Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hepatite C Tem cura

Bom Dia Amigos 

Ontem foi publicada uma entrevista sobre minha historia com a Hepatite C e a Cura , se puderem por favor leiam o link e esse abaixo:


abraços a todos

"Onde existe fé, sempre brilha a esperança"




http://grupohercules.blogspot.com/2011/05/hepatite-c-tem-cura.html

Dioneia Delgado Lima

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pulseiras em Couro vejam as fotos lindas

Meninas estou fazendo pulseiras em couro valor R$30,00Reais , por encomenda ou a pronta entrega e so entrar em contato no tel :(19) 3042-4019 Piracicaba
Obrigada Beijos
Tem mais fotos no orkut (album fotos de pulseiras de couro)
Dioneia Delgado Lima


Ao Ligar fale que está ligando por ter lido no blog:
Senha: Ativismocontraaidstb











Mais fotos no Orkut:


http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=2202668599184204795&aid=1288112152

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Hepatite C Fez Mais uma Vitima Esse e Uma Pequena Homenagem Para Voce Sandra

A Hepatite C Fez Mais uma Vitima


Esse e Uma Pequena Homenagem  Para Voce Sandra

O MEU GUERREIRO LUTOU BRAVAMENTE ATÉ O FIM...QTO SOFRIMENTO!!QTA DOR!!ATÉ QDO VIDAS SERÃO PERDIDAS.BRASIL ACORDA HCV ESTÁ MATANDO....
 

Essas são as palavras de uma grande amiga que infelismente colocou em seu Orkut , pois esse ja não está mais entre nós , perdemos mais um grande Homem para o HCV .  
Estou com o coração partido por saber que ele se foi , e o quanto ele lutou para viver!!! Que Deus Conforte Seu Coração!!!  
Perder uma pessoa que amamos é um dos momentos mais difíceis da existência humana. A dor da separação pode ser definida de inúmeras formas. Alguns a descrevem como uma dor no coração indescritível, outros dizem sentir uma sensação de vazio como se a alma estivesse despedaçada, há aqueles também que custam a querer acreditar no que aconteceu.
O importante é perceber os bons momentos que vivemos com essa pessoa. Além disso, tentar entender que nada acontece ao acaso, tudo tem uma finalidade e se a separação ocorre, ela causa um grande impacto, mas temos que guardar um bom sentimento e sabermos que a caminhada foi importante enquanto estivemos juntos e que a separação não é o fim.
 
Pedi força e vigor Deus me mandou dificuldades para me fazer forte
Pedi sabedoria Deus me mandou problemas para resolver. Pedi prosperidade Deus me deu energia e cérebro para trabalhar
Pedi coragem Deus me mandou situações para superar
Pedi amor Deus me mandou pessoas com problemas para eu ajudar
Pedi favores Deus me deu oportunidades
Não recebi nada do que queria,
Mas, recebi tudo o que precisava!
 
Até quando teremos que gritar para que alguém nós ousa!!! o "HCV"está matando!
 
Dioneia Delgado Lima


Meu Blog : http://www.bancodesaude.com.br/user/1481/blog
Dioneia Delgado Lima

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Homenagem ao Kakalo assassinado pela hepatite C

Homenagem ao Kakalo assassinado pela hepatite C
Date: Thu, 23 Sep 2010 13:00:18 -0300


Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Rio de Janeiro (21) 4063.4567 - São Paulo (11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com  - Internet:  www.hepato.com


23/09/2010


Por favor, ajude a divulgar!

Este texto foi escrito pela filha do poeta e compositor Mario Lago, Graça Maria Lago, relatando a absurda morte de seu irmão Kakalo (Luiz Carlos Lago) por decorrência da hepatite C, denunciando que por falta de campanhas de alerta e detecção, pelo menos em quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993, os infectados estão morrendo sem saber que estavam com uma doença potencialmente fatal.

Mario Lago foi o autor de sambas populares como "Ai, que saudades da Amélia" e "Atire a primeira pedra".  Graça, espero que o texto seja a "primeira pedra" que atinja em cheio os responsáveis pela vigilância epidemiológica deste nosso Brasil para que, independentemente do partido político que estiver no poder deixe de existir a omissão em relação à falta de campanhas de detecção dos mais de três milhões de brasileiros infectados nas hepatites e que não sabem que estão doentes, como aconteceu estupidamente com teu irmão.

Não consigo compreender se tal omissão é por incapacidade da gestão dos últimos vinte anos ou, se realmente acreditam que escondendo o problema das hepatites conseguem acreditar que o mesmo não existe.  O primeiro alerta foi realizado por editorial da Folha de São Paulo em 10 de agosto de 1992 ( www.hepato.com/materias/00_1982_alerta.html  ) e, passados 18 anos pessoas como Kakalo continuam morrendo estupidamente por falta de políticas públicas que enfrentem a maior epidemia já existente no Brasil.

Graça, vamos gritar, berrar, denunciar, reivindicar a falta de ações por parte do governo sem aceitar qualquer tipo de censura que possa nos calar.  Se nada for feito de forma urgente para diagnosticar e tratar os aproximadamente 4 milhões de brasileiros infectados com hepatite C, até 1 milhão deles terão na próxima década o mesmo destino que o teu irmão.  Se ficarmos calados estaremos sendo coniventes com o maior genocídio da historia do Brasil!

