Explicação sobre o blog "Ativismocontraaidstb"


Aproveito para afirmar que este blog NÃO ESTÁ CONTRA OS ATIVISTAS, PELO CONTRÁRIO.

Sou uma pessoa vivendo com HIV AIDS e HOMOSSEXUAL. Logo não posso ser contra o ativismo seja ele de qualquer forma.

QUERO SIM AGREGAR(ME JUNTAR A TODOS OS ATIVISTAS)PARA JUNTOS FORMARMOS UMA força de pessoas conscientes que reivindicam seus direitos e não se escondam e muito menos se deixem reprimir.

Se por aí dizem isso, foi porque eles não se deram ao trabalho de ler o enunciado no cabeçalho(Em cima do blog em Rosa)do blog.

Espero com isso aclarar os ânimos e entendimentos de todos.

Conto com sua atenção e se quiser, sua divulgação.

Obrigado, desculpe o transtorno!

NADA A COMEMORAR

NADA A COMEMORAR
NADA A COMEMORAR dN@dILM@!

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

#CONVITE #ATOpUBLICO DE #DESAGRAVO AO FECHAMENTO DAS #EAT´S

SEGUNDA-FEIRA 10:00hS
EAT Luis Carlos Ripper - Rua Visconde de Niterói, 1364 - Bairro Mangueira.
Caro Companheiro (a), Venha participar, com sua presença, dia 18 de fevereiro, às 10hrs da manhã de um "abraço" ao prédio da nossa querida EAT - Escola das Artes Técnicas Luis Carlos Ripper que, junto com a EAT Paulo Falcão ( Nova Iguaçu) foi fechada por uma arbitraria decisão governamental. Participe deste ato de desagravo ao fechamento de duas escolas públicas, reconhecidas e premiadas internacionalmente que, há dez anos, levam educação de excelência ao povo. ... Compartilhe este convite com todos aqueles que, como você esta comprometidos com a educação verdadeiramente de qualidade. >> Assine a petição para não deixar o governo do estado acabar com duas escolas de excelência!! << http://www.avaaz.org/po/petition/Pelo_manutencao_das_EATS_e_de_sua_Metodologia/?cqMRZdb Saiba mais: http://sujeitopolitico.blogspot.com.br/

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!

ESTE BLOG ESTA COMEMORANDO!!!
3 anos de existência com vocês...

Ativismo Contra Aids/TB

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Discurso do ministro Alexandre Padilha na 65ª Assembleia Mundial de saúde


Herleni Discurso do ministro Alexandre Padilha na 65ª Assembleia Mundial de saúde


Em participação durante abertura da 65ª Assembleia Mundial de Saúde, promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ministro Alexandre Padilha destaca a luta do Brasil contra as Doenças Crônicas Não Transmissíves e das iniciativas da OMS em torno da saúde como fator fundamental de desenvolvimento e justiça social.

Confira a íntegra do discurso!

Discurso do ministro Alexandre Padilha na 65ª Assembleia Mundial

www.slideshare.net

Cordialmente,
Dra. Herleni Cavalcante Farias

sábado, 1 de outubro de 2011

HOMENAGEM ESCOLA RISCO E RABISCOS

DISCURSO – ANTONIO CARLOS DE SOUZA PIRES – CAL
HOMENAGEM ESCOLA RISCO E RABISCOS
Neste momento gostaria de agradecer a Deus pela vida..
meus pais minha formação humana e respeito ao próximo…amando incondicionalmente a quem quer que seja..
aos meus mestres que na minha formação escolar e acadêmica nunca me deixaram
esquecer os princípios humanos e Cristãos…
viemos a este mundo para servir…
Obrigado a ESCOLA RISCOS e RABISCOS / IPAC pela indicação e homenagem…tentamos contribuir com um mundo melhor…esta em nossas mãos, A PAZ, A JUSTIÇA E A ESPERANÇA…
O Grupo Assistencial SOS VIDA nasceu de um sonho de melhor servir ao próximo, oferecendo DIGNIDADE e QUALIDADE DE VIDA ao nosso irmão MENOS FAVORECIDO…,principalmente aos portadores(as) do vírus HIV/AIDS e DEPENDENTES QUIMICOS…DOIS GRANDES DESAFIOS PARA NOSSA SOCIEDADE…VENCER A EXCLUSÃO E TRABALHAR A PROMOÇÃO HUMANA…
Não construímos sozinhos o SOS VIDA e nossa caminhada pelo lado social…e sofrido da vida humana…nossos familiares…
aqui quero lembrar e homenagear a cada um(a) que conosco esteve ao longo destes anos – VOLUNTÁRIOS(AS), profissionais, pacientes, religiosos(as), diretores espirituais…companheiros(as) da PASTORAL DA AIDS que sou sócio fundador e estive na comissão nacional por mais de 10 anos…e sem duvida aqueles que conosco permanece ate os dias atuais…
VENCENDO PRECONCEITOS E EXCLUSÕES…
Api AIDS que também fui sócio fundador e participei antes de iniciarmos os trabalhos no SOS VIDA…a mais de 20 anos atrás…Atualmente estou ocupando os cargos de :
  • ASSESSOR DO REGIONAL LESTE 1 – RJ e ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO nas questões da Pastoral da AIDS,
  • Presidente do Grupo Assistencial SOS VIDA e suas representações pontuais,
  • Secretario geral da Rede Latino Americana e Caribenha de Ações voluntarias no Combate ao HIV/AIDS,
Nada disto seria possível se não fossemos uma equipe..,cada um com sua contribuição e oportunidade de servir ao próximo…
esperamos e queremos que seja assim…o SOS VIDA existe para oferecer dignidade e respeito a quem nos procura…
QUEREMOS DAR VEZ E VOZ A ESTES PEQUENINOS…DESAMPARADOS MUITAS VEZES ATE PELOS FAMILIARES…POIS ESTES MESMOS MEMBROS DESTAS FAMILIAS TAMBEM PEDEM AJUDA. E DELA NECESSITAM…MESMO QUE MOMENTANEAMENTE…
Que Deus continue a nos iluminar e guiar nossos passos e decisões…
Obrigado aos membros do Conselho diretor da Rede Latino Americana e Caribenha de Ações Voluntarias no Combate ao HIV/AIDS que em mim confiaram a missão de implementar esta rede em nosso pais e America Latina e Caribe…tudo farei para conseguirmos êxitos e respeito…
EM TODOS OS PAISES ONDE ESTAMOS para nossos sonhos e ideais e a quem nos propusemos a defender…
Pelo SOS VIDA já passaram mais de 200 profissionais em seus estágios profissionais enquanto estudantes…psicólogos, advogados, assistentes sociais, administradores…
ESTUDANTES DE ENSINO MEDIO E FUNDAMENTAL…
enfim tivemos a oportunidade de contribuir para que estes hoje profissionais tenham hoje um olhar diferenciado e humanizado para as questões sociais que ate nós chega em nosso dia a dia…
obrigado sempre a Deus pela oportunidade de contribuirmos com um mundo melhor…
Gostaria neste momento de ler um poema escrito pelo neurocirurgião Dr. Dinizar de Araujo Filho em nossa homenagem por ocasião do inicio dos trabalhos do SOS VIDA :
A TRISTEZA DE NÃO SABER VIVER
“Louco é quem diz que não é feliz, eu sou feliz… música de Rita Lee”.
Força, coragem, determinação, sonhos e ideais, estão entre os ingredientes mais importantes da vida, construindo-se na fonte que aumenta e impulsiona aqueles que realmente fazem a diferença no conturbado mundo de hoje.
Os que foram escolhidos, para se tornarem diferenciados em nossa sociedade, por terem que suportar todo peso que se associa a um mal, que nossa ignorância não permite explicar, assumem a missão de transmitir uma nova e importante mensagem neste final de século.
Quantos que vivem dentro de seus casulos, sentindo-se protegidos e agradecidos por não terem sido vitimados por nenhuma desgraça em sua existência.
Se desesperam quando descobrem que apenas tiveram muitos anos de vida e que muito pouco tiveram de vida.
Viver é sentir, é sonhar, é participar. Viver é agir e não esperar.
Os sonhadores, os idealistas e os chamados loucos mudaram o mundo e assim continuarão a fazer com todos os riscos…
pois mais importante do que estar vivo é estar vivendo.
Poema de autoria Doutor Dinizar De Araújo Filho Integrante do Banco de Horas de Medicina do GRUPO ASSISTENCIAL SOS VIDA



--
AVISO DE CONFIDENCIALIDADE
Esta mensagem e seus anexos são de uso exclusivo de pessoas e entidades autorizadas pelo Grupo Assistencial SOS VIDA e podem conter informações confidenciais e/ou privilegiadas. É proibido revelar, alterar, copiar, divulgar ou se beneficiar, direta ou indiretamente, destas informações sem a autorização de seus autores. Se você recebeu este e-mail por engano, por favor, informe ao remetente e apague a mensagem imediatamente. O Grupo Assistencial SOS VIDA se reserva o direito de pleitear ressarcimento pelos prejuízos decorrentes do uso indevido das informações e de requerer a aplicação das penalidades cabíveis.
 
