Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Bem Fam CLIPPING - 28/jun./ 2012

CLIPPING - 28/jun./ 2012
DIA DO ORGULHO GAY
Em 28 de Junho é comemorado em todo mundo o dia do Orgulho Gay. A expressão internacional inclui pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais- LGBT. A significância do Dia 28 de Junho é que marca o início do movimento moderno LGBT em prol da liberdade de expressão e igualdade de direitos deste segmento da população.

Pílula do dia seguinte não exigirá mais receita - O Ministério da Saúde vai dispensara exigência de receita médica para a entrega de pílula do dia seguinte nos postos do SUS. Protocolo com a orientação deverá ser publicado em julho. "Não faz sentido exigir que a mulher aguarde uma consulta médica. Isso pode colocar em risco a eficácia do uso do remédio", afirmou ontem o secretário de Assistência à Saúde, Helvécio Guimarães.Para evitara gravidez,a pílula do dia seguinte deve ser usada no máximo até 72 horas depois da relação sexual desprotegida. A pílula do dia seguinte começou a ser distribuída nos serviços de atendimento do SUS em 2005 como um método de contracepção de emergência. Antes dessa data, a oferta do remédio era feita apenas para vítimas de violência sexual.
“Na Rio + 20, o conceito, caro à luta das mulheres, foi golpeado” (Fátima Oliveira)- Escrevi, na semana passada, sobre a propriedade de a presidente Dilma Rousseff ter declarado que “meio ambiente não é adereço”. Porém, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, um conceito caro à luta internacional pelos direitos das mulheres à saúde foi golpeado, num consenso capitaneado pelo Brasil, atendendo a um anseio fundamentalista, desde a Conferência de População do Cairo (1994), daquele país não habitado por mulheres nem por crianças e que se comporta como religião ou como Estado, segundo as conveniências da hora: o Vaticano. Falo dos direitos reprodutivos, que na plataforma do Cairo estão expressos como se segue: “Os direitos reprodutivos abrangem certos direitos humanos já reconhecidos em leis nacionais, em documentos internacionais sobre direitos humanos, em outros documentos consensuais. Para Sônia Corrêa, Paulo de Martino Jannuzzi e José Eustáquio Diniz Alves, em“Direitos e saúde sexual e reprodutiva: Marco Teórico-Conceitual e Sistema de Indicadores”, “o conceito de direitos reprodutivos foi desenvolvido em resposta tanto às questões demográficas quanto às questões de saúde”. Reafirmo que nada demoverá o feminismo mundial de expressar desacordo quando o sistema Nações Unidas concorda com injustiças, mandando os direitos reprodutivos para as profundas do inferno, com o aceite do Brasil, que tratou os direitos reprodutivos como adereço inútil.
Gravidez é maior causa de morte entre adolescentes no mundo, diz ONG - Uma organização de defesa dos direitos da infância afirmou nesta quarta-feira que a gravidez é a principal causa de morte entre adolescentes em todo o mundo. A Save the Children, com sede na Grã-Bretanha, diz que pode parecer paradoxal que o processo de nascimento acabe se tornando a principal causa de morte de adolescentes no mundo. Gestações e partos causam anualmente o falecimento ou sérias lesões em um milhão de adolescentes, a maior parte das jovens com poucos recursos, pequeno acesso à educação e moradoras de países em desenvolvimento. Segundo um relatório da Save the Children, a raiz do problema está na falta de acesso a métodos anticoncepcionais e ao pouco planejamento familiar em muitos países. Líderes internacionais se encontram em Londres no próximo mês para uma conferência sobre planejamento familiar promovido pelo governo britânico e pela Fundação Bill e Melinda Gates. A agência americana de desenvolvimento USAID, em cooperação com os governos de Índia e Etiópia, fez um apelo mundial para ações que ponham fim, em apenas uma geração, às mortes consideradas evitáveis. A Save the Children defende este projeto promovendo o planejamento familiar.
Gravidez é a principal causa de morte entre jovens, diz ONG - A ONG "Save the Children", da Grã-Betanha, publicou um estudo nesta quarta-feira que aponta a gravidez como principal causa de morte entre as adolescentes no mundo inteiro. Segundo a instituição, que defende os direitos da infância, o números de mortes ou lesões provocados pela gestação ou pelo parto na adolescência beira 1 milhão de casos. A maioria das vítimas vive em países em desenvolvimento. O acesso ao planejamento familiar ou a métodos contraceptivos é capaz de salvar 1,8 milhão de vidas anualmente, sinaliza a organização. . Um dos problemas que mais contribuem para esse problema é a resistência de grupos religiosos ao redor do mundo. Com isso, programas de planejamento familiar encontram barreiras para conseguir financiamento.
Rodas de bebês rejeitados ressurgem na Europa - Um sistema comum na Idade Média para abandonar filhos indesejados ressurgiu com força na Europa nos últimos dez anos, mas com nova roupagem. Diferente das rodas de bebês rejeitados de outros séculos, o equipamento moderno difere dos cilindros de madeira instalados em paredes de conventos ou igrejas medievais. Nos equipamentos antigos os bebês indesejados eram depositados pela parte de fora e depois girados para dentro dos estabelecimentos. Embora tenha a mesma finalidade, o novo sistema consiste em uma espécie de berço aquecido, monitorado por enfermeiras e disposto em locais próximos a hospitais com fácil acesso da população. A prática, entretanto, continua sendo duramente criticada pela ONU, uma vez que violaria os direitos das crianças.
