Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

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Ativismo Contra Aids/TB

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

SAIU NA IMPRENSA #Clippng #News By AnaDaGloria



26/JAN./2016

O que diz a ciência sobre o risco de transmissão sexual do vírus da zika?
BBC Brasil

OMS admite que ainda pouco se sabe sobre outras formas de transmissão do vírus da zika

A possível transmissão sexual do vírus da zika ainda não foi comprovada cientificamente, mas também não pode ser descartada, com base em dois casos citados pela literatura científica.

Apesar de destacar a transmissão pelo mosquito como a via principal de contágio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que a compreensão a respeito de outras vias é limitada.

"O zika foi isolado no sêmen humano, e um caso de possível transmissão sexual foi descrito. No entanto, mais provas são necessárias para confirmar se o contato sexual é um meio de contágio", disse a organização em um documento divulgado nesta segunda-feira.

Médicos ouvidos pela BBC Brasil dizem que, diante desta dúvida a respeito da transmissão sexual, o melhor caminho é a proteção.

"Essa não seria uma forma principal de infecção, mas é importante se prevenir", diz o microbiólogo Davis Ferreira. O uso de preservativo durante a relação sexual é recomendado para grávidas para impedir o contágio de doenças que também podem afetar o feto, como a sífilis e a herpes genital.

Os dois casos a que a OMS se refere não são conclusivos, mas geram cautela.

Em 2013, durante um surto de zika na Polinésia Francesa, o vírus foi detectado no sêmen de um homem de 44 anos. Ele havia apresentado sintomas típicos da infecção por zika: febre, dores de cabeça e nas articulações. Após alguns dias, o paciente notou vestígios de sangue no sêmen e procurou atendimento médico. Exames detectaram o vírus no material coletado.

Neste caso, não houve a comprovação de infecção de uma segunda pessoa pela via sexual, mas, sim, da contaminação do sêmen pelo chamado vírus replicante, ou seja, capaz de gerar a propagação da doença. "Nossas descobertas apoiam a hipótese de que o Zika pode ser transmitido por via sexual", conclui artigo de fevereiro de 2015, disponível no site do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

No segundo caso abordado pela literatura científica, o sêmen do paciente com zika não foi examinado. No entanto, a esposa deste paciente teve a zika diagnosticada e a única explicação plausível seria o contágio sexual.

Foi o caso do cientista americano Brian Foy, em 2008. Ele havia visitado uma região do Senegal afetada por zika e, ao retornar para casa, no Colorado, Estados Unidos, teria infectado sua esposa durante uma relação sexual um dia após seu retorno.

"Vivemos no Colorado, um Estado americano onde não há mosquitos na época do ano em que minha mulher contraiu o vírus. E onde não há ocorrência do Aedes aegypti (o mosquito transmissor do vírus). O mais provável é que minha mulher tenha sido infectada quanto tivemos relações, antes de eu me sentir doente, mas a ciência ainda não está nem perto de provar a possibilidade desse tipo de contágio", conta Foy, em entrevista por telefone à BBC Brasil.

O professor-assistente da Universidade Estadual do Colorado é um dos autores de um estudo que sugere a possibilidade de transmissão do zika por contato sexual. Inicialmente, Foy foi diagnosticado com dengue e médicos não conseguiram descobrir o que tinha se passado com sua esposa. Passou-se um ano até que eles descobrissem que se tratava de zika.

O americano acredita que a repercussão causada pela epidemia no Brasil incentive o financiamento de pesquisas buscando investigar o assunto. Foy afirma não haver dúvidas de que a picada do Aedes aegypti é a forma principal pela qual se pode contrair o vírus, mas defende a importância de que ao menos se descubra mais sobre a via sexual.

"Para atingir uma área de contágio tão extensa de forma tão rápida, o mosquito é a grande explicação. Pode ser até que o contágio sexual represente uma ocorrência rara e, diante dos problemas enfrentados pelas autoridades de saúde dos países afetados, como o Brasil, não esteja no alto da lista de prioridades. Como cientista, porém, sempre acredito na importância de se investigar outras possibilidades", completa.