Meus parabéns pelo teu texto e ficamos solidários na tua dor e indignados com a pasmaceira dos gestores públicos que deveriam cuidar das hepatites no Brasil.

Carlos Varaldo
Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite




FUI!*

"Meu irmão,
cada gota de sangue em teu sangue
é sangue bom..."

Pior que não era; não no final dos anos 70, onde essa história começa. No carro, iam Kakalo, Inácio e Tupiara, os três nos seus 20 e poucos anos, ninguém de cinto de segurança, que não era obrigatório (nem existia!). Na pancada violenta com outro carro que atravessou a estrada e parou, Kakalo foi arremessado contra o vidro, jugular e aorta seccionadas, a vida se esvaindo rapidamente na hemorragia. Deu a sorte de encontrar uma pessoa solidária, que abriu lugar no banco de trás do seu carro e o levou para um hospital de beira-estrada ali de São Gonçalo. Deu a sorte de encontrar um médico adoravelmente louco, discípulo de Pitanguy, que acreditou nas suas poucas chances de sobrevivência e caprichou na sutura. Saiu daquela com bem disfarçados 360 pontos no rosto e pescoço e seis litros de sangue novinho no corpo.

Vinte e cinco de agosto de 2010. Às 11 da noite, em choque hipovolêmico, causado por uma brutal hemorragia digestiva, Kakalo dá entrada no Hospital da Lagoa. Foi encontrado pela manhã, em Saquarema, e levado a um hospital de Bacaxá, onde eram nulas as possibilidades de atendimento. A transferência para o Rio soou para nós, seus irmãos, como um alívio. Ia dar tudo certo. Mais uma vez - seria a terceira -, Kakalo ia driblar a "velha senhora".

Depois das providências iniciais - que incluíram a reposição do sangue perdido, plasma para combater a falta de coagulação, noraadrelanina para estabilizar a pressão e ene outros procedimentos -, os médicos levantaram a hipótese de uma doença grave e antiga do fígado. Diante da nossa perplexidade, perguntaram se ele bebia. Claro que sim; era, como nós, boêmio. Mas daí a ter uma hepatopatia grave! Mas, quem sabe?. Nenhum de nós se lembrou do acidente.

No dia seguinte, a hipótese se confirmou em um diagnóstico mais atemorizante: o fígado estava destruído pela cirrose; o esôfago, tomado por grossas e frágeis varizes; os rins tinham parado. Mais perplexidade. Até um pouco de raiva do Kakalo, que nunca comentou o problema, nunca reclamou de uma dorzinha no fígado, que nunca deu uma dica de que estava mal. Nenhum de nós se lembrou do acidente.

Como uma prece, o caçula, Mariozinho, fez o samba cuja introdução melódica reproduzia os sons do CTI e os versos chamavam Kakalo para a vida, exaltando o sangue bom que se sobrepunha à hemorragia.

"Meu irmão,
cada gota de sangue em teu sangue
é sangue bom..."

Nos 20 dias de internação, não sei exatamente quando um de nós (que também não sei qual foi) se lembrou do acidente e dos salvadores seis litros de sangue daqueles idos de 1977. A charada começava a ser desfeita.

Até 1992, quem se via obrigado a tomar uma transfusão ou plasma ficava exposto a uma sortida variedade de vírus, da Aids às hepatites B e C. Entrava para um grupo de altíssimo risco. Mas ninguém sabia disso; não havia controle do sangue doado. Para o Kakalo, coube o vírus da Hepatite C (HCV), que se desenvolveu nele como na maioria dos portadores: silenciosamente, sem desconfortos, sem sinais.

A grande maioria dos pacientes de Hepatite C não apresenta sintomas; a fase aguda passa despercebida. Às vezes,  tem alguma coisa, mas parece uma gripe forte. Assim, mais de 80% dos contaminados desenvolverão Hepatite C crônica e suas sequelas. Só descobrirão ao tentarem doar sangue ou quando, por alguma razão ou sorte, um médico solicitar o exame de Marcadores de Hepatite. O mais provável é que a descoberta só aconteça junto com as devastadoras complicações da doença, como a cirrose e o câncer de fígado.

Essas complicações podem aparecer décadas após a contaminação e, pior, também se desenvolver lenta e silenciosamente. Cerca de 40% dos pacientes com cirrose são assintomáticos. Quando surgem os sinais, a doença já está em fase muito avançada.

Segundo o site www.hepcentro.com.br,www.hepcentro.com.br, apesar dos esforços em conter a epidemia, especialmente com a realização de exames específicos em sangue doado, a hepatite C é uma ameaça crescente, que exige medidas adicionais de prevenção e tratamento.