Câmara debate proposta de 'cura' de gays - A Câmara dos Deputados discute hoje o projeto de lei que busca autorização para que psicólogos proponham tratamentos para a homossexualidade. O debate gera críticas de entidades ligadas a movimentos contra a homofobia e ao Conselho Federal de Psicologia (CFP), que atualmente veta que profissionais da área tratem a homossexualismo como transtorno psíquico. Apesar de receber o convite para participar da audiência de hoje, o CFP publicou uma manifestação de repúdio ao projeto. "Fomos convidados, mas não vamos comparecer, pois estamos repudiando a forma antidemocrática como esse debate será conduzido", diz Verona. "O deputado convidou quatro pessoas que representam a mesma posição e pôs o conselho do outro lado para ser massacrado. É uma audiência de cartas marcadas."
CCJ aumenta pena contra exploração sexual - A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem, em caráter terminativo, projeto de lei que aumenta a pena de prisão a quem submeter criança ou adolescente a Prostituição ou exploração sexual. A proposta, que ainda será votada na Câmara, eleva o tempo de detenção dos atuais 4 a 10 anos para 6 a 12 anos, mantendo cobrança de multa. Se nenhum senador requerer votação em plenário, o projeto de lei segue direto à Câmara. No Senado, o texto já havia passado pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo e pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, que analisaram o mérito da questão. Ontem, a CCJ deu aval sobre a constitucionalidade da matéria.
Juristas entregam projeto - A comissão de Juristas convidada pelo Senado para dar início a reforma do Código Penal entregou ontem, após sete meses de trabalho, um documento de 400 páginas com as sugestões. O calhamaço, recebido pelo presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), chega em forma de anteprojeto e vai tramitar normalmente, passando pela Comissão de Constituição e Justiça, antes de ser apreciado no plenário, o que deve acontecer até o fim deste ano. A iniciativa de Sarney em convidar especialistas para dar o pontapé na reformulação da legislação, criada em 1940, gerou melindre entre parlamentares. Por isso, não está descartada a criação de uma outra comissão — de senadores —, para analisar e alterar as propostas elaboradas pelos juristas. A polêmica ganha força principalmente na bancada religiosa do Congresso, que critica algumas das sugestões, como a ampliação dos casos em que o aborto seria considerado legal — quando constatada a anencefalia do feto ou até a 12ª semana de gestação, caso médicos e psicólogos atestem que a mãe não tem condições de arcar com a maternidade.
Gestantes com Síndrome dos Ovários Policísticos precisam praticar atividades físicas - A Síndrome dos Ovários Policísticos costuma afetar entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. Além da presença de pequenos cistos nos ovários, a doença pode ocasionar menstruação irregular ou inexistente, ganho de peso excessivo, queda de cabelo e aumento de pelos no rosto. Muitas vezes, as mulheres com a síndrome podem ficar impedidas de engravidar. Mas isso não acontece com todas. De acordo com a chefe do serviço de Ginecologia do Grupo Hospitalar Conceição, ligado ao Ministério da Saúde, Luciana Campos, as pacientes com ovários policísticos podem produzir hormônios masculinos em excesso, o que pode interferir na ovulação. “Essas pacientes vão ovular raramente ou não vão ovular, porque essa síndrome apresenta um espectro de alterações muito amplo. Tem pacientes com poucas alterações e outras que apresentam todas as características ou quase todas elas. Elas têm níveis de gravidade diferentes. E é por isso que algumas pessoas podem engravidar e outras não”, explica. “O mais importante para todas as mulheres que têm a síndrome é ter a consciência de que a prática de exercícios físicos vai melhorar o metabolismo da glicose e o aproveitamento da insulina.
Perda de peso aumenta níveis de testosterona em homens, diz estudo - A pesquisa envolveu cerca de 900 homens com 54 anos em média, sobrepeso e pré-diabetes. Cerca de um quarto desses homens tinham baixos níveis de testosterona (abaixo de 300 nanogramas por decilitro) quando começou o estudo. Foram excluídos aqueles que já tinham diagnóstico de hipogonadismo (deficiência funcional nas glândulas) ou tomavam medicamentos que poderiam influenciar nos níveis do hormônio. Baixos níveis de testosterona são relacionados à redução do desejo sexual e do número de espermatozóides e ao aumento das mamas. O trabalho foi apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, em Houston (EUA).
'Biscoito do orgulho gay' gera polêmica na Internet - Uma campanha da bolacha Oreo no Facebook - com a imagem de um biscoito com um recheio nas cores do arco-íris - o tradicional símbolo gay - foi ''curtida'' por mais de 200 mil internautas e já acumulou mais de 60 mil comentários desde a última segunda-feira (25), quando foi lançada. Desde então a internet virou palco para um duelo entre os defensores da iniciativa e os seus críticos. Na campanha, a imagem do biscoito de chocolate aparece logo acima da data ''25 de junho'' e da palavra ''orgulho'', em referência ao Dia do Orgulho Day, seguida ainda da frase ''Orgulhosamente apoie o amor!''. O Dia do Orgulho Gay na verdade é celebrado em 28 de junho, mas o mês de junho tradicionalmente é o mês do orgulho gay em diferentes partes do mundo. O biscoito multicolorido foi especialmente criado para a campanha e não está à venda.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Bem Fam CLIPPING - 21/maio/2012

