Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador OMS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OMS. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sai na imprensa 01/DEZ./2015 DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

SAIU NA IMPRENSA
01/DEZ./2015
DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

1º de Dezembro: A volta ao passado da aids no Brasil
Rodrigo Pinheiro*

O quadro atual da resposta brasileira a epidemia de aids é um dos mais preocupantes desde o início da doença nos anos 1980. Os medos daquela época parecem ressurgir traiçoeiros e mais ameaçadores. Vivemos hoje as maiores taxas de aids (não de HIV) entre homens. Em algumas regiões do Brasil, como o Rio Grande do Sul, há uma epidemia generalizada com taxas de letalidade alarmantes. Os estados da Amazônia, Rio de Janeiro e Santa Catarina estão seguindo pelo mesmo caminho. Um dos maiores problemas no enfrentamento da doença é a ação dos governos, entre eles o federal, não admitindo o tamanho do problema e vendendo o falso panorama de que 'tudo está resolvido'.

Apesar de o Unaids (Programa das Nações Unidas para o HIV/Aids) evidenciar a importância do financiamento público para as ações da sociedade civil na luta contra a aids, vivemos uma das piores fases neste campo, com muitos problemas burocráticos. Projetos aprovados há quase dois anos ainda não tiveram seus recursos repassados e a burocracia para a celebração de convênios com ONG está cada vez maior, impedindo atividades e restringindo ações.

Na área da prevenção assistimos a medicalização das pessoas. Todas as novidades neste campo são bem-vindas, mas falta uma campanha que informe à população sobre a existência da profilaxia pós-exposição sexual (PEP), disponível no SUS desde 2010. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais salienta com entusiasmo a chegada da profilaxia pré-exposição (já aprovada há anos nos EUA), mas até agora não há um anúncio claro para a adoção desta estratégia. É necessário investir na promoção de outras tecnologias e pesquisas comportamentais que visem entender os processos de riscos e infecção.  Nos preocupa o aumento das DST e as dificuldades de acesso a medicamentos, informações e tratamento.

No campo da assistência, muitos estados enfrentam enormes desafios na referência e contra referência, há problemas até na regulação de encaminhamentos de pacientes. O diagnóstico tardio também dificulta a luta contra aids, há muitos óbitos por falta de perícia dos profissionais de saúde.

Isso contrasta com pesquisas em países desenvolvidos, onde há evidências de que a expectativa de vida das pessoas que adquiriram o HIV por via sexual e foram diagnosticadas oportunamente é similar àquela das pessoas sem HIV. Morrem mais de 12 mil pessoas por ano em decorrência da aids no Brasil.

As inovações ainda demoram a serem inseridas no cotidiano dos pacientes. Eles sofrem com a angustia do adoecimento e lutam pela vida. O 3 em 1, por exemplo, foi aprovado pela FDA  em 2006. E em 2011, o Encontro Nacional de ONGs/Aids já pedia sua inclusão.

Diversos países estão dando preferência a uma primeira linha de tratamento mais eficaz e com menor risco de efeitos colaterais, baseada nos inibidores de integrasse, como o raltegravir e o dolutegravir. Só agora o Brasil vai a incorporar o dolutegravir na grade de medicamentos, mas ainda como terapia de resgate.

O combate a essa epidemia não está somente no campo da saúde: ele se dá também na área dos direitos humanos, da luta contra o estigma e discriminação. E neste sentido o Brasil abandonou a digna trajetória que vinha percorrendo. Ter HIV no Brasil significa sofrer discriminação.

Reconhecer e implementar o direito à saúde para todos os brasileiros, incluindo as populações-chave só será possível com uma política com base nos direitos humanos, que este governo ainda deve abraçar. Por isto recentemente o 2ª Fórum Latino-americano e do Caribe, reunido no Rio de Janeiro em agosto deste ano e posteriormente o Unaids acrescentaram metas de tratamento conhecidas como 90-90-90. A discriminação nutre a epidemia, e por isto deve ser combatida desde o campo da saúde.

Na atual democracia onde todos os atores envolvidos nesta luta precisam ser ouvidos e chamados a contribuir, é fundamental que seja ampliado o diálogo entre governo e sociedade civil organizada, não excluindo entidades representativas por não concordarem com a política implementada, em todo ou em parte.

Vivemos uma das piores fases da epidemia no Brasil. Há uma tendência conservadora crescente, grande limitação de recursos, dissociação cada vez maior entre saúde e direitos humanos, diálogo dificultado, SUS ameaçado, preconceitos que achávamos superados retornando. Conclamamos o governo a agir com coragem e ímpeto na direção contrária, tendo a certeza que o controle da epidemia precisa de ferramentas de saúde, mas também de muita solidariedade.

* Rodrigo Pinheiro é presidente do Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo.

1º de Dezembro: OMS diz que pessoas infectadas com HIV devem ter rápido acesso a tratamento
EFE

A extensão do tratamento antirretroviral a todos os soropositivos é um elemento essencial para acabar com a epidemia de aids, afirmou nesta segunda-feira (30) a OMS (Organização Mundial de Saúde). Com isso, à véspera do Dia Mundial de Luta Contra Aids,  a OMS quis enfatizar em sua nova recomendação que todas as pessoas infectadas com o HIV, sem levar em consideração suas idades, devem ter acesso ao tratamento o mais rápido possível após o diagnóstico da doença.

A OMS revisou recentemente suas diretrizes sobre o tratamento de HIV. Estudos recentes mostram que se o paciente for tratado logo depois da infecção ele tem mais chances de viver bem, além de o risco de transmitir o vírus ser reduzido.

Além disso, a OMS recomenda que todas as pessoas com risco substancial de contrair HIV deveriam ter acesso ao tratamento. E alerta que  a PreP (profilaxia pré-exposição) deve ser uma opção adicional a outros métodos de prevenção, como o uso de preservativos e seringas seguras, o acesso a apoio psicossocial e sistemas de diagnóstico. Lembra que os antirretrovirais também ajudam a prevenir a transmissão vertical, de mãe para filho.

Para que as recomendações possam ser implementadas, os países deverão fazer um esforço adicional para reforçar seus sistemas de diagnóstico antecipado e ampliar sua capacidade de oferecer tratamento a todos àqueles que precisem. Se essas recomendações forem consideradas, o número de pessoas "elegíveis" para obter tratamento antirretroviral tem que crescer de 28 milhões que o recebem atualmente até 37 milhões de pessoas que convivem com o vírus no mundo.

