Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador TCU. Mostrar todas as postagens
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domingo, 19 de julho de 2015

Vigília Nacional no #TCU

Vigília Nacional no TCU

- Objetivo: Pressionarmos os Ministros do TCU a REPROVAREM as contas da Dilma. (em todas as 27 capitais do Brasil)
- Ação: Escrever por composição de velas a frase: SOS TCU
- Local sugerido: Em frente ao TCU da sua cidade.
Confira:  http://portal3.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/imprensa/noticias/noticias_arquivos/Anexo%20I%20-%20Endere%c3%a7os.doc

- Data: esperando definição do TCU
- Horário: 18h

PROCEDIMENTO (mesmo sem data marcada, já compre logo deixando tudo pronto)

- 70 Velas por letra: total de 420 velas
- 420 Copos de no mínimo 200 ml (pode ser maior) transparente. Não use o branco.
- Um saco de areia 20 kg (vai sobrar areia)
- Fita crepe para servir de guia para a montagem das letras e fazer as margens paralelas da altura das letras para que todas fiquem iguais em tamanho.
- Trena ou metro para medir.
- Sacos de lixo de 50 L ou 100 L.
- No mínimo 5 pessoas para não sobrecarregar os envolvidos.
As velas podem ser daquelas redondas chatas ou as normais compridas. Caso use as compridas, necessário será cortar um pedaço da base para que a chama de fogo fique para dentro da altura da boca do copo para que o vento não apague.
A areia é para colocar no fundo do copo e tem duas funções: dar peso para o copo não voar e permitir que a vela fique de pé. Preencher o copo de areia ao menos com três dedos de altura.
- Depois de tudo montado, faça boas fotos e bons vídeos que cheguem a identificar o TCU e se possível até mesmo identificar a sua cidade.
- Chame a imprensa local para cobrir.
- Ao término, guarde tudo nos sacos de lixo e deixe a calçada limpa.
- Envie poucas e só as melhores fotos e vídeos para este grupo. Faremos uma triagem e montaremos um mosaico com fotos das 27 cidades envolvidas.

REPASSE AO SEU GRUPO LOCAL
SUCESSO A TODOS!
Segue algumas imagens autoexplicativas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bem Fam CLIPPING - 16/Jan./2012