CLIPPING - 21/maio/2012
Dia Internacional da Hepatite C

Campanha fará testes gratuitos de hepatite C - Ao longo desta semana, até o sábado, o Cristo Redentor, na zona sul do Rio, ficará iluminado nas cores amarela e vermelha. A iniciativa faz parte de uma campanha de alerta sobre a hepatite C, promovida pela Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH) em parceria com o Santuário Cristo Redentor.  Nesse período, voluntários da associação vão oferecer testes gratuitos para identificar a doença. A iniciativa estará disponível em vários pontos do País. O início da campanha é marcado pelo Dia Internacional da Hepatite C, comemorado hoje. Para o teste, é feita coleta de uma gota de sangue. O resultado fica pronto em cinco minutos. Esse tipo de hepatite é uma doença inflamatória do fígado causada pelo vírus VHC. Ele é transmitido por sangue contaminado (transfusão, transplante de órgãos, agulhas, seringas, ferimentos etc). A transmissão também pode ocorrer por contato sexual e de mãe para filho.

Dep. Paulo Rubem quer modificar Lei do Planejamento Familiar - O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT)  quer modificar a Lei do Planejamento Familiar, de 1996. Para o deputado, a lei, que permite a esterilização voluntária na sociedade conjugal somente com o consentimento expresso de ambos os cônjuges, é anacrônica. “Ao mesmo tempo em que a lei concede ao cidadão brasileiro a propriedade de seu próprio corpo, com a capacidade de decidir se, e quando queira procriar, ela também impõe aos casais a exigência de aceite por parte do cônjuge para acesso legal aos procedimentos de esterilização.” O deputado apresentou o PL 3637/2012 que quer acabar com a exigência do consentimento expresso dos dois cônjuges para que um deles se submeta a uma cirurgia de esterilização. A aprovação deste projeto garantirá a cada indivíduo do casal o acesso individual aos procedimentos de esterilização cirúrgica. Esses indivíduos terão as mesmas facilidades de pessoas mais abastadas ao poderem desfrutar de sua sexualidade sem passar pelo desgaste de uma gravidez não planejada. “Esta medida representa um passo importante para o respeito à individualidade de homens e mulheres do País”, argumentou o deputado Paulo Rubem.

Mortalidade materna  (Eleonora Menicucci) - A mortalidade materna é um problema complexo que se configura como importante sinalizador da condição de vida e de saúde das mulheres.  O problema da mortalidade materna está diretamente ligado ao acesso aos serviços de saúde, desde o pré-natal com qualidade até o leito materno, passando necessariamente pelo acesso a informações claras sobre a saúde e os direitos reprodutivos. Na ponta do processo, como decisor, surge a apropriação do direito à saúde por parte da população feminina. Um dado do primeiro semestre de 2011, especialmente, é para ser comemorado: a diminuição recorde das mortes maternas por causas obstétricas. Tivemos 19% menos mortes desse perfil em relação a 2010 ou seja, o salto benéfico se verificou em apenas um ano. Notificaram-se 870 mortes por causa obstétricas no primeiro semestre de 2010, enquanto no segundo semestre de 2011 registraram-se 705 mortes. Isso significa que o Brasil conseguiu passar a resgatar para a vida uma mulher do grupo de cada cinco que morriam por essa razão. Mas, para além dos avanços, o governo tem o desafio e o compromisso de cumprir a Quinta Meta dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, da ONU, que é de reduzir a mortalidade materna em 75% entre 1990 e 2015.  Nesse sentido, está sendo implementada a Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde, além de outras iniciativas integradas, que perpassam toda a estrutura governamental. Entre os itens fundamentais para se reduzir continuamente a mortalidade materna destaca-se a própria qualificação das informações. Essa demanda tem sido enfrentada pelos Comitês de Investigação da Mortalidade Materna, que serão fortalecidos com a implementação da Rede Cegonha. Assim, ao mesmo tempo em que as informações mostram sem subterfúgios o quanto precisamos avançar, o refinamento desses dados e as próprias políticas públicas apontam a perspectiva da maternidade como garantia de vida para as crianças, mas, como condição sine qua non e cada vez mais próxima, para as próprias mães. Afinal, nosso maior desafio enquanto integrantes do governo da primeira mulher presidente do Brasil é o de não aceitar que nenhuma mulher morra em decorrência da falta de atendimento no período da gravidez, do parto e do puerpério.