Segundo o Unaids (Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids), expandir o tratamento para todas as pessoas soropositivas, assim como a ampliação das opções de prevenção, pode ajudar a evitar a morte de 21 milhões de pessoas e prevenir 28 milhões de novas infecções até 2030.

1° de Dezembro: Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento as DST/HIV/Aids debatem a incidência da aids entre jovens e mulheres
Agência de Notícias Aids

Para a Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento as DST/HIV/Aids, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids também será um marco dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, pois, nesta terça-feira (1) às 9h, membros do governo, parlamentares, profissionais da saúde, ONGs e sociedade civil organizada se reúnem no seminário A Incidência da Aids entre Jovens e Mulheres, no auditório Freitas Nobres, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

“Marcar o dia de enfrentamento a aids e fazer uma discussão sobre as campanhas, estratégias de prevenção e perfil epideomológico dos jovens e mulheres infectados pelo HIV é um dos focos desse seminário. A incidência da infecção entre os jovens tem crescido muito, assim como a feminização da aids, então é necessário que se converse sobre isso”, explicou Érika Kokay, coordenadora da Frente Parlamentar.

O seminário contará com duas mesas, em que, além das discussões sobre a infecção entre os jovens e mulheres, também abordará os Desafios das Estratégias de Enfrentamento. Segundo a deputada, a reunião conta com o envolvimento do estado junto à sociedade civil para a elaboração de políticas com base nos dados dos boletins epideomológicos. “Uma das mais belas conquistas da sociedade civil é o enfrentamento do HIV/aids. A sustentação dessa Frente é a sociedade civil é por isso que na mesa ela estará presente junto com membros do governo”.

Victor Silba, do GIV (Grupo de Incentivo à Vida), que falará sobre a incidência da epidemia entre os jovens, diz que essa iniciativa tem papel fundamental na sensibilização dos parlamentares, pois dá voz aos membros da sociedade civil que apresentam demandas provenientes das bases. “É uma oportunidade de levar conceitos e ideais de enfrentamento da epidemia pouco comentados entre aqueles que aprovam as leis para as bases”.

O seminário contará ainda com a presença de membros do Departamento de DST, Aids Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ONG Amigos da Vida, GIV (Grupo de Incentivo à Vida), ONU Mulher, Anaids (Articulação Nacional de Luta Contra a Aids), ABIA (Observatório Nacional de Políticas de Aids), RNP+ Brasil (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/aids) e Cidadãs Positivas.

Um alerta: HIV triplica em jovens do sexo masculino
G1

Recentes dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde da Cidade de São Paulo apontaram que o número de novos casos positivos para o HIV triplicou em jovens do sexo masculino, entre 15 a 19 anos, nos últimos 10 anos. Importante salientar que, neste mesmo período, houve uma queda de 22% de novos casos na população geral. Acredita-se que esta tendência também esteja ocorrendo em outras cidades do Brasil.

O que isto quer dizer? Significa que o vírus continua em circulação e que estes jovens rapazes não estão preocupados em se proteger. Não estão usando camisinha. Além disso, muito provavelmente desconhecem a possibilidade da profilaxia pós exposição.

A doença AIDS ficou longe da realidade desta jovem galera. Os portadores do vírus recebem diariamente seu tratamento e – felizmente-  a carga viral em níveis baixíssimos permite a vida produtiva e com qualidade. A doença AIDS caiu no esquecimento e para eles categorizou-se como uma remota possibilidade improvável.

Os jovens, que por natureza da própria idade sentem-se atraídos por desafios que os provem potentes super-heróis que tudo vencem, imbuídos da sensação de imortalidade, transam sem camisinha. Afinal, com eles nunca nada acontecerá. Triste engano. Os dados estão aí para provar que não se brinca com a vida.

Resultado: estes rapazes, no auge de sua vitalidade física, para terem uma vida sem sobressaltos e internações hospitalares, devem tomar, todos os dias, sem falhas, antivirais. Problema: estes medicamentos têm efeitos colaterais desagradáveis, que geram extremo desconforto para muitos.

Há que se divulgar também, para todos, homens e mulheres de todas as idades, a possibilidade da profilaxia pós exposição pelo HIV. Poucas pessoas têm conhecimento que, se tiverem exposição ou uma relação sexual suspeita, podem procurar um serviço público de saúde e receber um antiviral que os protegerá de uma possível contaminação pelo HIV. Quanto mais cedo procurarem o serviço de saúde melhor. Idealmente de 2 horas após a exposição até, no máximo 72 horas. Depois disso, a chance de proteção é muito pequena e não estará mais indicada.

Estes dados precisam ser divulgados para todos, especialmente para moças e rapazes. Não só pelas autoridades de saúde, mas por todos nós. Exaustivamente. De preferência falando sua linguagem e utilizando as redes sociais e todas as mídias digitais, que são os meios pelos quais eles se informam do que acontece no mundo.

Será que transar sem camisinha vale o resto da vida inteira tomando remédios?

Papa Francisco reconhece ‘perplexidade’ da igreja sobre preservativo contra aids

O papa Francisco reconheceu nesta segunda-feira (30) "uma perplexidade" da igreja católica sobre a questão da utilização do preservativo para lutar contra a aids, estimando que este era "um dos métodos" mas que a África tinha "feridas maiores".

Questionado às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Aids sobre a polêmica oposição da igreja ao preservativo, o papa argentino se mostrou descontente e se recusou a responder diretamente.

"A moral da igreja encontra-se diante de uma perplexidade diante deste problema”, reconheceu Francisco diante da imprensa no avião que o levava de volta a Roma após uma viagem pela África, onde a aids continua sendo a principal causa de mortes.

Assim como seus predecessores, o papa não apoiou o uso do preservativo: "é um dos métodos" para evitar a propagação do vírus, mas "as relações sexuais devem ser abertas à vida".

"Não gosto de fazer reflexões sobre questões casuísticas quando as pessoas morrem por falta de água e comida (...) Sua pergunta me parece um pouco fechada, uma questão parcial", disse o papa ao jornalista alemão que o entrevistou.

"O problema é maior", insistiu, enumerando a desnutrição, o trabalho escravo, a falta de água potável, o tráfico de armas.

Durante uma viagem a Camarões e Angola em 2009, o papa Bento 16 foi muito criticado por suas posições contra o uso do preservativo, ao qual a hierarquia da igreja, muito conservadora na África sobre as questões de moral sexual, continua muito contrária.