CLIPPING - 16/Jan./2012

7 bilhões de habitantes no mundo: Será que não cabe? Todo mundo que costuma acompanhar os principais veículos de comunicação – e até quem só dá uma olhada neles de vez em quando – viu, no fim do ano passado, um volume grande de reportagens abordando o aumento da população mundial e as consequências disso. O motivo é termos atingido, em 2011, a marca de 7 bilhões de habitantes. Essas mesmas reportagens também trouxeram, em sua maioria, a previsão de um futuro não muito feliz para a crescente população – a falta de recursos naturais, especialmente a água, e a insuficiente produção de alimentos fariam da Terra um ambiente inóspito nas próximas décadas, já que, segundo a ONU, passaremos de 9 bilhões em 2050, quando finalmente esse número se estabilizará. A conclusão é a de que o planeta não vai conseguir comportar tanta gente e, para evitar um colapso, em geral se propõe a combinação de duas ações: o controle de natalidade – especialmente em países subdesenvolvidos, em que a tendência ainda é a de crescimento populacional – e o emprego de mais tecnologias no campo para aumentar a produtividade.
Mensagem de ANO NOVO LETIVO 2012 - À Escola cabe atuar no desenvolvimento de crianças e jovens para o mundo do conhecimento, passo a passo, até que eles alcancem o mundo adulto. Mundo do trabalho, mundo da produção. Mas, a Escola NÃO deveria se limitar a isso. Ela deveria ser agente de transformação; deveria formar, desenvolver consciência social, preparar cidadãos. E junto a tudo isso a Escola deveria ter como principal função fazer crianças e jovens terem AMOR PELO CONHECIMENTO. Amor pelo SABER. Saber da técnica, saber de si, saber do outro. Penso que esse tipo de educação é, verdadeiramente, a alavanca para o desenvolvimento de um povo. Mas, no Brasil a educação sofre problemas de diversas ordens e por isso a pergunta: De que valem a graduação, a pós-graduação, os títulos, sem o verdadeiro SABER? Minha sugestão: Comece fazendo do ato de comprar o material escolar de seu filho um motivo para ele entender que está se preparando para a busca do conhecimento. Esse ato não pode ser apenas mais uma ida ao “shopping”, nem deve ser mais um ato de consumismo.
Gestante e parceiro sexual irão fazer teste rápido de HIV e sífilis - Gestantes e seus parceiros sexuais, como marido ou namorado, poderão fazer teste rápido para o diagnóstico de HIV e sífilis na rede básica de saúde pública, conforme portaria do Ministério da Saúde publicada (13) no Diário Oficial da União. De acordo com a portaria, os testes de sangue serão feitos durante o pré-natal pelo programa Rede Cegonha. O resultado sai em menos de 30 minutos. Diagnosticar e tratar essas doenças o mais rápido possível durante a gravidez é importante para impedir a transmissão para o bebê. Cerca de 12 mil casos de sífilis congênita, também transmitida de mãe para filho, são registrados por ano. A infecção provoca má-formação do feto, aborto ou morte da criança.
Autoridades e sociedades médicas definem nesta semana atendimento às mulheres com próteses PIP e Rofil - O Ministério da Saúde e as sociedades médicas vão definir nesta semana como será o atendimento às mulheres com próteses de seios de silicone das marcas Poly Implant Prothese (PIP) e da Rofil. A proposta estudada é que os médicos das redes particular e pública chamem as pacientes para, inicialmente, avaliar a condição da prótese, segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Luciano Chaves. Nesta consulta, elas serão submetidas a uma ultrassonografia para saber se o implante está com ruptura. Em caso de dúvida, a paciente deve passar também por uma ressonância magnética. Para Chaves, em 60% dos casos, os médicos conseguirão avaliar a situação do implante somente com o ultrassom. “Se houver ruptura, a paciente já vai ser encaminhada para a cirurgia”, disse o vice-presidente.
