Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

Mostrando postagens com marcador Viva Cazuza. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 24 de julho de 2012

Epidemia de crack aumentou número de bebês com HIV

Josimar Pereira da Costa
Consultor Previdenciário
Sócio Fundador da RNP+ Núcleo RJ
Ponto Focal RNP+ Niterói



Epidemia de crack aumentou número de bebês com HIV

POR PAMELA OLIVEIRA

Rio -  Uma herança maldita. Bebês com o vírus HIV voltaram a ser realidade nas maternidades do Rio. A Sociedade Viva Cazuza, que não recebia recém-nascidos infectados há 6 anos, abrigou 12 nos últimos 18 meses. No mesmo período, o Abrigo Evangélico da Pedra de Guaratiba acolheu 14. Muitos são filhos de mães viciadas em drogas como o crack.
“É lamentável. Nos últimos anos, só tínhamos adolescentes, mas ano passado começamos a receber bebês com anticorpos e outros já com o vírus. Segundo o Juizado, geralmente são filhos de usuárias de droga. Tivemos que reabrir nosso berçário”, afirma Christina Moreira, coordenadora de projetos da Sociedade Viva Cazuza, em Laranjeiras. Coordenadora do abrigo evangélico, Ana Chelly explica que bebês que já têm o vírus “terão que tomar medicamento a vida toda”.
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Na Casa de Passagem Ana Carolina, em Bonsucesso, há dois filhos de viciados em crack com HIV | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Como O DIA mostra desde domingo, o uso do crack por mães e pais fundamenta a maioria dos pedidos de perda da guarda de crianças feitos pelo Ministério Público Estadual. Em casos de bebês afastados de suas famílias pela Justiça, a frequência é de 90%.
Muitas usuárias de crack se prostituem para conseguir a pedra e engravidam. A incidência de grávidas tiradas de cracolândias por assistentes sociais da prefeitura é alta.
“Esse fenômeno (aumento de bebês com o vírus) é preocupante, mas recente na saúde pública. Por isso, não temos estatísticas”, explicou a gerente do programa municipal de DST/Aids, Lílian Lauria. Ela alerta que, “se a mulher soropositiva toma medicação na gestação, o risco de transmissão é menor que 1%. Mas se só chega na hora do parto esse índice não é possível”.
Segundo ela, o município oferece teste rápido de diagnóstico no posto de saúde do Centro e começará a oferecê-lo na Clínica da Família do Jacarezinho por conta da concentração de moradores de rua: “O objetivo é conseguir fazer com que essas mulheres façam o pré-natal.”
Grávida viciada rejeita tratamento
Assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo Araújo admite que o Ministério da Saúde já recebeu relatos do nascimento de bebês infectados por mães usuárias de crack soropositivas. Ele informa que a dificuldade é fazer com que elas elas sigam o tratamento para reduzir o risco de transmissão.
“Temos observado uma dificuldade grande de instituir tratamento nessas mulheres porque a droga muda as suas prioridades. Elas acabam não aderindo ao tratamento da forma necessária”, afirma.
Fonte: Jornal O Dia/RJ
 
Red RibbonG.A.S+
Grupo Apoio Soropositivos
Valéria Saraiva (Moderadora)
Renato Da Matta (Moderador)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aids - Campanha contra doença é lançada na Rocinha Rio de Janeiro


Rio, 2 de fevereiro de 2012

Hoje participamos do lançamento da Campanha de Prevenção à Aids no Carnaval 2012 do Ministério da Saúde. Além do Ministro da Saúde Alexandre Padilha, o evento contou com a presença e falas do Secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes, o Secretário Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Hans Dohmann, Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, ativistas jovens dos movimentos Aids e LGBT e a mãe do cantor Cazuza e presidente da Sociedade Viva Cazuza, Lucinha Araújo.

Ao final do evento tivemos a oportunidade em uma breve abordagem com o Ministro Padilha,  de chamar sua atenção para a associação Aids e Tuberculose (coinfecção TB/HIV). O Ministro manifestou seu interesse sobre o assunto e disse que o ministério está trabalhando no sentido de ações conjuntas e articuladas entre os Programas Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) e o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virai/MS.