Mães que amamentam os filhos por mais de dois anos causam controvérsia - Controversa, a amamentação prolongada vem sendo adotada por muitas brasileiras adeptas do movimento chamado Criação com Apego (Attachment Parenting), que também prega que os  pais durmam junto com os filhos até quando eles quiserem. O movimento nasceu há 20 anos nos EUA, após a publicação do livro "The Baby Book" (O livro do bebê, em tradução livre), do pediatra William Sears. A obra defende uma educação amável e sem castigos e punições. Na semana passada, o assunto ganhou destaque após a revista "Time" estampar na capa uma mãe amamentando o filho de três anos. O garoto usa um banquinho para alcançar o seio materno. Não há uma idade limite para o desmame, segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza aleitamento exclusivo até os seis meses de idade. E recomenda que as crianças continuem sendo amamentadas no peito por até, pelo menos, dois anos. "Não há estudos que apontem prejuízo às crianças que são amamentadas acima de dois anos. O momento de parar é uma decisão entre mãe e filho e está muito relacionada a fatores culturais", diz a pediatra Graziete Vieira, do departamento de aleitamento materno da SBP.

Banheiros para novos apartados - É uma obviedade afirmar que as pessoas precisam ter acesso a um banheiro. Entretanto, vê-se que há casos de pessoas transgênero (transexuais e travestis) sendo impedidas desse direito, geralmente por autoridades desinformadas. A iniquidade no acesso ao banheiro tem sido uma das maiores barreiras para a integração de homens e mulheres transexuais na sociedade brasileira.  Apartheid: palavra da língua holandesa sul-africana que significa "à parte". Na África do Sul, o termo definia a política de segregação entre os brancos e os definidos como não brancos, com base em uma filosofia que reivindicava a supremacia dos brancos. As pessoas eram obrigadas a ocupar espaços diferentes, em função da sua cor, incluindo banheiros. Historicamente, a falta de banheiros femininos foi uma estratégia para manter mulheres fora de espaços tradicionalmente dominados por homens. Ressalte-se que apenas na época da Constituinte um banheiro feminino foi instalado para as  deputadas no Congresso Nacional. Essa é uma questão de gênero, e se estão repetindo essas apartações com relação a mulheres transexuais (preconceituosamente consideradas inferiores às mulheres biológicas) e aos homens transexuais (também considerados, por alguns, como inferiores aos biológicos). A identidade de gênero é central para vida pública e privada de qualquer ser humano, não apenas para as pessoas transexuais, independentemente de anatomia ou fisiologia. Não reconhecer essa vivência leva a sofrimento e a constrangimentos.

Xuxa revela ter sofrido abuso sexual na infância - Um drama que a apresentadora Xuxa Meneghel guardou durante anos foi revelado neste domingo: ela sofreu abuso sexual na infância. Como na maior parte dos casos, os agressores eram pessoas próximas: um amigo do pai, que seria seu padrinho, um homem que iria casar com sua avó e um professor.  As violências só acabaram quando Xuxa completou 13 anos. A revelação foi feita em entrevista para o quadro “O que vi da vida”, do programa “Fantástico”, da Rede Globo. Muito emocionada, Xuxa chorou durante o depoimento e explicou que o trauma a levou a lutar pelo direito das crianças:
— Nunca falei nada para ninguém porque tinha vergonha, não sabia o que fazer. Se falasse para o meu pai, ele acharia que a culpa era minha, que eu provocava. Deviam ter notado que havia algo de errado; que eu, sempre muito falante, tinha virado uma pessoa calada.
Segundo Xuxa, o pai dela, Luís Floriano Meneghel, era militar e sempre foi muito ausente e distante. A mãe, Alda Meneghel, de acordo com a apresentadora, era muito amorosa e presente, mas inocente. Tinha que cuidar de cinco filhos e não reparou.