 
Grupo Assistencial SOS VIDA – “ VHIVendo com assistência e dignidade”
Rua Alberto Torres 78–Centro–Petrópolis –Rio de Janeiro–Brasil–CEP 25.610–060
CNPJ: 02.712.343/0001-04 – U. P. Municipal: Resolução Nº 147 de 17 /06/1999 – U. P. Estadual – 1054/10  
CRP 05: PJ Nº 833 – Responsável Técnico: Psicólogo Antonio Carlos de Souza Pires CRP 05/36933
Antonio Carlos de Souza Pires – Secretario Geral REDLACVO+  

Telefones – 55 .24 2244.9526 / 22450322 / 2249.2763
sócio fundador da Pastoral da AIDS - CNBB

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT
 
 
Mensagem da Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República convocando a população a participar da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, que ocorre de 15 a 18 de dezembro de 2011 em Brasília com o tema "Por um país livre da pobreza e da discriminação, promovendo a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais".
Esse vídeo possui audiodescrição e língua de sinais, para possibilitar que todas as pessoas possam assisti-lo.

 
Maria do Rosário Nunes

Ministra Chefe de Estado da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Construir a igualdade valorizando a diversidade e respeitar a diversidade sem ferir a igualdade é o desafio lançado para a promoção de todos os direitos humanos em nosso país. A população é, sem dúvida, um dos exemplos que mais nos sensibiliza nessa visão de complementaridade dos direitos humanos.

A Conferência é um momento de comemorarmos nossa igualdade alicerçada na dignidade, mas também nos faz refletir sobre a nossa diversidade e o que há de mais forte em cada um de nós: nossas características pessoais. Os gostos, as crenças, a cor/a raça, o gênero, a orientação sexual e a identidade de gênero. Cada ser humano reúne um conjunto particular dessas e de muitas outras características e, por isso, formamos esse mosaico humano tão diverso e interessante que merece e precisa ser respeitado.

Nos últimos quase 09 anos, tivemos os maiores avanços da história deste país em termos de direitos da população LGBT. Por outro lado, há angustiantes estatísticas de violência e discriminação que precisam ser enfrentadas. É preciso comemorar e exaltar os ganhos, relembrando grandes vitórias, mas também é preciso não olvidar os problemas e desafios.

Não esqueçamos, portanto, que 2011 foi o ano de aprovação da Resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU na qual é reconhecida a extensão da universalidade dos direitos humanos sem possibilidade de nenhuma distinção excludente e o Brasil foi um dos principais articuladores dessa vitória.

2011, também foi o ano do reconhecimento da união estável homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. Ao equiparar a união homoafetiva à heteroafetiva, o STF estabeleceu uma interpretação inovadora da Constituição Federal e alçou a dignidade constitucional direitos que antes não tinham qualquer lugar na estrutura formal do ordenamento jurídico brasileiro. O Governo Federal através da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e da Advocacia Geral da União apoiou e defendeu o reconhecimento deste direito perante o STF, influenciando a decisão favorável emitida por unanimidade pelos 11 ministros e ministras.
Além disso, o Governo Federal tem se preocupado em atuar em diversas frentes para o combate a discriminação e a homofobia. Inúmeros editais têm sido lançados pelos mais diversos órgãos e ministérios para o estabelecimento de ações e políticas em benefício do público LGBT.
A Secretaria de Direitos Humanos apoiou a criação de Centros de Referência em Direitos Humanos e estabeleceu a necessidade de se propor uma abordagem com recorte de gênero, raça/cor, identidade de gênero e orientação sexual para todos os projetos propostos por entidades da sociedade civil ou pelo poder público, garantindo-se assim a transversalidade do tema e a interdependência dos direitos humanos. Assim como, lançou a campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.
Nesse cenário de promoção de direitos humanos, mas também de defesa destes direitos criamos o módulo LGBT no serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100). Além disso, devemos comemorar a criação do Conselho LGBT, iniciativa emblemática para a promoção dos direitos humanos LGBT e de grande importância para o diálogo sociedade-Estado.
 
Por acreditar e lutar no terreno da ideologia, defendendo sempre o princípio da dignidade humana, queremos promover cada vez mais os direitos de cada cidadão/ã brasileiro/a, notadamente, para os grupos com maior déficit histórico de acesso a esses direitos. Para isso, reestruturamos a SDH, criando a Secretaria Nacional de Promoção de Direitos Humanos (SNPDH), que tem sob sua égide as pautas: LGBT, idoso, registro civil de nascimento, educação em direitos humanos, diversidade religiosa e centro de referência de direitos humanos. A SNPDH trabalha essas pautas de modo integrado valorizando a interdependência entre os direitos humanos e a diversidade intrínseca a cada pessoa.
Infelizmente, não existem motivos apenas para comemoração. Inúmeros desafios ainda precisam ser enfrentados. O recrudescimento da violação contra a população LGBT demonstra que as homofobias ainda têm uma fatal presença na nossa sociedade. A ausência de legislação federal que proíba a discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero aliada à extrema resistência encontrada pelas ações educativas em torno da temática são partes integrantes desse panorama de violações.
A Secretaria de Direitos Humanos se orgulha em ser a porta de entrada para a população LGBT, proporcionando um ambiente propicio para a sociedade civil e os movimentos sociais dialogarem com o Governo Federal. A SDH acredita que os/as ativistas reunidos/as nas Conferências municipais, estaduais, e na própria II Conferência Nacional LGBT constituem o fórum qualificado para avaliar esses avanços e retrocessos e deliberar a respeito do futuro das políticas de enfrentamento a discriminação e as homofobias e de efetivação dos direitos de cidadãos e cidadãs brasileiros/as com respeito à orientação sexual e identidade de gênero de cada um.
O Brasil caminha a passos largos para radicalizarmos na luta contra a pobreza extrema e pobreza como sabemos não se mensura meramente através do critério renda, mas por uma constatação da ausência de direitos. Somos ricos quando conseguimos assegurar que o desenvolvimento brasileiro se paute pelo incremento dos direitos de cada um de nós. Somos pobres quando permitimos a violação dos direitos humanos de um só individuo ou grupo.
Falamos hoje em enfrentamento as homofobias em suas diversas faces e quando o fazemos não queremos apenas evitar suas conseqüências para a população atual, mas também para o futuro deste país. Nosso intuito é a sensibilização da população para o abandono de uma construção social defensora da homogeneidade para passarmos a formação de uma tessitura social que valoriza e respeita a diversidade em suas mais diversas formas e expressões. Sejamos ousados e desejemos construir não apenas políticas de enfretamento a homofobia, mas de extinção desta prática.
 
http://www.disque100.gov.br/
 
Atenção embora o site Faça alusão a denuncia para casos de pedofilia ou violencia da criança, este mesmo site aceita denuncias de violencia cometida  contra idosos, LGBTS e moradores de rua e pessoas com deficiência.
 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT www.direitoshumanos.gov.br/2cnlgbt Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT www.direitoshumanos.gov.br/2cnlgbt Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT

Acesse e divulgue o Site da 2ª Conferência Nacional LGBT
 
 
Mensagem da Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República convocando a população a participar da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, que ocorre de 15 a 18 de dezembro de 2011 em Brasília com o tema "Por um país livre da pobreza e da discriminação, promovendo a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais".
Esse vídeo possui audiodescrição e língua de sinais, para possibilitar que todas as pessoas possam assisti-lo.

 
Maria do Rosário Nunes

Ministra Chefe de Estado da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Construir a igualdade valorizando a diversidade e respeitar a diversidade sem ferir a igualdade é o desafio lançado para a promoção de todos os direitos humanos em nosso país. A população é, sem dúvida, um dos exemplos que mais nos sensibiliza nessa visão de complementaridade dos direitos humanos.

A Conferência é um momento de comemorarmos nossa igualdade alicerçada na dignidade, mas também nos faz refletir sobre a nossa diversidade e o que há de mais forte em cada um de nós: nossas características pessoais. Os gostos, as crenças, a cor/a raça, o gênero, a orientação sexual e a identidade de gênero. Cada ser humano reúne um conjunto particular dessas e de muitas outras características e, por isso, formamos esse mosaico humano tão diverso e interessante que merece e precisa ser respeitado.

Nos últimos quase 09 anos, tivemos os maiores avanços da história deste país em termos de direitos da população LGBT. Por outro lado, há angustiantes estatísticas de violência e discriminação que precisam ser enfrentadas. É preciso comemorar e exaltar os ganhos, relembrando grandes vitórias, mas também é preciso não olvidar os problemas e desafios.

Não esqueçamos, portanto, que 2011 foi o ano de aprovação da Resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU na qual é reconhecida a extensão da universalidade dos direitos humanos sem possibilidade de nenhuma distinção excludente e o Brasil foi um dos principais articuladores dessa vitória.

