Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Bem Fam CLIPPING - 29/maio/ 2012



CLIPPING - 29/maio/ 2012

Líderes decidem na terça projetos que serão votados pelo Plenário - A reunião de líderes da terça-feira (29) vai decidir quais projetos serão votados pelo Plenário na última semana de maio. Em relação às sessões ordinárias, ainda que a pauta esteja trancada  por oito medidas provisórias, Marco Maia já anunciou que não serão votadas MPs na próxima semana. Isso porque as duas primeiras que trancam a pauta (556/11 e 557/11) perderão a validade em 31 de maio e não houve acordo ou tempo hábil para analisá-las pela Câmara e pelo Senado antes do fim do prazo. A MP 556/11 trata de questões tributárias e recebeu um relatório do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) com mais de 15 modificações, algumas polêmicas. Já a MP 557/11 cria um cadastro nacional para acompanhamento de gestantes com o objetivo de prevenir a mortalidade materna, principalmente nas gestações de risco, e também poderá perder o prazo porque ainda não teve o relatório divulgado.
Discriminação contra gênero, opção sexual e procedência regional poderão fazer parte do Código Penal - Discriminar uma pessoa por ser mulher, homossexual ou nordestina pode virar crime inafiançável. A Comissão Especial de Juristas encarregada de elaborar proposta para um novo Código Penal aprovou a alteração do artigo 1º da Lei 7.716/1989, conhecida como Lei do Racismo, para proibir a discriminação também por gênero, opção sexual e procedência regional. O texto já prevê a punição para "discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional". O novo texto trata de outro assunto delicado: a discriminação da mulher no mercado de trabalho. Ao incluir o preconceito de gênero entre os previstos na lei, as empresas públicas e privadas ficam proibidas de demitir, deixar de contratar ou dar tratamento diferente em função de cor, raça, gênero, procedência ou opção sexual. A inclusão expressa da diferença salarial na lei chegou a ser discutida entre os juristas, mas acabou rejeitada sob o argumento de que criminalizar a diferença salarial entre homem e mulher poderia acabar prejudicando a contratação da mão de obra feminina.
China promete corrigir desequilíbrio entre gêneros do país - Um funcionário do governo chinês responsável pelo planejamento familiar garantiu que a China fará mais esforços para melhorar o desequilíbrio entre gêneros do país. As autoridades combaterão de maneira mais rigorosa os exames pré-natais ilegais de sexo e os abortos seletivos, que são considerados as principais causas da disparidade entre os sexos, de acordo com Wang Xia, chefe da Comissão Nacional de Planejamento Familiar.
Seguridade aprova ampliação de exames preventivos de câncer de mama - A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, proposta que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a incluir a realização de exames para identificação de biomarcadores entre as ações destinadas à detecção precoce de câncer de mama. O texto aprovado é um substitutivo da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ao Projeto de Lei 6759/10, do Senado, que obriga o SUS a assegurar a realização de exames para identificação de biomarcadores para os cânceres de mama e do trato genital nas mulheres com antecedentes pessoais ou familiares dessas doenças. O texto da relatora, no entanto, excluiu a referência aos cânceres do trato genital. Feghali disse que retirou essa referência porque, em casos de câncer de ovário e do endométrio, muitas mulheres apresentam resultados falso-positivos. O projeto altera a Lei 11.664/08, que estabelece a gratuidade da assistência integral à saúde da mulher, incluindo prevenção, detecção, tratamento e controle dos cânceres do colo uterino e de mama. A lei cita especificamente o exame citopatológico do colo uterino a todas as mulheres que já tenham iniciado sua vida sexual, independentemente da idade; e o exame mamográfico a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade. O substitutivo aprovado pela comissão reduz a idade para a realização de exame mamográfico de 40 para 35 anos, no caso de mulheres consideradas como grupo de risco.
Audiência na Câmara discutirá inclusão de vacina contra HPV no calendário do SUS - A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realizará nesta terça-feira, 29 de maio, audiência pública sobre o Projeto de Lei 6820/10, do Senado, que inclui a vacina contra o vírus HPV (papilomavírus humano) no calendário de vacinações do Programa Nacional de Imunizações. As vacinas oferecidas por meio do programa são gratuitas. O debate foi proposto pelo relator, deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), com o objetivo de aperfeiçoar a proposta. "No Brasil, o Ministério da Saúde registra aproximadamente 137 mil novos casos a cada ano. Os números são alarmantes e revelam que é preciso intensificar as ações de conscientização da população sobre como evitar o contato com o vírus. A vacinação e o uso de preservativos estão entre as formas mais eficazes de prevenção da doença. Entretanto, a vacinação no Brasil está disponível atualmente somente na rede hospitalar privada e custa cerca de R$ 300 a dose", disse ele. A vacina protege contra os tipos mais graves do HPV: 6, 11, 16 e 18. Os dois últimos são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo uterino.
Brasil tem 4ª maior população carcerária do mundo e superlotação - Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O déficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desrespeito a direitos humanos no País. Ao ser submetido na semana passada pela Revisão Periódica Universal - instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU -, o Brasil recebeu como recomendação "melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação". Segundo o defensor público Patrick Cacicedo, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo, algumas unidades prisionais estão hoje funcionando com o triplo de sua capacidade. Em algumas delas, os presos têm de se revezar para dormir, pois não há espaço na cela para que todos se deitem ao mesmo tempo, "A superlotação provoca um quadro geral de escassez. Em São Paulo, por exemplo, o que mais faz falta é atendimento médico, mas também há (denúncias de) racionamento de produtos de higiene, roupas e remédios", disse o defensor.
