Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 25 de março de 2010

MPF pede à TV Globo que explique

MPF pede à TV Globo que explique no BBB 10 como se contrai a Aids

24 de março de 2010

Estadão

Ação foi movida após participante do reality show dizer que 'hetero não pega aids'

Após uma conversa sobre Aids entre os participantes do Big Brother Brasil 10, veiculado no começo de fevereiro pela TV Globo, o Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação para que a emissora explique como se contrai a doença.

A conversa ocorreu em 2 de fevereiro, mas foi ao ar na edição dos melhores momentos do programa de 9 de fevereiro. Segundo o MPF, o participante Marcelo Dourado disse em conversa com outros participantes que "hetero não pega AIDS", e que obteve a informação com médicos. Ele disse também: "Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem".

Para o autor da ação, o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, ao optar pela exibição desta fala do participante, a emissora acabou "prestando um desserviço para a prevenção da Aids no Brasil".

A ação cautelar preparatória de ação civil pública, com pedido de liminar, foi ajuizada nesta quarta-feira, 24, para que a Rede Globo exiba, enquanto ainda estiver no ar o BBB 10, que termina no próximo dia 30 de março, um esclarecimento à população sobre as formas de contágio do vírus HIV, conforme definidas pelo Ministério da Saúde.

O MPF instaurou Inquérito Civil Público para apurar o dano à sociedade causado pela exibição da conversa do participante Marcelo Dourado com outros moradores da casa do BBB 10 em que este declarou também que um homem portador do vírus da AIDS "em algum momento teve relação com outro homem".

Após exibir o trecho editado da fala de Dourado, a emissora, avalia o MPF, "deixou de fornecer informações corretas sobre as formas de transmissão do vírus HIV". O apresentador Pedro Bial se limitou a dizer logo após a exibição do trecho que "as opiniões e batatadas emitidas pelos participantes deste programa são de responsabilidade exclusiva dos participantes deste programa. Para ter acesso a informações corretas sobre como é transmitido o vírus HIV, acesse o site do Ministério da Saúde".

Dias questionou a Globo sobre o episódio e a emissora respondeu que o BBB não conta com um roteiro, sendo espontâneas as manifestações de seus participantes e que, "qualquer manifestação preconceituosa ou equivocada () não reflete o posicionamento da TV Globo sobre o tema". Na resposta, a emissora disse ainda que "o esclarecimento feito pelo apresentador do programa foi a providência tomada pela TV Globo, por liberalidade".

Na ação, o MPF afirma que a urgência para a concessão da liminar "é cristalina" e que a ação preenche os requisitos, inclusive, para que seja concedida a medida judicial sem que a emissora seja ouvida, uma vez que o BBB 10 deve terminar dia 30 de março e que, se não for concedida a liminar, "o público alvo do programa continuará desinformado".
Cortesia:Clipping Bem Fam(25/03/010)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Grupo Pela Vidda, comunica

MPF move ação para que Globo explique no BBB 10 como se contrai a aids às 10:31:45 de 24/3/2010
O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou nesta quarta-feira (24) uma ação cautelar preparatória de ação civil pública, com pedido de liminar, para que a Rede Globo exiba, enquanto ainda estiver no ar o BBB 10, que termina no próximo dia 30 de março, um esclarecimento à população sobre as formas de contágio do vírus HIV, conforme definidas pelo Ministério da Saúde.

O MPF instaurou Inquérito Civil Público para apurar o dano à sociedade causado pela exibição, no dia 9 de fevereiro, de uma edição de conversa do participante Marcelo Dourado com outros moradores da casa do BBB 10 em que este declarou que um homem portador do vírus da aids “em algum momento teve relação com outro homem”. Dourado disse ainda que “hetero não pega AIDS”, que obteve a informação com médicos, e conclui: “Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem”.

A declaração de Dourado foi feita no dia 2 de fevereiro, mas foi ao ar para o grande público na edição dos melhores momentos da semana, em 9 de fevereiro. Para o autor da ação, o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, ao optar pela exibição desta fala do participante, a emissora acabou “prestando um desserviço para a prevenção da aids no Brasil”.

Após exibir o trecho editado da fala de Dourado, a emissora, avalia o MPF, “deixou de fornecer informações corretas sobre as formas de transmissão do vírus HIV”. O apresentador Pedro Bial se limitou a dizer logo após a exibição do trecho que “as opiniões e batatadas emitidas pelos participantes deste programa são de responsabilidade exclusiva dos participantes deste programa. Para ter acesso a informações corretas sobre como é transmitido o vírus HIV, acesse o site do Ministério da Saúde”.

