Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Dilma Mente POR MARCELINHO BAENA VIA FB

Dilma Mente
POR MARCELINHO BAENA



Dilma declarou antes de partir para Argentina que as questões de Direitos humanos não fará concessões.Dilma mente disparadamente,ela se elegeu numa aliança super-conservadora, e durante toda eleição o que se viu foram idas e voltas de Dilma em torno temas relacionados com as questões de direitos humanos. Temas relacionados com as questões de direitos civis dos homossexuais foram objetos de trocas,para ter apoio de Pastores homofobicos Dilma negociou de forma inescrupulosa e escandalosa,Dilma antes a favor e depois logo se colocou contra toda uma população LGBT,vitima diária de ataques homofobicos.Um governo que está a serviço da agiotagem internacional e da massa de empresariados que só desejam manter seus domínios sobre o Estado e os trabalhadores.No governo Lula só foi falácia em torno das questões de direitos humanos,o Plano Nacional de Direitos Humanos não saiu do papel,Lula falou muito e não fez nada.
Dilma tem rabo preso com setores da ultradireita cristã ,com aqueles que financiaram sua campanha eleitoral,com partidos fisiológicos como PMDB e fora os acordos nebulosos que se realizaram durante toda eleição.Não vejo como Dilma irá avançar nessas areias sem romper com aqueles que ajudaram.Dilma se encontra limitada e coagida dê certa forma,uma vez que setores do movimento LGBT apoiaram ela de forma incondicional mesmo conscientes que o governo seria conservador e capitalista.Há um sentimento de esperança por parte do movimento LGBT no sentido de a ver lacunas.O movimento LGBT optou por um candidato que fosse capaz de ganhar um eleição,por um candidato que fosse capaz de oferecer migalhas,por um candidato que fosse capaz oferecer cargos no governo federal,optou assim pela prostituição fácil e barata.
É difícil entender o raciocínio de Dilma,ela nunca completa o que fala, talvez seria uma forma de nos engambelar,esses políticos da direita são craques nisso....
A melhor resposta a essa pouca vergonha toda é reagir de forma corajosa,ir as ruas,se juntar com os demais movimentos populares de esquerda,e brigar pelos nossos direitos sem medo de ser felizes.

Postado por Marcelinho Baena às 13:58 Marcadores: Opinião
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ABGLT entrega no CN as demandas da educação sem homofobia

ABGLT entrega no Congresso Nacional as demandas da educação sem homofobia para inclusão no plano de educação

 
 
ABGLT entregou dia  23/11/2011  no Congresso Nacional as demandas da educação sem homofobia para inclusão no plano de educação ( PNE).

Toni Reis



Ofício PR 309/2011 (TR/dh)                                                                Curitiba, 23 de novembro de 2011


Ao:      Exmo. Sr. Deputado Lelo Coimbra (PMDB/ES)
            Presidente da Comissão Especial - P/L nº 8035/2010 - Plano Nacional de Educação 2011-2020
            Gabinete 801 – Anexo IV

c.c.      Exma. Sra. Deputada Fátima Bezerra
Presidente da Comissão de Educação e Cultura

Exma. Sra. Deputada Manuela D’Ávila
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Exmo. Sr. Deputado Vitor Paulo.
Presidente da Comissão de Legislação Participativa


Assunto: Demandas da ABGLT para o Plano Nacional de Educação 2011-2020


Senhor Deputado,

A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade nacional que congrega 257 organizações congêneres de todo o Brasil, tendo como objetivo promover e defender os direitos humanos destes segmentos da sociedade. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.

A missão da ABGLT é “promover a cidadania e defender os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero”.

Neste sentido, entendemos que a educação tem um papel fundamental a desempenhar no que tange ao respeito pela diversidade, inclusive a diversidade sexual. No entanto, ao analisarmos o Projeto de Lei nº 8035/2010, referente ao Plano Nacional de Educação para o decênio 2011 a 2020, observamos que o mesmo contém apenas uma única estratégia específica para esta área: “3.9 Implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação à orientação sexual ou à identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”.