Contraceptivos "de longo prazo" são mais eficientes, diz estudo - Mulheres que optam como métodos contraceptivos a pílula, o adesivo, ou o anel vaginal têm vinte vezes mais chances de ter uma gravidez indesejada do que aquelas que utilizam métodos de uso prolongado, como DIU (dispositivo intrauterino) ou implantes. "Este estudo é a melhor evidência que temos que métodos reversíveis de longa duração são muito melhores que os outros", afirmou Jeffrey Peipert, um dos autores. "Dispositivos intrauterinos e implantes são mais eficientes porque as mulheres podem esquecer deles depois de colocados". A inserção do DIU é realizada por uma enfermeira ou por um médico, mas poucas mulheres conseguem lidar com o alto custo de aplicação, de cerca de US$ 500 (R$ 1000,00). Mas "quando os DIU são providos sem custo, cerca de 75% das mulheres escolhem esse método, disse Winner. Isso significa que um uso maior desses tipos de métodos contraceptivos por adolescentes e mulheres jovens poderia prevenir substancialmente gravidezes indesejadas.
Justiça nega pedido de aborto de feto portador de síndrome - A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de interrupção de gravidez feito pela mãe de um feto diagnosticado com a Síndrome de Patau (anomalia que pode gerar má formação de vários órgãos e retardo mental). O caso foi julgado pelo juiz 20ª Vara Cível de Belo Horizonte, Renato Luiz Faraco, que se baseou no parecer do Ministério Público (MP) e da defensora pública representante do bebê que vai nascer. A gestante alegou que o aborto seria necessário porque a gravidez é de risco e a síndrome pode limitar a vida do bebê. Com o parecer técnico do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde, que atestou que a Síndrome de Patau não é incompatível coma vida, não tendo motivo para o aborto, o MP considerou a justificativa da gestante infundada.
Bullying vira crime - Conhecido como bullying, o ato de assédio moral e violência física ou psicológica praticado intencionalmente contra uma criança passará a ser crime. A comissão que elabora o anteprojeto de revisão do Código Penal estabeleceu pena de um a quatro anos de prisão para os condenados por "intimidação vexatória" que forem maiores de idade. Atualmente, nenhuma lei regulamenta o tema. Os integrantes debateram a eficácia da criminalização, uma vez que, segundo a defensora pública Juliana Garcia Belloque, o bullying costuma ser praticado por menores, que são isentos de qualquer pena. O relator da comissão, Luiz Carlos Santos, ponderou que há casos da prática do crime por adultos. De acordo com o texto aprovado, a intimidação vexatória se caracteriza pela produção de sofrimento físico, psicológico, a partir do ato de "intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, agredir ou segregar, valendo-se o autor ou autores de pretensa situação de superioridade".
Comissão de juristas sugere descriminalização do uso de drogas - A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta segunda-feira (28) incluir na lista de sugestões que será enviada ao Congresso a descriminalização do uso de drogas. As propostas da comissão, consolidadas, devem ser encaminhadas até o final de junho. Apenas após votação nas duas Casas as sugestões viram lei. Atualmente o uso de drogas é crime, porém não é punido com prisão. O texto aprovado pela comissão deixa de classificar como crime o uso de qualquer droga, assim como a compra, porte ou depósito para consumo próprio. A autora da proposta, a defensora pública Juliana Belloque, afirmou que se baseou na tendência mundial de descriminalização do uso e na necessidade de diminuir o número de prisões equivocadas de usuários pelo crime de tráfico. A comissão aprovou uma exceção em que o uso de drogas será crime: quando ele ocorrer na presença de crianças ou adolescentes ou nas proximidades de escolas e outros locais com concentração de crianças e adolescentes.
ONG suspeita de fraude fica livre para pedir convênios - Pivô do escândalo que derrubou em 2011 o ex-ministro dos Esportes Orlando Silva, a organização não governamental (ONG) Pra Frente Brasil, com sede em Jaguariúna, não foi incluída na lista de entidades impedidas de manter convênios com o governo federal. A ex-jogadora de basquete Karina Valério Rodrigues (PCdoB), presidente da ONG, disse ao Estado, por volta das 17h10, que pretende reestruturar o trabalho com crianças carentes e já estuda entrar com pedido para receber novos repasses do governo federal. A ONG da ex-jogadora recebeu cerca de R$ 32,1 milhões em recursos da União desde 2003, ano de sua fundação. A entidade oferecia atividades esportivas gratuitas a crianças carentes em 18 municípios paulistas. Uma investigação do Ministério Público Estadual, porém, apontou que a entidade não aplicava de forma integral os recursos transferidos pelo governo federal.
Schin tira anúncio do ar após queixa de gays - A Schincariol retirou do ar uma propaganda da Nova Schin após a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis) acusá-la de discriminatória. Na peça, amigos se encantam com uma mulher em uma festa de são João -até um deles se aproximar e descobrir que era um travesti. "Se trocar por um negro, um obeso, ninguém vai fazer piada. Por que com travesti fazem?", disse o presidente da ABGLT, Toni Reis, que enviou ofício ao Conar. A Schincariol disse que retirou a peça do ar "em respeito às pessoas que se sentiram, de alguma forma, ofendidas e discriminadas".

