Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador Jovens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jovens. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Jovens - Oficina em Ativismo e Incidência Política por Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos


Oficina em Ativismo e Incidência Política por Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

Imprimir
23 de fevereiro de 2015   |  Direitos sexuais e reprodutivos
Oficina do projeto em 2014.
DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO para oficina no Rio de Janeiro: 13 DE MARÇO
A Anistia Internacional Brasil e o Coletivo Mangueiras – Jovens Feministas por Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – abrem inscrições para a série de oficinas de Ativismo e Incidência Política por Direitos Sexuais e Reprodutivos, que serão realizadas nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife, entre março e maio de 2015.
Com o objetivo central de fortalecer a participação de jovens na promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos no Brasil, as oficinas buscam criar espaços de debate e diálogo com jovens de 15 a 25 anos para ações de incidência política na defesa e promoção dos direitos sexuais e reprodutivos. As oficinas serão pautadas por uma perspectiva de direitos humanos e do desenvolvimento das habilidades de ativismo e incidência políticas em diferentes espaços. O projeto tem também como objetivo estabelecer uma rede de jovens comprometida a realizar ações de continuidade das oficinas, seja replicando as dinâmicas, seja atuando diretamente em defesa dos seus direitos sexuais e reprodutivos.
Confira as datas:
Rio de Janeiro
Período de Inscrições: 22 de fevereiro a 13 de março de 2015
Link para inscrições: https://pt.surveymonkey.com/s/8WBTJ3P
Data da Oficina: 11 e 12 de abril de 2015
Local: Sede da Anistia Internacional Brasil
Praça São Salvador nº 5 – Laranjeiras
Horário: de 9h às 18h

Brasília
Período de Inscrições: 16 a 31 de março de 2015
Data da Oficina: 25 e 26 de abril de 2015
Local: a definir
Horário:de 9h às 18h

Belo Horizonte
Período de Inscrições: 6 17 de abril de 2015
Data da Oficina: 16 e 17 de maio de 2015
Local: a definir
Horário: de 9h às 18h

Recife
Período de Inscrições: 15 a 30 de abril de 2015
Data da Oficina: 30 e 31 de maio de 2015
Local: a definir
Horário: a definir

A oficina contará com
2 dias de encontro (7 horas por dia);
Alimentação durante o evento;
Certificado para quem participar de 100% da oficina.
* A Anistia Internacional e o Coletivo Mangueiras oferecerão ajuda de custo de transporte.

Documentos necessários para inscrição:
Carta de apresentação;
Formulário preenchido de dados pessoais.
**ATENÇÃO: Serão aceitas apenas as inscrições com formulário completamente preenchido e carta de apresentação.

Critérios de seleção:
Ter entre 15 e 25 anos;
Demonstrar interesse em DSDR e preferencialmente com alguma experiência em mobilização;
Compromisso e disponibilidade para atividades de continuação da oficina por pelo menos 6 meses;
Disponibilidade para participar integralmente nos dois dias da oficina.
Saiba mais
Anistia Internacional é uma organização não-governamental de direitos humanos com mais de 7 milhões de apoiadores em todo o mundo. Em 2013, lançamos a campanha Meu Corpo, Meus Direitospara atuar em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos.
Coletivo Mangueiras – Jovens Feministas por Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – é um grupo autônomo e feminista de jovens que lutam pelo reconhecimento e garantia de direitos sexuais e direitos reprodutivos como direitos humanos, em uma perspectiva integral e interseccional, a partir da valorização das diversidades.
fonte  https://anistia.org.br/noticias/oficinas/
__._,_.___

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Registro de organizações juvenis UNAIDS VIA # George Gouvea

Bom dia a todos,
 
O UNAIDS criou uma base de dados para registrar os dados de organizações e redes juvenis da América Latina e Caribe com a finalidade de realizar um mapeamento para o grupo inter-agencial de juventude das Nações Unidas.Esse mapeamento vai ajudar a ter um melhor panorama de quem e onde estão as organizações juvenis além de identificar possíveis interlocutores e aliados para tratar os diversos temas relacionados a juventude.
 
Nesse sentido,gostaria de pedir a vocês que por favor compartilhem o link de registro com suas listas e fóruns na perspectiva de mapearmos o maior número possível de organizações juvenis e assim podermos estruturas agendas para tratar temas essências a juventude.

Link para preencher o formulário é: http://onusida-latina.org/directoriojuventud/

Podem se registrar todas as organizações juvenis e não somente as que trabalham HIV/AIDS o único item fundamental é que sejam organizações juvenis e que tenham trabalho regional ou nacional.

Um abraço e qualquer dúvida não hesitem em me perguntar.
 
Um abraço,

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

II #SEMINÁRIO NACIONAL AÇÕES PELA VIDA #JovenscomHIV


Gostaríamos de divulgar e convidar a todos para participar do II Seminário Nacional Ações pela VIDA, Organizado e executado pela ONG Fênix de Curitiba;
Maiores informações:
http://www.fenixacoespelavida.org.br/?p=189 Critérios de Participação;
Att
Kleber Mendes 
 

Critérios de Participação

  • CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO DOS ADOLESCENTES E JOVENS VIVENDO COM HIV E AIDS:
Viver com HIV/AIDS;
1)Ser ciente da condição sorológica;
2)Ter entre 10 a 24 anos;
3)Estar em condições de saúde que o permitam viajar e participar das atividades do evento.
4)Ter interesse em participar dos assuntos tratados no evento, e o compromisso de multiplicar as informações tratadas para outros adolescentes e jovens e pessoas afins;
5)É obrigatória a apresentação da autorização judicial do adolescente no hotel;
6)É obrigatório o envio da autorização judicial scanneado por e-mail para o endereço eletrônico:coordenacao@fenixacoespelavida.org.br ou por fax com uma semana de antecedência do seminário, caso não haja o envio, automaticamente a bolsa do adolescente selecionado, será cancelada.
  • CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO DOS ADOLESCENTES E JOVENS CONVIVENDO COM HIV/AIDS:
1)Ter entre 15 e 24 anos;
2)Estar vinculado a alguma instituição ou movimento de enfrentamento da AIDS;
3)Estar em condições de saúde que o permitam viajar e participar das atividades do evento;
4)Ter interesse em participar dos assuntos tratados no evento, e o compromisso de multiplicar as informações tratadas para outros jovens e pessoas afins;
5)É obrigatória a apresentação da autorização judicial do adolescente no hotel;
6)É obrigatório o envio da autorização scanneado por e-mail para o endereço eletrônico: coordenacao@fenixacoespelavida.org.br em uma semana de antecedência do encontro, caso não haja o envio automaticamente, a hospedagem do adolescente selecionado será cancelada.
  • CRITÉRIO PARA PARTICIPAÇÃO DOS ADULTOS (Deve corresponder a todos os itens abaixo):
1)Estar vinculado a alguma instituição ou movimento de enfrentamento da AIDS;
2)Ser o responsável legal de um ou mais adolescentes participantes;
3)Além destes critérios, os adultos devem:
4)Apoiar a comissão organizadora no que compete ao cuidado e responsabilidade integral dos adolescentes do encontro;
5)Ter interesse em participar dos assuntos tratados no evento, e o compromisso de multiplicar as informações tratadas para outros adolescentes e pessoas afins;
6)Estar em condições de saúde que o permitam viajar e participar das atividades do seminário.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES
• Será expressamente proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nas dependências do hotel para qualquer participante, independente da idade.
• Não será permitido o uso de drogas ilícitas durante o encontro.
• Os adolescentes menores de 18 anos deverão encaminhar junto com a ficha de inscrição a autorização judicial preenchida e assinada pelo responsável e scanneada para o seguinte endereço eletrônico coordenacao@fenixacoespelavida.org.br. Os jovens que forem selecionados para o Evento não devem esquecer seus medicamentos e objetos pessoais;
 IMPORTANTE: QUALQUER VIOLAÇÃO DOS ITENS ACIMA O ADOLESCENTE OU JOVEM SERÁ ENCAMINHADO PARA RETORNO DE SUA RESIDÊNCIA DE IMEDIATO.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Carta Aberta - VI ENAJVHA