Dias questionou a Globo sobre o episódio e a emissora respondeu que o BBB não conta com um roteiro, sendo espontâneas as manifestações de seus participantes e que, “qualquer manifestação preconceituosa ou equivocada (…) não reflete o posicionamento da TV Globo sobre o tema”. Na resposta, a emissora disse ainda que “o esclarecimento feito pelo apresentador do programa foi a providência tomada pela TV Globo, por liberalidade” .

Para o MPF, a lesão social causada pela declaração de Dourado no programa é evidente, ante o poder de persuasão e de formação de opinião da TV no Brasil. “Num país em que a aids cresce entre mulheres casadas e idosos, a declaração de Dourado, exibida pela Globo, é ainda mais perigosa e é preciso a intervenção do MPF”, afirmou Dias.

Segundo a ação, o artigo 13 da Constituição garante a liberdade de expressão, mas que os autores e veiculadores de opinião estão sujeitos a serem chamados a responsabilidade, posteriormente, quando suas opiniões ferirem direitos e reputação de outras pessoas, e, entre outros previsões, a saúde pública. Além disso, todos os cidadãos têm o direito de receber informações verídicas.

Absurdo
Para Dias, a Globo “não esclareceu os telespectadores que [as declarações de Dourado] se tratavam de informações absurdas. Pelo contrário, limitou-se a indicar o site do Ministério da Saúde, para que, aqueles que desejassem maiores esclarecimentos, pesquisassem suas dúvidas”.

Para o MPF, a manifestação da emissora foi insuficiente para esclarecer o público, pois a internet não pode ser considerada o meio mais democrático de acesso às informações em um país cuja parte considerável da população se compõe de analfabetos e semianalfabetos” .

Na ação, Dias afirma que “ao veicular uma afirmação completamente equivocada acerca das formas de contrair ou transmitir o vírus HIV, em um dos programas de maior audiência de sua grade televisiva, a TV Globo deixou de atender aos princípios da legalidade e moralidade”, além de desrespeitar o Regulamento dos Serviços de Radiodifusão, que obriga as concessionárias a “subordinar os programas de informação, divertimento, propaganda e publicidade às finalidades educativas e culturais inerentes à radiodifusão.”

O MPF avalia ainda que a emissora “atentou contra os programas de prevenção de doenças adotados pelos Poderes Públicos, constituindo verdadeira contrapropaganda, diante de seu grande poder de convencimento” .

Na ação, o MPF afirma que a urgência para a concessão da liminar “é cristalina” e que a ação preenche os requisitos, inclusive, para que seja concedida a medida judicial sem que a emissora seja ouvida, uma vez que o BBB 10 deve terminar dia 30 de março e que, se não for concedida a liminar, “o público alvo do programa continuará desinformado” .

Jucimara Moreira
Do Gupo Pela Vidda

domingo, 7 de março de 2010

Vejam quem ganhará o BBB10, mas, pode?







Pessoal, desisto Não gastem mais seus, ricos,dinheirinhos,enviando mensgens e nem telefonando, pois o ganhador do BBB10 Será o......
DOURADO1111111111!!!!!!!!1

Quem quer apostar?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Artigo de James Cimino sobre BBB10

21/02/2010 - 15h38

Opinião: Dourado, Dicesar, Morango e a camisinha

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JAMES CIMINO
da Folha de S.Paulo

Big Brother Brasil 10 Quando Marcelo Dourado abriu a boca para expor toda sua sabedoria a respeito das formas de transmissão do vírus da Aids no "BBB10", a Globo até que tentou minimizar a declaração do lutador. Na internet, muitos questionavam um suposto favorecimento da emissora em relação ao participante pelo fato de, no pay-per-view, ele ter dito, no último dia 2 de fevereiro, que homem heterossexual não pegava Aids e a declaração só ter sido veiculada alguns dias depois, acompanhada de um discurso de Pedro Bial isentando a emissora de qualquer responsabilidade jurídica sobre a declaração infeliz e irresponsável do lutador.

O tom de Bial obviamente foi quase de Jesus Cristo perdoando os fariseus. Só faltou dizer: "perdoe-o audiência, ele não sabe o que diz". Ficou claro que a Globo não queria endossar o total desserviço que Marcelo Dourado prestou à saúde pública na maior emissora do país, que chega a 100% dos lares brasileiros que têm televisão e em horário nobre, mas também não queria demonizar seu participante mais polêmico e carismático. Porque, digam o que quiserem, televisão não é entretenimento barato e inocente. Fosse assim, nunca teria havido censura e os políticos jamais fariam questão do horário eleitoral gratuito.