2011, também foi o ano do reconhecimento da união estável homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. Ao equiparar a união homoafetiva à heteroafetiva, o STF estabeleceu uma interpretação inovadora da Constituição Federal e alçou a dignidade constitucional direitos que antes não tinham qualquer lugar na estrutura formal do ordenamento jurídico brasileiro. O Governo Federal através da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e da Advocacia Geral da União apoiou e defendeu o reconhecimento deste direito perante o STF, influenciando a decisão favorável emitida por unanimidade pelos 11 ministros e ministras.
Além disso, o Governo Federal tem se preocupado em atuar em diversas frentes para o combate a discriminação e a homofobia. Inúmeros editais têm sido lançados pelos mais diversos órgãos e ministérios para o estabelecimento de ações e políticas em benefício do público LGBT.
A Secretaria de Direitos Humanos apoiou a criação de Centros de Referência em Direitos Humanos e estabeleceu a necessidade de se propor uma abordagem com recorte de gênero, raça/cor, identidade de gênero e orientação sexual para todos os projetos propostos por entidades da sociedade civil ou pelo poder público, garantindo-se assim a transversalidade do tema e a interdependência dos direitos humanos. Assim como, lançou a campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.
Nesse cenário de promoção de direitos humanos, mas também de defesa destes direitos criamos o módulo LGBT no serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100). Além disso, devemos comemorar a criação do Conselho LGBT, iniciativa emblemática para a promoção dos direitos humanos LGBT e de grande importância para o diálogo sociedade-Estado.
Por acreditar e lutar no terreno da ideologia, defendendo sempre o princípio da dignidade humana, queremos promover cada vez mais os direitos de cada cidadão/ã brasileiro/a, notadamente, para os grupos com maior déficit histórico de acesso a esses direitos. Para isso, reestruturamos a SDH, criando a Secretaria Nacional de Promoção de Direitos Humanos (SNPDH), que tem sob sua égide as pautas: LGBT, idoso, registro civil de nascimento, educação em direitos humanos, diversidade religiosa e centro de referência de direitos humanos. A SNPDH trabalha essas pautas de modo integrado valorizando a interdependência entre os direitos humanos e a diversidade intrínseca a cada pessoa.
Infelizmente, não existem motivos apenas para comemoração. Inúmeros desafios ainda precisam ser enfrentados. O recrudescimento da violação contra a população LGBT demonstra que as homofobias ainda têm uma fatal presença na nossa sociedade. A ausência de legislação federal que proíba a discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero aliada à extrema resistência encontrada pelas ações educativas em torno da temática são partes integrantes desse panorama de violações.
A Secretaria de Direitos Humanos se orgulha em ser a porta de entrada para a população LGBT, proporcionando um ambiente propicio para a sociedade civil e os movimentos sociais dialogarem com o Governo Federal. A SDH acredita que os/as ativistas reunidos/as nas Conferências municipais, estaduais, e na própria II Conferência Nacional LGBT constituem o fórum qualificado para avaliar esses avanços e retrocessos e deliberar a respeito do futuro das políticas de enfrentamento a discriminação e as homofobias e de efetivação dos direitos de cidadãos e cidadãs brasileiros/as com respeito à orientação sexual e identidade de gênero de cada um.
O Brasil caminha a passos largos para radicalizarmos na luta contra a pobreza extrema e pobreza como sabemos não se mensura meramente através do critério renda, mas por uma constatação da ausência de direitos. Somos ricos quando conseguimos assegurar que o desenvolvimento brasileiro se paute pelo incremento dos direitos de cada um de nós. Somos pobres quando permitimos a violação dos direitos humanos de um só individuo ou grupo.
Falamos hoje em enfrentamento as homofobias em suas diversas faces e quando o fazemos não queremos apenas evitar suas conseqüências para a população atual, mas também para o futuro deste país. Nosso intuito é a sensibilização da população para o abandono de uma construção social defensora da homogeneidade para passarmos a formação de uma tessitura social que valoriza e respeita a diversidade em suas mais diversas formas e expressões. Sejamos ousados e desejemos construir não apenas políticas de enfretamento a homofobia, mas de extinção desta prática.
 
 

domingo, 12 de junho de 2011

Discurso do Ministro da Saúde no encerramento da Reunião de Alto Nível da ONU (UNGASS/AIDS)



Senhor Secretário-Geral, 
Dr. Michel Sidibé, 
Senhores ministros e representantes governamentais, 
Senhoras e senhores, 

É um prazer me dirigir a esta assembleia e chamar sua 
atenção ao fato de que, no Painel Global para a Resposta do 
Setor Saúde a HIV/Aids 2001 -2015, nós estabelecemos um 
compromisso sólido no foro das Nações Unidades. Desde o 
começo de nossa jornada, nós temos obtido conquistas 
importantes como a expansão da testagem para o HIV, 
acompanhada de aconselhamento, a melhora na prevenção, a 
aceleração no crescimento da escala de tratamento, o 
fortalecimento dos sistemas de saúde e a melhora nas 
estratégias de informação para mensurar a resposta ao vírus. 

Eu gostaria de destacar as melhorias na resposta global à 
epidemia de HIV/Aids, traduzidas no estabelecimento da 
UNAIDS e da estratégia da Organização Mundial de Saúde 
2011-2015. Muito já foi feito, mas todos sabemos que ainda há 
muitos desafios a superar. 

De qualquer modo, desde 2006, muita coisa mudou. Há um 
reconhecimento crescente da importância de incluirmos o HIV 
na agenda de saúde pública e desenvolvimento de forma mais 
amplas. Particularmente, eu gostaria de enfatizar as conexões 
entre a resposta ao HIV e o êxito no atingimento nos Objetivos 
de Desenvolvimento do Milênio, na nova agenda de Atenção 
Básica como abordagem geral para o fortalecimento dos 
sistemas de saúde. Confrontar os determinantes sociais da 
saúde é também uma poderosa ferramenta para melhorarmos 
a qualidade de vida. 

Para nós, este movimento é muito importante, um passo à 
frente, considerando que temos objetivos como a eliminação da 
transmissão de mãe para filho até 2015 e a redução 
substancial da mortalidade materna relacionada à Aids, além 
da aceleração de esforços para oferecer acesso a tratamentos 
antirretrovirais com o alvo de 15 milhões de pessoas até 2015. 

Senhor Secretário Geral, 

Eu gostaria de enfatizar algumas conquistas de longo prazo: 

É importante destacar a inclusão de populações-chave nessa 
declaração, como HSH, profissionais do sexo e usuários de 
drogas injetáveis. Estes são grupos que, mundialmente e 
principalmente em nossa região, têm estado no foco de nossas 
políticas públicas para Aids. Por outro lado, estes grupos 
tiveram um papel importante na elaboração destas políticas e 
na luta contra a epidemia.  

Nós reiteramos a importância das pessoas que vivem com 
HIV/AIDS na resposta contra a epidemia, especialmente entre 
os mais jovens. 

O Governo Brasileiro está completamente comprometido com o 
reconhecimento de remédios acessíveis, inclusive com 
ampliação da oferta de genéricos e o reconhecimento de que 
os direitos de propriedade intelectual devem ser interpretados e 
implementados de modo a proteger a saúde pública. 

A despeito de todos os aspectos positivos destacados 
previamente, eu acredito que muito mais ainda precisa ser feito 
para avançarmos na luta contra a epidemia. As longas 
discussões durante a negociação da declaração nos mostram 
claramente que ainda há muito no que avançar, principalmente: 

- A garantia dos direitos humanos de populações chave, 
especialmente HSH, profissionais do sexo e usuário de drogas, 
mas também transgêneros, travestis e a população carcerária, 
entre outros; 

- A promoção de estratégias baseadas em evidências, 
como o uso de preservativos como a mais efetiva ferramenta 
de prevenção; 

- A remoção de todas as barreiras ao acesso, 
principalmente em termos de administração da propriedade 
intelectual em prol da saúde pública. Para isso, apoiamos a 
implantação completa e imediata da Estratégia Global da OMS 
e do Plano de Ação em Saúde Pública, Inovação e Propriedade 
Intelectual; 

- É de reconhecimento internacional que os direitos de 
propriedade intelectual têm um grande impacto no preço dos 
medicamentos e que a sua flexibilização é uma ferramenta 
importante para ampliar o acesso; 

- Conforme prevê o próprio acordo TRIPS, os países 
devem reforçar os direitos de propriedade intelectual, mas essa 
não é uma prerrogativa das autoridades de saúde. Nós temos 
de garantir que, após a expiração de patentes, medicamentos 
genéricos possam ser negociados legitimamente com 
qualidade, segurança e eficácia, com o foco de fortalecer as 
políticas de genéricos e promover acesso; 

- Finalmente, nós estamos preocupados com o risco de que 
a falta de recursos financeiros seja um impedimento à 
promoção do acesso. O mais importante é priorizar o 
funcionamento de diferentes mecanismos de financiamento, 
como UNITAID e Fundo Global, bem como iniciativas bilaterais 
e multilaterais. 

