Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

#Aborto #Gravidez #Adolecencia #CatherinePearson

Hi, Nilo_Geronimo_Borgna. Catherine Pearson wrote a new post Teen Pregnancies, Abortions Plummet With Free Contraception Catherine Pearson   10/01/14 Though teen birth rates have dropped in the past several decades, more than 750,000 girls between the ages of... To comment on this post, follow the link below: http://www.huffingtonpost.com/2014/09/30/teen-pregnancy_n_5908632.html?utm_source=Alert-blogger&utm_medium=email&utm_campaign=Email%2BNotifications If you would rather not receive notifications emails from The Huffington Post you can update your settings here.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Links sobre drogas #Curso #PREVENçÃO de #ALCOOL e #DROGAS

  Do CURSO de Preveção Do Alcool e Drogas



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Carta Aberta - VI ENAJVHA

 
VI ENCONTRO NACIONAL DE ADOLESCENTES E JOVENS VIVENDO COM HIV/AIDS

UM OLHAR FORA DO EIXO¹

No Período 10 a 13 de julho, realizou-se em Brasília/DF o VI Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/AIDS – ENAJVHA, evento que reuniu jovens soropositivos e convivendo² com HIV/AIDS de diversas partes do Brasil “para a interlocução, troca e avaliação de experiências entre jovens vivendo com HIV e AIDS”³. Também com o propósito de ser “um momento em que os jovens pudessem descobrir possibilidades de atuação frente aos desafios locais, conhecer e se articular com outros jovens e com as redes já existentes de luta contra a epidemia”4.

Entretanto, mais uma vez, a teoria não conseguiu ser posta em prática e um momento que poderia ser “com” foi somente “para”, na contramão tanto do objetivo do encontro, como da Carta de Princípios da RNAJVHA5.

Subsidiado por diversas formas de marketing e financiamento, a verticalização na construção do Encontro, centralizou as escolhas para a Comissão Organizadora, excluindo sistematicamente algumas pessoas, colocando-as à margem da história e da própria existência enquanto integrantes da RNAJVHA. Não havia uma resposta plausível que justificasse o motivo de deixarem de fora da organização, as referências da RNAJVHA no CONJUVE e na CNAIDS, além do representante amazônico (e que também não estava como delegado no Encontro até ser incluído mediante a sugestão no regimento interno). Assim como até hoje não se sabe o motivo dos amigos pessoais do ex-representante nacional assumirem funções que, conforme critério de filiação da Rede não os competia por serem adultos e convivendo.

Houve ausência de materiais preparatórios que pudessem, desde os meios virtuais até o presencial, oferecer elementos para a plenária “elaborar e incitar respostas, ações e políticas públicas contra os estigmas e impactos do HIV e AIDS”6. Além disso, ficou notório que as dinâmicas postas no e-group e grupo da Rede no facebook tenha surtido o efeito no Encontro Nacional. O acolhimento tinha virado o ópio da política e o cuidado tornou-se mais ameaça que bem-querer. Parei e fiquei observando o quanto fez-nos falta nas manhãs, aqueles momentos regado de poesia, música ou uma dança circular... O ditado popular “colocar o carro na frente dos bois” teve muito haver com o colocar um fórum de debate antes da mesa de abertura. Iniciar uma discussão sem boas-vindas? Sim! Seria um risco a integração!

No ato do credenciamento, o primeiro desconforto aos participantes: ter que assinar alguns recibos que foram entregues sem orientação alguma, mas quando questionados, disseram ser ora do UNICEF (ainda que o documento estivesse sem nenhuma logomarca desta agência), ora do Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais. Interessante que ambos ao serem consultados, afirmaram desconhecer esta solicitação. Neste meio onde uma parte ficava assustada e sem uma resposta transparente que lhe desse a confiança, houve quem se aproveitou disso para descaracterizar pessoas, simplesmente por quererem saber algo legítimo e que lhes era de direito.

Fóruns foram reduzidos para priorizar a votação do regimento interno. Durante a leitura, um dos primeiros vetos estava na proposta do debate acerca da organização da RNAJVHA, demostrando certa indisposição para tratar do assunto. Desde então, notou-se que as possibilidades de diálogo estavam comprometidas por interesses ou presas por algo concedido. Havia uma sintonia entre @s que tinham sido indicad@s anteriormente a algum evento com os que votavam a favor de um grupo específico.