Bolsa Silicone (Ancelmo Góis) - No meio dessas denúncias sobre as próteses de silicone da francesa PIP, Alexandre Padilha marcou para quarta uma reunião com a brasileira Silimed, terceira maior empresa do mundo no setor. O ministro da Saúde pretende estimular a produção nacional, reforçar o controle de qualidade e ajudar a encontrar formas de baratear o produto.
Brasil quer que pessoas com deficiência participem dos debates da Rio+20 - A menos de cinco meses da Conferência Rio+20, no Rio de Janeiro, que ocorrerá de 13 a 22 de junho, a presidenta Dilma Rousseff determinou que os debates garantam o acesso às pessoas com deficiência e aos representantes de entidades civis organizadas. A ideia é transformar a Rio+20 na maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o setor. A conferência conta com o apoio e o comando da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral do encontro é o diplomata chinês Sha Zukang. A presidenta da conferência é Dilma Rousseff.
Tesourada de R$1 bilhão - O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) sofreu, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o maior corte de recursos desde a sua criação, no fim de 2007. Dos R$2,094 bilhões autorizados para 2011 só a metade foi paga nos diversos projetos previstos pelo Ministério da Justiça, contrariando o discurso de campanha de ampliar a colaboração com estados e municípios nessa área. A tesourada foi de R$1,036 bilhão, impactando as ações Brasil afora. Quase 40% do valor desembolsado no ano passado (R$1,058 bilhão) foram de restos a pagar, ou seja, compromissos firmados em exercícios anteriores. Para o professor Gláucio Soares, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio da Janeiro (Uerj), os dados evidenciam a falta de comprometimento federal com a Segurança Pública. - A prioridade expressa nos gastos não corresponde à expressa no discurso e nas pesquisas de opinião, que apontam a Segurança Pública como área fundamental - afirma o professor.
No Rio, Mulheres da Paz naufraga - A intenção era afastar jovens de 22 comunidades - quatro delas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) - do risco de serem atraídos pelo crime. Mas o Mulheres da Paz no Rio não conseguiu cumprir a missão. Boa parte da beneficiadas recebia a bolsa-ajuda de R$190 mensais na boca do caixa e nunca comparecia ao trabalho. Resultado: o projeto foi encerrado há seis meses, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou uma série de irregularidades em nove estados. Só em 2011, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, repassou R$6 milhões ao programa Mulheres da Paz de 30 estados e municípios do país, sendo a maior parte da fatia (R$1,8 milhão) ao estado do Rio, para atender 2.901 mulheres. Na favela da Rocinha, Zona Sul da cidade, por exemplo, pelo menos a metade das 200 participantes abandonara o projeto. Mesmo assim, elas continuavam recebendo o dinheiro, segundo contou a comerciante Maria Maísa da Silva, de 57 anos, uma das integrantes do grupo. - Todas elas assinavam a folha do ponto, mas nunca compareciam às reuniões, cursos e visitas às famílias dos jovens. Foi dinheiro jogado fora - lamentou ela. Com início em 2008 e convênios assinados até 2009, o projeto capacitou mulheres em cursos de direitos humanos, mediação de conflitos e cidadania. Em seguida, os grupos se aproximaram das famílias da comunidade e encaminhavam os jovens aos programas sociais e educacionais do Pronasci. Em nota, o Ministério da Justiça informou que, para fiscalizar, conta com a "boa-fé" dos gestores do programa Mulheres da Paz: "Cabe ao gestor local, via sistema, atestar o cumprimento das metas. Pressupõe-se a boa-fé desses gestores".O assessoria de imprensa do ministério lembra ainda que há prestações de contas e que as ações do Pronasci estão sendo reformuladas.


