Notícias e comentários sobre combate,HIV AIDS TB. Novidades sobre temas referentes ao ativismo social e político, política, políticas públicas e ações de prevenção.Incrementando o Ativismo,e despertando solidariedade. Minha intenção é promover o debate em torno da prevenção. Criando formas de combate e troca de experiências entre familiares e pessoas vivendo ou convivendo com este tema.
Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"
Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.
Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.
QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.
Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.
Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.
Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.
Obrigado, desculpe o transtorno!
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S
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Ativismo Contra Aids/TB
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
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| Enviado por - 7/7/2011 - 16:09 |
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Apelido: Tonico2011 - 7/7/2011 - 17:26 Gosto dos comentário do Alon mas, desta vez, ele pisou na bola. Dizer que há democracia no PT é estultice. Será que Alon não lembra que quando o Senador Eduardo Suplicy quis eleição contra Lula para ver quem seria o candidato do partido à presidência, quase foi linchado pela turma do barba??? Este comentário é ofensivo ou inapropriado? Denuncie aqui |
Nome: Carlos Henrique Cathoud - 7/7/2011 - 16:49
Este Alon está cada vez mais sem noção. Como falar em "espaço real de disputa" dentro do PT quando temos uma presidenta que está lá por obra e graça exclusiva do divino Lula? Ou alguém com mais de dois neurônios acha que houve "democracia interna"? Quanta tolice....
Este comentário é ofensivo ou inapropriado?
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sábado, 30 de abril de 2011
Lula E O Mensalão Do Pt Autor: Julio César Cardoso
Lula E O Mensalão Do Pt
Autor: Julio César CardosoE os sinos dobram para anunciar que tudo continua como dantes na terra de Abrantes. Pois os 40 aliladrões do mensalão do PT ainda não foram sentenciados.
Em um país sério, os políticos envolvidos no processo do mensalão do PT já teriam, certamente, sido sentenciados com a cassação dos direitos políticos para sempre. E muitos estariam, hoje, trancafiados na cadeia.
Mas infelizmente vivemos dentro de uma ordem judiciária (política) complacente. E a prova disso é que os seguintes senhores continuam gozando de liberdade e privilégios: Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT, e observe que o atual tesoureiro, João Vaccari Neto, já anda enrolado sob suspeita de cobrança de propina no esquema do mensalão, bem como investigado por estelionato, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no suposto esquema de desvios da Cooperativa Habitacional de São Paulo. Parece até vício de origem); os atuais parlamentares federais José Genoíno (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP); Silvinho "Land Rover" Pereira; e José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil.
Para refrescar a memória dos brasileiros, e dos petistas e neopetistas recalcitrantes, cuja vestal já foi desmascarada, eis aqui a matéria do site Vide Versus, de 15/03/2010:
Lula admite que Roberto Jefferson o alertou sobre o esquema corruptor do Mensalão
O presidente Lula vai reconhecer pela primeira vez que ouviu em março de 2005, do presidente do PTB, então deputado federal Roberto Jefferson, o alerta sobre o esquema para a compra de congressistas aliados, o Mensalão do PT. Isso acontecerá em resposta a questionário do Ministério Público Federal que consta do processo pena n 470, o processo do Mensalão do PT, que tramita no Supremo Tribunal Federal. O esquema corrupto e corruptor do Mensalão do PT foi revelado em entrevista de Roberto Jefferson para o jornal Folha de S. Paulo três meses depois.
O presidente bolivariano Lula responderá que não conhece pessoalmente o publicitário mineiro Marcos Valério, operador para o PT, sob o comando da alta direção nacional petista, à frente José Genoíno, Delúbio Soares, Marcelo Sereno e Silvinho "Land Rover" Pereira, operador do maior escândalo de corrupção do governo petista. Esse esquema foi lançado pelo PT para comprar apoios políticos de parlamentares e partidos para o governo Lula. O presidente bolivariano vai dizer que o publicitário mineiro nunca esteve na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência.