Bom da Rio+20 é a sociedade, dizem cientistas - A exatamente um mês da Rio+20, membros da sociedade civil reunidos sexta – feira em São Paulo em debate sobre a conferência para o desenvolvimento sustentável manifestaram que, nessa altura dos acontecimentos, o melhor que se pode esperar do evento é que ele sirva para fortalecer a mobilização da sociedade."Os temas que estão colocados na Rio+20 - economia verde, governança e erradicação da pobreza - são como recomeçar o mundo. Sem dúvida são coisas que dependem de acordos entre governos, mas temos a sensação de que esses acordos vão demorar cada vez mais. Então é fundamental a sociedade se mobilizar por esses temas, pressionar", afirmou o pesquisador da USP Pedro Roberto Jacobi, do Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental. Ele falou durante debate no evento Viva a Mata, que celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica, no domingo. Jacobi resumiu um sentimento que prevalece na academia, entre organizações não governamentais e até entre os negociadores de alto nível de certo pessimismo que a conferência não resulte em compromissos mais concretos para que o mundo se encaminhe para o tão falado desenvolvimento sustentável. A comparação inevitável é com a Rio-92, vista como um momento que representou uma mudança de paradigma. "A Rio+20 significa um nada, um vazio. De 92 para cá o que aconteceu foi a não implementação de tudo o que foi acordado. Só que passados 20 anos, temos hoje muito mais dados e certezas de que caminhamos para um desastre ambiental e o que acontece? Nada", disse João Paulo Capobianco, do Instituto Democracia e Sustentabilidade. "É uma reunião sem entendimento mínimo sobre o que se espera dela, marcada pela falta de líderes, e que não vai enfrentar nosso pior problema, que é a falta de governança, a incapacidade de implementar acordos que nós mesmos fizemos"...


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Meninas entram na puberdade cada vez mais precocemente O Dia 10/08/2010

Meninas entram na puberdade cada vez mais precocemente

O Dia

10/08/2010

Novo estudo mostra que percentual significativo de crianças com idades entre 7 e 8 anos estão desenvolvendo seios

POR CLARISSA MELLO

Rio - Meninas de 7 e 8 anos de idade já estão começando a desenvolver seios, revelou estudo do Centro Médico do Hospital das Crianças, em Cincinnati, Ohio (EUA), divulgado ontem. A pesquisa, feita com 1,2 mil crianças entre 6 e 8 anos, mostrou que as meninas negras são as mais propensas a se desenvolver precocemente. Aos 7 anos, 23,4% delas apresentavam algum sinal de puberdade. Aos 8, o número subia para 42,9%.

“Nossa análise mostra que, sem dúvida, as meninas estão entrando na puberdade antes do que imaginávamos”, afirmou o médico Frank M. Biro, um dos autores do estudo.

Segundo ele, meninas acima do peso são as que mais têm chance de desenvolver o distúrbio, uma vez que a gordura corporal aumenta a produção dos hormônios sexuais em crianças. Por isso, as desnutridas ou doentes podem ter puberdade tardia.

TOXINAS

Ele afirma ainda que o excesso de substâncias químicas no meio ambiente pode interferir no equilíbrio hormonal. O próximo passo é comparar o peso das meninas com a quantidade de toxinas a que elas são expostas no dia a dia.

A pesquisa também revelou que, aos 7 anos, 10,4% das meninas brancas e 14,9% das hispânicas apresentavam algum sinal de puberdade. Aos 8, os índices sobem: ficam em 18,3% nas brancas e 30,9% nas hispânicas.

Estudo feito no Paraná, de 2006 a março deste ano, com crianças encaminhadas por médicos interessados em checar sinais de precocidade revelou que, de 526 analisadas, 89,16% tinham puberdade precoce. Segundo o autor da pesquisa, o endocrinologista Mauro Scharf, mesmo restrita a pesquisa mostra que a incidência do distúrbio está aumentando. “Não é o esperado nem ideal que a menina menstrue aos 9 anos”, disse.

É o caso da pequena Júlia Assumpção, 9 anos. Segundo a mãe, Nívia, os primeiros sinais apareceram quando ela fez 7 anos. “Levei ao endocrinologista e ela começou a fazer acompanhamento médico e tratamento para evitar a menstruação”, contou Nívia.

POSSÍVEIS CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO

IDADE DA PUBERDADE

Segundo especialistas, a puberdade é precoce quando os sinais aparecem em meninas antes dos 8 anos de idade e, em meninos, antes dos 9.

OBESIDADE

Pode acelerar a puberdade. O corpo reconhece o peso como o de uma pessoa mais velha e dispara mecanismos hormonais.

PRODUTOS QUÍMICOS

Alguns especialistas acreditam que a substâncias químicas em alimentos (como pesticidas e agrotóxicos) também pode desencadear o problema.

MENINAS

Os principais sinais do início da puberdade em meninas são humor oscilante, alteração de comportamento, surgimento de acnes, odor nas axilas, crescimento dos seios e aparecimento de pelos pubianos.

MENINOS

Em meninos, os sinais do amadurecimento são irritabilidade, acnes, escurecimento dos genitais, aparecimento de pelos pubianos, odor nas axilas e aumento do volume dos testículos. A alteração da voz é o último sinal do desenvolvimento sexual.

INJEÇÕES

A puberdade precoce pode ser interrompida por meio de injeção uma vez ao mês. Nem todos os casos têm indicação de tratamento. Se suspeitar de que a criança está com o problema, procure um endocrinologista especializado em pediatria.


