http://gnt.globo.com/mariliagabrielaentrevista/Videos/_1578769.shtml
Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Não perca na TV GNT:(vídeo) Marilia Gabriela entrevista:
http://gnt.globo.com/mariliagabrielaentrevista/Videos/_1578769.shtml
terça-feira, 1 de março de 2011
"Cortina de Fumaça" o documentário e outros...
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"Torcendo para que a gestão, nas três esferas, entenda as hepatites B e C como prioridade de saúde da população"
Maconha como salvação da lavoura
Wálter Maierovitch 8 de novembro de 2010 às 11:41hNa Califórnia e para as autoridades fazendárias, o mês de novembro começou com a expectativa de a marijuana salvar a lavoura, ou melhor, representar uma nova fonte de receita para um estado quebrado, com déficit superior a 1,9 bilhão de dólares. Os cidadãos californianos foram chamados para uma consulta e para a escolha do governador e de parlamentares.
A consulta popular versou sobre a chamada Emenda 19, originária do projeto do deputado Tony Ammiano, apresentado em abril de 2009. Essa emenda cuidava da legalização do consumo da maconha para finalidade lúdica, por maiores de 21 anos, acrescida de regulamentação e especificação da tributação sobre a venda canábica.
Na exposição de motivos, Ammiano equiparou a maconha às bebidas alcoólicas e propunha tributar o cultivo e a comercialização. Esse referendo acerca da legalização não era inédito, num estado que tem recall para os cidadãos cassarem mandatos de políticos e que foi recentemente utilizado para mandar um governador de volta para casa: Arnold Schwarzenegger foi eleito em face do recall, uma espécie de cartão vermelho futebolístico.
A primeira consulta a respeito da legalização da maconha recreativa ocorreu em 1972, quando os californianos a refutaram por 66,5% a 33,5%. Desta vez, consumou-se nova derrota dos progressistas, com 44% dos sufrágios favoráveis à legalização.
Apesar do resultado, a Califórnia, ao contrário do Brasil, evoluiu muito. Em 1996, por lei estadual, o uso da maconha para finalidade terapêutica foi liberado, condicionada a compra, contudo, à apresentação de receita médica. O exemplo californiano, para desespero do então presidente George W. Bush, foi seguido, sempre por lei estadual, por 13 unidades federativas. Por meio dos tributos recolhidos com a venda destinada às terapias, o estado da Califórnia recolhe, anualmente, 200 milhões de dólares.
Apoiado na tese da competência legislativa exclusivamente federal, o presidente Bush bateu às portas da Suprema Corte de Justiça. E colocou a polícia federal para prender em flagrante grupos de velhinhos que, em praças, organizavam “rodas de fumo”, com autorização médica.
A Suprema Corte limitou-se a declarar a competência federal, sem cassar a legislação da Califórnia. Para melhor proteger os pacientes em terapia, os serviços estaduais de saúde relacionaram os usuários e distribuíram crachás para inibir prisões. Coube ao presidente Barack Obama ordenar à polícia federal a deixar em paz as pessoas sob terapia canábica: na Califórnia, cooperativas médicas adquirem e comercializam a maconha destinada às terapias.
Outro avanço californiano ocorreu em outubro, ou seja, pouco antes da consulta popular sobre a legalização. Mais uma vez por meio de legislação estadual, o porte de drogas (não só o de maconha) para uso próprio foi descriminalizado. Em outras palavras, essa conduta, ao contrário do que acontece no Brasil, não é mais crime. A proibição permanece como infração meramente administrativa, como estacionar automóvel em lugar proibido.
No particular, a Califórnia aderiu ao modelo português. No fim de 1999, a nova legislação de Portugal descriminalizou o porte de drogas para uso próprio. Segundo o Observatório Europeu sobre Drogas e Toxicodependência, órgão oficial da União Europeia, houve, desde a entrada em vigor da lei, significativa e progressiva redução na demanda.
A revolucionária legislação portuguesa, cujo autor foi João Goulão, recebeu elogio editorial da revista Economist. À época da elaboração, o presidente Fernando Henrique Cardoso não quis acompanhar Portugal. FHC optou por manter o proibicionismo criminalizante, com pena de prisão, a seguir o seu íncubo Bill Clinton. No governo Lula, a respeito, manteve-se a criminalização. Excluiu-se a pena de prisão e permaneceram as sanções restritivas de direitos individuais.
A campanha pró e contra a legalização foi acirrada, sem caixa 2 e com doadores variados. O Drug Policy Alliance, comitê pró-legalização, escriturou doações de George Soros, de dois fundadores do Facebook e do Service Employees International Union (Seiu), que é o maior sindicato nos EUA, com 700 mil trabalhadores filiados. Os dois candidatos ao governo do estado, Jerry Brown e Meg Whitman, ficaram contra a legalização e o mesmo fez, em editorial, o influente jornal Los Angeles Times.