 
VI ENCONTRO NACIONAL DE ADOLESCENTES E JOVENS VIVENDO COM HIV/AIDS

UM OLHAR FORA DO EIXO¹

No Período 10 a 13 de julho, realizou-se em Brasília/DF o VI Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/AIDS – ENAJVHA, evento que reuniu jovens soropositivos e convivendo² com HIV/AIDS de diversas partes do Brasil “para a interlocução, troca e avaliação de experiências entre jovens vivendo com HIV e AIDS”³. Também com o propósito de ser “um momento em que os jovens pudessem descobrir possibilidades de atuação frente aos desafios locais, conhecer e se articular com outros jovens e com as redes já existentes de luta contra a epidemia”4.

Entretanto, mais uma vez, a teoria não conseguiu ser posta em prática e um momento que poderia ser “com” foi somente “para”, na contramão tanto do objetivo do encontro, como da Carta de Princípios da RNAJVHA5.

Subsidiado por diversas formas de marketing e financiamento, a verticalização na construção do Encontro, centralizou as escolhas para a Comissão Organizadora, excluindo sistematicamente algumas pessoas, colocando-as à margem da história e da própria existência enquanto integrantes da RNAJVHA. Não havia uma resposta plausível que justificasse o motivo de deixarem de fora da organização, as referências da RNAJVHA no CONJUVE e na CNAIDS, além do representante amazônico (e que também não estava como delegado no Encontro até ser incluído mediante a sugestão no regimento interno). Assim como até hoje não se sabe o motivo dos amigos pessoais do ex-representante nacional assumirem funções que, conforme critério de filiação da Rede não os competia por serem adultos e convivendo.

Houve ausência de materiais preparatórios que pudessem, desde os meios virtuais até o presencial, oferecer elementos para a plenária “elaborar e incitar respostas, ações e políticas públicas contra os estigmas e impactos do HIV e AIDS”6. Além disso, ficou notório que as dinâmicas postas no e-group e grupo da Rede no facebook tenha surtido o efeito no Encontro Nacional. O acolhimento tinha virado o ópio da política e o cuidado tornou-se mais ameaça que bem-querer. Parei e fiquei observando o quanto fez-nos falta nas manhãs, aqueles momentos regado de poesia, música ou uma dança circular... O ditado popular “colocar o carro na frente dos bois” teve muito haver com o colocar um fórum de debate antes da mesa de abertura. Iniciar uma discussão sem boas-vindas? Sim! Seria um risco a integração!

No ato do credenciamento, o primeiro desconforto aos participantes: ter que assinar alguns recibos que foram entregues sem orientação alguma, mas quando questionados, disseram ser ora do UNICEF (ainda que o documento estivesse sem nenhuma logomarca desta agência), ora do Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais. Interessante que ambos ao serem consultados, afirmaram desconhecer esta solicitação. Neste meio onde uma parte ficava assustada e sem uma resposta transparente que lhe desse a confiança, houve quem se aproveitou disso para descaracterizar pessoas, simplesmente por quererem saber algo legítimo e que lhes era de direito.

Fóruns foram reduzidos para priorizar a votação do regimento interno. Durante a leitura, um dos primeiros vetos estava na proposta do debate acerca da organização da RNAJVHA, demostrando certa indisposição para tratar do assunto. Desde então, notou-se que as possibilidades de diálogo estavam comprometidas por interesses ou presas por algo concedido. Havia uma sintonia entre @s que tinham sido indicad@s anteriormente a algum evento com os que votavam a favor de um grupo específico.

Não há como deixar de perceber a diferença entre as devolutivas dos representantes da CNAIDS e do CONJUVE, para a representação do nacional. Enquanto estes pautaram a partir da qualidade, o último tratou por números, como se estivéssemos fazendo prestação de contas governamentais. Não é do conhecimento coletivo no que as inúmeras participações em congressos, reuniões e outras atividades trouxeram de concreto para a Rede, assim como sobre a transparência dos recursos financeiros captados para o trabalho da RNAJVHA.

Tornou-se perceptível que muit@s presentes estivessem ali para uma estratégia não mais oculta há muito tempo: a escolha da nova representante da RNAJVHA. No grupo da RNAJVHA no facebook, alguns perfis contendo na imagem a hashtag #AgoraéEla7 já apontava o caráter eleitoreiro que nos esperava com adesivos e vídeos publicados na internet. Aliás, a própria eleição d@s nov@s representações fez parte de um processo que perpassou por grande parte dos Encontros Regionais, como o Amazônico que não teve muita coisa diferente desta edição do ENAJVHA. Seria inocência demais pensar que a devolutiva do ex-representante nacional finalizada com um vídeo entre ele e a atual, não tivesse nada haver com o que estava arquitetado.

“Faz escuro, mas eu canto8”. As palavras do poeta Thiago de Mello refletem sinais de esperança que em meio ao inverno brasilense, apresentava raios de sol. Não há dúvida na capacidade técnica e política de representantes do Ministério da Saúde e das agências da ONU, dentre outr@s parceir@s, assim como no compromisso destes/as no desenvolvimento integral de adolescentes e jovens, em especial, soropositiv@s. Cabe um agradecimento todo especial a estes/as facilitadores/as convidad@s para o evento, assim como d@s financiadores/as e de coordenações/programas estaduais e municipais de DST/AIDS que investiram mais uma vez na estrutura e deslocamento da maioria d@s presentes.

Questionava-se onde foi parar a missão e as prioridades norteadoras desta organização? E os objetivos, até que ponto foram referências? Parecia que não estávamos numa atividade de jovens, e tampouco da RNAJVHA. Querendo ou não, a juventude tem em si a inquietude pela mudança e isto moveu uma parte d@s participantes para uma ação em resposta ao que estava acontecendo. Então, outro caminho possível foi proposto entre o grupo que se opunha: não se resumir em espectador ou a eleições de representatividades cujo modelo fecha-se em si mesm@s, mas criar espaços de reflexão paralelos e que pudessem encaminhar coisas possíveis. Mais do que uma democracia representativa, buscavam uma democracia participativa, assim como aquela que motivou multidões há alguns dias atrás a saírem nas ruas.