Cortesia: Clipping Bem Fam.

terça-feira, 23 de março de 2010

Gravidez precoce, Notícia do Jornal Zero Hora

Uma conquista silenciosa

Zero Hora

23/03/2010

Graças a uma combinação de campanhas de informação com a ampliação do acesso ao planejamento familiar, o Brasil está conquistando um feito importante: a queda nos registros de gravidez na adolescência. Apenas no período de 2005 a 2009, o Ministério da Saúde detectou o decréscimo de 22,4% no total de partos de mulheres entre 10 e 19 anos. Tão importante quanto a conquista em si, é o fato de ela representar uma tendência. Na primeira metade da década anterior, a redução já fora de 15,5%. Mais: em 2009, quando ocorreu a maior queda anual de partos de adolescentes, houve 444 mil partos, 8,9% menos que os 572 mil do ano anterior. Ao longo da década, a redução foi de 34,6%.

Os números, com sua frieza, podem não espelhar o que essa queda de gravidezes adolescentes representa como avanço social e familiar. Mas eles retratam o efeito positivo e a eficiência evidente das medidas adotadas pelo poder público e por organizações não governamentais como instrumento daquilo que é um desafio nacional: a paternidade consciente. Além de programas nos meios de comunicação e dos investimentos efetivos na educação sexual ministrada em numerosos estabelecimentos de ensino, houve possibilidade mais ampla de acesso aos meios anticonceptivos, graças especialmente à distribuição de camisinhas. Só nos últimos dois anos, 871 milhões de camisinhas foram distribuídas à população, que pode retirá-las gratuitamente nos postos de saúde. Em razão dessas providências, houve Estados, como Rondônia, em que o número de partos de adolescentes caiu pela metade.

Estes resultados confirmam uma boa notícia para a educação e a saúde pública. A existência de gravidez na adolescência precisa ser vista como uma questão a ser enfrentada pelas famílias, pelas escolas e cada vez mais pelos governos de todas as esferas e pelas organizações da sociedade. A meta é a paternidade responsável. Os números confirmam que o investimento na solução do problema pode ser eficaz.
Cortesia: Clipping Bem Fam(23/03/010)

Nota Pessoal: Recentemente fiz uma postagem de uma máteria que diz"40% das grávidas atendidas pelo SUS, não fazem testes para detectar o vírus da AIDS, pelo G1" Não sei agora se as adolescentes também passam por esse problema, a julgar pelo pessimismo,não quero nem comentar....

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mães adolescentes

29/01/2010 17:17

Mães adolescentes têm qualidade de vida prejudicada

Estudo da Unifesp identifica que interrupção dos estudos e falta de oportunidades de trabalho são as perdas que mais afetam as jovens mães

SÃO PAULO [ ABN NEWS ] - As perdas de maior impacto na vida de meninas adolescentes que ser tornam mães são a evasão escolar e a baixa inserção no mercado de trabalho. É o que aponta uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que teve como base o questionário de qualidade de vida modelo “WHOQOL abreviado”, da OMS (Organização Mundial de Saúde). O estudo mostra que é no domínio social que as mães adolescentes têm menos qualidade de vida, comparando-se com adolescentes não mães.

Por seis meses, entre novembro de 2008 e abril de 2009, foram acompanhadas 116 adolescentes, mães e não mães, que são atendidas no ambulatório de Planejamento Familiar da Unifesp e que responderam a dois questionários, sendo um deles com dados sócio-demográficos. Pelo WHOQOL foram investigadas questões em quatro domínios: físico (dor e desconforto, sono, atividades físicas, dependência por medicamentos, capacidade para o trabalho); psicológico (auto-estima, sentimentos positivos e negativos, imagem corporal e espiritualidade); social (relações pessoais, suporte e apoio social, trabalho, atividade sexual - desejo e satisfação); e ambiental (lar, recursos financeiros, ambiente físico, recreação e lazer).

A média de idade das 40 adolescentes mães pesquisadas é de 17 anos e apenas 30% delas freqüentam a escola. Entre as 76 adolescentes não mães, a porcentagem das que estudam sobe para 76%. Foi identificado que 57,5% interromperam os estudos devido à gravidez e destas, apenas 27,5% retornaram após a maternidade. “Ao deixar a escola, a adolescente se isola da sociedade. O encargo reprodutivo da jovem, especialmente de baixo nível sócio-econômico, a direciona para a responsabilidade da criação do filho, das obrigações domésticas e do papel de esposa ou companheira. Ao afastar-se do meio social ela se esquiva do mercado de trabalho e consequentemente se perpetua na dependência financeira”, analisa a pesquisadora Ana Claudia de Souza Campos.

Em relação ao mercado de trabalho, 75% das mães não trabalham, sendo que destas, 33% não haviam conseguido emprego e 37% afirmaram que têm como ocupação principal cuidar dos filhos e por isso não trabalham. Entre as que não são mães, 63,2% não trabalham, mas a razão para 45% delas é ter o estudo como dedicação principal.