Pelos cálculos de Ammiano e financistas, a legalização da maconha traria uma receita líquida anual de 1,4 bilhão de dólares. A Holanda, que desde 1968 autoriza a venda de maconha para consumo em coffee shops, recheou os cofres públicos, em 2009, com 450 milhões de dólares.
Pano rápido: vamos aguardar que Dilma Rousseff trace uma adequada e inovadora política sobre drogas. Poderia, de pronto, enfrentar as questões do emprego terapêutico da maconha e do porte para uso pessoal como matéria exclusiva de saúde pública. E, portanto, não criminal, como conviria fazer também no caso do aborto.
Wálter Maierovitch
Walter Maierovitch é jurista e professor, foi desembargador no TJ-SPUm documentário ousado sobre um tema polêmico que interessa a todos e que precisa ser debatido de forma honesta; a política de drogas no Brasil e no mundo, baseada na proibição de determinadas práticas relacionadas a algumas substâncias, precisa ser repensada porque muitas de suas conseqüências diretas, como a violência e a corrupção por exemplo, atingiram níveis inaceitáveis.
“O modelo atual de política de repressão às drogas está firmemente arraigado em preconceitos, temores e visões ideológicas. O tema se transformou em um tabu que inibe o debate público por sua identificação com o crime, bloqueia a informação e confina os consumidores de drogas em círculos fechados, onde se tornam ainda mais vulneráveis à ação do crime organizado”. Relatório da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia (2009).
O documentário de 94 minutos, traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais. Além do Brasil, o diretor Rodrigo Mac Niven gravou na Inglaterra, Espanha, Holanda, Suíça, Argentina e Estados Unidos; visitou feiras e congressos internacionais, hospitais, prisões e instituições para conversar com médicos, neurocientistas, psiquiatras, policiais, advogados, juízes de direito, pesquisadores e representantes de movimentos civis. Dentre os 34 entrevistados, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; o Ministro da Suprema Corte da Argentina, Raúl Zaffaroni; o ensaista e filósofo espanhol autor do tratado “Historia General de Las Drogas”, Antonio Escohotado, o ex-Chefe do Estado Geral Maior do Rio de Janeiro, Jorge da Silva e o criminalista Nilo Batista.
O filme fala sobre a relação entre o homem e as drogas psicoativas; revela a discordância entre a atual classificação das drogas e o conhecimento científico sobre essas substâncias; discute a situação particular da Cannabis (maconha), seu uso industrial e medicinal; levanta fatos relacionados ao surgimento dos projetos proibicionista e aponta para o colapso social que algumas cidades, como o Rio de Janeiro, vivem por causa da violência e da corrupção.
O filme foi produzido, escrito e dirigido pelo jornalista Rodrigo Mac Niven, numa co-produção entre a J.R. Mac Niven Produções e a TVa2 Produções.
Para o diretor, “é preciso instigar os indivíduos a repensarem a sociedade porque ela está em constante mutação. As pessoas desconhecem informações fundamentais que determinam uma política de drogas que interfere diretamente na vida delas, na liberdade delas, na segurança delas. Uma política que ignora princípios e direitos universais de liberdade e soberania. Muita gente está lucrando com isso e quem sofre é a sociedade que não consegue enxergar tamanha é a desinformação”.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Equívocos na guerra (Editorial) O GLOBO 05/07/2010
Estima-se que os Estados Unidos já tenham enterrado meio trilhão de dólares na guerra contra os entorpecentes. (U$100000000000,00)
Como decorrência social de seu programa antidrogas, o país mantém 500 mil usuários presos. A posição americana na política de combate ao tráfico e ao consumo, centrada no viés policial-militar, é predominante em todo o mundo. Mas, apesar dos pesados investimentos do governo dos EUA, em dinheiro e em pessoal, o mercado de drogas não dá sinais de encolhimento, movimentando em média, por ano, cerca de US$ 320 bilhões em todo o mundo. Como é consenso que o uso de entorpecentes prejudica a saúde e, nas regiões do planeta onde o abastecimento das substâncias passa pelo tráfico, alimenta índices de criminalidade, é evidente que tal programa, mesmo contando com a simpatia de boa parte da sociedade, está atolado em algum equívoco.
Na verdade, pode-se apontar não um, mas dois equívocos nesta maneira de enfrentar um flagelo que atinge milhões de vítimas no planeta. O primeiro diz respeito a uma suposta solução definitiva para o problema, o que é uma utopia. A luta contra os entorpecentes não se ganha - administram-se danos e fixam-se objetivos que visem a reduzir, e tanto melhor quanto o for mais radicalmente, seus efeitos na sociedade. O segundo é decorrência da visão estreita dos senhores da guerra antidrogas: tratar a questão preferencialmente com o tacão das delegacias (ou de tropas militares), em vez de adotar programas em que consumidores sejam vistos não como criminosos, mas como pessoas que precisam de cuidados médicos, não contribui para melhorar estatísticas. Quando muito pode render sucessos episódicos, quase sempre resultado de mudanças no perfil do consumo. Um mercado que, mesmo submetido a constantes ataques, movimenta anualmente mais de US$ 300 bilhões é convincente indicativo dessa realidade.
