Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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sábado, 30 de agosto de 2014

Clipping #SaudeSexualidadesEafins

​     CLIPPING Saúde, Sexualidade & Afins 29/Ago./2014     Dia Nacional do Combate ao Fumo   Alerta para os Riscos do Tabagismo   De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6 milhões de pessoas são vítimas da substância, sendo que 600 mil delas são fumantes passivos. Em virtude dessa realidade, celebra-se no dia 29 o Dia Nacional do Combate ao Fumo, que visa a alertar a população sobe os riscos do tabagismo. Entre elas estão enfisema pulmonar, problemas cardiovasculares e inúmeros tipos de câncer.   A pneumologista Irma de Godoy esclarece que o fumo é produzido com mais de 4.700 componentes tóxicos, como o monóxido de carbono, mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis, e a nicotina, droga psicoativa responsável pela dependência física, que também causam infertilidade, halitose e envelhecimento precoce da pele.   Para se ter uma ideia, estas substâncias presentes nos derivados do tabaco são diretamente responsáveis por cerca de 50 doenças. "A indústria tabaqueira trabalha para trazer novos clientes para seu produto, que é o tabaco. Por isso, a iniciação aumentou. Embora a taxa de fumantes tenha caído bastante -- de 38% na década de 1980 para 14% agora --, a experimentação é grande entre jovens que recorrem a novas formas de uso do tabaco, como é o caso do narguilé, novo aqui no Brasil, mas antigo nas comunidades islâmicas", destaca.   Em gestantes, o fumo é responsável por abortos múltiplos e episódios de hemorragia, além de problemas na placenta e nascimentos prematuros. O cigarro ainda está relacionado a uma taxa elevada de morte fetal e de recém-nascidos. "A queda no tabagismo entre as mulheres foi muito menor que entre os homens. Isso demonstra que elas estão fumando mais e também morrendo em número muito maior devido ao câncer de pulmão. Já está praticamente alcançando o índice de mortes por câncer de mama", alerta a médica.   A especialista também analisa os problemas que os indivíduos não fumantes enfrentam. Fumantes passivos têm um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão e 24% maior de episódios de infarto do coração. Crianças que convivem diretamente com fumantes têm, em maior frequência, doenças respiratórias, como asma, bronquite, rinite alérgica e pneumonias. Em bebês, o fumo passivo ainda eleva o risco de morte súbita. "Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da chamada poluição tabagística, entre eles irritação nos olhos, dor de cabeça e aumento de problemas alérgicos, principalmente respiratórios", afirma.   Quem deseja se livrar do problema deve buscar ajuda e adotar novas práticas de comportamento. Para isso, o indivíduo pode contar com medicamentos e terapias que contribuem para minimizar os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina.   Audiência pública debate tratamento e prevenção da tuberculose no Rio Agência Brasil   Para debater com a sociedade a importância do tratamento e da prevenção da tuberculose, representantes da saúde e entidades ligadas ao tema se reuniram na manhã de (28) com parlamentares, em audiência pública, na Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. O encontro marcou o encerramento das atividades referentes ao Dia Estadual de Enfrentamento da Tuberculose. Atualmente, o Rio ocupa as primeiras posições no ranking de incidência da doença, segundo dados do Ministério da Saúde.   De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Otávio Chieppe, as altas taxas de tuberculose no Rio estão vinculadas a diversos fatores como: o espaço urbano e as dificuldades de acesso da população aos serviços de saúde.   "Nós temos taxas elevadas de incidência de tuberculose, assim como a de mortalidade. É preciso um movimento que englobe sociedade e poder público, para diminuir essas taxas que são preocupantes. É uma doença de transmissão respiratória e está muito associada aos grandes aglomerados urbanos. Temos no Rio grandes bolsões de diversidade populacional com pobreza e dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o que faz com que tenhamos um dado preocupante, muito heterogêneo. As taxas da doença são muito elevadas em algumas localidades, principalmente, nas comunidades carentes", disse.   A tuberculose é uma doença infecciosa. Se não for tratada, pode levar até a morte. O tratamento é feito pelo Sistema Único de Saúde, que oferece a medicação diária aos pacientes. Em maio deste ano, as denúncias mostraram que na Rocinha, comunidade da zona sul, um dos pontos com maior incidência da doença no estado, os pacientes chegaram a ficar até 13 dias sem receber o medicamento.   "Um dos grandes desafios que a gente tem, além do diagnóstico e o acesso ao medicamento é a garantia da continuidade do tratamento. Com o resultado de cura, a gente consegue romper a cadeia de transmissão, impedir que a pessoa tenha a doença agravada e evitar bactérias resistentes", explicou Chieppe.   Para o presidente do Fórum de organizações não governamentais (ONGs)  da Tuberculose, Roberto Pereira, o grande problema é a falta de medicamentos nos postos de saúde que depende de laboratórios internacionais.   "Toda a medicação para tratamento da tuberculose é comprada na Índia e qualquer problema lá, significa que teremos que começar do zero aqui, sem ter produção nacional. Ter isso é fundamental para o país. Por mais que tenha avançado, ainda é uma questão [tuberculose] que está pouco em evidência. A formação dos profissionais de saúde é precária em relação à tuberculose, é comum os profissionais da rede pública de saúde demorarem para pedir os exames, e quando os casos são diagnosticados, a doença já está em um estágio muito avançado", explicou.   Com um trabalho de orientação voltado para moradores de Vila Isabel, na zona norte da cidade, o Centro Comunitário Raiz Vida alerta jovens e adultos sobre os sintomas da doença. A presidenta do centro comunitário, Márcia Helena de Souza, de 60 anos, afirmou que muitas pessoas têm tosse por mais de três semanas e não procuram os médicos.   "Sempre distribuimos folhetos para tirar dúvidas. Temos cartazes em vários estabelecimentos do Morro dos Macacos [em Vila Isabel] para que as pessoas tenham consciência de que a tuberculose é perigosa mas que tem cura”, disse.   Para Márcia Helena, a audiência pública serve para reivindicarmos remédios. "Quando faltou na Rocinha, também, em Vila Isabel tivemos uma ameaça de ficarmos sem a medicação, mas pressionamos às autoridades e isso não aconteceu. Estou há muito tempo fazendo este trabalho, buscando aconselhar às pessoas que abandonam o tratamento e eliminar os  preconceitos. "Não é só pobre que tem tuberculose. As pessoas precisam fazer o exame se tiverem os sintomas".   Projeto Advocacy em Saúde: nordeste vai elaborar diagnóstico da assistência às PVHA na atenção básica    A elaboração de um diagnóstico regional sobre os riscos das propostas de assistência às pessoas vivendo com HIV e aids (PVHA) na atenção básica (AB) foi definida principal meta para a região nordeste pelos participantes do Seminário Regional do Projeto Advocacy em Saúde (PAS), na semana passada, no Recife (PE). Uma comissão formada por ativistas de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão e Pernambuco vai criar um instrumento para a coleta dos dados.    Como nos demais seminários do PAS, a agenda da aids e dos direitos humanos será levada aos Conselhos Estaduais de Saúde dos nove estados do nordeste. Em municípios com Conselhos de Saúde, como Fortaleza, Ilhéus e Natal, o tema deverá ser pautado. Conselhos Municipais da Juventude, da Mulher, das Cidades e de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) também serão sensibilizados para a pauta.    No Legislativo, frentes parlamentares municipais de enfrentamento às DST/AIDS/HIV em Olinda, Teresina e Fortaleza devem ser fortalecidas. No âmbito estadual, na Bahia, em Pernambuco, no Piauí e no Rio Grande do Norte as frentes devem ser rearticuladas.    O compromisso dos ativistas foi firmado após uma troca de experiências em incidência política que retratou um contexto regional de violação de direitos humanos às PVHA e de denúncia ao Ministério Público Federal, em Pernambuco – onde não são realizados procedimentos de lipodistrofia – e em Sergipe – onde “nem há preenchimento facial”. Mas no Piauí, há. Porém, “o hospital de doenças tropicais só faz o procedimento facial”, disse um ativista piauiense, que relata falta de antirretrovirais “devido a problemas de administração na grade de medicamentos”.   Mas em Alagoas, segundo outro ativista, “os canais de TV abertos do Legislativo têm sido ocupados pelo movimento social”, que promoveu seminário com partidos políticos para a inclusão das demandas do movimento LGBT e das PVHA nos planos de governo. Além disso, “o Conselho de Saúde aprovou a realização do Encontro Regional de ONG/aids (Erong-NE)”, afirmou o ativista Igo Nascimento.    Problemas na articulação do fórum de ONG/aids, uma frente parlamentar que “ensaia mas não acontece” e preservativos masculinos distribuídos apenas na festa de São João foram alguns dos entraves apontados na Paraíba.    Em Pernambuco, o Hospital Correa Picanço armazenou preservativos femininos, que não foram disponibilizados à população. No Maranhão, a Defensoria Pública foi acionada para resolver a falta de medicamentos. Em São Luís, um SAE adolescente foi implantado após atuação da Promotoria Pública, que também garantiu isenção tarifária às PVHA na capital do estado.    Desmantelamento da assistência    No Ceará, desde o início do ano a assistência especializada vem sofrendo com o fechamento de três Serviços de Atendimento Especializado (SAE) e as ONGs, que há 14 anos estão instaladas em um local cedido pela prefeitura, foram despejadas, segundo o relato de Vando Oliveira, coordenador do Fórum de ONGs/Aids do Ceará. Em Fortaleza, os serviços de referência municipais foram fechados e “1800 pessoas com HIV, transferidas e distribuídas para os serviços da atenção básica”. Segundo o ativista, convidado a falar no Conselho Estadual de Saúde, o secretário de Saúde não compareceu a três sessões do órgão de controle social.    Na Bahia, para o conselheiro de saúde Moysés Toniolo, “há um desmonte na política estadual de aids. Houve um desfinanciamento da política, com o aumento de 26 para 41 municípios”, sem aumento de recursos para os incorporados à política. Segundo ele, além da atual crise de falta dos antirretrovirais Ritonavir e Tenofovir no estado, há um clima de perseguição política de ativistas em HIV/AIDS. “Conselheiros estão sendo desqualificados em suas atribuições e conhecimentos”.   Também na Bahia no nome social de travestis e transexuais não era respeitado até a Defensoria Pública “comprar a briga do nome social no registro de nascimento e no documento de identidade”, salientou uma ativista.    No Recife, o Seminário Regional do PAS teve a presença de François Figueroa, coordenador do Programa Estadual de DST/AIDS de Pernambuco. Para ele, o PAS é importante porque contribui para “resolver a questão da aids no Brasil”. Segundo o coordenador pernambucano de combate à aids, para isso seria necessário “que a sociedade seja menos excludente, que haja mais educação, menos homofobia e uma visão mais ampla das coisas”.   Também esteve presente a enfermeira Valéria Menezes, coordenadora do Programa de DST/AIDS de Recife, que deu boas vindas aos participantes.    Na edição nordestina dos seminários regionais do PAS, Alessandra Nilo falou sobre advocacy em âmbito federal. A coordenadora da ONG Gestos elencou diversos pontos que devem ser verificados no exercício de um advocacy substancial, relevante. O ex-representante do movimento de aids no Conselho Nacional de Saúde, Alexandre Magno, falou sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e as ações em DST/aids e direitos humanos nos Conselhos de Saúde no âmbito da Lei nº 8.142/90.    O Projeto Advocacy em Saúde é financiado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde ao Fórum das ONGs/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp). O Seminário Regional Nordeste do PAS teve o apoio da Coordenação Estadual de DST/Aids de Pernambuco, da Coordenação Municipal de DST/Aids de Recife e da ONG Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero.    