A partir deste estudo é possível identificar que no domínio social o nível de qualidade de vida das adolescentes mães é baixo. De acordo com uma escala de 0 a 100 estabelecida pela OMS, essas jovens marcam o índice de 66,8, enquanto as não mães registram a média de 75,6. Para Ana Claudia, o resultado foi uma surpresa, uma vez que esperava-se que outros domínios da análise seriam os responsáveis pelo maior impacto sobre a vida das jovens.

Para a orientadora da pesquisa, Márcia Barbieri, esses dados são preocupantes especialmente porque, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) realizada em 2006 pelo Ministério da Saúde, a fecundidade entre 15 e 19 anos é de 23% da fecundidade total da população brasileira. “Essa é a única taxa de fecundidade que continua crescendo no País”, afirma a professora doutora. Ela reforça que, com o intuito de colaborar para a prevenção da gravidez no período da adolescência, a Unifesp mantém um serviço de planejamento familiar, coordenado pela co-orientadora da pesquisa, Cristina Guazzelli, que oferece assistência a adolescentes não gestantes a partir de 10 anos idade, com orientação médica, de enfermagem, psicológica e social.

Semanalmente, cerca de 30 meninas passam pelo atendimento multidisciplinar que envolve assistência ginecológica e orientações sobre sexualidade, prevenção de gravidez e DSTs (doenças sexualmente transmissíeis) e higiene feminina. “O suporte preventivo é muito importante para evitar que as meninas tenham filhos sem planejar e acabem reduzindo precocemente suas oportunidades de trabalho e qualidade de vida”, afirma Márcia Barbieri.

Serviço:

Atendimento de planejamento familiar para adolescentes não grávidas:
Local: Rua Loefgren, 1767 - São Paulo - SP
Horário: quintas-feiras, das 7h30 às 11h30 horas

Fonte:www.abn.com.br




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Artigo de Wilian Dib sobre gravidez na adolecência.

Maturidade antecipada (Artigo)

Repórter Diário

04/02/2010

William Dib

A adolescência é uma fase de descobertas, formação de identidade e mudanças físicas. A gravidez é um período que envolve várias alterações físicas e psicológicas. Juntas, adolescência e gravidez, podem acarretar sérias consequências para os familiares e, principalmente, para os jovens, pois envolvem crises e conflitos. Esse tipo de gravidez em geral não foi planejada, nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. Esses jovens não estão preparados emocionalmente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer.

A gravidez precoce pode estar relacionada com vários fatores: estrutura familiar, baixa autoestima, falta de orientação sexual, dificuldade de diálogo entre pais e filhos, além da adolescência ser uma fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas conseqüências. O acesso à informação e a orientação para o uso de contraceptivos são as únicas formas de combater e prevenir a gravidez na adolescência. Tudo isso só é possível por meio de ações educacionais e de saúde pública. Não basta ter informação se o acesso à consulta, ao aconselhamento ou ao preservativo é dificultado.

No Estado de São Paulo, ações de conscientização estão mudando esse quadro. De acordo com Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), em 2008, o Estado apresentou queda de 36% no número de adolescentes grávidas, em comparação com 1998. Com investimentos em políticas públicas, São Bernardo também apresentou queda: em 2003, quando assumi a Prefeitura, foram registrados 1.678 gestantes adolescentes e, em 2008, 1.401.

As unidades de saúde ofereciam grupos de orientação sobre Planejamento Família, todo tipo de contraceptivo e ganharam ginecologista, pediatra e hebiatra (médico especializado em adolescentes). Os médicos foram capacitados para orientar os jovens desde a questão do planejamento familiar até a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Outros programas também colaboraram para essa redução: de Agentes Comunitários de Saúde, Saúde da Família, Saúde da Criança e do Adolescente e o ambulatório Infanto-Puberal.

Em 2004, foi criado o Ambulatório de Gravidez Precoce com a finalidade de amparar à adolescente de até 15 anos, buscar uma maior aceitação da gestação, prevenir a segunda gravidez e reduzir ainda mais o número de adolescentes grávidas. No ambulatório, as meninas grávidas passam por consulta médica com uma ginecologista especializada e recebem atendimento psicológico. Bate-papos nas escolas sobre afetividade e sexualidade também eram realizados. Momento importante que os jovens tinham para sanar suas dúvidas com especialistas.

A adolescência é o momento de formação escolar e de preparação para o mercado de trabalho. Uma gravidez nessa fase pode significar atraso ou interrupção desses processos, podendo comprometer o desenvolvimento profissional e causar frustração.

William Dib médico cardiologista e ex-prefeito de São Bernardo

domingo, 24 de janeiro de 2010

Gravidez precoce

publicado em 23/01/2010 às 06h00:

Nos últimos 30 anos, gravidez adolescente cresce apenas na América Latina

Qualidade da educação influencia na quantidade de gravidezes indesejadas

EFE
Getty ImagesFoto por Getty Images
América Latina tem taxa de maternidade adolescente maior do que da África

A América Latina é a única região do mundo que registrou um aumento contínuo da gravidez adolescente desde 1980, diz um relatório divulgado na quinta-feira (21) em Madri pela OIJ (Organização Ibero-Americana de Juventude).

