Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...
Ativismo Contra Aids/TB
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Cacau ‘nova droga’ #festasEletrônicas por Veja: Da redação
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Links sobre drogas #Curso #PREVENçÃO de #ALCOOL e #DROGAS
- A contribuição dos Estudos Multicêntricos frente à epidemia de HIV/Aids entre UDI no Brasil: 10 Anos de Pesquisa e Redução de Danos
- A dinâmica do HIV/AIDS entre os usuários de drogas injetáveis: desafios e sucessos na terceira década de epidemia
- A história da maconha no Brasil_Carilini
- A nova agenda internacional e brasileira em política de drogas e prevenção do HIV/AIDS entre usuários de drogas
- Álcool e alcoolismo entre adolescentes da rede estadual de ensino de Cuiabá, Mato Grosso
- As concepções de infância e as teorias educacionais modernas e contemporâneas
- As drogas e a história da humanidade
- Aspectos socioculturais do uso de drogas e políticas de redução de danos
- Boletim CEBRID (2010): Epidemiologia
- Boletim CEBRID (2013): Internação Compulsória
- Boletim CEBRID 2007
- Capacitação dos profissionais do Projeto Consultório de Rua
- Cartilha "Crack, é possível vencer"
- Combatendo as piores formas de trabalho infantil
- Constituição de 1988
- Construindo redes sociais
- Crack no Brasil: uma emergência de saúde
- Descentralização e intersetorialidade na gestão pública municipal no Brasil
- Descentralização, AIDS e redução de danos: a implementação de políticas públicas no Rio de Janeiro, Brasil
- Drogas e Cultura: novas perspectivas
- Drogas na escola: prevenção, tolerância e pluralidade
- Drogas: cartilha para pais de adolescentes
- Drogas: um guia para pais
- Drogas: um guia para pais - parte 3
- Drogas: um guia para pais - parte 5
- Drogas: um guia para pais - parte 8
- Epidemiologia básica
- Epidemiologia do uso de álcool no Brasil
- I Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil
- I Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras
- Levantamento Nacional sobre o uso de Drogas entre Crianças e Adolescentes em situação de Rua
- O papel da família no tratamento da dependência
- O papel do tratamento e da punição no abuso de drogas
- O uso de drogas psicotrópicas e a prevenção no Brasil
- Opioides e Antagonistas
- Políticas de Redução de Danos no Brasil e as lições aprendidas de um modelo americano
- Redução de danos do uso indevido de drogas no contexto da escola promotora de saúde
- Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade
- Toxicomanias: incidências clínicas e socioantropológicas
- Uma breve história do ópio e dos opioides
- Uso de álcool e drogas e sua infl uência sobre as práticas sexuais de adolescentes de Minas Gerais, Brasil
- Uso de Bebidas Alcoólicas e outras drogas nas Rodovias Brasileiras
- Uso de substâncias psicoativas e métodos contraceptivos pela população urbana brasileira, 2005
- Uso e abuso de drogas psicotrópicas no Brasil
- Uso recente de álcool, tabaco e outras drogas entre estudantes adolescentes trabalhadores e não trabalhadores
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Overdose em penitenciária
A decadas que nunca se fez nada. Sempre fechamos nossos olhos, e muitos até já se utitlizaram e utilizam, e acham normal. Este é o problema.
Enquanto houver pessoas fazendo uso de tais substâncias, achando normal, nunca haverá fim.
Até quando teremos que conviver com este drama das drogas?
Quando a FAMÍLIA E A SOCIEDADE é a maior responsável por esta irresponsabilidade social.
Família de preso morto consegue indenização
O valor de R$ 109 mil foi reduzido em segunda instância. A família pediu indenização por danos morais e materiais e uma pensão vitalícia à filha do preso em ação contra a Fazenda do Estado de São Paulo. Na sentença, ficou reconhecida a responsabilidade objetiva do estado. Ou seja, houve culpa pela morte do familiar, ao contrário do que alegava a parte contrária.
Segundo o desembargador José Luiz Germano, que julgou o recurso do Estado, "a reparação do dano moral deve compensar a perda, porém esta deve ocorrer proporcionalmente e na medida do possível, observada cada situação, caso a caso. Porém, não se pode olvidar que o detento contribuiu para a sua morte, fazendo uso de substância tóxica ilícita. Por este motivo, a indenização deve ser reduzida".