Mesmo assim, muitos missionários católicos no continente não proíbem o uso de preservativos nos casos de emergência.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Recomendação OMS P HEPATITE C

  Resumo Recomendação OMS Sobre Tratamento da Hepatite C em coinfectados com HIV A infecção pelo HCV em pessoas com a co-infecção pelo HIV pode ser tratada com PEG - IFN /RBV . ( Para comentários sobre as taxas de resposta e duração do tratamento , consultar Seção 7.1 ). Essas pessoas também podem ser tratadas com Peg-IFN/RBV e boceprevir, telaprevir ou simeprevir ( para o genótipo infecção 1 ) e podem também ser tratados com sofosbuvir / RBV ou PEG-IFN/RBV/sofosbuvir . Pessoas co-infectadas com HCV / HIV tratadas com Peg-IFN/RBV com ou sem um agente adicional ( PI ou sofosbuvir ) que necessitam de tratamento para o HIV devem receber TAR compatível (Tabela 8.3) . As pessoas com HIV exigem uma atenção especial sobre a seleção de um esquema anti-retroviral. O perfil de segurança em pacientes co-infectados tratados HCV/HIV-1 com sofosbuvir é semelhante ao observada em pacientes HCV - monoinfectados . A elevação da bilirrubina total ( grau 3 ou 4 ) ocorre muito frequentemente em pessoas tratadas com sofosbuvir e atazanavir como parte do esquema anti-retroviral. A combinação Tipranavir / sofosbuvir não é recomendada, mas darunavir / ritonavir , efavirenz, emtricitabina, raltegravir, rilpivirina e tenofovir foram testados e nenhum ajuste de dose é atualmente recomendado . Simeprevir não é recomendado para ser utilizado com vários esquemas de tratamento do HIV , incluindo cobistat , os inibidores da transcriptase reversa não - nucleosideos (ITRNN ) efavirenz , nevirapina , delavirdina , etravirina e qualquer esquema HIV contendo IP   (A recomendação continua) __._,_.___ Enviado por: jbeloqui Responder através da web • • através de email • Adicionar um novo tópico • Mensagens neste tópico (1) VISITE SEU GRUPO • Privacidade • Sair do grupo • Termos de uso . __,_._,___

segunda-feira, 10 de março de 2014

CLIPPING #Saúde, #Sexualidade & #Afins 10/Mar./2014

Vacinação contra HPV começa hoje 
O Globo

Na primeira fase da campanha, objetivo é imunizar meninas de 11 a 13 anos

O Ministério da Saúde dá início hoje à primeira campanha de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano, o vírus HPV. O público-alvo são meninas de 11 a 13 anos. A presidente Dilma Rousseff participará do lançamento na cidade de São Paulo, onde serão aplicadas doses em alunas do Centro Educacional Butantã. A meta é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de brasileiras na faixa de 9 a 13 anos até 2016. No primeiro ano da campanha, porém, o foco serão as pré-adolescentes de 11 a 13 anos. As demais serão atendidas a partir de 2015. De acordo com o ministério, a vacina tem um índice de eficácia de 98% na prevenção do câncer de colo de útero, que tem entre as suas causas a infecção pelo vírus HPV.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê neste ano o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil mortes provocadas pelo câncer de colo de útero, o terceiro mais freqüente entre brasileiras. O ministério recomenda que as prefeituras mobilizem escolas públicas e privadas, já que a maioria estuda. A idéia é que a vacinação ocorra nas escolas. A segunda dose será aplicada seis meses depois e, ao final de cinco anos, uma terceira. O SUS vai cadastrar as meninas durante a aplicação da primeira dose para criar um banco de dados que facilite a localização de todas seis meses depois, na época da segunda dose, bem como para a terceira dose, em cinco anos.

Guerra ao HPV
Correio Braziliense

Na cartilha de todo ente público e de homens que governam, prevenção deve ser sempre a ordem do dia -- em todos os setores de atividade, principalmente na área da saúde. Portanto, é meritória a campanha que o Ministério da Saúde inicia hoje de vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero. Meninas de 11 a 13 anos devem ser imunizadas em três momentos distintos, sendo a segunda dose aplicada seis meses depois da primeira menstruação, com a terceira devendo ocorrer cinco anos depois.
A pasta orienta estados e municípios a aplicar a primeira dose nas próprias escolas, a exemplo de países como Austrália e Reino Unido, que adotaram a estratégia e obtiveram altos índices de cobertura vacinal. Basearam-se no fato de que adolescente não é público que frequenta postos de saúde, encarregados, no entanto, pela aplicação da segunda dose. O Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV: 137 mil casos por ano.

A vacina protege dos subtipos 16 e 18 do HPV, mas não de todos os subtipos do vírus nem das demais doenças sexualmente transmissíveis (DST). Por isso, a recomendação é usar preservativo. O papanicolau protege o presente. O HPV é muito infectivo e, aos 25 anos, por exemplo, mulheres com vida sexual ativa já tiveram contato com o vírus. O que elas precisam fazer é o papanicolau -- que as resguarda no futuro.

O HPV é responsável por uma das doenças sexualmente transmissível mais diagnosticadas. São conhecidos mais de 100 tipos de HPV diferentes e aproximadamente 35 deles estão relacionados à infecção genital. Do mesmo modo, é bem conhecida e definida a relação do HPV com o desenvolvimento de lesão clínica (condiloma) e a relação com o câncer cervical uterino e lesões precursoras.

Para a campanha do Ministério da Saúde dar certo, importantes atores precisam entrar em cartaz. São as mães e as escolas. Não é hora de hipocrisias. É comum hoje meninas, mesmo menores de 15 anos, viajarem sozinhas, namorarem e praticarem sexo, correndo sérios riscos de contaminação por DST. A mobilização contra o HPV chega em boa hora, pois estamos a menos de 100 dias da Copa do Mundo. O Brasil vai receber milhares de turistas e conviver com enorme deslocamento de brasileiros para assistir aos jogos do Mundial. Impõe-se, pois, tratar da prevenção na prática. Sem retóricas.

OMS: 222 milhões de mulheres que não querem engravidar não têm acesso a contraceptivos

Como parte das atividades voltadas para o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quinta-feira (6) um conjunto de recomendações para que os países possam garantir que mulheres, meninas e casais tenham acesso às ferramentas necessárias para evitar uma gravidez indesejada, melhorando a sua saúde e o planejamento familiar.