Em uma entrevista a uma rede de TV americana, Foy relatou ter sido constantemente picado por mosquitos enquanto fazia seu trabalho de campo no vilarejo senegalês de Bandafassi. Voltou para os EUA no final de agosto de 2008 e, dias depois, começou a se sentir mal, com sintomas que variavam de fadiga a dores no momento de urinar, além de inflamações na pele – a esposa teria notado o que parecia ser sangue no sêmen do marido.

Foy pediu ajuda a colegas do CDC, a principal agência voltada para a proteção da saúde pública dos EUA, para identificar a patologia com que tinha sido infectado. O diagnóstico de dengue não o deixou convencido, e muito menos a indefinição sobre o que teria acontecido com a mulher.

Um ano depois, um dos auxiliares do cientista na viagem à África, Kevin Kobylinski, que também ficou doente, estava conversando em um jantar com o entomologista Andrew Haddon, da Universidade do Texas, quando tocou no assunto.

Haddow, por uma grande ironia do destino, é neto de Alexander Haddow, um dos três cientistas que isolaram o zika pela primeira vez, em 1947, quando o extraíram de um macaco na Floresta de Zika, em Uganda. Quando soube que amostras de sangue de Kobylinski e dos Foy ainda estavam preservadas em um laboratório, o entomologista sugeriu que elas fossem enviadas para o virologista Robert Tesh. As três amostras testaram positivo para zika.

Em seu estudo, Foy apresenta outros argumentos para defender a hipótese de contato sexual. Joy, sua mulher, jamais visitou a África ou a Ásia e, na época da publicação do documento, já fazia quatro anos que não deixava os EUA. Antes da epidemia no Brasil e que começa a chegar a outros países da América do Sul, o zika jamais tinha sido reportado no hemisfério Ocidental.

Outros estudos envolvendo doenças transmissíveis por mosquitos há haviam sugerido a possibilidade de contágio sexual. Haddow, por exemplo, aponta para o fato de que a epidemia de zika na Micronésia (Oceania), em 2007, deu margem para especulações sobre este tipo de contágio.

Isso porque a proporção de mulheres infectadas foi 50% maior que a de homens – na maioria das doenças sexualmente transmissíveis, o sexo vaginal oferece riscos de contágio muito maior para as mulheres.

"É a explicação mais lógica. Outra possibilidade é que tivesse sido passado pela saliva ou outros fluidos corporais, mas temos quatro filhos, e eles não ficaram doentes."

Excesso de álcool no carnaval pode provocar arritmias cardíacas, alerta médico
Agência Brasil

A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj) divulgou (25) um alerta sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas para o coração. Segundo o diretor de Qualidade Assistencial da Socerj, Luiz Eduardo Camanho, o consumo de bebidas aumenta não só no carnaval, mas também durante outras datas festivas, e isso pode provocar a chamada Holiday Hearth Syndrome, ou síndrome cardíaca de feriado, descrita em 1978.

De acordo com o cardiologista, há uma relação comprovada entre o consumo excessivo de álcool e a ocorrência de arritmia cardíaca, em especial a fibrilação atrial. O médico ressaltou, porém, que esse excesso de álcool é individual, não há uma dose padronizada ou um volume estabelecido de álcool ingerido que provoque a arritmia cardíaca.

“O uso abusivo de álcool, respeitando os limites de cada indivíduo, representa um gatilho para a ocorrência de arritmias cardíacas, principalmente a fibrilação atrial, que é a arritmia mais comum encontrada na prática clínica, no dia a dia”, explicou Camanho.

 Tais arritmias podem surgir tanto entre pessoas que não estão acostumadas a beber quanto entre as que bebem regularmente. “Independentemente do hábito etílico, a arritmia pode ocorrer, sempre que houver excesso na ingestão de álcool.”

A Sociedade de Cardiologia recomenda bom senso e consumo moderado de bebidas alcoólicas no carnaval e que, ao sentir desconforto, como coração acelerado, sudorese, mal-estar intenso e fraqueza, as pessoas procurem assistência médica imediatamente. É necessário fazer eletrocardiograma e verificar a pressão e a frequência cardíaca, para confirmar o diagnóstico da arritmia.

Camanho acrescentou que também é preciso evitar a mistura de bebidas alcoólicas com energéticos convencionais, que têm grande quantidade de cafeína. Ele explicou que, embora não haja relação direta entre consumo de café e arritmia cardíaca, quando a pessoa ingere uma quantidade excessiva de cafeína e de álcool, acaba tendo dois estimulantes que são deflagradores.