Lula afirmará que pediu investigação informal ao então ministro Aldo Rebelo e ao líder do governo na Câmara na época, deputado federal Arlindo Chinaglia. Segundo Lula, recebeu a resposta de que não havia provas. Na entrevista que deu para o jornal Folha de S. Paulo, na época, Roberto Jefferson disse que havia informado o presidente bolivariano Lula sobre a existência do Mensalão do PT em uma reunião no Palácio do Planalto na qual também estavam presentes Aldo Rebelo e Walfrido dos Mares Guia, à época ministros das Relações Institucionais e do Turismo, respectivamente; Arlindo Chinaglia, então líder do governo na Câmara, e José Múcio, na época líder do PTB.
O presidente afirmará que pediu a Aldo e Chinaglia uma investigação informal e que ambos responderam depois que a Câmara, por meio de sua Procuradoria, havia investigado a história e não obtivera provas do esquema. Na primeira entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Roberto Jefferson afirmou que Lula chorou quando ele o alertou sobre o Mensalão e que disse "não ser possível". Até hoje Lula evitou respostas sobre o alerta de Roberto Jefferson. Em entrevista à Folha em outubro de 2007, ele disse: "Não comento Roberto Jefferson". Indagado sobre o motivo da recusa, afirmou : "Não merece que eu faça um comentário" e "é um direito meu dizer que não quero comentar".
No documento do Ministério Público, enviado para Lula em novembro e que até agora não foi respondido, o presidente é questionado se soube do Mensalão do PT por outra pessoa. É uma alusão a uma conversa entre o presidente e o então governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, em maio de 2004. Nesse encontro, Perillo teria dito a Lula que deputados do PSDB receberam oferta de ajuda financeira para migrar para partidos da base governista. O presidente dirá que só soube de detalhes do esquema de compra de apoio parlamentar após as revelações de Roberto Jefferson à Folha. Ele deverá afirmar, por exemplo, que só teve ciência pela imprensa dos empréstimos tomados pelo PT por meio do publicitário Marcos Valério e suas empresas. Desde a revelação do Mensalão do PT, há rumores de que Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, teria levado Marcos Valério à Granja do Torto para se encontrar com Lula, que nega essa versão.
Esses rumores ganharam força em janeiro de 2008, quando Delúbio Soares depôs no processo do Mensalão do PT. Apesar de o ex-tesoureiro ter dito que só responderia a questões da juíza da audiência, o advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, fez uma pergunta entendida como sugestão de que poderia ter havido o encontro entre Lula e o publicitário. O advogado perguntou a Delúbio: "Frequentou a Granja do Torto, em Brasília? Em caso afirmativo, em companhia de quem?". Delúbio ficou calado. Os dois procuradores federais que elaboraram o questionário, José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho, fizeram quatro perguntas específicas para saber se Lula teve relação direta com Marcos Valério.
Todas tiveram resposta negativa. Há perguntas do Ministério Público sobre eventual ciência do presidente de acordo financeiro entre o PT e o antigo PL, partidos que fizeram aliança em 2002 para formar a chapa presidencial com Lula e José Alencar. O presidente confirmará presença na reunião no apartamento do deputado federal Paulo Rocha (PT-PA), em 2002 para celebrar a aliança PT-PL. Lula dirá que teve ciência de entendimentos políticos, mas não financeiros. Afirmará que nunca o então presidente do PL, deputado federal Valdemar Costa Neto, o cobrou sobre eventuais recursos que o PT deveria à sua legenda.