Obrigado 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Marta faz seu primeiro discurso como senadora

Léo Mendes
Msn : liorcino@yahoo.com.br
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Notícias

Marta faz seu primeiro discurso como senadora

Postado em 09/02/2011 por Equipe Marta
Confira a íntegra do primeiro discurso em plenário da 1ª vice-presidente do Senado, Marta Suplicy, realizado em sessão na tarde desta quarta-feira (9):
Saúdo o Presidente desta Casa José Sarney e os demais senadores e senadoras com o desejo que possamos, juntos, fazer desta legislatura um motivo de orgulho de todos os brasileiros, discutindo, debatendo e aprovando os projetos necessários para o desenvolvimento do nosso país.
É com imensa satisfação que inicio uma nova etapa da minha trajetória política. Assim como Deputada Federal, Prefeita de São Paulo e Ministra do Turismo chego ao Senado Federal com a consciência do papel que mais uma vez me cabe desempenhar: uma atuação responsável, inovadora e de compromisso com os interesses do estado de São Paulo e da população brasileira.
Estou certa que os oito milhões trezentos e quatorze mil votos que recebi são resultado do trabalho coletivo que nós do Partido dos Trabalhadores realizamos em São Paulo e no país nos últimos anos.
O governo da Presidenta Dilma Rousseff significará uma nova etapa na história da retomada do desenvolvimento do Brasil, iniciado pelo Presidente Lula. O avanço do projeto de transformação social, a consolidação de uma nação soberana e consciente da própria importância no cenário internacional foram bandeiras conquistadas e que ganharão ainda mais força e amplitude com a gestão da Presidenta Dilma.
Depois de eleger, por dois mandatos, um operário como presidente da República, o Brasil escolheu uma mulher, e isso é para mim um avanço extraordinário com desdobramentos importantes para as meninas e jovens deste país. Laura e Maria Luiza crescerão sabendo que mulher pode.
Estamos vivendo um quadro de profundas mudanças em nossa sociedade. Já demos saltos importantes em questões voltadas à transferência de renda e a inclusão social. E apesar da tentativa de determinados setores em extrair do velho baú os seus mais primitivos preconceitos, por meio de uma agenda conservadora, venceram os valores da mudança, da solidariedade, da tolerância e da democracia. Como disse Leonardo Boff, este momento exige como nunca antes na história a vivência dos valores do feminino, de “dar centralidade à vida, ao cuidado, à cooperação, à compaixão e aos valores humanos universais”. A expectativa de nosso povo é a de que possamos contribuir muito para o Brasil seguir mudando.
Sabemos que a pluralidade e a diversidade são a essência e a riqueza desta Casa. A mim não faltará disposição e coragem para o diálogo franco, aberto, e com muito respeito. Principalmente agora com a nova responsabilidade que me foi dada, sendo a primeira mulher a ocupar a vice-presidência do Senado Federal e a primeira senadora eleita pelo estado de São Paulo. A Presidenta Dilma em seu discurso de posse citou Guimarães Rosa, destacando “a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. E é esta coragem que teremos que ter para levar a frente, com flexibilidade e determinação, as reformas tributária e política que nos são exigidas.
A reforma tributaria para racionalizar e simplificar a cobrança dos impostos, desonerando a folha de pagamento, atacando o Custo-Brasil e acabando com a guerra fiscal predatória entre os estados. A política para decidirmos, enfim, sobre a melhor representatividade do voto. Em principio sou a favor da lista mista com quota para as mulheres e financiamento público para campanha, pois sem isso as mulheres vão levar 100 anos para terem equidade no parlamento.
Os últimos anos foram singulares na história econômica de nosso Brasil. Observamos a ascensão de um contingente de 30 milhões de pessoas à classe média, assim como o crescimento da renda real e do emprego formal a níveis inéditos. Quantas pessoas não compraram tênis novo para os filhos, trocaram de carro e geladeira, andaram de avião, adquiriram produtos de higiene pela primeira vez ou colocaram aparelho nos dentes? O resultado foi que os pobres seguraram a marolinha.  E o mercado doméstico consolidou-se como principal força propulsora da economia nacional. Pensando naqueles que tem menos e na classe trabalhadora, o Presidente Lula construiu uma política econômica consistente e compromissada com a sustentabilidade macroeconômica.
Minha trajetória profissional e política sempre esteve marcada pela luta em favor dos mais pobres, o que pude fazer concretamente como prefeita, e o combate a todo tipo de preconceito e discriminação. Quanto às relações homoafetivas, o parlamento brasileiro se apequenou e caminhou em total dissonância com o Poder Judiciário e com a sociedade civil, onde conquistas importantes foram feitas; assim como as foram no Executivo.
O número de assassinatos homofóbicos cresce no Brasil. Enquanto nos países vizinhos avançaram nos direitos de cidadania GLBT, nós somos notícia com espancamento de homossexuais na principal Avenida de São Paulo. Retomarei o tema, através do desarquivamento do PLC 122 que criminaliza a homofobia.
Em relação à violência contra mulheres, apesar de muitos progressos, infelizmente, os dados ainda são alarmantes. Há cerca de dois milhões de mulheres espancadas por ano, ou seja, uma a cada 15 segundos. Há muito ainda a ser feito, como construção de casas de acolhimento e atendimento de qualidade nos hospitais públicos.
Na última campanha eleitoral vivemos outro retrocesso. Uma questão que provoca tanta dor e mortes, paixões e convicções religiosas como o aborto, foi tratado de forma eleitoreira e inadequada. Sobre este assunto teremos que debater com serenidade e respeito e avançar na legislação que hoje deixa milhares de mulheres abandonadas à própria sorte, ignorando os acordos internacionais compromissados pelo Brasil.
Legislarei e me posicionarei sempre em defesa dos direitos da cidadania de mulheres e homens e pelo respeito à diversidade cultural e liberdade de expressão; combatendo qualquer forma de violência ou discriminação social. 
Outro tema de preocupação è a situação de dificuldade de gestão das metrópoles. Após a formulação da Constituição de 1988, desenvolveu-se um pacto federativo com governos locais relativamente independentes e fragmentados, submetidos à ausência de mecanismos eficientes de gestão metropolitana. Hoje a situação da segurança, do lixo, do transporte, dos hospitais, e do desenvolvimento regional não podem mais ser tratados isoladamente por cada cidade. Alguns países já acumularam a experiência de integração administrativa das metrópoles. Um bom exemplo é a região de Emilia Romana, na Itália que conseguiu excepcional desenvolvimento a partir deste planejamento econômico regional.
Vou propor alteração legislativa que avance além de consórcios e agências. Um novo pacto federativo criando regiões metropolitanas que planejem, cuidem e implementem esta aglomeração humana, característica da modernidade.
Passadas algumas semanas das tragédias provocadas por enchentes e tendo consciência de que a pauta midiática já excluiu o tema das manchetes, famílias ainda se encontram desabrigadas pelas chuvas e em luto com a perda de entes queridos. O governo Lula aportou 1,1 bilhão para obras de prevenção aos municípios paulistas, além de lançar o PAC 2 para dois milhões de moradias no programa Minha Casa Minha Vida.
Colaborarei com a Presidenta Dilma nas ações de prevenção que encaminhou ao Congresso. Sugiro a prefeitura de São Paulo, a recuperação do plano DRENUS - Programa de Drenagem Urbana e Resgate Social -, elaborado no final de nossa gestão para ser financiado pelo BID.
Concluo fazendo um chamamento para que esta Casa esteja mais do que nunca sintonizada com os grandes objetivos deste Governo, em especial a erradicação da miséria em nosso país.      
Obrigada a todos pela atenção e pela oportunidade de ser a primeira Vice-presidenta do Senado Brasileiro.
Fonte: Assessoria de Comunicação da senadora Marta Suplicy
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Íntegra do discurso da presidente Dilma Rousseff

