Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Eles (as) estão entre nós ISTO É 24/01/2011 #BBB11 #RedeGlobo #Fato #FAIL,

Eles (as) estão entre nós
ISTO É 
24/01/2011 
Na tevê, na moda, no atendimento público - os TRANSEXUAIS ocupam espaço na sociedade, que procura se adequar a eles 
Um beijo e um paredão. Em uma mesma semana, dois TRANSEXUAIS chamaram a atenção do Brasil. Lea T., a modelo brasileira lançada pela Givenchy, apareceu na capa da revista "Love" beijando o ícone fashion Kate Moss. Em seguida, Ariadna, a primeira participante a deixar o "Big Brother Brasil 11", gritou em rede nacional, com orgulho: "Sou a primeira TRANSEXUAL a participar do BBB." Sim, os TRANSEXUAIS estão cada vez mais inseridos na sociedade, seja de forma silenciosa, como anônimos trabalhando em empresas e repartições públicas, seja nas páginas dos jornais como celebridades. 
Por trás dessa gradual mudança, está a luta que os movimentos homossexuais e TRANSEXUAIS vêm travando ao longo das últimas décadas. Mas também um sistema de saúde que começa, enfim, a atender essa parcela da sociedade. O Hospital Estadual Pérola Byington, de São Paulo vai oferecer cirurgias gratuitas para os homens trans, ou seja, mulheres que desejam retirar trompas e útero para se adequar ao gênero masculino. Trinta pessoas já estão esperando pela cirurgia. Uma delas é o paulistano Alexandre Santos, 38 anos, nascido Alexandra. Xandão, como é conhecido, pergunta se não tem como "passar um photoshop" na foto que vai ser publicada. É que o peito, maior símbolo do corpo feminino, incomoda. Ele só usa camisas largas e mal sabe o que é um sutiã. "Tirar meus seios será como tirar um câncer", desabafa. 
A cirurgia de mudança de sexo foi liberada em 1997 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em caráter experimental, de modo que até ser regulamentada, no ano passado, só hospitais universitários e particulares se arriscavam a fazê-la. "Antes de 1997, os trans tomavam hormônios por conta própria e faziam cirurgias no Exterior", diz Alexandre Saadeh, psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas (HC), de São Paulo. Há 13 anos trabalhando com TRANSEXUAIS, é Sadeeh quem libera laudos autorizando as cirurgias no HC. Hoje, existem apenas quatro centros de referência em cirurgia no Brasil. O Pérola Byington quer ser mais um deles. "Pretendemos realizar até oito cirurgias por mês", afirma Luiz Gebrim, diretor do hospital. 
Para atender esse público, a instituição fechou uma parceria com o Ambulatório de Saúde Integral para TRAVESTIS e TRANSEXUAIS de São Paulo. O Ambulatt faz o acompanhamento psicológico de até dois anos e prepara o laudo para a cirurgia. O serviço foi criado em 2009 pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo por uma questão de humanidade. O chamado "público TT" (TRAVESTIS e TRANSEXUAIS) evita procurar postos de saúde com medo de ser maltratado. "Há desde funcionário que insiste em chamá-los pelo nome de registro até médicos que se recusam a atendê-los", conta Maria Filomena Cernicchiaro, diretora do Ambulatt. 
Se do ponto de vista da saúde os avanços são significativos, pelo lado jurídico as conquistas são mais demoradas. Mudar o corpo e o documento são dois dos maiores desejos dos TRANSEXUAIS. Hoje, para substituir o nome e o sexo na identidade é preciso antes fazer a cirurgia, mas os juízes, no entanto, estão mais sensíveis à causa. A paranaense Carla Amaral, 38 anos, conseguiu um feito: alterou seu nome e sexo na identidade antes mesmo de conseguir entrar no bisturi. A vida, agora, é outra. "Não tenho mais vergonha de ir ao banco ou fazer um curso. Antes, eu ouvia chacotas e saía chorando", recorda ela. "Agora as pessoas são obrigadas a me chamar de Carla, mesmo que achem alguma coisa estranha." Ser reconhecido como homem ou como mulher é mais uma questão de documento que de cirurgia, acredita a socióloga Berenice Bento, uma das maiores especialistas no tema e autora do livro "A Reinvenção do Corpo - Sexualidade e Gênero na Experiência TRANSEXUAL" (Editora Garamond). Na Espanha, cita, existe a Lei de Identidade de Gênero. "Com um laudo médico é possível fazer a mudança de nome em um cartório." 
A agilidade na mudança de nome também resolveria a vida dos TRAVESTIS, TRANSEXUAIS que não fazem questão da cirurgia, mas que querem mudar de nome. Michelly X,. nascida Alexandre, não quer ser operada. Gosta de ser o que é - mulher, mas com o genital masculino. A estilista é casada há 16 anos com um homem e conta que só não passa por grandes constrangimentos com o RG porque na foto ela aparece como uma mulher. "E linda, por sinal", brinca Michelly, que no ano passado representou o Brasil no Miss International Queen, na Tailândia, país referência como o melhor lugar para se fazer cirurgia (onde Ariadna, do "BBB", fez). 
A barreira mais difícil, no entanto, ainda é o preconceito. A exclusão começa cedo, na escola, quando eles são chamados de "gays" ou "sapatões". Muitos acreditam ser homossexuais, mas percebem que alguma coisa ainda está errada. "Só quando me vesti de mulher é que me encontrei", diz Michelly. Poucos também são aceitos e acolhidos pela família. Carla foi colocada para fora de casa aos 13 anos de idade, por exemplo. Ter um TRANSEXUAL num dos programas mais populares da tevê é comemorado pelos especialistas. Assim como o sucesso internacional da modelo Lea T., a primeira modelo TRANSEXUAL a entrar no ranking do Models.com. Também conhecida por ser a filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, Lea T., que aguarda para fazer a cirurgia, vem desfilar no São Paulo Fashion Week. "Os trans estão cada vez mais aceitos. Ficou no passado aquela visão de que TRANSEXUAL ou era prostituta ou cabeleireiro", acredita Sadeeh, do HC. Mas ainda há muito o que ser feito. "Não deixa de ser curioso que o primeiro TRANSEXUAL do "BBB" tenha sido também o primeiro eliminado. Eles estão mostrando mais a cara, mas a sociedade ainda se recusa a olhar para eles", afirma Berenice Bento. Em outras palavras, eles estão adequando seus corpos e documentos. Agora só falta a sociedade se adequar a eles.
Cortesia:Clipping Bem Fam 

