Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador DEPARTAMENTO DE DST. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

[fonaids] Reunião com Miistério da Saúde - enfrentamento do HIV/ aids [1 Anexo

Pessoal   
 
No  dia 28   de  agosto, tivemos uma reunião  com o Ministério  da Saúde  para discutir a situação-problema  e  possíveis  respostas em relação ao enfrentamento do HIV/ aids na população gay.
 
Participaram da  reunião Jarbas  Barbosa, Secretário  de  Vigilância  em Saúde, representando o Ministro  Alexandre Padilha,  bem como o chefe  de  gabinete do secretário, Marcos Quito.
 
Do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais participaram Ivo Brito  e   Acioli Neto,  representando  Dr.  Fábio  Mesquita  que  estava  em  reunião  fora  do  país.
 
Também participou Alessandro  Melchior , presidente  do  Conselho  Nacional  da  Juventude.
 
Infelizmente,  o presidente  da ABGLT, Carlos  Magno, não pôde participar da reunião devido a um problema  com as passagens.
 
 
 
Toni Reis
Secretário   de  Educação  da  ABGLT
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013


NOTA DE REPUDIO

                                              
Recife, 05 de Junho de 2013



NOTA DE REPUDIO

A Associação Pernambucana das Profissionais do Sexo - APPS, fundada em 17 de outubro 2002, vem expressar publicamente seu repúdio e indignação à atitude abusiva e politicamente retrógrada do ministério da saúde, quando este retirou do ar a campanha publicitária com as prostitutas do Brasil que participaram de oficinas de saúde executadas por este mesmo ministério no mês de março do ano corrente.
 O mote que resvalou na atitude abusiva e contra a qual nos posicionamos, foi à valorização da prostituição como trabalho, aspecto que se constitui hoje como uma das principais lutas do movimento para reduzir o estigma contra nós, prostitutas, e inclusive fundamental para diminuir nossa vulnerabilidade em relação à infecção pelo HIV e outras DSTs. Mais uma vez, o que era para ser uma conquista de direitos humanos passa a ser uma violação dos direitos humanos: a suspensão do direito de afirmar a prostituição como um trabalho digno e feliz. Somos solidárias a todos/as os/as respeitáveis profissionais do ministério da saúde que acreditaram em nossa luta e entenderam a importância política de nossa valorização, e que foram arbitrariamente demitidos/as, bem como àqueles/as que pediram demissão do Departamento Nacional DST/HIV/AIDS.


Atenciosamente,
                                                     
                                              
Coordenação Colegiada da APPS
Nanci Feijó - Vanderliza Rezende- Maria das Graças




Associação Pernambucana das  Profissionais  do Sexo
Rua 1º de março nº 90    andar  Santo Antonio Recife-PE
appsrecife@ig.com.br       nancifeijo@ig.com.br   vanderliza@ig.com.br

As Amazonas - APAM ( Asociação das Prostitutas e Ex-Prostitutas do Amazonas) Também não concorda
com atitude do Ministro da Saúde, é como sempre afirmamos, temos que ter forças pra luta pelos nossos Direitos
samos mulheres pagamos imposto e temos famílias não é justo sermos excluidas dessa forma, as Prostitutas do
Amazonas está com todas as Prostitutas do Brasil juntos unindo forças, qualquer atitude que a Rede tomar aqui
estaremos apoiando, no Amazonas não é deferente desse tipo de atitute o poder Público fecha os olhos e viram
as costa para as Prostitutas do Amazonas mas não dexistiremos de lutar pelo nossos Direito e aindam falo que
no Brasil não existe discriminação e nem preconceito. fala sério.

COORDENAÇÃO GERAL.

DIRCEU GRECO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AIDS , FOI EXONERADO APÓS POLÊMICA
05/06/2013
Foto: DIRCEU GRECO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AIDS , FOI EXONERADO APÓS POLÊMICA.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou nesta terça-feira o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.
A decisão foi tomada três dias depois da divulgação de uma campanha para combater o preconceito contra profissionais do sexo, que incluía uma peça com os dizeres: "Eu sou feliz sendo prostituta". Elogiado por médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids, o material provocou protestos entre a bancada evangélica. Nesta terça-feira, no Congresso, parlamentares pediram explicação sobre o tema.
Padilha mandou, nesta noite, retirar todo material dessa campanha do site do DST-Aids, abrigado no portal do Ministério da Saúde. 
Pela manhã, o ministro havia determinado a retirada apenas da peça "Eu sou feliz sendo prostituta". De acordo com ele, o material havia sido veiculado sem passar pelo crivo do departamento de publicidade. Greco estava no cargo desde meados de 2010.O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou nesta terça-feira o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco.

A decisão foi tomada três dias depois da divulgação de uma campanha para combater o preconceito contra profissionais do sexo, que incluía uma peça com os dizeres: "Eu sou feliz sendo prostituta". Elogiado por médicos e especialistas na prevenção de DST-Aids, o material provocou protestos entre a bancada evangélica. Nesta terça-feira, no Congresso, parlamentares pediram explicação sobre o tema.