02/02/2011 19:32

Íntegra do discurso da presidente Dilma Rousseff

Senhoras e Senhores Parlamentares,
É com muita honra que encaminho, pela primeira vez neste mandato que me foi concedido pelo povo, esta Mensagem por ocasião da abertura dos trabalhos do Congresso Nacional. Trata-se de uma oportunidade ímpar para detalhar nossos planos com vistas ao exercício que se inicia e reafirmar nosso compromisso com o diálogo e com a relação independente e harmoniosa entre os Poderes da República.
O Brasil vive o mais longo período de estabilidade democrática de sua história republicana. A transição democrática, a Constituição de 1988 e as sucessivas eleições livres fortaleceram e aprimoraram as nossas instituições. O povo brasileiro conquistou um ambiente de liberdade e participação efetiva na elaboração de políticas públicas e na condução dos rumos do País. É nosso dever consolidar e ampliar esta vivência democrática. É ela, afinal, que possibilita, avaliza e garante o amplo processo de transformações vivido por nosso País nos últimos anos. A democracia nos abriu um horizonte mais promissor de justiça social, redução das desigualdades sob todas as suas formas e consolidação de nosso desenvolvimento econômico e social.
Uma democracia ampla exige atitudes, impõe responsabilidades e cobra dos seus governantes compromissos em relação a todos os cidadãos, independentemente de gênero, idade, credo ou raça. Para que a democracia seja exercida plenamente por todos, todos
precisam ter oportunidades reais de crescimento pessoal, todos precisam ter assegurados – não apenas na letra da lei, mas no dia a dia – os seus direitos básicos de alimentação, moradia, emprego digno, educação de qualidade, acesso à saúde e cultura.
O nosso Governo, este Parlamento, as instituições do Estado de Direito, a sociedade em geral têm a responsabilidade de ampliar e aprofundar a democracia, começando por aquela que é nossa missão mais básica: erradicar a pobreza extrema do País. O Brasil não pode aceitar mais que milhares de pessoas continuem vivendo na miséria, que não tenham alimentação suficiente, que não tenham um teto para viver. É vergonhoso que, em um país capaz de produzir no ano passado 149,5 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, ainda haja cidadãos que passem fome. Esta não é uma missão que se restringe a nosso Governo. É uma missão de todos os brasileiros. Porque, para ser verdadeiramente democrático, o Brasil precisa criar oportunidades para todos.
Lutarei, firme e decididamente, para acabar com a miséria em nosso País. Conto com o apoio e a dedicação das senhoras e dos senhores parlamentares, representantes legítimos do povo, nesta luta histórica. A superação da pobreza extrema e a ampliação das oportunidades para todos os brasileiros não constituem ato voluntarista, mas sim a consequência natural de uma política macroeconômica consistente, capaz de gerar um longo ciclo de crescimento sustentado.
O crescimento econômico – combinado com uma ampla rede de proteção social – possibilitou nos últimos oitos anos que 27 milhões e 900 mil brasileiros obtivessem uma renda maior e ultrapassassem a linha da pobreza. A manutenção de uma política
macroeconômica compatível com o equilíbrio fiscal – com ações firmes de controle à inflação e rigor no uso do dinheiro do contribuinte – será um dos pilares fundamentais do nosso Governo.
Manteremos a estabilidade econômica como valor absoluto. Reafirmo que não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que a inflação volte a corroer nosso tecido econômico e a penalizar os mais pobres.
Vivemos hoje um momento inédito na história do País, em que o número de trabalhadores formais superou o de trabalhadores informais. Entre 2003 e 2010, foram criados 15 milhões de empregos. A adoção da política de valorização do salário mínimo permitiu que este alcançasse o maior nível dos últimos 40 anos, beneficiando diretamente trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas. No entanto, é preciso ir ainda mais longe, superando o quadro atual e instituindo regras estáveis, de longo prazo, que permitam a continuidade dessa política. Para tanto, encaminharei ao Congresso Nacional proposta de política de longo prazo de reajuste do salário mínimo, conforme estabelece a Lei nº 12.255, de 15 de junho de 2010.
A manutenção de regras estáveis que permitam ao salário mínimo recuperar o seu poder de compra é um pacto deste Governo com os trabalhadores. Asseguradas as regras propostas, os salários dos trabalhadores terão ganhos reais sobre a inflação e serão compatíveis com a capacidade financeira do Estado. Estado este para o qual a grande massa da população dirige seus anseios e do qual cobra respostas a suas demandas. União, Estados, Distrito Federal e Municípios devem estar em condições de responder a essas necessidades com crescente presteza e qualidade.
Adotaremos, para este fim, ações efetivas e integradas com todos os entes da Federação, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, atendendo às justas aspirações do povo brasileiro. Conclamo as senhoras e os senhores representantes do Poder Legislativo, governadores e prefeitos a se reunirem em torno de um pacto de avanço social neste País. Uma parceria sólida que acabe com a miséria, que amplie e melhore o acesso à saúde e educação, que garanta a segurança e que proporcione às brasileiras e aos brasileiros oportunidades reais de crescimento social.
Este pacto pode ter como símbolo o esforço deste Governo – e, tenho certeza, das senhoras e dos senhores também – para que nunca mais se repita a tragédia das chuvas que roubaram centenas de vidas e destroçaram os sonhos de milhares de famílias na Região Sudeste neste início de ano. Nenhum país é imune aos riscos de tragédias naturais. Mas, no Brasil, não podemos – e não iremos – esperar o próximo ano, as próximas chuvas para chorar as próximas vítimas.
Determinei, junto aos ministros responsáveis, a implantação de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais. A partir da conjugação de dados meteorológicos e geofísicos será possível alertar para que as populações sejam retiradas das áreas de risco.
Durante décadas, criou-se uma cultura em que a Defesa Civil limitou-se a trabalhar apenas com foco em emergências. O que aconteceu na região serrana do Rio mostra que isso não pode continuar. Investiremos pesadamente na geração de dados confiáveis que possam alertar a população a tempo e com precisão; apoiaremos os Estados na identificação das áreas de risco; juntamente com os Municípios, realizaremos obras de prevenção; e ofereceremos aos moradores das áreas atingidas a possibilidade de novas habitações, através do programa Minha Casa, Minha Vida.
Este Governo está aberto às senhoras e senhores parlamentares, governadores e prefeitos para, juntos, montarmos um arcabouço das responsabilidades e compromissos de cada ente federativo, de forma a impedir que o drama provocado pelas chuvas se repita com tamanha intensidade. A educação será uma das prioridades centrais do nosso Governo. Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados para desenvolver atividades produtivas tecnologicamente sofisticadas e aptos a conduzir o País aos plenos benefícios da sociedade da tecnologia e do conhecimento.
12Apresentação
Hoje, milhares de jovens afrodescendentes, indígenas e das periferias são os primeiros de suas famílias a conquistar um diploma universitário. O ensino técnico federal está cada vez mais acessível em todo o País. A universalização do ensino fundamental, alcançada nas últimas duas décadas, coloca-nos o desafio de melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio. Para isso, vamos dar decidido apoio aos Municípios na tarefa de ampliar a oferta de creches e de pré-escolas.
No ensino médio, além da expansão da rede de escolas técnicas e do aumento do investimento público, vamos estender a bemsucedida experiência do PROUNI à educação profissional e técnica de nível médio, oferecendo milhares de vagas para que nossos
jovens recebam uma formação educacional e profissional de qualidade. De forma a que todas essas diretrizes sejam viabilizadas, é de fundamental importância a valorização do professor. Em parceria com Estados e Municípios, consolidaremos o processo de
focalização do ensino na figura do professor, já iniciado com a criação do piso salarial.
A oferta de saúde pública de qualidade, por meio da consolidação do Sistema Único de Saúde – SUS, terá primazia no nosso mandato. O SUS deve ter como foco o atendimento efetivo das necessidades dos usuários, oferecendo os melhores instrumentos
de diagnóstico e tratamento, tornando os medicamentos acessíveis a todos e fortalecendo as políticas de prevenção e promoção da saúde.
Para esse fim, serão considerados três pilares: financiamento adequado e estável para o SUS; valorização das práticas preventivas; e organização dos vários níveis de atenção aos usuários, garantindo atendimento básico e ambulatorial nas unidades de Saúde e nas
Unidades de Pronto Atendimento – as UPAs.
Em relação às UPAs, destaco que será de fundamental importância a parceria da União com os Estados e Municípios. A meta de implantação de 500 UPAs para garantir atendimento médico adequado a urgências de baixa e média complexidade e reduzir a superlotação das emergências dos grandes hospitais será alcançada com o investimento de R$ 2,6 bilhões.
Investiremos, ainda, R$ 5,5 bilhões em mais de 8 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) destinadas a ampliar oferta da atenção básica e integral, criar infraestrutura de apoio às equipes de saúde da família e ofertar serviços de atendimento de rotina nas mais variadas áreas médicas.
Outro pilar das prioridades governamentais é a segurança. Reitero nosso compromisso de agir no combate às drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e fragiliza as famílias. A ação integrada de todos os níveis de Governo, juntamente
com a participação da sociedade, é o caminho para a redução da violência que tanto mal causa ao País.Trabalharemos permanentemente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da criminalidade e das drogas, em forte parceria com Estados e Municípios. Para esse fim, atuaremos diretamente por meio da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança Pública e, quando necessário, das Forças Armadas.
Estimularemos e ampliaremos experiências exitosas, como a criação das Unidades de Polícia Pacificadora – as UPPs –, no Estado do Rio de Janeiro, e promoveremos a ação coordenada das forças de segurança. O avanço social tem que ser feito, necessariamente, por meio da valorização da diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade. Vamos investir em cultura, ampliando, em todas as regiões, a produção e o consumo de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.
3
As senhoras e os senhores hão de concordar que são desafios gigantescos. Mas tenho a certeza de que são superáveis. Estou convencida disso porque tive o privilégio de participar ativamente dos anos de esforço e trabalho da equipe do presidente Lula, quando
muitas metas consideradas excessivamente ousadas vieram a ser superadas e uma imensa mobilidade social se verificou em todas as regiões do Brasil.
Hoje, vivemos em um País que cresce a taxas sustentáveis e que mantém a produção e o mercado interno aquecidos, mesmo durante períodos turbulentos da economia mundial.
Mais do que isto: temos no futuro próximo a oportunidade única de transformar o Brasil, definitivamente, em uma nação economicamente desenvolvida e socialmente justa.
Retomamos com o Programa de Aceleração do Crescimento – o PAC – a capacidade de planejar a longo prazo e de levar adiante gigantescas obras de infraestrutura, que transformam nossa geografia e nossa economia. A determinação do Governo em induzir
o crescimento do País será aprofundada, já em 2011, com a consolidação do PAC 2 e da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida.
No PAC 2 estão programados para o período 2011-2014 investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 955 bilhões, sendo R$ 48,4 bilhões em rodovias; R$ 43,9 bilhões em ferrovias; R$ 40,6 bilhões em água, recursos hídricos e Luz para Todos; R$ 57,1 bilhões
em saneamento, pavimentação e mobilidade urbana e prevenção em áreas de risco, R$ 461,6 bilhões em energia (dos quais R$ 281,9 bilhões em petróleo e gás natural, R$ 113,7 bilhões em geração e R$ 26,6 bilhões em transmissão de energia elétrica) e R$ 23
bilhões em equipamentos urbanos e sociais nas áreas de saúde, segurança, creches, pré-escolas e esportes. No Programa Minha Casa, Minha Vida está prevista a construção de 2 milhões de novas habitações, até 2014, envolvendo investimento de R$ 278,2
bilhões.
Os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão planejados e articulados com vistas a assegurar benefícios permanentes de qualidade de vida para os cidadãos. Com suas sedes localizadas em Estados onde moram mais de dois
terços da população, a Copa do Mundo servirá de vetor para a entrega à população de centenas de obras de infraestrutura urbana e de logística. Sobre esse último item, chamo a atenção para as nossas diretrizes na área de aviação civil. Temos urgência em ampliar
e melhorar nossos aeroportos e beneficiar parcelas cada vez mais amplas da população que passam a ter acesso ao transporte aéreo.
O Pré-Sal, nosso passaporte para o futuro, é em si mesmo fruto do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Articulado com políticas para o avanço científico e social e acompanhado por medidas de
cuidado ambiental, o Pré-Sal será importante fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.
Conforme determina o seu marco regulatório, aprovado em 2010 por este Congresso Nacional, as riquezas produzidas pelo Pré-Sal serão convertidas, através do Fundo Social, em poupança de longo prazo, de modo a propiciar recursos para o desenvolvimento
sustentável. Os recursos oriundos do Pré-Sal serão canalizados para a qualidade dos serviços públicos, a redução da pobreza e a valorização do meio ambiente. Trabalharei sem descanso para que a principal parcela das riquezas do Pré-Sal seja investida na melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro por longo período.
A oportunidade que pela primeira vez se coloca para o Brasil de se tornar uma nação desenvolvida não pode ser desperdiçada. O nosso Governo está comprometido com um projeto de desenvolvimento associado à preservação das reservas naturais e à manutenção
da matriz energética mais limpa do mundo. Por meio da Política Nacional de Mudanças Climáticas, aprovada por esta Casa, o Brasil definiu, voluntariamente, uma meta de 36% a 39% de corte das emissões de gases de efeito estufa até 2020, demonstrando que fará sua parte para combater o problema da mudança do clima. Continuaremos, nesse contexto, a incentivar o etanol e o biodiesel e as fontes de energia hídricas, bem como fontes alternativas como a biomassa, a eólica e a solar.
O crescimento da infraestrutura e da produção industrial e agropecuária ocorrerá em sintonia com a preservação ambiental. Desde 2003, o Brasil reduziu os índices de desmatamento na Amazônia em mais de 75%. Somos uma potência mundial da agroenergia. E ocupamos a vanguarda no combate aos graves efeitos das mudanças climáticas. Continuaremos mostrando ao mundo que é possível associar uma economia dinâmica e um forte crescimento com o respeito ao meio ambiente. Nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo. Nossa participação nas Forças da ONU – especialmente na Missão para a Estabilização do Haiti – é emblemática do nosso compromisso com a paz e a estabilidade
democrática.
O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao da América do Sul. Se geografia é destino, como se diz na geopolítica, estamos muito felizes com o nosso destino. Juntamente com nossos vizinhos
sul-americanos, poderemos transformar nossa região, que vemos como um espaço de paz e crescente cooperação, em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à Unasul.
Continuaremos fortalecendo nossas reservas para garantir o equilíbrio das contas externas. Nos fóruns multilaterais, defenderemos com vigor políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o País da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado
de capitais especulativos e contribuindo para a estabilidade financeira internacional.
Continuaremos defendendo a reforma dos organismos de governança mundial, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança. É natural que um país como o nosso, que busca internamente ser cada vez mais justo, também sustente na esfera internacional a necessidade de democratização das relações entre os Estados. O desafio de consolidação de um mundo multipolar corresponde, no plano externo, ao projeto, essencialmente brasileiro, de proporcionar a todos o acesso às mesmas oportunidades.
As mudanças virtuosas vividas pelo Brasil formam um ambiente no qual é possível avançarmos ainda mais. E isso será feito a partir do diálogo e da criação de consensos com toda a sociedade brasileira e suas entidades representativas, contexto em que se destacam as senhoras e os senhores como representantes eleitos pelo povo. Trabalharemos em conjunto com esta Casa para a retomada da agenda da reforma política. São necessárias mudanças que fortaleçam o sentido programático dos partidos brasileiros e aperfeiçoem as instituições, permitindo mais transparência ao conjunto da atividade pública.
A reforma tributária é também tema essencial, a fim de que o sistema tributário seja simplificado, racionalizado e modernizado, apontando para uma base de arrecadação mais ampla e com a desoneração de atividades indutoras do crescimento, em especial
dos investimentos, assim como dos bens de consumo popular. Promoveremos a melhoria da qualidade do gasto público, de modo a preservar o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio. Isso não se fará sem grandes esforços e sem a imprescindível colaboração do Congresso Nacional. A qualidade da despesa pública deve representar nosso compromisso com o presente e o futuro do País, com as atuais e futuras gerações.
Apresentação
Durante os últimos oito anos, na condição de Ministra de Estado das Minas e Energia e, posteriormente, como Ministra de Estado Chefe da Casa Civil, tive a feliz oportunidade de estabelecer as melhores relações de entendimento e coordenação com o Congresso
Nacional. Agora, como presidenta, quero reiterar minha determinação e desejo de estreitar esses laços. Tendo por meta os superiores interesses do País, que unem a todos os brasileiros, conclamo novamente as senhoras e os senhores a uma parceria em favor do Brasil. Uma parceria em favor da democracia, da erradicação da miséria, do desenvolvimento econômico e social sustentáveis. Tendo sempre presente o respeito à autonomia e independência dos Poderes e ao princípio federativo, trabalharemos em consonância com o Legislativo e o Judiciário, bem como com a parceria de governadores e prefeitos, para continuarmos a desenvolver nosso País, aperfeiçoando nossas instituições e fortalecendo nossa democracia.
Muito obrigada.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Discurso de Transmissão do Cargo de Ministro de Estado da Saúde de José Gomes Temporão para Alexandre Padilha - Brasília, 3 de janeiro de 2011