Não sei quais as medidas preconizadas pelo site, mas tenho uma sugestão: que, na anamnese de seus pacientes, os profissionais da saúde (alopatas, homeopatas, dentistas, médicos do trabalho, terapeutas etc.) incluam a pergunta 'Tomou transfusão de sangue antes de 1992?'. Sem o questionamento direto, acho difícil que antigos transfundidos tragam o assunto à baila - quem vai se lembrar?; quem vai imaginar que umas gotas de sangue pingadas na veia há 30 anos possam matar?

Mas, se algum antigo transfundido leu este texto até o fim, aconselho que procure um médico e peça o exame de Marcadores de Hepatite. É uma providência que vale ouro; ou vale vida. Kakalo era de pouco ir ao médico. Mas, certamente, teria uma outra história se há quatro anos, quando sofreu um AVC e se viu forçado a encarar um tratamento especializado, o neurologista tivesse feito a pergunta que levaria à descoberta da hepatite C. Por falta dela, e apesar de todo o aporte oferecido e do empenho de médicos, enfermeiros e demais profissionais do Hospital da Lagoa, Kakalo morreu no dia 14 de setembro, aos 57 anos, depois de quatro hemorragias causadas pela cirrose. Trinta anos depois, a hepatite C fez barulho e cobrou a conta.


*"Fui!" era uma expressão característica do nosso irmão Kakalo, registrado em cartório como Luiz Carlos. Que saudade!

Graça Maria Lago

Abaixo assinado reclamando sobre a atenção com as hepatites Date: Mon, 30 Aug 2010 10:33:46 -0300 Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite

Abaixo assinado reclamando sobre a atenção com as hepatites
Date: Mon, 30 Aug 2010 10:33:46 -0300
Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Rio de Janeiro (21) 4063.4567 - São Paulo (11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas)
e-mail: hepato@hepato.com  - Internet:  www.hepato.com

30/08/2010


ABAIXO ASSINADO RECLAMANDO SOBRE A ATENÇÃO COM AS HEPATITES


A todos,

Os grupos de apoio do Rio de Janeiro estão realizando um abaixo assinado a ser entregue ao governador Sergio Cabral, com o qual pretendemos que o governo do Rio de Janeiro tome medidas em relação às hepatites B e C. Por isso solicitamos a sua adesão participando deste movimento.

É fácil participar.  A assinatura é eletrônica!  Acesse a folha de assinaturas em www.euconcordo.com/hepatiteAbaixo assinado reclamando sobre a atenção com as hepatites Date: Mon, 30 Aug 2010 10:33:46 -0300 Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro (21) 4063.4567 - São Paulo (11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas) e-mail: hepato@hepato.com - Internet: www.hepato.com 30/08/2010 ABAIXO ASSINADO RECLAMANDO SOBRE A ATENÇÃO COM AS HEPATITES A todos, Os grupos de apoio do Rio de Janeiro estão realizando um abaixo assinado a ser entregue ao governador Sergio Cabral, com o qual pretendemos que o governo do Rio de Janeiro tome medidas em relação às hepatites B e C. Por isso solicitamos a sua adesão participando deste movimento. É fácil participar. A assinatura é eletrônica! Acesse a folha de assinaturas em www.euconcordo.com/hepatite e simplesmente coloque seu nome, seu e-mail e seu RG. Ainda, se deseja que seu e-mail e RG não sejam vistos por outros assinantes, não marque a caixa que autoriza a visualização, assim, seus dados ficarão sigilosos. Solicite a sua família, amigos, colegas de trabalho e companheiros de estudo para assinarem. Vamos fazer ouvir a voz das hepatites! O PORQUÊ DO ABAIXO ASSINADO A situação das hepatites no estado do Rio de Janeiro está caótica. A secretaria estadual da saúde parece ter ódio de quem sofre de hepatite B ou C. Veja alguns números que não necessitam maiores explicações: - Em 2008 foram notificados 5.756 casos de hepatites A, B e C no estado do Rio de Janeiro, mas em 2009 somente foram 3.066. Uma redução de quase 50% por motivo da falta de oferta de diagnostico e total descontrole nas notificações. - Na hepatite C o estado do Rio de Janeiro diagnosticou 451 casos em 2006, 355 casos em 2007, 253 casos em 2008 e irrisórios 205 casos em 2009, um claro exemplo de falta de trabalho e comprometimento do programa estadual de hepatites. É estimado que no Rio de Janeiro existam aproximadamente 300.000 pessoas infectadas com a hepatite C. Levaremos 1.500 anos para diagnosticar os infectados! - No ano 2000 eram realizados aproximadamente 1.100 tratamentos na hepatite C. Em 2010 com muita sorte serão realizados somente 700 tratamentos, uma diminuição de quase 40% na capacidade de atendimento. - A maioria dos hospitais não aceita novos pacientes. É necessário aguardar sair ou morrer um paciente para um novo receber tratamento. - O estado do Rio de Janeiro é um dos poucos estados do País que não aceita que médicos particulares possam tratar infectados com as hepatites e o paciente receber os medicamentos na secretaria da saúde. Para isso é necessário que o médico se cadastre no CNES, mas estão sendo feitas exigências absurdas, até foi falado que os médicos deveriam passar por uma avaliação de conhecimentos na coordenação do Programa Estadual de Hepatites, como se um médico com CRM não estivesse habilitado a exercer sua profissão. - A Câmara Técnica de Fígado não é atendida na maioria das suas reivindicações ou sugestões, ficando totalmente desprestigiada. - A forma como alguns profissionais de saúde são tratados pela coordenação do Programa Estadual de Hepatites é totalmente arrogante e desrespeitosa. - O estado do Rio de Janeiro não cumpre o determinado por Lei na administração do Interferon Peguilado, o qual não pode ser entregue, devendo ser aplicado nos pólos de tratamento multidisciplinar. O estado somente implementou um pólo quando realizamos manifestação e na época fechamos a rua e queimamos a governadora Garotinho e o secretario da saúde, mas ficou por isso mesmo. O pólo começou com 50 pacientes e em vez de aumentar foi diminuindo o número. Hoje o pólo, aos cuidados da própria coordenadora do programa mal atende a duas dúzias de pacientes, dos aproximadamente 500 que recebem o interferon peguilado. - O atendimento na farmácia do estado é deficiente. Farmacêuticos realizam exigências absurdas e em ocasiones não respeitam a prescrição médica, mudando medicamentos ou dosagens. É comum o descontrole o que ocasiona faltas constantes de medicamentos como a eritropoetina, o filgastrin, lamivudine e entecavir. - Não existe nenhum controle sobre a dispensação dos medicamentos. Até pacientes falecidos continuam a receber medicamentos. - Muitos outros motivos ainda existem, mas eles serão explicitados oportunamente. É NECESSÁRIO GRITAR PARA PODER CONSERTAR A ABSURDA SITUAÇÃO Por favor, precisamos da sua participação. Entre na página www.euconcordo.com/hepatite e assine! Os infectados com as hepatites agradecem sua participação! Carlos Varaldo Grupo Otimismo hepato@hepato.com e simplesmente coloque seu nome, seu e-mail e seu RG. Ainda, se deseja que seu e-mail e RG não sejam vistos por outros assinantes, não marque a caixa que autoriza a visualização, assim, seus dados ficarão sigilosos.