Nota pessoal:Diante dos baixissímos índices do IBOPE, e das reclamações do telespectadores com o comportamento frio e calculado dos que restaram na Casa, Sónia Abraão até pediu que A direção do BBB11 Tomasse a iniciativa de chamar Ariadne de volta para casa, li uma observação de um novelista que:"Tirar Ariadne Do BBB11 foi o mesmo que matar o melhor personagem da Novela"< Eu pus no twitter:>
niloborgna @Freddy_Kruger Se A #RedeGlobo Doasse 1/2 do Que arrecadou C/ #BBB11, nos facariamos felizes e #SoSerra agradeceria #fato#TragediaDasPedras
Em Resposta:
Freddy Kruger ✔. Freddy_Kruger @niloborgna Verdade cara, eu soube que a cada episódio do programa eles arrecadam mais de 16 milhões '-' e só dão 2 milhões pro vencedor '-'
 Só não devolvo o payPERViw porque não gasto mais meus "suados Tostões com esse lixo!!! 
 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Toni Reis lamenta que Serra tenha se juntado ao atraso


Toni Reis lamenta que Serra tenha se juntado ao atraso


O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, diz que tanto Dilma Rousseff quanto José Serra são defensores dos direitos civis, mas lamenta que a campanha do tucano, através do vice Índio da Costa, tenha se juntado a setores religiosos que exibem comportamento homofóbico. Clique abaixo para ouvir a entrevista:

http://www.viomundo.com.br/radio/toni-reis-lamenta-que-serra-tenha-se-juntado-ao-atraso.html

quarta-feira, 31 de março de 2010

Blog Mente Aberta,Danilo Casaletti

Dourado, agradeça ao Dicesar!

qua, 31/03/10
por Danilo Casaletti |
categoria televisão

dourado_blog

Marcelo Dourado foi o grande campeão da décima edição do Big Brother Brasil. No programa exibido pela TV Globo, ele disputou a final com Cadu e Fernanda e teve 60% dos votos para levar para a casa o prêmio de R$ 1,5 milhão.