O Ministério Público Federal fez 33 perguntas, algumas com subdivisões. As respostas deverão ser enviadas em breve à Justiça Federal de Brasília. O subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Beto Vasconcelos, elabora a redação final. Lula responderá que o publicitário Duda Mendonça, que recebeu recursos do esquema, não lhe falou sobre dívida das campanhas do PT de 2002. Responderá que conhece e é amigo desde os anos 80 de Delúbio Soares, do ex-ministro José Dirceu, do ex-dirigente petista Silvio "Land Rover" Pereira e dos deputados federais paulistas José Genoino, presidente do PT durante o Mensalão, e João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara e beneficiário do mensalão petista. O presidente confirmará que todos integraram o ex-Campo Majoritário, que domina o PT, e responsabilizará a direção do partido pelas escolhas de José Dirceu, Delúbio Soares, Silvinho "Land Rover" Pereira e João Paulo Cunha para funções em sua campanha eleitoral na sucessão presidencial de 2002.
Lula, que sempre negou que tivesse conhecimento do esquema corruptor do Mensalão montado pelo PT, vai reconhecer agora que sabia porque não há como negar, diante das provas recolhidas na Ação Penal 470. Mais do que isso, há no processo provas suficientes de que ele cometeu crime de responsabilidade e deveria estar arrolado como réu no Ação Penal do Mensalão do PT, o processo criminal nº 470. Um dos crimes cometidos por ele foi o ter conhecimento do esquema corruptor do Mensalão e não haver determinado uma investigação formal sobre a sua existência, operacionalidade e indivíduos envolvidos. Em vez disso, diz que determinou a realização de uma investigação informal. Ora, investigação informal não existe, não pode existir, na esfera pública. E há contradições violentas das ex-autoridades envolvidas.
Fonte
http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=106&SUBSECAO=0&EDITORIA=23555
http://www.artigonal.com/noticias-e-sociedade-artigos/lula-e-o-mensalao-do-pt-1993209.html
Perfil do Autor
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Congresso tem pela frente 24 MPs e projetos polêmicos 03 de fevereiro de 2011 • 15h10 • atualizado às 15h58
Na próxima semana, o ministro deve reunir os líderes do governo e da base aliada para passar essa orientação sobre o salário mínimo e também definir a estratégia em relação a outros temas. Um deles é o projeto de lei que estabelece novas regras para o pagamento de royalties a Estados e municípios decorrente da exploração de petróleo na camada pré-sal.
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), assumiu o cargo e deixou claro que pelo menos uma matéria já tem data para ser votada: o novo Código Florestal. "Vamos, durante o mês de fevereiro, discutir a matéria, propor acordos, debater à exaustão para que se possa chegar a consenso e, no início do mês de março, na primeira quinzena, vamos colocar em votação", disse na terça-feira, logo depois de ser eleito.
Os deputados e senadores também devem ser encarregados de aprovar um pacote amplo de medidas de desoneração tributária, com foco no estímulo da produção e geração de emprego. Entre elas, deve constar a desoneração da folha de pagamento.
Promessa de vários ex-presidentes e de quase todos os políticos, mas que nunca saiu do papel, a reforma política volta a ser colocada entre as prioridades. Tanto Dilma quanto os presidentes da Câmara e do Senado garantiram que esse assunto será tratado como prioridade nos próximos seis meses.
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sábado, 6 de março de 2010
Ivan segue terrível(blog do Noblat)
Deu na Veja
Ivan segue terrível
De Felipe Patury:
Ele andava sumido desde o escândalo do mensalão.
Braço direito de Delúbio Soares no caixa da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e ex-presidente do estatal Banco Popular, Ivan Guimarães desapareceu quando se descobriu que ele operava no governo para favorecer o Banco Rural e o empresário Daniel Dantas.
Nos últimos meses, saiu da Sibéria. Ivan articula a aliança mineira do PT e do PMDB. Ele tenta cacifar o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, favorável ao acordo, e implodir a pretensão do petista Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, de disputar o governo do estado.
Por Ricardo Noblat
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PT e Tancredo (BLOG DO NOBLAT)Artigo
Artigo
A ausência do PT nas celebrações, promovidas pelo Senado na quarta-feira, pelo centenário de Tancredo Neves, guarda coerência com a história do partido.