Neste fim de semana a polêmica continuou. Angélica, conhecida como Morango, falou que também não usava camisinha com outras mulheres e que só homens podiam transmitir Aids. Hoje, por volta do horário do almoço, o maquiador Dicesar, gay assumido que também trabalha como drag queen, disse aos gritos que Dourado afirmara que "todo gay que existe no mundo tem Aids".

O que Dourado disse foi exatamente o seguinte: todo homem que tem Aids "em algum momento teve relação com outro homem" e que "Hetero não pega Aids, isso eu digo porque eu conversei com médicos e eles me disseram isso. Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem".

Reduzir essa polêmica a gays versus heteros é empobrecer o debate, já que o "BBB" não é um jogo, mas uma eleição e, como toda eleição, tem caráter moral. Os participantes estão sendo julgados pelo seu caráter, não pela orientação sexual, fosse assim, Jean Wyllys não teria sido o campeão da edição 5.

Em primeiro lugar, quando Dourado diz que homem heterossexual não contrai Aids, fora a evidente ignorância de sua declaração, cria um ruído. O cara age com total irresponsabilidade ao dizer isso numa TV que serve como única fonte de informação de uma população de semianalfabetos e iletrados, os maiores atingidos pela epidemia de Aids, pois involuntariamente cria o seguinte discurso na cabeça da audiência: "Se heterossexual não pega Aids, logo a Aids é coisa só de gay. Todo gay já vem munido do vírus HIV, então não tenho que me cuidar e devo odiar os gays por serem esse malvados transmissores de Aids." Prova disso é que Dicesar, que pela forma como se expressa com ausência de plurais e deficiência de coesão e coerência não teve educação formal eficiente, interpretou a fala de Dourado exatamente dessa maneira. Se foi por oportunismo ou não, pouco importa, o ruído está estabelecido e a desinformação generalizada. Ou seja, a discussão voltou aos anos 80, quando a Aids era chamada de o "câncer gay".

Já o caso de Angélica, a Morango, é um pouco mais específico. Não usar camisinha no caso dela, que é lésbica assumida, é quase que um imperativo. O sexo homossexual feminino por definição não implica em penetração, já que há ausência de pênis. Quando ocorre a penetração é por meio de dildos ou de dedos, que não possuem mucosa, o que dificulta a transmissão do vírus. Obviamente que isso não quer dizer que lésbicas não pegam Aids transando sem camisinha, pois, como em toda relação sexual, há secreções que podem conter o vírus.

Agora, ficam algumas perguntas no ar: alguém faz sexo oral em mulheres com camisinha? Após quantas transas com camisinha um casal abole o uso de preservativo? Quais os cuidados que se deve tomar antes da prática do sexo sem camisinha, afinal de contas, em algum momento todos nos arriscamos a transar sem camisinha. Tanto é verdade que ainda hoje há gravidez indesejada, gravidez na adolescência, golpes da barriga no mundo das celebridades e abortos em clínicas clandestinas. Se o ser humano praticasse sexo unicamente com camisinha, não haveria mais bebês e, em pouco tempo, adeus humanidade.

Esses fatos não querem dizer, no entanto, que possamos ir à TV e incentivar o sexo sem camisinha, já que, por mais que os BBBs não sejam o ministro da Saúde, sua palavra vale mais que a do ministro quando dita no horário nobre, infelizmente.

Sexo sem camisinha pode transmitir Aids sim, seja você gay, lésbica, bissexual, trangênero, simpatizante, heterossexual, católico, protestante, muçulmano, budista, negro, branco, oriental, alto, baixo, magro, gordo, pobre, rico, analfabeto ou erudito.

Portanto, no debate Dourado, Dicesar, Morango, camisinha e Aids, é como o slogan do filme "Alien x Predador", não importa quem vença, todos perderão.

www1.folha.oul.com.br

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

BBB10

"BBB" traz nova luta de classes (Análise)

FOLHA DE S.PAULO

26/FEVEREIRO/2010

NINA LEMOS - COLUNISTA DA FOLHA

Cenas de sexo? Bundas de mulheres gostosas? Quem se importa. O "BBB" de 2010 coroa a correção política e a orientação sexual dos participantes como o fator mais importante da trama. Nunca uma edição do programa teve tanta repercussão. Na internet e nas ruas, uma briga de torcedores fanáticos está armada. No centro do ringue, uma batalha entre heterossexuais e gays. Homofóbicos e simpatizantes.