Solicite a sua família, amigos, colegas de trabalho e companheiros de estudo para assinarem.  Vamos fazer ouvir a voz das hepatites!


O PORQUÊ DO ABAIXO ASSINADO

A situação das hepatites no estado do Rio de Janeiro está caótica.  A secretaria estadual da saúde parece ter ódio de quem sofre de hepatite B ou C. Veja alguns números que não necessitam maiores explicações:

- Em 2008 foram notificados 5.756 casos de hepatites A, B e C no estado do Rio de Janeiro, mas em 2009 somente foram 3.066. Uma redução de quase 50% por motivo da falta de oferta de diagnostico e total descontrole nas notificações.

- Na hepatite C o estado do Rio de Janeiro diagnosticou 451 casos em 2006, 355 casos em 2007, 253 casos em 2008 e irrisórios 205 casos em 2009, um claro exemplo de falta de trabalho e comprometimento do programa estadual de hepatites. É estimado que no Rio de Janeiro existam aproximadamente 300.000 pessoas infectadas com a hepatite C. Levaremos 1.500 anos para diagnosticar os infectados!

- No ano 2000 eram realizados aproximadamente 1.100 tratamentos na hepatite C. Em 2010 com muita sorte serão realizados somente 700 tratamentos, uma diminuição de quase 40% na capacidade de atendimento.

- A maioria dos hospitais não aceita novos pacientes.  É necessário aguardar sair ou morrer um paciente para um novo receber tratamento.

- O estado do Rio de Janeiro é um dos poucos estados do País que não aceita que médicos particulares possam tratar infectados com as hepatites e o paciente receber os medicamentos na secretaria da saúde.  Para isso é necessário que o médico se cadastre no CNES, mas estão sendo feitas exigências absurdas, até foi falado que os médicos deveriam passar por uma avaliação de conhecimentos na coordenação do Programa Estadual de Hepatites, como se um médico com CRM não estivesse habilitado a exercer sua profissão.

- A Câmara Técnica de Fígado não é atendida na maioria das suas reivindicações ou sugestões, ficando totalmente desprestigiada.

- A forma como alguns profissionais de saúde são tratados pela coordenação do Programa Estadual de Hepatites é totalmente arrogante e desrespeitosa.

- O estado do Rio de Janeiro não cumpre o determinado por Lei na administração do Interferon Peguilado, o qual não pode ser entregue, devendo ser aplicado nos pólos de tratamento multidisciplinar.  O estado somente implementou um pólo quando realizamos manifestação e na época fechamos a rua e queimamos a governadora Garotinho e o secretario da saúde, mas ficou por isso mesmo. O pólo começou com 50 pacientes e em vez de aumentar foi diminuindo o número. Hoje o pólo, aos cuidados da própria coordenadora do programa mal atende a duas dúzias de pacientes, dos aproximadamente 500 que recebem o interferon peguilado.

- O atendimento na farmácia do estado é deficiente.  Farmacêuticos realizam exigências absurdas e em ocasiones não respeitam a prescrição médica, mudando medicamentos ou dosagens. É comum o descontrole o que ocasiona faltas constantes de medicamentos como a eritropoetina, o filgastrin, lamivudine e entecavir.

