é o nível de renda, pois "quanto mais pobreza, mais chances de ter uma gravidez indesejada".
A respeito do perfil dos pais adolescentes, os pesquisadores reconhecem que "há pouca informação", mas constatam que "as variáveis socioeconômicas e de renda não são tão determinantes nos homens como nas mulheres".
- No caso dos homens, as relações de risco ocorrem independentemente da variável dos comportamentos socioeconômicos, disse Iglesias.
Diante dessas conclusões, Ravinet não hesitou em afirmar que "não podemos ficar satisfeitos com o que vimos".
- Sempre há anúncios de grandes programas de prevenção da gravidez adolescente, grandes campanhas de educação sexual nos colégios, e geralmente não dão em nada, opinou o secretário-geral da OIJ.
Ravinet alertou que, diante desta situação, "são milhares de mulheres cujas chances de se desenvolver e ter um vida mais confortável são prejudicadas". EFE
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Gravidez precoce tira adolescentes da escola e do mercado de trabalho
Cruzeiro On Line
12/01/2010
O aspecto mais afetado na vida das adolescentes que engravidam é o social, indica pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Também foi constatado entre essas jovens índice maior de evasão escolar e baixa inserção no mercado de trabalho. Com o objetivo de medir o impacto da gravidez precoce na qualidade de vida, os pesquisadores acompanharam por seis meses 116 adolescentes, mães e não mães, atendidas no ambulatório de Planejamento Familiar da Unifesp.
Foram avaliados quatro aspectos: físico (dor, sono e uso de medicamentos), psicológico (autoestima e imagem corporal), ambiental (lar, recursos e lazer) e social (relações pessoais, suporte e apoio). Segundo a principal autora do trabalho, Ana Claudia Campos, o impacto foi significativo apenas no domínio social. "Quando a menina engravida, geralmente vai morar com o companheiro e perde o suporte da família. Além disso, grande parte do apoio que ela tem está na escola, nos amigos. Mas a maioria acaba abandonando os estudos", explica.
Apenas 30% das 40 mães pesquisadas frequentam a escola. Entre as não mães, o índice sobe para 76%. Foi identificado que 57,5% interromperam os estudos por causa da gravidez e só 27,5% retornaram. Além disso, 75% das mães não trabalham e 37% afirmam que têm como ocupação cuidar dos filhos. Entre as que não são mães, 63,2% não trabalham, mas a razão principal para 45% é o estudo.
REDUÇÃO
A boa notícia é que o índice de gravidez na adolescência continua em queda, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pela Secretaria de Estado da Saúde. Foram 94 461 jovens com até 19 anos grávidas no ano passado, contra 148 018 casos em 1998 - uma redução de 36%. As adolescentes grávidas, em 2008, representaram 15,7% do total de partos.
"São mais de 53 mil jovens que deixaram de engravidar", comemora a coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente, Albertina Duarte. "Conseguimos minimizar os riscos físicos da gravidez precoce com acompanhamento, mas os riscos sociais são grandes, como perder o contato com amigos e enfrentar discriminação."