“Garantir a disponibilidade e acessibilidade à informação, assim como os serviços necessários é crucial, não só para proteger os direitos, mas também a saúde de todos”, disse a diretora-geral-assistente da OMS para Família, Mulher e Saúde de Crianças, Flavia Bustreo.

Estima-se que 222 milhões de meninas e mulheres que não querem engravidar ou que querem atrasar sua próxima gravidez não utilizam qualquer método contraceptivo.

Nos países de renda média e baixa, as complicações da gravidez e do parto estão entre as principais causas de morte em mulheres jovens com idade entre 15 e 19 anos. Natimortos e morte na primeira semana de vida é 50% maior entre os bebês nascidos de mães menores de 20 anos do que entre os bebês nascidos de mães com idade entre 20 e 29 anos.

As populações mais vulneráveis à falta de acesso a serviços de contracepção são jovens, pobres e que vivem em áreas rurais ou favelas urbanas. Esforços têm sido feitos para atender a essa necessidade desde a Cúpula de Planejamento Familiar, realizada em 2012, em Londres, na qual a promessa de que serviços de planejamento familiar alcançariam pelo menos 120 milhões de pessoas a mais até 2020 foi feita.

A diretora do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS, Marleen Temmerman, afirma que “não se trata apenas de números crescentes, é também sobre aumentar o conhecimento. É vital que as mulheres – e homens – entendam como funciona a contracepção, que sejam oferecidos opções de métodos e fiquem felizes com o método que recebem”.

A orientação da OMS é que todos os que procuram contracepção devem ser capazes de obter informações detalhadas e precisas, bem como uma variedade de serviços, como aconselhamento e produtos contraceptivos em um ambiente não discriminatório, não coercitivo e não violento.

Vítimas do descaso
The economist

Os casos de câncer aumentam nos países pobres e emergentes, em boa medida por causa da negligência

Sara Stulac é pediatra, mas os médicos em Ruanda devem ser flexíveis. Um de seus primeiros pacientes depois de chegar dos Estados Unidos, em 2005, foi uma garota com um tumor do tamanho de uma couve-flor no rosto. O pai da menina, agricultor de subsistência, havia tentado curandeiros tradicionais e médicos locais, mas o tumor tinha crescido, juntamente com seus gastos. Era necessário um oncologista. Se o país tivesse um. A doutora Stulac ligou para um médico nos EUA, que lhe ensinou o tratamento que salvaria a vida da menina.

O que torna esta história incomum é seu final feliz. Segundo a Agência Internacional para Pesquisas do Câncer (Iarc, em inglês), parte da Organização Mundial da Saúde, os países de baixa e média renda responderam por 57% dos 14 milhões de diagnósticos de câncer em todo o mundo em 2012, mas por 65% das mortes. O câncer mata mais nos países pobres que a Aids, a malária e a tuberculose juntas.

Moradores de países pobres há muito sofrem de cânceres como de fígado e de colo uterino, associados a infecções. Mas, conforme enriqueceram, consumiram mais bebidas, cigarros e alimentos gordurosos, que causaram mais casos de câncer de mama, de cólon e reto e do pulmão. As mulheres que antes morriam no parto hoje vivem o suficiente para desenvolver câncer de mama. Os pacientes de HlV que tomam drogas antirretrovirais morrem de outras causas.

----

Nas nações de baixa renda, a doença mata mais que a Aids, a tuberculose e a malária juntas

----

Alguns consideram esse fato um sucesso, mas os recursos não mudaram com o peso da doença. Muitos países em desenvolvimento não têm oncologistas treinados, quanto menos um centro de tratamento. Até nos lugares onde os cuidados estão disponíveis, os doentes muitas vezes chegam tarde por serem pobres ou não saberem que o tratamento é urgente. Algumas línguas não têm uma palavra para "câncer".

Novo teste de câncer de próstata pode aposentar toque retal
O estado de SP

Teste vai detectar câncer de próstata em amostra simples de urina

Um teste barato, fácil e preciso para detectar o câncer de próstata pode estar disponível nos próximos meses. Estudos mostram que o novo teste, feito com a urina, pode ser duas vezes mais confiável que o exame de sangue existente para a detecção da doença.

O teste também informa aos médicos a gravidade do câncer. Além de salvar vidas, vai aposentar, segundo especialistas, o toque retal. É descrito como o maior avanço no diagnóstico do câncer de próstata em 25 anos.

Além de preciso, deve custar, quando chegar ao mercado, menos de R$40 por paciente, o que permitiria a realização de testes em todos os homens a partir dos 40 anos, como acontece com o câncer de mama.

O material foi desenvolvido por estudiosos da britânica Universidade de Surrey. Cientistas anunciaram ter chegado a um acordo com duas empresas, o que porá o teste em consultórios médicos ainda este ano.

O inventor do teste é o professor de oncologia médica Hardev Pandha, que acredita no potencial de poder detectar rapidamente a doença, salvando centenas de vidas a baixo custo.

Novo teste de urina para câncer de próstata pode estar disponível em 2015
Veja.com

Teste se mostrou mais preciso do que o PSA para detectar a doença. No entanto, ainda não é alternativa e sim um complemento para esse exame ou o de toque retal

Um novo teste para diagnosticar o câncer de próstata de forma mais rápida e prática do que os exames disponíveis atualmente pode chegar ao mercado no ano que vem. Ele consiste em identificar, na urina do paciente, a presença de uma proteína chamada engrailed-2, ou EN2, que é produzida por células cancerígenas da próstata.

Em anúncio feito nesta semana, pesquisadores da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, onde o exame EN2 foi desenvolvido, revelaram uma parceria com o laboratório britânico Rodox, que vai passar a fabricar e comercializar o teste a partir dos estudos desenvolvidos pela universidade. Para que possa ser aplicado na prática clínica, porém, o exame ainda precisará ser submetido à aprovação das agências reguladoras de cada país em que ele for utilizado.

Atualmente, o diagnóstico do câncer de próstata é feito principalmente pelo exame de PSA (proteína presente no sangue que, em altos níveis, pode indicar a doença) e o de toque retal. Um exame não exclui o outro – o ideal é que o paciente seja submetido aos dois testes. Isso porque, enquanto o PSA fornece informações como a progressão da doença e as chances de recorrência do câncer, o exame de toque pode dizer qual é a extensão do tumor e ajudar o médico a escolher o melhor tratamento para cada caso. Se derem positivo, os resultados de ambos os exames precisam ser confirmados por uma biópsia.