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Brasil, homens devem se vacinar contra HPV #forumongaidsrj #HPV #VACNAS RT PF @leite232000

Infelizmente na rede pública aqui do RJ a situação é triste, o filho de uma amiga estava com supeita de hpv e teve de pagar pra fazer o exame pois tentou sem sucesso pela rede "pública" .

 
Marcos Moreira


Por alto número de casos de câncer de pênis no Brasil, homens devem se vacinar contra HPV

 
HPV está associado à metade dos casos de câncer de pênis
Lilian Ferreira
Do UOL, em São Paulo
O Ministério da Saúde discute incluir a vacina contra o HPV (papilomavírus humano) no Programa Nacional de Imunização. Se aprovada, a vacina será para meninas de 9 anos a 13 anos, com custo em torno de R$ 600 milhões anuais. Apesar disso, o secretário da Comissão de Doenças Infecto-Contagiosas em Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo, José Eleutério Junior, acredita que a vacina também deveria ser aplicada em homens.
Há uma intensa discussão científica global sobre o público alvo destas campanhas públicas. Isto porque o HPV está relacionado a praticamente 100% dos casos de câncer de colo de útero (o segundo que mais afeta as mulheres), mas também está associado a pelo menos metade dos casos de câncer de pênis.
“No Brasil, em especial, é aconselhável vacinar homens porque a incidência de verrugas é alta. O país é o segundo com maior número de casos de câncer de pênis no mundo. São de 5 a 11 casos para 100 mil habitantes, dependendo da região. Nos EUA, é 0,5 para 100 mil”, explica.
O HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Dados indicam que 80% da população entrou em contato com o vírus alguma vez na vida. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), 25% das brasileiras estão infectadas, apesar de só 3% a 10% delas desenvolverem um câncer relacionado.
O lado masculino
Um estudo holandês publicado no periódico PLoS Medicine de dezembro de 2011 discute a eficiência das campanhas públicas de vacinação apenas para meninas. As conclusões são de que, apesar de a transmissão de homens para mulheres ser mais ineficiente, o que tornaria a vacinação de homens mais efetiva para reduzir a infecção em todos os níveis, as campanhas atuais têm sido suficientes.
Jeremy D. Goldhaber-Fiebert, professor da Universidade de Stanford, nos EUA, escreveu um editorial sobre o artigo em que afirma que a vacinação masculina não só diminuiria as doenças relacionadas ao HPV diretamente nos homens, como também reduziria a circulação do HPV na população, indiretamente melhorando a proteção das mulheres. Entretanto, o estudo conclui que a melhor estratégia é que a cobertura da vacinação contra o HPV em mulheres seja o mais abrangente possível.
No Brasil, o projeto de lei da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) propõe a vacinação gratuita para mulheres entre 9 a 40 anos, porém o Ministério da Saúde é contra a inclusão da vacina por lei e prevê a vacinação na rede pública apenas para meninas de 9 a 13 anos. Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, a ampliação do acesso ao exame de papanicolau e a melhoria do tratamento das lesões seriam a melhor solução para as mulheres em idade correspondente com a vida sexual.
O professor americano é contrário a esta ideia e defende a vacinação como o melhor método para combater o câncer de colo de útero. "É melhor prevenir o desenvolvimento do câncer com a vacina. Vale lembrar que muitas mulheres em países em desenvolvimento não tem acesso aos exames [periódicos de papanicolau que detectam lesões pelo vírus]", destacou. Grazziotin lembra que os Estados do Norte do país apresentam as maiores taxas de mortalidade pela doença, exatamente pela falta de acesso ao tratamento.
Vacinas
Existem duas vacinas contra o HPV, a quadrivalente e a bivalente. A quadri cria anticorpos para os dois principais tipos do vírus causadores do câncer (16 e 18) --os mesmos da bivalente --e também para dois tipos que geram verrugas genitais (6 e 11).  A vacina protege contra 70% dos casos de câncer de colo do útero.
A maioria dos países adota no sistema público a vacina quadrivalente. O Reino Unido divulgou no final de 2011 que a partir de setembro deste ano irá substituir a vacina dupla (fornecida desde 2008) pela quádrupla. Segundo pesquisa feita na Austrália, houve redução de 90% das verrugas genitais com a vacinação no sistema de saúde do país.
Para Eleutério Junior, é importante também proteger a população contra as verrugas genitais. “Temos cerca de 30 milhões de pessoas com verrugas todo ano no Brasil. Assim, é de interesse geral vacinar não só para prevenir o câncer, como também a própria DST”, conta.
A vacina, hoje só é fornecida na rede privada e custa cerca de R$ 400 a dose. Ela é aplicada em três doses. Para o governo, cada dose deve sair por US$14 mais impostos. Eleutério destaca que a decisão do governo por uma ou outra vacina deve ser pelo preço mais competitivo.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vacinação contra HPV, o exemplo da Austrália