Em 2008 e 2010 foram realizadas duas Conferências Nacionais de Educação, como parte de um processo democrático da construção conjunta (governo, sociedade civil e outros atores relevantes) de propostas para as políticas públicas nesta área.

A Conferência Nacional de Educação Básica, de 2008, aprovou 5 deliberações específicas relativas à diversidade sexual, e a Conferência Nacional de Educação aprovou 25 deliberações quanto a gênero e diversidade sexual, as quais constam no anexo deste ofício.

Assim, sendo a ABGLT vem por meio deste requerer emendas ao Projeto de Lei nº 8035/2010, para que respeite e reflita as deliberações das duas Conferências Nacionais de Educação acima citadas.


Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição.



Atenciosamente




Toni Reis
Presidente








Conferência Nacional de Educação Básica, 2008

Deliberações aprovadas


Eixo temático: “Inclusão e Diversidade na Educação Básica”

Quanto à diversidade sexual, as políticas de inclusão e diversidade na educação básica deverão:

1. realizar constantemente a análise de livros didáticos e paradidáticos utilizados nas escolas - conteúdos e imagens –, para evitar as discriminações de gênero e de diversidade sexual e, quando isso for constatado, retirá-los de circulação;

2. desenvolver e ampliar programas de formação inicial e continuada em sexualidade e diversidade, visando a superar preconceitos, discriminação, violência sexista e homofóbica no ambiente escolar, e assegurar que a escola seja um espaço pedagógico, livre e seguro para todos/todas, garantindo a inclusão e a qualidade de vida;

3. rever e implementar diretrizes, legislações e medidas administrativas para os sistemas de ensino promoverem a cultura do reconhecimento da diversidade de gênero, identidade de gênero e orientação sexual no cotidiano escolar;

4. garantir que a produção de todo e qualquer material didático-pedagógico incorpore a categoria “gênero” como instrumento de análise, e que não se utilize de linguagem sexista, homofóbica e discriminatória;

5. inserir os estudos de gênero e diversidade sexual no currículo das licenciaturas.

Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Conferência Nacional da Educação Básica. Documento Final. Brasília: Presidência da República, Ministério da Educação, Secretaria Executiva, Secretaria Executiva Adjunta, Comissão Organizadora da Conferência Nacional da Educação Básica, 2008, p. 78-79.






Conferência Nacional de Educação, 2010.

Deliberações aprovadas


Eixo temático VI – “Justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade”

Quanto ao gênero e à diversidade sexual:

a) Introduzir e garantir a discussão de gênero e diversidade sexual na política de valorização e formação inicial e continuada dos(das) profissionais da educação nas esferas federal, estadual, distrital e municipal, visando ao combate do preconceito e da discriminação de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, mulheres, ao estudo de gênero, diversidade sexual e orientação sexual, no currículo do ensino superior, levando-se em conta o Plano Nacional de Políticas Públicas para a Cidadania LGBT e o Programa Brasil sem Homofobia.

b) Inserir e implementar na política de valorização e formação dos/ das profissionais da educação, a partir da reorganização da proposta curricular nacional, a discussão de gênero e diversidade sexual, na perspectiva dos direitos humanos, quebrando os paradigmas hoje instituídos e adotando para o currículo de todos os cursos de formação de professores(as) um discurso de superação da dominação do masculino sobre o feminino, para que se afirme a constituição de uma educação não sexista.

c) Inserir imediatamente nos princípios e critérios para a avaliação de livros, no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), no Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM), no Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) e nos currículos, de maneira explícita, critérios eliminatórios para obras que veiculem preconceitos referentes à condição social, regional, étnico-racial, de gênero, identidade de gênero, orientação sexual, linguagem ou qualquer outra forma de discriminação ou de violação de direitos humanos.

d) Aprimorar e aperfeiçoar a avaliação do livro didático,de acordo com a faixa etária do/a estudante e sem resquícios de discriminação, sobretudo em relação àquelas temáticas referentes às famílias compostas por pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, enfatizando os recortes de raça/etnia, orientação sexual, identidade de gênero, condição socioeconômica e os novos modelos de famílias homoafetivas, contemplando, ainda, aspectos relacionados às diversas formas de violência sexual contra crianças e adolescentes.