- Não existe nenhum controle sobre a dispensação dos medicamentos.  Até pacientes falecidos continuam a receber medicamentos.

- Muitos outros motivos ainda existem, mas eles serão explicitados oportunamente.

É NECESSÁRIO GRITAR PARA PODER CONSERTAR A ABSURDA SITUAÇÃO

Por favor, precisamos da sua participação.  Entre na página www.euconcordo.com/hepatite e assine!   Os infectados com as hepatites agradecem sua participação!

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

Importante Esclarecimento: Porque a Hepatite C Tem Sido Tratada Por Um Departamento Que Cuida de DST , e a Hepatite C Nada Tem Haver Com DST

Temos que Deixar Claro que: A Hepatite C nada tem haver com DST
E Pedimos explicações: porque ainda estamos sendo tratados por um departamento que cuida so e exclusivamente de DST.


 Esclarecer se no caso específico da hepatite C, por não ser uma DST, qual foi a intenção ao transferi-la para o Departamento da DST/AIDS? Como um Departamento que cuida de DSTs, irá cuidar de doenças que não são DSTs?
Informar se as hepatites A e C não são consideradas DST e, como um programa que cuida de DST vai cuidar de doenças que não são DST? Isso poderá criar um estigma ainda maior para os infectados com hepatite C; 
 
Informar os pontos de vista que foram considerados para não ter sido instituído um programa especifico para cuidar da hepatite C, doença que atinge na sua forma crônica entre 3 e 4 milhões de brasileiros, um numero seis vezes maior que o HIV. Pela importância epidemiológica um programa independente para hepatite C seria tal vez a melhor opção. Consideramos que a hepatite B por se tratar de uma DST, sim, ela deve estar incluída no Programa DST/AIDS
Informar porque a hepatite B nunca esteve relacionada na seção de DSTs da página web do Programa DST/AIDS e, ainda, continua sem ser relacionada. Lembramos que a hepatite B atinge 2 milhões de brasileiros na sua forma crônica, sendo a DST de maior prevalencia no país;
 
No tratamento da AIDS existem verbas destinadas especificamente para tal finalidade que são enviadas para ações municipais, mas isso não acontece nas hepatites. Informar qual será o percentual dessas verbas que os municípios deverão destinar especificamente nas hepatites em 2010;
 
Devido à ansiedade que as mudanças acarretam nos infectados, solicitamos a devida urgência no atendimento da presente.
 
Hepato
 
A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) esclarece:
 
- A hepatite C não pode ser considerada uma doença sexualmente transmissível (DST) a luz dos conhecimentos científicos atuais.
- Vários trabalhos publicados em revistas médicas de reconhecido rigor científico não confirmam a transmissão sexual da hepatite C como um fator importante.
- Os trabalhos que lidam com este assunto podem ter fatores de confundimento que repercutem na clareza das conclusões.
- Até o presente momento, a Sociedade Européia e Americana para Estudos das doenças do Fígado, assim como a SBH não reconhecem a Hepatite C como DST.
- O sexo seguro deve ser praticado por todos, independente da suspeita do parceiro ter ou não ter hepatite C, sobretudo entre parceiros não-fixos.
Raymundo Paraná

 
Precisamos de Alguém ou um orgão que realmente se preocupe sobre nossa situação , que olhem por nós e cuidem dos nossos direitos ! 

Dioneia Delgado Lima

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Hepatite C versus Kit do Brasileiro, por Dioneia

Como todos os amigos sabem sobre minha doença , Estou com advogada para poder receber o que é meu por direito do INSS , pois doente, e estava em tratamento , até hoje não consegui, detalhe ja terminei o tratamento , e o processo já está se arrasta em um ano e nada ,na ultima pericia o medico não sabia nem o que significava hepatite C ? Eu como muitos Brasileiros lutam pelo direito de receber quando se está doente , e quando vejo que matar roubar , ou cometer qualquer crime seja hediondo ou não voçê consegue receber do INSS , auxilio Reclusão no valor de R$798,30 POR FILHO , me pergunto valeu a pena ter trabalhado tanto?EU SOU UMA PALHAÇA COM TODA CERTEZA!!! "indignação" essa e a palavra!!!

Dioneia Delgado Lima




Date: Mon, 13 Sep 2010 08:50:53 -0300
Subject: Kit do brasileiro
From: pliniochartuni

KIT DO BRASILEIRO

*Vai transar?*
O governo dá camisinha.

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*Já transou?*
O governo dá a pílula do dia seguinte.

cid:image003.jpg@01CAC5B3.51899770


*Teve filho?*
O governo dá o Bolsa Família..

cid:image004.jpg@01CAC5B3.51899770
*Tá desempregado?*
O governo dá Bolsa Desemprego.

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*Vai prestar vestibular?*
O governo dá o Bolsa Cota.

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*Não tem terra?*
O governo dá o Bolsa Invasão e ainda te aposenta.


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*RESOLVEU VIRAR BANDIDO E FOI PRESO?*
a partir de 1º/1/2010 O GOVERNO DÁ O
AUXÍLIO RECLUSÃO?