Não há como deixar de perceber a diferença entre as devolutivas dos representantes da CNAIDS e do CONJUVE, para a representação do nacional. Enquanto estes pautaram a partir da qualidade, o último tratou por números, como se estivéssemos fazendo prestação de contas governamentais. Não é do conhecimento coletivo no que as inúmeras participações em congressos, reuniões e outras atividades trouxeram de concreto para a Rede, assim como sobre a transparência dos recursos financeiros captados para o trabalho da RNAJVHA.

Tornou-se perceptível que muit@s presentes estivessem ali para uma estratégia não mais oculta há muito tempo: a escolha da nova representante da RNAJVHA. No grupo da RNAJVHA no facebook, alguns perfis contendo na imagem a hashtag #AgoraéEla7 já apontava o caráter eleitoreiro que nos esperava com adesivos e vídeos publicados na internet. Aliás, a própria eleição d@s nov@s representações fez parte de um processo que perpassou por grande parte dos Encontros Regionais, como o Amazônico que não teve muita coisa diferente desta edição do ENAJVHA. Seria inocência demais pensar que a devolutiva do ex-representante nacional finalizada com um vídeo entre ele e a atual, não tivesse nada haver com o que estava arquitetado.

“Faz escuro, mas eu canto8”. As palavras do poeta Thiago de Mello refletem sinais de esperança que em meio ao inverno brasilense, apresentava raios de sol. Não há dúvida na capacidade técnica e política de representantes do Ministério da Saúde e das agências da ONU, dentre outr@s parceir@s, assim como no compromisso destes/as no desenvolvimento integral de adolescentes e jovens, em especial, soropositiv@s. Cabe um agradecimento todo especial a estes/as facilitadores/as convidad@s para o evento, assim como d@s financiadores/as e de coordenações/programas estaduais e municipais de DST/AIDS que investiram mais uma vez na estrutura e deslocamento da maioria d@s presentes.

Questionava-se onde foi parar a missão e as prioridades norteadoras desta organização? E os objetivos, até que ponto foram referências? Parecia que não estávamos numa atividade de jovens, e tampouco da RNAJVHA. Querendo ou não, a juventude tem em si a inquietude pela mudança e isto moveu uma parte d@s participantes para uma ação em resposta ao que estava acontecendo. Então, outro caminho possível foi proposto entre o grupo que se opunha: não se resumir em espectador ou a eleições de representatividades cujo modelo fecha-se em si mesm@s, mas criar espaços de reflexão paralelos e que pudessem encaminhar coisas possíveis. Mais do que uma democracia representativa, buscavam uma democracia participativa, assim como aquela que motivou multidões há alguns dias atrás a saírem nas ruas.

Inicialmente, compartilhou-se um pouco da realidade de cada localidade. Não havia muito tempo, nem lugar “adequado”, mas tornamos os intervalos, oportunidades para o entrosamento e a troca de ideias e dos quartos nossos pontos de encontro. Permitíamo-nos escutar e compartilhar com @ outr@ nossas experiências e pontos de vista sobre uma determinada questão. Elaboramos uma carta à Comissão Organizadora e as parcerias deste evento para que pudéssemos explicar o motivo de nossa retirada do processo de votação. O documento foi lido compassadamente em plenária, finalizando com a saída de uma parte dos presentes no auditório. Deixamos o auditório e fomos a uma avaliação sobre este momento e a troca de ideias sobre como potencializar nossa atuação nas bases.

Propaga-se que nossa saída da eleição tenha sido motivada por percas de “cargo” ou medo. Não seria um tanto sem sentido entrar e sair “fugindo” da plenária, depois de ter feito várias reuniões para refletir e elencar os motivos reais de nossa retirada? Não teríamos deixado o encontro no momento em que a proposta para discutir a organização da Rede foi eliminada? Aliás, basta visitar o grupo da RNAJVHA no facebook para perceber qual o tipo de contribuições de algumas pessoas que permaneceram no auditório, para a grande maioria que se retirou. Observemos os perfis para perceber qual público estava somente pela parte e de quem estava afim de discutir o todo.

Concluímos o Encontro reafirmando nossas críticas pertinentes ao modelo pseudodemocrático com que a Rede vem se organizando nestes últimos anos e construindo forma que se afastam ainda mais da promoção da autonomia de jovens vivendo com HIV/AIDS nos Estados e municípios. Não nos desligamos da RNAJVHA por acreditarmos que este espaço também é nosso e que agora, mais do que nunca, a Rede precisa de nosso trabalho para retomar os trilhos do que inicialmente se propôs. E ainda que a nova representante nacional tenha sido eleita num contexto às avessas da Carta de Princípios, não nos fecharemos ao diálogo e possíveis parcerias, desde que pautado em valores, atitudes e comportamentos práticos.