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domingo, 31 de julho de 2011

TCU APONTA DESCONTROLE EM BENEFÍCIOS FISCAIS DO GOVERNO



FOLHA SÃO PAULO 20/6/2011 – DIMMI AMORA – GUSTAVO PATU - TCU APONTA DESCONTROLE EM BENEFÍCIOS FISCAIS DO GOVERNO



União abre mão de receita, mas fiscalização de projetos é frágil, diz tribunal. Renúncia em 2010 foi de R$ 144 bi, valor que supera as despesas com saúde e educação; Fazenda não comenta
Impulsionados pelo intervencionismo econômico da administração petista, os benefícios fiscais oferecidos pelo governo cresceram sem controle adequado da execução dos projetos e avaliação dos resultados, segundo auditorias do TCU (Tribunal de Contas da União).
Ao todo, os cofres do Tesouro Nacional deixaram de receber R$ 144 bilhões no ano passado em receitas tributárias, previdenciárias e financeiras, segundo dados do Poder Executivo analisados pelo tribunal.
Trata-se de dinheiro suficiente para financiar praticamente todas as despesas do governo com saúde, educação e assistência social.
Relatório sobre programas incentivados aponta, entre outras fragilidades, "ausência de indicadores, metas e avaliação de resultados" e "deficiências nos procedimentos de controle da execução dos projetos". Procurado, o Ministério da Fazenda não quis comentar.
ESTÍMULO
As renúncias fiscais são oficialmente explicadas pela necessidade de estimular setores da produção nacional, reduzir desigualdades regionais ou favorecer segmentos sociais mais vulneráveis.
Já pela argumentação dos críticos, tais justificativas podem servir de pretexto para a ação de lobbies influentes que obtêm vantagens mesmo à custa de provocar distorções no sistema produtivo.
A tradição brasileira de incentivos é ampla a ponto de incluir objetivos tão diferentes quanto a Zona Franca de Manaus, o horário eleitoral gratuito, a política industrial e a Lei Rouanet.
Embora não haja informações completas, os dados tributários e previdenciários mostram alta -acima da taxa de crescimento da economia- dos incentivos nos últimos quatro anos.
Enquanto o governo Lula estabelecia como prioridade a aceleração do crescimento da economia, a renúncia de receitas do Tesouro e da Previdência aumentou 32% acima da inflação entre 2006 e 2010 e passou de 3,3% para 3,4% do PIB.
Um dos incentivos criados no período foi o Reidi (Regime Especial para o Desenvolvimento da Infraestrutura), no qual uma auditoria do TCU detectou, além do controle precário da execução, uma concentração de benefícios para os setores de energia e transportes.
Os programas nos quais o tribunal encontrou mais problemas foram os ligados à Política Nacional de Desenvolvimento Regional, definida por decreto em 2007.
Após seis auditorias, o TCU concluiu que "está configurada uma situação de alto risco. Segundo o órgão, não há um modelo para avaliar o impacto da aplicação dos recursos e projetos são aprovados sem análise de viabilidade técnica.
Para o ministro do TCU Aroldo Cedraz, os incentivos contrariam a redução das desigualdades regionais. "Dos valores renunciados, 68% ficaram no Sudeste e 32% nas outras regiões."