*esse é novo*

Todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, é de R$798,30 "por filho" para sustentar a família, já que o
coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso.

Não acredita?

Confira no site da Previdência Social.


Portaria nº 48, de 12/2/2009, do INSS

( http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22)

*Mas experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece!*

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cid:image009.jpg@01CAC5B3.51899770

"Trabalhe duro, pois milhões de pessoas que vivem do Fome-Zero e do Bolsa-Família, sem trabalhar, dependem de você"

Se vc é brasileiro passe adiante.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Hepatite C - "A epidemia do novo milênio "A hepatite C pode ser silenciosa, porém os governantes não podem ser surdos, a tal ponto de ignorar o proble

Hepatite C - "A epidemia do novo milênio "A hepatite C pode ser silenciosa, porém os governantes não podem ser surdos, a tal ponto de ignorar o problema.

Hepatite C - A epidemia do novo milênio
Os epidemiologistas e Infectologistas estão prevendo que a hepatite C será a AIDS do próximo milênio, já que atualmente 200 milhões de pessoas estão contaminadas no mundo. Isto representa uma contaminação de 5 a 6 vezes maior que o numero de infetados por AIDS.
Desde os Estados Unidos, onde 2% da população está contaminada até o Egito, onde a contaminação atinge alarmantes 15%, os esforços dos países desenvolvidos são enormes em função da periculosidade da doença e do seu alto custo de tratamento.
A hepatite C causa cirrose ou câncer no fígado em 25% dos infetados. Não existe vacina ou medicamentos que curem a doença. Os tratamentos atuais somente controlam o virus em somente 30% dos contaminados.
As formas de transmissão ainda não são totalmente conhecidas, sendo que 50 % das contaminações aconteceram em pessoas que alguma vez receberam sangue ou derivados ou pertencem a grupos considerados de risco para a doença como: hemofílicos, drogados, ou pessoas com tatuagens ou piercings.
Em mais de 30% dos casos a contaminação permanece uma incógnita. Especula-se que possa ser no tratamento dentário, na manicure ou pedicure. Sexualmente a contaminação é muito pequena, menor de 5%.
A única certeza é que a contaminação acontece no contato sangüíneo, não estando presente na saliva, lágrimas, esperma ou fluídos vaginais. Porém, existem teorias não confirmadas, que algum tipo de animal possa transmitir o vírus, já que o mesmo pertence a mesma família dos vírus da Febre Amarela e da Dengue.
O único tratamento disponível é a combinação de 2 drogas, o Interferon e a Ribavirina. Consegue-se controlar o vírus em somente 45% dos tratados. Assim, descartando-se aqueles que não podem fazer esta Quimioterapia, representa que somente 30% dos infetados tem algum benefício no tratamento, não conseguindo a cura total, porém controlando vírus. O tratamento é longo, de 6 a 12 meses, de altíssimo preço, aproximadamente R$. 30.000,00 usando-se o interferon convencional ou ultrapassando os R$. 50.000,00 em alguns estados , se for necessário o Interferon peguilado, tendo ainda fortes efeitos colaterais no paciente.
A evolução da doença geralmente é lenta e silenciosa. Em um período médio de 2 ou 3 décadas, 25% dos contaminados virão a desenvolver cirrose ou câncer no fígado, tempo que pode ser acelerado pela ingestão de bebidas alcóolicas. Como a contaminação por transfusões de sangue aconteceram em grande escala nas décadas de 70 e 80, começam a surgir agora inúmeros casos de falência hepática.
Existe, ainda, o perigo de ser uma doença geralmente assintomática, passando desapercebida tanto pelo portador, como também para a maioria dos médicos. Quando aparecem sintomas, os mesmos já indicam um dano hepático avançado. A hepatite C é, hoje em dia, a doença de maior indicação para transplante de fígado no mundo, não representando isto a cura e sim uma sobrevida para o paciente terminal.
O vírus foi descoberto recentemente, em 1989, e testes precisos estão disponíveis desde 1993, porém não foi verificada uma diminuição dos casos a partir desta data, o que causa alarme aos especialistas.
No Brasil, as estatísticas oficiais obtidas em bancos de sangue, indicam 2% de contaminação (3,3 milhões de brasileiros), porém se considerarmos que somente doa sangue àquele que acha estar totalmente sadio, interpreta-se que o índice de contaminação é superior a este, situando-se entre 2 a 5 % da população.
É de vital importância que sejam tomadas medidas urgentes nos seguintes pontos:

Divulgação da doença, tal qual foi feito com a AIDS anos atrás.

Detecção imediata dos portadores. Se o tratamento é impossível para todos, os mesmos deverão tomar conhecimento, para, assim, tomar os cuidados necessários e evitar um dano hepático acelerado e novas contaminações.

Divulgação na classe médica. Por ser uma doença nova a maioria dos médicos ou desconhece a doença ou não sabe diagnosticá-la nos pacientes. Existem ainda muitos poucos profissionais especializados.

