Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Vítimas de violência sexual evitam recorrer a aborto legal

Vítimas de violência sexual 
evitam recorrer a aborto legal



Pesquisa da FCM desenvolvida por psicóloga aborda
vivências de mulheres que solicitaram interrupção da gestação

  • Texto: 
    Isabel Gardenal
  • Fotos: 
    Antônio Scarpinetti
  • Edição de Imagens: 
    Fábio Reis

Estudo de doutorado desenvolvido na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) aponta que a vítima de violência sexual, ao engravidar, mesmo podendo recorrer ao aborto legal, acaba optando pelo aborto inseguro. Não assume que a criança foi fruto dessa violência. “Passa a viver solitariamente essa situação e a sua complicação, que é a gravidez. Em geral, a vítima não sai incólume. Sente medo e angústia do que poderá sobrevir, e o pior é que terá que conviver com a dor moral da violência pelo resto de sua vida, mesmo achando forças para retirar a criança”, conclui Carolina Machado de Godoy, autora da pesquisa.
Segundo a psicóloga, as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o aborto na América Latina são contundentes: 19 milhões de abortamentos inseguros por ano (39 abortos inseguros por mil mulheres). Em média, está previsto que 15% das gestações terminarão em aborto espontâneo. Metade das gestações que evoluem são indesejadas e uma parte delas acaba em aborto clandestino.
Para fundamentar o seu trabalho, a autora foi justamente buscar o caminho inverso: ela abordou no seu trabalho as vivências das mulheres que sofreram violência sexual, engravidaram e, a seguir, solicitaram interrupção legal da gestação no Ambulatório de Atendimento Especial às Mulheres Vítimas de Violência no Hospital da Mulher “Prof. Dr. José A. Pinotti” - Caism.
Carolina elucida a problemática do sofrimento dessas mulheres, sinalizando quão inaceitável é essa atitude e como ela fere os seus direitos. Mais um agravante: seu trabalho sugeriu que, quando a violência acontece, essas mulheres deixam de procurar os serviços de atenção à sua saúde. Na verdade, elas querem muito esquecer tudo. 
Elas deveriam procurar logo um serviço médico, adverte a psicóloga. Como isso não ocorre, vão se dar conta depois de que ficaram grávidas. 
Desde 1940, o Código Penal brasileiro prevê o aborto em casos de estupro. “O aborto não é penalizado quando representa risco à mãe e, desde 2012, nem quando o feto é anencefálico”, afirma a professora da área de Ginecologia da FCM Arlete Fernandes, orientadora da tese.
Arlete conta que Carolina voltou seu olhar para essas vítimas da violência. Foi deste modo que se propôs a estudar, em longo prazo, as suas vivências, experiências e emoções por causa da interrupção da gestação. Ela entrevistou dez mulheres que procuraram o Caism entre 2006 e 2011. Seu público-alvo eram mulheres entre 18 e 38 anos, de diferentes classes socioeconômicas, a maioria com filhos. Três tinham curso superior completo e as demais tinham mais de oito anos de escolaridade. Uma delas era empresária. A maior parte estava estudando na época da violência. 
Essas mulheres, na maior parte, tinham sido vitimizadas por violência urbana, por desconhecidos, na rua. Metade da amostra era solteira e a outra metade divorciada ou vivia em união estável.
Carolina Machado de Godoy, autora da tese: “A amostra foi reduzida para conhecer as experiências em profundidade”VIVÊNCIAS
Um achado do estudo foi que essas mulheres não procuraram um serviço de emergência nas primeiras horas, e não pela violência, mas pela descoberta da gravidez. Se tivessem vindo antes, a gravidez teria sido evitada com o uso da pílula de emergência, constata a doutoranda.
Uma questão que se interpõe no conhecimento sobre o assunto é que ainda não se sabe o que de fato elas vivenciam durante e após a interrupção, e o que isso traz de repercussão à sua qualidade de vida.