Padilha mandou, nesta noite, retirar todo material dessa campanha do site do DST-Aids, abrigado no portal do Ministério da Saúde.

Pela manhã, o ministro havia determinado a retirada apenas da peça "Eu sou feliz sendo prostituta". De acordo com ele, o material havia sido veiculado sem passar pelo crivo do departamento de publicidade. Greco estava no cargo desde meados de 2010.
Com exoneração de Dirceu Greco, Eduardo Barbosa e Ruy Burgos pedem demissão do Departamento de Aids
 05/06/2013
Foto: Com exoneração de Dirceu Greco, Eduardo Barbosa e Ruy Burgos pedem demissão do Departamento de Aids  
05/06/2013
Depois da exoneração do infectologista Dirceu Greco da direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais nessa terça-feira, 05 de junho, foi a vez do diretor-adjunto do órgão, Eduardo Barbosa, sair do cargo. A crise instalada nesse programa temático do Ministério da Saúde é consequência de um recente veto por parte do ministro Alexandre Padilha a uma campanha voltada às prostitutas.
A amigos íntimos, Eduardo disse que mesmo com muitos pedidos para que ele ficasse na função, o “preço disso seria muito alto”. Eduardo contou que Dirceu saiu “aliviado”, pois a sua honra estava em jogo. O diretor-ajunto afirmou ainda que, assim como Dirceu, não poderia mais ficar no cargo por questões de princípios.
Já o diretor-assistente, Ruy Burgos Filho, anunciou sua saída em reunião interna hoje no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, informou a assessoria de imprensa do Departamento. 
Nesta semana, o ministro Padilha recuou e mandou retirar a peça "Eu sou feliz sendo prostituta" da página do Departamento de Aids. O material integrava uma campanha do ministério nas redes sociais para prevenção do HIV e redução do preconceito, fazendo referência ao Dia Internacional das Prostitutas, 02 de junho. Ao jornal O Estado de S.Paulo, o ministro afirmou que o material estava em teste. "Enquanto for ministro, uma peça como essa não fará parte de campanha", disse.
Em seu microblog twitter, Padilha declarou que as campanhas de prevenção continuarão sendo veiculadas e que o “bom senso” fez a campanha ser retirada.
Denominada por ativistas como “censura”, esta foi a terceira vez que a
Pasta
vetou um material produzido pelo Departamento de Aids para tratar de questões relacionados à sexualidade.
No início de 2012, após descontentamento até da presidenta Dilma Rousseff, Padilha recuou da campanha que seria lançada com foco nos jovens gays para a prevenção do HIV no Carnaval. No último mês de março, a Pasta, por determinação da Presidência, havia mandado recolher um kit de prevenção das DST/aids dirigido a adolescentes. O material abordava temas como homossexualidade, drogas e gravidez. O ministro da Saúde, assim como fez nesta terça-feira, justificou na época que a distribuição tinha sido feita à revelia dele.
Da luta pessoal contra o HIV à direção-adjunta do Departamento de Aids
Eduardo Barbosa estava desde maio de 2007 na direção-adjunta do Departamento, onde ingressou em 2004, como responsável pela Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e Direitos Humanos.
Ex-professor na rede de ensino estadual de São Paulo, Eduardo atua na área das DST/Aids desde 1988, quando começou a promover oficinas de prevenção, cidadania e boletins informativos.
Em 1994, a partir do seu diagnostico positivo para o HIV, passou a atuar mais diretamente na área da saúde, integrando o Grupo de Incentivo a Vida (GIV), em São Paulo. Posteriormente atuou na Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+) e no Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo até setembro de 2004, onde foi presidente.
Redação da Agência de Notícias da AidsDepois da exoneração do infectologista Dirceu Greco da direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais nessa terça-feira, 05 de junho, foi a vez do diretor-adjunto do órgão, Eduardo Barbosa, sair do cargo. A crise instalada nesse programa temático do Ministério da Saúde é consequência de um recente veto por parte do ministro Alexandre Padilha a uma campanha voltada às prostitutas.

A amigos íntimos, Eduardo disse que mesmo com muitos pedidos para que ele ficasse na função, o “preço disso seria muito alto”. Eduardo contou que Dirceu saiu “aliviado”, pois a sua honra estava em jogo. O diretor-ajunto afirmou ainda que, assim como Dirceu, não poderia mais ficar no cargo por questões de princípios.