O fato é que o sentimento de indignação que tomou conta das ruas, também envolveu divers@s participantes a lutar por algo muito maior que uma simples escolha de pessoas que poderão ou não representar o desejo deste coletivo. Ser comparados ou não a vândalos (mesmo não chegando a esse extremo), não é o problema. Aliás, a centralização de poder, da cooptação de pessoas e do aparelhamento da Rede para fins destoantes aos iniciais ainda permanecem enquanto principais problemas a serem combatidos dentro e fora desta Rede. É por este motivo que acreditamos ser pertinente continuar a se opor a esta forma de ativismo, ou resumido ao virtual, ora turístico.

Mais do que representatividades, defende-se uma democracia participativa, pautada na descentralização, transparência e horizontalidade. Entende-se também que a autonomia das bases e o protagonismo juvenil precisam ser de fato respeitados e reconhecidos na prática. Não estaremos fechad@s ao diálogo, por entender que este é uma importante ferramenta para se alcançar avanços possíveis e necessários, tanto para a RNAJVHA, quanto na articulação com outros grupos da sociedade civil e órgãos governamentais. Assim como não teremos nenhum problema em estabelecer possíveis parcerias, que colaborem para o desenvolvimento local, desde que sejam pautados por valores imprescindíveis para o fortalecimento desta Rede.

Como diria Betânia Ávila no VIII Fórum UNGASS AIDS – Brasil: “não há ativismo sem reflexão”. E esta avaliação crítica e fundamentada, não vem dissociada da ideia do bem viver, do bem conviver e do bem querer, mas se propõe justamente a despertar um cuidado sobre esta realidade silenciada, mas evidente. É numa época de mudanças, que buscamos outros caminhos possíveis, onde AMOR seja de fato o centro de todas as coisas!

1 Agradecimentos a Cleyton Aquino (PA), Diego Calisto (SP), Jeferson Fonseca (MG), Ozéias Cerqueira (SP), Rafaela Queiroz (RJ), Rodrigo Amorim (ES) e Welshe Shordok (MG) que estiveram durante o VI ENAJVHA e contribuíram para que este texto pudesse expressar verdadeiramente os fatos ocorridos, os sentimentos envolvidos e as perspectivas de uma Rede mais justa e solidária.
2 Pessoas negativas para o HIV, mas que tem alguma relação seja afetivo-sexual ou social com alguém soropositiv@ ou com a causa da Aids.
4 Idem.
5 Confira em: http://jovenspositivos.org.br/articles/weblinks/carta-de-principios (Acesso em 14 de julho de 2013).
6 Idem.
7 Arte utilizada em campanha: http://migre.me/fwJkJ (Acesso em 18 de julho de 2013).
8 Confira em: http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=12372&poeta_id=313 (Acesso em 18 de julho de 2013).



Eduardo da Amazônia Representante Estadual da RNAJVHA / Jovens + Pará Contato: eduardopaidegua@hotmail.com
 
-- 
Atenciosamente,
 
Ralf Barros
Assistente Social - CRESS 5240
( 55 (27) 9907-9258 - VIVO
( 55 (27) 9247-3036 - TIM
+ ralf.barros@yahoo.com.br 
+ SKYPE: ralfbarros

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#ESTUPRO #VIOLENCIAsEXUAL #OHCHR #MediaCentre