 "O energético entraria aí como mais um fator para a ocorrência de arritmia cardíaca, mas o álcool é a principal causa”, afirmou.

 Durante o carnaval, o médico aconselha os foliões a beber muita água. “[É importante] beber muito líquido, porque o principal efeito do álcool é que ele causa desidratação celular”. Para cada copo de álcool ingerido, deve-se tomar, em média, o dobro de líquido, como água ou mate. “Que [o folião] se hidrate bastante. É fundamental para evitar sintomas em geral.”

SEM INTERNAÇÃO
Informe do dia

As 29 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) administradas pelo governo do Rio são alvo do corte de R$ 700 milhões na Saúde. Além de serem divididas por especialidade médica, as UPAs não aceitarão mais internar pacientes doentes. "Não vai ter mais doente internado em UPA. Vai direto para o hospital" afirma o governador Pezão.

No total, a redução de gastos na área de saúde do estado alcançará R$ 1,2 bilhão - outros R$ 500 milhões serão economizados este ano com a transferência dos hospitais Rocha Faria, em Campo Grande, e Albert Schweitzer, em Realengo, para a Prefeitura do Rio. O governo também vai rediscutir o valor de todos os contratos das organizações sociais (OSs).

Transplantes - Um outro programa que sofrerá cortes é o de transplantes. "Vamos continuar fazendo transplantes, só que nós vamos adequar ao tamanho da nossa arrecadação" diz Pezão.

Ameaça de morte - A diminuição do repasse de recursos para a central de transplantes já é uma realidade desde o fim do ano passado. Médicos que trabalham no atendimento de pacientes à espera das cirurgias têm sofrido até ameaças de morte.

Declarações atrapalhadas podem tirar ministro da Saúde dos holofotes
Jornal do Brasil

O Palácio do Planalto decidiu afastar o ministro da Saúde, Marcelo Castro, dos holofotes e das comunicações sobre os esforços do governo para o combate ao vírus Zika. A informação foi dada pela coluna de Lauro Jardim, no jornal "O Globo".

A estratégia é evitar ruídos diante das recentes declarações do ministro. Nos últimos dias, repercutiu mal o comentário de Castro diante dos jornalistas de que o governo e o país estão perdendo a batalha para o Aedes aegypti.


Na avaliação do Planalto, diante de um microfone o ministro mais atrapalha do que ajuda, conforme a coluna.


Deputado federal, Marcelo Castro pertence à cota do PMDB na reforma administrativa e ministerial que o Palácio do Planalto fez em outubro de 2015, com a finalidade de contemplar ainda mais o maior partido da base aliada e que vinha impondo derrotas às votações do Executivo na Câmara.

terça-feira, 23 de junho de 2015

SAIU NA IMPRENSA 23/Jun./2015

A ativista Rachel Dolezal foi corajosa ao se passar por negra nos Estados Unidos?
DCM

Se há um rótulo que a ativista acusada de se passar por negra Rachel Dolezal não merece é o de covarde. Por mais que a norte-americana possa ter obtido privilégios por meio da farsa, defender a igualdade racial em um país que abriga barbáries como o massacre de nove pessoas negras em uma igreja na Carolina do Sul é tarefa de risco.

Dolezal, inclusive, denunciou anos atrás várias ameaças com teor racista, como cartas e telefonemas anônimos, pichações e um laço de forca pendurando em frente à residência onde morava.

Por mais que as revelações do passado tenham posto em dúvida a veracidade dessas histórias  – apareceu até acusação de plágio em uma de suas pinturas -, as situações são plausíveis, ainda mais pelos cargos ocupados por Dolezal. Presidente da “Associação Nacional pelo Avanço das Pessoas de Cor” (NAACP) na cidade de Spokane e professora de estudos africanos na Universidade de Eastern Washington, tinha credenciais para ser uma das vítimas de Dylann Roof, o autor do massacre na Carolina.

Se ela estivesse na igreja de Charleston no dia do ataque, poderia ser uma das vítimas. Mesmo se ostentasse os cabelos naturalmente lisos e loiros e a pele branca dos tempos de infância, seria abatida se o atirador soubesse do seu trabalho de ativista dos direitos dos negros.