Já o diretor-assistente, Ruy Burgos Filho, anunciou sua saída em reunião interna hoje no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, informou a assessoria de imprensa do Departamento. Nesta semana, o ministro Padilha recuou.
Movimento Aids lança campanha "vai pra casa Padilha
  05/06/2013
Foto: Movimento Aids lança campanha "vai pra casa Padilha
05/06/2013
Desde que o Ministério da Saúde vetou nessa terça-feira, 04 de junho, a campanha do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais voltada à promoção dos direitos da prostitutas, ativistas do campo da aids e dos direitos humanos vêm se posicionando contra o governo e o chefe da Pasta, Alexandre Padilha. Eles organizam ainda uma manifestações que pedem a saída do ministro.
A divulgação da campanha ocasionou a exoneração do Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, e o pedido de demissão dos diretores-adjuntos Eduardo Barbosa e Rui Burgo.
A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids (RNAJVHA) se diz indignada com as atitudes do governo, que, em sua visão, está pautado pelo neoconservadorismo religioso. Para o grupo, a proibição, aliada à demissão de Dirceu Greco, “ultrapassou a barreira do aceitável pela forma grotesca e truculenta que se deu” e deixa os ativistas em alerta. 
A Rede de Jovens reforça ainda que se solidariza profundamente com o movimento das prostitutas e lamenta que no mês do Dia Internacional das Prostitutas, elas tenham que passar por essa situação.
O Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, por sua vez, lembra que o material vetado foi formulado com a participação das prostitutas, e que a intenção da campanha foi “unir elementos eficazes em qualquer ação de saúde, como o protagonismo e a autovalorização”. Para os ativistas paulistas, houve uma queda na resposta brasileira à aids, havendo maior diálogo no passado, ao passo que hoje a gestão seria caracterizada por atos de truculência e comprometimento com setores retrógrados. 
O Fórum, em parceria com outras ONGs, encabeça o protesto “Vai pra casa Padilha”, que manifesta a insatisfação com a gestão de Alexandre Padilha e reclama das ações do ministro.
"Esse Ministro vai entrar para a história como o homem que conseguiu acabar o melhor programa de aids do mundo, erradicando não o HIV, mas sim todas as perspectivas de direitos humanos dos processos da saúde. É mais um retrocesso do governo Dilma no qual a agenda de direitos e de participação social foram trocadas, literalmente, pelos votos dos setores mais conservadores e dos interesses privados ", diz Alessandra Nilo, Secretaria Regional do Conselho Latinoamericano e Caribenho de ONGs AIDS (LACCASO).
Quem também se posicionou favoravelmente à campanha para as prostitutas foi o Programa Estadual de DSTs/Aids de São Paulo. Em nota, a coordenadora do Programa, Maria Clara Gianna, disse que a entidade considera essencial a realização de campanhas de prevenção às DST/Aids voltadas a populações mais vulneráveis, entre elas as profissionais do sexo, pois são uma população com alta prevalência de infecção pelo HIV, comparada à população geral. 
”Defendemos políticas públicas pautadas na ética, na promoção da saúde e da cidadania, independentemente de raça, credo, orientação sexual ou escolhas profissionais. Somos uma instituição comprometida com os direitos humanos e os princípios do Sistema Único de Saúde”, diz a nota. 
O representante do Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, acredita que a sequência de fatos mostra que o diálogo com o movimento social é agora uma página virada para o Ministério da Saúde. “Isso foi dizer que eles não querem mais o movimento social tentando humanizar o serviço e trazer a perspectiva dos direitos humanos”, opina. 
Solidariedade
O Secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, também está indignado com a situação. O ativista prestou sua solidariedade ao ex-diretor Dirceu Greco, dizendo que “a ABGLT e maioria absoluta do movimento de direitos humanos e do Movimento de aids está consternados com situação”.
No texto, Toni elogiou Dirceu por um posicionamento firme na defesa dos direitos humanos.
Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), também lamentou as circunstâncias que culminaram na demissão de Dirceu Greco. Embora acredite que a gestão do médico infectologista mineiro tenha se afastado do diálogo com a sociedade, ele destaca o maior acesso aos medicamentos e a implantação da Profilaxia pós-exposição sexual (PEP) e do tratamento como prevenção. “Tivemos muitas diferenças nesse tempo, mas é uma pessoa do meu apreço, e, dada a situação, será muito ruim se o Alexandre Padilha sair mesmo como candidato a governador”, disse. 
Dimitri Sales, ex-coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, reforçou, em sua opinião, a adequação da campanha promovida pelo Departamento. Para ele, a exoneração foi assustadora e frustrante e mostra que o jogo de interesses não se manifesta somente no poder Legislativo, mas também no Executivo
Ministério responde
A Agência de Notícias da Aids entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde, que informou que por enquanto o único posicionamento da Pasta sobre o assunto é a nota abaixo: 
1. As peças expostas no site do Departamento de DST/Aids não passaram por análise e aprovação da Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas do Ministério da Saúde, de todos os departamentos. Logo, o descumprimento das normas previamente estabelecidas pelo Ministério da Saúde justificou a retirada das peças do site do departamento e de seus perfis nas redes sociais e a apuração das responsabilidades.
2. As peças dirigidas a este público, que é prioritário para as ações de DST/Aids, serão disponibilizadas após análise da Assessoria de Comunicação Social.
3. Os produtos foram elaborados por representantes do público-alvo, com acompanhamento da equipe do Departamento de DST/Aids em oficinas de comunicação comunitária, logo sem custos de impressão, distribuição e veiculação.
4. Na definição de suas políticas de saúde e de comunicação, o Ministério da Saúde continuará mantendo espaços permanentes de diálogo com os movimentos sociais, sociedades científicas, associações profissionais e demais atores da saúde.
Sobre a campanha “Vai pra Casa, Padilha”, a assessoria informa que a equipe destinada às redes sociais irá analisar e, caso julgue necessário responder, fará um novo posicionamento. 
Nana Soares
Agência de Notícias da AidsDesde que o Ministério da Saúde vetou nessa terça-feira, 04 de junho, a campanha do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais voltada à promoção dos direitos da prostitutas, ativistas do campo da aids e dos direitos humanos vêm se posicionando contra o governo e o chefe da Pasta, Alexandre Padilha. Eles organizam ainda uma manifestações que pedem a saída do ministro.