terça-feira, 14 de junho de 2011

ENTIDADES LEILOAM NEGÓCIOS COM O GOVERNO NA INTERNET

ENTIDADES LEILOAM NEGÓCIOS COM O GOVERNO NA INTERNET
QUANDO O INTERESSE PÚBLICO ESTÁ À VENDA

O Globo - 14/06/2011

ONGs com selo de qualidade do governo, Oscips são negociadas até na internet

Oanúncio no site é claro: "Passo a presidência e diretoria de Oscip com 4 anos, devidamente registrada no Ministério da Justiça, sem nenhuma pendência em qualquer órgão regulador. Já com o certificado 2011. R$25.000". A venda pela internet de Oscips - Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, entidades não governamentais sem fins lucrativos que recebem do Ministério da Justiça uma espécie de selo de qualidade, que lhes habilita a serem contratadas por governos e a prestarem serviços públicos - é o lado mais visível de uma série de irregularidades que envolvem essas entidades.
Criadas pela lei 9.790/1999 para distinguir, no universo das ONGs, as que têm chancela do Ministério da Justiça, as Oscips surgiram para melhorar a fiscalização do setor, mas, na última década, estão servindo a fraudes e desvios como ocorria antes com as ONGs. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), é de R$120 milhões o total de verba federal que não teve prestações de contas apresentadas ou ainda não analisadas de termos de parceria, instrumento de uso exclusivo das Oscips.
Ação contra "pirâmide"
A venda de Oscips foi alvo de operação da Controladoria Geral da União em dezembro de 2010, mas trocas de e-mails entre anunciantes das entidades e O GLOBO mostram que a prática continua. Levantamento em acórdãos do TCU deste ano e do ano passado mostra outro tipo de fraude: num processo seletivo, a Oscip concorre com outras entidades ligadas a ela - o que faz com que o resultado, seja ele qual for, beneficie a mesma entidade ou pessoa.
Empresas privadas também pagam uma "taxa de administração" a uma Oscip para que esta faça o contrato com o poder público, livrando-se, assim, da licitação - que seria necessária caso a empresa fosse contratada diretamente. Nesse caso, a Oscip subcontrata a empresa que paga a taxa, e é esta que recebe a verba pública para o serviço. Segundo a CGU, além da venda, que "desqualifica o caráter filantrópico" da Oscip, a grande fraude tem sido "a criação de entidades de fachada":
- Elas simulam cotações de preços entre empresas muitas vezes fictícias, ou realização de eventos ou fornecimento de produtos - diz Luiz Navarro, secretário-executivo da CGU.
- Como Oscip não pode ter lucro, uma fraude que vimos é a Oscip criar empresas só para fornecerem nota fiscal a ela e, assim, "comprovar" despesa que não existiu, e isso é seu lucro - diz o delegado da Polícia Federal Fabiano Bordignon, responsável pela Operação Déjà Vu 2, de abril deste ano, que descobriu desvio de R$18 milhões em fraudes entre prefeituras e Oscips em quatro estados e no DF.
Outra prática - alvo de processo no Tribunal de Justiça do Rio, após ação do Ministério Público - é a de uma Oscip atuar como agente de financiamento imobiliário, num esquema de pirâmide: associados pagam uma espécie de parcela e recebem "pontos" se conseguem novos associados.
O GLOBO entrou em contato com o e-mail do anúncio que cobra R$25 mil por uma Oscip. A resposta: "Documentos registrados em cartório, da mesma forma será transferida em cartório. Favor deixar contato, já tenho negócio iminente". Na resposta, assinada por "Márcio", o anunciante indica um link, que leva à Oscip Instituto Nacional de Fiscalização (INF). O símbolo da entidade - que no site diz atuar no combate à pirataria - lembra o distintivo da Polícia Federal.
Em outro anúncio, a oferta: "Passo a presidência de Oscip com 6 anos, com certificação, toda regularizada". O GLOBO fez contato por e-mail com o anunciante, que respondeu: "Totalmente limpa e desimpedida, faça sua proposta". Segundo ele, que usa o email "Sanpherr Construtora", a Oscip não presta serviços a órgãos públicos. Ainda de acordo com o anunciante, a razão da "desistência" da entidade é que "preciso de dinheiro". Ele enviou o que seriam "as finalidades" da Oscip: um compêndio que junta agricultura, intermediação financeira, desenvolvimento de software, ecoturismo, mídia, construção de penitenciárias e conjuntos habitacionais.
Num outro anúncio, a prova de que até contratos com governos já são negociados irregularmente: "Passo presidência de uma Oscip por R$300 mil. Temos créditos federais e estaduais de R$1 milhão". Ao ser procurado pelo GLOBO, o anunciante, "Edevaldo", alegou: "Não tenho mais esses créditos, já venceu o prazo de uso".
"Atenção políticos e empresários! Passo toda diretoria de ONG com mais de dez anos. Pode fazer alteração no estatuto (...) e solicitar mudança de ONG para Oscip", divulgou outro anunciando, vendendo facilidades para conseguir a chancela do Ministério da Justiça. Ao revelar o preço, uma mostra de como o mercado atua: "Só R$20.000 (esse valor, se você colocar sistema de carnês para colaboradores, você tira em 2, 3 meses)".
Acórdãos do TCU mostram ainda mais "criatividade" dessas entidades que surgiram para evitar, justamente, irregularidades que estavam sendo cometidas por ONGs. Um deles, de fevereiro, por exemplo, descobriu "pagamentos a pessoas físicas com identificação fictícia, em face da inexistência do nome e/ou CPF indicado", em convênio entre a Agência Nacional de Águas e o Instituto Pró Rio Doce, de Minas.
Outros três acórdãos, de fevereiro passado, revelam indícios de irregularidades em convênios e termos de parceria da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial com o Instituto Treinar, de Florianópolis. Um dos acórdãos vê "indícios de conluio entre as licitantes". Para o relator, ministro Ubiratan Aguiar, "saltam aos olhos indícios de má-fé na gestão de recursos públicos pelo Treinar, cujo diretor-geral aplicou recursos recebidos em contratações com empresas das quais eram sócios ele, seus familiares e pessoas ligadas à entidade".
No acórdão 1.205/2011, sobre "possíveis irregularidades nas transferências voluntárias a organizações não governamentais em Sergipe entre 2008 e 2010", o TCU determina que o Ministério do Trabalho suspenda o repasse de verba a várias entidades, entre elas a Oscip Agência de Tecnologia, Pesquisa e Ensino do Nordeste (ATNE). A Oscip não presta contas desde 2009 e, diz o TCU, tem representantes envolvidos com entidades "cuja existência física não pôde ser comprovada".