Desde 31 de julho e durante todo o mês de agosto o PAS vem promovendo uma jornada de seminários regionais por todo o País. O quinto e último seminário será realizado nesta sexta e sábado (29 e 30), em Belém (PA), para ativistas da região norte.    Na região norte, o PAS é coordenado pelo ativista Kiko Rodrigues, do GAPA Pará. Em Belém, o Seminário Regional Norte do PAS tem apoio da Coordenação Municipal de DST/Aids de Belém, da Coordenação Estadual de Hepatites Virais do Pará e do Grupo Paravidda.   Fonte: Foaesp    ONG propõe novas políticas para drogas  O Globo   Agenda que será enviada a candidatos prevê abordagem de saúde pública, não mais policial   Apoiados no argumento de que o atual sistema de controle de drogas tem fracassado na redução do uso e, ainda, aumentado índices de violência, a Rede Pense Livre - ONG voltada para a discussão do tema - formulou uma agenda positiva com propostas de mudança nesse modelo. O documento está sendo enviado a parlamentares e também candidatos às eleições deste ano. Nele, são listados sete proposições de mudanças no enfrentamento às drogas, como a regulamentação do uso medicinal da cannabis, o tratamento de saúde de qualidade para usuários problemáticos e a retirada do consumo da esfera da Justiça criminal.   CEM MIL MORTES RELACIONADAS   De acordo com o material, entre 1980 e 2011, ao menos cem mil jovens brasileiros morreram em ações relacionadas ao enfrentamento às drogas. Eles foram vítimas de ações policiais de combate ao uso e ao tráfico e em disputas entre facções criminosas. Além disso, afirma o texto, o uso das substâncias tem aumentado. A proposta do grupo é que o documento oriente o debate eleitoral e também mudanças em leis e em programas sobre o assunto a partir do próximo ano.   - A nossa ideia é marcar o tom e dizer que vamos olhar as declarações que os candidatos estão dando sobre o assunto. E observar se estão disse minando mitos sobre o tema - afirma Ilona Szabó, diretora-executiva do Instituto Igarapé e membro da Pense Livre. - Quando não estão expostos à opinião pública, todos os candidatos têm consciência do que estamos falando. Há um amadurecimento do entendimento em relação ao assunto que ainda não se traduziu de forma clara para a população.   Além de Ilona, outras 75 pessoas integram a rede. Entre elas, há advogados, empresários, psicólogos, professores, estudantes e jornalistas. O grupo buscou evidências científicas e boas práticas nacionais e internacionais para justificar as sete propostas contidas na agenda positiva.   Ao sugerir que o uso de drogas seja tratado com uma abordagem de saúde pública e de redução de danos, o documento aponta estudos sobre a eficácia dessas medidas na queda de mortes por overdose e evolução nas condições de saúde de usuários. Cita a criação de salas de uso seguro de drogas injetáveis para conter a explosão do HIV na Suíça, da década de 80. E lembra o recente caso da menina Anny Fischer, que sofre da síndrome de CDIG-?, problema genético que causa crises epilépticas. A mobilização da família da garota fez com que a Justiça autorizasse a importação de remédio à base de canabidiol (CBD), substância encontrada na maconha. A demanda da Rede Pense Livre é que uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize e regulamente a prática. Outra proposta é que autoridades desburocratizem plantação, produção e comercialização de drogas ilícitas para uso em pesquisas científicas.   Para Ilona, esses são objetivos que estão cada vez mais próximos de serem alcançados. A especialista em política de drogas diz que o debate sobre o tema no Brasil amadureceu nos últimos dois anos. Ela afirma que prova disso são as recentes decisões judiciais autorizando importação de remédios à base substâncias encontradas na maconha. E, ainda, uma série de candidaturas de deputados que trazem como bandeira a mudança da política nas drogas.   - Nada disso (das propostas) está descolado da realidade e das necessidades. A única proposta que exige mudança legislativa é tirar o consumo da esfera criminal. Para as demais, só é preciso redirecionar recursos - sustenta, referindo-se à demanda de que o uso de drogas deixe de ser crime.   ---- De acordo com a entidade, a única proposta que exige mudança legislativa é a de tirar o consumo da esfera criminal   A situação da educação brasileira JB   Luiz Carlos Amorim*     Recentemente, li o seguinte texto num post da internet: Essa lei que Vcs colocaram eu como um repórter e jornalista básico não concordo eu trabalho com meu celular depois que saio da escola náo concordo mesmo quando fiquei sabendo passei isso pra imprensa maior eles falaram com representante do governador ele falo que aluno náo pode usa dentro da sala manter desligado mais proibi è um abuso isso eu como aluno e brasileiro náo aceito isso ta bom diretora náo aceito quem cria lei é governo na escola”.    Tive que ler várias vezes, colocar os pontos e vírgulas e desconsiderar os erros de concordância e letras faltantes em algumas palavras para entender que ele estava protestando contra a proibição de celular em sala de aula. O autor do texto não vem ao caso, porque na verdade ele não tem toda a culpa da ignorância em expressar suas ideias na sua língua que é o português. Isso é culpa da nossa educação, do ensino que está sendo praticado com nossos jovens. O mais estarrecedor da situação é que este é um aluno do segundo grau. Sim, do segundo grau, não é dos primeiros anos do primeiro grau.   É quase comum – sempre esperei nunca ter de dizer isso – um aluno do terceiro ou quarto ano do primeiro grau não dominar a escrita ou a leitura, diante das modificações que fizeram no sistema de ensino brasileiro, nas últimas décadas, e diante da falta de consideração dos donos do poder para com a educação e para  com as nossas escolas, mas alunos do segundo grau já deveriam ter esse domínio. Segundo o texto que vimos acima, a pessoa que o escreveu não consegue nem ao menos comunicar um fato simples, que é a proibição do uso do celular na salada de aula, com o que ele não concorda.   É flagrante o despreparo do estudante, e não precisaríamos nem entrar no mérito da questão dele, que é a indignação por não poder levar o celular para a sala de aula. Mas há que se discutir, sim, o uso do celular, pois, para alguém que escreve tão mal, o celular pode desviar ainda mais a atenção do que está sendo ensinado, e a situação dele pode ficar ainda pior.   Precisamos prestar mais atenção ao aproveitamento de nossos filhos na escola e cobrar dos governantes melhoras na nossa educação. Melhores conteúdos programáticos, mais qualificação e salários decentes para nossos professores, manutenção assídua e equipamentos para as escolas públicas. Os programas de relacionamento, na internet, são boas amostras de como anda a instrução que estamos tendo em nosso país, pois lá as pessoas escrevem simplesmente como sabem. Ali, alguns de nossos jovens mostram, infelizmente, o pouco que estão aprendendo. Há que se tomar providências urgentes, sob pena de não aprendermos mais a nos comunicarmos.   * Luiz Carlos Amorim é escritor e editor   Brasil lidera ranking de violência contra professores Jornal do Brasil   Pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada nesta quinta-feira revela que o Brasil lidera o ranking de violência em escolas. O estudo mundial foi feito com mais de 100 mil professores e diretores de escolas do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos). Na enquete, 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.   Foi o índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%. Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero.   O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.   O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.   Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coréia do Sul, com 66,5%.   A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.   A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.   Para a professora Vera do Egito, "a falta de respeito existe dentro de sala porque nossa classe não é valorizada como deveria. Nosso direito à greve é violado. Eu já escutei de alunos meus: 'eu vou ganhar mais que você na boca de fumo. Os colegas estão sendo retaliados". Ela conta que nunca sofreu agressão física, mas tem colegas que já sofreram e também já ouviu histórias de agressão dentro das escolas.   A professora da rede estadual do Rio de Janeiro acredita que a classe precisa "ser valorizada e respeitada para que isso possa refletir em sala". Perguntada sobre a solução para esse problema, Vera responde: "além da valorização por parte do governo, precisamos de uma gestão democrática dentro das escolas, que nos permita realizar um trabalho diferenciado, se adequando às necessidades das escolas, das comunidades e dos bairros".   Discrepância salarial   No Brasil, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, divulgados em junho deste ano, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.   Já a média salarial dos professores nos países da OCDE, levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 mil por mês, o triplo do que é pago no Brasil.   A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas.   Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Saúde Sexualidade e Afins

​ CLIPPING Saúde, Sexualidade & Afins 06/Jun./2014   ABIA: “lei que pune discriminação é uma vitória para o movimento de AIDS no Brasil” Informe ABIA   A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) vem a público parabenizar o governo brasileiro pela publicação da Lei que define como crime a discriminação de pessoas vivendo com o HIV e doentes de AIDS.  É uma vitória para o movimento de AIDS e para a sociedade brasileira que os direitos humanos prevaleçam como princípios orientadores na resposta do governo brasileiro ao enfrentamento à epidemia.   Após 11 anos de tramitação na Câmara e no Senado, a Lei 12.984 – sancionada pela presidenta Dilma Rousseff na última segunda-feira (02/06) – prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa “para quem negar emprego ou trabalho, exonerar ou demitir do cargo ou emprego ou segregar no ambiente de trabalho ou escolar” as pessoas vivendo com o vírus HIV e doentes de AIDS.   Acreditamos que uma severa punição à discriminação de pessoas portadoras do vírus e doentes de AIDS pode ser um poderoso mecanismo de enfrentamento às diversas formas de violência a que essas pessoas são diariamente submetidas.   A ABIA considera inadmissível que populações tenham seus direitos negados ou sejam punidas no ambiente de trabalho por sua condição soropositiva. É igualmente intolerável a divulgação desta condição com o objetivo de ofender a dignidade humana bem como recusar ou retardar o atendimento de saúde.   Desejamos que a sociedade, governo e instituições sejam capazes de alcançar este novo horizonte e garantir a efetividade dessas medidas protetivas dos direitos das pessoas vivendo com o HIV e doentes de AIDS no Brasil. E que outros Projetos de Lei progressistas sejam igualmente bem-vindos.   Aliado de premier indiano diz que estupro ‘algumas vezes está certo’ O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS   Partido afirma que declaração representa visão pessoal de secretário estadual   NOVA DÉLHI — Um parlamentar do partido do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, descreveu o estupro como um crime social, que “algumas vezes está certo, algumas vezes errado”, num comentário que adiciona mais polêmica a uma questão sensível no país. Autoridades indianas são frequentemente acusadas de não levarem a sério a queixa de mulheres estupradas, como no estado de Uttar Pradesh, onde duas adolescentes de 12 e 14 anos foram assassinadas no mês passado.   Babulal Gaur, membro do Partido Bharatiya Janata e secretário de Lei e Ordem do estado de Madhya Pradesh, disse nesta quinta que só pode ser considerado que houve estupro se uma queixa for feita à polícia.   — Esse é um crime social, que depende de homens e mulheres. Algumas vezes está certo, outras está errado. Até haver uma queixa, nada aconteceu.   