A divulgação da campanha ocasionou a exoneração do Diretor do Departamento de Aids, Dirceu Greco, e o pedido de demissão dos diretores-adjuntos Eduardo Barbosa e Rui Burgo.

A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids (RNAJVHA) se diz indignada com as atitudes do governo, que, em sua visão, está pautado pelo neoconservadorismo religioso. Para o grupo, a proibição, aliada à demissão de Dirceu Greco, “ultrapassou a barreira do aceitável pela forma grotesca e truculenta que se deu” e deixa os ativistas em alerta.

A Rede de Jovens reforça ainda que se solidariza profundamente com o movimento das prostitutas e lamenta que no mês do Dia Internacional das Prostitutas, elas tenham que passar por essa situação.

O Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, por sua vez, lembra que o material vetado foi formulado com a participação das prostitutas, e que a intenção da campanha foi “unir elementos eficazes em qualquer ação de saúde, como o protagonismo e a autovalorização”. Para os ativistas paulistas, houve uma queda na resposta brasileira à aids, havendo maior diálogo no passado, ao passo que hoje a gestão seria caracterizada por atos de truculência e comprometimento com setores retrógrados.

O Fórum, em parceria com outras ONGs, encabeça o protesto “Vai pra casa Padilha”, que manifesta a insatisfação com a gestão de Alexandre Padilha e reclama das ações do ministro.

"Esse Ministro vai entrar para a história como o homem que conseguiu acabar o melhor programa de aids do mundo, erradicando não o HIV, mas sim todas as perspectivas de direitos humanos dos processos da saúde. É mais um retrocesso do governo Dilma no qual a agenda de direitos e de participação social foram trocadas, literalmente, pelos votos dos setores mais conservadores e dos interesses privados ", diz Alessandra Nilo, Secretaria Regional do Conselho Latinoamericano e Caribenho de ONGs AIDS (LACCASO).

Quem também se posicionou favoravelmente à campanha para as prostitutas foi o Programa Estadual de DSTs/Aids de São Paulo. Em nota, a coordenadora do Programa, Maria Clara Gianna, disse que a entidade considera essencial a realização de campanhas de prevenção às DST/Aids voltadas a populações mais vulneráveis, entre elas as profissionais do sexo, pois são uma população com alta prevalência de infecção pelo HIV, comparada à população geral.

”Defendemos políticas públicas pautadas na ética, na promoção da saúde e da cidadania, independentemente de raça, credo, orientação sexual ou escolhas profissionais. Somos uma instituição comprometida com os direitos humanos e os princípios do Sistema Único de Saúde”, diz a nota.

O representante do Movimento de Aids no Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte, acredita que a sequência de fatos mostra que o diálogo com o movimento social é agora uma página virada para o Ministério da Saúde. “Isso foi dizer que eles não querem mais o movimento social tentando humanizar o serviço e trazer a perspectiva dos direitos humanos”, opina.

Solidariedade

O Secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, também está indignado com a situação. O ativista prestou sua solidariedade ao ex-diretor Dirceu Greco, dizendo que “a ABGLT e maioria absoluta do movimento de direitos humanos e do Movimento de aids está consternados com situação”.

No texto, Toni elogiou Dirceu por um posicionamento firme na defesa dos direitos humanos.

Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), também lamentou as circunstâncias que culminaram na demissão de Dirceu Greco. Embora acredite que a gestão do médico infectologista mineiro tenha se afastado do diálogo com a sociedade, ele destaca o maior acesso aos medicamentos e a implantação da Profilaxia pós-exposição sexual (PEP) e do tratamento como prevenção. “Tivemos muitas diferenças nesse tempo, mas é uma pessoa do meu apreço, e, dada a situação, será muito ruim se o Alexandre Padilha sair mesmo como candidato a governador”, disse.