Há alguns meses, vimos um ministro de Estado do Brasil, defendendo a ideia de que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deveria aplicar dinheiro público (mais de R$500 milhões) na fusão de dois grupos de supermercados (um brasileiro e outro francês).

Há poucos dias, um ex-jogador de futebol, um "fenômeno", em entrevista coletiva, não teve medo ou vergonha de dizer que não se faz Copa do Mundo com hospitais (respondia sobre dinheiro público na construção de estádios de futebol).
Diante disso, defendendo a área em que atuo, sinto-me no dever de exigir mais atenção e mais insumos para a saúde pública, em especial, para as doenças causadas por HPV. Há muito se conhece a carga de doenças produzidas pelos HPVs: das neoplasias intraepiteliais e cânceres anogenitais ao condiloma acuminado (verrugas anogenitais e bucais), passando por papilomatose respiratória recorrente e cânceres de cabeça e pescoço (boca, faringe, laringe).
O combate a estas doenças é uma preocupação mundial, tanto que, em 2008, o professor Harald zur Hauzen foi laureado com o Prêmio Nobel de Medicina pelos seus trabalhos envolvendo o câncer de colo uterino e os HPVs.
Desde 2006 já existe vacina profilática contra HPV, e os gestores públicos de praticamente todos os países ditos desenvolvidos a oferecem, gratuitamente, na rede pública. Neste contexto, destaca-se a Austrália, país que obteve o maior índice de diminuição da incidência de doenças causadas por HPV por meio de vacinação.
Recentemente, mais um trabalho sobre o assunto foi publicado em periódico científico: Read TRH, Hocking JS, Chen MY, Donovan B, Bradshaw CS, Fairley CK. The near disappearance of genital warts in young women 4 years after commencing a national human papillomavirus (HPV) vaccination programme. Sex Transm Infect 2011;87:544-547. Desta publicação, destacamos a figura que se segue, uma imagem que fala por si.
Ao final do texto, os autores concluem: “The dramatic decline and near disappearance of GW in women and men under 21 years of age, 4 years after commencing this programme, suggest that the basic reproductive rate has fallen below one.”
Com base nessas experiências bem-sucedidas, não nos resta outra alternativa se não dizer que os gestores públicos brasileiros, ao não disponibilizarem vacinas contra HPV, principalmente para a população jovem brasileira, deveriam ser responsabilizados civil e criminalmente. Isso porque, ao negarem este benefício para a população, estão fortalecendo práticas que perpetuam as doenças infectocontagiosas causadas por HPV.

Finalizando, nossos aplausos a alguns gestores públicos brasileiros, como os do município de Campos dos Goytacazes (RJ), que, numa ação inovadora, oferecem, há mais de um ano, vacinação contra HPV na rede pública.