Gaur também manifestou simpatia com Mulayam Singh Yadav, presidente regional do Partido Samajwadi, que está no governo de Uttar Pradesh. Na eleição, Mulayam criticou mudanças legais como a pena de morte para estupro coletivo.   — Rapazes cometem erros. Vão ser enforcados por causa de estupro — disse na ocasião.   O Partido Bharatiya Janata declarou que os comentários de Gaur representavam sua visão pessoal, e não uma posição da legenda.   Modi, que tomou posse na semana passada, ainda não fez comentários sobre o duplo assassinato na aldeia de Katra Shahadatganj. As duas adolescentes foram estupradas e enforcadas. A família se reclama que a polícia não queria registrar queixa. Depois de o caso ganhar repercussão internacional, três homens foram presos acusados de cometer o crime e dois policiais foram detidos sob suspeita de acobertá-los.   A mulher ‘promíscua’: Entrevista com Frei Betto O Globo   Como uma história bíblica pode inspirar a Igreja no Sínodo da Família, que, em outubro, deve discutir questões candentes   O Papa Francisco convocou, para outubro, o Sínodo da Família. Dom Damasceno, cardeal arcebispo de Aparecida (SP), será um dos presidentes da reunião destinada a atualizar a pastoral da Igreja Católica em relação ao tema.   A família, tal como a conhecemos hoje, é uma instituição recente, filha da modernidade. Hoje, novas formas de união conjugal e a frequência de recasamentos obrigam a Igreja a rever conceitos e atitudes.   A argentina Jaquelina Lisbona, há 19 anos casada com um divorciado, foi proibida de comungar no dia da crisma de suas filhas, na cidade de São Lorenzo, porque o marido, Julio Sabetta, já havia sido casado anteriormente. O pároco disse que, por mais que ela se confessasse, ao retornar à casa estaria de novo em pecado...   Jaquelina, em setembro de 2013, enviou carta ao papa Francisco. Perguntou o que fazer, já que, para ela, não faz sentido participar da missa sem receber a eucaristia. Não tinha a menor esperança de merecer uma resposta.   Em abril, o telefone tocou na casa de Jaquelina; do outro lado da linha, a voz se identificou: “aqui fala o padre Bergoglio”. Após se desculpar pela demora em lhe responder, o Papa disse que ela “está livre de pecado” e deve comungar “tranquilamente” em outra paróquia, para não causar atrito com o padre que lhe negou o sacramento.   “Há padres mais papistas que o Papa”, disse Francisco. E acrescentou que também Julio, seu marido, poderia comungar: “O divorciado que comunga não está fazendo nada de mau.”   Há tempos, na TV alemã, o entrevistador perguntou a um bispo se daria comunhão a um divorciado. O prelado disse que não. Indagou, em seguida, se o faria a uma mulher que tivesse trocado cinco vezes de marido e, agora, vivesse com um sexto homem que não era seu marido.   O bispo, com uma expressão indignada, frisou que tal mulher procedia de modo contrário à vontade de Deus e às leis da Igreja. “Uma promíscua não tem o direito de se aproximar da eucaristia”, exclamou.   O entrevistador sorriu qual pescador que vê o cardume cair na rede e comentou: “Esta ‘promíscua’, que o senhor exclui da salvação, é a samaritana que Jesus encontrou à beira do poço de Jacó, de acordo com o capítulo 4 do Evangelho de João.” Pego no laço, o bispo se retirou da entrevista.   Uma das características da espiritualidade de Jesus é o antimoralismo. Em nenhum momento ele acusou a samaritana, cuja má fama conhecia, de devassa ou a aconselhou a pôr fim à sua rotatividade conjugal. Ao contrário, percebeu ali um coração sedento de amor e a elogiou por dizer a verdade. E a ela se revelou como o Messias.   A samaritana, embevecida, voltou à cidade para anunciar que encontrara Aquele que era o esperado. O que significa que ela foi, de fato, a primeira apóstola.   O Sínodo da Família deverá debater questões candentes, como divórcio e união entre pessoas do mesmo sexo. E comprovar que a Igreja é mãe, e não a bruxa retratada em histórias para crianças.   Kooijman escreveu para a seção “Ideias da Lego” pedindo que a linha de brinquedos fosse revista. No site, os entusiastas podem enviar e votar em idéias para conjuntos que eles querem ver disponíveis em lojas de brinquedos. Quando um projeto recebe 10 mil votos, a sugestão segue para ser avaliada por um conselho formado por cenógrafos e representantes de marketing.   Depois de testar os conceitos de estabilidade, jogabilidade, segurança, ajuste de mercado e mais, o conselho seleciona uma idéia para se tornar o próximo produto Lego Idéias. O criador é reconhecido por inspirar o produto e ainda recebe um corte de vendas do produto.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Saúde Sexualidade & Afins

​ CLIPPING Saúde, Sexualidade & Afins 05/Jun./2014   Senado aprova lei que proíbe agressões contra crianças Agência Brasil   O Plenário do Senado aprovou, na noite desta quarta-feira (4), em votação simbólica, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 58/2014. O projeto foi aprovado mais cedo na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e foi encaminhado direto ao Plenário. Agora, o texto segue para sanção presidencial.   A proposta, que vinha sendo chamada de Lei da Palmada desde que iniciou a sua tramitação, foi rebatizada para "Lei Menino Bernardo". O novo nome foi escolhido em homenagem ao garoto gaúcho Bernardo Boldrini, de 11 anos, cujo corpo foi encontrado no mês de abril, enterrado às margens de uma estrada em Frederico Westphalen (RS). O pai e a madrasta são suspeitos de terem participação na morte do garoto.   O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que o projeto é importante e destacou que a data de 4 de junho é destinada a comemorar o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. Para Renan, o Senado votou uma lei de interesse de toda a sociedade brasileira, pois o texto poderá ajudar na harmonização da relação de pais e filhos. A apresentadora Xuxa Meneghel, defensora da lei, a ministra da Secretaria das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy, acompanharam a votação. Mais cedo, em visita ao presidente Renan Calheiros, Xuxa pediu que as crianças sejam educadas sem violência.   - A lei vai impedir que usem violência, é só isso. Pode educar de qualquer maneira, sem o uso da violência. A pessoa que deu uma palmada vai ser presa? Não! Nós queremos mostrar que as pessoas podem e devem ensinar uma criança sem usar violência. É só isso que estamos pedindo. É isto que a lei faz: que a criança seja vista com os mesmos direitos que nós, adultos – pediu Xuxa.   Sociedade de paz   Para a senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da matéria na CDH, a razão primordial do projeto é proteger crianças e adolescentes do tratamento degradante. Segundo a senadora, o projeto não busca penalizar, mas sim encaminhar os pais, quando for o caso, a cumprirem determinados procedimentos, como cursos ou orientação psicológica. Ela acrescentou que o Conselho Tutelar está respaldado para agir. Dependendo da situação, o conselho poderá inclusive acionar a polícia.   A senadora reconheceu que o projeto é polêmico, e lembrou que o ato de bater é cultural e frequente em muitas tradições. Ana Rita, no entanto, enfatizou que essa cultura precisa ser enfrentada. Ela fez questão de destacar que a lei não é punitiva, mas um texto que procura educar as pessoas e garantir que as crianças não sejam educadas de forma agressiva. Na visão de Ana Rita, o projeto propõe repensar valores que não combinam com uma sociedade justa e solidária.   - Esta lei contribui para que tenhamos cidadãos mais preparados para o futuro. Se queremos uma sociedade melhor e de paz, precisamos formar essa nova geração com novos princípios e valores, com cidadãos mais tolerantes e que suportem melhor uns aos outros – declarou.   Na opinião do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o projeto tem inspiração científica e contempla a "triste realidade" da violência contra as crianças. Ele informou que os dados do Brasil apontam 130 mil casos de violação de direitos humanos de crianças só em 2012. O senador Mário Couto (PSDB-PA) disse que a aprovação do texto é um "passo à frente" e pediu uma gestão mais eficiente para cuidar das crianças carentes.   A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) pediu uma nova cultura na educação de filhos e disse que "palmada não causa lesão". Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) também elogiaram o texto. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), a lei é necessária para a que se mude a mentalidade do uso da violência na educação de crianças.   - Esta lei vai mudar os costumes e a cultura. Vamos avançar. Queremos construir uma sociedade em que todos tenham direitos e que esses direitos sejam praticados desde muito cedo – disse Humberto.   Tempo   De acordo com o senador Magno Malta (PR-ES), cerca de 80% do projeto já estão contemplados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O senador criticou a subjetividade do projeto e pediu clareza no texto para separar "educação de filhos" da "violência". Malta lembrou que uma de suas batalhas de vida é lutar contra a pedofilia e pela recuperação de dependentes químicos, assim, teria legitimidade para tratar do assunto. O parlamentar leu um artigo do jornalista Ricardo Kostcho, com críticas à Lei Menino Bernardo. Segundo o artigo, as pessoas vêm diminuindo o uso da palmada, mas nem por isso a violência deixou de crescer.   Magno Malta ainda afirmou que a Justiça precisa agir, em casos de denúncias de abusos, no tempo máximo de 24 horas – para evitar que muitos agressores escapem. Ele reclamou que o texto do projeto "dormiu quatro anos na Câmara", mas não foi debatido de forma profunda no Senado. Ele fez questão de dizer que "não desaprova" a iniciativa, mas registrou que teve apenas "uma hora" para examinar o texto.   - O que o Senado está fazendo é um crime contra ele mesmo – declarou.   Medidas   O projeto inclui dispositivos no ECA (Lei 8.069/90), para garantir o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante. O texto define castigo como a "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou ao adolescente". O tratamento cruel ou degradante é definido como "conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente".   Segundo a proposta, os pais ou responsáveis que usarem castigo físico ou tratamento cruel e degradante contra criança ou adolescente ficam sujeitos a advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, independentemente de outras sanções. As medidas serão aplicadas pelo conselho tutelar da região onde reside a criança.   Além disso, o profissional de saúde, de educação ou assistência social que não notificar o conselho sobre casos suspeitos ou confirmados de castigos físicos poderá pagar multa de três a 20 salários mínimos, valor que é dobrado na reincidência. O projeto ainda prevê que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios deverão atuar em conjunto na organização de políticas públicas e campanhas de conscientização sobre o assunto.   Aids avança entre jovens gays Jornal do Commercio   BRASÍLIA - O ministro Arthur Chioro (Saúde) classificou como extremamente preocupante o avanço da aids entre jovens gays e homens que fazem sexo com homens, durante sua participação em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, ontem. Temos uma tendência de estabilização e leve diminuição do coeficiente de incidência da aids de maneira geral (na população brasileira). Mas é extremamente preocupante o aumento de casos entre jovens gays e homens que fazem sexo com homens nos últimos dez anos, onde observamos uma tendência de crescimento , disse o ministro.   Nos últimos anos, o governo federal vem sendo criticado por recuar em políticas voltadas à promoção da saúde dos jovens gays. Em 2012, o Ministério da Saúde derrubou, de última hora, a veiculação da campanha do Carnaval de prevenção à aids, originalmente focada em jovens gays, e em seu lugar, divulgou uma campanha genérica.   