Para defensores da supremacia branca como Roof, o branco que é simpático ou defensor da causa negra não merece o melhor dos tratamentos. Um exemplo disso foi o assassinato de Viola Liuzzo, em 1965.

Uma das poucas brancas ativistas pelos direitos civis dos negros, Viola participou no apoio e organização das Marchas de Selma a Montgomery, um dos mais importantes eventos na luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.

Depois de terminar os trabalhos na última das três marchas, que havia culminado com um discurso de Martin Luther King, Viola sofreu uma emboscada de membros da Ku Klux Klan e foi morta com dois tiros. Como Dolezal, Viola fazia parte da NAACP.

A história de Viola Liuzzo e de James Reeb, morto por espancamento dias antes de Liuzzo, prova que brancos podem ter participação ativa na luta pelos diretos dos negros. Sem precisar recorrer a maquiagem, bronzeamento artificial e permanente afro.

Os motivos que levaram Rachel Dolezal a se fantasiar de negra ainda são desconhecidos. Provavelmente há algum distúrbio psicológico dos grandes por trás do faz-de-conta étnico.

Ela foi chamada de oportunista e de apropriadora da cultura negra nas redes sociais. Mas diante dos riscos que correu ao defender os direitos dos negros, merece um pouco mais de compaixão.

Igualdade no mundo do trabalho, por Eleonora Menicucci
SPM

Somos mais de 51% da população brasileira, representamos quase 40% dos chefes de família, temos mais tempo de escolaridade que os homens, mas ganhamos quase 30% menos do que eles no mercado de trabalho. E, ainda, 65,6% das trabalhadoras recebem até dois salários mínimos, enquanto apenas 27,9% dos homens estão nessa faixa. Esses são pontos que mostram a desigualdade entre mulheres e homens nas relações de trabalho.

Há 10 anos, o governo federal, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, criou o Programa Pro Equidade de Gênero e Raça, que está na 5ª edição. Trata-se de uma das mais eficazes ações para transformar a cultura da discriminação de gênero e de raça na organização do trabalho das empresas. Realizado em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ONU Mulheres e OIT, mais de 80 empresas já aderiram ao programa, que identifica e premia as boas práticas.

O universo de trabalhadoras e trabalhadores envolvidos chega a quase 1 milhão, tornando-se semente de promoção de políticas de igualdade em âmbito muitas vezes avesso a perceber que reproduz discriminações. Afinal, quase sempre se argumenta que a legislação já veda qualquer forma de discriminação nas relações de trabalho.

O impacto do programa tem sido excepcional porque mostra que as empresas aderentes e as que recebem o selo do programa se tornam referência na construção de dinâmica de inclusão de mulheres e da população negra. Há um grupo de trabalho, externo à SPM, que acompanha e avalia as ações previstas no plano de ações proposto pela própria empresa. Em novembro, é a entrega do selo para as instituições premiadas ao longo deste ano.

O mercado de trabalho das grandes e médias empresas é setor privilegiado de emprego e renda. No entanto, a inserção e ascensão das mulheres encontram barreiras específicas. O paradigma central do programa é quebrar com a cultura de discriminação de gênero e raça na organização do trabalho. Talvez a principal evidência seja o fato de que as mulheres entram no mercado, mas não ascendem nas carreiras. Dados do IBGE e da Fundação Getulio Vargas apontam que apenas de 6% a 7% de mulheres chegam aos cargos mais altos de direção nas empresas.

Sou favorável à cota de mulheres nos conselhos de administração de empresas públicas e privadas. Temos que ter clareza de que a cota não é definitiva. Trata-se de política afirmativa que objetiva romper com discriminação secular. E a experiência tem mostrado que a presença das mulheres nos cargos de direção mobiliza mais mulheres, criando dinâmica positiva para a participação.

Há muito tempo as mulheres têm saído de forma ousada para buscar espaços no mundo do trabalho, porém os homens não foram para dentro de casa dividir as tarefas domésticas. Isso continua influenciando as novas gerações e as oportunidades de meninas e meninos. Afinal as mulheres dedicam duas vezes mais tempo aos afazeres domésticos que os homens.

A desigualdade na divisão sexual do trabalho ainda é obstáculo para a igualdade de gênero. Tem impacto profundo na vida e influencia o acesso e as oportunidades de ascensão profissional, transformando-se em barreiras diárias que as mulheres enfrentam dentro e fora de casa. E com efeitos inegáveis nas condições desiguais no competitivo mundo do trabalho.