Por outro lado, nossas vaias, muitas vaias, para o Ministério da Saúde e presidência do Brasil que insistem em negar à população brasileira essa eficaz e segura proteção contra as doenças causadas por HPV.

Niterói, 14 de dezembro de 2011.

Mauro Romero Leal Passos
Chefe do Setor de Doenças Sexualmente Transmissível da Universidade Federal Fluminense
Editor-chefe do Jornal Brasileiro de DST

Universidade Federal Fluminense
Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis
Outeiro de São João Batista – Campus do Valonguinho
Centro – Niterói – RJ. Cep. 24-210-150
Tels.: 55 (21) 2629-2495/2495
www.dst.uff.br - dst@dst.uff.br

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Anvisa aprova vacina contra HPV para homens




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina contra o HPV para pessoas do sexo masculino com idade entre 9 e 26 anos. A decisão foi baseada em estudos apresentados pela empresa Merck Sharp&Dohme e publicados no New England Journal of Medicine; foi formalizada no dia 5 de maio e publicada no Diário Oficial da União de 23 de maio deste ano.
A vacina quadrivalente, a mesma utilizada para mulheres, atua contra os tipos 6, 11, 16 e 18 da doença e terá efeito na prevenção de verrugas genitais externas. O estudo não demonstrou, porém, a eficácia da vacina para outros desfechos clínicos como a prevenção de lesões pré-cancerosas genitais, câncer peniano, perineal e perianal ou câncer anal.

HPV e câncer
Um levantamento do Hospital A. C. Camargo, de São Paulo, mostrou que o número de casos de câncer de boca associados ao HPV aumentou de 3% para 32% nos pacientes de até 40 anos nos últimos 15 anos.
No caso dos tumores de orofaringe - sistema que abrange as amígdalas, a língua e o palato - a porcentagem de pacientes que apresentam infecção por HPV aumentou de 23% para 80% no mesmo período. POR:Yahoo!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Congresso DST Curitiba, Anvisa, Vacina HPV para Homens

   Text: English / Português


Amigos,
Durante o Congresso da Sociedade Brasileira de DST, Curitiba 18-21 de maio de 2011, debatemos muito sobre essas doenças, que tanto angustiam a humanidade.
Diga-se, foi um dos melhores congressos sobre o tema já realizado no Brasil.
Vários foram os pontos altos.
O simpósio Câncer anal e DST abordou, de forma magnífica, o papel do HPV. Principalmente, envolvendo homens que fazem sexo com homens.
Muitos foram os trabalhos apresentados sobre HPV. Entre eles, um estudo feito no Laboratório de Virologia da Universidade Federal Fluminense analizou 135  pacientes com câncer de pênis e encontrou HPV em 60% dos casos. Entre os tipos de HPV encontrados destacam-se os HPVs 16, 45, 18, 6 e 11.
Pessoalmente, eu enfatizei durante todas as minhas apresentações a equidade nas ações de proteção de DST para ambos os sexos. E isso envolve rastreio de agentes e de lesões e uso de preservativos e de vacinas.
Ontem, para enriquecer o nosso arsenal, a ANVISA liberou para uso em pessoas do sexo masculino de 9 a 26 anos, a vacina quadrivalente contra HPV 6, 11, 16 e 18.
Cabe, agora, aos segmentos envolvidos (profissionais de saúde e de educação, mídia, gestores e população) colocar em prática o que a ciência tem, no momento, para combater os agravos causados pelos HPVs.
Mauro Romero Leal Passos
Professor associado, chefe do Setor de DST da Universidade Federal Fluminense
 
Friends,
During the Congress of the Brazilian Society for STD, Curitiba 18-21 May 2011, talked a lot about these diseases, which afflict much of humanity.
Incidentally, was one of the best conferences on the subject ever in Brazil.
There were several high points.
The symposium discussed STDs and anal cancer, magnificently, the role of HPV.
Mainly involving men who have sex with men.
Many were the papers presented on HPV. Among them, a study done in the Virology Laboratory of the Universidade Federal Fluminense analyzed 135 patients with penile cancer and found HPV in 60% of cases.
Among the types of HPV include HPV was 16, 45, 18, 6 and 11.
Personally, I emphasized during my presentations all the equity in the protective actions of STD for both genders.
And that involves tracing agents and injuries and use of condoms and vaccines.
Yesterday, to enrich our arsenal, ANVISA released for use in males 9-26 years, the quadrivalent vaccine against HPV 6, 11, 16 and 18.
It is now for the segments involved (health professionals and education, media, managers and people) to put into practice what science has at present to combat the diseases caused by HPV.
Mauro Romero Leal Passos
Associate Professor, Chief of the Division of STD Fluminense Federal University