A estrela é o lutador Marcelo Dourado, amado e odiado por dizer "tudo o que pensa". Entre outras coisas, que heterossexuais têm menos chances de pegar AIDS. Suas declarações ganharam o mundo depois do paredão de terça. Dourado corria o risco de sair. Mas o público quis que ele ficasse. Como assim? Alguém diz isso e não sai?

O fato causou revolta e ganhou o mundo. A revista americana "Advocate" denunciou o ocorrido e até o cantor Boy George entrou na briga, pedindo no Twitter que os brasileiros tirassem o sujeito do programa.

Dourado chegou lá. Ficou famoso internacionalmente. Ele é o primeiro participante do "BBB" a alcançar (má) fama fora do país. Mas ele não conseguiu tal feito sozinho. O que está em jogo não são apenas declarações inconsequentes, mas uma luta de classes entre estereótipos: os héteros sexistas (representados por homens fortes e mulheres gostosas) e os gays (representados como fofoqueiros ou fúteis).

O principal oponente de Dourado é Dicesar, conhecido em São Paulo como a drag queen Dimmy Kieer. Os dois jamais se encontrariam na vida real. Dentro da casa, eles podem não se bicar, mas estão com tudo. O embate entre o macho jiu-jítsu e a drag foi capaz de desviar os olhares dos telespectadores da presença na casa da LÉSBICA Angélica, a Morango (que disputou o paredão com os dois e foi mandada embora pela audiência depois de bater de frente com Dourado). O público não fez questão de ver uma menina bonita e divertida flertar com uma gata (existe fetiche maior?).

Provavelmente não, pois a audiência deixou a tara de lado e preferiu assistir a uma briga entre dois homens cheios de força. Dourado é forte (literalmente) devido aos treinos em uma academia. Mas também tem suas idiossincrasias. Nasceu no exílio. E sua mãe, ex-militante contra a ditadura militar, disse que seu filho aprendeu luta porque antes dançava balé e era perseguido na escola.

Seu oponente também deve ter sido perseguido no colégio. Mas, hoje, tem com ele a força do movimento gay. E também o simples fato de gostar de namorar homens. Sim, porque no "BBB" da correção política, qualquer olhar enviesado vira acusação. "Se você não gosta de mim, é porque eu sou gay." Assim, o programa acaba reforçando o preconceito. É como se a orientação sexual trouxesse imunidade, não só para se livrar do paredão mas também de discussões.

O "BBB" da diversidade aposta pesado nesses e em outros estereótipos. A TV Globo é diversa até certo ponto. Afinal, as bundas (duras) continuam a reinar no programa. Mulher gorda? Feia? Velha? Não existe. Mas quem se importa com isso quando uma briga entre um macho e uma drag pode explodir? Pelo jeito, ninguém.

BBB10

BBB 10: ABGLT envia nota de repúdio contra Marcelo Dourado
Por Redação 22/2/2010 - 12:43


A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) enviou nesta segunda-feira (22/02) uma nota de repúdio sobre o comportamento de Marcelo Dourado no Big Brother Brasil 10.

Em nota, assinada pelo presidente da Associação Toni Reis, é citada as atitudes homofobicas de Dourado em relação aos participantes homossexuais do reality, e suas declarações equivocadas de que "homem hetero não pega Aids".

O comunicado descreve ainda a atitude de Dourado, que depois do desentendimento com Angélica, chamou a participante de "abusada" e que se ela fosse homem ele a "encheria ela de porrada".

Para Toni Reis, "as atitudes e declarações de Marcelo Dourado, em um programa de televisão com grande audiência nacional, apenas servem para reforçar toda esta carga de preconceito, discriminação e estigmatização contra a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT)", demonstrando assim "a impunidade com que esta forma de discriminação se aplica na sociedade brasileira, ao contrário do racismo e outras formas notórias de discriminação passíveis de punição prevista em lei.

Abaixo confira a carta na íntegra.

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) é uma entidade de abrangência nacional que congrega 237 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.

Neste sentido a ABGLT vem a público manifestar o seu repúdio às declarações e ações homofóbicas e machistas de Marcelo Dourado, participante do programa Big Brother Brasil 10, veiculado pela Rede Globo.

Entre outras manifestações, como o uso do símbolo nazista no braço, podemos citar suas atitudes homofóbicas em relação aos participantes homossexuais do programa, incluindo a disseminação da noção equivocada de que ?homem hétero não pega aids?, e a ameaça de espancar uma mulher lésbica participante do programa, conforme pode-se verificar nos vídeos disponíveis. (Para ver os vídeos, clique aqui e aqui).