O Mapa da Violência  O estado de SP   Elaborado há vários anos pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da área de estudos sobre violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Mapa da Violência 2014 revela que 56.337 pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. É o número mais alto de homicídios, desde que o Ministério da Saúde criou o Sistema de Informações de Mortalidade, que centraliza os atestados de óbito emitidos no País e serve como base para o levantamento.   Entre 2011 e 2012, o número de assassinatos cresceu 7,9%, totalizando 29 homicídios por 100 mil habitantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando essa taxa é superior a 10 mil vítimas fatais por 100 mil habitantes, a violência é classificada como epidêmica. Nossas taxas são 50 a 100 vezes maiores do que a de países como o Japão. Isso assinala o quanto ainda temos de percorrer para chegar a uma taxa minimamente civilizada , afirma Waiselfisz.   Os resultados são preliminares e a versão completa do Mapa será lançada nas próximas semanas. O levantamento mostra que as principais vítimas dos crimes de homicídio são jovens pobres e negros. Revela ainda dois processos concomitantes: a interiorização da violência e sua disseminação entre os Estados. Segundo o estudo, os polos da violência estão migrando dos grandes centros urbanos para o interior. Entre 2003 e 2012, os índices de homicídio em capitais e grandes cidades diminuíram 20,9%, enquanto os de municípios menores cresceram 23,6%.   O estudo também mostra que os polos da violência estão se deslocando do Sudeste para as demais regiões do País, acompanhando a tendência de desconcentração industrial da região metropolitana de São Paulo, com o deslocamento de várias empresas para o interior do Estado e para o Sul e o Nordeste. Nessas regiões, os sistemas de segurança pública estão despreparados para enfrentar as novas formas de violência. Atraindo investimento e gerando emprego e renda, esses polos de crescimento se tornaram atrativos para a criminalidade. Também atraíram contingentes de população flutuante com escassas raízes familiares e culturais, gerando condições de inserção violenta nos novos locais , afirma Waiselfisz.   Outro fator responsável pela interiorização e disseminação da violência por todo o País é a melhoria da eficiência do aparato policial nos Estados mais desenvolvidos. Das dez unidades da Federação que em 2001 ostentavam os maiores índices de homicídio, oito tiveram queda e, em alguns casos, como os de São Paulo e do Rio de Janeiro, elas foram bem expressivas. Já nas 17 unidades da Federação que em 2011 apresentavam os menores índices de homicídio, em todas, sem exceção, as taxas cresceram entre 2001 e 2012. Esse crescimento foi muito elevado e preocupante em Estados como Alagoas, Paraíba, Pará ou Bahia De posições intermediárias ou de relativa tranquilidade em 2001, eles passaram à liderança nacional no ranking da violência , diz o levantamento. Com 64,6 homicídios por 100 mil habitantes, Alagoas é hoje o Estado mais violento do País.   Além de chamar a atenção para a necessidade de reformas estruturais nas Polícias Civil e Militar e no sistema penitenciário, o Mapa da Violência 2014 também discute a questão da impunidade, mostrando como o baixo índice de elucidação dos crimes de homicídio acaba estimulando o aparecimento de milícias e esquadrões da morte. As conclusões do levantamento são quase as mesmas de um importante estudo sobre as mudanças na geografia da criminalidade coordenado pelo diretor de Estado, Instituições e Democracia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado no final de 2013.0 estudo também foi elaborado com base nas estatísticas do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde.   Esses estudos são instrumentos importantes para a formulação de políticas públicas que combinem programas sociais, melhoria de serviços públicos para setores carentes e estratégias mais eficientes de combate à criminalidade.   Resolução que possibilita venda de remédio fracionado não é respeitada O Dia   Em maio de 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) baixou uma resolução estipulando que as farmácias comercializassem medicamentos fracionados. A ideia era que o consumidor pudesse adquirir a quantidade exata de medicamento prescrito pelo médico. No entanto, oito anos depois, o dispositivo legal ainda é desrespeitado por muitos estabelecimentos farmacêuticos no Piauí.   A estudante Sophia Ribeiro enfrentou o problema. Após ter recebido a prescrição médica de tomar sete comprimidos de um antialérgico, ela se dirigiu a farmácia para comprar o medicamento. "No entanto, a caixa do remédio vinha 20 comprimidos. Questionei se poderia comprar por unidade e o farmacêutico disse que não. A caixa era R$70. Ou seja, joguei fora R$45,50, já que não usaria mais o resto do remédio", relatou. A estudante, entretanto, não tinha conhecimento da Resolução da Anvisa.   O advogado Luciê Viana, presidente da Comissão de Direitos do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí, comentou que, nesses casos, o cliente pode entrar em contato diretamente com a Anvisa para informar o cumprimento da Resolução. "Resolução tem força de lei. Após a denúncia, a Anvisa fará a investigação e, caso comprovado o estabelecimento é notificado", orientou.   No próprio portal da Anvisa, informa que vários remédios já são vendidos fracionados. Entre eles, antibióticos, expectorantes, anti-hipertensivos, diuréticos, inibidores de alfa-redutase, antilipêmicos e antiulcerosos. Estão fora da lista, medicamentos sujeitos a controle especial, chamados de "controlados", que não podem ser fracionados. A ideia com a resolução era ampliar o acesso aos medicamentos, proporcionando economia ao paciente. Além disso, a proposta ex-a evitar que os pacientes mantenham em suas casas sobras de remédios utilizados em tratamentos anteriores. "Isto reduz a utilização de medicamentos sem prescrição ou orientação médica, diminuindo o número de efeitos adversos e intoxicações", defende o órgão.   Procurado pela reportagem do O DIA, o Conselho Regional de Farmácia (CRF/PI) explicou que são vários os entraves para o cumprimento da resolução. O vice-presidente da entidade, Osvaldo Bonfim de Carvalho, explicou que o Conselho fiscaliza se a farmácia possui farmacêutico, já que o fracionamento deve ser feito com a observância do profissional.   Osvaldo Bonfim comentou ainda que as industrias farmacêuticas acabam sendo as responsáveis pelo não cumprimento da resolução já que os medicamentos que podem ser comercializados de forma fracionada deveriam vim em blisteres, que é uma embalagem de medicamentos que pode armazenar comprimidos de forma individual. "As industrias farmacêuticas, entretanto, não implementaram isso, o que dificulta a comercialização dos medicamentos fracionados", argumentou.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Saúde sexualidade & Afins

​ CLIPPING Saúde, Sexualidade & Afins 29/Maio/2014   Fiocruz divulga pesquisa sobre atenção ao parto e nascimento no país Agencia Brasil   O Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgam hoje (29), às 13h30, no Rio, os resultados da primeira pesquisa com um panorama nacional da situação de atenção ao parto e nascimento no país. Coordenado pela Fiocruz, o estudo Nascer no Brasil buscou, entre outros fatores, mostrar a decisão das mulheres pelo tipo de parto, revelando dados como o número excessivo de cesarianas feitas em território nacional, o percentual de mulheres que desejaram parto normal no início da gestação e o tipo de parto mais realizado em adolescentes.   O ministro da Saúde, Arthur Chioro estará presente à solenidade. A Nascer no Brasil entrevistou 23.894 mulheres em maternidades públicas, privadas e mistas, além de hospitais de médio e grande porte, nas capitais e em cidades do interior de todos os estados.   Brasil cumpre meta da ONU para redução de mortalidade infantil Veja   O Brasil atingiu a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir em dois terços os indicadores de mortalidade de crianças de até cinco anos. O índice, que era de 53,7 mortes por 1 000 nascidos vivos em 1990, passou para 17,7 em 2011. Os números integram o 5º Relatório Nacional de Acompanhamento, divulgado pelo governo nesta sexta-feira, em Brasília.    O objetivo foi atingido antes do prazo estipulado, que era até 2015. O relatório mostra que a queda mais significativa registrada na mortalidade na infância ocorreu na faixa entre um e quatro anos de idade. Atualmente, o problema está concentrado nos primeiros 27 dias de vida do bebê, o período neonatal.    Embora o documento ressalte que o Brasil conseguiu cumprir a meta à frente de uma série de países, o texto admite que o nível de mortalidade até os cinco anos ainda é elevado. A taxa de mortalidade infantil brasileira ainda está muito acima de países como França e Alemanha (4 mortes por 1 000 nascidos vivos), Uruguai (9 mortes por 1 000 nascidos vivos) e Estados Unidos (9 mortes por 1 000 nascidos vivos), segundo dados de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS).   Materna — O documento admite que o Brasil dificilmente vai cumprir o compromisso no que diz respeito à redução da morte materna — a meta é de no máximo 35 óbitos a cada 100 000 nascimentos até 2015. Para alcançar esse índice, seria necessário praticamente reduzir pela metade os indicadores de 2011. Naquele ano, o número de mortes de mulheres durante a gravidez, o parto ou até 42 dias após o nascimento do bebê foi de 63,9 por 100 000 nascimentos.    As metas do compromisso Objetivos do Milênio foram estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e apoiadas por 192 países. Ao todo, são oito pontos: acabar com a fome e a miséria; universalizar a educação primária; promover igualdade de gênero e autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; reduzir a mortalidade materna; combater a aids, a malária, a tuberculose e outras doenças; promover a qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente, o que inclui o acesso universal à água potável; e promover uma parceria mundial para o desenvolvimento.   Acesso à água — O relatório também ressalta o alcance integral da meta de reduzir à metade o porcentual da população sem acesso ao saneamento. A meta foi atingida em 2012. De acordo com o trabalho, em 1990, 53% da população vivia em moradias com rede coletora de esgoto ou com fossa séptica. Em 2012, o porcentual subiu para 77%.   Pobreza extrema — A meta brasileira era diminuir a pobreza extrema a um quarto do nível de 1990 até 2015. De acordo com o relatório, em 2012, o nível da pobreza extrema era menos de um sétimo do nível de 1990. Pelos cálculos do governo, 3,6% da população vive com menos de 70 reais mensais.    Por outro lado, a desigualdade racial persiste, embora em menor grau. Em 2012, a probabilidade da extrema pobreza entre negros era o dobro da verificada na população branca. Um em cada 20 negros era extremamente pobre — entre brancos, o risco era de um entre 46.   Educação primária — Em 2012, 23,2% dos jovens de 15 a 24 anos não haviam completado o ensino fundamental. Embora o porcentual ainda seja expressivo, o relatório argumenta que os números brasileiros já foram muito piores. Em 1990, 66,4% dos jovens não haviam completado os anos de estudo. O porcentual de crianças de 7 a 14 anos frequentando o ensino fundamental passou de 81,2% para 97,7%.   Hospital que adotar parto humanizado terá incentivos Folha.com   O hospital que oferecer, no momento do parto, métodos para o alívio da dor que não sejam apenas medicamentos (como massagens, banheira e bola de pilates) e evitar situações como episiotomias (corte do períneo), a indução do parto e o parto cesariano, entre outros critérios, receberá um incentivo financeiro do Ministério da Saúde. Esses são alguns dos novos pré-requisitos para que um estabelecimento receba a classificação de Hospital Amigo da Criança e, com isso, um acréscimo no que é pago pelos partos por meio do SUS.   A portaria com essas regras foi assinada pelo ministro Arthur Chioro na semana passada e publicada ontem no Diário Oficial da União. A norma dá um prazo de 18 meses para que os hospitais que já têm a chancela de amigo da criança se adaptem. Segundo a pasta, atualmente são 321 hospitais assim classificados.   