#OHCHR #MediaCentre

http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=MUTILA%C3%87%C3%83O
Atrocious rape and murder shows need for comprehensive approach to sexual violence in South Africa: Pillay
GENEVA (8 February 2013) - The UN High Commissioner for Human Rights, Navi Pillay, expressed Friday her shock and deep sadness at the atrocious rape, mutilation and murder of Anene Booysen, a 17-year-old South African woman, and urged a more comprehensive approach to tackling the “pandemic of sexual violence” affecting tens of thousands of women every year in South Africa.
“There is a need for very strong signals to be sent to all rapists that sexual violence is absolutely unacceptable and that they will have to face the consequences of their terrible acts. The entrenched culture of sexual violence which prevails in South Africa must end,” Pillay said.
Anene Booysen was raped and mutilated, allegedly by several men, on February 2, and left for dead on a building site in Bredasdorp, 80 miles east of Cape Town. The following morning she was found, still alive, by a security guard, but died later the same day.
“I welcome the strong reaction by President Zuma and other actors, including political parties, NGOs and trade unions,” Pillay said. “But it should not have taken this particularly atrocious case, involving rape, torture and murder, to underline the urgent need for a more thorough response across the whole spectrum of South African society to tackle the root causes of this pandemic of sexual violence,” she added.
“While the legal framework, and some initiatives, are in place to address sexual violence, much more needs to be done. The fact that tens of thousands of rapes continue to take place every year in South Africa is a clear indication that the problem must be addressed in a much more robust manner,” the High Commissioner said.
South Africa has the highest rates of rape reported to the police anywhere in the world. In 2012, the number of rapes documented by the police rose to over 64,000 – or 175 per day. These figures are believed to considerably underestimate the true number of rapes, as many cases go unreported. A survey released in June by the Medical Research Council of South Africa found that 28 percent of men surveyed had raped a woman or girl, and one in 20 said they had raped a woman or girl in the past year.
“I am deeply disturbed by the fact that arrest and conviction rates of rape perpetrators remain extremely low. This is not only a shocking denial of justice for the thousands of victims, but also a factor that has contributed to the normalization of rape and violence against women in South African society,” Pillay said.
“Violence against women is not only a human rights violation, it is also a brutal manifestation of wider discrimination against women, which is to be understood against the background of subordination of women within the patriarchal system that still exists in South Africa,” Pillay said. “South Africa’s Constitutional Court has emphasized that there is an obligation on the State to protect women against violence.”
“The issue of sexual violence against women is not of concern to women alone. Men must also be part of the solution and have to play an active role in stopping gender-based violence and combatting discrimination,” the High Commissioner said.
ENDS
For more information or media requests, please contact Rupert Colville (+41 22 917 9767 /rcolville@ohchr.org) or Cécile Pouilly (+ 41 22 917 9310 /cpouilly@ohchr.org)
My voice, my right, my voice counts – Watch the Human Rights Day’s video: http://www.youtube.com/watch?v=CCnLOpUW7tY&feature=share&list=UU3L8u5qG07djPUwWo6VQVLA
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bem Fam CLIPPING - - 31/ago./ 2012