Ter optado por um estudo qualitativo permitiu conhecer a vivência das mulheres, desde receber a notícia da gravidez, a trajetória até o Caism e a interrupção da gestação. “Avaliamos mulheres pelo menos um ano após esse procedimento ou até cinco anos após”, ressalta. “A amostra foi reduzida para conhecer as experiências em profundidade.”
As vítimas, via de regra, chegam ao Caism em sigilo absoluto, explana a pesquisadora. “Por isso meu estudo reforça a decisão da mulher de ‘ter’ que esquecer o que houve com ela.”
A experiência da interrupção pode lhes trazer certo alívio. Mas, à medida que é elaborada, as mulheres sentem culpa, sobretudo pela proibição do aborto no contexto moral e religioso. Sentem que não deram uma chance para aquela criança. 
Arlete salienta ainda que elas não se arrependem do aborto, todavia trazem essas questões no seu íntimo. No Caism, elas são atendidas por psicólogas e psiquiatras durante o período de internação, e o serviço é disponibilizado por seis meses após o procedimento. 
No estudo, disseram que foram ajudadas, que a sua carga diminuiu e demonstraram satisfação com o serviço. De outra via, não retornaram porque queriam esquecer aquele constrangimento. Retornar implicaria relembrar a angústia. “Por isso é necessário criar serviços para reencaminhar essas mulheres, fazer acompanhamento de saúde mental e trabalhar com a mídia veiculando que essa é uma problemática dolorida”, sublinha a ginecologista.  
A seu ver, é importante divulgar mais constantemente os serviços de atenção à saúde da mulher, pois são primordiais para essas pessoas. As vítimas não procuram o serviço por vergonha ou por desconhecerem a lei do aborto. Na verdade, elas precisam de apoio para se readaptarem à realidade. 
“É preciso reforçar o valor do perdão, que está no âmago da religião, e se livrar do preconceito. O estupro é uma marca na vida de quem foi violentada e cuja decisão foi a melhor na época, visto que não conseguiriam lidar com a gravidez de um pai desconhecido. Como iriam justificar isso para um filho, para um marido e para a sociedade?”, questiona Arlete. 
Fora a justificação da paternidade, há outros dois motivos para a solicitação do aborto: o medo de ter o filho e de não conseguir amá-lo; e dele ser a lembrança viva daquela violência.
A docente reforça que a mulher não pediu para ser agredida sexualmente “e, incrivelmente, se sente culpada, dizendo que não deveria estar na frente do portão da casa, no ônibus, com uma blusa decotada, em um lugar ermo. Não é nada disso. Chega. Ela é uma vítima”.
A professora Arlete Fernandes, orientadora do estudo: “É necessário criar serviços para reencaminhar essas mulheres”PIONEIRISMO
Em 1994, mesmo sendo um direito previsto por lei, as mulheres não tinham um serviço do SUS para serem acolhidas e cuidadas. A princípio, elas procuravam o Caism espontaneamente a fim de buscarem cuidados, visto que ele era o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher. “Raciocinando assim, elas tentavam resolver uma situação de direito, mas que ninguém tinha se disposto a acolhê-las”, observa a ginecologista. 
Ela relata que as mulheres grávidas, após a violência sexual, eram encaminhadas ao serviço, na época sob a coordenação do obstetra Aníbal Faúndes, que tinha ideias de vanguarda – de oferecer atendimento integral e especializado à mulher em suas necessidades reprodutivas. 
Acontece que, para essas mulheres, era tão improvável ingressar em um serviço de referência que chegavam ao Caism muito além das 20 semanas de gestação, quando o aborto já não era mais permitido e havia riscos. 
Faúndes e sua equipe – enfermeiras, psicólogas e assistentes sociais –, sensibilizados com a problemática, idealizaram um serviço de emergência para atender as mulheres logo após a violência sexual e administrar a pílula de emergência, que impede a gravidez. 