Discurso de Transmissão do Cargo de Ministro de Estado da Saúde de José Gomes Temporão para Alexandre Padilha - Brasília, 3 de janeiro de 2011

Muito boa tarde,
Cumprimentar meu querido Alexandre Padilha, Ministro de Estado da Saúde, cumprimentar Liliane, minha companheira que está aqui, os Ministros de Estado presentes, os Governadores aqui presentes. Eu vi, aí, o Marcelo Déda ...a Beatriz Dobashi, que é a Presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, em nome de quem eu aqui presentes, o Antonio Carlos Nardi que preside o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde - em nome de quem eu cumprimento os Secretários Municipais aqui presentes-, o conselheiro Volmir Raimondi que aqui representa o Conselho Nacional de Saúde, cumprimentar a Márcia Bassit que foi minha Secretária Executiva, e em nome dela eu cumprimento todos os meus secretários e minha equipe aqui presentes. Quero cumprimentar os representantes dos organismos internacionais , o sr. Pietro Novellino, presidente da Academia Nacional de Medicina... fazer uma saudação especial a todos os funcionários e colaboradores do Ministério da Saúde, mas depois eu vou falar sobre isso.
Senhoras e senhores parlamentares, demais autoridades presentes, minhas senhoras e meu senhores.

Há aproximadamente quatro anos, aqui neste mesmo auditório, na presença do Ministro Jose Agenor Alvarez, experimentávamos o rito de passagem do cargo de Ministro de Estado da Saúde, que hoje se repete: desta vez, sou eu que transmito este prestigioso lugar voltado à condução da saúde de nosso povo, ao Ministro Alexandre Padilha.

Foram tempos de muito trabalho e realizações. De entrega apaixonada minha e de minha equipe, de dedicação extrema, de compromisso profundo com a saúde do brasileiro.