Outros critérios para que o hospital receba os incentivos são a garantia de acesso dos pais ao bebê recém-nascido durante as 24 horas do dia estando a criança na UTI ou não e a oferta de algumas liberdades à mulher em trabalho de parto, como o incentivo para que escolha a posição em que quer ter o filho (a não ser que haja indicação para o contrário) e a autorização para que uma doula acompanhe o parto (desde que seja rotina do estabelecimento de saúde ).   Os incentivos previstos na portaria variam de 2,5% (em caso de cesárea em gestação de alto risco) a 17% (em caso de parto normal no hospital) em relação ao que já é pago pelos procedimentos.   Debate sobre parto humanizado é marcado por críticas ao alto número de cesarianas Senado   A humanização do parto foi tema de audiência pública conjunta realizada na terça-feira (27) pelas Comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Assuntos Sociais (CAS). Desatenção, agressões físicas e emocionais na hora do parto e a preferência dos obstetras por cesarianas são citados como exemplos da chamada violência obstétrica em hospitais públicos e privados.   A ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, lamentou o alto índice de cesarianas, que chega a 40% no Sistema Único de Saúde (SUS) e a 84% nos hospitais privados, contra um índice de 15% referido como aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo ela, o número mais elevado na rede privada revela um “viés econômico”, devido ao custo mais alto do parto cirúrgico.   Para Ideli, o problema decorre ainda de comodismo, pois marcar cesárea dispensa o profissional de ficar de plantão à espera da hora certa: a cirurgia pode ser feita fora dos finais de semana, feriados ou qualquer data inconveniente para a equipe clínica. No entanto, observou que  a mulher termina induzida a fazer um procedimento mais arriscado, que só indicado para situações específicas.   - É algo invasivo, agressivo e que traz consequências para a mãe e criança – afirmou.   Ideli falou ainda sobre a lei que garante às mulheres o direito de contar com acompanhante na hora do parto, um projeto que ela apresentou quando senadora. A ministra reconheceu que a lei sancionada em 2005 ainda não vem sendo rigorosamente cumprida. Observou que muitos hospitais alegam falta de condições para assegurar a privacidade das demais parturientes. Para ela, no entanto, falta ainda sensibilizar os profissionais para a importância do acompanhamento.   - Muitas vezes a solução é fácil e barata, bastando um simples cortinado para garantir a privacidade - disse.   Saúde da Mulher   O debate foi sugerido pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Ana Rita (PT-RS), que preside a CDH e dirigiu a audiência. A iniciativa foi motivada pela proximidade do Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres e do Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Infantil, em 28 de maio. Vanessa destacou ainda denúncias de violência obstétrica recebidas durante o funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência Contra as Mulheres, em 2012 e 2013.   A senadora destacou medidas que o Ministério da Saúde vem promovendo em favor do parto humanizado. Uma portaria recente agora determina que a equipe médica assegure contato imediato do recém-nascido com a mãe, sem que o bebê seja levado imediatamente para exames complementares, a menos que haja necessidade efetiva.   - As medidas visam beneficiar a saúde materna e infantil, com diretrizes que agradaram aos setores que defendem o parto humanizado e a amamentação – comentou.   Rede Cegonha   Dário Frederico Pasche, que representou o Ministério da Saúde, destacou que as medidas se enquadram dentro de programa mais amplo de atenção à saúde da mulher, o Rede Cegonha. Disse que as medidas são pactuadas com estados e municípios, para que as mulheres possam contar com orientação sobre direitos reprodutivos e o acompanhamento pré-natal, além do parto seguro.   A humanização do parto, ainda conforme Pasche, hoje é uma questão central para o Rede Cegonha e também um desafio, pois envolve mudar a organização e a cultura vigentes nas estruturas de saúde. Segundo ele, historicamente a cultura produzida pelo campo médico avançou para a “medicalização da vida”. Assim, a gestação, o parto e nascimento acabaram se transformando antes de tudo num “ato médico”.   - A humanidade criou o hospital para lidar com situações muito graves e severas, onde o cuidado intensivo e com a intervenção tecnológica se fazem absolutamente necessário. Mas fomentar que os hospitais façam cada vez mais atos que são da fisiologia é um contrasenso – afirmou.   Para que o sistema público possa avançar mais rapidamente, Pesche assinalou que uma das estratégias é favorecer o parto natural, em centros de natureza não-hospitalar, com acompanhamento de profissionais de enfermagem qualificados em obstetrícia. Segundo ele, o modelo é o sistema inglês, em que 85% dos partos são “absolutamente fisiológicos”.   Ainda de acordo com Pesche, em 30% dos partos feitos na Inglaterra não há mesmo qualquer tipo de intervenção da equipe que acompanha. As mulheres não recebem soro, não são submetidas a lavagem intestinal prévia nem ao procedimento chamado de episiotomia, o corte entre o ânus e a vagina para facilitar a saída do bebê, uma pratica que vem sendo feita de forma indiscriminada no país, segundo as denúncias.   Formação médica   Vera Soares, da Secretaria de Políticas para Mulheres, também apontou a necessidade de debater a formação dos médicos. Ela disse que esses profissionais saem das faculdades aptos a lidar com “tecnologias sofisticadas”, mas incapazes de entender e acompanhar uma mulher que faz a opção por ter um parto natural.   Vera Soares concordou que outro desafio é fazer valer a lei que garante o direito a um acompanhante na hora do parto. Em seguida, anunciou que a secretaria, junto ao Ministério da Saúde, prepara uma cartilha para as mulheres grávidas. A intenção é que elas cheguem na hora do parto sabendo todos os seus direitos, para ter condições de exigir.   Disque 180   A senadora Ana Rita sugeriu que a linha telefônica 180, criada para acolher denúncias de violência contra as mulheres, possa ainda ser utilizada para informações de casos de violência obstétrica. Segundo ela, seria uma providência útil enquanto a política de parto humanizado ainda não for uma realidade em toda a rede pública.   - Assim o Ministério da Saúde poderá contar com informações para monitorar e corrigir eventuais falhas que persistam – argumentou.   Ana Rita abriu espaço para que uma jovem mãe, Elisa Lorena de Barros Santos, contasse sua experiência de parto natural, realizado em sua casa. Acompanhada da filha, Iara, de apenas cinco meses, ela contou que preferiu fazer o acompanhamento pré-natal com enfermeiros obstetras, a seu ver pessoas com maior disponibilidade para ouvir e orientar as pacientes. Explicou que Iara nasceu de forma rápida e tranquila.   - Não estou dizendo que todas mulheres precisam ter o parto em casa, mas que o parto ocorra com todo o respeito, de forma humanizada – defendeu.   Mandado judicial   Um caso mencionado quando a CAS aprovou o requerimento para a realização da audiência voltou a ser citado durante a audiência: o de uma mulher no Rio Grande do Sul obrigada, por mandado judicial, a fazer cesariana, mesmo com a diretriz do Ministério da Saúde para a realização de partos humanizados.   O Senado já aprovou, em 2013, o PLS 8/2013, que obriga o SUS a oferecer condições para a realização de partos humanizados em seus estabelecimentos. O texto busca converter em lei as diretrizes da portaria com orientações técnicas para o parto humanizado no SUS, inclusive para regulamentar a presença do acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. A matéria aguarda análise da Câmara dos Deputados.   Amar e punir (Contardo Calligaris) Folha de SP   Para punir menos as crianças, deveríamos amá-las menos: quem ama demais castiga demais   Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou e mandou para o Senado a Lei da Palmada, ou Lei Menino Bernardo (em homenagem a Bernardo, assassinado recentemente, aos 11 anos, no RS). A lei fará que pais e educadores não possam recorrer a castigos corporais, mesmo moderados, ainda que sejam na intenção de educar as crianças.   Há argumentos contra: a vontade de não deixar o Estado invadir o espaço privado da família e o receio de que educar se torne mais impossível do que já é.   Eu sou mais a favor da lei do que contra ela, porque a violência é contagiosa: reprimir a violência de pais e educadores talvez quebre o círculo vicioso pelo qual tendemos a reproduzir a violência da qual fomos vítimas.   Mesmo assim, cuidado: o que enlouquece as crianças não são as palmadas, mas as oscilações repentinas do humor dos adultos.   Harold Searles, numa obra (1959) que continua sendo uma referência, descreveu "O Esforço para Tornar o Outro Louco". Ele revelou, por exemplo, as consequências enlouquecedoras de um comportamento dos pais feito de alternâncias rápidas e contínuas entre amor visceral e fúria punitiva.   Essa alternância não é a obra de malucos. Ao contrário, ela é trivial, sobretudo quando os adultos amam muito seus rebentos (ou seus educandos) e, portanto, querem dar tudo (e mais um pouco) para eles: tempo, atenção, esperanças, bens materiais etc.   Repetidamente, o adulto que ama demais explode, porque não aguenta o sacrifício de sua própria vida, que as crianças não lhe pedem, mas que ele se impõe como se as crianças lhe pedissem. Cada explosão, por sua vez, produz culpa e uma nova onda de extrema paixão amorosa. E a coisa recomeça.   Essa alternância de beijos molhados e punições terrificantes mina a confiança da criança no mundo e é muito mais enlouquecedora do que, por exemplo, uma severidade constante, mesmo que ela se expresse em castigos físicos.   De novo, uma criança não enlouquece porque seus pais praticam a palmatória; mas algumas crianças enlouquecem porque os pais passam de apertões e declarações de amor a gritos raivosos e tentativas de estrangulação.   Conclusão: talvez a maior violência contra as crianças não seja a palmada, mas o amor excessivo dos adultos.   Falando em "maior violência contra as crianças", durante a discussão na Câmara, no dia 21, o deputado pastor Eurico disse que a Xuxa cometeu "a maior violência contra as crianças", referindo-se ao fato de que, em 1982, num filme vagamente erótico, Xuxa (então com 18) contracenou com um garoto de 12 anos (cá entre nós: o verdadeiro problema com o filme em questão é que ele não é exatamente uma obra-prima).   Enfim, para o pastor Eurico, a maior violência contra as crianças consiste em deixar um menino de 12 anos acariciar um seio.   Por coincidência, no dia seguinte à patacoada do pastor Eurico, o Ministério Público de São Paulo ratificou um Termo de Ajustamento de Conduta com a Igreja Universal do Reino de Deus para impedir que crianças e adolescentes sejam expostos publicamente, durante cultos ou eventos.   A promotora de Justiça responsável pelo TAC, Fabiola Moran Faloppa, entendeu que são humilhantes ou degradantes as situações em que, no púlpito ou na TV, o ministro religioso revela informações íntimas sobre as crianças (suas doenças, seus abusos sofridos etc.). Concordo com a promotora. E acrescento um comentário.   Há várias razões para expor as crianças à religião. Entre elas, a ideia de que a autoridade divina possa ajudar pais e educadores --a ameaça do inferno substituindo castigos e palmadas. Pode ser. Mas é também possível que, para as crianças, a religião seja mais perigosa do que a palmada ou o vago erotismo de um filme.   O Deus da Bíblia é muito parecido com a mãe ou o pai que enlouquecem seus filhos: ele nos ama a ponto de nos criar e nos entregar as chaves do mundo, mas pode se transformar num castigador absurdamente intransigente (palmadas eternidade adentro).   Em outras palavras, Deus passa do amor à punição com a mesma ferocidade de uma mãe ou de um pai ciclotímicos. Será que os ganhos sociais do ensino precoce da religião compensam seus efeitos enlouquecedores?   Seja como for, se quisermos punir menos as crianças, deveríamos começar por amá-las menos, adotando um novo provérbio: quem ama demais castiga demais.