Das vítimas que procuraram o Caism até aqui, houve só uma gravidez entre as mulheres que usaram a anticoncepção de emergência e mais de 1.500 já foram atendidas pelo Serviço de Emergência. De 1994 até hoje, foram 200 solicitações de interrupção legal da gestação.
Arlete, porém, explica que nem todas as solicitações são atendidas. Por volta de 60% são realizadas; outras 40% são negadas porque estão em idade gestacional superior à estipulada, não preenchem os critérios da lei ou, ainda, porque desistiram ou porque perderam seguimento. 
Hoje, se as mulheres chegam ao Caism até 72 horas após a violência sexual, recebem anticoncepção de emergência – uma pílula de 1,5 mg de levonorgestrel (progesterona), a antiga ‘pílula do dia seguinte’. 
Arlete comenta que essa pílula, quanto mais cedo for ingerida, maior será sua efetividade. “Não se trata de uma pílula abortiva. Ela inibe o óvulo de sair do ovário, por isso deve ser tomada logo após a violência.”
IMPLICAÇÕES
Arlete expõe que este estudo é sobremodo relevante nesse momento em que saiu um decreto da Presidência da República, de agosto de 2014, que exige que todos os serviços do SUS, que funcionam 24 horas, têm o dever de atender violência sexual – tanto na emergência quanto na interrupção da gestação. “Como são serviços difíceis de serem implantados, é preciso ter estudos de maior abrangência para aumentar o conhecimento sobre a problemática da violência sexual e de seus agravos.” 
Essa é somente uma complicação, enfatiza Carolina. Existem outras. Cerca de 20% das mulheres continuam, após seis meses da violência sexual, com necessidade de tratamento para quatro complicações: depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático e ideação suicida, diagnosticadas através de escalas de saúde mental. 
A psicóloga assinala ainda que as mulheres, após a violência sexual, tendem a se prostituir mais, a terem condutas não cuidadosas consigo mesmas, a fumarem, a beberem e a usarem drogas. Perdem o emprego e não se ajustam mais à sociedade. “A violência sexual é uma agressão que afeta o ego das mulheres”, revela. “Não interfere só no físico. É um estigma na vida, e a gravidez é o agravo.”
Se não houvesse a gravidez, as vítimas acreditam que ninguém saberia do estupro. “Mas, com a gravidez, a violência é revivida pela segunda vez. Se fosse possível apagar algo nesse sofrimento, apagaria a violência”, opina a orientadora.
Para Carolina, a maior violência é ver essas mulheres sendo desrespeitadas, como se isso fosse legalizado. O resultado é que, quando ocorre uma violência sexual, as mulheres não dizem, subnotificam, não procuram ajuda. 
A psicóloga realça a necessidade de olhar para essas mulheres como pessoas que estão em grande sofrimento, pois de fato estão. “Assim, se existe uma prerrogativa social de que a mulher que faz um aborto é uma mulher sem emoção, que não está pensando na criança, pelos achados que tivemos, isso não faz sentido algum.” 
O Caism é o único serviço da região de Campinas que fornece esse tipo de assistência. O Ministério da Saúde está tentando implantar esse serviço em outros locais e trazer pessoal de recursos humanos para treinamento. 
Para implantar novos serviços, avalia Arlete, mesmo os profissionais precisam ser treinados, posto que o preconceito está na sociedade e no profissional da saúde. Se o serviço não for acolhedor, achando que a mulher é culpada pela violência, como ela vai fazer o aborto? Vai procurar o aborto inseguro. Isso é um pecado que as pessoas fazem com as vítimas, opina. 
“O aborto é uma marca indelével da sociedade e, na verdade, vivenciá-lo é extremamente difícil. Seria bom que nunca acontecesse, nem o espontâneo. Todavia, em algumas situações, ele é uma terapia”, desmistifica Arlete, que é a atual responsável pela coordenação do serviço de atenção especial às mulheres vítimas de violência sexual no Caism.
Trechos de Depoimentos 
Excertos extraídos da tese. Foram mantidas a forma e a grafia originais.