Dimitri Sales, ex-coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, reforçou, em sua opinião, a adequação da campanha promovida pelo Departamento. Para ele, a exoneração foi assustadora e frustrante e mostra que o jogo de interesses não se manifesta somente no poder Legislativo, mas também no Executivo

Ministério responde

A Agência de Notícias da Aids entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde, que informou que por enquanto o único posicionamento da Pasta sobre o assunto é a nota abaixo:

1. As peças expostas no site do Departamento de DST/Aids não passaram por análise e aprovação da Assessoria de Comunicação Social, como ocorre com todas as campanhas do Ministério da Saúde, de todos os departamentos. Logo, o descumprimento das normas previamente estabelecidas pelo Ministério da Saúde justificou a retirada das peças do site do departamento e de seus perfis nas redes sociais e a apuração das responsabilidades.
2. As peças dirigidas a este público, que é prioritário para as ações de DST/Aids, serão disponibilizadas após análise da Assessoria de Comunicação Social.
3. Os produtos foram elaborados por representantes do público-alvo, com acompanhamento da equipe do Departamento de DST/Aids em oficinas de comunicação comunitária, logo sem custos de impressão, distribuição e veiculação.
4. Na definição de suas políticas de saúde e de comunicação, o Ministério da Saúde continuará mantendo espaços permanentes de diálogo com os movimentos sociais, sociedades científicas, associações profissionais e demais atores da saúde.

Sobre a campanha “Vai pra Casa, Padilha”, a assessoria informa que a equipe destinada às redes sociais irá analisar e, caso julgue necessário responder, fará um novo posicionamento.

Nana Soares
Agência de Notícias da Aids
Pesquisa e Edição:
Carlos Basília
Fórum ONGs Tuberculose RJ
Observatório Tuberculose Brasil/ENSP
Instituto Brasileiro de Inovações em saúde Social - IBISS
Conheça nosso trabalho de Advocacy, Comunicação e Mobilização Social
Frente Parlamentar Nacional de Tuberculose (Congresso Nacional)
Campanhas de tuberculose:
Notícia:

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Melhor Programa de AIDS do MUNDO!


O Melhor Programa de AIDS do MUNDO!
Não podemos nos esquecer que esta frase foi usada pela primeira vez na gestão de José Serra , atuando como ministro da saúde na era do então presidente Sr Fernando Henrique Cardoso.
Foi com Serra que se instituiu o fornecimento de ARV e a criação de um Departamento que cuidaria exclusivamente das DSTs, Hiv e Hepatites Virais.
Esse departamento cuidaria do programa de combate às doenças ditas acima com orçamento partindo diretamente de Brasília para os + ou – 5700 municípios deste Brasil.
Muito lutamos naquela época.
Lembro-me que há coisa de 14 anos passados em Rocha Miranda, subúrbio do Rio, em um hospital municipal, tínhamos o que se chamava-se na época “Hospital Dia”.
Neste hospital composto de: enfermaria leitos e consultórios, possuía também médico Infectologista e enfermeiros, à disposição dos PVHAS, enfim um atendimento exclusivo, coisa que não se repetia se por acaso , se precisasse de ser tratado no setor de urgência de um hospital comum.
Lá eu me tratava do Pneumo Cister Carini com inalação de Pentamidina inalatória, depois de inalar a medicação os pacientes tinham direito a receber um lanche que geralmente era composto de fruta, sanduíche ou biscoito e suco.
Todo esse cuidado era possível por intermédio da verba do departamento Nacional de DST e AIDS.
Tudo isso foi jogado fora com o advento do governo LULLa Dilm@.
Embora os SENHORES de pĺantão hoje afirmem a plenos pulmões que “Nunca antes na história do Brasil”, O Programa Nacional de AIDS foi tão maravilhoso.
DESAFIO A QUALQUER UM DE VOCÊS A TENTAREM UM LEITO CASO PRECISE.
Exames de CD4 E Carga Viral que devem ser feito a cada 3 meses (4vezes por ano), hoje quando muito faz-se dois ou hum por ano.
Dos medicamentos para doenças Oportunistas que são 32 tipos diferentes , se hoje encontrar-mos 7 tipos isso será um luxo.
Na questão do Vale Social, ficamos limitados a cinco passagens (ida e volta), situação essa que vai ao desencontro do que diz a lei da gratuidade, pois essa lei não limita passagens nem para doentes crônicos e muito menos limita para os idosos.
E agora vem essa de se querer soltar o orçamento do Departamento Nacional de DST aids e hepatites virais, desvinculando da União e emitir diretamente a verba para os municípios.
Ora vejam só. Se estando centralizado a verba não contempla todos os 5700 municípios, imaginem se liberar a verba diretamente para os prefeitos.
Vai ter prefeito usando verba da AIDS para pintar chafariz de praça.
E não esquecendo ainda que hoje temos ONGS que trabalham com HIV, DSTs e tuberculose fechando por falta de financiamento e sem nenhum auxílio que dirá do exterior, pois, o tão propalado “Melhor Programa de AIDS do mundo” juntamente com a “Maravilhosa situação Econômica do Brasil”, essas frases fizeram com que as fundações estrangeiras parassem de financiar nossas ONGS.
E AÍ COMPANHEIRO? TEMOS OU NÃO O MELHOR PROGRAMA DE AIDS DO MUNDO?
NGB
Ativismocontraaidstb


domingo, 28 de outubro de 2012

O Brasil e os compromissos internacionais em AIDS

O Brasil e os compromissos internacionais em AIDS
Pedro Chequer
Coordenador do UNAIDS no Brasil