Precisão — Um estudo mostrou que o teste de urina que mede a proteína EN2 detecta o câncer de próstata com uma precisão aproximadamente duas vezes maior do que a do exame de PSA. “Enquanto o novo teste parece diagnosticar entre 60% e 70% dos tumores na próstata, o PSA, sozinho, identifica cerca de 30% a 40%”, diz Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncologista e diretor de urologia do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Além disso, a mesma pesquisa indicou que ele praticamente não oferece falsos diagnósticos positivos. Segundo os resultados, o teste de urina deu o diagnóstico correto a 90% dos pacientes que não tinham câncer de próstata. Os outros 10% apresentavam um grau muito pequeno da doença, que não era clinicamente significante.

Segundo Guimarães, isso pode evitar procedimentos invasivos e tratamentos desnecessários em pessoas que têm a doença, mas que não apresentarão sintomas clínicos ou terão a saúde prejudicada. Essa é uma vantagem sobre o PSA que costuma dar resultados falsamente positivos. "Dois terços dos pacientes submetidos à biópsia após o PSA indicar suspeita de câncer não possuem a doença”, diz o médico.

Características — O novo teste de urina também parece dar informações sobre a extensão da doença, ou seja, o quão a próstata está comprometida com o tumor, segundo um estudo publicado em 2012. No entanto, o exame não diz qual é a gravidade da doença e nem prevê se haverá recorrência do tumor – o que pode ser detectado com o PSA. Além disso, diferentemente do exame de toque retal, não possibilita que o médico identifique o volume da próstata, o tamanho dos tumores locais ou o melhor tratamento para o paciente.

Papa Francisco quer que a Igreja estude união homossexual
Reuters
.
VATICANO - O Papa Francisco quer estudar as uniões homossexuais para entender por que alguns países optaram por sua legalização, afirmou neste domingo o cardeal de Nova York, Timothy Dolan. Em entrevista ao programa "Meet the Press", da emissora americana NBC, o cardeal ressalvou que o Pontífice não disse ser a favor do matrimônio gay, mas o que "Francisco disse que a Igreja deve buscar e ver as razões que levaram a alguns Estados a aprovar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em vez de condená-las".

Para o cardeal Dolan, o casamento entre um homem e uma mulher não é algo que se refere somente à religião e ao sacramento, mas representa "um elemento de construção da sociedade e da cultura".

- E se retirarmos o significado sagrado do casamento, temo que não só a Igreja sofra, temo que a cultura e a sociedade também sofram - pontuou.

Pornografia infantil levou 134 à prisão no Brasil em 2013 
O Globo

Outra faceta da pedofilia, a pornografia infantil, foi o motivo da prisão de 134 pessoas pela Polícia Federal (PF) em 2013. E o número de páginas na internet com esse tipo de conteúdo denunciadas à organização não governamental Safernet, parceira da PF, aumentou cerca de 4% de 2012 para o ano passado.

Em 2012, a ONG recebeu 74.143 denúncias anônimas envolvendo 24.070 páginas diferentes. Em 2013, foram 80.195 denúncias sobre 24.993 sites.

O presidente da Safernet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira, afirma que o aumento de denúncias e páginas denunciadas está relacionado à popularização das redes sociais, como o Facebook.

A pornografia muitas vezes é divulgada pelo Facebook. Percebemos que boa parte das denúncias que chegam a nós é sobre compartilhamento de fotos e vídeos pelas redes sociais disse Oliveira.

Segundo a Safernet, que encaminha as denúncias recebidas à policia, a maior parte dos sites que exibem pornografia infantil está hospedada em outros países, o que retarda o processo de retirada do conteúdo do ar e a investigação, já que em muitos casos é preciso aguardar que a Justiça brasileira entre em contato com a Justiça e a polícia de outro país para que a apuração siga seu curso.

De acordo com Oliveira, já houve casos em que esse procedimento entre o Brasil e outro país demorou quase cinco anos.

Quando o conteúdo está hospedado fora do Brasil, temos que contar com a colaboração dos provedores. Se eles não cooperarem, fica difícil saber quem postou a imagem. Existem vários casos em que provedores estrangeiros não colaboram disse o presidente da Safernet.

A Polícia Federal, que tem um grupo especializado para apurar crimes de ódio e pornografia infantil pela internet, afirma que as empresas localizadas nos Estados Unidos costumam ajudar a localizar o criminoso, resguardar provas e retirar o conteúdo do ar.

A delegada da PF Tatiane da Costa Almeida diz que a maior parte dos presos é do sexo masculino, e afirma que, apenas em 2013, 618 pessoas foram indiciadas por pornografia infantil (sendo que 134 foram presas em flagrante).

Atualmente, há 2.004 inquéritos policiais em andamento para investigar esse tipo de crime. Segundo a delegada Tatiane, não há grandes quadrilhas especializadas nesses delitos.

São pessoas que cometem o crime na suas casas, e pensam que ninguém vai saber afirma Tatiane.


CLIPPING SS&A.docx
52K Exibir como HTML Examinar e baixar

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Curto & Grosso #cura da #AIDS

Gif AnimadosGif AnimadosGif AnimadosGif AnimadosGif Animados 
 
Gif Animados
Gif AnimadosGif AnimadosGif AnimadosGif AnimadosGif AnimadosGif Animados 

Luiz Loures, diretor-adjunto do Unaids, diz ao "O GLobo" que se o Brasil manejar aids entre gays, estará perto do fim da epidemia

29/10/2013 - 17h30

O diretor executivo-adjunto do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), o , 
brasileiro Luiz Loures 
alertou durante entrevista concedida ao jornal carioca O Globo para a volta do crescimento da doença entre homossexuais. Ele pede revisão de parâmetros de tratamento no país e no mundo. Leia na íntegra.

O vice-diretor do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids), o brasileiro Luiz Loures, é um homem com uma missão: decretar o fim da epidemia até 2030. Não da aids, como ele sempre gosta de frisar, mas da epidemia da doença. Para o infectologista, basta olhar para os grandes avanços obtidos tanto na prevenção quanto no tratamento nas últimas décadas. O número de novos casos, para se ter uma ideia, caiu em um milhão em menos de dez anos. E a quantidade de gente em tratamento cresceu exponencialmente no mesmo período. Surpreendentemente, no entanto, a infecção volta a crescer no mundo inteiro entre os homossexuais masculinos — o primeiro grupo a ser atingido em cheio pela doença e também o primeiro a dar uma resposta social ao problema. Segundo Loures, para que sua meta seja cumprida, é preciso repensar as estratégias de combate à aids.