AGRESSÃO SEXUAL“Eu cheguei em casa. Tomei um banho. Eu não sei quanto tempo eu fiquei debaixo do chuveiro, e deitei. Fui dormir. Não sei quanto tempo eu dormi. Só sei que fui acordar depois de quase um dia. Minha mãe estava viajando e eu não podia deixar ela perceber que aconteceu isso. Então eu falei: - eu tenho que melhorar. Me arrumei e fui esperar minha mãe chegar de noite. No domingo, então ela chegou. Eu sorrindo... e fui levando meses fingindo que nada aconteceu. Até o dia que eu descobri a gravidez...”
“Eu não tinha informação e eu estava com muita vergonha. Eu fiquei muito ruim. Eu queria só chegar em casa, tomar banho, e achava que ia dormir, mas não dorme...não faz nada, nada do que você pensa você faz. Mas a única coisa que eu queria era não contar para ninguém, não falar para ninguém. Eu achava que ia acabar ali...”
 
DIFICULDADE
EM PEDIR AJUDA
“E o mais difícil mesmo foi porque eu não queria contar para ninguém. A gente fica com muita vergonha. É estranho o sentimento. A gente fica com muita vergonha. A gente não quer contar. A gente quer resolver, e, se não tivesse acontecido a gravidez, ninguém tinha sabido”
 
DESCOBERTA DA GRAVIDEZ
“Senti um... não tem nem como explicar. É terrível. Na hora, passa mil e uma coisas na cabeça. E assim, eu agradeço a Deus por ter conseguido ajuda porque, se eu não tivesse conseguido, eu não sei do que seria capaz. Porque na hora mesmo eu fiquei sem chão, fiquei sem rumo, fiquei completamente desestabilizada...” 
“O resultado de que estava grávida, quando o meu médico falou: ‘você está grávida’, eu não fui para ouvir isso. Eu não estava preparada para ouvir isso. Eu não imaginava... isso me marcou muito...”
 
PENSAMENTO A RESPEITO
DO ABORTO CLANDESTINO
“... É engraçado que a gente pensa um monte de besteira. Se fala que não pode, eu não sei o que eu faria. Eu não sei o que eu ia fazer, mas eu ia fazer alguma coisa, sabe? Comprar remédio pela internet, de ir para São Paulo fazer aborto ilegal, essas coisas todas. Tudo isso passava. Tudo isso passava pela minha cabeça...”
“... eu queria ir embora para poder procurar uma coisa clandestina. Então, na hora que eu soube, eu falei: eu tenho que parar com isso (referindo-se à gestação)...”
 
INFORMAÇÕES SOBRE O
DIREITO AO ABORTO LEGAL
“Não, ninguém sabia. Ninguém sabia o que eu poderia fazer. Muito pelo contrário: eles iam entrar com um processo pedindo para a juíza a liberação, contando o caso, justificando. Demorava dois ou três meses para sair o retorno do juiz. Dois ou três meses para sair retorno de juiz. Já aconteceu tudo, né? Ninguém indicou vocês aqui. Ninguém indicou ...”
 
DECISÃO PELA SOLICITAÇÃO 
DE INTERRUPÇÃO LEGAL
DA GESTAÇÃO
“Porque eu não podia levar para o resto da vida uma coisa que eu não queria que tivesse acontecido. Toda vez que eu fosse olhar na criança, eu ia lembrar de tudo...”
“Porque é um... no momento que tudo acontece você se sente um lixo... e foi assim que eu me senti. E depois eu pensava que eu não ia conseguir gostar, se no caso fosse acontecer de levar adiante, de não gostar, de maltratar até. E sei lá... porque acho que filho a gente tem que amar, cuidar... e muitas coisas não acontecem assim como a gente gostaria. E para mim a opção da interrupção foi, naquele momento, a solução...”
“Apesar de ter muita coisa que me dói muito, a hora que eu coloco o porquê eu fiz e o porquê eu não faria, sempre... É o que meu pai falava, né: ‘coloca numa balança e vê o que que pesa mais’, porque de você fazer e por que de você não fazer. E sempre pesa mais o porquê eu fiz isso...”
 
SOFRIMENTO E IMPACTO
DA RELIGIOSIDADE
EM LONGO PRAZO
“Ah, eu me sinto, é, é difícil porque até hoje eu não consigo achar uma justificativa, por mais que eu tenha feito. Eu tinha muitos motivos. Eu não consigo achar uma justificativa na religião pelo que eu fiz, sabe? Então eu acho que eu vou ser muito castigada ainda por causa disso...”
“Eu sou católica e isso foi o que mais pesou. Pesou muito. Porque foi onde que gerou mais conflito na minha cabeça...”
“Ah... no começo fica assim, meio um vazio, uma coisa ruim, dolorida, porque afinal de contas é uma vida, né? Mas... é triste. Eu fiquei um pouco bagunçada...”
“Acho que eu fiquei mais descrente. Eu já cheguei até a ter alguns pensamentos ruins já, de que Deus não existe...”
“Eu acho que não cura nunca. Porque assim, comigo, já vai fazer dois anos mais ou menos... e para mim continua muito recente. Para mim, eu acho que não vai sarar nunca. Por isso assim, que às vezes eu preciso desse tempo. Eu preciso de um tempo para ver se isso apaga um pouco. Mas eu acho que é uma ferida que nunca sara completamente. Não esquece nunca...”
 