Inicialmente, compartilhou-se um pouco da realidade de cada localidade. Não havia muito tempo, nem lugar “adequado”, mas tornamos os intervalos, oportunidades para o entrosamento e a troca de ideias e dos quartos nossos pontos de encontro. Permitíamo-nos escutar e compartilhar com @ outr@ nossas experiências e pontos de vista sobre uma determinada questão. Elaboramos uma carta à Comissão Organizadora e as parcerias deste evento para que pudéssemos explicar o motivo de nossa retirada do processo de votação. O documento foi lido compassadamente em plenária, finalizando com a saída de uma parte dos presentes no auditório. Deixamos o auditório e fomos a uma avaliação sobre este momento e a troca de ideias sobre como potencializar nossa atuação nas bases.

Propaga-se que nossa saída da eleição tenha sido motivada por percas de “cargo” ou medo. Não seria um tanto sem sentido entrar e sair “fugindo” da plenária, depois de ter feito várias reuniões para refletir e elencar os motivos reais de nossa retirada? Não teríamos deixado o encontro no momento em que a proposta para discutir a organização da Rede foi eliminada? Aliás, basta visitar o grupo da RNAJVHA no facebook para perceber qual o tipo de contribuições de algumas pessoas que permaneceram no auditório, para a grande maioria que se retirou. Observemos os perfis para perceber qual público estava somente pela parte e de quem estava afim de discutir o todo.

Concluímos o Encontro reafirmando nossas críticas pertinentes ao modelo pseudodemocrático com que a Rede vem se organizando nestes últimos anos e construindo forma que se afastam ainda mais da promoção da autonomia de jovens vivendo com HIV/AIDS nos Estados e municípios. Não nos desligamos da RNAJVHA por acreditarmos que este espaço também é nosso e que agora, mais do que nunca, a Rede precisa de nosso trabalho para retomar os trilhos do que inicialmente se propôs. E ainda que a nova representante nacional tenha sido eleita num contexto às avessas da Carta de Princípios, não nos fecharemos ao diálogo e possíveis parcerias, desde que pautado em valores, atitudes e comportamentos práticos.

O fato é que o sentimento de indignação que tomou conta das ruas, também envolveu divers@s participantes a lutar por algo muito maior que uma simples escolha de pessoas que poderão ou não representar o desejo deste coletivo. Ser comparados ou não a vândalos (mesmo não chegando a esse extremo), não é o problema. Aliás, a centralização de poder, da cooptação de pessoas e do aparelhamento da Rede para fins destoantes aos iniciais ainda permanecem enquanto principais problemas a serem combatidos dentro e fora desta Rede. É por este motivo que acreditamos ser pertinente continuar a se opor a esta forma de ativismo, ou resumido ao virtual, ora turístico.

Mais do que representatividades, defende-se uma democracia participativa, pautada na descentralização, transparência e horizontalidade. Entende-se também que a autonomia das bases e o protagonismo juvenil precisam ser de fato respeitados e reconhecidos na prática. Não estaremos fechad@s ao diálogo, por entender que este é uma importante ferramenta para se alcançar avanços possíveis e necessários, tanto para a RNAJVHA, quanto na articulação com outros grupos da sociedade civil e órgãos governamentais. Assim como não teremos nenhum problema em estabelecer possíveis parcerias, que colaborem para o desenvolvimento local, desde que sejam pautados por valores imprescindíveis para o fortalecimento desta Rede.

Como diria Betânia Ávila no VIII Fórum UNGASS AIDS – Brasil: “não há ativismo sem reflexão”. E esta avaliação crítica e fundamentada, não vem dissociada da ideia do bem viver, do bem conviver e do bem querer, mas se propõe justamente a despertar um cuidado sobre esta realidade silenciada, mas evidente. É numa época de mudanças, que buscamos outros caminhos possíveis, onde AMOR seja de fato o centro de todas as coisas!

1 Agradecimentos a Cleyton Aquino (PA), Diego Calisto (SP), Jeferson Fonseca (MG), Ozéias Cerqueira (SP), Rafaela Queiroz (RJ), Rodrigo Amorim (ES) e Welshe Shordok (MG) que estiveram durante o VI ENAJVHA e contribuíram para que este texto pudesse expressar verdadeiramente os fatos ocorridos, os sentimentos envolvidos e as perspectivas de uma Rede mais justa e solidária.
2 Pessoas negativas para o HIV, mas que tem alguma relação seja afetivo-sexual ou social com alguém soropositiv@ ou com a causa da Aids.
4 Idem.
5 Confira em: http://jovenspositivos.org.br/articles/weblinks/carta-de-principios (Acesso em 14 de julho de 2013).
6 Idem.
7 Arte utilizada em campanha: http://migre.me/fwJkJ (Acesso em 18 de julho de 2013).
8 Confira em: http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=12372&poeta_id=313 (Acesso em 18 de julho de 2013).



Eduardo da Amazônia Representante Estadual da RNAJVHA / Jovens + Pará Contato: eduardopaidegua@hotmail.com
 
-- 
Atenciosamente,
 
Ralf Barros
Assistente Social - CRESS 5240
( 55 (27) 9907-9258 - VIVO
( 55 (27) 9247-3036 - TIM
+ ralf.barros@yahoo.com.br 
+ SKYPE: ralfbarros

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Jovens ativistas discutem hoje(30/03) dados da epidemia de Aids @alemelc


Jovens ativistas discutem hoje dados da epidemia de Aids

Com a participação da técnica do Núcleo de Populações Mais Vulneráveis do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo, Márcia Giovanetti, os participantes do projeto Jovens Ativistas discutiram na manhã desta sexta-feira o histórico e os dados atuais da epidemia de Aids no Brasil.
A discussão, que conta também com a colaboração da interlocutora do GVE de São José do Rio Preto, Zulmira Meireles, debateu, entre outros assuntos, as dificuldades na adesão ao tratamento antirretroviral, os índices e tendências da epidemia de Aids no país, com destaque para os dados do Estado de São Paulo.