e) Desenvolver, garantir e ampliar a oferta de programas de formação inicial e continuada, extensão, especialização, mestrado e doutorado, em sexualidade, diversidade, relações de gênero, Lei Maria da Penha n° 11.340/03, em instituições de ensino superior públicas, visando superar preconceitos, discriminação, violência sexista e homofóbica no ambiente escolar.

f) Assegurar que as instituições escolares sejam um espaço pedagógico livre e seguro para todos(as), que garantam a inclusão, a qualidade de vida, a liberdade de expressão e a promoção dos direitos humanos, a fim de que se possa atuar nas diferentes entidades educacionais, promovendo a articulação entre grupos, em redes de trabalho, com previsão em orçamento anual, contribuindo para ampliar e democratizar o acesso à educação superior, especialmente de mulheres negras e indígenas.

g) Inserir os estudos de gênero, identidade de gênero, orientação sexual, diversidade
sexual educação sexual, como disciplina obrigatória, no currículo da formação inicial e continuada, nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, nas licenciaturas e bacharelado, na pós-graduação, no ensino fundamental e médio, em todas as áreas do conhecimento, de forma interdisciplinar, transdisciplinar e transversal, articulando-os à promoção dos direitos humanos - meta do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos.

h) Ampliar os editais voltados para a pesquisa de gênero, incluindo neles a discussão da diversidade e orientação sexual, e dotando-os de mais financiamento. Estimular, no contexto das ações didático-metodológicas das instituições escolares, o uso dos instrumentos de direito que tenham como foco a questão de gênero e diversidade sexual.

I) Propor e garantir medidas que assegurem às pessoas travestis e transexuais o direito de terem os seus nomes sociais acrescidos aos documentos oficiais (diário de classe) das instituições de ensino.

j) Desenvolver material didático e ampliar programas de formação inicial e continuada para a promoção da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos de jovens e adolescentes, prevenção de doenças de transmissão sexual HIV/Aids, ,assim como alcoolismo e drogas, incluindo-os também nos currículos de educação formal/regular e especial, e considerando suas interfaces com a diversidade sexual, as questões de gênero, raça/etnia e geração.

k) Estimular e ampliar a produção nacional de materiais (filmes, vídeos e publicações) sobre educação sexual, diversidade sexual e assuntos relacionados a gênero, em parceria com os movimentos sociais e IES[1], no intuito de garantir a superação do preconceito que leva à homofobia e ao sexismo.

l) Incluir, nos programas de ampliação de acervo e implementação das bibliotecas escolares, obras científicas, literárias, filmes e outros materiais que contribuam para a promoção do respeito e do reconhecimento à diversidade de orientação sexual e de identidade de gênero.

m) Elaborar, implantar e implementar políticas e programas de formação continuada, de pós-graduação, acerca de gênero, diversidade sexual e orientação sexual para todos(as) os(as) profissionais da área da saúde, educação, serviço social, esporte e lazer.

n) Construir uma proposta pedagógica sobre gênero e diversidade sexual para nortear o trabalho na rede escolar de ensino, eliminando quaisquer conteúdos sexistas e discriminatórios e com a participação de entidades educacionais e afins.

o) Inserir na proposta pedagógica a abordagem da interface da violência doméstica contra as mulheres e a violência contra crianças, jovens e adolescentes, assegurando, junto às unidades de ensino fundamental e médio, o monitoramento e o acompanhamento da proposta pedagógica e garantindo o encaminhamento dos casos notificados/denunciados para a rede de proteção.

p) Estimular, junto a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a criação de linha de pesquisa, voltada para as temáticas de gênero e diversidade sexual, nos cursos de pós-graduação do Brasil.

q) Garantir que o MEC assegure, por meio de criação de rubrica financeira, os recursos necessários para a implementação do Projeto Escola sem Homofobia em toda a rede de ensino e das políticas públicas de educação, presentes no Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, lançado em maio de 2009.