DECISÃO E NÃO
ARREPENDIMENTO
“O bom foi a opção que eu tive de continuar vivendo, de continuar batalhando pelo que eu queria. E de ruim o sentimento que eu sei que era uma vida que eu tive que interromper. Então fica sempre aquele pensamento triste na cabeça da gente...” 
“Eu faria tudo de novo. Minha vida mudou para melhor, apesar desta tristeza que parece que nunca vai embora...”
 
perfil de uma mulher gravida envergonhada
 

Publicação
Tese: “Vivências de mulheres que sofreram violência sexual e solicitaram interrupção legal da gestação”
Autora: Carolina Machado de Godoy
Orientadora: Arlete Fernandes
Unidade: Faculdade de Ciências Médicas (FCM)
Financiamento: Fapesp

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

SAIU NA IMPRENSA,19/FEV./2015 By Ana da Gloria





SAIU NA IMPRENSA
19/FEV./2015


Identificada em Cuba versão mais potente do HIV
Correio Braziliense

Cepa do vírus da Aids evolui mais rápido no corpo, encurtando o tempo de manifestação da doença em cerca de sete anos. Estima-se que ela tenha contaminado até 20% dos pacientes

Cientistas identificaram uma cepa do vírus HIV mais rápida e agressiva. Dentro do corpo humano, a linhagem conhecida como CRF19 é capaz de evoluir três vezes mais rápido que outros subtipos. Pode levar à Aids em menos de três anos, sendo que o tempo médio para a manifestação da doença é de 10 anos. O CRF19 foi detectado pela primeira vez em partes da África em 2005, mas recentemente causou o que parece ser uma epidemia em Cuba.

"Os médicos cubanos notaram que havia mais e mais pacientes que estavam progredindo para a Aids muito mais rápido do que estavam acostumados", explicou à Voice of America Anne-Mieke Vandamme, professora do Instituto Rega de Pesquisas Médicas, na Bélgica, e responsável pela detecção da nova cepa. A pesquisa, publicada na revista EbioMedicine, também contou com a participação de cientistas portugueses, colombianos, cubanos e de um especialista do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz, da Fiocruz.

O CRF19 já é a terceira cepa mais comum no país latino, afetando entre 17% e 20% dos infectados pelo vírus da Aids. No entanto, os pesquisadores atestam que nenhum dos contaminados pela nova cepa apresentou resistência maior ao tratamento com antirretrovirais disponível. De acordo com Vivian Kourí, do Instituto de Medicina Tropical de Havana e participante do estudo, a possibilidade de que a terapia tradicional seja eficaz ainda é a mesma.

Entre os infectados com a nova cepa, uma parte significativa dos pacientes é heterossexual e relatou uma tendência menor a usar proteção durante as relações sexuais. O novo cenário preocupa os médicos, pois muitos pacientes podem ter desenvolvido a doença antes mesmo de saber que foram infectados pelo vírus HIV. Várias das pessoas incluídas no estudo -- infectadas pela nova cepa e pelas já conhecidas -- relataram que foram submetidas a testes que deram falsos negativos um ou dois anos antes de terem a doença manifestada.

Os testes tradicionais de HIV só costumam detectar o vírus algumas semanas depois da infecção, o que pode causar alguns falsos negativos antes do diagnóstico final da doença. Depois que aparecem os primeiros sintomas, muito semelhantes aos de uma gripe, o vírus costuma entrar em um período latente, durante o qual se multiplica no corpo sem dar sinais da contaminação. Esse prazo de instalação do HIV pode levar até 10 anos, até que a Aids se desenvolva e afete o sistema imunológico do paciente (Veja infográfico).

Rearranjo

O estudo analisou amostras de sangue de 95 infectados: 52 que sofreram uma rápida progressão da Aids, 22 que não tinham desenvolvido a síndrome e 22 que haviam sido diagnosticados com a doença há muito tempo. Os pesquisadores identificaram a nova cepa em nove, todos integrantes do grupo que chegou à doença antes do previsto. "Esse estudo mostra, pela primeira vez, a associação de uma variedade do HIV que circula em Cuba com a rápida progressão para a Aids", declarou Kourí.

Analisando os casos a fundo, os pesquisadores descobriram que o CRF19 é uma combinação dos subtipos A, D e G do HIV. "Acredita-se que essa recombinação pode gerar uma cepa mais patogênica se os fragmentos genômicos de diferentes subtipos se unirem em um vírus que se replique com mais facilidade, mas nenhuma evidência para isso havia sido encontrada", ressalta o estudo divulgado na EbioMedicine,

A combinação teria dado ao patógeno a capacidade de acionar uma carga viral bastante alta ao organismo humano, acelerando, assim, a resposta imune. Mas, em vez de combater o vírus invasor, a produção acelerada de linfócitos acaba instalando o HIV ainda mais rápido, pois o vírus se multiplica justamente nas células de defesa.