Embora hoje sustente o contrário, o PT foi beneficiário, mas não protagonista (em alguns momentos, nem coadjuvante) do processo de redemocratização.
Chegou a combater algumas de suas iniciativas, como a candidatura do próprio Tancredo Neves à Presidência pelo colégio eleitoral, em 1984. Além de não apoiá-lo – considerando que tanto fazia elegê-lo como a Paulo Maluf -, expulsou três de seus deputados (Beth Mendes, José Eudes e Airton Soares) que decidiram sufragá-lo.
Quando da promulgação da Constituição de 88, anunciou que não a assinaria, por achá-la conservadora. E só o fez, sob protesto, por instâncias de Ulysses Guimarães, que pedia uma chance para aquele momento que se inaugurava.
Mesmo na campanha das diretas – e isso é fato histórico -, não estava na sua gênese. Incorporou-se à campanha quando já estava nas ruas e atraía multidões.
Não obstante, todas essas iniciativas, de que manteve asséptica distância, o beneficiaram, deram-lhe visibilidade. Mas o partido sustentava que não lhe era conveniente manter proximidade de políticos tradicionais, como Franco Montoro, Leonel Brizola, Tancredo Neves ou Ulysses Guimarães. Considerava-os, sem distinção ideológica, farinhas do mesmo saco.
A política deles era promíscua, enquanto a do PT guiava-se por paradigmas de pureza. Lula desdenhava do trabalhismo varguista, de Brizola, considerando-o superado e de índole pelega. O seu era diferente, moderno, distanciado do Estado.
Recusou alianças e manteve-se, até chegar ao poder, numa redoma de impenetrável sacralidade. Recusou todas as frentes oposicionistas que se armaram para enfraquecer o último governo militar, do general João Figueiredo, o que suscitou suspeitas de que agia sob a inspiração do estrategista do regime, general Golbery.
O partido esteve na linha de frente do impeachment de Collor, mas recusou integrar o governo Itamar, expulsando Luiza Erundina, por tê-lo aceito.
Expulsaria mais tarde, em 1996, o deputado Eduardo Jorge, por ter votado a favor da CPMF, que o partido então combatia, mas que Lula, na Presidência, considerou imprescindível para governar o país. Só não expulsou os mensaleiros e aloprados.
A primeira aliança admitida foi com Leonel Brizola, que, embora com muito mais bagagem e história, se submeteu a ser vice na chapa de Lula, em 1998.
Na eleição anterior, o PT recusara convite de Fernando Henrique para figurar na sua chapa como vice, o que lhe abriria espaço para sucedê-lo e consolidar uma aliança progressista que dizia desejar. Preferiu, porém, combater o Plano Real, empurrar o PSDB para uma aliança conservadora com o PFL e continuar marchando sozinho, contra tudo e todos.
Ao finalmente se eleger, em 2002, incorporou-se ao “mesmo saco” das farinhas que execrara. Buscou alianças conservadoras com o PMDB, PL (hoje, PRB, do vice José Alencar), PTB et caterva.
Criticava o neoliberalismo dos tucanos, mas buscara o seu vice no Partido Liberal. Criticava a política monetarista do Banco Central, mas escolheu um banqueiro tucano, Henrique Meirelles, para presidi-lo.
Condenava a política assistencialista da Bolsa Educação e dos vale-gás e vale-alimentação, mas incorporou-as sob o rótulo Bolsa Família, que se transformaria no carro-chefe de seus dois governos.
Lula depois esclareceria, algo que antes não se percebera: que era (é) uma “metamorfose ambulante”. Mas, embora mostre sintonia com o que há de mais condenável nas tradições políticas nacionais, insiste em que refundou o Brasil, idéia que, sob o bordão “nunca antes neste país”, permeia a quase totalidade de seus discursos.
Ao revogar tudo o que se fez, de Cabral (o Pedro Alvarez, não o Sérgio) a FHC, não há mesmo por que celebrar o centenário de Tancredo, algo que, para os petistas, equivale a uma peça de ficção.