terça-feira, 27 de maio de 2014

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​ CLIPPING Saúde, Sexualidade & Afins 27/Maio/2014   Brasil faz bonito na Conferência Mundial de Juventude Agencia Aids de Noticias   *Por Diego Callisto    A Conferência Mundial de Juventude de 2014, que aconteceu recentemente no Sri Lanka, foi bem articulada. Os jovens se mostraram entusiasmados em construir e trabalhar para alçar melhorias nas demandas da juventude para a agenda de desenvolvimento pós-2015 e, acima de tudo, dar voz ao protagonismo juvenil tanto nos objetivos do milênio (ODMs) quanto nos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS).    As discussões e negociações entre delegados jovens, governo e ONU marcaram a conferência de forma positiva, com a juventude, a todo momento, buscando pautar suas necessidades e prioridades e a importância de que as mesmas estejam inseridas em agendas globais conduzidas pela ONU.    O grande desafio para os jovens era fazer com que a Carta Colombo, também conhecida como Plano de Ação Colombo, principal produto dessa conferência, estivesse alinhada a todos os segmentos de juventude e se tornasse uma carta contemplativa, contendo, sobretudo, as demandas e prioridades de jovens inseridos em contextos de vulnerabilidades. Outro desafio era discutir tudo isso com países do mundo todo, cada um com suas especificidades, recomendações, culturas, costumes e tradições.    Chegar a um consenso foi uma experiência exaustiva, pois as propostas, por mais bem formuladas, redigidas e alinhadas às necessidades dos jovens em nível global, só poderiam ser aprovadas em consenso de todos os países presentes nas negociações oficiais com a ONU para construção da carta.    Acredito que a conferência foi uma oportunidade única para entender que vivemos um mundo onde os desafios e batalhas são similares à nível global, mas o modo de enfrentamento e de luta é o que diferencia e permite aos países obter ou não êxito em espaços de interlocução e diálogo como esse evento.    A conferência foi dividida em sete eixos e sete temas pertinentes às discussões e grupos de trabalho, sendo que todos perpassavam as 14 áreas de ação definidas conforme a participação da juventude, da sociedade civil, de membros de governo, de organizações e parceiros de desenvolvimento internacional que trabalham com a agenda de desenvolvimento pós-2015.    Todos os dias aconteceram as negociações entre governo, delegados nacionais da juventude e ONU para construção da Carta Colombo. Durante todas, o Brasil foi o grande protagonista, tanto no sentido de ter os jovens delegados brasileiros articulando com outras regiões, principalmente a America Latina, quanto pelo fato de os membros do governo brasileiro, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, participarem ativamente da construção de textos. O Brasil apresentou 20 propostas nas negociações das 35 que construímos semanas antes da conferência, quando abrimos o documento zero da carta para consulta pública.    Temas como HIV, igualdade de gênero, saúde sexual e reprodutiva e seus direitos, orientação sexual, juventude do campo, população LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros) exigiram diálogo fluido, articulado e assertivo de países com postura mais progressista e desenvolvida como o Brasil, as Filipinas, o México e o Vietnã. E uma postura mais receptiva e sensível de países que adotaram uma postura conservadora e reacionária nas negociações, como Arábia Saudita, Paraguai, Camarões e Sri-Lanka.    O tema HIV/aids consta em três tópicos dos 14 trabalhados na carta. São eles:   Pleno emprego e empreendedorismo: recomenda o combate à discriminação e à exploração a que jovens vivendo com HIV possam estar sujeitos.   Acabar com as desigualdades sistêmicas: recomenda instar os países a promoverem igualdade de oportunidades, integração social e eliminar a discriminação e o estigma que envolve jovens com HIV.   Promoção de vida saudável e acesso à saúde: recomenda medidas para construir uma estrutura sustentável para o financiamento em saúde, o acesso a serviços amigáveis e que estes estejam dispostos a garantir a qualidade da saúde dos jovens vivendo com HIV.    A Carta Colombo é resultado de compromisso e consenso entre governos, jovens e ONU, com recomendações da juventude na agenda pós-2015, contendo suas demandas, seus anseios e desejos para que tenhamos a participação dos jovens em todos os níveis e agendas globais que dialoguem com as prioridades dos jovens de todo o mundo.    Particularmente, estou muito orgulhoso por ter sido escolhido para representar o meu país numa conferência de âmbito mundial e, sobretudo, por dar voz e vez aos jovens pautando suas necessidades, principalmente a de jovens que, assim como eu, vivem com HIV. Só se é jovem uma vez na vida, eu tenho muito para construir e o tempo voa! Então, vou trabalhar para dar seguimento a todas essas recomendações, com foco na agenda de desenvolvimento pós-2015!   * Diego Callisto é integrante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, do Fórum Consultivo de Juventude do Unaids e do Pacto Global para o Pós-2015.   Será necessário criar escolas fechadas na China para crianças com aids?, questiona artigo do Voz da Rússia Fonte: portal Voz da Rússia     O artigo, de Ekaterina Zubritskaya, revela como um dos países mais atrasados no tratamento do HIV/aids discrimina as crianças infectadas nas escolas. E como a gravidade da situação levou um homem, sensibilizado com o sentimento de exclusão uma menina doente, a montar uma sala de aula dentro de uma enfermaria para ensiná-la e acolhê-la. Em pouco tempo, havia 16 crianças na turma e foi criada a escola Fita Vermelha. A primeira-dama da China, Peng Liyuan, apoiou a iniciativa, que, hoje, preocupa especialistas que temem pelo futuro dessas crianças à margem da sociedade. Leia o artigo na íntegra:    Segundo dados aproximados, na China há entre 500 a 900 mil crianças portadoras do vírus da aids. Será necessário criar escolas fechadas para elas? Esta questão é ativamente discutida na sociedade chinesa.  Peng Liyuan, esposa de Xi Jinping, presidente da China, apoiou, naquele momento, a atividade da primeira, e por enquanto, a única, escola desse tipo. Mas entre os peritos chineses não há unanimidade quanto à necessidade de semelhantes escolas especializadas.    A maioria dos pais chineses não está preparada para que os seus filhos estudem na mesma turma com uma criança portadora de aids, assinalou recentemente o jornal “Global Times”. As escolas chinesas, sob diferentes pretextos, tentam não aceitar essas crianças. Se o diagnóstico se torna conhecido quando a criança já está estudando, exigem abertamente do diretor que a expulse da escola. Muitas crianças sofrem devido ao isolamento, à discriminação, a atitudes tendenciosas de professores e alunos da mesma turma.    Em 2006, perto do hospital da cidade de Linfen, na província de Shanxi, foi inaugurada a escola Fita Vermelha, que constitui, por enquanto, o único estabelecimento de ensino da China para crianças portadoras do vírus. Segundo o criador e diretor da escola, Guo Xiaoping, tudo começou com uma menina que, depois do tratamento, se recusou a voltar à escola e ficou vivendo no hospital. Para ocupar a ela e a outras crianças, afastá-las de ideias tristes e dar-lhes a possibilidade de aprender a ler e escrever, Guo Xiaoping decidiu ensiná-las.    Médicos e enfermeiras foram os primeiros professores dos pequenos pacientes. Compraram com o próprio dinheiro manuais, trouxeram um quadro para a sala (uma enfermaria) e quatro carteiras escolares. Um ano depois, nessa turma improvisada já havia 16 alunos. Então, Guo Xiaoping decidiu abrir uma verdadeira escola para os seus discípulos. Mas não foi uma tarefa fácil. Sem certificação, a escola não podia contar com subsídios públicos e, de fato, estava fora da lei.    A visita de Peng Liyuan à escola, realizada em 2011, mudou o seu destino e o dos alunos. Graças à participação da senhora que, mais tarde, se tornou a primeira dama, duas semanas depois da visita, as barreiras burocráticas desapareceram como que por encanto. A escola recebeu o tão necessário certificado de ensino e, com ele, financiamento público.    Não obstante, nem todos os peritos chineses estão de acordo que a criação de semelhantes escolas sejam uma boa iniciativa. Segundo Chung To, criador da Fundação Chi Heng, não obstante toda a utilidade que essa escola trouxe para os seus alunos, o seu modelo não deve ser copiado a nível nacional. Ele considera que a educação de crianças infectadas com aids em internatos fechados complicará a sua futura integração na sociedade. O perito receia que a criação de escolas assim transmita à sociedade chinesa um “mau sinal” e a leve a “empurrar” semelhantes crianças para fora das escolas normais.    A Fundação Chi Heng decidiu avançar por outra via. Ela não só atribui dinheiro às crianças vivendo portadoras do vírus, mas concede também apoio jurídico às famílias dessas e regulariza as relações com a direção das escolas, recordando-lhes que a discriminação de doentes é ilegal.    Segundo dados da mídia chinesa, a situação mais desfavorável com a aids registra-se nas províncias de Henan, Sichuan, Yunnan e Guangxi, ou seja, nas regiões chinesas economicamente menos desenvolvidas.    A pobreza e a discriminação por parte da sociedade aumentam a pressão psicológica sobre as crianças portadoras do HIV, muitas das quais sofrem não só devido às consequências da sua doença, mas também à miséria e à depressão. Infelizmente, a discriminação das crianças infectadas e doentes continua um fenômeno cotidiano na China. Os peritos chineses apelam à sociedade a voltar-se para essas crianças, a compreender que elas necessitam de apoio financeiro e psicológico para se tornarem membros de pleno direito da sociedade.   Aborto legal em tabela do SUS garantirá recursos adequados, diz ministro O Estado de S. Paulo   BRASÍLIA - A inclusão do aborto legal na tabela de remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS) foi feita para garantir o financiamento adequado do procedimento e para atender recomendações do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ao Estado o ministro da Saúde, Arthur Chioro. "O pagamento era feito dentro de um repasse global. A mudança traz mais transparência e permite a remuneração de toda equipe de saúde envolvida", afirmou.    Com base na portaria publicada nesta quinta-feira, 22, serviços credenciados recebem o valor de R$ 443,40 para aborto nos casos permitidos em lei: gravidez resultante de estupro, quando traz risco para a mulher ou em casos de anencefalia. Até então, serviços recebiam um valor fixo, independentemente da quantidade de atendimentos prestados.    O STF, na decisão que permitiu a interrupção da gravidez nos casos de anencefalia, em 2012, recomendou ao Ministério da Saúde que todas as condições deveriam ser ofertadas para que o direito fosse concretizado. O pagamento feito por reembolso, avalia o ministério, traz mais garantias e permite ainda maior transparência para análise dos dados. Fica mais simples identificar quantos procedimentos foram feitos em razão de anencefalia, quantos foram feitos por gravidez resultante de estupro ou porque a gravidez coloca em risco a vida da mulher.    