Segundo informações da TV Globo, a final do BBB 10 foi a maior de todos os tempos e bateu o recorde mundial de votos em reality shows, com mais de 154 milhões. Para se ter uma ideia do que esse volume representa, Lula foi reeleito em 2006 com 58,29 milhões de votos (em 2002, foram 52,4 milhões). Está certo que, no BBB, dá para votar quantas vezes quiser, mas você tem de pagar (se for por telefone) e não é obrigado, como nas eleições.

Os números realmente são incríveis, principalmente pela quantidade de críticas que o programa recebe. Quem vota tanto, então? Quem o assiste tanto? No twitter, o BBB também é o mais comentado. Um fenômeno.

O BBB10, que estava cotado para ser dos “coloridos”, Dicesar, Serginho e Angélica, homossexuais assumidos, acabou indo parar nas mãos de um personagem já conhecido e rejeitado anteriormente pelo público.

Dourado, de 37 anos, entrou na casa graças a uma espécie de repescagem entre ex-BBBs. Ele, Joseane, Fani, Nathália e Rafael concorreram a duas vagas, logo no início do programa. O lutador e a ex-miss levaram a melhor, mas não foram muito bem aceitos pelos novos e jovens brothers, que temiam a concorrência e a experiência que os dois haviam conquistado em suas primeiras participações.

Jose acabou se sacrificando por Dourado. Logo na primeira semana, foi indicada ao paredão pelos companheiros de programa após dar a imunidade para Dourado. Saiu com 61% dos votos.

Dourado continuou sendo mal visto pelos colegas de BBB. Mas, por ajuda de um participante em especial, teve a chance de conquistar o público. Dicesar foi, sem dúvida, o grande antagonista do lutador. Foi o maquiador que começou a falar mal de Dourado, criticar sua falta de modos, seu jeito agressivo e sua maneira de jogar. Isso sem falar em algumas “recaídas”, quando Dicesar elogiava as atitudes de Dourado.

Foi Dicesar também que levantou a tese que Dourado seria homofóbico. Dicesar falava tanto de Dourado, o dia todo, que foi alvo de brincadeiras de Pedro Bial que perguntou se era amor ou ódio o que ele sentia por Dourado.

O participante com jeito de mau foi ganhando a admiração do público. Aqui fora a “fama” de homofóbico cresceu tanto que, na hora do anúncio do vencedor, Pedro Bial fez questão de defender o brother dessa acusação. Nem precisava. O público parece ter dado de ombros…

Ao sair da casa, já campeão, e ao encontrar Joseane, pôde-se ler nos lábios de Dourado: “O carro é teu”. O lutador, provavelmente, referia-se ao prêmio que ganhou em uma das provas do programa. Seria uma espécie de reconhecimento por Jose ter se sacrificado por ele? Errou o Dourado! O carro deveria ir para o Dicesar!

Agora, a vida segue. Fora da casa. Bem diferente. Lia, que no confinamento chegou a dizer que estava apaixonada pelo Cadu, voltou com o namorado. Cadu, que não queria se envolver dentro do programa porque tinha uma pessoa fora da casa, disse, em entrevista, que está solteiro.

Após a eliminação, Dourado deixou de lado a festa do BBB e preferiu ir para o hotel, na Barra da Tijuca. Ao perceber que um pequeno grupo de fãs fazia vigília na porta do hotel, decidiu descer do seu quarto. Fez questão de abraçar e tirar fotos com todos.