O Brasil petista começa com Lula e prossegue com Dilma. Apossa-se do que de bom produziu o Brasil anterior, sonegando-lhe a autoria, e atribui o que há de ruim, inclusive o produzido sob sua égide, aos antepassados. Vale-se do desconhecimento que o povo tem da história, recente e remota, para convencê-lo de sua encenação.
Pior: consegue.
Ruy Fabiano é jornalista
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quarta-feira, 3 de março de 2010
Especial Folha sobre 30 anos do PT
PT completa 30 anos com desafio de eleger Dilma sucessora de Lula
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O PT completa 30 anos nesta quarta-feira com o principal desafio de eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o petista ficar por oito anos no poder. Pela primeira vez desde a sua fundação, o PT não vai ter Lula como seu candidato nas eleições presidenciais deste ano --cenário que é considerado um "divisor de águas" para lideranças da legenda.
Veja especial sobre os 30 anos do PT
Lula é o candidato do PT à Presidência da República desde 1989, quando foi derrotado nas urnas por Fernando Collor de Mello (PTB). Desde então, disputou as eleições de 1994, 1998 e 2002 --quando conseguiu eleger-se presidente. Em 2006, o petista foi reeleito em segundo turno para mais um mandato, que termina este ano.
Sem a possibilidade de novamente disputar o cargo, já que a Constituição Federal permite somente dois mandatos consecutivos, o PT investe todas as fichas na candidatura daquela que ficou conhecida como "gestora" do governo Lula.
Com fama de "durona" que tem se esforçado para desfazer, a ministra ex-guerrilheira tem o apoio do PT e, apesar das resistências de algumas correntes petistas e de partidos aliados, conseguiu consagrar-se como pré-candidata viável a suceder Lula no poder.
Os petistas adotaram o discurso de que Dilma deve ser escolhida para que o país tenha a "primeira mulher" no seu comando. "O partido que conseguiu eleger Lula vai conseguir eleger a primeira presidenta da República do Brasil", disse o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra.
Para a ministra Nilcéia Freire (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), a eleição de Dilma vai representar avanços nas diferenças de gênero registradas no país. "Todas as mulheres que almejam que as mulheres tenham mais espaço no poder, com Dilma no poder todas nós estaremos chegando lá."
Embora o PT já tenha deflagrado a pré-campanha de Dilma nos bastidores, oficialmente a ministra nega o rótulo de candidata. O PT vai oficializar sua pré-candidatura no congresso nacional do partido, marcado para os dias 18 a 20 de fevereiro, mas Dilma vai lançar-se oficialmente na disputa ao deixar o governo, no início de abril.
Na campanha, a disposição da ministra é comparar a gestão de Lula com a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) --uma vez que Dilma deve disputar as urnas com o tucano José Serra (governador de São Paulo). Como seu principal cabo eleitoral, Dilma terá Lula ao seu lado nos palanques do país.
A estratégia dos petistas para eleger Dilma prevê colar a imagem da candidata às realizações do governo Lula, destacando as obras e projetos sociais que receberam recursos federais --passando a ideia para o eleitor que ela representa o terceiro mandato de Lula.
Dilma também começou a costurar uma ampla aliança para dar sustentação à candidatura, explorando problemas que o PT considera "graves" e que teriam sido implementados no país pelos tucanos.
Histórico
Economista, Dilma participou da fundação do PDT, partido em que militou por mais de dez anos desde o início da década de 80. Em 2001, a ministra se filiou ao PT, onde se tornou uma de suas principais lideranças. Na ditadura militar (1964-1985), Dilma participou da luta armada, foi presa e torturada no combate ao regime militar.
Em abril de 2009, a ministra anunciou que se submeteria a um tratamento contra um linfoma (câncer no sistema linfático), descoberto a partir de nódulo na axila esquerda. Após várias sessões de quimioterapia, em setembro do ano passado, Dilma anunciou que estava curada da doença.