Chioro afirmou que a mudança na lógica do pagamento em nada vai alterar o perfil dos serviços habilitados para fazer esse tipo de procedimento. Atualmente, são 36 no País. "Não há intenção de aumentar a rede. Algo assim somente seria feito se houvesse demanda dos Estados."    Para Chioro, o atendimento ofertado para gestantes que dependem dos serviços de aborto legal varia de acordo com a região. "Tempos de espera variam bastante, de acordo com o local do País."   Juristas alertam para prática geral do aborto Correio Braziliense   Dois grandes juristas consultados pela Coluna alertam para o risco de prática liberada do aborto nos hospitais, após a oficialização do termo no D.O., pago pelo SUS a R$ 443. Pela lei, o médico pode fazer cirurgia para casos de estupro e anencéfalo, e para risco de vida. Para o Ives Gandra Martins, ‘a mera alegação (da portaria) pode permitir o aborto. Não se criou instrumento para se caracterizar se houve estupro’. O desembargador do TJDFT Roberval Belinati alerta que ‘se ficar provado que a mulher enganou o médico, será processada pelo crime’ e pode pegar de 1 a 3 anos de detenção.   Sem B.O.    O desembargador Belinati lembra que a legislação penal não exige que a mulher apresente BO policial para provar se a gravidez resulta de violência sexual.   Opera se quiser    Para Gandra, ‘a portaria respeita o Artigo 128 do Código Penal (o médico pode praticar o aborto sem criminalização para casos de risco)’. ‘Mas há a condição de consciência’.   “Pais do aborto”   Gandra diz que quem autorizou passam a ser pais do aborto. ONGs de direitos da mulher apontam avanço e respeito à decisão de a mulher decidir pelo melhor para ela.   O jogador milionário, o Brasil e o torcedor pobre Jornal do Brasil   Hoje, a 18 dias da Copa do Mundo, o povo assiste a manifestações que jamais serão contra o jogador brasileiro, jamais serão contra o Brasil, mas com certeza será contra o privilégio que o futebol brasileiro só oferece para o jogador.   Não há segmento da sociedade brasileira que se beneficie com o futebol. Os clubes em situação pré-falimentar devem milhões de reais aos cofres públicos por impostos que nunca foram pagos e jamais serão. Impostos que foram criados para investir em educação, saúde e segurança da nação. Nunca houve qualquer contribuição para que o mesmo miserável povo pudesse dizer: "O esporte que eu amo me transfere migalhas."   A raiva do povo é exatamente contra esses milhões que fazem falta à educação, à saúde e à segurança. Alguns transferidos ilicitamente para cofres dos perpétuos ladrões da República: os que constroem e os que mandam construir.   Este povo apaixonado pelo futebol está vendo seu país oferecer os privilégios de sua natureza, os privilégios de sua conhecida simpatia e carinhosa receptividade a todos, de todas as cores, de todos os povos. Este mesmo povo é obrigado a ver autoridades que comandam este esporte - que podiam ser confundidos com delinquentes - humilhá-lo e ofendê-lo. E também é obrigado a assistir a alguns atletas e ex-atletas, que nunca deram aos seus clubes locais nenhuma felicidade, e que nunca devem ter pago impostos sobre o que ganharam lá fora, em alguns momentos que envergonham e deixam até autoridades policiais sob suspeita.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

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​ CLIPPING Saúde, Sexualidade & Afins 26/Maio/2014   Unesco lança guia sobre sexo para educadores Folha de SP   Cartilha inclui temas como união homoafetiva e diferenças de gênero   Material inclui crianças a partir dos 5 anos; no Brasil, temática costuma ser abordada no ensino médio   A Unesco (braço das Nações Unidas) acaba de lançar um guia para os professores brasileiros sobre como abordar a temática da educação sexual com seus alunos.   O documento, com foco em crianças e jovens de 5 a 18 anos, vai além do uso da camisinha: fala do respeito à diversidade das famílias, orientação sexual e de gênero e dos direitos à proteção do corpo.   Com a cartilha, a entidade apresenta uma posição que contrasta com os recuos políticos do governo federal na área, ocorridos sempre após a pressão de religiosos.   Em 2011, a presidente Dilma Rousseff vetou o chamado "kit gay", material anti-homofobia que seria distribuído pelo Ministério da Educação à rede pública de ensino.   Dois anos depois, o Ministério da Saúde suspendeu a distribuição de histórias em quadrinho sobre educação sexual, anunciadas em 2010 em parceria com a Unesco.   Paralelamente, a bancada religiosa também vem obtendo vitória no Congresso com o texto do PNE (Plano Nacional de Educação), que não faz menção à promoção da igualdade de gênero entre as desigualdades a serem abordadas em aula. O PNE depende de votação na Câmara.   O guia lançado pela Unesco há uma semana foi adaptado para o Brasil de diretrizes internacionais de 2009 --a versão nacional contou com debates entre professores e técnicos de saúde.   Para alunos de 5 a 8 anos, é possível trabalhar com o conceito de que há diferentes tipos de famílias e que todas devem ser reconhecidas.   Entre 9 e 12 anos, detalha-se tipos de família: nuclear, homoafetiva, com madrastas e padrastos, entre outras.   Para Mariana Braga, oficial da Unesco, a inovação está em tratar o tema com crianças pequenas. "O Estado brasileiro não está unificado nessa proposta, a maioria acredita que é preciso trabalhar com isso no ensino médio."   Para Toni Reis, secretário da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), o tema é abordado de forma conservadora no país.   "A sexualidade ainda é tratada como fonte de problemas. Se não se proteger, engravida'. Não é uma educação sexual libertadora."   Procurados, os ministérios da Educação e da Saúde não se manifestaram. Em 2011, ao barrar o "kit gay", Dilma alegou que não é papel do governo interferir na vida privada das pessoas e que o material não era uma "defesa de práticas não homofóbicas".   Já em 2013, o então ministro Alexandre Padilha (Saúde) afirmou que os quadrinhos, feitos na gestão anterior da pasta, seriam reavaliados por sua equipe.   Depressão é principal doença da adolescência Extra   "Fico muito triste de repente. Para aliviar essa tristeza, cortava a pele, me queimava, me mordia. Fiz isso várias vezes". O relato é de uma jovem de 16 anos, a caçula da família. Ela vive uma rotina difícil, com pai alcoólatra, além de mãe e irmã mais velha dependentes de drogas. No colégio, a delicada situação familiar serve de motivo para o bullying, o que a levou a se isolar na biblioteca durante o recreio. Diz não ter amigos. Passa o intervalo lendo, gosta de romances como os de John Green, mas não consegue se concentrar, e seu rendimento escolar caiu.   O psiquiatra que a atende na Santa Casa de Misericórdia do Rio, Gabriel Landsberg, conta que ela sofre de depressão e ansiedade. Embora seu ambiente desestruturado colabore, as crises depressivas são comuns nesta fase. Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que esta é a principal causa de doença entre jovens de 10 a 19 anos. O tratamento precoce é a melhor forma de prevenir problemas graves no futuro, não apenas de adolescente, mas de adultos, e por isso foi tema de mais uma edição da série Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar, na Casa do Saber O GLOBO.   - A automutilação não ocorreu para chamar atenção nem foi, de fato, uma tentativa de suicídio. É que a dor física era mais suportável do que a emocional - explica Landsberg ao falar sobre a menina. - Há muitos adolescentes sem diagnóstico porque não pedem ajuda. Os pais acham que os sinais são típicos da idade.   Uma dor que permanece oculta   Isolamento, irritabilidade, rebeldia, melancolia. Características consideradas típicas da adolescência podem ser indícios de uma depressão. A psicanalista Sara Kislanov, palestrante dos Encontros, acrescenta que o jovem passa por modificações hormonais, está em busca de uma identidade e tem a perda de idealizações, por exemplo do corpo ideal, que podem se transformar em conflitos mais sérios.   - É um momento muito sofrido, de muitas perdas, que provavelmente contribui para o aumento do índice de depressão - afirma.   Há pouco mais de um ano, Vinícius Brandão teve a doença. Mudou-se de cidade, ficou desempregado, tinha saudade da vida anterior. Sentia-se sozinho e isolava-se cada vez mais. Conseguiu sair desse ciclo vicioso com a ajuda médica.   - Na terapia acabei descobrindo que tive depressão desde bem novo. Era tímido, gordinho, me sentia excluído, sofria muito bullying - comenta o jovem, que hoje planeja realizar um documentário sobre a doença. - Descobri que há muita desinformação sobre o tema, muitos acham que é uma frescura.   Chefe da psiquiatria infantil da Santa Casa, Fábio Barbirato destaca que 12% dos jovens de 12 a 18 anos sofrem de depressão, enquanto esse índice não chega a 10% entre adultos. Além disso, 77% dos adultos com depressão tinham histórico de sintomas também na infância ou adolescência.   - Há riscos graves de uma depressão não tratada, entre eles, evasão escolar, abuso de álcool e até suicídio, a terceira maior causa de morte entre adolescentes - exemplificou o psiquiatra que está reestruturando o ambulatório da Santa Casa para receber até 80 crianças e jovens com depressão. - A doença pode ser grave, mas às vezes é vista como um mal menor.   No Brasil, 21% dos jovens entre14 e 25 anos têm sintomas indicativos de depressão. Entre as mulheres, a proporção é de 28%, segundo dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)   - Notamos ainda que o álcool estava relacionado ou ocorria ao mesmo tempo em que o jovem contava que se sentia deprimido ou pensava em atos suicidas - ressalta Ilana Pinsky, professora da Unifesp e uma das coordenadoras do estudo, que ainda explica: - O álcool é um depressor do sistema nervoso central, além de estimular atos impulsivos.   Além do abuso do álcool, outro fator que preocupa quando o tema é depressão ou ansiedade é o uso de medicamentos. Não à toa, a FDA (agência de remédios nos EUA) e o Instituto de Saúde Mental do país pedem maior cuidado na prescrição de adolescentes. Na verdade, o alerta deve ser geral, defendem especialistas. O uso de antidepressivos e ansiolíticos é recomendado para casos específicos e pode causar dependência. Mesmo assim, uma legião de pessoas parece não se importar com os riscos.   Medicamento para quem precisa   Para se ter uma ideia, na comparação entre abril de 2010 e abril de 2014, a venda do popular ansiolítico Rivotril cresceu 25% (de 40,3 mil unidades para 50,3 mil), segundo levantamento feito pelo IMS Health a pedido do GLOBO. Isso torna o país o segundo maior consumidor desse medicamento no mundo. Além disso, a venda de antidepressivos cresceu 7% na comparação entre abril deste ano e de 2013; e atingiu o montante de R$ 2,2 bilhões só em abril passado.   - O tratamento da depressão não se restringe à prescrição de remédios. Eles têm efeitos colaterais sérios, e digo sempre que a cura não pode ser pior que a doença - afirmou o psiquiatra Marco Antonio Alves Brasil, palestrante dos Encontros.   