As condições de emprego e renda são indispensáveis para possibilitar a autonomia sobre a própria vida. Não é por outra razão que nas Casas da Mulher Brasileira, que integram o Programa Mulher Viver sem Violência, foi criado serviço de orientação para o trabalho e renda, incentivo ao empreendedorismo, qualificação profissional e inserção no mercado. Tudo isso contribui para que a mulher seja dona do próprio destino.

Construir condições de igualdade é desafio que engloba muitas áreas. Por isso, não podemos deixar de lembrar que, no início de junho, o país deu um salto na construção da isonomia no mundo do trabalho com a regulamentação da lei que amplia os direitos dos trabalhadores domésticos. O sentido da nova legislação é muito mais do que a ampliação de direitos trabalhistas. Ela reafirma a responsabilidade de romper com cultura e relações de servidão tão cotidianas na história. Discutir o alcance da mudança é tema que merece novo artigo.

Alimentação e nutrição são essenciais para acabar com epidemia de aids até 2030, diz agência da ONU
Fonte : ONU

Segundo os participantes de um evento do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), a nova estratégia do programa para 2016-2021 deve centrar-se na melhoria da qualidade dos serviços prestados às pessoas vivendo com HIV e às mais afetadas pelo vírus. “Pessoas subnutridas vivendo com HIV têm duas a seis vezes mais chances de morrer nos primeiros seis meses de tratamento e a fome é uma das barreiras à adesão em longo prazo.”

O alerta é do consultor sênior de Nutrição e coordenador global do Unaids no Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), Martin Bloem, durante reunião em Genebra, no final de maio.

“Acredito que podemos alcançar os três zeros mas a falta de alimentos e de apoio nutricional ainda é um obstáculo. É hora de priorizar a alimentação e a nutrição na abordagem de aceleração da resposta à aids proposta pelo Unaids”, disse Bloem.

O evento, organizado pelo Unaids e pelo PMA, abordou a importância crítica de alimentos e apoio nutricional tanto para as metas de tratamento 90-90-90 como para a prevenção de novas infecções pelo HIV, especialmente entre as adolescentes e as mulheres jovens.

Os três zeros dizem respeito às metas da ONU para o tema: zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à aids.

Segundo os participantes do evento, a nova estratégia do Unaids para 2016-2021 deve centrar-se na melhoria da qualidade dos serviços prestados às pessoas vivendo com HIV e às mais afetadas pelo vírus.

“Somente colocando as pessoas no centro de nossa atenção é que poderemos chegar ao fim da epidemia da aids. A alimentação e a nutrição são essenciais para alcançarmos as metas”, afirmou o diretor executivo adjunto do Unaids, o brasileiro Luiz Loures.

Vacinas contra HPV podem ser eficazes em menos doses
Notícias Ao Minuto

Caso resultados se confirmem, as vacinas podem chegar a mais pessoas em todo o mundo. 

Um grupo de cientistas cruzou dados de dois estudos – o Ensaio Clínico de Vacinação do HPV na Costa Rica (2005) e o Ensaio Clínico da Vacina do Vírus do Papiloma Humano contra o Cancro em Jovens Adultas (2009) – e chegou à conclusão de que a administração de vacinas contra o vírus do papiloma humano pode ser eficaz em menos doses.
       
Os estudiosos perceberam que uma dose única da vacina Cervarix oferece proteção para os dois genótipos mais carcinogénicos do vírus. Atualmente, a vacina é administrada em três doses. Já a Gardasil, no mercado português, é aplicada em duas doses.

Os resultados mostram que, no caso dos genótipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de cancro do colo do útero, a administração de uma dose ou duas doses tem eficácia semelhante à administração de três doses.

O mesmo não se pode dizer dos genótipos 31, 33 e 45 do vírus, menos carcinogénicos, para os quais a vacina oferece proteção cruzada parcial, quando aplicada em três doses.

Estas evidências levam a que se questione qual a concentração mínima de anticorpos necessária para uma proteção eficaz contra o HPV. “A duração da proteção é uma questão crítica, que ainda temos de abordar. Mas os dados obtidos mostram-nos uma proteção de quatro anos. Serão necessários mais estudos para se verificar a possibilidade de uma proteção mais alargada, idealmente seria de 20 anos”, explicou ao Público um dos autores do estudo.