Ficou mantida a indenização por danos materias à filha desde a data da morte do preso até que ela atingisse a maioridade. O valor corresponde a 1/3 do salário mínimo. Com informações da Assessoria de Comunicação do TJ-SP.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Não perca na TV GNT:(vídeo) Marilia Gabriela entrevista:
http://gnt.globo.com/mariliagabrielaentrevista/Videos/_1578769.shtml
terça-feira, 31 de maio de 2011
Setrac vai reativar Conselho Municipal de Álcool e Drogas –
http://grupososvida.wordpress. com/2011/05/28/setrac-vai- reativar-conselho-municipal- de-alcool-e-drogas-uma- questao-de-saude-ou- assistencia-quem-quer-faz/? preview=true&preview_id=1600& preview_nonce=16b415570c
Setrac vai reativar Conselho Municipal de Álcool e Drogas – UMA QUESTÃO DE SAUDE ou ASSISTENCIA ??? QUEM QUER FAZ…QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER…
Setrac vai reativar Conselho Municipal de Álcool e Drogas
Luis Eduardo Peixoto, secretário de trabalho, assistência social e cidadania (Setrac).Segundo o secretário Luis Eduardo Peixoto, Petrópolis sediou o primeiro Conselho Municipal de Entorpecentes do país , em 1987, época em que poucas pessoas se arriscavam a debater o assunto.
“A nossa preocupação é fazer um trabalho de prevenção e para isso precisamos de um esforço conjunto da sociedade e do poder público. Não é hora de procurar culpados pela situação em que nos encontramos e sim de agir, acabando com a ociosidade dos jovens”, afirmou o secretário.
Para que o COMAD funcione de forma eficaz a Setrac vai oferecer para todos os assistentes sociais e psicólogos envolvidos o curso de “Conselheiro em Dependência Química”, todas as quintas-feiras, no final da tarde. O curso será ministrado pela psicóloga Leandra Iglesias, especialista em dependência química.
A psicóloga Leandra Iglesias e o secretário Luis Eduardo Peixoto têm experiência na área, pois trabalham na prevenção e tratamento do uso de drogas e álcool há quase 30 anos, através da Ong Comando da Paz.
De acordo com dados divulgados pela ong, 12,5% da população brasileira é dependente de álcool e, destes, 41,6% são homens e 58,4% são mulheres. Entre os jovens de 12 a 17 anos, o percentual é de 9,9% e na faixa etária entre 18 e 34 são 38,8%. Em relação ao consumo de drogas, a cocaína ainda é a mais consumida, onde 5,4% dos usuários são meninos e 1,2% são meninas.


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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Noticias interessantes sobre drogas
| Falar que país vive epidemia de crack é grande bobagem Caros Vejam a entrevista da digníssima secretária da SENAD, Paulina Duarte. É interessante ver o quanto viver em Brasilia faz mal para o pensamento crítico. Isso explica muito da omissão da SENAD nos últimos 12 anos. Vários colegas já haviam alertado os diferentes generais que comandaram a SENAD dos riscos do crack. A atual generala de plantão continua com a política de omissão e indiferença a esse problema. Ronaldo Laranjeira ENTREVISTA- PAULINA DUARTE SECRETÁRIA DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS COMENTA MAPEAMENTO DO CONSUMO NO BRASIL E CRITICA O QUE CHAMA DE "PEDAGOGIA DO TERROR" Folha de São Paulo - NATUZA NERY - DE BRASÍLIAO Brasil lançará em algumas semanas o primeiro mapa nacional de drogas, um enfoque inédito sobre o consumo de crack no país. No comando da Secreta ria Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, 54, diz que, apesar de preocupante, "não há uma epidemia" da droga atualmente. A sondagem nacional sobre drogas identificou cracolândias itinerantes, que reaparecem em outras áreas logo depois de serem desmobilizadas pela polícia. A pesquisa, feita por Senad, Fiocruz e a Universidade de Princeton (EUA), traz amostra inédita de 25 mil usuários. A radiografia indicará, também, o tamanho da invasão do óxi no Brasil. Leia mais... | |
| Brasileiro quer criar Cidade do Cérebro Miguel Nicolelis, cientista AGÊNCIA ESTADO Miguel Nicolelis não precisa ser reconhecido por mais ninguém – e nem ganhar o Nobel no qual é listado como eterno candidato – para provar que é o cientista brasileiro mais importante hoje. O paulistano da Bela Vista ganhou no ano passado um prêmio de mais de US$ 2,5 milhões (R$ 4,4 milhões) dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) que, distribuído ao longo de cinco anos, financiará sua pesquisa sobre a fusão entre homens e máquinas, cujos resultados vêm devolvendo a esperança para tetraplégicos e pacientes de Parkinson. Leia mais... | |