Os dados epidemiológicos do Ministério da Saúde demonstram claramente que uma das tendências atuais da epidemia da aids é justamente a feminização, ou seja, há um aumento nos casos de aids na categoria de transmissão heterossexual (homem/mulher) enquanto o número de casos de aids na categoria homo e bissexual está estável há vários anos. Tal aumento na população heterossexual se deve em grande parte a crença estigmatizante de que a aids é uma doença apenas de gays, e que tristemente foi reproduzido pelo Sr. Dourado em cadeia nacional de televisão.

Estudos publicados nos últimos cinco anos vêm demonstrando e confirmando cada vez mais o quão a homo-lesbo-transfobia (medo ou ódio irracionalmente às pessoas LGBT) permeia a sociedade brasileira e assimilada pela juventude.

A pesquisa intitulada ?Juventudes e Sexualidade?, realizada pela Unesco no ano 2000 e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Na pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.

O estudo "Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas", publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, traz uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores do Distrito Federal, e aponta que 63,1% dos entrevistados em uma escola alegam já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos professores também afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmam que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula.

A pesquisa ?Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar? realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, é uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revela que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual.

A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa ?Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais?, que demonstra que 92% da população reconhece que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconhece e declara o próprio preconceito contra LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação.

As atitudes e declarações de Marcelo Dourado, em um programa de televisão com grande audiência nacional, apenas servem para reforçar toda esta carga de preconceito, discriminação e estigmatização contra a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), e demonstram a impunidade com que esta forma de discriminação se aplica na sociedade brasileira, ao contrário do racismo e outras formas notórias de discriminação passíveis de punição prevista em lei.

É preciso envidar esforços, a exemplo da iniciativa do governo federal, através do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania LGBT, para que se diminuem o preconceito e a discriminação contra pessoas LGBT, e que se promova o respeito às diferenças, quaisquer que sejam, existentes entre as pessoas que compõem nossa sociedade. Os meios de comunicação têm um papel chave nesta empreitada.

Toni Reis - Presidente da ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
Fonte:http://acapa.virgula.oul.com.br














quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Assessoria de Comunicação DST_AIDS

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

PARAIBA ONLINE

Editoria:

Pág.

Dia / Mês/Ano:

07/FEVEREIRO/ 2010

Santa ignorância!

Não é segredo para ninguém que considero um certo programa de TV, que reúne um monte de gente em uma casa para que outro monte de gente fique olhando o que aquele primeiro monte faz, uma grande idiotice. Pois é, mesmo assim o negócio faz um enorme sucesso, pois já está em seu décimo ano de exibição. Eu jurava que não passaria do primeiro, mas... queimei a língua!

Embora me recuse a assistir ao tal programa, justamente pela falta de conteúdo, de importância, de inteligência e de uma série de outras coisas, é inevitável ficar sabendo de algumas aberrações que lá acontecem, já que o assunto é amplamente divulgado em sites, rádios, jornais e etc. Para meu desespero e certamente desespero de muitas autoridades da área de saúde pública, um grandalhão com ar abestalhado que faz parte do grupo dos internos que se expõe na briga por um prêmio em dinheiro, andou teimando com o restante da turma de que homem heterossexual não pega AIDS . É o fim do mundo!

Como pode um sujeito dizer tamanha asneira em rede nacional, desinformando milhares de pessoas em todo o País. Para o sujeito, só pega AIDS o cara que transa com outro homem. Do mais profundo de sua ignorância, ele assegurou que homem que só faz sexo com mulher não contrai a doença. E pior, garantiu que ouviu isso de um médico!

Olha pessoal, que ninguém embarque nesta canoa furada, principalmente agora que estamos beirando o Carnaval e as coisas ficam, digamos assim, mais liberadas. O grandalhão não sabe o que está dizendo e a doença atinge homos, heteros, simpatizantes e qualquer um que não tomar o devido cuidado na hora do sexo. O governo já gastou milhões de reais para dizer a todo mundo que a AIDS não discrimina ninguém, e continua gastando em campanhas educativas e no fornecimento de PRESERVATIVOS gratuitos.

Uma sugestão: se o tal sujeito ganhar o milhão e meio que está disputando, deveria ser obrigado a entregar toda a grana para uma nova campanha de esclarecimento sobre a doença, só para aprender a não falar besteira. Além de dar uma informação errada, ele ainda encheu a bola dos machões de plantão, provocou homossexuais e confirmou que espaço na televisão deve ser dado para pessoas que tem conteúdo, que podem dividir conhecimento e promover diversão e cultura sadias.