As conclusões do estudo levam a que se coloque a hipótese de fazer chegar as vacinas contra o vírus do papiloma humano a mais pessoas. “Se este resultado for confirmado, será uma grande oportunidade para alagar a proteção da vacina do HPV a mais pessoas do que aquelas que alguma vez considerámos possíveis. (…) Se for suficiente apenas uma dose, poderão reduzir-se os custos de vacinação e melhorar a distribuição. Isto é especialmente importante para as regiões menos desenvolvidas do mundo”, acrescentou Aimée Kreimer.

Cor-de-rosa choque
Extra! Extra!

A advogada Margarida Pressburger é a nova responsável pela Política das Mulheres do governo do estado, e foi nomeada sub na Secretaria estadual de Assistência Social.

A moça é a única brasileira na subcomissão de Prevenção e Combate à Tortura da ONU.


Superpremiada - Margarida ganhou o prêmio de Direitos Humanos do governo federal em 2012 e também do Conselho Estadual de Direitos da Mulher (Cedim), do governo do estado.

SAIU NA IMPRENSA 22/Jun./2015 By AnaDaGloria


Fé, vida e meio ambiente
Correio Braziliense

O agravamento da crise ambiental, que coloca sob profundo risco a vida no planeta, foi tema, pela primeira vez, de encíclica papal -- Laudato si (Louvado seja). O sumo pontífice Francisco conseguiu conciliar fé e ciência para advertir as nações sobre a responsabilidade coletiva e individual em relação ao futuro da Terra. Não importam a etnia, a condição socioeconômica, a cultura, a origem, os interesses específicos quando a perpetuação de todas as espécies está em jogo.

As descobertas científicas são insuficientes para reverter o curso da degradação. Ou mudamos a relação com a pátria comum da humanidade ou seremos tragados pela irresponsabilidade no trato com o patrimônio ambiental. O papa chama a atenção para a necessidade de revisão do comportamento dos homens e dos líderes das nações com a natureza e os recursos por ela oferecidos.

A resistência dos chefes de Estado em repensar o modelo de produção tem postergado acordo efetivo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Cada um, a seu modo, impõe condições em defesa de objetivos muito particulares, quando deveriam ter preocupação e dedicar energia para as questões globais, que, indistintamente, afetam a todos. A maioria dos modelos econômicos vigentes, com base no consumo desenfreado, se mostraram incompatíveis com o equilíbrio ambiental. Revelaram-se insustentáveis.

Os excessos comprometem as relações humanas e a existência. O planeta dá sinais de exaustão. Entre as muitas advertências, merecem especial atenção as recorrentes tragédias climáticas -- furacões, tsunamis, enchentes, secas, -- e a perda contínua de fontes de água potável. Os povos dos países menos desenvolvidos pagam preço altíssimo frente às desigualdades, que expandem fome e miséria, resultado, em boa parte, da agressão humana ao meio ambiente.

No texto, o papa Francisco faz menção à Amazônia. Em 16 anos (de 1997 a 2013), o desmatamento suprimiu 248 mil km² de floresta, área equivalente ao estado de São Paulo, de acordo com balanço divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Mata Atlântica já perdeu 85% da vegetação. Ambos são biomas com espécies endêmicas, que muito podem contribuir com princípios ativos importantes para a saúde humana. No entanto, são extirpados pela ação irracional do homens, ávidos em acumular fortuna. Falta cuidado e sobra despreocupação com a atual e as futuras gerações.

A carta do papa Francisco não é direcionada apenas aos católicos. É alerta máximo aos indivíduos de todas as nações, e bem pode ser comparada a pedido desesperado de socorro da mãe Terra. Trata-se de versão ampliada do ensinamento de velho líder indígena da Amazônia, chancelado pela autoridade e força política do líder máximo do catolicismo: "Quando não mais houver matas nem rios, o dinheiro não alimentará os homens". A vida terá se extinguido.