CLIPPING - 31/ago./ 2012
LEIA MAIS, SEJA MAIS    

População brasileira chega a 194 milhões, estima IBGE- Em 1º julho deste ano, a população brasileira alcançou 193.946.886 de pessoas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicada hoje (31) pelo Diário Oficial da União. Segundo a projeção, a população cresceu 1,57 milhão (0,81%), em relação a julho de 2011. Pela projeção, o estado de São Paulo é o mais populoso, com 41,9 milhões de pessoas (21,6% do total de habitantes do país). Depois de São Paulo, Minas Gerais é a unidade da Federação mais populosa (19,8 milhões), seguida do Rio de Janeiro (16,2 milhões), da Bahia (14,1 milhões), do Rio Grande do Sul (10,7 milhões), Paraná (10,5 milhões), de Pernambuco (8,9 milhões) e do Pará (7,7 milhões). Em 2013, o chamado Sistema de Projeções da População do Brasil, será atualizado com as informações do Censo Demográfico 2010, das pesquisas por amostragem mais recentes (Pnad), bem como dos registros administrativos (de cadastros públicos) referentes ao ano de 2010.
Ginecologistas acusam planos de interferência - Ginecologistas e obstetras do Estado consideram ruim ou péssimo o atendimento dos planos de saúde e dizem que interferências das operadoras afetam seu trabalho. São situações como a redução do período de internação e a designação de auditores para autorizar procedimentos.  Esse é o quadro obtido por pesquisa Datafolha encomendada pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp). Após entrevistas com 451 profissionais associados à Sogesp, ela aponta que 97% deles consideram que há interferência das operadoras, sendo que para 58% a interferência é grande ou muito grande. Mas o problema mais grave apontado foi a interferência. A situação mais citada, por 87%, foi a "glosa de procedimentos", em que a operadora se recusa a pagar por atos já realizados pelo médico. Os entrevistados foram questionados sobre quais planos interferem mais. Entre os oito citados, receberam mais destaque Amil (15%), Intermédica (13%) e Sulamérica Saúde (13%).
Operadoras dizem que respeitam decisão dos médicos credenciados - A FenaSaúde, que reúne as 15 principais operadoras, diz que suas associadas incentivam o uso do plano, já que têm a prática de realizar campanhas lembrando mulheres da importância da realização de exames ginecológicos. A entidade diz que pesquisa recente encomendada pelo Instituto de Estudos da Saúde Suplementar ao Datafolha aponta que 80% dos usuários estão satisfeitos com os seus planos de saúde.
Brasil tem 3,7 milhões de crianças e adolescentes fora da escola - Em todo o Brasil, 3,7 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola, segundo dados da Pnad/2009. A maioria - mais de 1,5 milhão - na faixa de 15 a 17 anos, mas o problema existe mesmo nos anos iniciais do ensino fundamental, quase universalizado no país: são 375.177 crianças longe das salas de aula, o que representa 2,3% da população dos 6 aos 10 anos. Com base nesses números, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação traçaram o perfil dos brasileiros que não estão na escola ou correm risco de evasão. O relatório 'Todas as crianças na escola em 2015 – Iniciativa global pelas crianças fora da escola' aponta que as maiores desigualdades estão relacionadas às crianças mais pobres, aquelas que a família tem renda per capita de até 1/4 do salário mínimo, negras, indígenas e/ou deficientes. E ainda que a repetência e o trabalho infantil são os principais fatores de risco para a permanência na escola. Segundo o estudo, em termos absolutos, as regiões com maior número de alunos em risco de abandono são o Nordeste e o Sudeste.
Debater saúde sexual nas escolas é fundamental para combater o vírus HIV- Para a coordenadora da Saúde do Adolescente do Ministério da Saúde, Teresa de Lamare, a educação sexual é um tema muito carregado de tabus e preconceitos. “Nós, adultos, precisamos enxergar o adolescente como um sujeito de direito, que precisa ser orientado e informado sobre o que está acontecendo com ele, com o corpo dele”, disse. Por isso, ela considera que a articulação dos Ministérios da Saúde e da Educação para criar o programa Saúde na Escola foi pioneira e fundamental para trabalhar a questão da saúde sexual nas escolas. Uma das ações do Saúde na Escola é a distribuição de camisinhas, feita em quase dez mil escolas. “Além disso, disponibiliza um espaço com profissionais da área da educação para conversar com os adolescentes. E esse profissional faz a articulação da escola com a Unidade Básica de Saúde (UBS), pois se o menino ou a menina relatar algum problema, aí o profissional pode encaminhá-lo para uma UBS. Isso é importante para que o adolescente tenha a porta aberta, e não tenha nenhuma burocracia para ter acesso a esses serviços”, explicou Teresa.
Estudo: abortos aumentam chances de parto prematuro- As mulheres que tiveram um ou mais abortos antes de ter seu primeiro filho possuem um maior risco de terem um parto prematuro em uma nova gravidez, aponta um estudo publicado nesta quinta-feira (30) pela revista médica britânica Human Reproduction. Cientistas finlandeses contabilizaram um maior número de partos prematuros e outras complicações relacionadas com o peso dos bebês entre as mulheres que já tinham tido um ou mais abortos antes da gravidez. "Nossos resultados sugerem que os abortos induzidos antes do primeiro parto, concretamente três ou mais, estão associados com um aumento marginal do risco de parto prematuro", explicou Reija Klemetti, principal autora da pesquisa.