O senhor costuma ser otimista. Acha que até 2030 já poderemos falar no fim da epidemia?

Eu sou um otimista mesmo. Acho que até 2030 já podemos estar falando em fim da epidemia. Não no fim da aids, claro. Mas da epidemia. Para isso, no entanto, é preciso haver renovação nas estratégias de combate à doença. É como se a epidemia, de certa forma, estivesse se adaptando aos progressos que fizemos. Então, temos que inovar.

De que forma?

Precisamos mudar a rotina de tratamento, tratar imediatamente a população mais vulnerável. Não esperar a contagem das células CD4 (células do sistema imunológico) cair, mas tratar imediatamente. Já sabemos hoje que o tratamento é importante para a sobrevida e a qualidade de vida do paciente, mas também como forma de prevenção. Quem se trata não transmite. Felizmente, claro, não temos pessoas morrendo de Aids o tempo todo. Mas, por conta disso, a percepção de risco de um jovem gay hoje não é a mesma dos anos 80 e 90. Então temos que adaptar as estratégias.

Há uma tendência global de aumento da doença entre os gays. Por que isso está ocorrendo justamente entre o grupo que primeiro foi mais atingido e que respondeu bem à epidemia nos anos 80?

Eu não sei. Devolvo a pergunta para você. Falta a inserção do assunto como prioridade para a comunidade gay. E só faz aumentar. Está acontecendo na Europa, nos Estados Unidos, na China e na África. A tendência é ascendente em toda parte. É preciso que o tema seja tratado com a importância que tem. Há muita ênfase no debate sobre o casamento gay e pouca para esta questão.

A discussão sobre o casamento gay em várias partes do mundo não é um avanço? Não é um sinal da redução da discriminação?

É claro que é um avanço. Mas, com toda a discussão que está rolando hoje no mundo, não há evidência da redução da discriminação, pelo menos não entre aqueles sujeitos mais vulneráveis. Na última reunião da Organização Mundial de Saúde (OMS) houve uma proposta de se colocar como um item da agenda a questão da saúde LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). E não passou. Houve um bloqueio. O casamento gay é um avanço social muito importante. Mas por que não conseguimos também discutir a saúde como um item de agenda da OMS? É um paradoxo.

É uma surpresa essa tendência de aumento da epidemia entre os homossexuais?

Não sei se é surpresa. Talvez nem seja. Os fatores que contribuem para isso continuam existindo e levando a epidemia à frente. Para se ter uma ideia, os países que mais recebem dinheiro internacional para a Aids são os mesmos que criminalizam a relação entre pessoas do mesmo sexo — alguns deles, inclusive, com pena de morte. Meus amigos gays vão me matar por dizer isso, mas a verdade é que precisamos de mais engajamento. Fora isso, eu não tenho outra coisa a fazer a não ser propor uma nova estratégia de tratamento.

Inclusive para o Brasil? Há também uma tendência de aumento da doença entre os jovens homossexuais no país?

Sim. No Brasil, cerca de metade dos novos casos da doença ocorre entre homossexuais jovens. E o país, que foi o pioneiro na universalização do tratamento, tem agora uma nova possibilidade concreta de ser o primeiro país do mundo a decretar o fim da epidemia; se conseguir manejar a questão entre os gays. E isso é uma chance histórica, uma oportunidade única.

Qual seria o impacto para o país de passar a tratar imediatamente a população de risco que testasse positivo? O país tem como arcar com isso?

Isso representaria, no Brasil, umas 100 mil pessoas a mais. Atualmente, cerca de 300 mil recebem o coquetel. O país tem como arcar com isso. Precisamos que o Brasil, mais uma vez, seja pioneiro e que seja o primeiro país do mundo a começar a tratar imediatamente todas as populações vulneráveis.



Fonte: O Globo 
Gif Animados Gif Animados Gif Animados 
Gif Animados Gif Animados Gif Animados

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CLIPPING - 09/ago./2013
"Agosto Azul"
  
Fiocruz faz campanha sobre hepatites virais no Rio

Para lembrar o Dia Mundial da Luta contra Hepatites Virais, comemorado no dia 28 de julho, o Instituto Oswaldo Cruz iniciou uma campanha de vacinação contra a hepatite B. Além da imunização, o instituto, órgão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também está realizando testes rápidos para identificar a doença e divulgando métodos de prevenção à doença. No domingo (11) haverá uma caminhada para conscientização em Copacabana, na zona sul, quando enfermeiros continuarão vacinando as pessoas. A médica Mariana Lewis, responsável pelo Ambulatório de Hepatites Virais do instituto, disse que a hepatite quase nunca apresenta sintomas. “Infelizmente, a grande maioria das pessoas são assintomáticas, não sentem nada. É por isso que a gente faz essas campanhas de testes rápidos. Porque muitas pessoas são portadoras, mas desconhecem porque não sentem nada”, disse. De acordo com a médica, há várias formas de se prevenir contra a hepatite, além da imunização. “Para crianças, o governo faz a prevenção através do calendário de imunização. Atualmente, essa vacinação se estendeu para indivíduos de até 49 anos. Nos adultos é importante não compartilhar alicates, ter cuidado com o local onde se faz tatuagem e piercing, usar camisinha”.

Homem é o responsável por 40% dos casos em que casal não consegue engravidar

O Dia dos Pais para o comerciante Gilberto Barbosa, de 35 anos, é uma data mais do que especial. Há um ano, ele realizou o sonho de ter um filho. A conquista só veio através de uma fertilização in vitro: após quatro anos de tentativas frustradas por meios naturais, Gilberto descobriu um problema de infertilidade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, os homens são, isoladamente, os responsáveis por cerca de 30% a 40% das vezes em que o casal tem dificuldades para engravidar. 
Depois de fazer um espermograma — exame que avalia a quantidade e a qualidade de espermatozoides produzidos —, Gilberto descobriu que seus gametas tinham baixa mobilidade. — Nunca tinha engravidado ninguém. Pelo tempo que eu e minha esposa estávamos tentando, já imaginava que o problema era comigo. Encarei de forma natural — conta o comerciante, marido da gerente de loja Marcia Filgueiras, de 35 anos, e pai de Matheus, que completou 1 ano em junho passado. A reação de Gilberto vem se tornando mais comum nos últimos dez anos, quando os homens começaram a largar o preconceito e a aceitar que também podem ser inférteis. De acordo com Paulo Gallo, tanto o homem quanto a mulher devem fazer exames se o casal não consegue gerar filhos naturalmente. Para eles, o único teste é o espermograma. Caso seja constatada alguma anormalidade, é preciso investigar as causas. Se a origem da infertilidade for infecção, varicocele ou alterações hormonais, na maioria das vezes é possível tratar. Outras causas não têm tratamento — explica. Quando o problema não pode ser corrigido, mesmo após intervenção médica, o casal tem duas opções: inseminação artificial, para casos menos graves de infertilidade, ou fertilização in vitro, para casos mais sérios.