Qual será o futuro de Dourado, o maior campeão do BBB de todos os tempos? Será melhor que aquele que teve após sair do BBB4 e ser preso por porte de drogas e passar dificuldades financeiras? Que venha o BBB 11!

quinta-feira, 11 de março de 2010

ABGLT encaminha denúncia de homofobia no BBB10 à produtora do programa Por Redação 10/3/2010 - 16:35

ABGLT encaminha denúncia de homofobia no BBB10 à produtora do programa
Por Redação 10/3/2010 - 16:35



A

Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), encaminhou carta a Ynon Kreiz, diretor executivo da Endemol, empresa que detém os direitos autorais do Big Brother, denunciando declarações homofóbicas na edição brasileira.

Na carta Toni diz que até o momento não conseguiram "obter nenhuma resposta da Rede Globo" e que a ABGLT "tem recebido queixas de que o processo usado na votação tem favorecido Marcelo Dourado" que, segundo a carta da entidade nacional, "tem expressado opiniões homofóbicas e de fobia a Aids".

Após explicar o caso ao diretor da Endemol, Toni diz que gostaria de "pedir" ajuda no processo de diálogo com os produtores do programa em sua versão brasileira, para que o esquema de votação seja "verificado" e para que se analisem se há "privilégios" a Marcelo Dourado.

No mais, Toni parabeniza a produtora do programa e diz que a atual edição tem sido "muito importante para a comunidade gay do Brasil, já que conta com a participação de três homossexuais assumidos" e que tal fato tem ajudado a fomentar a discussão acerca dos direitos gays no Brasil.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Artigo de James Cimino sobre BBB10

21/02/2010 - 15h38

Opinião: Dourado, Dicesar, Morango e a camisinha

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JAMES CIMINO
da Folha de S.Paulo

Big Brother Brasil 10 Quando Marcelo Dourado abriu a boca para expor toda sua sabedoria a respeito das formas de transmissão do vírus da Aids no "BBB10", a Globo até que tentou minimizar a declaração do lutador. Na internet, muitos questionavam um suposto favorecimento da emissora em relação ao participante pelo fato de, no pay-per-view, ele ter dito, no último dia 2 de fevereiro, que homem heterossexual não pegava Aids e a declaração só ter sido veiculada alguns dias depois, acompanhada de um discurso de Pedro Bial isentando a emissora de qualquer responsabilidade jurídica sobre a declaração infeliz e irresponsável do lutador.

O tom de Bial obviamente foi quase de Jesus Cristo perdoando os fariseus. Só faltou dizer: "perdoe-o audiência, ele não sabe o que diz". Ficou claro que a Globo não queria endossar o total desserviço que Marcelo Dourado prestou à saúde pública na maior emissora do país, que chega a 100% dos lares brasileiros que têm televisão e em horário nobre, mas também não queria demonizar seu participante mais polêmico e carismático. Porque, digam o que quiserem, televisão não é entretenimento barato e inocente. Fosse assim, nunca teria havido censura e os políticos jamais fariam questão do horário eleitoral gratuito.

Neste fim de semana a polêmica continuou. Angélica, conhecida como Morango, falou que também não usava camisinha com outras mulheres e que só homens podiam transmitir Aids. Hoje, por volta do horário do almoço, o maquiador Dicesar, gay assumido que também trabalha como drag queen, disse aos gritos que Dourado afirmara que "todo gay que existe no mundo tem Aids".

O que Dourado disse foi exatamente o seguinte: todo homem que tem Aids "em algum momento teve relação com outro homem" e que "Hetero não pega Aids, isso eu digo porque eu conversei com médicos e eles me disseram isso. Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem".

Reduzir essa polêmica a gays versus heteros é empobrecer o debate, já que o "BBB" não é um jogo, mas uma eleição e, como toda eleição, tem caráter moral. Os participantes estão sendo julgados pelo seu caráter, não pela orientação sexual, fosse assim, Jean Wyllys não teria sido o campeão da edição 5.