Senador diz que Frente Evangélica não aceita legalização do aborto - O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou (30) que a Frente Parlamentar Evangélica não irá aceitar qualquer tentativa de legalização do aborto. “Nós não vamos negociar esse tema. Não atentaremos contra a natureza de Deus. Se Deus determina a vida e a ele cabe o porquê de todas as coisas, não cabe a nós questioná-lo”, disse. A declaração foi feita durante reunião da frente com o relator da proposta de reforma do Código Penal que tramita no Senado (PLS 236/12), senador Pedro Taques (PDT-MT). No debate, Magno Malta também alertou para a possibilidade de legalização da posse de drogas em pouca quantidade: “Estamos combatendo o tabagismo e as grandes indústrias estão perdendo lucro. A maconha, se legalizada, será industrializada. É preciso ter em vista quem ganhará com a legalização das drogas, porque a população em geral só tende a perder”, argumentou
Investimentos livram mulheres nordestinas do peso das latas d’água, diz estudo do Banco Mundial - Rita de Cássia, da Comunidade Negra do Jatobá: "Eu sofria para lavar a louça. Agora tenho tempo para outras coisas". Buscar água ainda é a tarefa que consome a maior parte do tempo das mulheres no Nordeste. Mas as coisas estão mudando no Rio Grande do Norte, onde 2,7 mil iniciativas apoiadas pelo Banco Mundial beneficiaram 90 mil famílias pobres rurais ao longo de oito anos. É o que mostra o novo estudo da instituição, que analisa a relação dos investimentos feitos em água e setores produtivos locais com a redução da pobreza e da desigualdade de gênero. “A água trouxe benefícios imediatos às famílias pesquisadas. Permitiu a elas ter mais tempo para tarefas diferentes, para descansar ou simplesmente brincar”, conta Fatima Amazonas, que coordenou o estudo de caso e gerenciou o Projeto de Redução da Pobreza Rural no Rio Grande do Norte. Todos esses avanços também permitiram que as mulheres ganhassem uma maior consciência sobre as questões de desigualdade de gênero, ainda muito fortes na região. A previsão é que outros estudos como esse sejam realizados em breve em outros estados apoiados por projetos de redução da pobreza, como Ceará e Sergipe. 
Venda de remédios em gôndolas de farmácias causa polêmica- Desde o dia 27 desse mês está liberada, pela Anvisa, a venda de remédios isentos de receita, nas gôndolas das farmácias. Mas, os farmacêuticos alertam para os riscos da automedicação com o fácil acesso aos medicamentos. Todo medicamento que pode chegar ao paciente sem a necessidade de prescrição médica agora pode ser vendido fora do balcão de uma farmácia. Isso inclui uma lista extensa de medicamentos contra a gripe, antiácidos, alguns analgésicos e traz para o dia-a-dia das pessoas uma mudança de hábito significativa, que não deixa de ser também polêmica. Os farmacêuticos acham que a medida oferece riscos à saúde das pessoas porque, entre outras coisas, estimula a automedicação. De acordo com a Anvisa, a decisão de posicionar os remédios de venda livre atrás do balcão não contribuiu para reduzir o número de intoxicações no Brasil. Em abril deste ano, o tema foi submetido a uma consulta pública, que ficou aberta por um período de trinta dias. As contribuições apontaram para o fim da proibição.
CNBB reage à resolução do Conselho Federal de Medicina- A Igreja católica criticou nesta quinta-feira (30) resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que determina ao médico seguir o desejo de pacientes em fase terminal que não queiram seguir tratamentos "excessivos e fúteis". A resolução do CFM estabelece a chamada "diretiva antecipada de vontade". Para o presidente do conselho, Roberto d'Avila, o texto permitirá ao médico, em casos de doença terminal, não continuar com um tratamento que "não dá a possibilidade de voltar ao estado de saúde prévio". "Evidentemente nós não podemos estar de acordo com essa resolução. (...) O juramento [do médico] é defender a vida e a medicina só tem sentido nesse caso: quando ela está à serviço da vida, da saúde", afirmou o presidente da CNBB.
A má conduta da Nestlé (Luis Nassif)- A Nestlé, maior companhia de gêneros alimentícios do mundo, será exposta por MÁ CONDUTA, incluindo marketing agressivo de alimentos para bebês, quebra de sindicatos, destruição ambiental e exploração de fornecedores, numa audiência pública em Edinburgh, Escócia, no dia 23 de outubro, ocasião em que especialistas apresentarão evidências dos fatos.
A ONG IBFAN (International Baby Food Action Network) - Rede de Ação Internacional de Alimentos Infantis, que celebra 25 anos de campanha para proteger os bebês e suas famílias, apresentará monitoramentos com resultados de 69 países que demonstram que a Nestlé continua sendo a pior empresa de alimentos infantis do planeta, por fomentar o uso da alimentação artificial em lugar da amamentação, violando normas do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno, monitorado em todo o mundo pela Organização Mundial da Saúde e o UNICEF, órgãos da ONU.