Carlos Varaldo
Economista - Presidente do Grupo Otimismo de Apoio a portadores de Hepatite C e autor do livro "Convivendo com a Hepatite C"
Informações sobre a hepatite C podem ser obtidas no Site www.hepato.com ou pelo telefone (21) 9973.6832 - O Grupo Otimismo promove gratuitamente palestras educativas sobre a doença.


Paciente
Meu Blog : http://www.bancodesaude.com.br/user/1481/blog
Dioneia Delgado Lima

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Dioneia do Grupo Otimismo Comunica:

Até Quando Vamos ter que continuar de cabeça baixa esperando uma resposta?

Dioneia Delgado Lima




From: hepato@hepato.com
To: ne_ia_d@hotmail.com
Subject: Números oficiais conseguem retratar a situação da hepatite C
Date: Sat, 31 Jul 2010 14:13:04 -0300

Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite

ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ

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e-mail: hepato@hepato.com - Internet: www.hepato.com


Uma questão para o Senhor Ministro da Saúde, Dr. José Gomes Temporão tentar responder:

NÚMEROS OFICIAIS CONSEGUEM RETRATAR A SITUAÇÃO DA HEPATITE C

No último dia 28 o ministério da saúde divulgou dados referentes às hepatites no Brasil. Os dados, por serem oficiais, permitem realizar um retrato confiável da atual situação da hepatite C.

Para tal segue um resumo do apresentado e sua interpretação. Solicito que não seja considerado como uma critica, pois são na sua totalidade os próprios números apresentados de forma oficial. Simplesmente serão colocados de forma que possam ser interpretados por quem não é especialista em epidemiologia.

CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITE C

É ponto pacifico e aceito pelo governo que o total estimado de infectados cronicamente com hepatite C no Brasil seja de aproximadamente 3,5 milhões de indivíduos.

O sistema de vigilância epidemiológica do ministério da saúde registra que entre os anos de 1999 e 2009 foram confirmados 60.908 casos de hepatite C, o que representa 1,74% da população infectada.

Considerando o total de infectados, o número de indivíduos oficialmente reconhecidos que estão com hepatite C representa 1,74% do total da epidemia.

Conforme dados oficiais podemos então afirmar que 98% dos 3,5 milhões de infectados desconhecem, por falta de diagnostico, que estão doentes.

Desconsiderando dados antigos, quando ainda não existia um programa nacional para cuidar da epidemia da hepatite, vamos analisar os avanços conseguidos somente nos últimos quatro anos, quando conforme os dados do Ministério da Saúde os casos confirmado de hepatite C são os seguintes:

2006: 9.098 casos confirmados de hepatite C

2007: 10.115 casos confirmados de hepatite C

2008: 9.954 casos confirmados de hepatite C

2009: 9.754 casos confirmados de hepatite C

O não aumento dos casos diagnosticados de hepatite C reflete o resultado da dificuldade para se realizar o diagnostico. O ministério da saúde não aumenta a oferta de testes, os quais são oferecidos em poucos locais. A resposta é simples e os dados apresentados pelo ministério confirmam:

Quantidade de testes de hepatite C feitos em 2004: 1,33 milhões

Quantidade de testes de hepatite C feitos em 2009: 1,47 milhões

Aumento de 28.000 testes de hepatite C por ano, representando um incremento de 2,1% ao ano durante o período.

Existem no Brasil aproximadamente 60.000 unidades básicas de saúde (em alguns estados chamados de postos de saúde) locais onde por lei deveria estar disponibilizado o teste, mas por ser ínfima a quantidade de testes para diagnostico da hepatite C, se fossem distribuídos a toda a rede resultaria em enviar a cada unidade 24 testes de hepatite C por ano, o que representaria realizar um teste para diagnosticar a hepatite C a cada 15 dias em cada unidade.

O não aumento das notificações reflete como conseqüência no número de pacientes em tratamento, estimado pelo ministério da saúde na oferta de 10.500 tratamentos para o ano de 2010, praticamente o mesmo número de tratamentos realizados nos últimos anos.

CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITE C POR ESTADO

Os estados que por sua população apresentam poucos casos notificados se encontram destacados na cor vermelha, ficando evidente que muito pouco está sendo feito nesses estados para diagnosticar os infectados com hepatite C. Os estados que estão realizando um trabalho bem feito estão destacados na cor azul.

Ø Acre, média dos últimos 4 anos de 107 casos por ano.

Ø Alagoas, média dos últimos 4 anos de 40 casos por ano.

Ø Amapá, média dos últimos 4 anos de 27 casos por ano.

Ø Amazonas, média dos últimos 4 anos de 7 casos por ano. (1)

Ø Bahia, média dos últimos 4 anos de 225 casos por ano.

Ø Ceará, média dos últimos 4 anos de 59 casos por ano.

Ø Distrito Federal, média dos últimos 4 anos de 72 casos por ano.

Ø Espírito Santo, média dos últimos 4 anos de 90 casos por ano.

Ø Goiás, média dos últimos 4 anos de 133 casos por ano.

Ø Maranhão, média dos últimos 4 anos de 32 casos por ano. (1)

Ø Mato Grosso do Sul, média dos últimos 4 anos de 68 casos por ano.