r) Desenvolver programas voltados para ampliar o acesso e a permanência na educação de grupos específicos, como mulheres não alfabetizadas, ou com baixa escolaridade, profissionais do sexo, pessoas em situação de prisão e pessoas travestis e transexuais.

s) Criar grupos de trabalhos permanentes nos órgãos gestores da educação dos diversos sistemas, para discutir, propor e avaliar políticas educacionais para a diversidade sexual e relações de gênero, compostos por representantes do poder público e da sociedade civil.

t) Promover a formação das mulheres jovens e adultas para o trabalho, inclusive nas áreas científicas e tecnológicas, visando reduzir a desigualdade de gênero nas carreiras e profissões.

u) Promover a inclusão na formação dos(das) profissionais da educação, de temas de direitos humanos, de valorização do/a trabalhador/a e de estratégias de enfrentamento do trabalho análogo à escravidão e a outras formas degradantes de trabalho.

v) Incluir na proposta da escola a educação em direitos humanos, os direitos das mulheres e o desafio da superação da violência contra mulheres - Pacto Nacional do Enfrentamento da Violência contra as Mulheres –, articulando-os com as propostas do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM, capítulo 2), que enfatiza a necessidade de educação inclusiva, não sexista, não racista, não homofóbica e com linguagem inclusiva.

w) Estabelecer que todo documento da Conae[2] reconheça o feminino na linguagem e supere a linguagem sexista, conforme previsto em documentos internacionais dos quais o Brasil é signatário, entre eles, o resultante da Conferência de Beijing.

x) Demandar que os sistemas educacionais, em todas as modalidades e níveis, atuem preventivamente para evitar a evasão motivada por homofobia, isto é, por preconceito e discriminação à orientação sexual e identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão (racismo, sexismo, deficiência), além da econômica.

y) Incluir nos levantamentos de dados e censos escolares informações sobre evasão escolar causada por homofobia, racismo, sexismo e outras formas de discriminação individual e social.


Fonte: BRASIL. Comissão Organizadora Nacional da Conferência Nacional de Educação. Documento Final. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria Executiva, 2010. p 143-146.




[1] IES: Instituições de Ensino Superior.
[2] Conae: Conferência Nacional de Educação.


ABGLT Ofício 309 2011.doc
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SEMINÁRIO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Convite - Seminário - Plano Nacional de Educação - mobilização nacional por uma educação sem homofobia - Câmara dos Deputados 23/11





   
                      
CONVITE

A Câmara dos Deputados tem a honra de convidar Vossa Senhoria a participar do Seminário Plano Nacional de Educação – Mobilização por uma Educação sem Homofobia, a realizar-se no próximo dia 23 de novembro, quarta-feira, a partir das 13:30 horas, no Plenário 3 desta Câmara dos Deputados.
A realização do evento é uma iniciativa conjunta das Comissões de Legislação Participativa; de Direitos Humanos e Minorias; e de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, bem como da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, e propõe-se a discutir diretrizes de uma educação inclusiva e democrática, que promova a cultura de paz.



Confira a programação do Evento:

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA 54ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária
PAUTA DE SEMINÁRIO COM A PARTICIPAÇÃO DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS E DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA
DIA 23/11/2011
LOCAL: Anexo II, Plenário 03
HORÁRIO: 13h30min

A -
Seminário:
SEMINÁRIO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Mobilização Nacional por uma Educação Sem Homofobia

13h30 – Abertura

Hino Nacional

·         Deputada Fátima Bezerra, Presidente da Comissão de Educação e Cultura e Relatora da SUG 10/11 - CLP
·         Comissão de Legislação Participativa
·         Deputada Manuela D’Ávila, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
·         Senadora Marta Suplicy, Representante da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT no Senado
·         Deputado Jean Wyllys, Representante da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara dos Deputados
·         Toni Reis, Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT
·         Yone Lindgren, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT
·         Keila Simpson, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT

14h30 – Mesa Escola Sem Homofobia

Dra. Débora Diniz, pesquisadora do Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero
Tema: “Homofobia: causas e consequências”
Dra. Miriam Abramovay - coordenadora de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americano de Ciência Sociais
Tema: “Dados da Homofobia nas Escolas”
Beto de Jesus – Diretor da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT
            Tema: “Demandas da ABGLT para o Plano Nacional da Educação”
Gustavo Bernardes – Coordenador –Geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais da Secretaria de Direitos Humanos
            Tema: “Educação e Direitos Humanos”
Representante do Ministério da Educação
            Tema: “Diversidade e Gênero”


16h - Debates

Moderadora: Deputada Fátima Bezerra


17h30 - Encerramento


Promoção:
Câmara dos Deputados
- Comissão de Legislação Participativa
- Comissão de Direitos Humanos e Minorias
- Comissão de Educação e Cultura
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Apoio:
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Ministério da Saúde

Contatos:

Comissão de Legislação Participativa: clp@camara.gov.br  61 3216 6692
ABGLT: presidencia@abglt.org.br

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ano Internacional da Biodiversidade 2

Aborto: questão privada ou do Estado?

Zero Hora

22 de janeiro de 2010

A terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos é um apanhado de 521 medidas, que dependem não só da ação do governo federal, mas de municípios, Estados, Congresso e do Poder Judiciário.

Na última terça-feira, o Conversas Cruzadas debateu a criação da Comissão da Verdade e a revisão da Lei da Anistia, que pode culminar com a punição de quem já foi anistiado. O Programa Nacional de Direitos Humanos trata de outro assunto que causa polêmica, principalmente entre Estado, Igreja e família: a descriminalização do aborto.

Inicialmente, o decreto do plano se posicionava a favor do aborto, “considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. A Igreja Católica reagiu contra esta defesa, o que incitou o presidente Lula a rever o trecho.

Segundo o presidente, o texto não traduz a posição do governo. Desta forma, a posição do PNDH deve ser reeditada. A nova redação deve fazer uma defesa genérica do aborto, no contexto de saúde pública, como, por exemplo, para salvar a vida da mãe.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Planos nacionais do mundo da fantasia

Ano Internacional da Biodiversidade

17/01/2010

Jornal do Brasil

Lançar programas com objetivos irreais não é novidade. Se dependesse do que fica apenas no papel, por exemplo, o Brasil já não teria analfabetos e as doações de órgãos para transplante não teriam caído
A recente polêmica que envolveu o Plano Nacional de Direitos Humanos traz à tona uma discussão: as propostas dos planos nacionais são mesmo realistas? A julgar por alguns programas elaborados nos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a resposta é: nem sempre. Se as metas e os objetivos de alguns planos nacionais tivessem saído do papel, o Brasil hoje não teria analfabetos, haveria quase o dobro de turistas estrangeiros passeando por aqui e todas as nossas escolas seriam modernas. Veja a seguir como é o Brasil de fantasia dos planos nacionais.

Educação

No Brasil de fantasia concebido pelo governo FHC, não há analfabetos no país desde o final do ano passado. Essa era a meta estabelecida, por lei, no Plano Nacional de Educação, de 2001.
No Brasil real, a coisa é bem diferente. Segundo dados do IBGE de 2008, o número de jovens e adultos analfabetos ultrapassa 19 milhões - ou seja, 10% da população do país. Entre os países da América Latina e do Caribe, o Brasil amarga o nono lugar no ranking de analfabetismo.
Deixar de ter analfabetos não era a única previsão furada do Plano Nacional de Educação de FHC. Pelo programa tucano, todas as escolas de ensino infantil e fundamental do país, sem exceção, estariam funcionando, desde 2006, sob padrões europeus. Teriam sistema de segurança, mobiliário apropriado para crianças com necessidades especiais, visão para a área externa, material pedagógico apropriado e espaço para a prática de esportes, entre outras melhorias.
O governo FHC também estabeleceu metas irreais para as escolas de ensino médio. Pelo plano tucano, desde 2006, os professores de todos os estabelecimentos de ensino médio do país teriam diploma de ensino superior.