Mudanças de comportamento de países em relação às drogas são, por sua vez, evidência de que há alternativas positivas nas táticas dessa guerra. O exemplo mais emblemático está em Portugal. Até 2000, o país tinha as estatísticas mais preocupantes da Europa, com a mais grave epidemia de drogas de sua história.
Contabilizavam-se 150 mil viciados em heroína (1,5% da população). O governo português apostou suas fichas na descriminalização.
A polícia deixou de prender quem porta pequenas quantidades de entorpecentes. Em lugar de punição, os usuários flagrados passaram a ser encaminhados para tratamento médico.
Os resultados apareceram: entre 2001 e 2006 despencaram os índices de morte por overdose e de pessoas contaminadas pelo HIV (em razão do compartilhamento de seringas com parceiros infectados). Houve uma queda no consumo de todas as drogas, em todas as faixas etárias.
São números incontestáveis em favor de uma política que junte a descriminalização (dando ao traficante o rigor da lei, e, ao viciado, apoio médico) e uma visão predominantemente de saúde pública (reduzir danos sociais, em vez de agraválos com a condenação de viciados, caminho certo para aumentar o número de pessoas cooptadas para o tráfico). Sobretudo, é imperioso adotar uma atitude equilibrada entre as ações de prevenção e repressão, estas centradas no controle do crime organizado transnacional.
O certo é que não basta um país isoladamente ter atos liberalizantes. Sem que os grandes mercados consumidores adotem a mesma política, este país atrairá usuários e máfias de traficantes.
Cortesia: clipping Bem Fam
Contra a família Milton Corrêa da Costa O Globo - 05/07/2010 Contra a família Milton Corrêa da Costa O Globo - 05/07/2010
A questão da legalização da maconha precisa voltar à baila no momento em que a chamada "corrente progressista" vem insistindo com a descriminalização da Cannabis. Determinados casos policiais têm colocado em xeque os supostos benefícios da maconha. Ficou constatado, por exemplo, no exame toxicológico efetuado no jovem Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, assassino confesso do cartunista Glauco Villas Boas e do seu filho Raoni, que ele se encontrava sob o efeito de maconha no momento do crime, em São Paulo. Ressalte-se que Cadu fuma Cannabis desde os 15 anos e apresentava surtos psicóticos.
Tais constatações remetem a uma recente pesquisa que relaciona psicose à droga, particularmente em sua forma mais potente, o skank. John McGrath, do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, estudou o comportamento de mais de 3.800 homens e mulheres nascidos entre 1981 e 1984 e comparou seus comportamentos, após completarem 21 anos de idade, para perguntar-lhes sobre a maconha em suas vidas. Cerca de 18% relataram o uso de maconha por três anos ou mais, cerca de 16% de quatro a cinco anos e 14% durante seis ou mais anos.
Comparados aos que nunca haviam usado Cannabis, jovens adultos que tinham seis ou mais anos desde o primeiro uso da droga manifestavam duas vezes mais chances de desenvolverem psicose não afetiva, como esquizofrenia, concluiu McGrath. O estudo foi publicado na revista de psiquiatria "Archives of General Psychiatry".
Note-se que Cadu, segundo o próprio pai, já é esquizofrênico, muito embora apresente momentos de bastante lucidez, tendo inclusive premeditado o covarde crime em detalhes. Ressalte-se que, ainda segundo o pai, a entrada do jovem na Igreja Céu de Maria, uma seita da qual Glauco era líder e na qual é costume o uso do discutível chá do Santo Daime, teria contribuído para piorar o estado emocional de Cadu.
Ainda que conclusões científicas precisem ser relativizadas, mormente quanto a um tema tão polêmico - cada caso é um caso -, não se pode desconsiderar a importância de tais estudos na discussão sobre a legalização das drogas. Aos pais fica o alerta sobre as manifestas mudanças comportamentais de seus filhos. Entre elas, destacam-se a agressividade, o abandono do estudo e do trabalho, a desmotivação para o esporte, apatia, depressão, troca da noite pelo dia, hematomas nos braços, olhos constantemente avermelhados, lábios ressecados, gasto excessivo de dinheiro, delírios, sumiço de bens móveis em casa.
A desgraça que se abateu sobre a família de Cadu, e principalmente sobre os parentes do cartunista paulista e de seu filho, estes vítimas de um crime hediondo, não escolhe porta para bater. Neste caso, num possível plebiscito sobre a maconha, a maioria da população brasileira deverá escolher pelo bom senso. E o bom senso determina a proteção das futuras gerações com o posicionamento contrário à descriminalização da droga.
Cortesia Clipping Bem Fam(05/07/010)