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bem Fam CLIPPING - 10/jun./2011

CLIPPING - 10/jun./2011

BRASIL: 12 de junho, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil - Apesar de no Brasil, o trabalho infantil ser considerado ilegal para crianças e adolescentes entre 5 e 13 anos, a realidade continua sendo outra. O Peti (Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil) vem trabalhando arduamente para erradicar o trabalho infantil. Infelizmente mesmo com todo o seu empenho, a previsão é de poder atender com seus projetos, cerca de 1,1 milhão de crianças e adolescentes trabalhadores, segundo acompanhamento do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). Do total de crianças e adolescentes atendidos, 3,7 milhões estarão de fora. OIT: mais de 100 milhões de crianças mundo trabalham em atividades perigosas - Relatório da Organização Internacional do Trabalho mostra que há no mundo 115 milhões de crianças (7% do total de crianças e adolescentes) em atividades perigosas, quase metade dos trabalhadores infantis (215 milhões). Trabalho perigoso é qualquer atividade que possa ser prejudicial à saúde e à integridade física e psicológica da criança. Mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem com algum tipo de deficiência, segundo OMS
Estudo divulgado (9) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apresentam algum tipo de deficiência – uma em cada cinco (entre 110 milhões e 190 milhões) têm a vida dificultada por falta de condições. De acordo com o relatório, poucos países implementaram nos últimos anos mecanismos que respondam às necessidades de quem vive com deficiência. As barreiras enfrentadas incluem discriminação, ausência de cuidados adequados à saúde e de serviços de reabilitação e transportes e construções sem acessibilidade. Anemia Falciforme: Rio ocupa segundo lugar em tipo grave de anemia - O Rio de Janeiro é o segundo estado com o maior número de casos de anemia falciforme, perdendo apenas para a Bahia. A doença provoca alteração nas células sanguíneas, dificultando a circulação. A cada mês, 15 novos casos da anemia são diagnosticados no Rio. A doença não tem cura, mas deve ser controlada, ou pode levar à morte, alerta a diretora do Hemorio, Clarisse Lobo. Estudo da Yale mostra como nicotina emagrece quem fuma- Parar de fumar significa quilos a mais na balança. Agora, uma pesquisa publicada na revista "Science" desvendou o mecanismo responsável por diminuir a fome dos fumantes. Descobriu-se que a nicotina, composto presente no tabaco e que causa dependência, reduz o apetite ativando um grupo de neurônios no cérebro, na região do hipotálamo, ligados à saciedade. EUA limita uso de droga para redução de nível de colesterol - O FDA (agência americana reguladora de fármacos) restringiu na quarta-feira (8) o uso da sinvastatina de 80 mg --a mais alta dose aprovada-- por aumento no risco de danos musculares (miopatia).
O remédio (Zocor, da Merck Sharp & Dohme) é indicado para a redução dos níveis de colesterol. A partir de agora, só poderá ser usado por pacientes que já vêm usando essa dose por mais de um ano, sem evidência de dores ou fraqueza muscular. Nos EUA 2,1 milhão de pacientes utilizaram esse remédio em 2010. Não há estimativas de usuários no Brasil. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai estudar se seguirá a mesma recomendação. Distribuição de camisinhas pelo governo federal caiu 30% em 2010- Preocupados com o controle da aids, médicos e ativistas questionam estratégia do Ministério da Saúde, que identificou queda de demanda em pesquisa; a pasta afirma que houve realinhamento das capacidades de estoque dos Estados e municípios. Ao contrário do que havia anunciado, o governo federal reduziu a distribuição de camisinhas no País. Em 2010, o total enviado a Estados e municípios foi 30% menor que em 2009. O uso do preservativo é considerado essencial para evitar a infecção pelo HIV, o vírus causador da aids. Em alguns Estados, a mudança foi expressiva. Santa Catarina e Paraíba, por exemplo, receberam do governo federal, no ano passado, quase a metade do que haviam recebido em 2009. Piauí, por sua vez, recebeu pouco mais de um terço, e Sergipe, um quarto. Brasil deixa 6,5 milhões de doses para gripe A vencerem- Cerca de 6,5 milhões de vacinas contra a gripe A (H1N1) encomendadas para a campanha de vacinação do ano passado venceram. De acordo com o texto, o TCU (Tribunal de Contas da União) calculou que a perda das vacinas provocou um prejuízo de R$ 78 milhões --o dobro do que o Ministério da Saúde gastou com o programa de saúde bucal, por exemplo. O TCU vai notificar o ministério, que terá 30 dias para negociar com os fabricantes o ressarcimento dos produtos vencidos. No ano passado, no primeiro surto da doença, conhecida como gripe suína, 2.051 mortes foram registradas.A miséria do “Brasil Sem Miséria” (José Serra) Algumas pessoas não se desfazem da roupa que saiu de moda; guardam-na até que um dia ela entre na moda de novo. Parece que algo assim aconteceu com o programa Fome Zero. Ele foi lançado com grande foguetório no começo do governo Lula, como se fosse a salvação da população pobre do Brasil e até do mundo. Mas não emplacou, sem que ninguém fosse informado por quê. Oito anos depois, eis que ressurge do esquecimento com um novo nome, "Brasil Sem Miséria", num relançamento que também deveria ter sido retumbante. Mas não foi, ou porque o tema já não está tão na moda ou porque o "programa" é só um improviso — ou as duas coisas. Foi tirado da cartola para desviar a atenção da crise que envolvia o então ministro Antonio Palocci. Faltam R$ 40 bilhões aos planos de saúde- Alvo de constantes reclamações de consumidores, as empresas que administram planos de saúde precisam de pelo menos R$ 40 bilhões para fechar suas contas e resolver os problemas de solvência que podem deixar pelo menos quatro milhões de clientes desassistidos. Foi o que ressaltou ontem Samuel Monteiro, diretor da Bradesco Seguros. Ele se referiu às operadoras que estão sem condições de atender às exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No total, pelo menos 257 planos de saúde e odontológicos, de um total de 1.420 em funcionamento no país, estão sob intervenção, pondo em risco o atendimento a quase quatro milhões de associados. Das firmas em dificuldades, 87 (com 1,3 milhão de beneficiários) entraram na lista de preocupações de julho do ano passado para cá.


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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Em reunião reservada, TCU julga procedente denúncia contra a Fundação José Sarney Folha de São Paulo 26/01/2011