Homem reverte vasectomia após 24 anos para ser pai pela terceira vez

 Assim que sua segunda filha nasceu, em 1986, o empresário do setor de laticínios João Bosco, de 58 anos, decidiu fazer vasectomia, pois não pretendia mais ser pai. Após 24 anos da cirurgia de esterilização, porém, o morador de Marechal Cândido Rondon (PR) reverteu o procedimento, e agora comemora a chegada do caçula, João, de 3 meses, fruto de seu segundo casamento. A idade média dos homens que fazem vasectomia no Brasil é de 27 anos na rede pública e de 34 no sistema privado, segundo o urologista Jorge Hallak, chefe do Laboratório de Andrologia do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo.  Segundo o Ministério da Saúde, o número de esterilizações masculinas feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) subiu de 7.798 em 2001 para 34.144 em 2009, um aumento de mais de 4 vezes. Para ser submetido à operação, o homem precisa ter acima de 18 anos e dois filhos ou acima de 25 anos, com ou sem filhos, explica o urologista Sidney Glina, que realiza tanto reversões de vasectomia quanto reprodução assistida.  "É um absurdo um menino de 18 anos fazer isso, porque ele não tem condições de saber se vai querer ter filho aos 30. É um método radical, e para contracepção existem camisinha, pílula, DIU (dispositivo intrauterino)", enumera Glina. Mais de 30 milhões de casais em todo o mundo usam a vasectomia como método de controle da natalidade, de acordo com Hallak. Só nos EUA, são feitas cerca de 550 mil esterilizações masculinas por ano, aponta o urologista do HC. Segundo o médico Sidney Glina, de todos os pacientes que fazem vasectomia, entre 6% e 10% mudam de ideia. E a maioria desses homens são aqueles que já tiveram dois filhos, em média, mas se casaram de novo, geralmente com uma mulher mais jovem.  A reversão tem uma taxa média de sucesso ou seja, a mulher engravida em cerca de 60% dos casos. E, quanto menor o tempo em que o homem fica esterilizado, melhor: se o período for inferior a três anos, as chances chegam a 76%, contra 30% se a vasectomia durar mais de 15 anos, destaca Hallak. A idade da mulher é outro fator que conta muito nessas situações.

Metade dos brasileiros nunca foi ao urologista

 Homem não chora. Homem não pede informação. Estas máximas infelizmente agora podem se somar a outra homem não vai ao médico! Além de segurar as emoções, preferir estar perdido a perguntar onde fica uma rua, os homens estão colocando a saúde em risco. E isso não é de hoje. O problema é antigo e pode ter origens culturais e econômicas.  Um estudo recente feito pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com cinco mil homens em seis capitais brasileiras Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Brasília afirma que 44% dos homens na faixa etária dos 40 anos jamais foram ao urologista e não fazem exames preventivos. É importante lembrar que todos os homens a partir desta idade devem visitar o especialista anualmente e se submeter ao exame de toque retal e PSA antígeno específico da próstata analisado na coleta do sangue. Estes dados revelam uma situação cultura e econômica na qual o Brasil se encontra. Muitos homens não vão ao urologista ou cuidam da saúde de uma forma geral porque não foram instruídos a isso e outros também não têm acesso a serviços de saúde. Outro fator que deve ser observado é o preconceito com o exame de toque retal. A população está mais consciente em relação a isso, mas ainda existem muitas barreira. Assim como em outros tipos de câncer, a prevenção e a detecção precoce são fundamentais. No ano passado, mais de 60 mil novos casos foram diagnosticados segundo o Instituto Nacional do Câncer. Muitos homens temem o resultado dos exames, mas se diagnosticado precocemente, o câncer de próstata tem tratamento e cura em muitos casos , completa Dr. Chade.

Parto natural retratado em documentário

O aumento no número de cesarianas no Brasil, que já chegam a 52% do total de nascimentos, e os benefícios do parto normal são os temas centrais do documentário “O renascimento do parto”, de Érica de Paula e Eduardo Chauvet, que estreia hoje no país. O filme traz depoimentos de mães, parteiras, médicos obstetras, especialistas e cenas de partos e paisagens. Entre os especialistas entrevistados, estão a antropóloga americana e ativista do parto natural Robbie Davis-Floyd; o obstetra e cientista francês Michel Odent; a obstetra e professora da Universidade de Brasília (UnB) Maria Esther Vilela, que coordena o Núcleo de Saúde da Mulher e o Programa Rede Cegonha do Ministério da Saúde; a epidemiologista e professora da UnB Daphne Rattner; a psicóloga Laura Uplinger; e a enfermeira obstetra Heloisa Lessa. O documentário busca destacar a importância do parto normal -- que, como defendem os diretores, poderia ser feito em até 90% dos casos, contra 10% de gestações de maior risco -- e do trabalho de parto, importante para mãe e bebê no processo do nascimento, por liberar um coquetel de hormônios, como oxitocina, prolactina, endorfina e adrenalina.  O filme mostra os diversos motivos que teriam levado a um excesso de indicações de cesarianas, além de abordar a não necessidade de tantas intervenções no bebê logo após o nascimento, a frequente falta de contato imediato dos filhos com as mães nos dois tipos de partos e o aumento de crianças prematuras ou com complicações (principalmente respiratórias) que demandam uma unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal depois de uma cesárea.  De acordo com Érica de Paula, que fez a pesquisa e o roteiro do documentário, ele não mostra o "outro lado" das vantagens da cesariana porque "a visão contrária é o que a gente vê 24 horas por dia, sete dias por semana". "Os 90 minutos que tínhamos para fazer o filme foram usados justamente para mostrar esse outro lado". Segundo a obstetriz (profissional da saúde que atua em partos) Ana Cristina Duarte, que participou do documentário, "o que se calcula é que não mais do que 15% das mulheres têm problemas de saúde ou da dinâmica do parto que necessite algum tipo de intervenção".