Vulnerabilidades às DST/AIDS e homofobia
Por que gays, outros HSH e travestis são mais vulneráveis às DST/AIDS que outros segmentos populacionais? Esse foi o tema da oficina realizada ontem, na abertura do curso, pelo coordenador do Instituto Joana D’arc, Luiz Eduardo dos Santos. Para Luiz Eduardo é necessário um foco especial nas ações para a população jovem. “Precisamos dar atenção à epidemia junto ao segmento mais jovem. E a população de jovens gays é uma das mais significativas, visto que além da vulnerabilidade inerente a sua faixa etária, como a dificuldade de interiorizar as práticas de prevenção, tem que lidar com questões como estigma, discriminação e a sua identidade sexual”.
Na oficina, os participantes discutiram os conceitos de vulnerabilidade a partir da evolução do histórico da forma de percepção e combate à epidemia. Nessa perspectiva, abordou a interação entre a homofobia como fator estruturante dessas condições.
O Projeto
O projeto Jovens Ativistas é uma iniciativa da Associação de Populações Vulneráveis em parceria com o Programa Estadual de DST/AIDS e tem o objetivo de qualificar jovens gays e travestis para incidência política nos processos de planejamento e monitoramento da política de enfrentamento a Aids nos municípios prioritários do Estado.
Essa iniciativa está pensada nos marcos do plano prioritário para gays, outros HSH e travestis de São Paulo e reforça as ações no âmbito do protagonismo juvenil. “Existe uma necessidade imensa de se estimular a participação de novas lideranças no processo de prevenção ao HIV e no controle social. Neste sentido, iniciativas como da APV são fundamentais para esta recomposição”, conclui o coordenador do Instituto Joana D’arc.

Serviço
As atividades seguem até terça-feira, 03 de abril, no Augustus Plaza Hotel em São José do Rio Preto. Melhores informações: www.vulneraveis.org/jovensgays

--
Alessandro Melchior
Twitter: @alemelc

segunda-feira, 26 de março de 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

FALA AÍ!! SAIBA O QUE ESTÁ ROLANDO NO CANAL DE VÍDEOS DA RNAJVHA

FALA AÍ!! SAIBA O QUE ESTÁ ROLANDO NO CANAL DE VÍDEOS DA RNAJVHA

2012-03-07 23:12

A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV-Aids estreia seu canal de vídeos com depoimentos de várias personalidades do movimento de luta contra a Aids, gestores e diretores de agêcnias internacionais. A partir de agora vamos contar com mais esta ferramenta de transparência e visibilidade das nossas ações.
 
Entre no nosso canal no YouTube e confira!!
 
 


Leia mais: http://jovenspositivosbrasil.webnode.com.br/news/fala-ai-saiba-o-que-esta-rolando-no-canal-de-videos-da-rnajvha/
Crie seu site grátis: http://www.webnode.com.br
 
 

Jovens com HIV-Aids querem o fortalecimento do ativismo feminino

Jovens com HIV-Aids querem o fortalecimento do ativismo feminino

2012-03-08 14:33
 
No dia internacional da mulher (8), a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV-Aids firma parcerias para realizar um seminário nacional de meninas soropositivas. O objetivo é integrá-las em ações de vivência e na construção de propostas de políticas públicas voltadas para este público.  Para isso, a Rede de Jovens iniciou negociações em busca de apoio para a realização do evento com técnicos do Departamento de Apoio à Gestão Estratégica e Participativa, da Secretaria de Gestão Participativa, do Ministério da Saúde, na sede do órgão, em Brasília (DF).
 
O Departamento assumiu o compromisso de apoiar o encontro de meninas vivendo com HIV e Aids, ampliando o debate com outras secretarias do governo, como a de Direitos Humanos e da Saúde do Adolescente, por exemplo. “Queremos falar com essas meninas sobre equidade, questões de raça e gênero, além de fazer uma aproximação com a juventude rural”, afirmou a coordenadora da Coordenação-Geral de Apoio à Gestão Participativa ao Controle Social, Kátia Maria Barreto Souto.
José Rayan busca apoio para realizar encontro de meninas
 
De acordo com o coordenador da Rede de Jovens, José Rayan, o seminário de meninas vivendo com HIV-Aids é uma das demandas prioritárias do movimento juvenil de Aids. “O encontro, além de promover o emponderamento e a equidade, fará um diagnóstico de como o ativismo das mulheres pode ser decisivo na construção das politicas de saúde com foco em DST-AIDS”, argumentou.
Natasha, jovem vivendo com HIV-Aids, coordena a RNAJVHA no Sudeste
 
A jovem Natasha Ferreira é coordenadora da RNAJVHA na região Sudeste. Para ela, a luta contra a Aids evoluiu no tratamento e na política de controle social, mas as mulheres vivendo com HIV-Aids ainda precisam vencer  algumas vulnerabilidades sociais. “Fomos educadas a cuidar do outro e muitas vezes nos esquecemos de cuidar da gente. É hora da mulher positiva crescer, se fazer ouvida, avançar na negociação do uso do preservativo, encarar o preconceito, superar o estereótipo de beleza imposto pela mídia”, avaliou.


Leia mais: http://jovenspositivosbrasil.webnode.com.br/news/jovens-com-hiv-aids-querem-o-fortalecimento-do-ativismo-feminino-/
Crie seu site grátis: http://www.webnode.com.br

domingo, 26 de fevereiro de 2012

ADOLESCENTES E JOVENS VIVENDO COM HIV E AIDS SE ARTICULAM PARA REALIZAR ENCONTROS REGIONAIS


ADOLESCENTES E JOVENS VIVENDO COM HIV E AIDS SE ARTICULAM PARA REALIZAR ENCONTROS REGIONAIS

2012-02-26 19:24
 
 
Com o objetivo de oferecer espaços de troca de experiência, além de incentivar e fortalecer o ativismo juvenil, a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e Aids vai realizar, este ano, encontros  de vivência e acolhimento em todas as regiões do País. Para isso, o  coordenador da Rede, José Rayan, inicia esta semana uma série de reuniões nos estados que vão sediar os eventos. A proposta da agenda, que vai acontecer entre os dias  28 de fevereiro e 09 de março, é debater as estratégias para a realização dos encontros regionais com as lideranças locais, dirigentes de ONGs,  e coordenadores municipais e estaduais de DST/Aids.
 
A primeira reunião acontecerá na próxima terça-feira (28), em Belém (PA). Na capital paraense, a ONG OMT (Organização Trajetória Mundial) deve ficar responsável pela logística do encontro de adolescentes e jovens da região Norte. Assim como nas demais regiões, a formação da comissão política dos eventos ficará sob a responsabilidade dos representantes regionais da RNAJVHA.  
 
Após a agenda em Belém, será a vez da região Nordeste discutir a metodologia do encontro de adolescentes e jovens vivendo com HIV e Aids. Nos dias 01 e 02 de março, acontecerão reuniões no SAE Adolescente de São Luís (MA) e na sede da ONG Solevida, também na capital maranhense. A agenda seguinte acontecerá em Vitória (ES), no Fórum de ONG/AIDS do Espirito Santo na região Sudeste, no dia 04. A última região a ser visitada será o Centro Oeste. As reuniões acontecerão em Goiânia (GO), nos dias 06 e 07 na ONG AAVE (Aids, Apoio, Vida, Esperança).
 
Depois das visitas aos quatro estados, a coordenação da Rede de Adolescente e Jovens vai apresentar, nos dias 08 e 09, em Brasília (DF) os encaminhamentos das reuniões realizadas aos  Departamentos de Apoio à Gestão Estratégica e Participativa e de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, que estão financiando as viagens. “Este momento será decisivo no processo de construção dos encontros regionais. Fortalecer o trabalho de base é chegar mais perto dos adolescentes e jovens que ainda estão no anonimato e não conseguem ser protagonistas das suas próprias histórias”, comemora José Rayan.
 