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sábado, 14 de agosto de 2010

Alunas tomam vacina anti-HPV em Barretos

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FOLHA DE S. PAULO - SP | SAÚDE

CAMISINHA | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | HPV

14/08/2010

Alunas tomam vacina anti-HPV em Barretos

Imunização contra o vírus será feita antes do início da vida sexual para ser mais eficaz

JULIANA COISSI

DE RIBEIRÃO PRETO

O Hospital de Câncer de Barretos (423 km de SP) vai vacinar de graça 2.000 alunas de 12 anos em escolas públicas e particulares contra o HPV. O vírus sexualmente transmissível é um dos principais responsáveis pelo câncer do colo de útero.

Hoje, o remédio só está disponível na rede privada. O custo varia de R$ 300 a R$ 400 por dose -são necessárias três doses.

A vacinação em Barretos é parte de uma pesquisa que começa em setembro e envolverá, nesta primeira etapa, duas escolas municipais e seis particulares. A rede estadual será imunizada a partir de março de 2011.

A vacina contra HPV é recomendada para mulheres de 9 a 26 anos. A eficácia é maior se ela for aplicada antes do início da vida sexual.

Segundo o coordenador do departamento de ginecologia oncológica do HC, José Humberto Tavares Guerreiro Fregnani, o estudo vai avaliar se o foco na escola é uma boa estratégia para a imunização e como será a aceitação de pais e alunas.

O grupo quer, ainda, avaliar a evolução do organismo das meninas, quando se tornarem sexualmente ativas.

A vacina protege contra os vírus 6, 11, 16 e 18. Os dois primeiros causam as verrugas genitais. Os demais são associados ao câncer no colo do útero, vagina e vulva.

O médico lembra que, mesmo imunizadas, as adolescentes devem usar CAMISINHA para se proteger de outros tipos de HPV e das demais doenças sexualmente transmissíveis.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mulher gasta mais de dois salários mínimos com vacina contra o HPV R7 26/07/2010 O Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV, onde ma

Mulher gasta mais de dois salários mínimos com vacina contra o HPV

R7

26/07/2010

O Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV, onde mais de 685 mil pessoas vivem com o vírus. A doença sexualmente transmissível, causada por relação sexual desprotegida ou contato genital, é a quarta mais comum no país, com números acima dos casos de AIDS, que acomete 630 mil brasileiros, de acordo com o Departamento DE DST e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Segundo os médicos consultados pelo R7, a forma mais eficaz de prevenção contra a doença, além do uso da camisinha, é a vacina contra o HPV, disponível no país somente em clínicas privadas. Cada dose custa de R$ 240 a R$ 380, dependendo de sua composição.

Como são necessárias três doses para que o organismo fique protegido contra os tipos mais perigosos do vírus HPV (existem mais de cem), a imunização não sai por menos de R$ 1.000, ou mais de dois salários mínimos.

A vacinação contra o HPV é indicada para mulheres de 9 a 26 anos, com o intuito de prevenir o contágio antes do começo da atividade sexual e durante seu ápice. No Brasil, a maioria das infecções ocorre entre 15 e 25 anos da idade.

Vacina previne contra câncer de colo de útero

O principal objetivo do produto é proteger a mulher do câncer de colo de útero, que é a quarta causa de morte entre as brasileiras, explica a infectologista pediatra Lily Yin Weckx, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). A transmissão do vírus do HPV é responsável por 90% dos casos deste tipo de câncer relatados no país, que acomete mais de 18 mil mulheres por ano e mata ao menos 4.000, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Segundo a infectologista, os homens também podem se vacinar desde que apresentem receita médica, assim como mulheres com idade superior a faixa etária indicada.

- A vacina é mais indicada às mulheres porque elas correm risco de pegar o câncer de colo de útero. Por mais que os homens possam contrair o HPV, o câncer de pênis, possível por causa do vírus, são bem mais raros.

Até o ano que vem, no entanto, pode haver mudanças na bula da vacina. O laboratório MSD, fabricante de uma das vacinas vendidas no Brasil, informou ao R7 que já fez pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para estender a faixa etária da vacina para mulheres de 27 a 45 anos e indicá-la a meninos de 9 a 26 anos.

Por que a dose é tão cara?

O preço de qualquer vacina tende a ser alto quando se chega ao mercado, pois suas vendas ainda estarão pagando os custos muito elevados de produção, explica o Renato Kfouri, diretor da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações). No caso do Brasil, a situação piora, pois as duas vacinas disponíveis são importadas.