| Achava que nada seria pior, diz especialista Folha de São Paulo - DE SÃO PAULO Especialistas monitoram o uso de mais um subproduto do crack a partir de relatos à rede de tratamento. "Falam do óxi como uma nova substância com efeito mais forte e cheiro distinto, que provoca mais diarreias", relata Ronaldo Laranjeira, presidente do Instituto Nacional de Políticas de Álcool e Drogas. Mais impuro, o óxi tem potencial para agravar problemas pulmonares, em função da inalação de gasolina e outros solventes. "Até dois meses atrás, achava que nada podia ser pior que o crack", diz Laranjeira. "Os danos cerebrais e neurológicos podem ser ainda maiores." Leia mais... | |
| Oxi, uma droga ainda pior O oxi – uma pedra tóxica feita com cal, gasolina e pasta de cocaína – se espalha pelo país e assusta as autoridades mais que o crack Época - HUMBERTO MAIA JUNIOR, COM RODRIGO TURRER LONGE DEMAIS Pedro, de 27 anos, numa clínica para dependentes em São Paulo. Usuário de crack, ao provar oxi sentiu que sua vida estava em risco Pedro tinha 8 anos quando começou a fumar maconha. Aos 14, experimentou cocaína. Com 19, foi apresentado ao crack. “Eu fumava cinco pedras e bebia até 12 copos de pinga.” Em janeiro deste ano, seu fornecedor de drogas, em Brasília, passou a oferecer pedras diferentes, com cheiro de querosene e consistência mais mole. Pedro estranhou. “Dizia a ele que a pedra estava batizada, que não era boa. O cara me dizia que era o que tinha e ainda me daria umas (pedras) a mais.” Não demorou para Pedro notar a diferença no efeito. A nova pedra era mais viciante. Para não sofrer com crises de abstinência, dobrou o consumo para até dez pedras por dia. Leia mais... | |
| Consumo excessivo de álcool danifica memória de jovens Correio do Estado FOLHA Pesquisadores espanhóis descobriram que uma bebedeira pode destruir a memória de longo prazo de jovens adultos. A informação foi publicada nesta terça-feira (17) no site do jornal britânico "The Telegraph". Eles acreditam que o consumo abusivo de álcool torna mais difícil a construção de novas memórias, pois o hipocampo --uma área no centro do cérebro que desempenha papel-chave na aprendizagem e memória-- é muito suscetível aos seus efeitos tóxicos. A descoberta é preocupante, pois a embriaguez é um problema crescente no Reino Unido e em outros países europeus, particularmente em jovens e universitários. Leia mais... | |
| Carta de Ana Cecília Marques enviada a Redação da Revista Veja no último dia 8 de maio de 2011 Sobre a entrevista publicada nas páginas amarelas “O estado não pode tudo” ABEAD Como mãe, médica e especialista na área de Neurociência, que estuda o consumo e o impacto de substâncias psicotrópicas, como a bebida alcoólica, o fumo, e os inibidores de apetite, entre outras drogas, venho assinalar minha indignação com o posicionamento do Doutor Denis Lerrer Rosenfield, que trata o tema das drogas como se fosse um produto qualquer. Da mesma forma, coloca a ética individual e os direitos humanos, acima da ética coletiva e dos princípios fundamentais de qualidade de vida de uma sociedade no século XXI. Leia mais... | |
| País gasta menos com saúde que África O documento inclui um raio X completo do financiamento da saúde e escancara uma realidade: o custo médio da saúde ao bolso de um brasileiro é superior ao da média mundial AGÊNCIA ESTADO A parcela do Orçamento do governo brasileiro destinada à saúde, 6%, é inferior à média africana (de 9,6%) e o setor no país ainda é pago em maior parte pelo cidadão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulgou ontem seu relatório anual. O documento inclui um raio X completo do financiamento da saúde e escancara uma realidade: o custo médio da saúde ao bolso de um brasileiro é superior ao da média mundial.O relatório é apresentado às vésperas da abertura da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, que terá a presença de ministros de todas as regiões para debater, entre outras coisas, o futuro do financiamento do setor. Leia mais... | |
| “A guerra às drogas mostrou-se ineficiente”, afirma o presidente da Fiocruz Carta Capital A Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia produziu um relatório, liberado em abril, após 18 meses de debates, no qual conclui que a maconha é a droga ilícita com menor potencial nocivo à saúde. O documento, que deve ser entregue ao governo em julho, propõe uma forma alternativa de combate ao problema, visto que “alcançar um mundo sem drogas revelou-se um objetivo ilusório”.A instituição, formada por especialistas de diversas áreas, como saúde, direito, jornalismo, segurança pública, atletas, movimentos sociais, entre outras, pede que se realize um “debate franco” sobre o tema e que seja discutida a regulação da produção da maconha para consumo próprio e a descriminalização do seu uso. O relatório cita ainda os exemplos de Espanha, Holanda e Portugal, que adotaram medidas semelhantes às indicadas pela Comissão. Leia mais... |
terça-feira, 1 de março de 2011
"Cortina de Fumaça" o documentário e outros...