Também manifestamos ao ministro a expectativa do movimento de Tuberculose em relação a uma audiência em seu gabinete no mês de março em consideração ao Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose - 24 de março.
Clique em qualquer imagem e veja os vídeos da campanha


campanhaaidscarnaval12.jpg


Secretaria Executiva Fórum ONGs TB RJ
CEDUS - CEDAPS - GRUPO ÁGUA VIVA – GPV Niterói
REDE DE COMUNIDADES SAUDÁVEIS

domingo, 7 de agosto de 2011

Reportagem sobre falta teste CD4 E ARV'S

 No globo de hj matéria "Pacientes com aids sofrem com falta de exame"
 Quero dar meus  agradecimentos aos repor teres: Caroline Benevides(caroline.benevides@oglobo.com.br)
Leticia lins (leticia.lins@oglobo.com.br) com o apoio de Leila Suwwan,Marcos Vivicios Gomes e Naiara Hofmeister* ( O pais@oglobo.com.br.
 Em especial aos ATIVISTAS sofredores porem determinados e Dispostos a lutar por seus Direitos!
 Carlos de Recife, Veriano Terto Da ABiA, Cristiana Moreira da Sociedade Viva Cazuza,Mara moreira minha amiga do GPVRJ,e especialmente a C.E.B GPrg. de Maringá!!!Pelo desprendimento e por suas falas tão importânte para o movimnto. Sem esquecer de Carlos alberto Duarte cujo pioneirismo dos dados nos levaram a comprovar por essa reportagem.
 Comento que sem esse circulo de relacionamento talvez essa noticia ficasse perdida por alguma Burocracia.
 Essa Reportagem foi feita com as editorias das cidades de: Rio de janeiro, Recife, Curitiba, Porto alegre e São paulo!


Nilo garonimo Borgna
 Ativismocontraaidstb.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

homenagem a cazuza no centro cultural de nogueira



 
Nossa participação neste evento se deu pela recomendação da Mãe do CAZUZA - LUCINHA ARAUJO, graças a nossa idoniedade, trasparencia, reconhecimento mundo a fora da nossa luta em favor da vida ja a 19 anos...
em nosso municipio somos perseguidos ou como nos foi dito "massacrados" onde esta o sr. prefeito que não vê isto ? a FRENTE PARLAMENTAR DE AIDS - FEDERAL, ESTADUAL e DO MUNICIPIO NA CAMARA DOS VEREADORES...
estamos a exatamente 1 ANO SEM RECEBER O REPASSE DO CONVENIO, O CONTRATO  FOI ASSINADO A ALGUM TEMPO...
o valor do repasse R$ 1.772,00 por mês ??? ATENDEMOS MUITO MAIS DO QUE FOI PACTUADO COM O PROGRAMA MUNICIPAL DE DST/AIDS , foram mais de 10.000 serviços no ano passado no municipio de Petropolis ....estamos prestes a deixar de atuar no campo da AIDS no municipio de Petropolis,
que fique bem claro somente em Petropolis, aqui iremos atuar como ja estamos, em outros campos do social....
UMA PARCERIA DE FATO, SEM PERSEGUIÇÕES, CALUNIAS ETC...
BUSCANDO EXERCER O CONTROLE SOCIAL COM DIGNIDADE E RESPEITO...
enquanto isto...
foi liberado um convenio de R$ 4.000,00 por mês para castração de animais....com todo respeito a este serviço...nós LIDAMOS COM VIDAS E VIDAS DE SERES HUMANOS...nossa questão não é SOMENTE financeira..é facil perceber isto...DE FATO É RESPEITO...
visite-nos e conheça nossos projetos e ações e fazer voce mesmo seu julgamento....
ENCAMINHAMOS DENUNCIA AO CRP/RJ ( CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA) E AO MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
aproveitamos para lembrar,
assinou nossa petição ?
obrigado encaminhe a sua lista, vamos fazer crescer este movimento em favor da vida, chega de perseguições e calunias...
VIVA A VIDA



Antonio Carlos de Souza Pires
psicólogo clinico - CRP 05/36933
consultório : Rua Bernardo Proença 156 - sala 113 - centro empresarial Itamarati
55 24 9224.0201
sócio fundador da Pastoral da AIDS - CNBB

Grupo Assistencial SOS VIDA
Rua Frei Luis 40 - cep 25.685-020 - centro - Petropolis - RJ
55 24 2244.9526 / 2245.0322
www.grupososvida.org.br
BLOG http://grupososvida.wordpress.com