Para o diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, o apoio aos encontros regionais é uma afirmação da política do SUS, que prevê a participação do cidadão na formulação e monitoramento de suas diretrizes. “A RNAJVHA ocupa espaços políticos e se manifesta em diferentes situações com críticas positivas que apontam falhas e avanços nas respostas, principalmente as governamentais. Os encontros vão possibilitar a inclusão de um número maior de jovens e adolescentes envolvendo-os neste planejamento”, avaliou.
 
A região Sul ficou de fora da agenda porque ainda está em busca de apoio das instituições parceiras para a realização do encontro regional. Após a denifinição do calendário e da logística do evento, a região passará pelo mesmo processo de discussão que as demais estão passando.
 
AGENDA
 
BELÉM - PA
28  DE FEVEREIRO  
                                                                         
Reunião OTM – Organização Trajetória Mundial
Reunião Programas de Aids Estadual e Municipal de Belém
Reunião com a RNAJVHA de Belém
 
SÃO LUIS – MA
01 e 02 DE MARÇO
 
Reunião SOLIVIDA – Solidariedade e Vida
Reunião Programas de Aids Estadual e Municipal de São Luis
Reunião com a RNAJVHA do Maranhão
 
VITÓRIA-ES
04 DE MARÇO
 
Reunião FÓRUM ONG/AIDS ESPÍRITO SANTO
Reunião Programas de Aids Estadual e Municipal de Vitória
Reunião com a RNAJVHA do Espírito Santo
 
GOIANIA-GO
06 E 07 MARÇO
 
Reunião Grupo AAVE
Reunião com os Programas de Aids Estadual e Municipal de Goiânia
Reunião com a RNAJVHA Goiás
 
BRASILIA-DF
 
08 E 09 MARÇO
Reunião com DAGEP
Reunião com o setor de Comunicação do Departamento de HIV, Aids e Hepatites Virais
Reunião com jovens da RNAJVHA  de Brasília


Leia mais: http://jovenspositivosbrasil.webnode.com.br/news/adolescentes-e-jovens-vivendo-com-hiv-e-aids-se-articulam-para-realizar-encontros-regionais/
Crie seu site grátis: http://www.webnode.com.br

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Canal Saude e rede nacional de jovens Com Regina Bueno:LINK





Canal Saude e rede nacional de jovens Com Regina Bueno:LINK

Segue link da entrevista para o  programa Canal Saúde da Fiocruz com a participação dos jovens da RNJVHA e da ativista do Grupo Pela Vidda-RJ Regina Bueno.

Marcos Moreira



http://www.canal.fiocruz.br/video/index.php?v=jovens-com-hiv-aids


Nota pessoal: Vale a pena ver esse programa!! Pois assim Vemos o trabalho de Ragina Bueno  à frente e ao lado dos Jovens da RNjVA. Tem depoimentos muito ùtieis para que mudemos nossa opnião, e nossas idéias pré concebidas.
 Jovem não é só contra ordem, baladeiro e arruaceiro, temos jovens antenados na causa ativista.
 Não deixem de ver!!!
NILO g.Borgna
P.S. Marcos:Obrigado por sua colaboração e proveito para comunicar que publiquei. 








quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Reunião em Brasília discute enfrentamento da juvenilização da Aids

Reunião em Brasília discute enfrentamento da juvenilização da Aids
Criar uma agenda para o enfrentamento da juvenilização da epidemia de
Aids, esse foi o objetivo da reunião realizada em Brasília, na Secretaria
Nacional de Juventude, na terça-feira, 31 de janeiro. Participaram da
atividade representantes do Departamento Nacional de DST/aids, da
Secretaria Nacional de Juventude, ABGLT, Conselho Nacional de Juventude
(Conjuve), ANTRA e RNAJVHA.

A reunião foi realizada por iniciativa da Secretaria Nacional de
Juventude, a partir de reivindicações de organizações LGBT e de pessoas
vivendo com HIV/aids e dos desdobramentos da II Conferência Nacional de
Juventude, quando dois grupos de trabalho aprovaram moção em apoio à
criação de um plano de ação para a área. As moções foram aprovadas no GT
LGBT e de Saúde, por iniciativa da ABGLT e da RNAJVHA, respectivamente.

A Secretária Nacional de Juventude da Presidência da República, Severine
Macedo reforçou o apoio à agenda, levando em consideração os próprios
dados da epidemia de Aids que expressam a gravidade do problema.

Entre os vários desafios, coloca-se de imediato a necessária incidência
política na tramitação do Estatuto da Juventude e a ampliação desse
debate, com a criação, pelos participantes da sociedade civil presentes na
reunião, de uma proposta consolidada, que poderá resultar em um plano de
enfrentamento da juvenilização da epidemia, proposta defendida tanto pela
ABGLT, Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e
Transexuais, quanto pela RNAJVHA, Rede Nacional de Adolescentes e Jovens
Vivendo com HIV/aids.

A criação de um plano de enfrentamento a juvenilização da epidemia de Aids
foi debatida também no II Encontro Nacional de Jovens Gays e Travestis,
realizado pela ABGLT em São José do Rio Preto/SP, em novembro do ano
passado.
Alessandro Melchior, coordenador técnico da APV e representante da ABGLT
na CAMS, Comissão de Articulação de Movimentos Sociais e Aids e no
Conjuve, apresentou na reunião os tópicos defendidos pela rede como
cruciais para o enfrentamento da Aids. “Há um financiamento
desproporcional das ações de prevenção, os dados da epidemia apontam em
direção contrária ao do financiamento. É preciso também continuar os
projetos de formação de lideranças e apoio para a promoção do advocacy em
direitos humanos e do controle social. Os dados da epidemia apontam que as
populações mais atingidas pela Aids são justamente aquelas mais
vulneráveis às violações de direitos humanos, como reconhece a própria
Unaids” afirma Alessandro.

O financiamento também foi um elemento apontado pela RNAJVHA como
fundamental. José Rayan, coordenador nacional da rede, defendeu que um
plano de ações na área, só terá efetividade com recursos financeiros
garantidos.

As entidades participantes deverão elaborar um esboço dessa agenda
nacional de enfrentamento da juvenilização da epidemia, que será
apresentado e discutido em Brasília, no mês de março. 