Em reunião reservada, TCU julga procedente denúncia contra a Fundação José Sarney
Folha de São Paulo
26/01/2011 
Há suspeita de apropriação de patrocínio da Petrobras 
Ministério da Cultura deve prestar contas em 60 dias 
Em sessão extraordinária reservada, realizada no último dia 19, os ministros do Tribunal de Contas da União consideraram procedente denúncia oferecida em 2009 sobre suposta apropriação por parte da Fundação José Sarney de recursos públicos provenientes de patrocínio da Petrobras (Lei Rouanet). 
Foi estipulado o prazo de 60 dias para o Ministério da Cultura "ultimar os procedimentos de apreciação de contas" do Projeto Pronac 05-2866 - Preservação dos Acervos Bibliográfico e Museológico da Fundação José Sarney. O projeto foi aprovado em 2005. 
Os autos do TCU (*) deverão ser apensados a novo processo, a partir da prestação de contas pelo Ministério da Cultura. 
Há 28 advogados constituídos. Foi retirada a chancela de sigilo. 
Em janeiro de 2010, o jornal "O Estado de S.Paulo" revelou que a CGU (Controladoria-Geral da União) encaminhou relatório preliminar ao Ministério da Cultura, informando que a fundação desviara pelo menos R$ 129 mil do R$ 1,3 milhão que recebera em doações de patrocínio da Petrobras. 
Segundo a CGU, a Fundação Sarney teria usado notas frias com endereços falsos para justificar os gastos com o dinheiro recebido da estatal. 
Na ocasião, a Secretaria Especial de Comunicação do Senado divulgou nota informando que Sarney reafirmava não ter responsabilidade sobre a fundação, pois não faz parte da gestão da entidade. 
"O senador espera que a diretoria da instituição dê os esclarecimentos necessários sobre o projeto de patrocínio em foco, e, caso seja procedente qualquer acusação, que os responsáveis sejam punidos na forma da lei", afirmava a nota. 
Ainda segundo aquela assessoria, a fundação mantém um acervo pessoal de 50 mil livros, manuscritos de "grandes autores nacionais e estrangeiros", 400 mil documentos históricos e cerca de 4.000 objetos de arte. 
Em setembro de 2009, reportagem de Fernanda Odila, da Folha, revelou que o relatório preliminar do TCU sobre os repasses da Petrobras para a Fundação José Sarney aponta "regularidade da conduta da estatal". 
"Se há prejuízo ao erário federal, este se refere ao patrimônio da União e não o da Petrobras, sendo o Ministério da Cultura o órgão responsável pela avaliação das contas do ente beneficiário", dizia o TCU. 
Naquela ocasião, a Petrobras informou que a fundação comprovou o uso dos recursos com relatórios das atividades e foram cumpridas as contrapartidas, que se limitavam à associação do nome e da marca da estatal ao projeto. 
Um mês antes, em discurso no Senado para se defender de várias acusações, Sarney apresentou os estatutos da fundação e afirmou: "Nunca tive nenhuma função administrativa na fundação fundada por mim". 
O relator do processo no TCU é o ministro José Múcio Monteiro Filho. Em novembro de 2009, a coluna Painel, da Folha, publicou a seguinte nota, sob o título "Setorista": "Não é apenas o processo sobre patrocínio da Petrobras à Fundação Sarney que José Múcio relatará no TCU. Dado o loteamento de temas vigente no tribunal, o ex-articulador político do Planalto cuidará de todos os casos relativos ao Maranhão".
 
Cortesia: Clipping Bem fam

Nota Pessoal: E a censura ao Jornal Paulista que até hoje está proibido de falar no Caso SarneY?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Quem paga a conta?

UNIÃO NÃO FISCALIZA MAIS DE R$ 17 BI EM REPASSES

O Globo - 28/03/2010

Para TCU, atraso nas prestações de contas favorece a corrupção

O governo federal não sabe o destino de R$ 17,3 bilhões repassados a estados, municípios, ONGs e centrais sindicais.

Levantamento do Tribunal de Contas da União mostra que, em outubro de 2009, 44.819 prestações de contas sobre o dinheiro aguardavam o exame de órgãos federais, informa REGINA ALVAREZ. O volume de recursos sem fiscalização subiu 30% em relação a 2008, quando projetos com prestações de contas abertas somavam R$ 13,342 bilhões. Sem fiscalização, é impossível saber se a verba foi aplicada corretamente nos projetos financiados pela União, assim como punir eventuais desvios.

O TCU vem alertando para o problema, afirmando que ele põe em risco os convênios e favorece a corrupção.

TCU aponta atraso em 44,8 mil prestações de contas de repasses feitos pela União

As promessas do governo de melhorar a fiscalização dos recursos públicos repassados a estados, municípios e entidades do terceiro setor — ONGs, sindicatos e centrais sindicais, entre outras — permanecem no discurso. Em outubro de 2009, o estoque de prestações de contas de convênios sem análise por parte do governo chegava a R$ 17,352 bilhões, 30% acima do valor de 2008 — R$ 13,342 bilhões. Um levantamento inédito do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que em outubro passado 44.819 prestações de contas aguardavam exame de órgãos federais repassadores dos recursos, relativas a convênios encerrados até 2008. Esses órgãos teriam obrigação de fazer a fiscalização.