O Brasil viveu nos dois mandatos do presidente Lula um período sem precedentes de desenvolvimento e transformação. Pela primeira vez em décadas, pudemos crescer e melhor dividir o produto do trabalho dos brasileiros. A dívida social finalmente começou a ser reduzida. Os avanços na educação, no emprego, na política habitacional, no saneamento, a drástica redução da fome e da miséria, o aumento da renda e da mobilidade social; traduzem na prática os compromissos assumidos pelo presidente Lula e seu governo.

E isso teve grande impacto na saúde da população. É certo que “nunca antes na história deste país”, a dinâmica econômica e social se refletiu em melhores indicadores sociais afetando diretamente as condições de vida de milhões de brasileiros e conseqüentemente suas condições de saúde. Para nós, militantes da Reforma Sanitária Brasileira, a saúde é socialmente determinada. Por isso um componente central na busca de melhores condições de saúde se dá através de políticas voltadas para a redução das desigualdades, das iniqüidades, da miséria, do preconceito, da ampliação da democracia e da luta incessante pela justiça social.

O Brasil foi o primeiro país no mundo a constituir sua Comissão Nacional dos Determinantes Sociais da Saúde e o primeiro a concluir seu relatório.
Não à toa, iremos sediar em 2011 por mandato da Organização Mundial da Saúde, a Conferência Mundial dos Determinantes Sociais da Saúde. Hoje o Brasil é respeitado em todo o mundo não mais apenas pela política de combate a Aids, ou pelo nosso maravilhoso Programa Nacional de Imunizações; ou ao fato de termos alcançado o segundo lugar no mundo em número de transplantes de órgãos - mas o Brasil hoje é respeitado no mundo pela concepção, pela qualidade, abrangência e pelos múltiplos resultados do nosso Sistema Único de Saúde - o SUS.

Uma certa vez, ao dar uma entrevista a um jornal de circulação nacional, o repórter me perguntou: Ministro, quais são as marcas de sua gestão. E para a surpresa dele, respondi que gostaria de ser lembrado como um ministro sem marcas, mas sim, como um ministro que teria conduzido uma abrangente política de fortalecimento da Reforma Sanitária e do SUS. Por isso, nestes últimos anos, seguindo uma orientação da gestão Lula, o planejamento voltou ao núcleo central das políticas de saúde através do Mais Saúde. A necessidade imposta pela urgência não pode nos levar a simplificação ou ao velho modelo de programas e políticas desconexas e fragmentadas a pautar as políticas de saúde.

Vocês todos estão lembrados que em meu discurso de posse, há quatro anos atrás, assumi com o país e com a saúde pública brasileira 22 compromissos. Pois é com orgulho e alegria que avalio que em todos eles tivemos avanços. Do uso rigoroso e eficiente dos recursos financeiros, ao fortalecimento da Atenção Básica com o Saúde da Família e Brasil Sorridente; da melhoria robusta de inúmeros indicadores de mortalidade, prevalência e incidência (com destaque para a redução sustentada da mortalidade infantil e pelo avanço em relação aos Objetivos do Milênio) à uma grande ampliação do acesso a assistência farmacêutica com o Farmácia Popular; da estruturação de uma rede de atenção às urgências e emergências com o SAMU e as UPAS, à grande ampliação da atenção especializada; do Telessaúde à Escola de Governo da Fiocruz em Brasília; do avanço da presença da saúde brasileira na cooperação internacional destacando-se a cooperação sul-sul e a fabrica de antiretrovirais em Moçambique, à implementação de uma política inovadora voltada para as mulheres e seus bebês - a estratégia brasileirinha(o)s saudáveis; da realização das nossas duas maiores campanhas de vacinação (rubéola e H1N1) à inédita implantação da política de saúde dos homens; da forte ampliação dos investimentos em pesquisa e inovação, à pioneira incorporação de políticas voltadas para o fortalecimento do Complexo Industrial da Saúde; da ampliação e qualificação das políticas voltadas para a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos - bem representados pela expressiva ampliação do acesso aos métodos contraceptivos, além do conseqüente e adequado debate sobre a questão do aborto como problema de saúde pública; do ato de decifrar a esfinge do Rio de Janeiro ao licenciamento compulsório do Efavirenz; da priorização das estratégias no campo da promoção da saúde ao fortalecimento da política de humanização e à consolidação da reforma psiquiátrica.
Mas não me cabe aqui, fazer um balanço exaustivo. Os números e resultados aí estão para as análises dos especialistas em políticas públicas.

Quero antes de passar a palavra ao nosso novo ministro, tecer algumas considerações sobre o futuro da saúde pública brasileira.

Primeiro uma reflexão da visão que a sociedade brasileira tem da saúde e do seu valor.
(Nosso ex-ministro Saraiva Felipe acabou de chegar atrasado - 40 minutos senta aí, Saraiva. O Humberto foi mais pontual. Cadê o Humberto? ... O Humberto está por aí. O Humberto está aqui na frente, chegou cedo.E o Agenor? O Agenor está por aí, mas está perdido na multidão, a multidão não deixou ele passar).
Primeiro uma reflexão da visão que a sociedade brasileira tem da saúde e do seu valor.
A saúde como bem maior deve estar no centro das preocupações dos governos e da sociedade. Por isso, avançar na qualificação e ampliação desta fabulosa política pública, como nos ensinou Sérgio Arouca, o verdadeiro processo civilizatório.
Considero então a saúde como direito e construção cidadã. A saúde não chega pronta no DNA, depende do ambiente em que vive o sujeito. Daí a importância de se observar os determinantes neste processo de construção, que constituem um projeto de sociedade relacionado ao grau de consciência de seu povo que se amplia nas sociedades democráticas. É o que se observa, por exemplo, no Canadá e em vários países europeus onde o sistema universal de saúde para todos é visto como patrimônio coletivo de grande valor. Aqui ainda estamos longe desta visão.

As recentes pesquisas de opinião colocam a saúde como a primeira preocupação dos brasileiros. Entretanto, a grande mídia, em suas manifestações fundamentais para a consolidação da democracia, muitas vezes no calor dos temas em debate, não nos auxilia adequadamente na tomada de consciência para discussão dos fatores chaves desta produção. Continua a confusão entre cuidar da saúde e tratar de doenças. Entre investir na criação de condições que produzem saúde e que melhoram as condições de vida das populações, e tecnologias de ponta de diagnóstico e terapia. A falta de equilíbrio nesta importantíssima questão, no geral não aponta para o fortalecimento e desenvolvimento de informações essenciais para a verdadeira autonomia dos brasileiros nas decisões e nos cuidados com o seu corpo e sua saúde. Aqui temos um campo de delicadas relações onde nem sempre os interesses e demandas do mercado atendem às necessidades coletivas em saúde. As contradições entre mídia e saúde pública são cada vez mais freqüentes demandando posicionamento das autoridades reguladoras, dos governos e do parlamento.
Medicamentos, bebidas alcoólicas, cigarros, e alimentos, e são exemplos de um moderno campo de análise e regulação fundamentais para a defesa da saúde pública.

Um outro exemplo desta relação ( mídia – saúde pública), é o da avaliação da qualidade ou dos avanços da saúde nos anos Lula. Pesquisas não especializadas, recentemente divulgadas e metodologicamente frágeis, entrevistam duas mil pessoas e dão o veredicto: a saúde vai mal!
Por outro lado, o IBGE ao entrevistar 340 mil pessoas durante a PNAD- 2008, revela um outro resultado. Ao perguntar aos usuários qual a sua avaliação do ultimo atendimento procurado no sistema de saúde, obteve como resposta que, 85% deles, dos brasileiros, avaliaram o atendimento como bom ou ótimo.

Isto demonstra que, a percepção da população sobre as mudanças na saúde é heterogênea e fragmentada, muitas vezes não permitindo perceber ou tomar consciência do que efetivamente avançou. Que categorias mediam esse processo? Como mensurá-lo?
Exemplificando: ao utilizar o desempenho dos indicadores de mortalidade, incidência e prevalência, os especialistas em saúde pública podem fazer ilações sobre a melhoria das condições de saúde. Entretanto, da perspectiva dos usuários esta interpretação pode não ter o mesmo significado, de que algo melhorou substantivamente. A população utiliza para avaliar a qualidade do sistema, o contato específico no atendimento de suas demandas o acolhimento pelos profissionais de saúde e o resultado obtido no seu caso ou de pessoa querida!
Minhas Senhoras e Meus Senhores

Após 20 anos de implementação do SUS fortalece-se a certeza de que experimentamos o encerramento de um ciclo. De que é preciso mudar para crescer e avançar. Que são necessárias profundas mudanças no modelo de atenção, na gestão e no financiamento do sistema. Mas as possibilidades de avanço esbarram em importantes obstáculos estruturais e na superação de algumas contradições e paradoxos.

Em primeiro lugar, urge a revisão do pacto federativo na saúde. Necessita-se de uma maior ênfase nos mecanismos e critérios para a alocação de recursos e no monitoramento de resultados.