Ø Mato Grosso, média dos últimos 4 anos de 42 casos por ano.

Ø Minas Gerais, média dos últimos 4 anos de 393 casos por ano.

Ø Pará, média dos últimos 4 anos de 40 casos por ano.

Ø Paraíba, média dos últimos 4 anos de 13 casos por ano. (1)

Ø Paraná, média dos últimos 4 anos de 262 casos por ano.

Ø Pernambuco, média dos últimos 4 anos de 38 casos por ano.

Ø Piauí, média dos últimos 4 anos de 0,5 casos por ano. (1)

Ø Rio de Janeiro, média dos últimos 4 anos de 316 casos por ano. (2)

Ø Rio Grande do Norte, média dos últimos 4 anos de 48 casos por ano.

Ø Rio Grande do Sul, média dos últimos 4 anos de 1.188 casos por ano.

Ø Rondônia, média dos últimos 4 anos de 31 casos por ano.

Ø Roraima, média dos últimos 4 anos de 6 casos por ano.

Ø Santa Catarina, média dos últimos 4 anos de 564 casos por ano.

Ø São Paulo, média dos últimos 4 anos de 5.864 casos por ano.

Ø Sergipe, média dos últimos 4 anos de 44 casos por ano.

Ø Tocantins, média dos últimos 4 anos de 9 casos por ano.

(1) - Estados considerados médios, como Amazonas, com 4 casos diagnosticados por ano, Maranhão com 32 casos, Paraíba com 13 ou, Piauí com menos de 1 caso por ano, são realmente estados onde não existe praticamente trabalho algum sendo realizado, nem comprometimento do controle social sobre os gestores.

(2) - Rio de Janeiro se encontra em vermelho devido à diminuição continua dos casos notificados, que foi de 451 casos em 2006, de 355 casos em 2007, de 253 casos em 2008 e de 205 casos em 2009, um claro exemplo de falta de trabalho é comprometimento do programa estadual de hepatites.

OFERTA DE TRATAMENTOS NA HEPATITE C EM 2010

A falta de diagnostico e confirmação dos casos reflete diretamente na possibilidade de acesso ao tratamento.

Pacientes em tratamento da hepatite C por região estimada para o terceiro trimestre de 2010, conforme os dados oficiais:

Região Norte: 793 pacientes - (AC; RO; RR; AM; PA; AP e TO) – Sete estados – Media de 113 pacientes em tratamento por estado.

Região Nordeste: 969 pacientes - (MA; PI; CE; RN; PE; PB; AL; SE e BA) – Nove estados – Media de 110 pacientes em tratamento por estado.

Região Centro-Oeste: 464 pacientes – (MS; MT. GO e DF) - Quatro estados – Media de 116 pacientes em tratamento por estado.

Região Sudeste: 5.915 pacientes – (SP; RJ; MG e ES) - Quatro estados – Media de 1.479 pacientes em tratamento por estado.

Região Sul: 2.365 pacientes – (SC; PR e RS) - Três estados – Media de 788 pacientes em tratamento por estado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma empresa é avaliada em função das suas vendas e seu lucro, devendo crescer a cada ano, uma organização social pode ser avaliada pelo número de atendimentos e eventos realizados, já ações de governo na área da saúde são avaliadas, também, pelos resultados apresentados. No caso especifico da hepatite C, por não existir vacina, não existe melhor avaliação que o aumento nos diagnósticos dos casos é o conseqüente aumento no número de pacientes tratados.

Tomei a precaução de analisar os últimos quatro anos para evitar comparações que poderiam ser criticadas. O Programa Nacional de Hepatites Virais foi criado em fevereiro de 2002 e instituído por portaria em 2003, assim é correto se esperar que se as ações planejadas e executadas estão realmente surtindo efeito passem a apresentar resultados a partir do ano 2006 e nos anos seguintes.

Os resultados, expressos nos números oficiais, tanto em relação à disponibilidade de testes de detecção, dos casos notificados e no de pacientes tratados mostram um quadro preocupante para os infectados com hepatite C.

Conforme estudos científicos sobre a evolução natural da hepatite C, quatro anos representam que os 98% dos 3,5 milhões de infectados progrediram 1 grau no nível de fibrose que destrói seu fígado, agravando seu estado de saúde e diminuindo a possibilidade de cura se algum dia vier a ter a benção de ser diagnosticada, coisa que parece improvável pelo andar da carruagem.

Estimado Senhor Ministro da Saúde, Dr. José Gomes Temporão, se a hepatite C afeta 3,5 milhões de brasileiros (tal vez a maior epidemia a ser enfrentada pela saúde pública) não deveria ser criado um departamento especifico para cuidar dela?

A incorporação das hepatites no Programa DST/AIDS pode ser excelente para hepatite B já que a mesma e uma DST, mas a hepatite C nada tem a ver com AIDS ou com qualquer DST, então, o que faz em tal departamento? Sem querer ser impertinente ou mal educado, mas pergunto se foi colocada em DST/AIDS para tratar os infectados de hepatite C como cidadãos de segunda categoria?

Carlos Varaldo

Grupo Otimismo

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