RedLAcVo+ Las Manos Solidarias en Respuesta al VIH/Sida PFN BRASIL –
Antonio de Souza Pires (Petrópolis / Rio de Janeiro)
 

sábado, 10 de julho de 2010

Após a 1ª vez, jovem esquece preservativo/ Rio - Há exatos 20 anos, a morte de Cazuza, vítima de AIDS, chocou os brasileiros. As últimas imagens do c

Após a 1ª vez, jovem esquece preservativo

O DIA

08/07/2010

No 20º aniversário da morte de Cazuza, a prevenção à AIDS ainda deixa a desejar

POR PÂMELA OLIVEIRA

Rio - Há exatos 20 anos, a morte de Cazuza, vítima de AIDS, chocou os brasileiros. As últimas imagens do cantor - muito magro e debilitado, aos 32 anos - marcaram uma geração. Apesar das conquistas, como o fornecimento universal do coquetel contra a doença, a prevenção ainda deixa a desejar. Entre os adolescentes, menos da metade usa PRESERVATIVOS em todas as relações sexuais com parceiros casuais. Para muitos, houve a banalização da AIDS.

Diretor adjunto do Departamento Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa afirma que o desafio hoje é fazer com que os adolescentes não parem de usar CAMISINHA. "As pesquisas mostram que o jovem usa o PRESERVATIVO na primeira relação, mas a partir do momento em que confia no parceiro, para de usar. Em um mês ele já faz sexo sem CAMISINHA e se expõe."

Para o militante Cazu Barros, 38 anos, infectado pelo HIV há 20, os adolescentes e jovens veem a AIDS como uma doença crônica. "A imagem do Cazuza com AIDS fez com que as pessoas tivessem mais cuidado. Mas hoje muitos se descuidam porque acham que se for contaminado é só tomar o coquetel, que é gratuito. Mas não é simples assim. Os efeitos colaterais são fortes e se você for nos hospitais, vai ver que as pessoas continuam magras, morrendo como o Cazuza."

Segundo o Ministério da Saúde, 587 adolescentes com idades entre 13 e 19 anos tiveram o diagnóstico da doença em 2008. "É inconcebível que um adolescente hoje seja contaminado pelo HIV. Isso mostra falha na prevenção. Faltam ações nas escolas e acesso a PRESERVATIVOS nos postos de saúde", afirma Willian Amaral, secretário executivo do Fórum estadual de Ongs de AIDS do Rio de Janeiro.

Hoje, o Brasil tem 19 medicamentos contra AIDS, que podem gerar 32 combinações diferentes, de acordo com a necessidade do paciente. Em 1990, o único medicamento disponível era o AZT. "A época da morte de Cazuza era a idade das trevas. A informação era muito pouca e o tratamento, quase nenhum", diz Willian.

Diagnóstico era tardio

No início dos anos 90, as pessoas tinham que sair do País para conseguir se tratar contra o HIV. Sem oferta de exames, o diagnóstico era tardio. "Naquela época, ninguém tinha informação, nem a oferta de teste de HIV, nem tratamento disponível. As pessoas só faziam o teste quando já estavam com sintomas", diz Willian.

Apesar das conquistas, pacientes hoje ainda sofrem com a falta de médicos, remédios e exames. "Voltamos a brigar por coisas que lutamos há 20 anos", diz Cazu.

Cortesia Clipping Bem Fam(8/07/010)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O tempo não para na Sociedade Viva Cazuza 04/07 às 09h41 Ediane Merola

O tempo não para na Sociedade Viva Cazuza

04/07 às 09h41 Ediane Merola

lucinha araúho abraça uma das moradoras da casa de apoio da ong - foto: ana branco - o globo

RIO - O tempo não para, e lá se vão 20 anos da morte de Cazuza. Foi no dia 7 de julho de 1990 que o polêmico roqueiro saiu de cena, mas o poeta continua vivo graças à sua obra e ao trabalho que a mãe, Lucinha Araújo, realiza na Sociedade Viva Cazuza. A ONG, voltada para crianças e adolescentes portadores de HIV, também completa duas décadas em outubro e é o xodó desta mulher, que dá a 20 internos o mesmo carinho oferecido ao único filho, que morreu de Aids.

Twitter é a nova ferramenta para conseguir parceiros

A instituição, única do gênero na cidade do Rio, tem um custo mensal de R$ 70 mil. Ultimamente, as contas têm fechado no vermelho. Mas isso não reflete no atendimento às crianças. Aos poucos, a sociedade se adapta para conseguir parceiros. Pelo Twitter (@VivaCazuza), já conseguiu nutricionista voluntário, tradutor para o site (www.vivacazuza.org.br) e espera receber um freezer, que já está prometido.