--
Alessandro Melchior
Twitter: @alemelc
(17) 88186373 - Oi
(17) 81187057 - Tim
(61) 81308001 - Tim
__ __ __ __ __ __

domingo, 4 de dezembro de 2011

Aids tem preconceito?(Debora Diniz)

Aids tem preconceito?
Ordem social homofóbica impede jovens gays de buscarem informações nas escolas, diz autora
03 de dezembro de 2011 | 16h 00
Debora Diniz
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,aids-tem-preconceito,806280,0.htm


Os dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostram que, na última década, houve um crescimento da epidemia da aids entre a população de homens jovens que fazem sexo com homens. “Homens que fazem sexo com homens” foi uma categoria epidemiológica e biomédica criada nos anos 90 para tentar agrupar a imensa diversidade de práticas e performances sexuais dos homens. Não sabemos como esses homens se apresentam socialmente - se como gays, heterossexuais, bissexuais, travestis ou transexuais.O quesito recuperado pelos registros epidemiológicos é o de homens jovens que fazem sexo com outros homens em duas “categorias de exposição”, homossexuais e bissexuais. Segundo o ministro da Saúde, uma das respostas a esse crescimento será a campanha nacional de prevenção no Dia Mundial de Combate à Aids: o sujeito da campanha será o homem gay jovem. O detalhe é que os dados epidemiológicos recuperam práticas sexuais; já as campanhas se voltam para identidades sexuais. Os dois conceitos não são iguais e apontam para linguagens, populações e vulnerabilidades diferentes.

Uma tese que tenta explicar o crescimento da aids entre homens gays de 15 a 24 anos é a da história da epidemia e suas metáforas. Diferente da geração dos anos 80, para quem a aids era uma sentença de morte, os jovens dos anos 90 conheceram a aids como uma doença grave, porém crônica. A aids passou da “peste gay” nos anos 80 para uma doença relacionada às práticas sexuais desprotegidas, em que as biografias das pessoas vivendo com aids estão entre nós. Teria havido uma certa universalização da exposição à aids com o deslocamento dos grupos de risco para as práticas sexuais: não seriam homens gays ou travestis os indivíduos mais vulneráveis à aids, mas todos aqueles com práticas sexuais desprotegidas. No conjunto das práticas sexuais de maior vulnerabilização à aids, os homens que fazem sexo com outros homens mereceriam maior atenção.

Mas quem é o homem que faz sexo com outros homens? Ele pode se apresentar socialmente como um homem gay ou se manter na proteção de um casamento heterossexual. Pode ser uma travesti ou uma transexual, a depender de como os indivíduos responderam ao quesito das práticas sexuais com outros homens. Pelos registros epidemiológicos conhecemos suas práticas, mas pouco sobre suas localizações no amplo leque de identidades ou performances sexuais. Não sabemos se eles são os gays do início dos anos 2000 que não se apresentavam como homossexuais para os sistemas de notificação, ou se de fato anunciam um novo regime masculino de vulnerabilização à aids. Uma travesti talvez seja um homem para os registros epidemiológicos, mas uma mulher nos jogos performáticos da sexualidade entre corpos masculinos e femininos. É na passagem das práticas dos registros epidemiológicos para as apresentações sociais sobre sexualidade que está o principal desafio das campanhas educativas. A quem dirigir a campanha para proteger os jovens homens de 15 a 24 anos que fazem sexo com outros homens?

A escolha do Ministério da Saúde foi de nominá-los como jovens gays. Não tenho dúvidas de que as jovens travestis são outro grupo igualmente importante. Mas quais seriam as vulnerabilidades de sujeitos tão diversos agrupados na categoria de homens que fazem sexo com outros homens? A principal delas é a homofobia. Os jovens gays corporificam a maior categoria dos fora da norma heterossexual, homens que não reproduzem a heteronormatividade em seus corpos e práticas sexuais. O slogan da campanha do Ministério da Saúde será “a aids não tem preconceito”, um sinal de como as políticas de saúde do Estado brasileiro operam em um marco de direito humanos. Mas a verdade é que o crescimento da epidemia em um determinado grupo não é simplesmente resultado de práticas sexuais desprotegidas: é também resultado de uma ordem social homofóbica que impede os indivíduos de buscarem informação nas escolas, de acessarem os serviços de saúde ou de receberem o diagnóstico precoce da doença. O jovem gay da campanha é um personagem que ganhará corpo e voz pelo anúncio do crescimento de sua vulnerabilidade à aids, mas outros regimes de opressão acompanham sua existência vulnerável.

O crescimento da epidemia entre uma população tão jovem pode ser explicado pela hipótese histórica de mudança de compreensão da doença entre os homens que se iniciam na vida sexual, mas também pela hipótese sociológica da homofobia, que impõe vulnerabilidades aos fora da norma heterossexual. O jovem gay representa o inominável para os livros didáticos do Ministério da Educação, que insistem em reduzir a sexualidade à reprodução biológica. O jovem gay representará essa imensa população de homens que fazem sexo com homens recuperados pelo boletim epidemiológico, um grupo tão diverso que desafia a campanha do Ministério da Saúde sobre como nominá-lo. O revigoramento da epidemia entre a mesma população que anunciou seu início nos anos 80 não deve reacender nossos temores sobre novas formas de estigmatização e preconceito a esses grupos. Ao contrário, deve nos envergonhar que, mesmo 20 anos depois de campanhas sistemáticas, ainda não fomos capazes de romper o cerco homofóbico que impede que os principais equipamentos do Estado protejam os fora da norma heterossexual dos riscos da aids.


* DEBORA DINIZ É ANTROPÓLOGA, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA E PESQUISADORA DA ANIS - INSTITUTO DE BIOÉTICA, DIREITOS HUMANOS E GÊNERO

terça-feira, 1 de novembro de 2011

COORDENADORIA ESPECIAL DE PREVENÇÃO À DEPENDÊNCIA QUÍMICA COMUNICADO Via#FB


Kakau Moraes
Saiu no diário Oficial gente... COORDENADORIA ESPECIAL DE PREVENÇÃO À DEPENDÊNCIA QUÍMICA COMUNICADO “Há Gente Jovem na Prevenção” O Gabinete do Prefeito da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Coordenadoria Especial de Prevenção à Dependência Química (CEPDQ), dará início hoje, dia 31/10/11 ao Curso de Capacitação “Há Gente Jovem na Prevenção”, para as 5ª e 6ª turmas de Jovens Apr...endizes da Pastoral do Menor da Arquidiocese do Rio de Janeiro,local onde será ministrado o Curso,atendendo a 50 adolescentes. O objetivo é oferecer caminhos possíveis para a compreensão desse complexo momento chamado adolescência, visando ampliar as possibilidades que legitimam as diferenças e particularidades de cada um, fortalecendo o protagonismo desses adolescentes, no processo de prevenção ao uso e abuso de drogas, direcionando a abordagem para valores, competências, talentos e qualidade de vida, sempre ressaltando os fatores de proteção da vida de cada indivíduo. Abordaremos os temas considerados mais importantes para a formação de agentes multiplicadores nessa área, entre elas: Adolescência; Drogas: Conceitos Básicos e o Cérebro; Autoestima; Resiliência; Fatores de Risco e Proteção; Relação Adolescente & Família; Sexualidade e Projeto de Vida. O Curso proporcionará a aquisição de habilidades e competências para a formação de comportamentos preventivos em relação ao uso de drogas e à dependência química, sendo de fundamental importância no trabalho de prevenção, pela sua grande capacidade de multiplicar e consolidar conhecimentos em todos os segmentos da Sociedade.

