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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fim de linha? #eblog @redems @lnagle2

Enviado por Ricardo Noblat -07.07.2011 | 16h09m Política

FIm de linha?

A reforma política corre o risco de buscar um caminho torto para combater a pulverização da representação partidária. Esta nada mais é que o retrato da pulverização do eleitorado
Blog do Alon
É possível que não tenha chamado tanto a atenção, por causa do escândalo da hora, mas o Senado produziu ontem uma boa notícia. A Comissão de Constituição e Justiça derrubou a proposta de lista fechada.
É o sistema em que o eleitor deixa de votar diretamente nos candidatos a deputado e vereador.
Pelo modelo rejeitado, o eleitor vota no partido e este manda para as casas legislativas os primeiros de uma lista elaborada pela própria sigla. Conforme o número de cadeiras conquistadas.
A lista fechada sofre de um mal que no Brasil costuma ser definitivo: propõe retirar atribuições do eleitor e transferir ao partido. Propõe substituir o juízo do eleitor pelo arbítrio de uma burocracia.
Ou do dono dela, dada a peculiar configuração das leis partidárias no Brasil. Que instalaram as agremiações na confluência de dois confortos.
Do seu gene estatal trazem o característica de serem abastecidas pelo distinto público. Por meio do fundo partidário e do horário grátis no rádio e televisão. Do gene privado carregam a delícia de não precisar prestar contas a ninguém.
Muito menos praticar qualquer tipo de democracia interna.
A ausência de vida democrática leva os partidos à multiplicação por cissiparidade, o mecanismo em que um ser se divide para dar origem a mais outro.
Agora mesmo o noticiário informa sobre uma cisão no PV, cujos donos não veem conveniência em promover qualquer consulta aos filiados sobre quem deve mandar no partido, e para fazer o quê.
Eis uma vantagem competitiva do PT sobre os concorrentes. As dissidências petistas têm sido relativamente menos ponderáveis também por haver espaço real de disputa dentro da sigla.
Há aqui e ali sinais de degenerescência, como no Mato Grosso, mas a legitimidade do direito de lutar pelo poder interno continua basicamente preservada.
O grande divulgador e promotor da proposta de lista fechada é o PT. Entre outras razões, por liderar na preferência do eleitorado.
Leia a íntegra em Fim de linha?

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Política : Fim de linha?
A reforma política corre o risco de buscar um caminho torto para combater a pulverização da representação partidária. Esta nada mais é que o retrato da pulverização do eleitoradoBlog do AlonÉ possível que não tenha chamado tanto a atenção, por causa do escâ>...
Enviado por - 7/7/2011 - 16:09
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Apelido: Tonico2011 - 7/7/2011 - 17:26
Gosto dos comentário do Alon mas, desta vez, ele pisou na bola.

Dizer que há democracia no PT é estultice.

Será que Alon não lembra que quando o Senador Eduardo Suplicy quis eleição contra Lula para ver quem seria o candidato do partido à presidência, quase foi linchado pela turma do barba???

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Nome: Carlos Henrique Cathoud - 7/7/2011 - 16:49
Este Alon está cada vez mais sem noção. Como falar em "espaço real de disputa" dentro do PT quando temos uma presidenta que está lá por obra e graça exclusiva do divino Lula? Ou alguém com mais de dois neurônios acha que houve "democracia interna"? Quanta tolice....

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