Sem essa análise, não dá para saber se os recursos foram aplicados corretamente nas obras e projetos financiados com recursos da União, nem punir eventuais desvios. A falta de fiscalização do uso desses recursos — as chamadas transferências voluntárias — favorece a corrupção, como no caso do escândalo das ambulâncias, em 2006, quando foram desviados bilhões dos cofres federais.

Em junho passado, o TCU aprovou as contas do governo Lula de 2008 com ressalvas, alertando que a demora no exame das prestações de contas das transferências voluntárias resultava em um “quadro de grave risco para a celebração de convênios”.

O Tribunal vem alertando para o alto número de prestações de contas sem exame desde 2006. Em resposta à cobrança do controle externo, o governo anunciou, em 2008, a criação de um sistema informatizado de controle e fiscalização dos convênios, o Siconv.

Em fevereiro de 2008, portaria interministerial assinada pelos titulares das pastas do Planejamento, Fazenda e Controladoria Geral da União (CGU) determinou o arquivamento de prestações de contas com mais de cinco anos e em valores abaixo de R$ 100 mil. E, no mesmo ato, criou uma força tarefa estabelecendo prazo de dois anos para o exame do estoque de prestações de contas em atraso, que, em dezembro de 2007, chegava a 37.949, totalizando R$ 8,4 bilhões.

O prazo de atuação da força-tarefa encerrou em fevereiro deste ano, mas os técnicos do TCU constataram que o problema ficou ainda mais grave, já que o estoque de prestações de contas cresceu substancialmente nesse período.

TCU quer saber motivo do atraso

Em julho de 2009, o plenário do TCU já havia aprovado proposta do ministro Raimundo Carreiro determinando que só os órgãos públicos com condições técnico-operacionais para analisar as prestações de contas poderiam formalizar novos convênios, mas a determinação foi ignorada pelo Executivo.

Agora, o ministro Carreiro decidiu encaminhar pedido de informações aos Ministérios da Fazenda, do Planejamento e Controladoria Geral da República (CGU), encarregada geral da fiscalização, cobrando justificativas para os atrasos. Se os órgãos federais não conseguirem dar explicações convincentes podem ser multados.

— Se os órgãos têm estrutura para analisar os convênios na hora de liberar os recursos, têm que ter estrutura para analisar as prestações de contas dentro do prazo — diz Carreiro.

Internamente, a avaliação dos técnicos do TCU é que a fiscalização dos convênios não é uma prioridade do governo, que mantém o foco na liberação dos convênios.

O portal dos convênios (Siconv) apresentado como alternativa para dar transparência e agilidade à fiscalização dos convênios, não está funcionando como deveria, dizem os técnicos.

O funcionamento do sistema, com implantação de todos os módulos, vem sendo adiado desde 2008. O último prazo apresentado pelo governo encerra em julho de 2010.

Técnicos que atuam na Comissão Mista de Orçamento e acompanham o repasse de verbas por meio de convênios consideram que o Siconv criou, na prática, mais dificuldades para a fiscalização das contas, pois retirou do Siafi acessos que permitiam um acompanhamento mais transparente dos repasses. O TCU também tem recebido reclamações de prefeitos que não conseguem acesso ao sistema.

— Esperávamos que, uma vez implantado, fosse aberto e transparente, mas até agora só recebemos reclamações — afirma o ministro Raimundo Carreiro, a respeito do Siconv.

Um estudo do especialista Romiro Ribeiro, da Consultoria de Orçamento da Câmara, mostra as várias falhas no controle e fiscalização das transferências voluntárias, como também nos critérios de liberação dos recursos. O estudo destaca, por exemplo, que prevalecem critérios políticos na liberação, feita, em muitos casos, por meio de emendas parlamentares.

“No governo atual, tal controle centralizado está evidenciado na existência de órgãos estrategicamente situado na estrutura organizacional da Presidência da República com o objetivo de ‘acompanhar’, ‘apoiar’ e ‘recomendar’ medidas quanto à execução de emendas parlamentares, nos termos do artigo 6° do decreto 6.207/2007”, diz o estudo, em referência à subchefia de Assuntos Parlamentares situada na Casa Civil, que coordena a liberação de recursos do Orçamento por meio de emendas.

Colaboração: clipping Bem Fam(23/3/010)

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