O Sistema Único de Saude, estabelecido com base na Constituição de 1988, que define a saúde como um direito do cidadão e dever do Estado e tem seu marco de regulamentação na Lei 8080/1990 que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e define sua estrutura política e atribuições de seus diversos níveis, sem dúvida alguma foi o arcabouço que permitiu ao Brasil estabelecer com qualidade e competência o programa de acesso ao tratamento da infecção pelo HIV e da aids. Os primeiros passos de sua implantação em 1996, sem qualquer dúvida, não teria sido possível sem os princípios e estrutura dos SUS. Devemos ter claro, todavia, que apesar do princípio constitucional do direito à saude, a operacionalização desse direito nas mais diversas áreas da saúde, em que pese os avanços obtidos, ainda apresenta importantes lacunas e carece de mecanismos mais consistentes para sua efetivação plena. A garantia, por exemplo, do acesso gratuito aos antirretrovirais só foi possível em sua plenitude, por intermédio da Lei 9313/96, projeto de autoria do Senador Jose Sarney, aprovado pelo Senado Federal e sancionado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar das restrições de caráter econômico trazidas à discussão por determinados setores do próprio Governo. A existência do SUS e a garantia constitucional, ainda que necessárias, não seriam suficientes para assegurar esse direito - Haja vista uma série de problemas de saúde que enfrentam obstáculos para seu atendimento segundo os parâmetros do acesso universal por direito constitucional e como dever do Estado.

O estabelecimento do tratamento antirretroviral gratuito, sobre o qual não pretendemos aprofundar a discussão nesta reflexão, teve sua origem na pressão social e na fundamentação científica, ao que se soma a sensibilidade política que fez converter um anseio social legítimo em uma prática do Estado; esta pratica de modo ininterrupto, tem se mantido, independentemente de seu custo financeiro, ainda que apresente custo-benefício inquestionável – uma fonte de poupança de recurso público, tanto no campo da saude como da previdência, sem entrar no mérito de aspectos outros de relevância extrema.

Ao longo desse período, a aquisição dos medicamentos destinados a aids permaneceu centralizada - decisão estabelecida em 1996 e que tem representado importante fator de economicidade e garantia de um abastecimento continuado. Ao lado desse parâmetro normativo, estabeleceu-se, também, que a aquisição de medicamentos para agravos associados à infecção pelo HIV seria de responsabilidade de estados e municípios; lamentavelmente, apesar da pactuação estabelecida, seu pleno cumprimento, com honrosas exceções, tem apresentado importantes lacunas de implementação.  Ao tempo em que se manteve centralizada a aquisição de antirretrovirais, outros aportes do governo federal foram descentralizados, entre eles, parte dos recursos destinados ao enfrentamento da epidemia da aids. “Instituída em dezembro de 2002, a Política de Incentivo consiste em financiar Unidades Prestadoras de Serviço, por meio de mecanismos regulares do SUS. É a transferência fundo a fundo - repasse regular e programado de recursos diretamente do Fundo Nacional de Saúde para estados e municípios, independentemente de convênio ou instrumento similar”, é o que reza o Portal do Departamento de Aids, de modo bastante didático e objetivo.

Esta nova estratégia, correta do ponto de vista político e da necessidade de maior autonomia a estados e municípios, substituindo a antiga modalidade de convênios, esbarrou-se na dificuldade da utilização dos recursos em tempo oportuno, chegando em algumas situações a níveis inaceitáveis do pondo de vista do uso adequado do recurso público, quando se constata acúmulo de anos em recursos financeiros depositados nas contas bancárias sem a utilização em tempo hábil, não pela inexistência de planos e programas para sua execução ou mobilização da equipe técnica, mas pela dificuldade da burocracia e baixo nível de priorização política, obstáculos que, com raras exceções, também se acumularam e se agravaram ao longo do tempo. 

Preocupa-nos recentes informações sobre a pulverização do recurso destinado a aids  decorrente da política de incentivo e acumulado até dezembro de 2011. De modo algum entendemos como aceitável do ponto de vista ético, a existência de recursos sem utilização quando as necessidades são prementes e se agravam tanto na área de assistência, quanto de prevenção, e particularmente nesta. Aí estão também incluídos os recursos destinados às organizações da sociedade civil, que por todo o país fecham as portas, mesmo as mais tradicionais, pela carência de recursos para seu funcionamento.