Intitulado Reprodução adolescente e desigualdades na América Latina e no Caribe: um chamado à reflexão e à ação, o documento de 120 páginas é obra da OIJ e de dois organismos da ONU (Organização das Nações Unidas), a Cepal (Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês).

O texto ressalta que "a América Latina é a única região do mundo na qual, nos últimos 30 anos, a taxa de maternidade adolescente cresce, mais do que na África", disse a secretária-geral adjunta da OIJ, Leire Iglesias.

Na apresentação do documento, Iglesias, que estava acompanhada do secretário-geral da OIJ, Eugenio Ravinet, recalcou que "a taxa de maternidade não desejada cada vez aumenta mais na região".

Dezessete países foram incluídos no estudo: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.O documento, que analisa o grupo de adolescentes entre 15 e 19 anos, mostra também que, de cada 1.000 gestações na América Latina, 73,1 são de adolescentes e "provavelmente indesejadas", declarou Ravinet.

Esse número é muito superior à média mundial, 54 gestações adolescentes por cada 1.000, apontou o principal responsável da OIJ.

Segundo o relatório, "com a exceção de países como Brasil e Colômbia, que pesam muito em termos demográficos, a tendência da taxa de maternidade adolescente na região é de crescimento", explicou Iglesias.

Ao falar sobre a maternidade adolescente e a influência de fatores socioeconômicos, o estudo constata que "quanto melhor o sistema educacional, menor a taxa de gravidez indesejada em adolescentes". Além disso, "cada vez influem menos a procedência da mulher, se é da zona rural ou de áreas urbanas", e "os níveis de formação, já que os sistemas educacionais possibilitam que todos tenham acesso a uma formação elementar", disse Iglesias. No entanto, um condicionante que continua sendo muito importante é o nível de renda, pois "quanto mais pobreza, mais chances de ter uma gravidez indesejada".

A respeito do perfil dos pais adolescentes, os pesquisadores reconhecem que "há pouca informação", mas constatam que "as variáveis socioeconômicas e de renda não são tão determinantes nos homens como nas mulheres".

- No caso dos homens, as relações de risco ocorrem independentemente da variável dos comportamentos socioeconômicos, disse Iglesias.

Diante dessas conclusões, Ravinet não hesitou em afirmar que "não podemos ficar satisfeitos com o que vimos".

- Sempre há anúncios de grandes programas de prevenção da gravidez adolescente, grandes campanhas de educação sexual nos colégios, e geralmente não dão em nada, opinou o secretário-geral da OIJ.

Ravinet alertou que, diante desta situação, "são milhares de mulheres cujas chances de se desenvolver e ter um vida mais confortável são prejudicadas". EFE


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Gravidez precoce tira adolescentes da escola e do mercado de trabalho


Cruzeiro On Line

12/01/2010

O aspecto mais afetado na vida das adolescentes que engravidam é o social, indica pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Também foi constatado entre essas jovens índice maior de evasão escolar e baixa inserção no mercado de trabalho. Com o objetivo de medir o impacto da gravidez precoce na qualidade de vida, os pesquisadores acompanharam por seis meses 116 adolescentes, mães e não mães, atendidas no ambulatório de Planejamento Familiar da Unifesp.

Foram avaliados quatro aspectos: físico (dor, sono e uso de medicamentos), psicológico (autoestima e imagem corporal), ambiental (lar, recursos e lazer) e social (relações pessoais, suporte e apoio). Segundo a principal autora do trabalho, Ana Claudia Campos, o impacto foi significativo apenas no domínio social. "Quando a menina engravida, geralmente vai morar com o companheiro e perde o suporte da família. Além disso, grande parte do apoio que ela tem está na escola, nos amigos. Mas a maioria acaba abandonando os estudos", explica.

Apenas 30% das 40 mães pesquisadas frequentam a escola. Entre as não mães, o índice sobe para 76%. Foi identificado que 57,5% interromperam os estudos por causa da gravidez e só 27,5% retornaram. Além disso, 75% das mães não trabalham e 37% afirmam que têm como ocupação cuidar dos filhos. Entre as que não são mães, 63,2% não trabalham, mas a razão principal para 45% é o estudo.

REDUÇÃO

A boa notícia é que o índice de gravidez na adolescência continua em queda, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pela Secretaria de Estado da Saúde. Foram 94 461 jovens com até 19 anos grávidas no ano passado, contra 148 018 casos em 1998 - uma redução de 36%. As adolescentes grávidas, em 2008, representaram 15,7% do total de partos.

"São mais de 53 mil jovens que deixaram de engravidar", comemora a coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente, Albertina Duarte. "Conseguimos minimizar os riscos físicos da gravidez precoce com acompanhamento, mas os riscos sociais são grandes, como perder o contato com amigos e enfrentar discriminação."