Segundo Vandamme, há dois tipos de correceptores que o HIV pode usar nesse processo: o CCR5 e o CXR4. "Na progressão normal do HIV para a Aids, geralmente o vírus quase sempre começa usando o CCR5 e, então, muda, para o CXCR4 depois de muitos anos. Depois disso, a progressão para a Aids acontece muito rápido", ensina. O processo no caso da contaminação pelo CRF19 parece ser mais ágil, acreditam os cientistas.

18 mil em tratamento

Com uma população de 11,1 milhões de pessoas, Cuba registrou 22 mil casos de Aids, sendo que 18 mil infectados sobrevivem com a ajuda de tratamento. Entre 1,2 mil e 1,8 mil pessoas são diagnosticadas com o vírus HIV no país todos os anos, das quais de 13% a 16% acabam desenvolvendo a Aids.

Aborto legalizado salvaria vidas, dizem defensores
UOL

"Aborto e regulação da mídia só serão votados passando por cima do meu cadáver". A frase dita pelo presidente da Câmara dos Deputados, em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo", causou indignação aos que defendem a ampliação do direito ao aborto no Brasil, que já é reconhecido por lei em casos específicos, como riscos à vida da mãe e estupro.

Para Maria José Rosado, presidente da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, o parlamentar, que é evangélico, trata o assunto de forma pessoal em vez de representar a população em um caso que precisa olhar pela saúde da mulher.

"É uma questão de política e saúde pública. Ele não pode tratar o assunto com as convicções pessoais. Não é isso que se espera de um representante. Não pode, simplesmente, impor que não se falará mais sobre um assunto que causa a morte de milhares de mulheres", afirma Maria José. "É obrigação do Estado dar condições para que elas possam dizer se querem continuar uma gravidez ou não. Para isso, precisamos discutir".

Na opinião de Lenise Garcia, presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, a declaração de Eduardo Cunha foi apenas para reforçar o que ele pensa, justamente para que o aborto não seja mais colocado em pauta, embora pense que, por termos legais, deve voltar à tona.

"A maioria dos deputados é contra, assim como não é o desejo da maioria da população [dados do Ibope de setembro de 2014 concluíram que 79% da população é contra a descriminalização]. Porém, já tivemos outros políticos defendendo esse crime, também com uma opinião pessoal. É muito mais grave colocar uma posição a favor desse assunto quando se é parlamentar, já que estamos falando de um crime", disse ela, que acredita que a legalização pode encorajar mais mulheres a recorrerem à prática.

Embora seja difícil estimar o número anual de vítimas por consequência do aborto, o Ministério da Saúde enquadrou a causa como a quinta maior responsável por mortes de brasileiras.

 Maria José afirma que a legalização não vai causar uma procura maior pelo recurso. Para ela, as consequências de um aborto feito em condições dignas não são nada perto das de uma gravidez indesejada levada adiante. "A ilegalidade não previne nenhum aborto. Quando uma mulher decide, ela faz", diz. Segundo ela, discutir a ampliação da legalização do aborto só tem pontos positivos.

"Com a possibilidade de abordar legalmente em mais situações, teremos menos mulheres mortas ou aleijadas por isso, pois só assim elas terão acesso aos recursos necessários. Em vez de penalizar uma mulher por um aborto, deveríamos questioná-la sobre os motivos pelos quais ela quer ser mãe. No entanto, trata-se a maternidade como necessária, óbvia e automática, como se não houvesse um depois, que é a vida inteira do ser humano que vai nascer", diz.

Segundo a última pesquisa feita pelo Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), da UnB (Universidade de Brasília), em 2010, mais de uma a cada cinco mulheres alfabetizadas, que têm entre 18 e 39 anos, já praticaram pelo menos um aborto. Cerca de metade delas teve de ser internada por conta de complicações, como perfuração do útero. A prática é mais comum entre aquelas com menor escolaridade (23%), enquanto o percentual das que já concluíram o ensino médio é de 12%.

Para Cristião Rosas, presidente da comissão de violência sexual da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), o aborto instiga questões morais e religiosas e todas as opiniões devem ser levadas em consideração. Porém, como médico, ele diz que o mais difícil de encarar é o fato das mulheres mais vulneráveis, como adolescentes e com nível sociocultural baixo, serem as mais atingidas pelas piores consequências, já que as que têm condições financeiras podem recorrer a clínicas, dentro e fora do país, capazes de fazer o procedimento sem grandes traumas físicos.