Em primeiro lugar, quando Dourado diz que homem heterossexual não contrai Aids, fora a evidente ignorância de sua declaração, cria um ruído. O cara age com total irresponsabilidade ao dizer isso numa TV que serve como única fonte de informação de uma população de semianalfabetos e iletrados, os maiores atingidos pela epidemia de Aids, pois involuntariamente cria o seguinte discurso na cabeça da audiência: "Se heterossexual não pega Aids, logo a Aids é coisa só de gay. Todo gay já vem munido do vírus HIV, então não tenho que me cuidar e devo odiar os gays por serem esse malvados transmissores de Aids." Prova disso é que Dicesar, que pela forma como se expressa com ausência de plurais e deficiência de coesão e coerência não teve educação formal eficiente, interpretou a fala de Dourado exatamente dessa maneira. Se foi por oportunismo ou não, pouco importa, o ruído está estabelecido e a desinformação generalizada. Ou seja, a discussão voltou aos anos 80, quando a Aids era chamada de o "câncer gay".

Já o caso de Angélica, a Morango, é um pouco mais específico. Não usar camisinha no caso dela, que é lésbica assumida, é quase que um imperativo. O sexo homossexual feminino por definição não implica em penetração, já que há ausência de pênis. Quando ocorre a penetração é por meio de dildos ou de dedos, que não possuem mucosa, o que dificulta a transmissão do vírus. Obviamente que isso não quer dizer que lésbicas não pegam Aids transando sem camisinha, pois, como em toda relação sexual, há secreções que podem conter o vírus.

Agora, ficam algumas perguntas no ar: alguém faz sexo oral em mulheres com camisinha? Após quantas transas com camisinha um casal abole o uso de preservativo? Quais os cuidados que se deve tomar antes da prática do sexo sem camisinha, afinal de contas, em algum momento todos nos arriscamos a transar sem camisinha. Tanto é verdade que ainda hoje há gravidez indesejada, gravidez na adolescência, golpes da barriga no mundo das celebridades e abortos em clínicas clandestinas. Se o ser humano praticasse sexo unicamente com camisinha, não haveria mais bebês e, em pouco tempo, adeus humanidade.

Esses fatos não querem dizer, no entanto, que possamos ir à TV e incentivar o sexo sem camisinha, já que, por mais que os BBBs não sejam o ministro da Saúde, sua palavra vale mais que a do ministro quando dita no horário nobre, infelizmente.

Sexo sem camisinha pode transmitir Aids sim, seja você gay, lésbica, bissexual, trangênero, simpatizante, heterossexual, católico, protestante, muçulmano, budista, negro, branco, oriental, alto, baixo, magro, gordo, pobre, rico, analfabeto ou erudito.

Portanto, no debate Dourado, Dicesar, Morango, camisinha e Aids, é como o slogan do filme "Alien x Predador", não importa quem vença, todos perderão.

www1.folha.oul.com.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Homofobia é doença?

publicado em 26/02/2010 às 06h02:

Médicos explicam a relação de
Dourado com os gays no BBB

Parte do público considera o gaúcho homofóbico; psiquiatras falam desse comportamento

Camila Neumam, do R7
ReproduçãoFoto por Reprodução
Frases de Marcelo Dourado dividem o público: seria ele homofóbico ou não?

Algumas atitudes do BBB Marcelo Dourado fizeram o assunto homofobia voltar à tona em todo o país. Em uma delas, o gaúcho musculoso retirou-se da mesa de jantar após ouvir um papo entre os brothers Lia e Serginho sobre uma balada gay. Ele se disse "enojado" e falou que "perdeu o apetite". Num outro comentário desavisado, disse que heterossexuais têm menos chance de contrair o vírus da Aids.

As opiniões não somente revoltaram Serginho, Dicesar e Angélica, os gays da casa, como parte da opinião pública. O ex-BBB Jean Willys, por exemplo, chamou Dourado de "misógino, machista e homofóbico" em seu twitter. Até o cantor britânico Boy George, um dos ícones da cena musical gay, bradou aos brasileiros para votarem pela saída de um "egocêntrico que odeia gays" pela mesma rede social.