Parto por R$ 1,2 mil

 A adolescente Joelma Sousa Rocha, de 16 anos, teve de pagar R$ 1,2 mil para conseguir realizar seu parto de emergência pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Itabuna, na Bahia. Quando a cobrança ilegal foi denunciada, o médico Luís Lei foi obrigado a devolver o dinheiro, mas não foi demitido da Maternidade Ester Gomes, pois, segundo o diretor da unidade, não há mais obstetras no hospital. No entanto, haveria 12 profissionais com especialidade na área trabalhando no local. Joelma contou que chegou à instituição apresentando sangramento e fortes dores. Uma médica de plantão teria se recusado a fazer o parto porque, segundo ela, o que Joelma estava sentindo era normal em sua condição. Comovido com o sofrimento da esposa, Luiz Henrique do Espírito do Santo procurou outro obstetra. O médico em questão aceitou fazer a cirurgia se recebesse R$ 1,2 mil. A mãe e o filho passam bem.

Brasil tem déficit de quase 3 mil vagas para acolher jovens em conflito com a lei

O Brasil tem atualmente um déficit de quase 3 mil vagas para acolher os 18.378 jovens em conflito com a lei obrigados a cumprir medidas socioeducativas. Segundo um relatório do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) divulgado (8), as 443 unidades de internação e de semiliberdade, juntas, somam 15.414 vagas. Além disso, mais da metade dos estabelecimentos inspecionados foram considerados insalubres. Promotores de Justiça da Infância e Juventude inspecionaram, em março de 2012 e no mesmo mês deste ano, 287 das 321 unidades de internação provisória ou definitiva cadastradas no banco de dados do CNMP. Eles relataram ter encontrado estabelecimentos superlotados em 15 estados, além do Distrito Federal. No Maranhão, segundo os promotores, o total de internos superava em 459% o número de vagas. Entre os piores resultados, na sequência vem Mato Grosso do Sul (354%); Alagoas (325%); Ceará (203%) e Paraíba (202%). A superlotação também foi verificada em grande parte das 105 unidades de semiliberdade visitadas. Segundo o CNMP, há 122 estabelecimentos desse tipo em funcionamento no país. Em Alagoas, estado onde os promotores constataram uma situação “alarmante”, o sistema de acolhimento tem condições de atender a 15 crianças ou adolescentes e, segundo o relatório, havia 175 em situação de conflito com a lei – um déficit de 1.166%. O relatório Um Olhar Atento às Unidades de Internação e Semiliberdade para Adolescentes aponta outros problemas constatados nas unidades visitadas, como a falta de separação dos internos por faixas etárias, porte físico e tipos de infração. O documento também chama a atenção para a distância entre o local onde os jovens cumprem a medida socioeducativa e o lugar onde seus pais ou parentes mais próximos vivem. Em todas as regiões brasileiras, ao menos 20% das unidades abrigam uma maioria de internos que poderia estar em estabelecimentos mais próximos das casas de seus pais. A distância, sugere o relatório, prejudica as ações socioeducativas que dependem do envolvimento familiar.

Cidades com educação pior têm maior população jovem

O Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, lançado na semana passada, mostra que os municípios com piores indicadores em educação têm, proporcionalmente, o dobro de crianças e adolescentes do que os com os melhores índices. Nas cidades mais bem colocadas no quesito educacional do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) apenas um quarto da população tem até 19 anos enquanto nos últimos lugares mais da metade da população está nesta faixa etária. A educação é no Brasil o fator mais atrasado dos três que compõem o índice feito pela Organização das Nações Unidas. Na média, os municípios brasileiros chegam a 0,637 em uma escala de zero a um. Os outros dois quesitos são Longevidade, em que a média é 0,816 e Renda, com 0,739. Apesar disso, o índice feito a cada 10 anos mostra um salto grande em duas décadas. Em 1991, a média das cidades era de apenas 0,278. Atualmente, apenas cinco dos 5.565 municípios estão abaixo deste patamar. O cruzamento de dados do Atlas por cidade – também lançado a cada 10 anos – mostra que há um agravante nestas cidades. Além de terem os piores indicadores, elas estão entre as com maior população em idade escolar. As duas piores colocadas do Brasil em IDHM são Melgaço e Chaves, ambas no Pará. Em Melgaço, onde o IDHM Educação é de 0,207, um total de 56% dos moradores têm até 19 anos e, em Chaves, que tem 0,234 de IDHM Educação, 51% estão na mesma faixa etária.

Criada vacina 100% eficaz contra a malária

 Um grupo internacional de pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos desenvolveu uma vacina contra a malária com 100% de eficácia. Esse é o primeiro imunizante a alcançar tal nível de proteção, mas há largos obstáculos para que ele chegue à população mais vulnerável à doença. A proteção completa foi conquistada após administração intravenosa de cinco doses da vacina. Além disso, especialistas afirmam que a produção em grande escala é praticamente inviável. O trabalho divulgado hoje na revista Science, porém, surpreende ainda se forem levadas em conta estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabeleceu como meta uma vacina contra o mal com pelo menos 80% de eficácia até 2025.  O pesquisador Stephen Hoffman e a equipe liderada por ele selecionaram 57 voluntários, sendo 17 integrantes do grupo de controle, que não foi imunizado. Quarenta participantes foram divididos em grupos que receberam doses variadas da vacina PfSPZ. Nenhum dos seis indivíduos submetidos a cinco doses contraiu a doença após ser exposto ao parasita causador da malária, o Plasmodium falciparum. Das nove pessoas com uma vacinação a menos, três foram infectadas. Os demais participantes apresentaram uma proteção intermediária. A PfSPZ utiliza o princípio básico de imunização, passando aos indivíduos uma versão enfraquecida do agente patológico em uma forma específica do ciclo de desenvolvimento biológico, o esporozoíto.

Frase

“A verdade é que um grande número de unidades de todo o país ainda não atende às especificações do sistema socioeducativo, do Estatuto da Criança e do Adolescente. É isso que, de fato, dificulta a ressocialização.” Taís Schilling Ferraz, presidenta da Comissão da Infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)

3 anexos Examinar e baixar todos os anexos Exibir todas as imagens

Homem que se Cuida.jpg
14K Visualizar Examinar e baixar

Clinica BEMFAM.jpg
18K Visualizar Examinar e baixar