Quando foi criada, a Sociedade Viva Cazuza tinha como objetivo dar apoio ao Hospital Gaffrée e Guinle, na Tijuca, que era referência no tratamento da Aids. Foi em 94 que Lucinha criou a Casa de Apoio, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, por onde já passaram cerca de 70 moradores. A foto de cada um, tirada no dia em que chegaram à ONG, está pendurada nas paredes na sala de jantar da instituição. Só falta o retrato de A., a caçula de 11 meses, que chegou há 15 dias:

- Tiramos a foto, vou revelar. Ela já engordou 1,5 quilo - diz Lucinha, que estava com saudade de cuidar de um neném. - Há anos não tínhamos um bebê. Mas meus meninos também são maravilhosos. Alguns dão trabalho na hora de estudar, mas são ótimos.

Os moradores da Casa de Apoio têm entre 4 e 17 anos. Alguns têm família, mas preferem morar na ONG:

- Estou há 13 anos na casa. Tenho tios, irmã, que às vezes me visitam. Mas moram longe, em São Gonçalo. Sinto saudade, mas aqui tenho comida, estudo, amigos. Fico no computador, jogo PlayStation - enumera B., de 15 anos.

Todos as crianças da Viva Cazuza estudam em escolas particulares, com bolsas parciais. Os três adolescentes fazem curso técnico na Faetec. A ONG também mantém o Programa de Adesão ao Tratamento, que acompanha 140 pacientes da rede pública:

- São adultos que não entendem a prescrição, não tomam a medicação por medo de descobrirem que têm a doença, há conflito religioso. Isso afeta o tratamento, acabam tendo doenças oportunistas - explica Christina Moreira, coordenadora de projetos da Sociedade Viva Cazuza, que ajuda a organizar as contas da casa. - Os maiores gastos são com mão de obra e encargos sociais. Temos 24 funcionários. A casa funciona 24 horas por dia, 365 dias no ano.

Quando começou, há 20 anos, Lucinha achava que sua ONG serviria de estímulo para outras pessoas. Mas agora sabe por que seu trabalho continua sendo pioneiro:

- É muito caro.

Aos 73 anos, ela não desanima. O direito autoral do filho, usado para cobrir as despesas, está cada vez mais escasso:

- Na época do filme fizemos um bom caixa, sustentou por meses. Agora a conta fica no vermelho. Mas o serviço é de qualidade. Quando não for mais assim, fecho as portas. Não vou ter um depósito, fazer criança sofrer. Aqui, cada um tem a sua identidade - diz Lucinha. - Não faço isso por que sou boazinha, não. Faço por que me faz bem. Venho aqui todo santo dia, quero saber o que comem, como estão indo na escola.

um dos jovens da instituição segura a foto de cazuza em frente ao mural com retrato de todas as crianças que já passaram pela entidade - foto: ana branco - o globoComo em qualquer casa que tem adolescente, na Viva Cazuza não faltam pedidos para chegarem mais tarde em casa. Eles até podem, desde que digam onde e com quem vão. Namorados (as) podem visitar a instituição, mas não dormem lá. Quem faz 18 anos pode continuar na ONG, mas muitos optam por sair, para terem privacidade. O contato, no entanto, permanece.

Recentemente, uma falha do Ministério da Saúde provocou um desabastecimento de medicamentos que, por pouco, não prejudicou o atendimento das crianças. A situação já está sob controle.

- O desabastecimento é fruto da banalização da Aids. Houve uma queda na prevenção e isso acaba aumentando os índices de contaminação - teme Christina.

Brasil registra 35 mil novos casos de Aids por ano

Presidente do Grupo Pela Vidda, o psicanalista George Gouvêa lembra que a Aids continua matando 12 mil pessoas por ano e que 35 mil novos casos são registrados a cada ano. Para ele, a Sociedade Viva Cazuza é um símbolo na luta contra a doença:

- Qualquer instituição pública teria gasto astronômico para fazer o que a ONG faz. E não teria a mesma qualidade. O governo exige muito de quem presta esse serviço, mas o repasse não cobre nada disso. A Viva Cazuza tem papel relevante, de vanguarda, é um exemplo de administração.