Época publica reportagem sobre violência entre jovens namorados

Época publica reportagem sobre violência entre jovens namorados

ENSP, publicada em 31/10/2011
Reportagem publicada pela revista Época apresenta o mais completo estudo sobre violência entre namorados adolescentes, realizado por pesquisadores do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves), da ENSP/Fiocruz. Foram pesquisados 3.200 estudantes de 104 escolas públicas e privadas em dez estados brasileiros. A conclusão é que 9 em cada 10 adolescentes afirmaram praticar ou sofrer violência no namoro. E quem mais bate são as meninas. Quase 30% delas disseram agredir fisicamente o parceiro. São tapas, puxões de cabelo, empurrões, socos e chutes. Entre os meninos, 17% se disseram agressores. Leia a reportagem, completa.

Elas batem. Eles apanham

O maior levantamento sobre a violência amorosa entre os adolescentes brasileiros revela que as meninas agridem mais que os meninos. Por que elas ficaram assim?

No quarto do namorado da estudante carioca L.M., de 17 anos, há um buraco no armário. É resultado do arremesso de um cinzeiro, lançado por ela. O alvo não era a mobília, mas a cabeça dele. Aconteceu durante uma briga, no fim do ano passado. Eles estavam juntos havia seis meses. O namorado de L.M. implicava quando ela conversava com outros garotos ou passeava sozinha. Na véspera de uma viagem dele, ela comentou que sairia com uma amiga. Ele reclamou. Tivemos uma discussão e, quando vi, estava atirando o cinzeiro, diz L.M. Por sorte, a garota não tem boa pontaria. O objeto arranhou o braço do namorado e quebrou o armário. O relacionamento sobreviveu, também com arranhões. O casal ficou um tempo separado e depois reatou, em outras bases. Ai dele se me estressar de novo, afirma L.M. A estudante do 2o ano do ensino médio diz que parte de suas amigas tem um comportamento parecido. Elas são mais macho que os namorados. Xingam, empurram. Não dão mole para eles.

As cenas violentas do namoro de L.M. se repetem na vida de milhões de brasileiros. É o que revela o mais completo levantamento sobre agressões no namoro, realizado pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves) da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Foram pesquisados 3.200 estudantes de 104 escolas públicas e privadas em dez Estados. A conclusão é chocante. Nove em cada dez adolescentes afirmaram praticar ou sofrer violência no namoro. E quem mais bate são as meninas. Quase 30% delas disseram agredir fisicamente o parceiro. São tapas, puxões de cabelo, empurrões, socos e chutes. Entre os meninos, 17% se disseram agressores.

Essa violência não distingue situação social. Metade da amostra é das classes A e B. As meninas estão reproduzindo um padrão estereotipado do comportamento masculino, diz uma das coordenadoras da pesquisa, Kathie Njaine, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina. O motivo das agressões é quase sempre o ciúme e a vontade de manter o parceiro sob controle. O estudo está no livro Amor e Violência (Editora Fiocruz), lançado em agosto.

Os dados do Claves não sugerem que a natureza das meninas seja mais agressiva que a dos meninos. As atitudes denunciam algo mais complexo: relacionamentos violentos em que a agressão, física ou emocional, é o meio que os parceiros usam para se comunicar. Funciona como uma estratégia de negociação na falta de outro tipo de diálogo. Elas dizem bater para se defender. Os meninos, para revidar. Na maior parte dos casos, ambos assumem o duplo papel de vítima e agressor. Os dados do Claves revelam essa ambiguidade: 86,8% dos entrevistados se disseram vítimas e 86,9% agressores. As meninas dizem fazer mais ameaças: 33% afirmaram insinuar destruir objetos ou arremessar algo. Entre eles, 27% relataram esse tipo de comportamento. Elas ainda recorrem ao expediente de espalhar boatos contra o parceiro e tentar afastá-lo dos amigos, prática conhecida tecnicamente como violência relacional. Cerca de 20% dos rapazes declararam ser vítimas dessa estratégia ardilosa.

A violência praticada pelas meninas pode não deixar marcas físicas porque elas têm menos força para machucar. Mas causa danos emocionais. Os meninos dizem que as agressões não doem fisicamente, mas eles se sentem moralmente agredidos e humilhados, afirma a psicóloga Queiti Oliveira, uma das autoras do estudo. Quando são eles que batem, triplica a chance de a menina sair ferida. Eles também recorrem com mais frequência à violência sexual de beijos forçados a relações não consentidas. A sua maneira, as meninas também usam esse tipo de agressão. Quase 33% das adolescentes disseram forçar o namorado a tocá-las ou pressioná-los a transar, colocando em xeque sua virilidade.

Quase 30% das meninas dizem agredir fisicamente. Entre os meninos, 17% se dizem agressores

A violência no namoro adolescente é um fenômeno internacional. Pesquisas estimam que entre 20% e 60% dos relacionamentos juvenis sejam baseados em agressões. Nos Estados Unidos, um em cada quatro adolescentes diz sofrer abuso físico, emocional ou sexual do parceiro. Lá também parece que as meninas fazem agressões mais frequentes, embora haja discordância sobre quem bate primeiro. Dada a natureza diferente das agressões praticadas por meninos e meninas, é difícil compará-las para entender quem agride mais, escrevem os pesquisadores da organização americana Centro Nacional de Recursos contra a Violência Doméstica. Outra dificuldade é estabelecer quando um clima tenso no casal evoluiu para a troca de provocações ou tapas.

Numa pesquisa em São Paulo, 22% das meninas eram agressivas. Quase o dobro dos meninos

Ainda não se sabe se esse tipo de violência sempre existiu ou se está aumentando agora. Há poucos dados sobre o tema de 20 anos para trás. Primeiro, porque esse tipo de pesquisa costuma ser de difícil execução. Em segundo lugar, o conceito de violência é complicado de definir. É possível que o problema sempre tenha estado ali, mas só apareceu quando nossa percepção se tornou mais aguda. A valorização dos direitos humanos e o aumento do nível de educação da população nas últimas décadas deixou as pessoas cada vez mais sensíveis a nuances sutis de agressão. As ofensas verbais, hoje consideradas uma forma de ataque emocional, foram tidas por muito tempo como asperezas naturais dos relacionamentos.

É provável que parte da violência esteja ligada à mudança no papel feminino. Um levantamento com 320 adolescentes entre 10 e 19 anos, feito pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sugere que 22% das meninas atendidas têm comportamento violento contra outras pessoas (sejam meninos, amigas, pais ou professores). Esse padrão só aparece em 12% dos meninos. Parece que, ano a ano, a agressividade entre as meninas aumenta, afirma a socióloga Miriam Abramovay.

Num estudo coordenado por ela com 13 mil estudantes de 5 capitais brasileiras, 10% das meninas afirmaram já ter batido em alguém na escola. Segundo Miriam, para conseguir o mesmo status de liderança conferido aos homens, as meninas decidiram usar as mesmas táticas: se impor pela força. Inclusive entre elas. A imagem de feminilidade tradicional não é mais aceita pela sociedade. As meninas competem com os meninos em tudo, no mercado de trabalho, no vestibular, na atenção de outros amigos.