Coordenadora
Hepatchê Vida
Porto Alegre/RS
(51) 9121 1756
E-mails: hepatche@yahoo.com.br e hepatchevida@yahoo.com.br
Blog: http://hepatchevida.wordpress.
"Torcendo para que a gestão, nas três esferas, entenda as hepatites B e C como prioridade de saúde da população"
Maconha como salvação da lavoura
Wálter Maierovitch 8 de novembro de 2010 às 11:41hNa Califórnia e para as autoridades fazendárias, o mês de novembro começou com a expectativa de a marijuana salvar a lavoura, ou melhor, representar uma nova fonte de receita para um estado quebrado, com déficit superior a 1,9 bilhão de dólares. Os cidadãos californianos foram chamados para uma consulta e para a escolha do governador e de parlamentares.
A consulta popular versou sobre a chamada Emenda 19, originária do projeto do deputado Tony Ammiano, apresentado em abril de 2009. Essa emenda cuidava da legalização do consumo da maconha para finalidade lúdica, por maiores de 21 anos, acrescida de regulamentação e especificação da tributação sobre a venda canábica.
Na exposição de motivos, Ammiano equiparou a maconha às bebidas alcoólicas e propunha tributar o cultivo e a comercialização. Esse referendo acerca da legalização não era inédito, num estado que tem recall para os cidadãos cassarem mandatos de políticos e que foi recentemente utilizado para mandar um governador de volta para casa: Arnold Schwarzenegger foi eleito em face do recall, uma espécie de cartão vermelho futebolístico.
A primeira consulta a respeito da legalização da maconha recreativa ocorreu em 1972, quando os californianos a refutaram por 66,5% a 33,5%. Desta vez, consumou-se nova derrota dos progressistas, com 44% dos sufrágios favoráveis à legalização.
Apesar do resultado, a Califórnia, ao contrário do Brasil, evoluiu muito. Em 1996, por lei estadual, o uso da maconha para finalidade terapêutica foi liberado, condicionada a compra, contudo, à apresentação de receita médica. O exemplo californiano, para desespero do então presidente George W. Bush, foi seguido, sempre por lei estadual, por 13 unidades federativas. Por meio dos tributos recolhidos com a venda destinada às terapias, o estado da Califórnia recolhe, anualmente, 200 milhões de dólares.
Apoiado na tese da competência legislativa exclusivamente federal, o presidente Bush bateu às portas da Suprema Corte de Justiça. E colocou a polícia federal para prender em flagrante grupos de velhinhos que, em praças, organizavam “rodas de fumo”, com autorização médica.
A Suprema Corte limitou-se a declarar a competência federal, sem cassar a legislação da Califórnia. Para melhor proteger os pacientes em terapia, os serviços estaduais de saúde relacionaram os usuários e distribuíram crachás para inibir prisões. Coube ao presidente Barack Obama ordenar à polícia federal a deixar em paz as pessoas sob terapia canábica: na Califórnia, cooperativas médicas adquirem e comercializam a maconha destinada às terapias.
Outro avanço californiano ocorreu em outubro, ou seja, pouco antes da consulta popular sobre a legalização. Mais uma vez por meio de legislação estadual, o porte de drogas (não só o de maconha) para uso próprio foi descriminalizado. Em outras palavras, essa conduta, ao contrário do que acontece no Brasil, não é mais crime. A proibição permanece como infração meramente administrativa, como estacionar automóvel em lugar proibido.
No particular, a Califórnia aderiu ao modelo português. No fim de 1999, a nova legislação de Portugal descriminalizou o porte de drogas para uso próprio. Segundo o Observatório Europeu sobre Drogas e Toxicodependência, órgão oficial da União Europeia, houve, desde a entrada em vigor da lei, significativa e progressiva redução na demanda.
A revolucionária legislação portuguesa, cujo autor foi João Goulão, recebeu elogio editorial da revista Economist. À época da elaboração, o presidente Fernando Henrique Cardoso não quis acompanhar Portugal. FHC optou por manter o proibicionismo criminalizante, com pena de prisão, a seguir o seu íncubo Bill Clinton. No governo Lula, a respeito, manteve-se a criminalização. Excluiu-se a pena de prisão e permaneceram as sanções restritivas de direitos individuais.