- Toda vacina nova que se desenvolve tem um custo gigantesco. Tem que testar níveis de sangue, desenvolver nos laboratórios, testar em animais e em humanos, tudo durante muitos anos e em vários locais do planeta, com milhares de pessoas, sendo que às vezes não dá certo.

Kfouri explica que, da mesma forma que uma vacina demora para chegar ao resultado esperado, é necessário tempo para ela se fixar no mercado e se tornar viável a todos.

- Depois que o mundo inteiro usar, aparecer concorrentes, quebrar a patente e aumentar a produção, a tendência é que o preço caia, havendo a possibilidade da incorporação no sistema público.

O alto custo impede muitas brasileiras de se protegerem efetivamente contra o HPV, observa o infectologista pediatra José Geraldo Leite Ribeiro, da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais.

- A gente estima que somente 8% das meninas brasileiras podem se vacinar em clínicas privadas. Por isso é necessário que o país se planeje em um tempo mais curto possível para tentar a inclusão da vacina no sistema público.

Falta dinheiro para oferecer vacina de graça

A incorporação da vacina do HPV no calendário nacional de vacinação, cujas vacinas são oferecidas de graça, ainda não é uma realidade no Brasil, mas está nos planos do Ministério da Saúde. Em parecer técnico enviado à reportagem, o ministério, em parceria com o Inca, afirma que sua introdução no PNI (Programa Nacional de Imunizações) implicaria em um impacto de R$ 1,857 bilhão, apenas para a cobertura da faixa etária de 11 a 12 anos, enquanto todo o orçamento do programa é de R$ 750 milhões ao ano, segundo dados dados de 2008.

Mesmo que o governo negue a incorporação da vacina no curto prazo, o R7 apurou que o ministério estuda a introdução da vacina contra o HPV no calendário nacional por meio de um comitê de acompanhamento formado por várias entidades de saúde. Na escala de prioridades, a adoção da vacina contra o HPV no calendário estaria atrás apenas do imunizante contra a varicela (catapora), mas ainda não há uma data para que isso ocorra.

Mas, antes de universalizar a dose de prevenção ao HPV, o governo trabalha em busca de condições para produzir a vacina no Brasil. A transferência de tecnologia tende a baratear o preço da dose.

Atualmente, pelo SUS só é possível fazer exames que diagnosticam a doença em postos de coleta de exames ginecológicos, localizados em postos de saúde e hospitais públicos, onde são feitos testes gratuitos de HPV.

cortesia: Clipping Bem fam(26/07/010)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vacina CONTRA hpv

Vacina contra HPV para adultas

iG São Paulo

12/02/2010

Dose é disponível só para adolescentes. Anvisa estuda estender público alvo

Estudo internacional mostrou eficácia da vacina em mulheres de 24 a 45 anos

As mulheres entre 26 e 40 anos podem ganhar um importante aliado no combate ao HPV, um vírus transmitido pelo contato sexual, líder em infecção e principal responsável pelo câncer de colo de útero.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para este grupo etário. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais.

O pedido de ampliação de público foi feito pelo produtor da vacina, o laboratório Merck Sharp. Segundo os responsáveis pela empresa, estudos atestaram que a mesma dosagem da vacina contra o HPV aplicada em adolescentes e jovens é eficaz na mulher adulta.No total, 12 países já estão aplicando as doses nas mais velhas, entre eles Chile, Canadá e Austrália.

“Um dossiê foi encaminhado à Anvisa informando sobre a segurança de aplicação em mulheres mais velhas”, afirmou o ginecologista Nelson Vespa, responsável da Merck no Brasil pelas pesquisas com a vacina.

O especialista explica que o dossiê foi baseado nos resultados de um estudo internacional feito com 3.819 mulheres entre 24 e 45 anos, com duração de quatro anos. Ele mostrou que, também neste público, a vacina é eficaz para prevenir: a infecção persistente, as lesões de baixo grau, as lesões pré-cancerígenas de alto risco para o colo do útero, a vagina e a vulva, além de lesões genitais externas e verrugas genitais. Se a mulher nunca teve contato com nenhum tipo de vírus do HPV – são mais de 100 existentes – a eficácia de proteção é de 91%. “Atestamos também que, caso a paciente já tenha sido contaminada, a vacina auxilia em prevenir a evolução da doença”, afirma Vespa.

Além da Merck, o laboratório GSK produz uma outra vacina contra o HPV de eficácia já confirmada pelas autoridades sanitárias. Esta imunização também só está disponível na rede particular de saúde e para pessoas do sexo feminino entre 10 e 25 anos.