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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Instituto Padre Severino com os dias contados

(RJ) Instituto Padre Severino com os dias contados

Centro de Socioeducação Dom Bosco, que será aberto na quarta-feira, faz parte do programa de descentralização e regionalização das internações no sistema socioeducativo





RIO - Para substituir o Instituto Padre Severino (IPS) - espaço destinado à internação provisória de jovens infratores -, o Governo do Estado vai inaugurar nesta quarta-feira, no terreno ao lado do local, o Centro de Socioeducação Dom Bosco, na Ilha do Governador. A nova unidade faz parte do programa de descentralização e regionalização das internações no sistema socioeducativo. Tentando deixar para trás um histórico de maus-tratos, rebeliões e mortes, a ideia é investir num lugar com melhor infraestrutura para os internos. As transferências começarão na próxima segunda-feira.

O novo espaço, localizado na Estrada dos Maracajás s/nº, estava pronto há cerca de dois meses, mas precisou passar pelo aval da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O lugar foi construído com arquitetura prevista pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). No novo centro, cada alojamento tem espaço para três adolescentes. Parte do Padre Severino já foi demolida. Outra parte irá abaixo nos próximos dias para dar lugar a um segundo prédio de alojamentos do Dom Bosco, que vai abrigar, além dos 58 menores, mais 31 adolescentes. Foi aproveitada apenas a estrutura usada pela parte administrativa, após passar por reformas. O centro conta ainda com um campo de futebol, piscina e horta. As visitas serão realizadas em espaço aberto e arborizado. Cada alojamento abrigará três internos.

Alexandre Azevedo, diretor do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), ressalta que somente menores moradores da capital serão internados no novo centro. O Padre Severino, criado em 1954, reúne 160 meninos oriundos de todo o estado.
— Estamos pondo fim a um espaço e a um modelo totalmente inadequado, do ponto de vista socioeducacional, para oferecer um centro erguido especificamente para essa finalidade. Outras unidades estão em construção, para que os menores permaneçam perto de seus pais e de seu ambiente. O problema está deixando de ser enxergado como uma questão da Justiça e passando para uma visão de integração e educação — afirmou Azevedo.

Parte dos adolescentes atualmente no Padre Severino não será transferida para o Dom Bosco, mas para outras unidades. Segundo o diretor, moradores do Norte e do Noroeste fluminense serão atendidos por um centro quase pronto em Campos; já os do Sul Fluminense irão para uma unidade em Volta Redonda, que deve ser aberta em dezembro.

Na Baixada, a unidade de Belford Roxo já está pronta. Está em negociação a construção de centros na Região Serrana, em Itaboraí e na Zona Oeste da capital. Há ainda planos para a Região dos Lagos. Tudo deve estar pronto até 2014.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) havia recomendado o fechamento do Instituto Padre Severino em outubro de 2011. O processo de desativação da unidade estava previsto para dezembro do ano passado, mas depois foi adiado para abril, conforme informou O GLOBO, em reportagem publicada em novembro de 2011. Na época, o diretor-geral do Departamento Geral das Ações Socioeducativas (Degase), Alexandre Azevedo, havia afirmado, que a decisão já estava tomada antes da conclusão do relatório do CNJ.

Técnicos do Justiça ao Jovem, programa do CNJ, concluíram que o Padre Severino foi a única unidade de internações de jovens no Rio onde, reiteradamente, houve reclamações dos adolescentes contra agentes de segurança. A equipe também constatou a superlotação do instituto - embora a unidade ofereça 120 vagas, apresentava 271 adolescentes internados no período da visita -, má conservação das instalações, alimentação de qualidade ruim e insuficiência no número de funcionários.

A única atividade oferecida pelos adolescentes no Padre Severino, segundo o relatório do CNJ, seria o ensino formal, e, mesmo assim, sem carga horária suficiente. Os alojamentos ficavam em duas alas, com no máximo oito vagas. No entanto, alguns chegavam a comportar até 16 adolescentes, obrigando muitos jovens a compartilhar a cama. Na inspeção, a equipe do CNJ constatou infiltrações nas instalações e problemas com a circulação do ar.

Na época, Azevedo reconheceu que a arquitetura do Padre Severino, em forma de arena, com pouca ventilação em alojamentos lotados que se assemelham a celas comuns, foi feita "para dar errado". Uma escola pública, com paredes grafitadas, e uma horta comunitária amenizam o clima de presídio do local.

A ideia de fechar o instituto, que acumula casos de violência, rebeliões e mortes, começou a ser amadurecida, segundo o diretor, em 2007, quando a primeira-dama do estado, Adriana Ancelmo, em visita ao instituto, filmou as condições insalubres do local. A visita do CNJ, porém, concluiu que pouco foi feito nos últimos anos para mudar o quadro, razão pela qual o relatório recomendou o fechamento definitivo da unidade - o CNJ não tem o poder para tomar a decisão.