A campanha pró e contra a legalização foi acirrada, sem caixa 2 e com doadores variados. O Drug Policy Alliance, comitê pró-legalização, escriturou doações de George Soros, de dois fundadores do Facebook e do Service Employees International Union (Seiu), que é o maior sindicato nos EUA, com 700 mil trabalhadores filiados. Os dois candidatos ao governo do estado, Jerry Brown e Meg Whitman, ficaram contra a legalização e o mesmo fez, em editorial, o influente jornal Los Angeles Times.
Pelos cálculos de Ammiano e financistas, a legalização da maconha traria uma receita líquida anual de 1,4 bilhão de dólares. A Holanda, que desde 1968 autoriza a venda de maconha para consumo em coffee shops, recheou os cofres públicos, em 2009, com 450 milhões de dólares.
Pano rápido: vamos aguardar que Dilma Rousseff trace uma adequada e inovadora política sobre drogas. Poderia, de pronto, enfrentar as questões do emprego terapêutico da maconha e do porte para uso pessoal como matéria exclusiva de saúde pública. E, portanto, não criminal, como conviria fazer também no caso do aborto.
Wálter Maierovitch
Walter Maierovitch é jurista e professor, foi desembargador no TJ-SPUm documentário ousado sobre um tema polêmico que interessa a todos e que precisa ser debatido de forma honesta; a política de drogas no Brasil e no mundo, baseada na proibição de determinadas práticas relacionadas a algumas substâncias, precisa ser repensada porque muitas de suas conseqüências diretas, como a violência e a corrupção por exemplo, atingiram níveis inaceitáveis.
“O modelo atual de política de repressão às drogas está firmemente arraigado em preconceitos, temores e visões ideológicas. O tema se transformou em um tabu que inibe o debate público por sua identificação com o crime, bloqueia a informação e confina os consumidores de drogas em círculos fechados, onde se tornam ainda mais vulneráveis à ação do crime organizado”. Relatório da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia (2009).
O documentário de 94 minutos, traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais. Além do Brasil, o diretor Rodrigo Mac Niven gravou na Inglaterra, Espanha, Holanda, Suíça, Argentina e Estados Unidos; visitou feiras e congressos internacionais, hospitais, prisões e instituições para conversar com médicos, neurocientistas, psiquiatras, policiais, advogados, juízes de direito, pesquisadores e representantes de movimentos civis. Dentre os 34 entrevistados, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; o Ministro da Suprema Corte da Argentina, Raúl Zaffaroni; o ensaista e filósofo espanhol autor do tratado “Historia General de Las Drogas”, Antonio Escohotado, o ex-Chefe do Estado Geral Maior do Rio de Janeiro, Jorge da Silva e o criminalista Nilo Batista.
O filme fala sobre a relação entre o homem e as drogas psicoativas; revela a discordância entre a atual classificação das drogas e o conhecimento científico sobre essas substâncias; discute a situação particular da Cannabis (maconha), seu uso industrial e medicinal; levanta fatos relacionados ao surgimento dos projetos proibicionista e aponta para o colapso social que algumas cidades, como o Rio de Janeiro, vivem por causa da violência e da corrupção.
O filme foi produzido, escrito e dirigido pelo jornalista Rodrigo Mac Niven, numa co-produção entre a J.R. Mac Niven Produções e a TVa2 Produções.
Para o diretor, “é preciso instigar os indivíduos a repensarem a sociedade porque ela está em constante mutação. As pessoas desconhecem informações fundamentais que determinam uma política de drogas que interfere diretamente na vida delas, na liberdade delas, na segurança delas. Uma política que ignora princípios e direitos universais de liberdade e soberania. Muita gente está lucrando com isso e quem sofre é a sociedade que não consegue enxergar tamanha é a desinformação”.
sábado, 27 de março de 2010
Estão abertas as inscrições para o 14º Educaids
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26/03/23010 - 11h55
Estão abertas as inscrições do 14º Eduacaids, evento que tem como objetivo discutir as soluções para o enfrentamento de vulnerabilidades relativas à saúde preventiva e à educação, principalmente no que diz respeito a HIV, aids, DST, drogas (lícitas e ilícitas), violência e abuso sexual.
Com o tema ‘Te vejo: uma saída!’, o Educaids deste ano será realizado entre os dias 2 e 5 de junho no Centro de Convenções Rebouças (Av. Rebouças, 600), na cidade de São Paulo.
Paralelamente irá ocorrer o EDUTEEN - encontro de jovens e adolescentes que contará com programação específica - além de atividades culturais.
Mais informações no site www.apta.org.br
Redação da Agência de Notícias da Aids
Dica de Entrevista
Teresinha Reis
Tel.: (0XX11) 3467- 9389