A Anvisa informou que já analisou o pedido de extensão etária para aplicação da vacina feito pela Merck. A Agência solicitou mais informações ao fabricante. A expectativa é que a aprovação – ou não – saia ainda este ano.

Uma coleção de casos

A infecção pelo HPV é uma doença transmitida pelo sexo sem proteção, que pode afetar homens e mulheres e, se não tratada, pode evoluir para o câncer de colo de útero. Na maior parte dos casos não há sintomas. Quando ocorrem, eles são caracterizados por verrugas ou manchas brancas na área genital. O exame principal para a detecção da doença nas mulheres é o papanicolaou.

Apesar de não existir um levantamento consolidado dos casos do chamado papiloma-vírus humano (nome científico do HPV) no País, os médicos estimam que a doença já afetou – ou vai afetar – 75% da população sexualmente ativa do País. Um estudo recém publicado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avaliou os 56.803 casos de DSTs notificados entre janeiro de 2007 e junho de 2009 e constatou que uma em cada três registros era relacionado ao HPV (32,6%).

As projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca) também reforçam a perigosa disseminação do papiloma-vírus humano. Até o final deste ano, o Brasil vai acumular 18.430 novos casos de câncer de cólo de útero. Ele é o segundo tipo de câncer que mais mata a população feminina, atrás apenas da neoplasia de mamas.

Vacinas na rede pública

A perigosa disseminação de casos de HPV fez com que um grupo de especialistas de reunisse para estudar a implantação da vacina no calendário público de imunização. No ano passado, por meio de verba repassada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, foi implantado o primeiro Instituto Nacional de Pesquisa em HPV.

Uma das missões da entidade é mapear a prevalência da doença entre os brasileiros e brasileiras e traçar estratégias para garantir as doses gratuitas. “Essa é uma meta muito importante para o Instituto do HPV, mas que ainda não foi abordada na prática. Nos próximos meses, esperamos determinar ações para disparar projetos que discutam a implantação das vacinas profiláticas contra o HPV na rede pública”, afirma a médica Luisa Lina Villa, diretora do Instituto e também pesquisadora do Instituto Internacional Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer.

O Ministério da Saúde, o Inca e representantes dos departamentos de imunização de todo País também formaram uma câmara técnica para discutir a adoção da vacina na rede pública. O último posicionamento, afirmou o Inca, reconheceu a importância da vacinação gratuita – em especial para o público adolescente – mas alega que primeiro é preciso ter noção mais clara sobre a incidência do vírus HPV no Brasil.

Isso porque as vacinas existentes só protegem contra quatro dos mais de 100 tipos de vírus HPV. Ainda que os contemplados pela imunização sejam os mais comuns, não há um estudo sobre qual deles é o que mais circula no Brasil. Outra limitação apontada pelas autoridades brasileiras é o custo das doses.

“A introdução da vacina na rede pública significaria um impacto de R$1,857 bilhão, apenas para cobertura da faixa etária de 11 a 12 anos. Como comparação, ressalta-se que o orçamento do Programa Nacional de Imunização é de R$ 750 milhões/ano”, afirma o grupo em documento.

Enquanto a vacina não entra no calendário público, ela pode ser adquirida na rede privada. Apesar disso os especialistas ressaltam que a melhor forma de prevenção ainda é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.

Veja algumas clínicas privadas que oferecem a vacina*

São Paulo (São Paulo)

Clinivac Imunizações

Tel.: (11) 3845-1655

Preço: R$ 380 a dose

IMUNE Vacinações

Tel.: (11) 5051-5259

Preço: R$ 380 a dose

Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

Kinder Clínica

Tel.: (21) 2521-5777

Preço: R$ 390 a dose

Espírito Santo (Vitória)

Centro de Vacinação da Praia

Tel.: (27) 3235-9090

Preço: R$ 380 a dose

Minas Gerais (Belo Horizonte)

Instituto H. Pardini

Tel.: (31) 3228-6200

Preço: R$ 380 a dose

Rio Grande do Sul (Porto Alegre)

Hospital Moinhos de Vento

Tel.: (51) 3314-3434

Preço: R$ 475 a dose

Santa Catarina (Joinville)

Clínica Bambini

Tel.: (47) 3423-2000

Preço: R$ 380 a dose

Pará (Belém)

CLIMEP

Tel.: (91) 3181-1644

Preço: R$ 1.077 as três doses

Bahia (Salvador)

Clínica Seimi

Tel.: (71) 3352-8233

Preço: R$ 399 a dose

Paraíba (João Pessoa)

Alergomed

Tel.: (83) 3222-7790

Preço: R$ 390 a dose

* A lista foi retirada do site do fabricante da vacina