"Respeito a opinião do deputado. Mas, acima de tudo, acredito que as pessoas precisam entender que não se trata de um caso de polícia, de penalização da mulher. Já temos evidências que comprovam isso. A descriminalização não vai impor o aborto a ninguém", afirma o médico.

"Temos de deixar a mulher livre para decidir sobre a sua vida. Em algum momento, o Brasil precisará avançar em relação ao assunto, pois impor a todas as pessoas uma visão baseada apenas na religião não é justo, não é democrático", diz ele, que também é fundador da Global Doctors for Choice no Brasil, uma rede médica pelo direito de decidir.

Legalização do aborto X criminalidade no país

 Inspirado pelo economista norte-americano Steven Levitt, que relacionou a queda da criminalidade nos Estados Unidos à legalização do aborto, o brasileiro Gabriel Hartung, em 2009, que à época era mestrando em economia, teve sua tese na FGV (Fundação Getúlio Vargas) aprovada quando sugeriu que, aqui no Brasil, o fenômeno seria equivalente.

As estimativas do trabalho de Levitt mostraram que de 25% a 40% da redução da criminalidade dos EUA foi resultado do fim da proibição do aborto, implantada em 1973.

O artigo do brasileiro, disponível na biblioteca online da FGV, explica os fatores demográficos mais determinantes para a criminalidade 20 anos mais tarde no Brasil, usando dados dos municípios de São Paulo e de outros estados do país. E foram eles: a taxa de fecundidade, a porcentagem de mães adolescentes e a de crianças criadas sem o pai. O estudo concluiu que esses motivos são relevantes para explicar a variação de crimes violentos e contra o patrimônio.

Assim, segundo a tese, ter a chance de realizar um aborto em condições legais diminuiria a criminalidade 20 anos depois da legalização, pois, de acordo com as evidências colhidas pelo economista, a fração de jovens filhos de mãe solteira e/ou adolescente está relacionada às taxas de criminalidade.

OMS pede investimentos no combate a doenças tropicais negligenciadas
Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje (19) aos países maiores investimentos no combate a um conjunto de doenças tropicais negligenciadas, como a dengue, que causam cerca de 500 mil mortes anualmente.

Com 1,5 bilhão de pessoas afetadas em um universo de 149 países, a OMS faz o apelo em relatório sobre o combate a essas doenças. A organização cita 17 casos em que a aplicação de verbas adicionais pode salvar vidas, prevenir deficiências, acabar com o sofrimento e melhorar a produtividade.

"O aumento do investimento por parte dos governos pode aliviar a miséria humana, distribuir de forma equitativa os ganhos e libertar multidões há muito condenadas à pobreza", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

Dirk Engels, que coordena o Departamento de Controle de Doenças Tropicais Negligenciadas, disse aos jornalistas, em Genebra, que a África é "o continente com o maior número de casos dessas doenças, em termos absolutos", com muitas pessoas sendo afetadas por mais mais de um tipo.

Segundo ele, cerca de 450 milhões de pessoas na África Subsaariana estão em risco de contrair doenças tropicais. No entanto, de acordo com a OMS, elas também atingem a América Latina, o Oriente Médio e a Ásia e podem aparecer em países europeus ou nos Estados Unidos.

A Organização Mundial da Saúde considera doenças tropicais negligenciadas a úlcera de Buruli, a doença de Chagas, a cisticercose, a dengue, a dracunculíase (doença do verme da Guiné), a equinococose, a fasciolíase, a tripanossomíase africana (doença do sono), a leishmaniose, a lepra, a filaríase linfática, a oncocercíase (a cegueira dos rios), a raiva, a esquistossomose, as parasitoses, o tracoma e o bouba.

A instituição recomenda aos países que invistam US$ 2,9 bilhões anualmente, até 2020, para tratar as doenças ou combater os vetores. Depois disso, os recursos necessários para a década seguinte cairiam para US$ 1,6 bilhão anuais, à medida que as doenças são reduzidas ou erradicadas, indicou a organização.

O investimento total para 16 anos chega a US$ 34 bilhões.

'Cinquenta Tons de Cinza', o filme (Contardo Calligaris)
Folha de SP

Gostei de "Cinquenta Tons de Cinza", o filme --gostei do que a diretora, Sam Taylor-Johnson, soube fazer com o livro.