Laico, "ma non troppo" (Hélio Schwartsman)
Folha de SP

SÃO PAULO - O Estado brasileiro é laico. Está na Constituição, mais precisamente no artigo 19, que proíbe o poder público de estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los ou manter com eles relações de dependência ou aliança. Eu não poderia concordar mais com esse dispositivo, mas, como o mundo está longe de ser um lugar perfeito ou mesmo lógico, o preâmbulo da Carta invoca a proteção de Deus, o artigo 210 manda as escolas públicas de ensino fundamental oferecerem ensino religioso à criançada e o 150 torna as igrejas imunes a tributos.

Vale, então, refazer a questão: quão laico é o Estado brasileiro? Menos do que deveria. É verdade que poderia ser pior. Basta olhar para países como Arábia Saudita e Qatar, onde a "sharia", a lei muçulmana, é a base das legislações civil e penal. Na vizinha Argentina, é o contribuinte que paga os salários dos bispos católicos. E mesmo nações desenvolvidas não conseguiram se livrar inteiramente do jugo religioso. Na Alemanha e em países nórdicos, o Estado recolhe dízimo para as igrejas.

Se é tão difícil assim que Estados sejam verdadeiramente laicos, por que teóricos da democracia insistem tanto nesse ponto? O problema com as religiões reveladas é que elas trazem absolutos morais. Se a lei foi baixada pelo Altíssimo, só querer discuti-la já é uma ofensa contra o Criador. E utilizar absolutos na política, sejam religiosos ou ideológicos, é ruim porque eles a descaracterizam como instância de mediação de conflitos.

O remédio contra isso é a separação Estado-igreja. Ainda que se revele imperfeita na prática, ela facilita o uso da política como espaço da negociação e, mais importante, favorece a noção de que minorias têm direitos que devem ser preservados mesmo contra a maioria. Aqui, paradoxalmente, o laicismo se torna a principal força a proteger as religiões umas das outras. E Deus e são Bartolomeu são testemunha de que elas precisam dessa guarda.

Puberdade precoce ou tardia aumenta risco de doenças
Veja,com

A idade em que uma criança entra na puberdade pode ser um fator de risco para o desenvolvimento 48 problemas de saúde no futuro - incluindo câncer e diabetes

Meninos e meninas que entram na puberdade muito cedo - ou muito tarde - possuem um fator de risco maior para o desenvolvimento de 48 problemas de saúde quando chegarem à vida adulta. É o que diz um estudo publicado na revista científica Scientific Reports.

A puberdade é um período de transformações físicas e psicológicas relacionadas à maturação sexual que traduzem a transição da infância à adolescência. Para o estudo, definiu-se como precoce as meninas que tiveram a primeira menstruação entre 8 e 11 anos. Já a tardia, após os 15 anos. No caso dos meninos, considerou-se que tiveram puberdade precoce aqueles que apresentaram alterações na voz entre 9 e 14 anos.

Após analisar os registros de saúde de 500 000 pessoas, os pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, viram que a idade do início da puberdade está associado ao desenvolvimento de doenças como a síndrome do intestino irritável, artrite, glaucoma, psoríase, depressão, câncer, problemas cardiovasculares, asma, obesidade e menopausa precoce.

De acordo com os resultados, os indivíduos - homens ou mulheres - que entraram muito cedo na puberdade apresentaram um risco 50% maior para diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Já no caso de puberdade tardia foi observado o aumento do risco de asma.

"Do ponto de vista biológico é fascinante ver que algo que acontece na adolescência possa influenciar no risco de doenças que só serão desenvolvidas na meia-idade. Considero isso surpreendente", disse Felix Day, da Universidade de Cambridge e um dos autores do estudo à BBC.

Para os autores, está claro que o surgimento de doenças como o câncer podem ter relação com os hormônios. Por outro lado, eles afirmam que a ciência ainda não consegue explicar como o momento da puberdade impacta no aumento de outros problemas de saúde como a asma e glaucoma, por exemplo.

"É importante ressaltar que o aumento do risco atribuído à puberdade (tardia ou precoce) é muito pequeno e representa apenas um dos muitos fatores de risco para o desenvolvimento de outras doenças", disse John Perry, pesquisador da Universidade de Cambridge e um dos autores do estudo.


INTOLERÂNCIA - A tolerância sempre foi marca do Brasil, país formado por diferentes povos e culturas. É, portanto, assustador constatar o aumento dos que não toleram quem tem religião, orientação sexual ou mesmo visão política diferente.