Cultura e preconceito

Para o diretor de arte Zeca Bral, de 26 anos, também gay, a vitória de Dourado sobre Angélica no último paredão do BBB foi determinante para desistir de assistir ao programa.

- Eu acho que ele [Dourado] é homofóbico, sim, porque ser homofóbico é não aceitar a sexualidade gay alheia. A partir do episódio da mesa, ele mostra essa atitude. E depois da votação estrondosa da população em alguém que não manifesta tolerância, eu fiquei assustado e preferi não assistir mais ao programa que provou ter uma audiência desqualificada.

Considerando a opinião do psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas, Alexandre Saadeh, a homofobia é a dificuldade de lidar com pessoas muito diferentes de si, ou seja, com orientação sexual diferente da sua. Sem superlativizar o gesto de Dourado, o psiquiatra descarta a atitude como passível de ser violenta, mesmo criminosa. "É uma questão de preconceito, de valorização cultural", afirma.

Homofobia é doença?

O R7 tentou ir mais longe e questionou: A homofobia pode ser considerada uma doença?

Tanto Saadeh, quanto a psicanalista e socióloga Nilda Jock, também consultada pelo R7, afirmaram que não.

- A homofobia tem uma questão cultural muito forte. Eu acho que a tese mais comum que se levanta a respeito é que na verdade os homofóbicos são as pessoas que mais temem se confrontar com a própria homossexualidade, afirma Nilda Jock.

Neste ponto polêmico, a psicanalista remete à fase anal da infância, quando a criança, entre os dois e os três anos, costuma reter as fezes para depois expulsá-las. É comprovado cientificamente que o ato se trata de um prazer sexual. "A criança percebe um prazer nesse jogo, que é reconhecido como marcante e vigente na vida do adolescente e dos adultos. Tendo consciência deste prazer, parte dos homens preferem ignorá-la por puro preconceito", explica Jock.

Há, entretanto, um paradoxo nesta relação de prazer que pode ser determinante para o nascimento da homofobia. Na maioria das sociedades ela não é mais valorizada do que o sexo entre um homem e uma mulher para fins reprodutivos. Seja na escola, na igreja ou dentro de casa, a maioria dos cidadãos comuns aprende que o homem e a mulher têm papéis determinantes na sociedade, entre os quais a procriação. Portanto, o sexo sem esse fim deve ser desqualificado, explica Jock.

Caso de remédio e polícia

A partir do momento que essa crença ultrapassa o senso comum e se torna uma caça às bruxas, temos um problema ainda maior. Além da intolerância, pode haver (aí sim) uma patologia, afirma o psiquiatra Alexandre Saadeh.

- Se houver outro sintoma como uma agressividade repentina ou alteração de personalidade, mais do que o ódio homofóbico, pode se tratar de uma pessoa com transtorno de personalidade, mesmo bipolar.

Nestes casos, somente neles, o psiquiatra recomenda um tratamento com remédios. Para os intolerantes, de acordo com os psiquiatras, vale mesmo tentar entender a origem de sua abordagem mesmo que pela psicanálise.

- Tem que pensar porque esse comportamento [homossexual] incomoda tanto? Não existem linhas delimitadas que a gente poderia dizer que são de homens e de mulheres. A verdade é que a homossexualidade atravessa os limites entre homem e mulher. Nenhuma identidade sexual é automática, trata-se de uma construção complexa, afirma Nilda Jock.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

BBB10 homofobia

Médicos explicam a relação de Dourado com os gays no BBB

R7

26/FEVEREIRO/2010

Parte do público considera o gaúcho homofóbico; psiquiatras falam desse comportamento

Camila Neumam, do R7

Algumas atitudes do BBB Marcelo Dourado fizeram o assunto homofobia voltar à tona em todo o país. Em uma delas, o gaúcho musculoso retirou-se da mesa de jantar após ouvir um papo entre os brothers Lia e Serginho sobre uma balada gay. Ele se disse "enojado" e falou que "perdeu o apetite". Num outro comentário desavisado, disse que heterossexuais têm menos chance de contrair o vírus da Aids.