Em 2012, quando o primeiro volume saiu em português (ed. Intrínseca), dediquei uma coluna à trilogia de E. L. James (http://migre.me/oEd4P).

Não escreveria agora sobre o filme se ele não fosse acolhido por salvas de críticas que acho bizarras.

Começou com a previsão de que o filme seria um fracasso. Ora, nos EUA, no Brasil e no mundo, "Cinquenta Tons" foi campeão de bilheteria no fim de semana de estreia.

Logo, houve as declarações de alguns líderes católicos, segundo os quais, no filme, a visão do sexo seria degradante e contrária aos ensinamentos da igreja quanto ao "caráter sublime e amoroso da intimidade sexual no casamento". O fato é que, sistematicamente, a censura emburrece quem a pratica ou tenta praticá-la.

Quem leu E. L. James sabe que a trilogia é uma história de amor. Nenhuma novidade: um casal sadomasoquista (SM) é quase sempre amoroso, duradouro e unido por um raro respeito recíproco. Por isto os adolescentes gostam do filme e dos livros: porque contam uma história romântica.

Líderes evangélicos, como Edir Macedo e Sezar Cavalcante, também não viram, não leram ou não entenderam: acharam que o filme "glorifica a excitação sexual sem amor" e "cultua o hedonismo" ou mesmo "o sexo sem compromisso" (essa é bizarra, visto que, no filme e no livro, o compromisso é a condição para que haja uma relação).

Escutar líderes cristãos protestando contra o erotismo SM não deixa de ser um paradoxo estranho. Há várias razões pelas quais as fantasias SM são as mais frequentes no erotismo de nossa cultura, e uma delas é a glorificação do corpo supliciado na religião cristã.

Conheci dezenas de adolescentes cujas primeiras masturbações foram inspiradas por um exemplar (ilustrado ou não) da martirologia cristã, que estava na biblioteca de família sem que ninguém suspeitasse de sua carga erótica possível.

Nos anos 1970 ou 1980, na casa de todos meus amigos homossexuais e praticantes de SM pesado, na Califórnia, tinha um livro de mesa inteiramente dedicado às imagens de São Sebastião. Acho que o título era "Sebastian". Tento encontrar esse livro sem sucesso. Algum leitor se lembra?

Seja como for, é irônico que, na bilheteria, "Cinquenta Tons" concorresse logo com a "Paixão de Cristo", de Mel Gibson, que, desde 2004, era a melhor bilheteria de estreia para um mês de fevereiro. Era e não é mais: "Cinquenta Tons" ganhou.

"Cinquenta Tons" também mobilizou instituições que lutam contra a violência doméstica, como se a relação SM entre um homem dominador e uma mulher submissa glorificasse a violência contra a mulher.

Ora, existe uma proporção inversa entre a prática do SM e a violência doméstica. A prática de dominação no SM sempre é restrita à esfera sexualizada pelo casal; ela não invade o resto da vida. Escrevi em 2012: "a dominação no sexo é justamente o que permite que, fora do sexo, Christian e Anastasia sejam um casal de iguais, cada um cioso de sua liberdade".

Alguns acham que Christian Grey (o protagonista) é improvavelmente rico e, com isso, a trilogia se confundiria com um conto de fadas.

Você já imaginou como seriam os "120 Dias de Sodoma", do Marquês de Sade, se os libertinos, de vez em quando, devessem se preocupar com o aumento do aluguel do castelo?

Um casal que conheço tinha encontrado o dominador que pediram a Deus (ou ao Diabo, não sei): um homem que gostasse de dominar os dois. Mas eis que, logo numa véspera de Natal, o dominador estacionara errado e, ao deixar a casa do casal depois de uma "sessão", ele descobriu que seu carro tinha sido levado para o equivalente local do Detran. O dominador não tinha cartão, estava com pouco dinheiro e ainda precisava comprar um presente para a filha.

Ele foi resgatado por seus "escravos", que salvaram o Natal: acompanharam o dominador ao Detran etc. Mas foi o fim de uma fantasia sexual que durava havia anos. Dá para entender por que Grey é rico?

Agora, também tenho críticas ao livro e ao filme. A principal é à ideia de que Grey seria "torto" porque foi abusado na infância e na adolescência --como se fosse necessária uma explicação que o "absolvesse" de suas fantasias. Não é preciso; as fantasias SM, além de não constituírem um transtorno, são mais que normais: são quase triviais.