Vale registrar que a descentralização também incluiu o aporte de recursos ao movimento social para suas ações em caráter complementar e de apoio as ações do Estado, em diversas áreas onde somente ele é capaz de atuar com competência, estabelecendo ambiente de adequado acolhimento, além do exercício essencial de controle social, indispensável num regime democrático e transparente.

Diante da inadmissibilidade da situação atual, uma medida de caráter político poderia ter sido tomada, como por exemplo, o estabelecimento de parâmetros administrativos que viabilizassem a utilização do recurso por estados e municípios segundo as Programações de Ações e Metas aprovadas pelos conselhos municipais e estaduais com a celeridade necessária e utilização da medida que ora se anuncia em caso de inadimplência num determinado período a ser consensuado.

Preocupa-nos mais ainda, que ao lado dessa medida, outra poderá ser adotada: a interrupção do incentivo destinado a aids a partir de janeiro de 2014. Esta medida certamente reflete o caráter de prioridade que progressivamente vem o Brasil dando ao controle da epidemia, que passa cada vez mais a ser visto como mais um problema de saúde pública, no entendimento de que os avanços obtidos são suficientes; esta percepção contraria de modo concreto o entendimento que se tem sobre a urgente necessidade de rever e ampliar estratégias de ação tendo em vista as grandes lacunas observadas, às quais se somam a inequidade regional: a epidemia continua crescendo no Norte e Nordeste do país, do ponto de vista de sua incidência e taxas de mortalidade específica e a região Sul apresenta situação epidemiológica preocupante.

Revendo os compromissos assumidos pelo Brasil nas Assembleias Gerais das Nações Unidas e particularmente na última Assembleia, este seria o momento de se redobrar esforços e alocar mais recursos específicos com vistas a garantir o cumprimento da meta de acesso universal ao tratamento, prevenção e cuidados até 2015, ao que se somariam, obviamente, medidas que garantissem a celeridade e pertinência da aplicação dos recursos.

Em que pese os avanços, o Brasil não se encontra entre os países considerados de cobertura universal, segundo o último relatório da OMS/UNAIDS, em função do grande numero de cidadãos soropositivos para o HIV que, por não terem sido diagnosticados, desconhecem seu status e não estão sob tratamento.

Apesar do entendimento distinto, talvez por equívoco conceitual, também o acesso não é universal. Suficiente visitar o semiárido nordestino e a região Norte do país (e não apenas estes) para se constatar a carência de serviços que possibilitem o acesso a testagem e tratamento antirretroviral. Ora, se não há testagem ou disponibilidade local de medicamento ou se encontram a dias de viagem para que se possa aceder aos serviços, não podemos considera-los como acessíveis.  Todavia, em função de políticas públicas que anteriormente registramos, a disponibilidade de medicamentos tem sido assegurada pelo Ministério da Saúde em sua integralidade do ponto de vista orçamentário e logístico, com avanços excepcionais nos últimos doze meses no que concerne a continuidade no seu suprimento, sem registro de qualquer interrupção. 

Devemos ter claro que para cumprir os compromissos internacionalmente firmados pelo Brasil, o adequado aporte de recursos e sua utilização em prioridades epidemiologicamente estabelecidas é aspecto essencial a ser observado; a isto se deve somar a construção de estratégias inovadoras e mobilizadoras em âmbito nacional,  que envolvam os níveis políticos decisórios em todas instancias pertinentes e se repliquem em cada nível de governo de modo a ser implementado segundo a realidade local da epidemia. 

O UNAIDS enquanto instituição parceira, comprometida com o pleno alcance das metas globais em relação ao enfretamento da epidemia, para a qual a contribuição do Brasil se faz imprescindível, vem registrar sua preocupação e externar seu apelo para que alternativas sejam postas em práticas, na expectativa de que mais uma vez, o país volte a se despontar como referência de políticas públicas na área da AIDS.



O SUS e Epidemia da AIDS - Pedro Chequer.pdf
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terça-feira, 24 de julho de 2012

Saúde diz que política de aids respeita direitos humanos, mas admite falhas

 

Jornal O Dia - RJ - 24.07.2012

Saúde diz que política de aids respeita direitos humanos, mas admite falhas

Brasília - O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, disse nesta quarta-feira que a política brasileira de enfrentamento à doença continua caminhando no sentido do respeito aos direitos humanos. Durante o lançamento do relatório global sobre aids, ele admitiu, entretanto, que o país registra “acidentes de percurso”, como o caso do vídeo de prevenção ao HIV com foco em homossexuais que foi retirado do site do ministério sob o argumento de que seria apenas para veiculação em ambientes fechados e frequentados pelo público gay.
 
O ocorrido foi mencionado pelo coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, como um risco de retrocesso para o país.
 
Ele avaliou que o vídeo integrou uma das melhores campanhas de prevenção ao HIV voltada para populações consideradas vulneráveis, por ser direto e objetivo.
 
