Outra crônica do absurdo
Estava eu chegando ao plenário da Câmara, agora há pouco, quando me abordaram dois homens - um mais velho e outro jovem - vestindo camisetas com dizer "contra a corrupção" e com adesivos da campanha de Eduardo Cunha nelas. O mais velho me disse: "Valeu a traição!" (??!!!!). E o mais novo me perguntou: "Posso te cumprimentar?". E eu, que sou educado e não tenho medo de ciladas montadas por reacionários de direita para o YouTube (sim, pois havia uma mulher loura vestida com a mesma camiseta filmando a cena), respondi-lhe serenamente: "Claro". E ele, apertando-me a mão no cumprimento, disse-me: "Você é a vergonha de minha geração". E eu lhe respondi de pronto: "Graças a Deus! Se eu fosse o orgulho de sua geração, amado, aí é que estaria preocupado e mal". E ele - que parece não ter entendido que eu fico feliz de ser uma "vergonha" para a geração de reacionários, fascistas e ignorantes motivados à direita - continuou repetindo sua frase enquanto eu seguia sem um arranhão da caridade de quem me detesta.
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