Os garotos estão apanhando direto. Estão acuados. Como eles são mais fortes, têm medo de revidar e ficam quietos, diz a jovem G.F., de 18 anos. Há uma semana, ela terminou um relacionamento de três anos com seu primeiro namorado. Não é a primeira vez. O casal, chamado de ioiô pelos amigos, vive rompendo e reatando por causa do temperamento explosivo de G.F. O motivo, dessa vez, foram as agressões contra o rapaz, de 19 anos. Ele chegou a minha casa tarde depois do futebol com os amigos, sem avisar. Perdi o controle e parti para cima dele. Dei tapa, soquei, arranhei. Também o chamei das piores coisas possíveis, diz. Segundo ela, o namorado não reagiu, apenas a empurrou para trás para se defender. G.F. diz que sua agressividade é reação ao comportamento da mãe, que, de acordo com ela, é submissa ao padrasto. Quero tanto ser diferente que acho que meus namorados acabarão sofrendo. G.F. diz querer evitar a atitude submissa de sua mãe. Mas acaba reproduzindo em seus relacionamentos o inverso do que vê em casa.

O exemplo doméstico é considerado uma das principais causas da violência no namoro adolescente. Na pesquisa do Claves, os agressores tinham 2,6 vezes mais chances de viver em ambiente violento. De acordo com o psicólogo canadense Albert Bandura, professor da Universidade Stanford e criador da teoria da aprendizagem social, os seres humanos aprendem pela imitação. Por isso, o adolescente agressor de hoje pode ter assimilado modelos de violência no relacionamento entre os pais. Quando ele se vê em papel semelhante, reproduz o mesmo padrão de comportamento. A criança passa a confundir violência com cuidado, diz a psicóloga Vivien Bonafer Ponzoni, coordenadora do Núcleo de Família e Casal da Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama, em São Paulo. A formação da personalidade também é abalada pelas experiências da infância. Isso pode tornar o jovem mais propenso a repetir esse tipo de comportamento. Como as relações familiares influenciam nossa capacidade de regular emoções, as pessoas que viveram em ambientes agressivos tendem a ter dificuldade de controlar impulsos, instabilidade emocional e insegurança nas relações afetivas.

A professora gaúcha Ana L.F., de 55 anos, diz que sua relação com o marido influenciou sua filha, hoje com 30 anos. Amo errado desde sempre, diz Ana. Ela agrediu pela primeira vez um namorado aos 14 anos, quando flagrou uma traição. O comportamento se repetiu durante o namoro, o noivado e o casamento com o ex-marido, pai de seus filhos. Nossos dois filhos presenciaram vários episódios em que nos xingávamos. Tanto que criei um monstrinho. Minha filha repete meu comportamento violento e ciumento desde os 13 anos, afirma.

Reproduzir modelos domésticos não é regra. Qualquer jovem vítima de violência no lar pode ser capaz de compreender o mal que isso lhe causa ou causou e criar laços afetivos saudáveis, diz a socióloga Maria Cecília de Souza Minayo, pesquisadora da Fiocruz e uma das organizadoras da pesquisa do Claves. E mesmo quem sempre viveu em uma família tranquila pode se tornar um agressor. Em alguns casos, a instabilidade emocional causada pela adolescência pode ter uma parcela de culpa. Os adolescentes passam por uma série de mudanças biológicas, hormonais, emocionais. Mas isso é transitório e tende a atenuar com as experiências de vida, afirma o psicanalista David Leo Levisky, de São Paulo. A necessidade de parecer independente e mostrar autonomia torna os adolescentes mais suscetíveis a aceitar pressões do grupo e a sucumbir às atitudes violentas. Uma pesquisa com mais de 1.300 estudantes, conduzida pelo psicólogo espanhol David Moreno Ruiz, pesquisador da Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, mostra que os jovens em busca de respeito e admiração dentro do grupo são os mais propensos a agressões.

A violência no namoro adolescente tem outras consequências. Pouco importa se é para quem agride ou apanha, já que os papéis mudam a todo momento. Pesquisas revelam que a agressividade gera queda no rendimento escolar, problemas com drogas e uso abusivo de álcool, desordens alimentares e sintomas depressivos. Em um levantamento feito com mais de 5.400 estudantes do ensino médio, realizado em escolas da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, a epidemiologista Ann Coker descobriu que tentativas de suicídio podem ser frequentes. As meninas que relataram ter sido agredidas duas vezes no último ano tinham risco 50% maior de se matar. Entre os meninos agredidos, havia pensamentos suicidas, mas não tentativas.

Poucos jovens procuram ajuda para interromper o ciclo de violência. Apenas 3,5% dos entrevistados pelo Claves afirmaram ter buscado apoio de psicólogos. A principal razão é desprezarem a importância das agressões dentro do namoro. Para eles, violência doméstica é algo de gente adulta e casada. A pedagoga americana Sandra Stith, diretora do Programa de Terapia Familiar e de Casal da Universidade do Estado do Texas, compara o erro de percepção à relação dos adolescentes com a bebida. Os jovens consideram normal se embebedar. Mas, se veem um adulto bêbado, consideram que ele tem um problema com o álcool, diz Sandra. Ela está pesquisando os efeitos da violência sofrida pelos meninos. Contribui para isso o fato de os jovens considerarem o principal estopim das brigas o ciúme como um sentimento positivo. No namoro adolescente, a demonstração de ciúme costuma ser vista como sinal de amor. Só que as restrições vão crescendo de patrulhar o celular do namorado a proibir a saída com os amigos, diz o psicólogo Carlos Eduardo Zuma, do Instituto Noos, de prevenção à violência doméstica do Rio de Janeiro. Se você aceita como algo natural, não importa se como vítima ou autor, a tendência é que piore com o tempo.

O melhor caminho para pacificar essas relações é a educação. A tarefa começa com os pais. O que pode ou não fazer em um namoro é uma questão moral, e o exemplo vem de casa, afirma a psicóloga Teresa Helena Schoen, da Unifesp. Parte da responsabilidade é da escola, que deve identificar o problema. O México criou, em 2008, um programa de prevenção à violência, aplicado em 500 escolas do ensino médio. O programa, chamado Escolas para a Igualdade, nasceu para combater a violência contra a mulher. Logo no primeiro ano, foi identificado que o abuso sexual e as agressões físicas entre meninas eram comuns. As escolas passaram a abrir aos sábados para atividades educativas e culturais que envolvem pai, mãe, aluno e professor. Também foi criado um canal para ouvir as queixas dos estudantes. Isso ajuda a identificar casos de violência, que ganham acompanhamento psicológico. Cerca de 60% dos jovens que participam do programa dizem que suas relações com pais, professores e colegas melhoraram; e 56% dizem que aprenderam a reconhecer uma situação de violência dentro da escola. Pode parecer um tímido avanço. Mas é o passo fundamental para construir relações mais saudáveis e pacíficas.