Cultura

Em 2008, depois de cinco anos de discussão interna, o governo Lula lançou as diretrizes do Plano Nacional de Cultura. Na apresentação, o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, e o então presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ressaltaram o aspecto democrático do programa, segundo eles, "escrito por milhares de mãos". "Vivemos tempos de aprofundamento de nossa democracia e qualificação de políticas públicas", afirmaram Gil e Chinaglia. Lendo o plano, porém, percebe-se um viés intervencionista: o governo queria interferir na programação das TV comerciais.
O plano partia de um diagnóstico verdadeiro ("A diversidade cultural ainda não é satisfatoriamente representada nos meios de comunicação do país.") para propor uma intervenção: "(...) o Estado deve adotar iniciativas voltadas à expansão das estruturas de difusão e à regionalização dos conteúdos veiculados". Se tudo tivesse caminhado conforme o planejado, as TV comerciais hoje teriam "cotas de programação" de temas regionais e culturais.
A interferência na programação das TV comerciais também estava prevista no Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Elaborado no ano passado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, o plano sugeria a criação, ainda em 2009, de uma comissão encarregada do "controle social junto às redes de TV, programas de auditório e humorísticos a fim de coibir as discriminações por gênero, orientação sexual, identidade de gênero, sexo, etnia, geracional e deficiência". Era o governo impondo que o humor fosse politicamente correto.

Turismo

Em abril de 2003, quando ainda não tinha completado quatro meses de governo, o presidente Lula baixou o Plano Nacional de Turismo, que vinha sendo elaborado pelo seu antecessor, Fernando Henrique. A meta do plano era ousada: em 2007, num cenário de "condições ótimas de mercado", o Brasil teria 9 milhões de turistas estrangeiros, que gerariam US$ 8 bilhões em divisas. Caso as condições de mercado fossem apenas "boas", a previsão caía: 7,5 milhões de turistas estrangeiros e receita de US$ 7,1 milhões.
As metas do plano não passaram perto da realidade. Em 2007, o Brasil teve 5 milhões de turistas estrangeiros, que deixaram aqui US$ 4,9 bilhões. Ou seja, o governo conseguiu realizar apenas dois terços de sua meta menos otimista.
E não se pode dizer que as tais "condições de mercado" tenham conspirado contra o país naquele período. Em 2008, quando o Brasil repetiu o resultado do ano anterior (5 milhões de turistas estrangeiros), outros países da América Latina tiveram resultado comparativamente bem melhor. A Argentina recebeu um número de turistas quase igual ao do Brasil: 4,6 milhões. Países pequenos e de infraestrutura limitada também tiveram resultados significados. A República Dominicana, por exemplo, teve 3,9 milhões de turistas estrangeiros, equivalente a 78% do resultado brasileiro. Já o México registrou 22 milhões e turistas estrangeiros, número quase quatro vezes e meia maior que o do Brasil.

Saúde

No final de 2004, o governo Lula baixou, por meio de uma portaria, o Plano Nacional de Saúde. Uma das metas era aumentar as doações de órgãos em 30% a cada ano, até 2007. Como em 2004 foram registrados 7,6 doadores para cada

grupo de 1 milhão de habitantes, esse número deveria ter crescido para 16,7 em 2007. No entanto, no Brasil real, o que se verificou foi uma queda drástica nas doações. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a relação de doadores para cada grupo de 1 milhão de habitantes caiu seguidamente em 2005 (6,4 doadores para cada grupo de 1 milhão de habitantes), 2006 (5,8) e 2007 (5,4).

Outra meta fantasiosa do Plano Nacional de Saúde de Lula era a implantação, até 2007, da fábrica de fracionamento de plasma, para produção de medicamentos para hemofílicos. Até hoje, contudo, a Hemobrás, como a estatal foi batizada, não produziu um único frasco de hemoderivado. As obras civis da fábrica, que ficará em Goiana (Pernambuco), deverão ficar prontas somente em junho de 2012, segundo informação da própria Hemobrás. A fábrica deverá entrar em funcionamento no segundo semestre de 2014 - um atraso de sete anos em relação ao previsto no plano. Até lá, o país continuará gastando R$ 800 milhões por ano para importar os medicamentos