As opiniões não somente revoltaram Serginho, Dicesar e Angélica, os gays da casa, como parte da opinião pública. O ex-BBB Jean Willys, por exemplo, chamou Dourado de "misógino, machista e homofóbico" em seu twitter. Até o cantor britânico Boy George, um dos ícones da cena musical gay, bradou aos brasileiros para votarem pela saída de um "egocêntrico que odeia gays" pela mesma rede social.

Cultura e preconceito

Para o diretor de arte Zeca Bral, de 26 anos, também gay, a vitória de Dourado sobre Angélica no último paredão do BBB foi determinante para desistir de assistir ao programa.

- Eu acho que ele [Dourado] é homofóbico, sim, porque ser homofóbico é não aceitar a sexualidade gay alheia. A partir do episódio da mesa, ele mostra essa atitude. E depois da votação estrondosa da população em alguém que não manifesta tolerância, eu fiquei assustado e preferi não assistir mais ao programa que provou ter uma audiência desqualificada.

Considerando a opinião do psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Hospital das Clínicas, Alexandre Saadeh, a homofobia é a dificuldade de lidar com pessoas muito diferentes de si, ou seja, com orientação sexual diferente da sua. Sem superlativizar o gesto de Dourado, o psiquiatra descarta a atitude como passível de ser violenta, mesmo criminosa. "É uma questão de preconceito, de valorização cultural", afirma.

Homofobia é doença?

O R7 tentou ir mais longe e questionou: A homofobia pode ser considerada uma doença?

Tanto Saadeh, quanto a psicanalista e socióloga Nilda Jock, também consultada pelo R7, afirmaram que não.

- A homofobia tem uma questão cultural muito forte. Eu acho que a tese mais comum que se levanta a respeito é que na verdade os homofóbicos são as pessoas que mais temem se confrontar com a própria homossexualidade, afirma Nilda Jock.

Neste ponto polêmico, a psicanalista remete à fase anal da infância, quando a criança, entre os dois e os três anos, costuma reter as fezes para depois expulsá-las. É comprovado cientificamente que o ato se trata de um prazer sexual. "A criança percebe um prazer nesse jogo, que é reconhecido como marcante e vigente na vida do adolescente e dos adultos. Tendo consciência deste prazer, parte dos homens preferem ignorá-la por puro preconceito", explica Jock.

Há, entretanto, um paradoxo nesta relação de prazer que pode ser determinante para o nascimento da homofobia. Na maioria das sociedades ela não é mais valorizada do que o sexo entre um homem e uma mulher para fins reprodutivos. Seja na escola, na igreja ou dentro de casa, a maioria dos cidadãos comuns aprende que o homem e a mulher têm papéis determinantes na sociedade, entre os quais a procriação. Portanto, o sexo sem esse fim deve ser desqualificado, explica Jock.

Caso de remédio e polícia

A partir do momento que essa crença ultrapassa o senso comum e se torna uma caça às bruxas, temos um problema ainda maior. Além da intolerância, pode haver (aí sim) uma patologia, afirma o psiquiatra Alexandre Saadeh.

- Se houver outro sintoma como uma agressividade repentina ou alteração de personalidade, mais do que o ódio homofóbico, pode se tratar de uma pessoa com transtorno de personalidade, mesmo bipolar.

Nestes casos, somente neles, o psiquiatra recomenda um tratamento com remédios. Para os intolerantes, de acordo com os psiquiatras, vale mesmo tentar entender a origem de sua abordagem mesmo que pela psicanálise.

- Tem que pensar porque esse comportamento [homossexual] incomoda tanto? Não existem linhas delimitadas que a gente poderia dizer que são de homens e de mulheres. A verdade é que a homossexualidade atravessa os limites entre homem e mulher. Nenhuma identidade sexual é automática, trata-se de uma construção complexa, afirma Nilda Jock.