Luciana De Siqueira 04/07/2010 - 18h 19m

Que mulher bela! além do coração maravilhoso ela está linda! nunca diria quem tem 73 anos... A verdade é que todo trabalho sério dificilmente tem o governo metido no meio. Muita saúde a todos da ONG.

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Isabelle DelVechio 04/07/2010 - 16h 59m

Exemplo de humildade e dignidade : Viva a Lucinha Araujo.
Saudades do Cazuza !
Fazem desse pais um p u t e i r o , pois assim se ganha mais dinheiro>

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Madoxx 04/07/2010 - 15h 26m

GRANDE MULHER E MÃE!
EXEMPLO DE DIGNIDADE E LUTA POR UM IDEAL!


VIDA LONGA PARA LUCINHA ARAÚJO!!!

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cariocasitiada 04/07/2010 - 15h 18m

Parabéns, Lucinha!

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zoot 04/07/2010 - 14h 54m

Pessoas de bom carater nada recebem do poder p'ublico ! A condicao sine qua nom para receber dinheiro e' ser ladrao! Parabens dna. Lucinha por seu trabalho humanista impecavel.

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SereiaMorena 04/07/2010 - 13h 19m

Aplausos a essa sra. de carater impecavel e um coracao de ouro, coisa rarissima no Brasil.

Saudades do grande poeta Cazuza..eh Cazuza apesar de 20 anos terem se passados.. as piscinas por aqui continuam cheias de ratos :(

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Incomodado 04/07/2010 - 12h 10m

Parabens aos responsaveis pela ONG.

QUEM É QUEM:
LUCINHA ARAÚJO
18/07/2007

Quem é:
Maria Lúcia Araújo

Formação:
Superior Incompleto em DireitO

Área de atuação:
Presidente da Sociedade Viva Cazuza, dando assistência e prevenção ao HIV/Aids.

Como e quando começou a trabalhar diretamente no combate à AIDS:
“A Sociedade Viva Cazuza começou em outubro de 1990, mesmo ano em que Cazuza faleceu de Aids. Na verdade não tinha imaginado trabalhar com Aids. Foi feito um show em homenagem ao Cazuza, na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro, e ficou decidido que a renda do show seria entregue a uma instituição que cuidasse de Aids. Naquela época foi escolhido o Hospital Gaffrée e Guinle, aqui na cidade, e fui escolhida para entregar o cheque. Quando cheguei no hospital os médicos e pacientes agradeceram a doação, mas disseram que não queriam só o dinheiro e sim o meu trabalho. Assim começou a Sociedade Viva Cazuza”, conta Lucinha Araújo, como é conhecida.

Projetos realizados na área:
Hoje a Sociedade Viva Cazuza desenvolve três projetos principais que são: Uma Casa de Apoio Pediátrico para crianças carentes portadoras do vírus HIV, em regime de internato; um site educativo e informativo sobre Aids no endereço eletrônico www.hiv.org.br; e um Projeto de Apoio Social visando adesão ao tratamento para pacientes do Hospital da Lagoa e do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, atendendo mais de 130 pacientes.

Sonhos em relação à doença:
“O sonho é a cura da Aids, embora saiba que não está muito perto”, comenta.

Projetos futuros:
“Conseguir levar adiante os projetos atuais com sucesso”, diz.



Sociedade Viva Cazuza completa 20 anos em outubro, informa O Globo Online


04/07/2010 - 13h

Casa de apoio atende vinte crianças e adolescentes com HIV/aids e possui um custo mensal de R$ 70mil. Saiba mais lendo a seguir reportagem do site O Globo Online.

ONG criada pela mãe do cantor, três meses depois de o ídolo morrer de Aids, completa 20 anos em outubro

RIO - O tempo não para, e lá se vão 20 anos da morte de Cazuza. Foi no dia 7 de julho de 1990 que o polêmico roqueiro saiu de cena, mas o poeta continua vivo graças à sua obra e ao trabalho que a mãe, Lucinha Araújo, realiza na Sociedade Viva Cazuza. A ONG, voltada para crianças e adolescentes portadores de HIV, também completa duas décadas em outubro e é o xodó desta mulher, que dá a 20 internos o mesmo carinho oferecido ao único filho, que morreu de Aids.