“Nosso caminho está marcado. A posição brasileira nos fóruns internacionais é a mais ouvida, porque respeitamos a diversidade e lutamos contra a homofobia”, disse o representante do ministério, Dirceu Greco. “O retrocesso nós vamos segurar”, completou.
 
Greco lembrou que cerca de 250 mil brasileiros vivem com o vírus HIV sem saber e destacou que o foco do governo federal atualmente é o diagnóstico da doença em grupos vulneráveis. Segundo ele, cerca de 30 mil pessoas iniciam o tratamento antirretroviral no país a cada ano.

As informações são da Agência Brasil

Josimar Pereira da Costa
Consultor Previdenciário
Sócio Fundador da RNP+ Núcleo RJ
Ponto Focal RNP+ Niterói

Epidemia de crack aumentou número de bebês com HIV

Josimar Pereira da Costa
Consultor Previdenciário
Sócio Fundador da RNP+ Núcleo RJ
Ponto Focal RNP+ Niterói



Epidemia de crack aumentou número de bebês com HIV

POR PAMELA OLIVEIRA

Rio -  Uma herança maldita. Bebês com o vírus HIV voltaram a ser realidade nas maternidades do Rio. A Sociedade Viva Cazuza, que não recebia recém-nascidos infectados há 6 anos, abrigou 12 nos últimos 18 meses. No mesmo período, o Abrigo Evangélico da Pedra de Guaratiba acolheu 14. Muitos são filhos de mães viciadas em drogas como o crack.
“É lamentável. Nos últimos anos, só tínhamos adolescentes, mas ano passado começamos a receber bebês com anticorpos e outros já com o vírus. Segundo o Juizado, geralmente são filhos de usuárias de droga. Tivemos que reabrir nosso berçário”, afirma Christina Moreira, coordenadora de projetos da Sociedade Viva Cazuza, em Laranjeiras. Coordenadora do abrigo evangélico, Ana Chelly explica que bebês que já têm o vírus “terão que tomar medicamento a vida toda”.
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Na Casa de Passagem Ana Carolina, em Bonsucesso, há dois filhos de viciados em crack com HIV | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Como O DIA mostra desde domingo, o uso do crack por mães e pais fundamenta a maioria dos pedidos de perda da guarda de crianças feitos pelo Ministério Público Estadual. Em casos de bebês afastados de suas famílias pela Justiça, a frequência é de 90%.
Muitas usuárias de crack se prostituem para conseguir a pedra e engravidam. A incidência de grávidas tiradas de cracolândias por assistentes sociais da prefeitura é alta.
“Esse fenômeno (aumento de bebês com o vírus) é preocupante, mas recente na saúde pública. Por isso, não temos estatísticas”, explicou a gerente do programa municipal de DST/Aids, Lílian Lauria. Ela alerta que, “se a mulher soropositiva toma medicação na gestação, o risco de transmissão é menor que 1%. Mas se só chega na hora do parto esse índice não é possível”.
Segundo ela, o município oferece teste rápido de diagnóstico no posto de saúde do Centro e começará a oferecê-lo na Clínica da Família do Jacarezinho por conta da concentração de moradores de rua: “O objetivo é conseguir fazer com que essas mulheres façam o pré-natal.”
Grávida viciada rejeita tratamento
Assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo Araújo admite que o Ministério da Saúde já recebeu relatos do nascimento de bebês infectados por mães usuárias de crack soropositivas. Ele informa que a dificuldade é fazer com que elas elas sigam o tratamento para reduzir o risco de transmissão.
“Temos observado uma dificuldade grande de instituir tratamento nessas mulheres porque a droga muda as suas prioridades. Elas acabam não aderindo ao tratamento da forma necessária”, afirma.
Fonte: Jornal O Dia/RJ
 
Red RibbonG.A.S+
Grupo Apoio Soropositivos
Valéria Saraiva (Moderadora)
Renato Da Matta (Moderador)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Manual de atividades físicas p/ pessoas vivendo com HIV e AIDS

Prezad@s,
 
No anexo,  a publicação RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS PARA PESSOAS VIVENDO COM HIV E AIDS, enviada por nosso colega Salvador.
 
Sobre o manual: 
"...Tem como objetivo a discussão qualificada do tema, com recomendações para subsidiar os profissionais de saúde na sua prática diária com portadores do HIV e aids". 

abraços,
Ana

De: Salvador P. Corrêa Junior <>
Data: 5 de julho de 2012 13:48
Assunto: Nova Publicação do MS

 "RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS PARA PESSOAS VIVENDO COM HIV E AIDS"
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2012/51379/manual_atividade_fisica_pdf_30859.pdf



--
Salvador Pereira Corrêa Junior
Gestor Interino - Desenvolvimento Social/BEMFAM
Telefone:
(21) 38612420    Skype: salvador-correa
http://www.grupobemfam.org.br/bemfam




manual_atividade_fisica_pdf_30859.pdf
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