Já o sub-financiamento crônico agravado com a perda da CPMF e a disseminação de uma ideologia de que ascensão social é ter um plano de saúde, aponta perigosamente para uma tendência de americanização do sistema de saúde brasileiro.
A visão de que estimulando a ampliação do segmento de planos e seguros, o governo estaria se livrando do peso de ter que garantir o pleno acesso à saúde, no médio prazo levará à privatização, à fragmentação do sistema e da atenção. E como em muitos países, isto levará à fragilização de milhões de famílias, sem condições de garantir os gastos em caso de doença grave.

Os desafios no campo da gestão são enormes e aqui será preciso combater o corporativismo que defende modelos obsoletos de gestão (vide o boicote ao meu projeto das Fundações Estatais), alem de rever a legislação de compras públicas e os mecanismos de remuneração dos profissionais de saúde.

A construção de uma nova relação com a grande mídia será essencial para criarmos um amplo espaço de educação e informação em saúde acessível a todos os brasileiros.

Mas também deveremos estar atentos à superação de algumas contradições. Dentre elas, destaco os subsídios ao setor privado e às famílias mais ricas, e aos funcionários públicos dos três poderes. Os que formulam os modelos e políticas de saúde na academia, os que elaboram e implementam programas e estratégias nas secretarias de saúde de estados e municípios, estabelecem espaços de cuidado e critérios de acesso que não utilizam para si e nem para os seus!
Assim, o sistema que utilizam é financiado em parte ou totalmente pelos impostos fruto do trabalho de todos. Instalou-se, portanto, um modelo iníquo, onde com uma mão se retiram recursos do SUS (estima-se entre 10 a R$ 15 bilhões /ano de renúncia fiscal) e com a outra se subsidiam o setor privado e as famílias de melhor condição social!
Isto desenha potencialmente um novo apartheid social no Brasil. Recente lei aprovada no estado de SP que permite aos serviços públicos cobrarem pela assistência privada é um exemplo desta tendência.

Também o modelo de participação da sociedade na formulação e execução das políticas através das Conferencias de Saúde e dos Conselhos, requer radical transformação. Os Conselhos de Saúde, ao postularem a defesa dos reais interesses da sociedade, devem cada vez mais trabalhar pela inclusão de todos os atores que a compõem; chama nossa atenção, portanto, que os médicos estejam afastados do maior órgão de representação do SUS: o Conselho Nacional de Saúde. Já as conferências, remodeladas, poderão transformar-se em espaços privilegiados de formulação de políticas e modelos inovadores para o aperfeiçoamento do sistema de saúde.

A estes desafios se somam inúmeros outros: o da consolidação em definitivo do Saúde da Família como eixo central do modelo assistencial, o da redução da dependência tecnológica e a necessidade de ampliarmos os gastos em pesquisa e inovação, do fortalecimento da estratégia voltada para o Complexo Industrial da Saúde, da violência no trânsito, o das drogas legais e ilegais, o envelhecimento da população, o da epidemia de hipertensão e diabetes entre outros. Aqui, as transições epidemiológica, demográfica, tecnológica, alimentar e cultural; constituem o pano de fundo que colocará limites e desafios a esse processo de qualificação da saúde brasileira.
Agora eu quero me despedir. E fazer os agradecimentos especiais. A gente sempre esquece de alguém. Não vou ser exaustivo, mas vou tentar agradecer a quem caminhou comigo nessa estrada.

Em primeiro lugar ao presidente Lula, que me deu uma oportunidade fantástica, histórica de poder contribuir com à saúde pública brasileira. Ao governador Sergio Cabral. Aos ex-ministros Humberto Costa, Saraiva Felipe, Adib Jatene. Ao amigo Roberto Kalil. A todos os meus colegas ministros e ministras que trabalharam comigo, estou vendo aqui o Haddad, com quem nós fizemos uma excepcional parceria, com quem compartilhei desafios e momentos importantes. Aos governadores e prefeitos, parceiros fundamentais. Aos parlamentares e ao esforço da Câmara e do Senado na aprovação de leis que ampliem direitos. Eu fiquei particularmente feliz com os avanços em relação a licença –maternidade e ao recente Projeto de Lei que será um grande avanço na questão da judicialização.
Mas existe um importante Projeto de Lei tramitando no senado, o da lei que proíbe o fumo em ambientes coletivos e que não avança, evidenciando uma preocupação com a influencia da indústria do fumo. Aos secretários estaduais e municipais de saúde pelo apoio e parceria. Às entidades privadas e filantrópicas que ajudaram a construir o SUS que queremos. Às inúmeras empresas parceiras que nos apoiaram em vários momentos importantes como nas campanhas de vacinação e no combate a dengue. Aos empresários do setor farmacêutico, de equipamentos e de química fina, ao BNDES, à Opas, ao Pnud e à Unicef. Às entidades que representam os profissionais de saúde. Às associações e entidades de saúde pública. Às entidades de defesa dos direitos dos pacientes e dos direitos de cidadania na área de saúde.

E á minha equipe: dos motoristas aos ascensoristas e recepcionistas, o pessoal da copa e do café, fotógrafos, as minhas secretárias (Teresa, Maria, Sueli, Núbia, Inês e Ana), ao Dudu, ao André Guerreiro, Romulo Maciel e Adson França, Crescêncio Antunes, Paulo Henrique, Marizete, Renata e Kellen, Monica Geovanini e toda a trepidante equipe do cerimonial, Nise Yamaguchi, Tite Borges, Tininha, Edelberto, Franz Vargas, Priscila, Valderez, Gabriela, Marcier, Marcia Bassit (Sady, Ari, Wagner) Francisco Campos (Ana Haddad e Maria Helena), Reinaldo Guimarães (Zigg, Claudio Maierovich, Jose Miguel) , o Beltrame (Telles, Karla Larica, Maria Ines, Claunara, Dario Pacshe, Adail Rollo, Luis Fernando Rolim) José Noronha, Antonio Alves e Gerson Pena (Eduardo Hage, Otaliba, Débora, Sonia, Heloisa). Eduardo Barbosa e equipe (Carlos Felipe, Igino) incluindo o grande apoio do Itamaraty, Fausto Pereira dos Santos, Mauricio Ceschin, Dirceu Raposo (José Agenor e Dirceu Barbano), Paulo Buss, Paulo Gadelha e toda a família Fiocruz (Carlos Gadelha), João Paulo Baccara, Oscar Berro e toda a equipe de diretores da rede federal no Rio e Porto Alegre, Luis Santini diretor do Inca, em nome de quem agradeço também os demais institutos. Às equipes da PF que andam para cima e para baixo com a gente pelo Brasil inteiro. Aos jornalistas que me acompanharam durante este período e à FAB e ao Ministério da Defesa, pois sem a FAB a gente não faria praticamente nada, e o Padilha sabe disso.

Para terminar quero destacar que o Brasil entra em uma nova era, agora pela primeira vez, governado por uma mulher. Vai ser, com certeza, a maior inovação no desenho da condução política do Brasil contemporâneo. Duas mulheres tem sido fundamentais em minha vida. A elas posso dizer que devo muito do que sou e do que fiz. Minha mãe, Sara, nos deixou no ultimo 30 de dezembro. Mulher de fibra e determinada teve fundamental influencia na minha formação moral e nas minhas opções políticas. Um beijo e minha saudade minha mãe!
A outra grande mulher é a Lili, que está aqui, meu grande amor . A Lili que me apoiou, me guiou e me deu suporte amoroso, espiritual e técnico-politico durante estes anos. Em 2007 daqui mesmo eu falei assim: Lili, um beijo para você. E agora repito: Lili, um beijo meu amor. Obrigado por tudo!
Por fim, quero dizer, Padilha, que tenho certeza, eu e toda a minha equipe... nós que trabalhamos todos, e quando falo da minha equipe, estou falando de muita gente: Dos secretários estaduais, dos secretários Municipais, de todos que constroem o SUS no dia-a-dia, que nós todos estamos muito felizes e seguros do grande trabalho que o Padilha e a equipe dele farão.
Nós Estamos aqui vendo companheiros de grande valor, de grande trajetória, de grande experiência, de grande compromisso com a saúde pública brasileira entrando com o Padilha. Então e eu tenho certeza, isso é desejo e certeza de que a equipe que o Padilha está trazendo, a experiência que ele traz, o compromisso com o Brasil que ele traz para a saúde brasileira, vão lhe dar todas as condições de enfrentar esta lide e este desafio.
Desejo a você, Padilha, sucesso, sorte e simbolicamente, passando para você agora os pepinos e abacaxis que o Lula me jogou, que a Dilma agora joga para você. Mas que nós no fundo, no fundo vamos compartilhar juntos, porque eu vou continuar ao teu lado, na FIOCRUZ.

Termino com uma frase de Clarice Lispector, já que as mulheres agora estão mandando.

“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade (fazer o obvio como diz o presidente Lula) através de muito trabalho”
Muito Obrigado e um bom dia para todos.