Twitter é a nova ferramenta para conseguir parceiros

A instituição, única do gênero na cidade do Rio, tem um custo mensal de R$ 70 mil. Ultimamente, as contas têm fechado no vermelho. Mas isso não reflete no atendimento às crianças. Aos poucos, a sociedade se adapta para conseguir parceiros. Pelo Twitter (@VivaCazuza), já conseguiu nutricionista voluntário, tradutor para o site (www.vivacazuza.org.br) e espera receber um freezer, que já está prometido.

Quando foi criada, a Sociedade Viva Cazuza tinha como objetivo dar apoio ao Hospital Gaffrée e Guinle, na Tijuca, que era referência no tratamento da Aids. Foi em 94 que Lucinha criou a Casa de Apoio, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, por onde já passaram cerca de 70 moradores. A foto de cada um, tirada no dia em que chegaram à ONG, está pendurada nas paredes na sala de jantar da instituição. Só falta o retrato de A., a caçula de 11 meses, que chegou há 15 dias:

- Tiramos a foto, vou revelar. Ela já engordou 1,5 quilo - diz Lucinha, que estava com saudade de cuidar de um neném. - Há anos não tínhamos um bebê. Mas meus meninos também são maravilhosos. Alguns dão trabalho na hora de estudar, mas são ótimos.

Os moradores da Casa de Apoio têm entre 4 e 17 anos. Alguns têm família, mas preferem morar na ONG:

- Estou há 13 anos na casa. meus tios, irmã, que às vezes me visitam. Mas moram longe, em São Gonçalo. Sinto saudade, mas aqui tenho comida, estudo, amigos. Fico no computador, jogo PlayStation - enumera B., de 15 anos.

Todos as crianças da Viva Cazuza estudam em escolas particulares, com bolsas parciais. Os três adolescentes fazem curso técnico na Faetec. A ONG também mantém o Programa de Adesão ao Tratamento, que acompanha 140 pacientes da rede pública:

- São adultos que não pensam na prescrição, não tomam a medicação por medo de descobrirem que têm a doença, há conflito religioso. Isso afeta o tratamento, acabam tendo doenças oportunistas - explica Christina Moreira, coordenadora de projetos da Sociedade Viva Cazuza, que ajuda a organizar as contas da casa. - Os maiores gastos são com mão de obra e encargos sociais. Temos 24 funcionários. A casa funciona 24 horas por dia, 365 dias no ano.

Quando começou, há 20 anos, Lucinha achava que sua $serviria de estímulo para outras pessoas. Mas agora sabe por que seu trabalho continua sendo pioneiro:

- É muito caro.

Aos 73 anos, ela não desanima. O direito autoral do filho, usado para cobrir as despesas, está cada vez mais escasso:

- Na época do filme fizemos um bom caixa, sustentou por meses. Agora a conta fica no vermelho. Mas o serviço é de qualidade. Quando não for mais assim, fecho as portas. Não vou ter um depósito, fazer criança sofrer. Aqui, cada um tem a sua identidade - diz Lucinha. - Não faço isso por que sou boazinha, não. Faço por que me faz bem. Venho aqui todo santo dia, quero saber o que comem, como estão indo na escola.

Como em qualquer casa que tem adolescente, na Viva Cazuza não faltam pedidos para chegarem mais tarde em casa. Eles até podem, desde que digam onde e com quem vão. Namorados (as) podem visitar a instituição, mas não dormem lá. Quem faz 18 anos pode continuar na ONG, mas muitos optam por sair, para terem privacidade. O contato, no entanto, permanece.

Recentemente, uma falha do Ministério da Saúde provocou um desabastecimento de medicamentos que, por pouco, não prejudicou o atendimento das crianças. A situação já está sob controle.

- O desabastecimento é fruto da banalização da Aids. Houve uma queda na prevenção e isso acaba aumentando os índices de contaminação - teme Christina.

Brasil registra 35 mil novos casos de Aids por ano

Presidente do Grupo Pela Vidda, o psicanalista George Gouvêa lembra que a Aids continua matando 12 mil pessoas por ano e que 35 mil novos casos são registrados a cada ano. Para ele, a Sociedade Viva Cazuza é um símbolo na luta contra a doença:

- Qualquer instituição pública teria gasto astronômico para fazer o que a ONG faz. E não teria a mesma qualidade. O governo exige muito de quem presta esse serviço, mas o repasse não cobre nada disso. A Viva Cazuza tem papel relevante, de vanguarda, é um exemplo de administração.

Fonte: O Globo Online