O psiquiatra, assim como Ilana Pinsky, admite que há casos em que os remédios de fato ajudam. É o que também busca lembrar Karen Terahata, de 38 anos, diagnosticada com depressão e síndrome do pânico. Ela hoje mantém o blog "Sem Transtorno" para esclarecer "pontos negros" sobre essas doenças. E o uso de medicamentos é um dos principais:   - Um dos meus objetivos com o blog é quebrar preconceitos, entre eles o da medicação. Claro que nem todos devem usá-la, mas eu mesma resistia ao uso pelos medos criados na sociedade: de que causam dependência, são a falsa pílula da felicidade, e por aí vai. Hoje tenho uma qualidade de vida que não tinha.   Sobe valor pago a hospitais por aborto legal Zero Hora   SUS pagará R$ 443 pelo procedimento, ante os cerca de R$ 170 atuais; forma de registrar os casos também muda   Mudanças constam em portaria do Ministério da Saúde; PSC diz em nota que irá à Justiça contra o governo   Em portaria publicada quinta-feira (22), o Ministério da Saúde modificou a forma de registrar os casos de aborto legal realizados na rede pública. A pasta também aumentou o valor pago pelo procedimento.   O aborto legal é realizado pelo SUS em casos de estupro, de risco à vida da mãe e de fetos anencéfalos. Não houve alteração nessa definição ou na lista de serviços de saúde credenciados.   Com a alteração, a intervenção passa a ser registrada em categoria própria (interrupção da gestação ou antecipação do parto).   Até então, os registros entravam em uma categoria mais ampla, de curetagem (método usado também em outras situações, além do abortamento).   Assim, afirma a Saúde, o país terá registros mais precisos sobre o número de abortos legais realizados.   A outra mudança é no valor coberto pelo SUS, que passou de cerca de R$ 170 pagos pela curetagem para R$ 443 pelo procedimento do aborto.   Para Télia Negrão, diretora da Rede Feminista de Saúde, o aumento no valor de cobertura deverá derrubar uma das barreiras alegadas pelos hospitais para não realizar o aborto legal: a de que o recurso era insuficiente para cobrir o procedimento.   "A portaria assegura que todos os procedimentos serão cobertos. É uma barreira a menos", diz ela.   REAÇÃO   Na sexta-feira (23), o PSC (Partido Social Cristão) informou que apresentará uma ação judicial contra o governo devido à portaria, que vê como a "oficialização do aborto no Brasil".   "Este governo não apenas desdenha das necessidades da população, como saúde, educação, transportes e segurança pública, como avança sobre princípios elementares da existência humana", diz nota do partido.   "A portaria assegura que todos os procedimentos serão cobertos. É uma barreira a menos" - Télia Negrão -Diretora da Rede Feminista de Saúde   Você tem sede de quê? (Jairo Bouer)   Na última semana em Genebra, durante a Assembleia Mundial da Saúde, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, defendeu uma maior regulamentação das propagandas de cerveja aqui no Brasil. A informação é do correspondente do Estado Jamil Chade. Mas será que essa intenção tem chance de se concretizar, vencer as resistências no Congresso e da indústria de bebida e conseguir sair do campo das muitas promessas feitas em conferências internacionais?   A atual lei restringe apenas a publicidade de bebidas com teor alcoólico mais alto (destilados, vinho) nas primeiras horas da noite. Assim, as cervejas e as bebidas "ice", justamente duas das categorias que têm forte apelo junto ao público jovem, escapam da regulamentação e podem ser exibidas antes das 21 horas.   Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) duas semanas atrás, já comentados nesta coluna no último domingo, mostram que ocorreram mais de 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 por causa do álcool (mais que as mortes por aids, violência e tuberculose juntas). Os números mostram que o consumo per capita de bebida no Brasil é um dos mais elevados do mundo.com quase 9 litros/ ano entre os maiores de 15 anos. A média mundial é de pouco mais de 6 litros/ ano. O relatório também mostrou que, enquanto na população adulta cerca de 7,5% fazem consumo abusivo esporadicamente, na população jovem esse índice alcança quase 12%.   Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgada há duas semanas, durante o Seminário Internacional de Álcool e Violência, e publicada no Estado, mostra outro fenômeno preocupante: quase 90% das atléticas das universidades públicas e particulares de São Paulo têm algum tipo de parceria formal com a indústria de bebida para compra de cerveja por preço diferenciado, patrocínio a eventos e prêmios por desempenho nas vendas. O trabalho foi feito entre setembro de 2013 e maio de 2014.   A pesquisa mostrou ainda que metade dos universitários nunca pensou nos riscos do consumo de álcool. Já a outra metade experimentou situações de risco após exagerar na bebida, como dirigir brigar ou fazer sexo sem proteção.   E claro que hoje existe um apelo muito forte da bebida no público jovem. Para eles, festa com bebida em abundância e barata é sinônimo de diversão garantida. "Beber até cair" ou "ficar bem bêbado" são motivações difíceis de serem quebradas nesse universo. Pior, quanto mais cedo se inicia esse padrão de abuso, maiores as chances de o jovem ou o adulto vir a enfrentar um problema de dependência.   Propostas? Que tal uma discussão mais estruturada na escola sobre consumo responsável de álcool feita desde o ensino fundamental, de forma sistemática, seriada e adaptada à fase de vida do aluno. Depois, como pensar em projetos de recepção aos calouros nas universidades que discutam o tema dos impactos e riscos do uso nocivo de bebida já na primeira semana de aula? Para completar, que tal programas de identificação e suporte para quem enfrenta problemas de consumo nocivo (em tomo de 10% dos jovens que bebem) ? Que tal ampliar o debate sobre regulamentação de propaganda de cerveja e outras bebidas de baixo teor alcoólico de forma efetiva na televisão, rádio e internet? E a maior fiscalização sobre estabelecimentos que vendem ou permitem que o jovem beba em suas dependências? Que tal reavaliar o papel da indústria de bebida em eventos universitários esportivos ou culturais?   Talvez, dessa forma, com medidas que tenham foco em educação, prevenção e regulamentação de publicidade, se consiga reduzir o apelo e o impacto que a bebida tem com o jovem. Funcionou com o cigarro, que teve seu consumo reduzido nas diversas camadas da população, até mesmo entre os adolescentes. Será que, apesar das peculiaridades sociais e culturais, não poderia funcionar com o álcool também?   Dia Internacional da Tireoide alerta sobre importância de diagnóstico precoce. Correio Braziliense   O diagnóstico rápido de problemas na glândula tireoide melhora a qualidade de vida e evita complicações no estado de saúde, alertou o diretor da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Coura Filho, ontem, no Dia Internacional da Tireoide (25). A glândula fica na parte da frente do pescoço e é responsável por sintetizar hormônios que regulam o organismo. De acordo com George Filho, uma série de sinais e sintomas indicam que a tireoide não está funcionando bem, com reflexos em órgãos como coração, intestino e rins. No caso do hipertireoidismo, há perda de peso, palpitações e inchaço no olho. Já no hipotireoidismo, a pessoa sente sono excessivo, retém líquido, tem unhas e cabelos quebradiços e memória fraca.   O diretor da Sociedade de Medicina Nuclear alerta também para o surgimento de nódulos na garganta, que podem indicar a ocorrência de um câncer de tireoide. "O paciente tem que estar atento", disse. "Identificando que o seu organismo não se encontra da forma habitual, ou nódulos na garganta, procure um médico e inicie uma investigação", recomendou.   O diagnóstico e o tratamento das complicações da tireoide, que podem exigir a retirada da glândula, estão disponíveis no Sistema Único de Saúde, mas George avalia que é necessário aumentar a capacidade de atendimento público. "Muitas vezes, a oferta de exames e o acesso a consultas é menor que a demanda e isso pode atrasar o diagnóstico e prejudicar as pessoas".   Para identificar a doença, são solicitados exames de sangue, por exemplo, para verificar os níveis dos hormônios, ultra-som e cintilografia. O tratamento varia caso a caso.   O especialista esclarece que hábitos saudáveis, sem álcool e cigarros, além de uma ingestão suficiente de iodo, podem diminuir a incidência das complicações da tireoide.   Toffoli defende melhor internação no SUS mediante pagamento Agência Brasil   Supremo Tribunal Federal (STF) vai tratar da possibilidade de haver melhoria no tipo de acomodação do paciente e a contratação de profissional de sua preferência mediante o pagamento da respectiva diferença; para o ministro Dias Toffoli, do STF, esse tipo de internação, se permitida, faria com que “pessoas com menos posses fossem para um sistema mais precário e pessoas com mais posses, mesmo se utilizando do SUS, tivessem acesso a um serviço melhor de saúde”   O Supremo Tribunal Federal (STF) promove hoje (26), às 14h, audiência pública sobre internações hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A discussão vai tratar da possibilidade de, em uma internação pelo SUS, haver melhoria no tipo de acomodação do paciente e a contratação de profissional de sua preferência mediante o pagamento da respectiva diferença.   De acordo com declaração do ministro Dias Toffoli, do STF, ao site do tribunal, esse tipo de internação, se permitida, faria com que “pessoas com menos posses fossem para um sistema mais precário e pessoas com mais posses, mesmo se utilizando do SUS, tivessem acesso a um serviço melhor de saúde”. A questão levantada é se esse tipo de internação fere algum princípio constitucional que confere ao SUS oportunidade de acesso igual a todos.   A discussão foi motivada por um recurso do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul contra a Justiça Federal da 4ª Região, que negou à entidade a possibilidade de estabelecer essa prática. Toffoli é o relator do processo. Durante a audiência, serão ouvidos 14 expositores, entre eles o ministro da Saúde, Arthur Chioro, falando em nome da União.   Entidades representativas de usuários, entidades hospitalares e conselhos de Estado também vão se manifestar na audiência, entre elas a Procuradoria-Geral da República, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Aosite do STF, Toffoli destacou ainda que a audiência pública é importante porque “para a deliberação jurídica, é necessário ter a compreensão da realidade fática que está ocorrendo no mundo real e não só no mundo das normas ou da Constituição Federal”.   Briga contra o campeão (Ricardo Boechat)   Faltando dez meses para o término da patente do Cialis é grande a movimentação de laboratórios interessados em fabricar um genérico feito à base da tadalafila. Algumas empresas já estão com pedidos de registros prontos para submeter à Anvisa. Eis o tamanho do negócio: o Cialis, lançado pela Eli Lilly no Brasil em 2003, lidera (22%) o mercado de produtos para a disfunção erétil, da ordem de R$ 1,2 bilhão por ano.