Em maio de 2011, por exemplo, o Ministério Público denunciou seis agentes do Degase por crime de homicídio doloso. De acordo com o MP, o grupo foi acusado de envolvimento na morte de um interno, ocorrida em janeiro de 2008, no instituto. De acordo com a denúncia, usando pedaços de madeira, um saco repleto de cocos e uma lata de lixo, os agentes dominaram o adolescente Andreu Luiz Silva de Carvalho, à época com 17 anos, e o agrediram por quase uma hora, causando traumatismo craniano e outras lesões. A denúncia relata, ainda, que outros agentes não só foram omissos em evitar as agressões que resultaram na morte do rapaz, como participaram da agressão, dando socos e chutes.

Em 2004, a Human Rights Watch criticou a superlotação e abusos verbais e físicos contra menores internados nas unidades do Rio. Dois anos antes, no Padre Severino, Anderson Brasil, de 17 anos, que cumpria medida por tráfico de drogas, foi espancado até a morte por internos por causa de um biscoito.

No réveillon de 1997, um incêndio causado pelos internos matou seis jovens. Em 1999, PMs flagraram o então diretor administrativo do instituto, Paulo Roberto de Souza, acariciando um menor nu em seu gabinete. A vítima e outros jovens contaram à polícia que eram obrigados a fazer sexo com Souza, que foi condenado a oito anos de prisão.
E o histórico também é marcado por fugas. Em dezembro de 2010, dois menores infratores fugiram durante a madrugada do local e, segundo funcionários, arrombaram cadeados da carceragem e pularam um muro nos fundos da instituição para escapar. O caso, na época, foi registrado na 37ª DP (Ilha do Governador).



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/fim-do-padre-severino-estado-inaugura-novo-espaco-para-menores-infratores-5856537#ixzz24H61hGaG
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Roberto Pereira
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Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador"

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Filho é disputado por ex-casal de lésbicas





Filho é disputado por ex-casal de lésbicas


CLÁUDIA COLLUCI
DE SÃO PAULO

Um ex-casal de lésbicas de São Paulo disputa na Justiça a guarda de um menino gerado com os óvulos de uma e gestado no útero da outra, informa Cláudia
Collucciem reportagem na Folha deste domingo.
A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
"Cedi a todas exigências dela. Deixei carro, deixei apartamento. Saí com a roupa do corpo", afirma Gisele.
A criança foi gerada por fertilização "in vitro" durante o terceiro ano de casamento. Os óvulos fecundados da doadora foram implantados na ex-companheira, que desde a separação impede que ela veja a criança.
Leia a reportagem completa na Folha deste sábado que já está nas bancas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ABGLT Requer de determinação de responsabilidade civil e criminal

ABGLT Requer de determinação de responsabilidade civil e criminal - sobre Suicídio de pré adolesceste por Homofobia no Espírito Santo



Ofício PR 024/2012 (TR/dh)                                                                  Curitiba, 24 de fevereiro de 2012





Ao:      Exmo. Sr. Roberto Gurgel

            Procurador-Geral da República

            Ministério Público da União



À:        Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão - 6ª Câmara - Índios e Minorias

            Ministério Público Federal





           

Assunto: Requerimento de determinação de responsabilidade civil e criminal





Senhor Procurador-Geral,





Referimo-nos ao nosso Ofício 020/2012, de 22 de fevereiro, no qual requeremos a tomada de providências por parte do Ministério Público Federal, inclusive em relação ao veto aos materiais educativos destinados à amenização da homofobia no ambiente escola (os materiais do projeto Escola Sem Homofobia).



Hoje limos com profunda tristeza, revolta e indignação a notícia disponível no link a seguir, que informa sobre um menino que se suicidou anos após ter sofrido bullying homofóbico em uma escola de Vitória-ES:




Em vista das considerações a seguir, entre outras, vimos por meio deste requerer que se determine a responsabilidade civil e criminal que resultou no suicídio do estudante em função de bullying homofóbico, diante da falta da efetiva implementação de políticas públicas de prevenção da homofobia no ambiente escolar:



·         a protelação do Ministério da Educação em garantir a efetivação nas escolas das ações de combate à homofobia no ambiente escolar previstas no Programa Sem Homofobia (2004) e também no Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (2009); bem como nas deliberações da Conferência Nacional de Educação Básica (2008) e da Conferência Nacional de Educação (2010);



·         a protelação do Ministério da Educação em analisar, proceder eventuais adequações e disponibilizar para utilização nas escolas os materiais educativos do projeto Escola Sem Homofobia;



·         o veto presidencial aos materiais educativos do projeto Escola Sem Homofobia;



·         a atuação da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional em pressionar contra o combate à homofobia no ambiente escolar.







Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição.





Atenciosamente,




Toni Reis

Presidente







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